Grávida de 18 anos morre após quatro atendimentos e caso levanta suspeitas sobre falhas médicas em SC

por Redação

A morte da jovem Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, grávida de sete meses, após procurar atendimento por quatro vezes no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial (SC), levanta questionamentos sobre a condução dos atendimentos médicos. A bebê também não sobreviveu. O caso está sob investigação técnica, segundo a unidade de saúde.

De acordo com a família, os primeiros sintomas surgiram em 28 de março, com dores no corpo. No dia 30, Maria foi atendida no hospital, medicada, recebeu soro e realizou exames de sangue e urina, que não apontaram alterações. No dia seguinte, retornou à unidade ainda com sintomas. Desta vez, exames indicaram queda no número de plaquetas e alterações urinárias. Mesmo assim, ela não foi internada. A suspeita levantada pela médica de plantão era de dengue, e a paciente foi liberada.

Em 1º de abril, Maria voltou ao hospital após piora no quadro, com dores e febre. Segundo relato da família, ela foi medicada e ficou em observação por algumas horas, sem a realização de novos exames, sendo novamente liberada.

No dia 2 de abril, já em estado mais grave, a jovem procurou um posto de saúde. Profissionais relataram preocupação com a aparência da paciente, que apresentava cansaço extremo e manchas roxas pelo corpo. Ela foi encaminhada com urgência ao Hospital Beatriz Ramos, onde recebeu atendimento imediato.

Segundo a unidade, o quadro era de infecção generalizada, com risco de vida para mãe e bebê. Foi solicitada transferência para uma UTI no Hospital Santo Antônio, em Blumenau. Durante o atendimento, houve uma cesariana de emergência, mas a bebê não resistiu. Maria Luiza morreu pouco tempo depois.

Em nota, o Hospital Beatriz Ramos informou que iniciou uma investigação técnica rigorosa, seguindo protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde. A apuração está sendo conduzida pela Comissão Técnica Hospitalar, com revisão detalhada de todo o atendimento prestado desde a primeira entrada da paciente. A instituição afirmou ainda que lamenta profundamente o ocorrido e prestou solidariedade à família.

O caso ocorre no Vale do Itajaí e reacende o debate sobre protocolos de atendimento, especialmente em situações com sintomas persistentes e agravamento clínico, além da necessidade de respostas rápidas em casos potencialmente graves.

Fonte: G1

Leia também