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Canetas Emagrecedoras

Canetas Emagrecedoras

Semaglutida brasileira terá teto igual ao Ozempic, mas EMS promete preço 30% menor

por Redação 1 de junho de 2026

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozivy e fabricada pela EMS, avançou mais uma etapa para chegar às farmácias. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, definiu o preço máximo que poderá ser cobrado pelo produto, estabelecendo o mesmo teto aplicado ao Ozempic e ao Wegovy.

O valor máximo para as canetas de 1,5 ml foi fixado em R$ 803,44 sem ICMS. Com a incidência de impostos estaduais, o preço final varia conforme a região. Em São Paulo, por exemplo, o teto pode chegar a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas alcança R$ 1.330,60. Já as versões de 3 ml terão preço máximo de R$ 1.399,72 sem impostos.

A definição do teto é uma exigência regulatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no país. A CMED enquadrou o Ozivy na categoria destinada a novas apresentações de medicamentos já existentes no mercado, permitindo que pratique os mesmos preços máximos dos produtos de referência.

Apesar disso, a EMS afirmou que pretende lançar o medicamento com preços cerca de 30% inferiores aos praticados pela concorrência. Considerando que versões de menor dosagem do Ozempic são encontradas atualmente por cerca de R$ 900, a expectativa é que o Ozivy seja vendido por aproximadamente R$ 630.

A empresa informou que divulgará na próxima semana o preço oficial de mercado e a data de chegada do medicamento às farmácias. Especialistas avaliam que o fim da exclusividade da patente da semaglutida pode ampliar a concorrência e contribuir para a redução dos preços no setor.

A Anvisa possuía até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, sendo o Ozivy o primeiro aprovado. A EMS recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, incluindo cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, individuais e em embalagens duplas.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Anvisa aprova primeira semaglutida nacional após queda da patente do Ozempic no Brasil

por Redação 26 de maio de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira autorização para um concorrente nacional da substância desde o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.

A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic, usado no tratamento do diabetes tipo 2, e Wegovy, indicado para obesidade. Após a queda da patente, em março deste ano, farmacêuticas iniciaram uma corrida bilionária para disputar um dos mercados mais lucrativos da indústria farmacêutica.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de desenvolvimento abreviado, modalidade usada para substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia perante a Anvisa.

A aprovação acontece depois de meses de análise técnica. Até então, nenhum produto com semaglutida havia sido autorizado após o encerramento da exclusividade da Novo Nordisk. Em abril, a agência chegou a rejeitar pedidos por falhas em documentação e requisitos técnicos.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy foi aprovado em versões injetáveis para aplicação subcutânea, com diferentes volumes e acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas.

Apesar da autorização, o medicamento ainda não tem data oficial de lançamento. A EMS precisa concluir etapas comerciais, definição de preço, produção dos primeiros lotes e distribuição para farmácias.

A aprovação intensifica a disputa em um mercado que movimenta bilhões de reais e transformou as chamadas “canetas emagrecedoras” em fenômeno de consumo.

Levantamento do g1 apontou que ao menos 17 pedidos de medicamentos à base de semaglutida seguem em análise na Anvisa. Os processos começaram a ser protocolados ainda em 2023, antes mesmo do fim da patente.

A agência afirma que os produtos passam por avaliação rigorosa devido à complexidade da molécula, considerada uma fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos. Entre os critérios analisados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e estabilidade da substância.

Com a entrada de novos concorrentes, cresce a expectativa de redução gradual nos preços ao longo dos próximos anos. O Ministério da Saúde já indicou anteriormente que a ampliação de fabricantes pode aumentar o acesso aos tratamentos.

Enquanto isso, a própria Novo Nordisk começou a adotar estratégias comerciais para manter competitividade, incluindo ajustes de preços e condições especiais para produtos da linha Wegovy e Rybelsus.

O registro do Ozivy é válido até junho de 2036 e contempla quatro apresentações diferentes de solução injetável.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Estudo aponta possíveis novos efeitos colaterais de medicamentos como Ozempic e acende alerta

por Redação 13 de abril de 2026

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, identificaram possíveis novos efeitos colaterais associados ao uso de medicamentos da classe dos análogos do GLP-1, como semaglutida (Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro). A descoberta foi feita com o auxílio de inteligência artificial, que analisou mais de 400 mil postagens na rede social Reddit ao longo de mais de cinco anos.

