Médico preso no RS é suspeito de série de abusos contra pacientes e polícia fala em “enxurrada de vítimas”

por Redação

Um cardiologista de 55 anos foi preso preventivamente em Taquara, no Rio Grande do Sul, sob suspeita de importunar sexualmente pacientes durante consultas médicas. Identificado como Daniel Kollet, o médico é investigado por abusos que teriam ocorrido ao longo de pelo menos dois anos, segundo a Polícia Civil.

Até o momento, 14 vítimas já foram identificadas, mas o número pode ser maior. O delegado responsável pelo caso, Valeriano Garcia Neto, afirmou que há uma “enxurrada de vítimas” e que novas denúncias ainda estão sendo apuradas.

De acordo com as investigações, o médico se aproveitava de momentos em que as pacientes se despiam para exames cardiológicos, como o ecocardiograma. Relatos indicam que ele adotava um padrão de comportamento, aproximando-se das mulheres para abraços, beijos e toques em regiões íntimas sem consentimento.

Em um dos depoimentos, a vítima afirmou que foi abraçada por trás enquanto se vestia, após o exame, momento em que o médico teria tocado seus seios. Em outro caso, uma paciente relatou que o cardiologista alegou estar realizando uma “sessão de mediunidade” enquanto a tocava e pedia sigilo sobre o ocorrido.

Uma das vítimas, esposa de um amigo do investigado, teria sido abusada em duas consultas, em 2024 e 2025. Inicialmente, ela hesitou em denunciar por medo, mas posteriormente levou o caso à polícia.

A investigação aponta que o médico costumava pedir que as pacientes não revelassem os episódios. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul informou que abriu procedimento administrativo e classificou o caso como grave, destacando que adotará medidas cabíveis caso as denúncias sejam confirmadas.

A defesa do cardiologista afirma não ter tido acesso ao inquérito até o momento e sustenta que ele possui quase 30 anos de carreira, com atuação pautada pela ética e responsabilidade.

O caso segue em investigação, com a polícia buscando identificar possíveis novas vítimas e aprofundar as apurações sobre a conduta do profissional.

Fonte: OGLOBO

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