O caso envolvendo Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá teve um novo desdobramento jurídico em Brasília. A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, presidida por Agripino Magalhães, protocolou nesta quinta-feira (9/4) um novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), reforçando o pedido de regressão do casal ao regime fechado.
Representada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, a entidade sustenta que a permanência dos condenados em regime aberto estaria gerando um cenário de “medo coletivo” e “intimidação difusa” em bairros de São Paulo e na região de Barueri.
No documento encaminhado ao ministro relator, a associação também levanta questionamentos sobre possível descumprimento das condições impostas pela Justiça, incluindo dúvidas sobre a rotina de trabalho de Alexandre Nardoni na empresa do pai, com suspeita de eventuais saídas fora do horário autorizado. Há ainda apontamentos sobre o endereço declarado à Justiça, com menções a possível mudança para Alphaville sem atualização nos autos.
Outro ponto citado é o impacto na população local, com alegações de apreensão entre moradores e a coleta de assinaturas em forma de denúncia. O pedido também menciona o caso do ex-goleiro Bruno como precedente para reforçar a tese de regressão de regime em caso de descumprimento de regras judiciais.
A solicitação ao STJ pede que o casal retorne ao cárcere até que as condições do regime aberto sejam devidamente esclarecidas.
O caso já havia sido levado anteriormente ao Supremo Tribunal Federal, sem avanço. Agora, a entidade concentra a estratégia no STJ para tentar reverter a situação.
Fonte: METRÓPOLES