Publicado na revista científica Nature Health, o estudo reuniu relatos de quase 70 mil usuários e destacou duas categorias de sintomas que ainda demandam investigação mais aprofundada: alterações reprodutivas, como ciclos menstruais irregulares, e queixas relacionadas à temperatura corporal, incluindo calafrios e ondas de calor. Segundo os autores, esses efeitos podem não estar totalmente documentados em ensaios clínicos ou registros regulatórios.

Os pesquisadores ressaltam que os dados não estabelecem relação causal. Ainda assim, apontam que os relatos espontâneos dos pacientes podem servir como sinal de alerta. Cerca de 44% dos usuários analisados mencionaram pelo menos um efeito colateral, sendo os problemas gastrointestinais os mais frequentes — o que reforça a consistência do método utilizado.

Entre os achados que chamaram atenção, quase 4% dos usuários relataram sintomas reprodutivos, percentual ainda maior quando considerada apenas a amostra feminina. Também foram identificadas queixas como fadiga — a segunda mais comum — além de sensações de frio, febre e ondas de calor, sintomas que nem sempre aparecem com destaque em estudos clínicos tradicionais.

Apesar das limitações da amostra — composta majoritariamente por usuários mais jovens, homens e residentes nos Estados Unidos —, os pesquisadores defendem que a análise de redes sociais pode complementar o monitoramento de medicamentos, especialmente os que se popularizam rapidamente. A expectativa é ampliar o estudo para outras plataformas e populações, buscando confirmar se os padrões se repetem globalmente e reforçar o uso da inteligência artificial como ferramenta de alerta precoce na área da saúde.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Roubo de alto valor: casal é preso com R$ 160 mil em canetas emagrecedoras em SP

por Redação 13 de abril de 2026

Um casal foi preso na madrugada deste domingo (12) suspeito de roubar 58 caixas de canetas emagrecedoras de uma farmácia no Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o valor dos produtos levados ultrapassa R$ 160 mil.

De acordo com a corporação, além de medicamentos como Mounjaro e Ozempic, os suspeitos também levaram outros itens da Drogaria São Paulo, incluindo produtos de beleza. Todo o material foi recuperado após a ação policial.

Michael Vinicius Alves de Barros e Joseane Santos Silva foram indiciados pela Polícia Civil por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Com eles, foi apreendido um revólver calibre 32 com numeração raspada, utilizado para ameaçar funcionários durante o crime.

A prisão ocorreu após policiais desconfiarem da atitude dos ocupantes de um veículo e iniciarem uma perseguição. O carro foi interceptado nas proximidades da Ponte Cidade Jardim. O motorista foi detido no local, enquanto a mulher tentou fugir a pé, mas acabou capturada. Outros dois envolvidos conseguiram escapar em direção ao Rio Pinheiros e seguem sendo procurados.

Dentro do veículo, os agentes encontraram grande quantidade de medicamentos de alto custo, confirmados posteriormente por uma representante da farmácia, que reconheceu os produtos na delegacia. O caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi). A defesa dos presos não foi localizada.

O episódio se soma a uma sequência recente de crimes semelhantes. Na última quarta-feira (8), outra farmácia na Zona Norte da capital paulista foi alvo de um roubo de 54 caixas de canetas emagrecedoras. Na ocasião, quatro suspeitos — dois adultos e dois adolescentes — foram detidos, e os produtos recuperados após uma ação que durou cerca de três minutos.

A recorrência desse tipo de crime acende um alerta sobre o mercado ilegal de medicamentos de alto valor, cada vez mais visado por quadrilhas na capital paulista.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Casal é flagrado vendendo canetas emagrecedoras ilegais e tenta descartar provas pelo telhado no RJ

por Redação 6 de abril de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro autuou um casal suspeito de vender canetas emagrecedoras sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ação ocorreu nesta segunda-feira (6), durante a Operação Mounjaro Delivery, conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon).

Os alvos da operação, Laryssa de Souza Gonçalves e Tanan Antony Sant’Anna Machado, foram presos em flagrante por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo, mas acabaram autuados e liberados. Segundo a investigação, os dois utilizavam redes sociais para comercializar medicamentos e produtos terapêuticos de origem desconhecida.

Durante o cumprimento dos mandados, o casal tentou se desfazer de provas ao jogar uma caixa com as canetas pelo telhado. Os policiais obrigaram Tanan a recuperar o material e entregá-lo às autoridades. Na chegada à delegacia, ambos negaram envolvimento no esquema; Laryssa ainda fez comentários sobre sua aparência ao ser registrada.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo a residência do casal, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, e um estabelecimento no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Além das canetas emagrecedoras, a polícia apura a comercialização de roupas e perfumes falsificados. As investigações seguem para identificar a origem dos produtos e possíveis desdobramentos relacionados a crimes contra o consumidor e à saúde pública.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Fim da patente do Ozempic abre mercado, e farmacêutica aposta em comprimido e negociação com o SUS

por Redação 1 de abril de 2026

O fim da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, marca uma virada no mercado farmacêutico e abre espaço para a produção de genéricos. Mesmo diante desse novo cenário, a Novo Nordisk afirma que manterá forte presença no país, com investimentos bilionários e novos produtos em desenvolvimento, incluindo versões em comprimido para tratamento da obesidade.

