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Eleições

Eleições

CCJ do Senado aprova fim da reeleição para presidente, prefeitos e governadores

por Redação 21 de maio de 2025

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República.

Aprovado de forma simbólica, o texto propõe aumentar o tempo de mandato para todos os cargos eletivos (5 anos; entenda mais aqui). Durante as discussões, o colegiado optou por reduzir os mandatos de senadores a partir de 2034, para 5 anos.

Além disso, a PEC também unifica a data das eleições municipais e gerais também em 2034 (confira os detalhes aqui).

A proposta será, agora, enviada para votação no plenário principal do Senado, onde terá de reunir ao menos 49 votos favoráveis, em dois turnos, para ser aprovada.

Quando a PEC começa a valer
➡️Depois de passar pelo plenário do Senado, para começar a valer, a PEC ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

A discussão sobre o fim da reeleição ganhou corpo nos corredores do Senado ao longo da gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à frente da Casa.

Ao longo dos últimos meses, líderes partidários de diferentes espectros passaram a defender a análise de uma proposta para pôr fim ao instrumento. Da direita à esquerda, senadores têm afirmado que consideram a reeleição um “equívoco”.

A PEC aprovada pela CCJ estabelece marcos diferentes para enterrar a recondução no Executivo:

➡️ Prefeitos: poderão se candidatar à recondução pela última vez em 2028, desde que tenham sido eleitos para um primeiro mandato em 2024. De 2028 para frente, novos eleitos para prefeituras não poderão mais se candidatar à reeleição.

➡️ Governadores: poderão se candidatar à reeleição pela última vez em 2030, desde que sejam eleitos para um primeiro mandato em 2026. De 2030 para frente, novos eleitos não poderão mais ser reconduzidos.

➡️ Presidente da República: também poderá se candidatar à reeleição pela última vez em 2030, desde que seja eleito para um primeiro mandato em 2026. De 2030 para frente, novos eleitos não poderão mais ser reconduzidos.

➡️ Vereadores, deputados e senadores seguirão sem impedimentos para se candidatar à recondução.

A possibilidade de um chefe do Executivo se reeleger foi introduzida por uma emenda constitucional de 1997. À época, a mudança possibilitou que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pudesse se candidatar a um segundo mandato e ser reeleito no ano seguinte.

Vinte e três anos depois, o próprio FHC classificou a mudança como um “erro” e passou a defender publicamente que “acabar com o instituto da reeleição” era uma mudança a “ser feita”.
As reconduções registraram recordes nos últimos anos. As eleições de 2024 registraram o maior número de prefeitos reeleitos: 2.461. Dois anos antes, houve recorde também no total de governadores reeleitos: 18.

Entre os presidentes da República, desde 1998, todos os presidentes em primeiro mandato conseguiram se reeleger nas eleições seguintes. A única exceção foi Jair Bolsonaro (PL), derrotado em 2022.

O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB-PI), avalia que o fim da reeleição pode impulsionar uma renovação política e abrir caminho para que governantes discutam “projetos estruturantes”.

Mais tempo de mandato

A proposta amplia a duração dos mandatos de todos os cargos políticos disputados no país. Regras de transição diferentes serão aplicadas para efetivar, ao longo dos próximos anos, as mudanças.

Segundo o texto, saltarão de 4 para 5 anos de mandato:

vereadores;
deputados estaduais;
deputados federais;
prefeitos;
governadores;
e presidente da República.
No caso dos governadores e presidente, a mudança somente ocorrerá em 2034. Antes disso, os eleitos em 2026 e 2030 continuarão a exercer os cargos por 4 anos.

Para prefeitos e vereadores, a PEC estabelece uma regra de transição diferente. Em 2028, os que forem eleitos para esses cargos terão um mandato de 6 anos. A partir das eleições de 2034, prefeitos e vereadores passarão a ter mandatos de 5 anos.

Deputados federais e estaduais também passarão a ter 5 anos em 2034. Nas eleições de 2026 e 2030, os candidatos seguirão disputando mandatos de 4 anos.

