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Saúde

Saúde

Uma bactéria voltou ao centro de interdições de produtos no Brasil e levantou alerta científico

por Redação 3 de junho de 2026

A bactéria Pseudomonas aeruginosa voltou ao centro das atenções após ser associada a recentes medidas de interdição envolvendo produtos de consumo no Brasil, incluindo o recolhimento de detergentes e sabões da marca Ypê e a suspensão de um lote de água mineral Crystal, após atuação da Anvisa. O caso reacende o debate sobre como um micro-organismo pode sobreviver até mesmo em ambientes destinados à limpeza e consumo humano.

Especialistas explicam que a espécie possui um conjunto avançado de mecanismos de defesa que aumentam sua resistência a agentes químicos. Entre eles está a estrutura de membrana dupla típica das bactérias Gram-negativas, que funciona como uma barreira natural de baixa permeabilidade, dificultando a entrada de substâncias como detergentes.

Outro fator determinante é a formação de biofilmes, estruturas gelatinosas produzidas pelas próprias bactérias ao se fixarem em superfícies. Esse “aglomerado” cria uma espécie de barreira física que protege as camadas internas contra desinfetantes, variações ambientais e até respostas do sistema imunológico.

Além disso, a Pseudomonas aeruginosa conta com chamadas bombas de efluxo, proteínas capazes de expulsar substâncias tóxicas de dentro da célula antes que atinjam níveis letais. Esse mecanismo reduz a eficácia de produtos químicos e contribui para sua sobrevivência em ambientes hostis.

Pesquisadores ouvidos em reportagens científicas destacam ainda que o uso inadequado ou excessivamente diluído de detergentes pode favorecer a seleção de bactérias mais resistentes, criando um processo evolutivo de adaptação. Mutações, resistência genética já presente e troca de material entre bactérias ampliam essa capacidade de sobrevivência.

Apesar disso, especialistas reforçam que a bactéria não é invencível e pode ser eliminada por processos adequados de desinfecção, esterilização e saneamento. O risco maior está em ambientes hospitalares e em pessoas imunossuprimidas, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados, idosos e bebês.

Nesses grupos, a Pseudomonas pode causar infecções respiratórias, urinárias, de pele e até quadros graves como sepse. Em pessoas saudáveis, o sistema imunológico e a microbiota natural geralmente impedem a proliferação da bactéria antes que ela cause danos significativos.

Fonte: G1

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Saúde

Morte de influencer expõe ‘show dos hormonizados’ e acende alerta sobre anabolizantes nas redes

por Redação 2 de junho de 2026

Aplicações de hormônios diante das câmeras, relatos de ciclos de uso e transformações físicas acompanhadas por milhões de seguidores. O uso de anabolizantes deixou de ser um assunto restrito aos bastidores das academias e passou a ocupar espaço de destaque nas redes sociais, transformando-se em conteúdo de entretenimento e gerando preocupação entre especialistas.

O fenômeno ocorre em meio à forte expansão do mercado de hormônios no Brasil. Segundo dados apresentados pelo Fantástico, a venda legal de testosterona, uma das substâncias mais utilizadas como anabolizante, cresceu mais de 700% nos últimos sete anos.

O debate ganhou força após a morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Gumley, de 22 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo. Um laudo preliminar apontou morte súbita causada por um problema cardíaco, mas o resultado definitivo dos exames ainda é aguardado.

Conhecido inicialmente como “Bebezinho Natural”, Gabriel conquistou seguidores ao mostrar sua evolução física sem utilizar anabolizantes. Com o crescimento da popularidade, decidiu iniciar o uso de hormônios para acelerar os ganhos musculares e compartilhou essa mudança com o público. Em vídeos publicados nas redes, participou de programas fitness, comentou os produtos utilizados e chegou a receber aplicações de anabolizantes diante das câmeras em um ambiente descontraído.

O chamado “show dos hormonizados” também inclui conteúdos em que o uso de substâncias é tratado de forma humorística. Vídeos mostram participantes disputando quem consegue convencer jurados de que utiliza anabolizantes, enquanto termos como “tomar suco”, “ciclo” e “hormonizado” passaram a integrar o vocabulário de milhares de jovens que acompanham influenciadores fitness.

Especialistas alertam que essa abordagem contribui para normalizar práticas que podem trazer sérios riscos à saúde. O médico Luis Fernando Correia afirma que não há evidências científicas de uso seguro dessas substâncias e critica a forma como o tema é tratado nas redes.

