A sensação de estar urinando com muita frequência ao longo do dia pode ter diferentes causas e nem sempre está ligada a infecção urinária, que costuma ser a primeira suspeita de muitos pacientes. A avaliação é da nefrologista Valéria Soares, que destaca a importância de investigação médica adequada antes de qualquer conclusão.
Segundo a especialista, o aumento da frequência urinária — conhecido como polaciúria — pode estar relacionado desde hábitos simples, como maior ingestão de líquidos, até condições clínicas mais complexas. Quando o sintoma é persistente ou acompanhado de dor e desconforto, a atenção deve ser redobrada.
Entre as principais causas apontadas estão os distúrbios hormonais, como o diabetes insipidus, condição rara relacionada à deficiência ou resistência ao hormônio vasopressina (ADH), responsável pelo controle da produção de urina. Nesses casos, há aumento da eliminação urinária devido à alteração hormonal ou à resposta dos rins.
Outra possível causa é o diabetes mellitus descompensado, em que o excesso de glicose no sangue leva ao aumento da eliminação de urina, elevando a frequência urinária.
Em homens, a hiperplasia prostática benigna também pode estar associada ao sintoma. O aumento da próstata pode dificultar o esvaziamento completo da bexiga, levando a micções mais frequentes.
A incontinência urinária também é citada como fator relevante, especialmente em mulheres durante a gravidez ou menopausa e em homens após cirurgias prostáticas. A condição provoca perda involuntária de urina, principalmente em situações de esforço.
Além disso, fatores emocionais também podem influenciar o funcionamento da bexiga. Segundo a médica, o estresse pode estimular o sistema nervoso e aumentar a atividade urinária, resultando em maior frequência de idas ao banheiro.
Fonte: G1