Em entrevista, o diretor-geral da empresa no Brasil, Allan Finkel, destacou que a perda da patente não altera os planos estratégicos da companhia. A multinacional pretende investir R$ 6 bilhões na fábrica de Montes Claros (MG) e ampliar seu portfólio com novas soluções, como doses mais altas do Wegovy e versões orais do medicamento — já aprovadas nos Estados Unidos e em análise pela Anvisa.

Segundo o executivo, a expectativa é que a dose de 7,2 mg do Wegovy seja liberada ainda em 2026 no Brasil, enquanto a versão em comprimido deve chegar em 2027. A proposta é ampliar o acesso ao tratamento, oferecendo alternativas para diferentes perfis de pacientes, com eficácia semelhante entre as versões injetável e oral.

A empresa também desenvolve novas moléculas para obesidade, como Cagrisema e Amicretina, com o objetivo de aumentar a eficácia, reduzir efeitos colaterais e melhorar a adesão ao tratamento. Finkel reforça que a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica e sistêmica, associada a mais de 200 condições, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

No Brasil, mais de 65% da população apresenta sobrepeso ou obesidade, mas apenas cerca de 1% recebe tratamento medicamentoso — um cenário que, segundo a empresa, revela grande potencial de expansão. A estratégia inclui também parcerias, como a firmada com a Eurofarma, que amplia a distribuição por meio de outras marcas, como Poviztra e Extensior.

Outro ponto central é a tentativa de inclusão dos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Após uma primeira negativa da Conitec, a empresa prepara uma nova submissão, com foco em públicos específicos e possível revisão de critérios. O custo foi um dos principais entraves na análise anterior, mas a farmacêutica afirma estar aberta a negociações para ampliar o acesso.

Enquanto isso, medidas alternativas vêm sendo adotadas, como programas de desconto e iniciativas para facilitar o início do tratamento. Ainda assim, o acesso segue limitado, especialmente fora da rede privada.

O cenário internacional também influencia o mercado brasileiro. Com a crescente demanda global e o avanço de novas tecnologias, a disputa por espaço no tratamento da obesidade tende a se intensificar, mesmo com o fim da exclusividade da semaglutida.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Mounjaro sobe de preço enquanto rivais seguram reajuste e ampliam disputa no mercado

por Redação 1 de abril de 2026

O medicamento Mounjaro (tirzepatida) terá aumento de preço a partir desta quarta-feira (1º), após autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já os concorrentes Ozempic e Wegovy, à base de semaglutida, terão os valores mantidos por enquanto, enquanto a farmacêutica Novo Nordisk avalia o cenário.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste define apenas o teto permitido no país, cabendo a fabricantes e farmácias decidirem o preço final ao consumidor dentro desse limite. O novo valor máximo ainda precisa ser formalizado junto à CMED para entrar em vigor oficialmente.

Os três medicamentos estão enquadrados no nível 3 de regulação, destinado a produtos com pouca ou nenhuma concorrência, com reajuste máximo de 1,13% em 2026. No caso do Mounjaro, a fabricante Eli Lilly confirmou que aplicará o aumento integral permitido.

Com isso, o preço de fábrica do Mounjaro passa de uma faixa entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86 para valores estimados entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45, dependendo da dosagem. Os valores não incluem impostos e podem variar no preço final ao consumidor.

Já Ozempic e Wegovy permanecem sem alteração nos preços de fábrica. Atualmente, o Wegovy varia entre R$ 794,47 e R$ 1.987,84, enquanto o Ozempic custa entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78, também conforme a dosagem.

O movimento ocorre em meio à crescente demanda por medicamentos voltados ao controle de diabetes e perda de peso, ampliando a disputa entre farmacêuticas e colocando pressão sobre preços em um mercado ainda com baixa concorrência.

