Um imigrante de 57 anos, identificado como Oudone Lothirath, está sob cuidados paliativos nos Estados Unidos após perder sessões essenciais de quimioterapia enquanto estava detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Diagnosticado com linfoma de Hodgkin, ele deixou de comparecer a quatro das cinco sessões previstas após ser detido em janeiro, no estado de Minnesota.
Refugiado do Laos desde a infância, quando chegou ao país na década de 1980, Oudone já enfrentava um quadro de saúde delicado. No entanto, segundo familiares e amigos, ele respondia bem ao tratamento antes da detenção. “Ele provavelmente teria mais um bom ano pela frente”, afirmou Christina Vilay, amiga e cuidadora, ao jornal The Independent.
Durante o período sob custódia, Oudone foi mantido em uma instalação do ICE em El Paso, no Texas, onde dormia em barracas com cerca de 60 detidos. A ausência do tratamento, segundo relatos, agravou significativamente seu estado de saúde.
O histórico migratório do imigrante remonta a uma condenação por cumplicidade em um tiroteio ocorrido há quase 35 anos, sem vítimas, o que interrompeu seu processo de naturalização e o obrigava a se apresentar regularmente ao ICE. Apesar disso, ele nunca havia sido detido até a operação realizada neste ano.
O caso reacende o debate sobre as condições de detenção e o acesso a tratamento médico para imigrantes sob custódia nos Estados Unidos, especialmente em situações de doenças graves. Oudone integra a comunidade de refugiados do Laos, país marcado por conflitos durante a Guerra do Vietnã e que mantém forte vínculo histórico com os EUA.
Fonte: EXTRA