Mesmo relatando aos seguidores que se sentia envelhecido após iniciar o uso dos hormônios e reconhecendo que a decisão poderia reduzir sua expectativa de vida, Gabriel continuou compartilhando sua transformação física. Após sua morte, amigos, atletas e criadores de conteúdo ouvidos pela reportagem afirmaram que não pretendem abandonar os anabolizantes, defendendo que seria possível reduzir riscos com o uso considerado “correto”.

No entanto, especialistas destacam que os hormônios podem provocar alterações cardiovasculares importantes, incluindo crescimento do músculo cardíaco e aumento da viscosidade do sangue, fatores associados a complicações graves. Para pessoas próximas de Gabriel, o caso também evidencia a pressão por audiência nas redes sociais, onde corpos cada vez mais musculosos costumam gerar mais visualizações e engajamento.

Fonte: FANTÁSTICO

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Saúde

Gordura no fígado pode evoluir silenciosamente; especialista alerta para sinais graves

por Redação 1 de junho de 2026

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, afeta cerca de 30% da população mundial e apresenta tendência de crescimento, segundo dados publicados pela Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas. A condição é considerada uma das principais causas de doenças e mortes relacionadas ao fígado.

De acordo com a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), a presença de gordura no fígado em sua forma simples raramente representa uma emergência. No entanto, alguns sintomas podem indicar que a doença evoluiu para estágios mais graves, como inflamação hepática ou cirrose, exigindo avaliação médica imediata.

Entre os principais sinais de alerta estão pele e olhos amarelados (icterícia), inchaço abdominal importante, confusão mental, sonolência excessiva, sangramentos frequentes ou aparecimento de manchas roxas pelo corpo e inchaço nas pernas.

Segundo a especialista, esses sintomas sugerem comprometimento avançado da função hepática e não devem ser ignorados. A progressão da doença pode ocorrer de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

A médica destaca que pessoas com fatores de risco devem realizar acompanhamento periódico, mesmo sem sinais aparentes da doença. Entre os grupos mais vulneráveis estão indivíduos com sobrepeso ou obesidade, diabetes ou pré-diabetes, colesterol ou triglicerídeos elevados e hipertensão arterial.

Além disso, alterações identificadas em exames de rotina ou sintomas persistentes também devem motivar uma avaliação especializada. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações graves e preservar a saúde do fígado.

Fonte: METRÓPOLES

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Canetas Emagrecedoras

Semaglutida brasileira terá teto igual ao Ozempic, mas EMS promete preço 30% menor

por Redação 1 de junho de 2026

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozivy e fabricada pela EMS, avançou mais uma etapa para chegar às farmácias. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, definiu o preço máximo que poderá ser cobrado pelo produto, estabelecendo o mesmo teto aplicado ao Ozempic e ao Wegovy.

O valor máximo para as canetas de 1,5 ml foi fixado em R$ 803,44 sem ICMS. Com a incidência de impostos estaduais, o preço final varia conforme a região. Em São Paulo, por exemplo, o teto pode chegar a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas alcança R$ 1.330,60. Já as versões de 3 ml terão preço máximo de R$ 1.399,72 sem impostos.

A definição do teto é uma exigência regulatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no país. A CMED enquadrou o Ozivy na categoria destinada a novas apresentações de medicamentos já existentes no mercado, permitindo que pratique os mesmos preços máximos dos produtos de referência.

Apesar disso, a EMS afirmou que pretende lançar o medicamento com preços cerca de 30% inferiores aos praticados pela concorrência. Considerando que versões de menor dosagem do Ozempic são encontradas atualmente por cerca de R$ 900, a expectativa é que o Ozivy seja vendido por aproximadamente R$ 630.

A empresa informou que divulgará na próxima semana o preço oficial de mercado e a data de chegada do medicamento às farmácias. Especialistas avaliam que o fim da exclusividade da patente da semaglutida pode ampliar a concorrência e contribuir para a redução dos preços no setor.

A Anvisa possuía até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, sendo o Ozivy o primeiro aprovado. A EMS recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, incluindo cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, individuais e em embalagens duplas.

Fonte: G1

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Saúde

Tratamento genético pode reduzir colesterol de forma permanente, dizem cientistas

por Redação 27 de maio de 2026

Um tratamento experimental de edição genética conseguiu reduzir drasticamente os níveis de colesterol LDL — conhecido como colesterol ruim — em um pequeno estudo preliminar divulgado nesta segunda-feira. Segundo os pesquisadores, a terapia pode oferecer uma prevenção definitiva contra doenças cardíacas após apenas uma única infusão.

O estudo foi publicado no The New England Journal of Medicine e analisou 35 pacientes com colesterol geneticamente elevado ou doenças cardíacas. Nos participantes que receberam a dose mais alta do tratamento, os níveis de LDL caíram em até 62%. Em parte do grupo, os resultados foram mantidos por pelo menos 18 meses.