➡️ Senadores

Os mandatos de senadores também sofrerão mudanças. O texto original, de Marcelo Castro, previa ampliar o prazo para dez anos.

Durante as discussões desta quarta, o relator optou por fazer um acordo e reduzir de 8 para 5 anos o tempo de mandato de senadores. A mudança passará a valer para os eleitos em 2034.

Antes disso, haverá uma espécie de transição:

em 2026: senadores serão eleitos para 8 anos de mandato;
em 2030: serão eleitos para 9 anos de mandato;
em 2034: passarão a ter mandatos de 5 anos.

Atualmente, a renovação acontece em fases: primeiro, um terço é colocado em disputa. Depois, nas eleições seguintes, dois terços.

➡️ Presidentes da Câmara e do Senado

Outra mudança prevista na PEC é a ampliação dos mandatos de presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

Ao longo de cinco anos de trabalho, deputados e senadores vão eleger dois presidentes. O primeiro será presidente por 3 anos. Já o segundo, por dois anos.

Assim como a regra atual, o presidente da Câmara ou do Senado em exercício não poderá disputar reeleição dentro de uma mesma legislatura, o equivalente ao tempo de mandato de um deputado (no caso da PEC, cinco anos).

Eleição unificada
?O texto da PEC cria uma eleição nacional unificada a partir de 2034.

A proposta prevê que, em uma única data, serão realizadas eleições para prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Também estabelece um intervalo único entre pleitos, que passará a ser de cinco anos e será contado simultaneamente para todos os cargos.

Atualmente, as eleições municipais ocorrem em anos diferentes das eleições gerais. Há um intervalo de dois anos entre os pleitos.

Para o relator, a mudança reduzirá gastos da Justiça Eleitoral com pleitos.

“A mobilização do aparato necessário à organização de cada eleição é uma operação dispendiosa, que consome recursos públicos escassos, num país em que necessidades prementes da população não foram ainda devidamente equacionadas. A unificação também propiciará uma redução dos recursos públicos empregados no financiamento de campanhas”, afirma Marcelo Castro.

O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), defende que a unificação dos pleitos também ajudará a acabar com um clima constante de eleição.

“Eleição de dois em dois anos não dá descanso nem ao eleitor, muito menos àquele que é candidato, do vereador ao presidente da República. Nós tivemos eleição no ano passado. No meu estado, não se fala em outra coisa a não ser a sucessão do governador, que quer governar, mas a pressão política é tão grande, que atrapalha às vezes a governar. O presidente da República, o presidente Lula, neste ano, só se fala na sucessão”, diz.

Fonte: G1

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Eleições

Brasil tem 11 municípios com todos os eleitos do mesmo partido

por Redação 31 de outubro de 2024

O Brasil tem 11 cidades brasileiras que elegeram prefeito, vice e vereadores de um mesmo partido nas eleições municipais. Dessas, nove se encontram na região Nordeste, nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, e uma no Centro-Oeste, no estado de Goiás.

Os dados das candidaturas presentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram os municípios que têm todos candidatos eleitos de um mesmo partido. Não foram levadas em conta cidades que elegeram os candidatos de uma mesma coligação ou que os partidos dos eleitos fazem parte de uma coligação.

O g1 Ceará mostrou na quarta-feira que uma das cidades desta lista, Ipaporanga, no Ceará, elegeu prefeito, vice-prefeito e todos os nove vereadores em 2024 do PT.

As 11 cidades com eleitos do mesmo partido são (veja a lista de eleitos mais abaixo):

Coxixola (PB)
Floresta do Piauí (PI)
Ipaporanga (CE)
Jacobina do Piauí (PI)
Mar Vermelho (AL)
Perolândia (GO)
Pilões (RN)
Poço Dantas (PB)
Rafael Godeiro (RN)
São João do Jaguaribe (CE)
Serra Grande (PB)
Ao g1 Ceará, o professor do departamento de Direito Público da Universidade Federal do Ceará (UFC), Felipe Braga Albuquerque, explicou que o caso de cidades em que um único partido elegeu todos os vereadores, como Ipaporanga, é incomum, mas não ilegal.

