A influenciadora Mylla Pimentel, de 31 anos, viveu uma situação inesperada e delicada após realizar uma laqueadura durante sua última cesárea. Moradora de Camaçari (BA), ela descobriu uma nova gravidez apenas três meses após o procedimento, o que gerou choque e preocupação, já que a gestação é considerada de alto risco.
Mãe solo de quatro filhos — Maria Júlia, de 9 anos, Havi Luiz, de 7, Fernanda, de 3, e Maitê, de 11 meses — Mylla afirma que a laqueadura foi feita por recomendação médica durante o parto mais recente. Segundo ela, o procedimento incluiu a ligação e cauterização das trompas, conforme documentação assinada previamente. A cirurgia era considerada necessária devido ao histórico de múltiplas cesáreas e aos riscos crescentes.
Mesmo assim, pouco tempo depois, a influenciadora percebeu que algo estava diferente. Sem sintomas iniciais, decidiu fazer um teste por intuição e descobriu que já estava com cinco semanas de gestação, em 7 de novembro de 2025. O impacto emocional foi imediato. “Precisei de acompanhamento psicológico. Não aceitei, só sabia chorar”, relatou.
A gestação atual exige cuidados intensivos. Mylla está com 30 semanas, é hipertensa, desenvolveu diabetes gestacional e apresenta placenta prévia confirmada, além de suspeita de placenta acreta — condição em que a placenta se fixa de forma anormal ao útero. Diante do quadro, o parto deve ser antecipado para 34 semanas, caso a acreta seja confirmada, ou 36 semanas, se descartada. A equipe médica também avalia a possibilidade de histerectomia após o parto.
Além dos desafios clínicos, a influenciadora relata impacto psicológico e pressão social. Ela afirma enfrentar crises de ansiedade e críticas nas redes sociais, inclusive de outras mulheres. Outro fator que aumentou a preocupação foi a descoberta recente de que o bebê, inicialmente identificado como menino, é na verdade uma menina, o que implica mudanças práticas para quem já cuida de um bebê pequeno sozinha.
Apesar das dificuldades, Mylla afirma que busca adaptação emocional diante da nova realidade. O caso chama atenção para situações raras, mas possíveis, de falha em métodos definitivos de contracepção, além dos riscos associados a gestações sucessivas por cesárea.
Fonte: revistaquem