A pesquisa ainda está em fase inicial e deverá envolver até 85 participantes antes de avançar para um estudo maior com 200 pacientes. Mesmo assim, especialistas classificaram os resultados como promissores.

A terapia utiliza uma técnica de edição genética que atua diretamente no gene PCSK9, responsável pela produção de uma proteína ligada ao acúmulo de colesterol no sangue. Após a alteração genética, o fígado passa a remover mais colesterol LDL da corrente sanguínea, mantendo os níveis baixos.

O estudo foi liderado pelo cardiologista Sekar Kathiresan, CEO da Verve Therapeutics, atualmente subsidiária da Eli Lilly. Segundo ele, o projeto foi motivado por seu histórico familiar de doenças cardíacas. O pai, a avó, o tio e o irmão sofreram ataques cardíacos, e o irmão morreu aos 42 anos.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que ainda são necessários mais dados de segurança. A FDA exige acompanhamento de pacientes submetidos a terapias genéticas por até 15 anos.

Hoje, o colesterol alto já pode ser tratado com estatinas e medicamentos injetáveis, mas muitos pacientes abandonam o tratamento. Estudos indicam que entre um terço e metade das pessoas param de usar remédios para colesterol em até um ano.

Uma das participantes do estudo, Alice Thomas, de 64 anos, contou que não conseguia tolerar estatinas e não tinha acesso aos medicamentos injetáveis pelo plano de saúde. Após receber a infusão experimental, seu colesterol LDL caiu de 190 para 50 em apenas duas semanas.

— Isso é ótimo. Uma única aplicação e tudo acaba — afirmou.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Anvisa aprova primeira semaglutida nacional após queda da patente do Ozempic no Brasil

por Redação 26 de maio de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira autorização para um concorrente nacional da substância desde o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.

A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic, usado no tratamento do diabetes tipo 2, e Wegovy, indicado para obesidade. Após a queda da patente, em março deste ano, farmacêuticas iniciaram uma corrida bilionária para disputar um dos mercados mais lucrativos da indústria farmacêutica.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de desenvolvimento abreviado, modalidade usada para substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia perante a Anvisa.

A aprovação acontece depois de meses de análise técnica. Até então, nenhum produto com semaglutida havia sido autorizado após o encerramento da exclusividade da Novo Nordisk. Em abril, a agência chegou a rejeitar pedidos por falhas em documentação e requisitos técnicos.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy foi aprovado em versões injetáveis para aplicação subcutânea, com diferentes volumes e acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas.

Apesar da autorização, o medicamento ainda não tem data oficial de lançamento. A EMS precisa concluir etapas comerciais, definição de preço, produção dos primeiros lotes e distribuição para farmácias.

A aprovação intensifica a disputa em um mercado que movimenta bilhões de reais e transformou as chamadas “canetas emagrecedoras” em fenômeno de consumo.

Levantamento do g1 apontou que ao menos 17 pedidos de medicamentos à base de semaglutida seguem em análise na Anvisa. Os processos começaram a ser protocolados ainda em 2023, antes mesmo do fim da patente.

A agência afirma que os produtos passam por avaliação rigorosa devido à complexidade da molécula, considerada uma fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos. Entre os critérios analisados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e estabilidade da substância.

Com a entrada de novos concorrentes, cresce a expectativa de redução gradual nos preços ao longo dos próximos anos. O Ministério da Saúde já indicou anteriormente que a ampliação de fabricantes pode aumentar o acesso aos tratamentos.

Enquanto isso, a própria Novo Nordisk começou a adotar estratégias comerciais para manter competitividade, incluindo ajustes de preços e condições especiais para produtos da linha Wegovy e Rybelsus.

O registro do Ozivy é válido até junho de 2036 e contempla quatro apresentações diferentes de solução injetável.

Fonte: G1

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Saúde

Ansiedade sexual cresce entre homens jovens e preocupa especialistas

por Redação 21 de maio de 2026

Especialistas em saúde mental e sexualidade alertam para o aumento da ansiedade sexual entre homens jovens, fenômeno associado, em parte, à superexposição a conteúdos sexuais altamente explícitos nas plataformas digitais.

Segundo médicos e pesquisadores, o problema não está no consumo ocasional de pornografia, mas no uso excessivo e compulsivo, que pode alterar a forma como algumas pessoas respondem ao desejo, à intimidade e às relações reais.

