Após anos de conflitos, produtor acusa vizinho de atirar em gata em Guarulhos; caso é investigado

O produtor de eventos Thiago Silva, de 38 anos, acusa um vizinho de ter atirado em sua gata de estimação com uma arma de chumbinho em Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso ocorreu em 22 de abril e é investigado pela Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente do município.
Segundo ele, os desentendimentos entre as famílias já se arrastam há cerca de dez anos e incluem episódios de ameaças, brigas e denúncias de injúria.

A gata Violeta, de 9 anos, foi ferida na região da pata dianteira. Um laudo veterinário aponta que a lesão é compatível com disparo de arma de pressão, descrevendo ferimento penetrante com formato circular.
Imagens de câmeras de segurança, segundo a família, mostram o vizinho retirando uma arma longa do porta-malas do carro no mesmo dia do ocorrido.
Apesar da gravidade do ferimento, o animal se recuperou e já está cicatrizado, mas passou a ser mantido dentro de casa por segurança.
O caso foi registrado como suspeita de abuso contra animal e é investigado pela Polícia Civil; a Secretaria de Segurança Pública informou que diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.
A defesa dos vizinhos citados não foi localizada até a última atualização.

Thiago afirma que os conflitos começaram após a chegada de uma família vizinha à rua sem saída onde mora com a mãe e a irmã, no Jardim Pavarenti.
Ele relata episódios recorrentes envolvendo bloqueio de via durante eventos, danos a veículos, ofensas homofóbicas e ameaças ao longo dos anos.
Em um dos casos recentes, registrado em boletim de ocorrência, a mãe do produtor teria sido ameaçada após pedir a retirada de um carro estacionado em frente à residência.
Em setembro do ano passado, uma discussão também teria exigido intervenção da Polícia Militar após desentendimentos envolvendo animais e barulho na rua.

Thiago diz que a família vive sob medo constante e instalou câmeras de monitoramento na residência.
Ele afirma que o principal objetivo agora é deixar o local, mas diz não ter condições financeiras para isso no momento.

Fonte: G1

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