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Mundo

Irã x EUA

EUA bombardeiam Irã após queda de helicóptero Apache; Teerã responde com ataque a base no Bahrein

por Redação 10 de junho de 2026

Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano em resposta à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz. A ação elevou a tensão militar entre os dois países e foi seguida por retaliação anunciada pelo Irã contra uma base norte-americana no Bahrein.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram classificados como “autodefesa” e ordenados pelo comando militar em resposta ao incidente com o helicóptero no dia anterior. A operação atingiu sistemas de defesa aérea, radares e estações de controle usados para monitorar o Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo.

Em resposta, a mídia estatal iraniana informou ataques contra a Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que daria uma resposta “contundente”, enquanto o chanceler Abbas Araghchi declarou que “nenhum ataque ficará sem resposta” e fez ameaças diretas aos Estados Unidos.

O episódio ocorre em meio a um cessar-fogo frágil, em vigor desde abril, e em um contexto de negociações ainda em andamento entre Washington e Teerã. Autoridades norte-americanas afirmam que a ofensiva foi uma resposta “proporcional”, enquanto analistas citados pela imprensa internacional classificam a ação como calibrada para pressionar o Irã sem encerrar o diálogo diplomático.

A queda do helicóptero Apache ocorreu na segunda-feira (8), com os dois tripulantes resgatados com vida. As causas ainda estão sob investigação, embora autoridades tenham mencionado a possibilidade de envolvimento de um drone iraniano. O modelo AH-64 é considerado um dos principais helicópteros de ataque do Exército dos EUA.

O caso amplia a instabilidade na região do Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa grande parte do petróleo mundial, e reacende preocupações sobre uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio.

Fonte: G1

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Mundo

Acompanhante é condenada nos EUA após morte de cliente durante prática sexual com asfixia

por Redação 9 de junho de 2026

Uma acompanhante de luxo da Califórnia, nos Estados Unidos, foi condenada a quatro anos de prisão por homicídio culposo após a morte de um cliente durante um encontro com práticas sexuais envolvendo asfixia. A decisão foi anunciada na segunda-feira (8).

Segundo a investigação, Michaela Rylaarsdam, de 32 anos, havia se declarado culpada no mês anterior. O caso envolve a morte de Michael Dale, de 55 anos, que participou de um encontro pago com a mulher em que foram realizados atos de contenção física e restrição de respiração.

De acordo com documentos do processo, o cliente teve a boca coberta com fita adesiva e, em seguida, teve a cabeça envolvida por um saco plástico e filme plástico. Ele permaneceu com o material por cerca de oito minutos e não conseguiu removê-lo por estar com as mãos imobilizadas. O encontro teria sido registrado em vídeo.

A mulher recebeu cerca de US$ 11 mil (aproximadamente R$ 54 mil) pelo serviço. Ao perceber a gravidade da situação, ela acionou o serviço de emergência (911), mas a vítima já havia sofrido danos irreversíveis. O homem foi declarado com morte cerebral no dia seguinte.

Durante o julgamento no Tribunal Superior de San Diego, Michaela afirmou sentir remorso e disse que desejava poder voltar atrás, reconhecendo que “não há palavras” para reparar o ocorrido. Após a sentença, ela sofreu uma crise emocional no tribunal, segundo o New York Post.

A ré é casada e mãe de três filhos. Ela também mantinha atividade em plataformas digitais e administrava um site próprio para divulgação de serviços, onde se descrevia como profissional com anos de experiência em performances e conteúdos adultos.

Fonte: EXTRA

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Mundo

Novo protocolo internacional define regras para cientistas em caso de detecção de vida extraterrestre

por Redação 9 de junho de 2026

Um novo conjunto de diretrizes científicas estabelece como pesquisadores devem agir caso identifiquem possíveis sinais de vida extraterrestre inteligente. As regras fazem parte de uma atualização dos chamados “protocolos pós-detecção”, aprovados pelo Comitê de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI) da Academia Internacional de Astronáutica (IAA).

O documento substitui diretrizes adotadas em 2010 e reflete mudanças significativas no campo da astronomia e no ambiente global de comunicação científica. Segundo os autores, o avanço de tecnologias de observação e o crescimento de projetos como o Breakthrough Listen ampliaram a capacidade de busca por “tecnossinais”, como possíveis evidências de tecnologia alienígena em diferentes faixas do espectro eletromagnético.

