Petróleo salta mais de 8% após Irã fechar Estreito de Ormuz e ameaçar incendiar navios

por Redação

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3) em meio ao temor de prolongamento da guerra no Oriente Médio, ao anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz e a ataques contra instalações do setor de energia.

Por volta das 11h12, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em maio avançava 8,43%, cotado a US$ 84,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, com vencimento em abril, subia 8,79%, negociado a US$ 77,49.

Na segunda-feira (2), o Irã anunciou, por meio da mídia estatal, o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar a rota. O comunicado, atribuído ao comandante da Guarda Revolucionária, foi considerado o alerta mais direto desde o aviso feito no sábado (28) sobre o bloqueio da passagem. A medida foi apresentada como retaliação à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

“O estreito de Ormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, declarou Ebrahim Jabari, assessor do comandante.

Apesar da declaração iraniana, a emissora americana Fox News informou que o Comando Central dos Estados Unidos afirma que o estreito não está fechado.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais para exportação de petróleo, conectando grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O bloqueio da passagem ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial da commodity, pressionando ainda mais os preços.

Após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o fechamento do estreito elevou o risco ao abastecimento global e acendeu alertas nos mercados internacionais.

A escalada do conflito também levou países da região a interromper preventivamente a produção de petróleo e gás, intensificando a alta nos preços da energia. No domingo, um dia após o início do conflito, o petróleo já havia saltado cerca de 13%, superando US$ 82 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi impactado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.

Fonte: G1

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