De acordo com o urologista Guillermo Romero, muitos homens acabam utilizando o conteúdo pornográfico como mecanismo psicológico para lidar com estresse, ansiedade e emoções negativas.

“Quando o cérebro se acostuma a níveis muito altos de estimulação visual, a resposta diante de experiências sexuais cotidianas pode diminuir. Além disso, surgem comparações irreais sobre desempenho, corpo ou performance sexual”, afirma o especialista.

Estudos internacionais vêm analisando os impactos desse consumo problemático na saúde sexual masculina. Algumas pesquisas apontam associações entre o excesso de pornografia e sintomas como disfunção erétil psicológica, diminuição do desejo sexual, ansiedade durante relações íntimas, menor satisfação nos relacionamentos e expectativas irreais sobre o sexo.

Especialistas também destacam alguns sinais de alerta que podem indicar um comportamento prejudicial, como a necessidade de consumir conteúdos cada vez mais frequentes ou extremos, dificuldade de excitação sem pornografia, isolamento social, perda de interesse em relações reais, consumo em horários inadequados e sensação de culpa ou perda de controle.

Apesar do debate crescente, profissionais reforçam que o objetivo não é demonizar a sexualidade, mas incentivar uma relação mais equilibrada com o conteúdo digital e identificar quando ele começa a impactar a vida pessoal ou afetiva.

Nos últimos anos, temas ligados à saúde sexual masculina, testosterona, desempenho sexual, ansiedade e disfunção erétil ganharam espaço nas redes sociais. O movimento também levou médicos especialistas a ampliarem a produção de conteúdos educativos para combater desinformações disseminadas na internet.

Para Guillermo Romero, um dos maiores desafios atuais é fazer com que homens entendam que buscar ajuda médica e psicológica não deve ser motivo de vergonha.

Segundo ele, saúde sexual também envolve saúde mental, autoestima e qualidade de vida, e o tratamento precoce pode evitar que muitos homens enfrentem esses problemas em silêncio.

Fonte: OGLOBO

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Saúde

Café aumenta a pressão? Estudos mostram efeito temporário, mas baixo risco de hipertensão

por Redação 19 de maio de 2026

O café pode provocar aumento temporário da pressão arterial, mas não há evidências consistentes de que o consumo moderado da bebida cause hipertensão. É o que indicam pesquisas que analisaram centenas de milhares de pessoas ao longo dos anos.

A cafeína age como estimulante do sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos e contrair vasos sanguíneos, especialmente em pessoas que não consomem café com frequência ou que já têm pressão alta. O efeito, no entanto, tende a ser passageiro.

A pressão arterial é medida por dois valores: a sistólica (quando o coração se contrai) e a diastólica (quando relaxa). Valores abaixo de 120/80 mm Hg são considerados normais. Quando atingem ou ultrapassam 140/90 mm Hg de forma constante, configuram hipertensão.

A doença é considerada silenciosa porque geralmente não apresenta sintomas, mas aumenta o risco de infarto, AVC e complicações renais. Estima-se que cerca de 31% dos adultos tenham hipertensão, e metade não saiba disso.

Após o consumo de café, os níveis de cafeína no sangue atingem o pico entre 30 minutos e duas horas, com efeito que pode durar de três a seis horas. Nesse período, a pressão pode subir de forma leve a moderada.

Revisões científicas indicam que a cafeína pode elevar a pressão sistólica entre 3 e 15 mm Hg e a diastólica entre 4 e 13 mm Hg logo após o consumo. O impacto tende a ser maior em pessoas com hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Apesar disso, estudos de longo prazo com cerca de 315 mil participantes não encontraram relação direta entre consumo de café e maior risco de desenvolver pressão alta. Em alguns casos, até foi observada possível redução de risco, embora com ressalvas metodológicas.

Outro estudo, realizado no Japão, acompanhou adultos por quase duas décadas e encontrou maior risco de morte cardiovascular apenas em pessoas com hipertensão grave que consumiam duas ou mais xícaras por dia. Em indivíduos com pressão normal ou leve, essa associação não foi observada.

Além da cafeína, o café contém compostos como melanoidinas e ácido quínico, que podem ter efeitos benéficos sobre a regulação da pressão e a saúde dos vasos sanguíneos.

A conclusão geral dos especialistas é que, para a maioria das pessoas, não há necessidade de abandonar o café. A recomendação é moderação e atenção ao histórico de saúde individual.

Entre as orientações estão evitar cafeína antes de medir a pressão, reduzir o consumo à noite quando houver impacto no sono e limitar a ingestão a cerca de quatro xícaras por dia. Pessoas com hipertensão mais grave devem buscar orientação médica.