Ao mesmo tempo, o texto destaca que o ambiente informacional atual, marcado por redes sociais, desinformação e deepfakes, torna ainda mais sensível qualquer anúncio prematuro sobre possíveis descobertas. Por isso, o novo protocolo reforça que a divulgação de um sinal candidato não deve ocorrer antes de um processo rigoroso de verificação independente.

De acordo com as diretrizes, ao identificar um sinal potencialmente artificial, o primeiro passo deve ser tentar refutar a hipótese de forma discreta e científica. Em seguida, o achado precisa ser confirmado por diferentes instituições e instrumentos antes de qualquer anúncio público.

A divulgação só deve ocorrer após consenso científico de que o sinal é plausível, momento em que os dados, métodos e códigos devem ser disponibilizados de forma aberta para toda a comunidade global, garantindo transparência e possibilidade de replicação.

O documento também aborda a proteção dos pesquisadores envolvidos, alertando para riscos de assédio e exposição indevida em casos de descobertas de grande repercussão. Outro ponto central trata da crescente interferência de sinais terrestres nas frequências usadas para observação espacial, causada por redes de comunicação, radares e satélites.

Além disso, o protocolo mantém a restrição a respostas enviadas ao espaço sem consulta internacional ampla. Qualquer tentativa de comunicação ativa com possíveis civilizações extraterrestres deve ser discutida em fóruns globais, como a Organização das Nações Unidas.

Por fim, foi criado um subcomitê permanente para lidar com cenários pós-detecção, reunindo cientistas e especialistas em ética, direito e ciências sociais. O objetivo é preparar uma estrutura capaz de lidar com as implicações científicas e sociais de um eventual contato.

Fonte: G1

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Mundo

Israel volta a bombardear o Líbano e deixa 8 mortos após nova escalada com o Irã

por Redação 9 de junho de 2026

Israel realizou nesta terça-feira (9) um novo ataque contra o Líbano, ampliando a tensão no Oriente Médio e desafiando os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conter o conflito. Segundo o Ministério da Saúde libanês, oito pessoas morreram na ofensiva.

O alvo foi a cidade histórica de Tiro, no sul do Líbano. De acordo com autoridades locais, um míssil israelense atingiu a periferia leste da cidade em um único bombardeio, provocando as mortes. Antes do ataque, Israel havia emitido uma ordem de evacuação para toda a cidade, levando milhares de moradores a deixar a região.

A ofensiva ocorre após uma nova escalada entre Israel e Irã. Os dois países haviam suspendido ataques mútuos na segunda-feira (8), após um apelo público de Donald Trump para que interrompessem as hostilidades. Apesar da pausa, os dois lados mantiveram ameaças e discursos de confronto.

O governo iraniano acusa Israel de romper o cessar-fogo que estava em vigor desde abril ao continuar realizando ataques no Líbano. Teerã afirmou que responderá a qualquer nova ofensiva israelense contra o sul do Líbano ou contra a capital Beirute.

A atual escalada começou no domingo (7), quando o Irã atacou Israel em resposta aos bombardeios israelenses realizados nos últimos dias em território libanês. Horas depois, Israel respondeu atingindo três locais no Irã, incluindo alvos em Teerã. Na segunda-feira, após o apelo de Trump, ambos anunciaram a suspensão dos ataques diretos entre si.

Mesmo assim, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel responderá “com força” caso volte a ser atacado pelo Irã. Segundo informações divulgadas pela Reuters e por veículos israelenses, a suspensão anunciada por Israel se aplica apenas aos bombardeios contra o território iraniano. As operações militares no sul do Líbano devem continuar, com possibilidade de ataques também a Beirute caso o Hezbollah mantenha ações contra o norte de Israel.

Fonte: G1

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Mundo

Turista sobrevive sete dias à deriva no mar comendo caranguejos crus após cair de penhasco na China

por Redação 9 de junho de 2026

Um turista chinês de 39 anos sobreviveu a uma situação extrema após passar sete dias à deriva no mar depois de cair de um penhasco durante uma trilha na ilha de Hainan, no sul da China. Identificado apenas pelo sobrenome Qin, ele foi arrastado por fortes correntes para o Estreito de Qiongzhou e enfrentou fome, desidratação, queimaduras solares e exaustão até ser resgatado por pescadores.

O acidente aconteceu em 27 de maio. Segundo relatos divulgados pela imprensa chinesa, Qin caiu no mar durante a noite e tentou retornar à costa, mas foi levado cada vez mais para longe pelas correntes. Sem telefone, colete salva-vidas ou qualquer equipamento de emergência, ele se manteve vivo agarrando-se a objetos flutuantes enquanto observava embarcações passarem sem conseguir chamar atenção.

