Uma das bombas de fragmentação lançadas pelo Irã nesta quarta-feira (18) atingiu um apartamento em Tel Aviv, matando um casal de idosos que não conseguiu chegar a tempo ao bunker do edifício. O ataque deixou ainda cinco feridos em Tel Aviv, Ramat Gan, Kafr Qasem, Petah Tikva e Bnei Brak.
Imagens mostram o furo no teto causado pela explosão. Segundo vizinhos, o estrondo foi intenso e causou grande pânico. As autoridades israelenses informaram que uma das bombas perfurou o telhado e atingiu diretamente o apartamento do casal.
O ataque foi anunciado pela TV estatal iraniana como retaliação à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã. Desde o início da guerra no Oriente Médio, que já entra na terceira semana, milhares de pessoas morreram: 3.099 no Irã, 902 no Líbano, 14 em Israel e 13 militares dos EUA.
As munições de fragmentação, também conhecidas como cluster munitions, são projetadas para liberar várias submunições em uma ampla área. Por não serem totalmente confiáveis, muitas permanecem ativas no solo, funcionando como minas terrestres e representando risco permanente para civis.
Embora 110 países tenham assinado a Convenção de 2008 que proíbe esse tipo de armamento, nem Irã, nem Israel são signatários, tampouco Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Brasil. Organizações internacionais, como a Human Rights Watch, classificam essas bombas como extremamente letais para civis, alertando que seu uso em áreas habitadas provoca mortes e ferimentos mesmo anos após os conflitos.
Fonte: G1