Fonte: VALOR

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Canetas Emagrecedoras

“Bafo de Ozempic” levanta alerta sobre efeitos das canetas emagrecedoras na saúde bucal

por Redação 20 de março de 2026

O uso de canetas emagrecedoras no Brasil cresceu 88% em 2025, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), e passou a acender novos alertas entre especialistas. Entre os possíveis efeitos colaterais está o impacto na saúde bucal, com relatos do chamado “bafo de Ozempic”, termo popularizado nas redes sociais para descrever episódios de mau hálito associados a esses medicamentos.

Indicadas originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, substâncias como semaglutida e tirzepatida vêm sendo amplamente utilizadas para perda de peso. Além de efeitos já conhecidos, como náuseas, vômitos e refluxo, profissionais de saúde observam queixas relacionadas a alterações no hálito, tema que já motivou orientações do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

De acordo com o dentista Leonardo Acioli, CEO da rede SorriaMed, a demanda por esclarecimentos tem aumentado nos consultórios. Especialistas explicam que o mau hálito não é considerado um efeito colateral direto clássico, mas pode ocorrer como consequência indireta das mudanças provocadas pelos medicamentos no organismo.

Entre os mecanismos apontados está o retardo do esvaziamento gástrico, efeito esperado dessas substâncias, que prolonga a permanência do alimento no estômago e favorece a fermentação, com produção de gases e compostos voláteis percebidos no hálito. Outro fator relevante é a xerostomia, caracterizada pela redução da produção de saliva, o que pode aumentar o acúmulo de biofilme bacteriano e contribuir para o odor.

Especialistas também destacam que a estase gástrica, o refluxo e a cetose — comum em dietas restritivas ou perda de peso rápida — podem contribuir para o quadro. Apesar dos relatos, a frequência do sintoma ainda não é bem estabelecida em estudos clínicos, já que a halitose não costuma ser um desfecho avaliado nas pesquisas com esses medicamentos.

Para reduzir os riscos, profissionais recomendam medidas como manter boa hidratação, evitar longos períodos de jejum e reforçar a higiene bucal, com escovação adequada, uso de fio dental e limpeza da língua. O acompanhamento médico também é indicado para avaliar sintomas gastrointestinais e orientar possíveis ajustes no tratamento.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Patente cai, mas semaglutida nacional ainda demora e preço segue alto no Brasil

por Redação 20 de março de 2026

A patente da semaglutida, substância presente em medicamentos como o Ozempic, expira nesta sexta-feira (20), abrindo caminho para versões mais baratas no mercado brasileiro. Apesar da expectativa de chegada imediata de alternativas nacionais, nenhum produto foi aprovado até o momento. A previsão é que ao menos uma nova caneta seja liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até junho.

A exclusividade da substância era da farmacêutica Novo Nordisk há duas décadas. A empresa tentou estender o prazo por mais 12 anos na Justiça, mas não obteve sucesso, o que incentivou concorrentes a investir no desenvolvimento de versões próprias. Hoje, há 15 pedidos em análise no país.

Especialistas explicam que o processo regulatório é mais rigoroso devido à complexidade da semaglutida, um peptídeo considerado uma molécula na fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos. Essa característica exige avaliações técnicas detalhadas sobre segurança, eficácia e qualidade.

Entre os pedidos mais avançados estão os das farmacêuticas EMS e Ávita Care. A Anvisa solicitou esclarecimentos no início de março, e as empresas têm até 120 dias para responder. Se os dados forem considerados suficientes, a aprovação poderá ocorrer ainda no primeiro semestre.

O gerente-geral de medicamentos da agência, Raphael Sanches, destaca que a análise cuidadosa é necessária para evitar riscos à população. Entre os pontos avaliados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e métodos de análise capazes de identificar variações na molécula.

A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional da substância, com a ampliação de uma planta em Hortolândia (SP), que poderá fabricar até 20 milhões de canetas por ano.

Mesmo com o fim da patente, a queda de preços não deve ser imediata. Atualmente, cada caneta custa em média R$ 1 mil, e a redução depende da entrada efetiva de concorrentes no mercado. Como se trata de um medicamento biológico, não haverá versões genéricas, mas sim biossimilares, que podem custar cerca de 20% menos.

A discussão sobre a oferta do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também ganha força com a possível chegada de versões nacionais. Hoje, o uso dessas canetas na rede pública é restrito a protocolos específicos. A incorporação foi rejeitada no ano passado devido ao alto custo estimado, que poderia gerar gasto anual de cerca de R$ 8 bilhões. Ainda não há definição sobre inclusão futura.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

‘Ozempic brasileiro’ deve demorar a chegar e queda de patente não deve reduzir preço rapidamente

por Redação 10 de março de 2026

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, cai no Brasil em 20 de março de 2026. Mesmo assim, especialistas afirmam que o esperado “Ozempic brasileiro” — versões produzidas por laboratórios nacionais — não deve chegar imediatamente às farmácias nem provocar uma grande queda de preços no curto prazo.