Com o passar dos dias, o turista abandonou roupas, sapatos e relógio para reduzir o peso e facilitar sua flutuação. Em determinado momento, utilizou uma boia à deriva e também tentou se refugiar em uma estrutura metálica de navegação, mas acabou sendo lançado novamente ao mar pelas ondas.

A partir do quarto dia, a fome se tornou um dos maiores desafios. Qin passou a capturar pequenos caranguejos encontrados em estruturas flutuantes e os consumiu crus para sobreviver. Segundo ele, foram ingeridos entre 70 e 80 crustáceos ao longo dos seis dias e sete noites no mar. O turista também revelou ter bebido água do mar e tentado utilizar a própria urina para enfrentar a sede.

Além da desidratação severa, ele sofreu queimaduras provocadas pelo sol, perda de calor corporal durante a noite e episódios de alucinação causados pelas condições extremas. Mesmo debilitado, afirmou que manteve o foco em permanecer vivo.

O resgate ocorreu na manhã do sétimo dia, quando os pescadores Zheng Shizhong e Fu Tingsan avistaram o que parecia ser um corpo flutuando a cerca de 10 quilômetros da costa. Ao se aproximarem, perceberam que Qin ainda estava vivo. Como ele já não conseguia enxergar uma corda lançada em sua direção, os pescadores utilizaram uma vara para alcançá-lo e puxá-lo para a embarcação.

Após o resgate, o turista foi levado ao Hospital Popular do Condado de Chengmai, onde recebeu tratamento para queimaduras solares graves, desidratação, infecções e complicações causadas pela exposição prolongada à água do mar. Segundo os médicos, ele perdeu mais de 10 quilos, mas apresentou melhora após atendimento intensivo e teve o quadro estabilizado.

A esposa de Qin, que já havia sido informada de que as chances de sobrevivência eram mínimas após tantos dias desaparecido, recebeu a notícia do resgate com emoção. Após a recuperação, o turista afirmou que pretende agradecer pessoalmente aos pescadores que salvaram sua vida.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Israel ignora apelos de Trump e volta a atacar o Irã, ampliando crise no Oriente Médio

por Redação 8 de junho de 2026

Israel realizou ataques contra “alvos militares” no oeste e no centro do Irã na manhã de segunda-feira, noite de domingo (7) no horário de Brasília, segundo informações divulgadas pelo site americano Axios. Explosões foram registradas em Teerã, Tabriz e Isfahan, conforme relatado pela emissora Al Jazeera.

A ofensiva marca uma nova escalada militar na região e rompe de forma definitiva o cessar-fogo estabelecido em abril. É a primeira vez desde então que Israel e Irã voltam a trocar ataques diretos. O episódio também representa a segunda ação em menos de 24 horas em que Israel contraria publicamente a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em publicação nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que a Força Aérea israelense atingiu “alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano”. A ação ocorreu após uma sequência de acontecimentos iniciada com bombardeios israelenses em Beirute, no Líbano, apesar das tentativas de Trump de manter um cessar-fogo envolvendo Israel e o Hezbollah.

Como resposta aos ataques em Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis contra Israel no domingo (7). Segundo informações disponíveis, não houve registro de feridos. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram interceptações realizadas pelo sistema de defesa Domo de Ferro. A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter atingido uma base militar israelense.

Trump chegou a telefonar para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedindo que não houvesse retaliação militar contra Teerã. Em entrevista ao Financial Times, o presidente americano afirmou que Netanyahu “não tinha opção” a não ser aceitar o acordo de paz em negociação entre Washington e Teerã. Mais cedo, Trump também declarou ao Axios que não queria comprometer um possível acordo final com o Irã.

A tensão se ampliou após o Irã anunciar que as 19 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio voltaram a ser consideradas “alvos legítimos”. A ameaça foi estendida a ativos israelenses na região. Em reação ao agravamento da crise, Iraque e Irã fecharam seus espaços aéreos, com Bagdá suspendendo os serviços de navegação aérea por 72 horas.