Fonte: OGLOBO

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Saúde

Nova NR-1 pode gerar multas acima de R$ 200 mil para empresas que ignorarem saúde mental

por Redação 19 de maio de 2026

A partir de 26 de maio, empresas brasileiras passarão a ser fiscalizadas pela nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui oficialmente os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A medida obriga companhias, especialmente as com mais de cem funcionários, a adotarem ações concretas de prevenção ao adoecimento mental no ambiente de trabalho.

Com a mudança, saúde mental deixa de ser tratada como benefício opcional e passa a integrar as exigências legais de segurança do trabalho. O descumprimento pode resultar em multas entre R$ 670 e R$ 100 mil por infração. Em casos graves ou com irregularidades acumuladas, os valores podem ultrapassar R$ 200 mil.

Especialistas avaliam que boa parte das empresas de médio porte ainda não está preparada para a nova exigência. Para a professora Ana Carolina Motta, da Unigranrio/Afya, a principal dificuldade não é técnica, mas cultural.

Segundo ela, ainda existe forte estigma em torno de transtornos como ansiedade, depressão e exaustão emocional. Muitos trabalhadores enxergam o sofrimento mental como fraqueza individual, enquanto empresas deixam de reconhecer o problema como consequência do ambiente organizacional.

“Sinalizar para a empresa que está passando por questões de exaustão, de depressão, de assédio moral acaba sendo erroneamente percebido pelo funcionário como uma fraqueza dele”, afirma Motta.

A nova norma permite que fatores como assédio moral, metas abusivas, conflitos internos e ambientes tóxicos passem a ser tratados com a mesma seriedade aplicada a riscos físicos e químicos.

A psicóloga Ana Carolina Peuker, pesquisadora e coordenadora da adaptação da ISO 45003 no Brasil, explica que a NR-1 não tem foco no diagnóstico individual de doenças, mas sim na identificação das causas organizacionais do sofrimento.

“A empresa, às vezes, acha que a norma está relacionada ao controle das emoções ou a alguma questão de saúde mental do indivíduo, quando, na realidade, os fatores de risco psicossociais são aspectos da própria empresa”, afirma.

Entre os principais sinais de ambientes tóxicos estão aumento da rotatividade de funcionários, crescimento de afastamentos por transtornos mentais, absenteísmo elevado, conflitos frequentes e queda no engajamento das equipes.

Especialistas alertam ainda que a falta de documentação dos riscos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pode enfraquecer a defesa das empresas em processos judiciais.

Além das multas administrativas, o Ministério Público do Trabalho poderá mover ações civis públicas por dano moral coletivo e até interditar setores ou empresas em casos extremos.

Para cumprir a norma, especialistas recomendam que as empresas realizem diagnósticos internos, utilizem pesquisas organizacionais, acompanhem indicadores de saúde mental, capacitem lideranças e mantenham registros formais das medidas adotadas.

Fonte: revistapegn

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Saúde

Chico Pinheiro revela diagnóstico de câncer e relata dias na UTI após complicações

por Redação 11 de maio de 2026

O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino. O relato aconteceu durante entrevista ao cantor Zeca Baleiro para o programa “Chico Pinheiro Entrevista”, exibido nesta segunda-feira (11), às 19h.

Ex-âncora do “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, Chico contou que precisou ficar internado por mais de um mês após passar por uma cirurgia inicialmente considerada simples. Segundo ele, o câncer foi descoberto em estágio inicial.

“Descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo”, afirmou o jornalista.

Chico explicou que o procedimento seria realizado por cirurgia robótica, com previsão de alta em poucos dias, mas o quadro evoluiu com complicações posteriores.

“Teve uma aderência intestinal e teve que abrir e operar. E eu passei uns belos dias na UTI”, relatou.

O jornalista disse ainda que enfrentou momentos difíceis durante a recuperação e revelou que a música “Flor da Pele”, de Zeca Baleiro, se tornou um apoio emocional durante a internação.

“A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvia essa música o tempo todo e chorava”, contou.

Segundo Chico, o período no hospital trouxe reflexões sobre a vida, o sofrimento e a necessidade de paciência durante o tratamento.

“Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar”, afirmou.

O jornalista não informou quando ocorreram a cirurgia e a internação.

Chico Pinheiro deixou a TV Globo em abril de 2022, após 32 anos na emissora. Durante a carreira, se destacou como apresentador do “Bom Dia Brasil”, “SPTV” e “Jornal da Globo”, além de ter marcado o público com bordões como “Graças a Deus é sexta-feira”, “É, vida que segue…” e “Coragem! Porque é segunda-feira”.

Fonte: revistaquem

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