Ação policial em baile funk termina com mortos e levanta dúvidas sobre disparos

por Redação

Uma ação da Polícia Militar deixou sete pessoas baleadas na manhã de sábado (14) durante um baile funk no Jardim Macedônia, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Duas vítimas morreram no local e outras cinco ficaram feridas após um tiroteio ocorrido durante a intervenção policial.

De acordo com a corporação, os agentes foram até a Rua Póvoa de Varzim após denúncia de moradores sobre a realização de um “pancadão” que estaria causando perturbação pelo volume do som. Ao entrarem na comunidade, os policiais afirmam ter sido recebidos a tiros por criminosos e revidaram, dando início ao confronto.

Entre os mortos estão o pedreiro Francisco Fontenele, de 56 anos, atingido no abdômen quando se dirigia ao trabalho, e o jovem Kauã Lima, de 22 anos, que participava da festa e teria sido baleado no peito. As demais vítimas foram socorridas e não correm risco de morte. Ainda não há confirmação sobre a origem dos disparos que atingiram os baleados.

Durante o tiroteio, um suspeito de atirar contra os policiais foi atingido e localizado horas depois em um hospital. Ele está sob escolta e deverá ser ouvido. Segundo a PM, o homem estava em uma motocicleta com placa adulterada e teria abandonado uma passageira ferida antes de fugir, deixando cair um revólver calibre 32 com numeração raspada. A arma e o veículo foram apreendidos.

Vídeos gravados por testemunhas mostram momentos de correria e desespero durante os disparos, além do socorro às vítimas. Em uma das gravações, familiares do pedreiro reclamam da dificuldade para retirar o corpo do local enquanto a área estava isolada pelos policiais.

As circunstâncias da ação serão investigadas por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM). Paralelamente, a Polícia Civil apura o caso para identificar quem efetuou os disparos e esclarecer se os tiros partiram de criminosos, dos agentes ou de ambos. O caso está sob responsabilidade do 47º Distrito Policial e do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Imagens das câmeras corporais dos policiais já foram disponibilizadas para análise.

Fonte: G1

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