O principal negociador iraniano com os EUA e presidente do Parlamento do país, Mohammad Qalibaf, afirmou que Israel demonstrou não acreditar no diálogo e que compreende apenas “a linguagem do poder”. Enquanto isso, as divergências entre Trump e Netanyahu ficaram ainda mais evidentes. O presidente americano confirmou ter chamado o premiê israelense de “completamente louco” devido aos ataques realizados no Líbano, reforçando o desgaste entre aliados em meio à tentativa de conter uma nova escalada regional.

Fonte: G1

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Mundo

O que aconteceu no México, na Colômbia e na Venezuela após organizações serem classificadas como terroristas pelos EUA

por Redação 5 de junho de 2026

A experiência recente de México, Colômbia e Venezuela com a classificação de organizações criminosas como “terroristas” pelos Estados Unidos mostra um conjunto de efeitos relativamente consistentes — sobretudo no campo financeiro, jurídico e diplomático — mas com impacto limitado na redução imediata da violência.

No México, onde cartéis como Sinaloa e Jalisco Nova Geração foram incluídos em listas de organizações terroristas, o principal efeito foi o endurecimento do ambiente financeiro e institucional. Houve aumento de sanções contra indivíduos e empresas, maior escrutínio bancário e elevação dos custos de compliance para setores como agronegócio, logística e comércio exterior. Também cresceu a pressão diplomática sobre autoridades mexicanas, com investigações e acusações envolvendo políticos e servidores públicos. Apesar disso, especialistas apontam que não houve enfraquecimento significativo das organizações criminosas, que seguem atuando com alta capacidade operacional.

Na Colômbia, além das sanções a indivíduos ligados ao narcotráfico, o impacto teve forte componente político. O entorno do governo passou a ser mais monitorado, e autoridades e familiares de figuras políticas chegaram a ser incluídos em listas de sanções. Isso gerou tensão institucional e preocupação no ambiente de negócios, com empresas ajustando práticas para evitar qualquer associação indireta com pessoas sancionadas. Ainda assim, não há evidência de redução relevante da atividade de grupos armados e organizações criminosas.

Na Venezuela, o caso mais frequentemente citado como exceção envolve o Trem de Arágua. Relatos de especialistas indicam sinais de fragmentação e enfraquecimento relativo da estrutura, atribuídos a uma combinação de sanções, prisões e cooperação internacional. Mesmo assim, não se trata de desarticulação completa, mas de reorganização e dispersão do grupo.

Em comum entre os três países, a designação pelos EUA produz efeitos principalmente através do sistema financeiro internacional. A inclusão na lista do OFAC bloqueia ativos, amplia restrições a transações e impõe risco jurídico a qualquer pessoa ou empresa que mantenha relações com indivíduos ou entidades vinculadas aos grupos. Isso leva a um efeito indireto amplo: aumento de custos operacionais, maior rigidez bancária e retração de investimentos em setores expostos a risco reputacional.

Outro ponto recorrente é a ampliação do alcance jurídico das acusações nos Estados Unidos. A classificação como terrorismo permite enquadramentos mais severos, penas mais altas e acusações como “apoio material a organização terrorista”, além de maior cooperação internacional para extradições.

Apesar desses efeitos, estudos e análises citados indicam que o impacto direto na criminalidade é limitado no curto prazo. Em alguns casos, houve aumento de custos logísticos (entre 8% e 12%) e alta de seguros (até 30%), além de maior rigor bancário em regiões afetadas. Isso levou empresas a reforçar mecanismos de verificação e compliance para evitar sanções indiretas.

Por fim, especialistas apontam uma ambivalência na estratégia: ao mesmo tempo em que amplia a pressão financeira e jurídica sobre essas organizações, pode incentivar adaptação estrutural, maior sofisticação e até processos de desdolarização para reduzir exposição ao sistema financeiro dos EUA.

Fonte: G1

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Mundo

Putin rejeita encontro com Zelensky e acusa carta de conter “tom grosseiro” em meio a impasse sobre guerra

por Redação 5 de junho de 2026

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (5) que não vê motivos, no momento, para se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A declaração ocorre após uma tentativa pública de diálogo por parte do líder ucraniano.

Na quinta-feira (4), Zelensky enviou uma carta aberta propondo uma reunião presencial com Putin para discutir o fim da guerra. O Kremlin, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, chegou a afirmar anteriormente que o presidente ucraniano poderia ir a Moscou “a qualquer momento”, antes de Putin se manifestar sobre o conteúdo da mensagem.

Após analisar a carta, Putin afirmou que o texto contém trechos considerados “grosseiros” e colocou em dúvida a sinceridade da proposta de negociação. Segundo ele, o documento não representaria uma tentativa real de diálogo, mas sim uma estratégia política.

