Após lançar medidas para mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula um novo pacote voltado ao endividamento das famílias. A proposta em discussão prevê a unificação de dívidas de pessoas físicas em um único débito, com juros reduzidos e possibilidade de descontos no valor principal que podem chegar a 80% em alguns casos.
Nesta terça-feira (7), Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram para definir os detalhes do programa de refinanciamento. A iniciativa pretende reunir débitos como cartão de crédito, crédito pessoal e outras modalidades em uma nova dívida consolidada, com condições mais favoráveis de pagamento.
O modelo prevê que a renegociação seja feita diretamente com os bancos, com o objetivo de acelerar o processo. Para viabilizar os descontos e a concessão de crédito, as instituições financeiras devem contar com recursos do Fundo de Garantia de Operações, que asseguraria o pagamento aos bancos em caso de inadimplência das dívidas refinanciadas.
A proposta tem como foco principal brasileiros com renda de até três salários mínimos, grupo mais pressionado pelo alto custo do crédito. Segundo o presidente, há uma percepção generalizada de que as dívidas estão consumindo quase toda a renda mensal das famílias, agravando o cenário econômico doméstico.
Além do impacto econômico, o pacote também carrega peso político. Em meio a uma fase de baixa aprovação, o governo busca aliviar a pressão sobre o orçamento das famílias e evitar alta da inflação, especialmente em itens sensíveis como a conta de luz. A estratégia mira conter insatisfações e melhorar o ambiente econômico em um período eleitoral decisivo.
Fonte: G1