O principal motivo é que a produção do medicamento depende de aprovações regulatórias, investimentos industriais elevados e de um nível ainda limitado de concorrência no início. Enquanto isso, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, criadora do Ozempic, prepara estratégias para manter sua força no mercado brasileiro, considerado o oitavo mais importante para a empresa no mundo.

Entre os planos da companhia está a produção das canetas no Brasil. A empresa já investe na ampliação de uma fábrica em Montes Claros (MG), com aporte de R$ 6,4 bilhões, para produzir medicamentos dessa classe no país.

Aprovação da Anvisa pode atrasar lançamento

O primeiro obstáculo para o chamado “Ozempic brasileiro” é a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, 14 pedidos de produção de semaglutida estão em análise.

A agência pretende liberar no máximo três registros por semestre, o que pode prolongar o processo até 2028.

Laboratórios como a EMS, maior farmacêutica do país, afirmam que suas canetas só devem chegar ao mercado cerca de três meses após a aprovação regulatória. A previsão mais otimista aponta para vendas apenas no segundo semestre de 2026, com estimativas de lançamento em agosto.

Desconto inicial pode ser pequeno

Mesmo quando as versões nacionais chegarem ao mercado, a redução de preço pode ser limitada.

Isso ocorre porque a maioria dos medicamentos solicitados à Anvisa não será classificada como genérico, mas como similar. A diferença é que os genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que o medicamento original, enquanto os similares exigem desconto mínimo de cerca de 20%.

Hoje, o Ozempic tem preço de tabela de cerca de R$ 1.299,70. Com essa regra, versões similares poderiam chegar ao mercado por aproximadamente R$ 1.039.

Analistas do Itaú BBA estimam que, inicialmente, os preços podem cair menos de 30%. Uma redução mais significativa, próxima de 50%, só deve ocorrer ao longo dos próximos cinco anos, conforme a concorrência aumente.

Produção exige investimento bilionário

Outro fator que dificulta a queda rápida dos preços é o alto custo de produção das canetas injetáveis.

Diferentemente de comprimidos ou cápsulas, esses medicamentos exigem fábricas altamente especializadas, com rigorosos controles ambientais, microbiológicos e de esterilidade. Além disso, o transporte precisa ser feito sob refrigeração.

A EMS, por exemplo, investiu cerca de R$ 1,2 bilhão em sua planta industrial em Hortolândia (SP). Poucos laboratórios brasileiros possuem estrutura adequada para fabricar esse tipo de medicamento.

Concorrência limitada no início

Embora várias farmacêuticas brasileiras tenham demonstrado interesse no mercado da semaglutida, poucas têm capacidade para produzir o medicamento de forma independente.

Empresas como Aché, Hypera e Cimed avaliam parcerias com fabricantes estrangeiros, principalmente da Ásia, para importar o produto ou terceirizar a produção.

Essas estratégias, no entanto, envolvem custos adicionais e impostos de importação, o que também pode reduzir a competitividade dos preços.

Novos remédios já pressionam o mercado

Antes mesmo da queda da patente do Ozempic, o mercado já enfrenta forte concorrência de novos medicamentos.

O principal deles é o Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Apenas em janeiro, o medicamento gerou cerca de R$ 850 milhões em vendas no Brasil — quase o dobro do faturamento combinado dos produtos à base de semaglutida da Novo Nordisk.

Novos tratamentos ainda mais potentes estão em desenvolvimento. Um deles é a retatrutida, também da Eli Lilly, que pode reduzir até 25% do peso corporal e tem lançamento previsto para o Brasil em 2027.

Além disso, comprimidos como o Rybelsus — versão oral da semaglutida — já oferecem alternativa mais barata, custando cerca de R$ 565.

Mercado cresce rapidamente no Brasil

Apesar dos desafios, o mercado de medicamentos para perda de peso continua em forte expansão.

Segundo dados da consultoria Close-Up, as vendas dessas canetas dobraram no Brasil no último ano e movimentaram cerca de R$ 12 bilhões. A previsão do Itaú BBA é que o setor alcance faturamento de R$ 24,6 bilhões em 2026 e ultrapasse R$ 50 bilhões até 2030.

Esse crescimento é impulsionado tanto pelo aumento da obesidade quanto pela demanda estética e pelo potencial de uso dos medicamentos no tratamento de outras doenças, como problemas cardiovasculares.

Fonte: G1

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