A proposta de Zelensky incluía a realização de um encontro em país neutro, fora da Rússia e da Ucrânia, com sugestão de locais como Suíça, Turquia ou países do mundo árabe. O presidente ucraniano também defendeu um cessar-fogo durante as negociações e afirmou que o momento exige “honestidade, dignidade e garantias de que a guerra não será retomada”.

Em paralelo, Putin reiterou sua posição de que as forças russas continuam avançando no campo de batalha e voltou a mencionar que propostas de mediação internacional, incluindo iniciativas associadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam encerrar o conflito caso houvesse concessões de Kiev.

Enquanto isso, nacionalistas russos criticaram a iniciativa de Zelensky, classificando a carta como uma ação de propaganda. Ambos os lados seguem trocando acusações sobre a falta de disposição para negociar um acordo de paz.

Fonte: G1

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Mundo

Zelensky desafia Putin e pede encontro direto para encerrar guerra na Ucrânia

por Redação 5 de junho de 2026

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicou nesta quinta-feira (4) uma carta aberta dirigida ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, propondo um encontro presencial entre os dois líderes e defendendo o fim da guerra.

No documento, Zelensky criticou a atuação de Putin em relação à Ucrânia ao longo das últimas duas décadas e destacou os impactos do conflito, incluindo a morte de soldados e o aumento dos preços dentro da própria Rússia. Em um dos trechos da carta, o presidente ucraniano afirma que chegou o momento de encerrar os confrontos.

“A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida”, escreveu.

Além de sugerir um encontro direto com Putin, Zelensky defendeu que a reunião aconteça fora dos territórios da Rússia e da Ucrânia. Como alternativas, ele citou países que tradicionalmente recebem negociações de paz, como Suíça, Turquia e nações do mundo árabe. O líder ucraniano também propôs um cessar-fogo total durante as negociações.

A resposta do Kremlin veio pouco depois da divulgação da carta. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que Zelensky pode viajar para Moscou quando desejar, mas informou que Putin ainda não havia lido o conteúdo da mensagem.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump avaliou positivamente a possibilidade de uma reunião entre os dois líderes. Segundo ele, seria “ótimo” que Zelensky e Putin se encontrassem. Trump também declarou acreditar que os EUA tiveram participação no avanço das conversas para a realização do encontro.

Fonte: G1

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Mundo

EUA passam a tratar PCC e CV como terroristas; decisão amplia riscos de sanções e pressiona relação com o Brasil

por Redação 5 de junho de 2026

A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos entra em vigor nesta sexta-feira (5), marcando uma mudança significativa na forma como as duas facções brasileiras serão tratadas pelas autoridades americanas.

A decisão foi anunciada pelo governo de Donald Trump em 28 de maio e, desde então, o governo brasileiro mantém conversas diplomáticas com os Estados Unidos na tentativa de reverter a medida. Com a entrada em vigor da classificação, PCC e CV passam a integrar a lista americana de Organizações Terroristas, deixando de ser tratados apenas como casos de narcotráfico e crime organizado para receberem enquadramento voltado ao combate ao terrorismo.

A legislação americana prevê punições para pessoas e empresas que forneçam qualquer tipo de apoio a organizações classificadas como terroristas. O conceito inclui recursos financeiros, serviços, logística e outras formas de assistência. Além disso, bancos e empresas brasileiras com ligação ao sistema financeiro dos EUA poderão enfrentar maior fiscalização para evitar relações diretas ou indiretas com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos Estados Unidos também poderão ser congelados. Pessoas enquadradas pelas autoridades americanas poderão sofrer restrições migratórias e limitações para obtenção de vistos.

Apesar da mudança nos EUA, a decisão não altera a legislação brasileira. O PCC e o CV continuam sendo tratados no Brasil como organizações criminosas, sem enquadramento legal como grupos terroristas.

Especialistas alertam para possíveis impactos econômicos e diplomáticos. O diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Feliciano Guimarães, afirma que existe risco de sanções contra instituições financeiras e empresas brasileiras que possuam ativos ou operações ligadas ao mercado americano, caso investigações identifiquem movimentações relacionadas às facções. Ele também avalia que a medida pode dificultar o compartilhamento de informações entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, especialmente se houver falta de coordenação entre as agências dos dois países. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por outro lado, não veem neste momento a possibilidade de operações militares americanas em território brasileiro.

Fonte: G1

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