Alimentos disparam e pressionam inflação: tomate sobe mais de 20% e pesa no bolso do brasileiro

Os preços dos alimentos registraram forte aceleração em março e se tornaram o principal fator de pressão sobre a inflação no país. Segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (10), a inflação oficial subiu 0,88% no mês, puxada pela alta de 1,56% nos alimentos — bem acima dos 0,26% registrados em fevereiro.

O avanço foi liderado pela alimentação no domicílio, que saltou de 0,23% para 1,94%. Entre os principais vilões estão itens básicos do dia a dia: o tomate disparou 20,31%, seguido pela cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e carnes (1,73%). Por outro lado, alguns produtos registraram queda, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

Apesar desses itens concentrarem o maior impacto no índice geral por serem amplamente consumidos, as maiores altas percentuais foram observadas em produtos como cenoura e abobrinha. Já entre as quedas mais expressivas estão o abacate e a laranja-baía.

Além dos alimentos, o grupo Transportes também teve forte influência na inflação. Os preços subiram 1,64% em março, ante 0,74% em fevereiro, impulsionados principalmente pelos combustíveis, que avançaram 4,47%. A gasolina teve papel central: após queda de 0,61% em fevereiro, subiu 4,59% em março, sendo o item que mais impactou o IPCA, com 0,23 ponto percentual.

O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% para 13,90%, enquanto o etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%. Diante desse cenário, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter os preços, com custo estimado em R$ 30,5 bilhões.

Nos serviços de transporte, as passagens aéreas continuam subindo, embora em ritmo menor — de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano avançaram 1,17%, refletindo reajustes em cidades e mudanças em políticas de gratuidade. Já táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%) tiveram aumentos mais moderados.

O cenário reforça a pressão sobre o custo de vida, com alimentos e combustíveis liderando a alta e afetando diretamente o orçamento das famílias.

Fonte: G1

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