Apesar de não haver uma ilegalidade, Felipe Braga destaca que o cenário pode afetar a competência da Câmara Municipal de fiscalizar as ações da prefeitura, isto é, do Poder Executivo municipal.

“Isso é ruim para a democracia, porque como é que vai ter oposição, fiscalização das atividades do município? Vai ficar tudo sobrecarregado nas costas do Ministério Público”, completa.

Veja quem foram os eleitos:
Coxixola (PB)

Nelsinho Honorato – Prefeito – União Brasil
Paloma – Vice
Adriana de Josemar – Vereador
Braz Pedreiro – Vereador
Igor de Nanan – Vereador
Laryssa de Xanda – Vereador
Laura de Cosme – Vereador
Robério – Vereador
Roge – Vereador
Sandro de Ze de Gui – Vereador
Valmir Gonçalves – Vereador
Floresta do Piauí (PI)

Claudionor – Prefeito – MDB
Rufino Torres – Vice
Chico Inácio – Vereador
Doquinha – Vereador
Doutor – Vereador
Filim Santana – Vereador
Mosquito – Vereador
Pufflima – Vereador
Rosa de Oropa – Vereador
Sandra de Toim – Vereador
Toteiro – Vereador
Ipaporanga (CE)

Amaro Pereira – Prefeito – PT
Cleoto Bezerra – Prefeito
Rosinha Portela – Vereador
Elivelson Rodrigues – Vereador
Valdery Cavalcante – Vereador
Elicia De Paula – Vereador
Michelle Barroso – Vereador
Tintim Bonfim – Vereador
Manoel Cândido – Vereador
Manoel Alves – Vereador
João Paulo – Vereador
Jacobina do Piauí (PI)

Vanderlei – Prefeito – MDB
Alex – Vice
Charlim – Vereador
Chico Abreu – Vereador
Dilora – Vereador
Fran – Vereador
Maria Eduarda – Vereador
Pedro Filho – Vereador
Raelson – Vereador
Raila Campos – Vereador
Raimundo – Vereador
Mar Vermelho (AL)

André Almeida – Prefeito – MDB
Herminho – Vice
Caetano do Mané – Vereador
Cledjane Rocha – Vereador
Duda – Vereador
Larissa Oliveira – Vereador
Paulo Romão – Vereador
Quitera Berto – Vereador
Rosa do Lau – Vereador
Valdo – Vereador
Zé Roldão – Vereador

Perolândia (GO)

Grete Elisa – Prefeito – União Brasil
Vanesa Lima – Vice
Andréia Freese – Vereador
Carlinhos – Vereador
Didi – Vereador
Edenivaldo Construtor – Vereador
Glauciano Justino – Vereador
Jiuvair Professor – Vereador
Luciana Enfermeira – Vereador
Luciana Fernantes – Vereador
Ruth Platero – Vereador
Pilões (RN)

Lena de Céu – Prefeito – MDB
Simone Manoel de Oscar – Vice
Aldir Pirão – Vereador
Amoz Bandeira – Vereador
Branco Sales – Vereador
Breno de Lau – Vereador
Elijaime – Vereador
Luiz Aquino – Vereador
Nova de Céu – Vereado
Oscarlina de Maycon – Vereador
Wagner Ferreira – Vereador
Poço Dantas (PB)

Itamar Moreira – Prefeito – Republicanos
Claudineide Baltazar – Vice
Antônio Cândido – Vereador
Darc de Josemar – Vereador
Deuziano Gregório – Vereador
Genicélio Andrade – Vereador
Lourinha de Dedé de Assis – Vereador
Mardônio Ferreira – Vereador
Nildo de João de Mauro – Vereador
Renê Junho – Vereador
Toinho de João de Quinco – Vereador
Rafael Godeiro (RN)

Ludmila Amorim – Prefeito – MDB
Nice de Iram – Vice
Antônio de Pedro – Vereador
Bodin – Vereador
Edino Paiva – Vereador
Jaecio Cortez – Vereador
João Filho – Vereador
Professora Carla de Liola – Vereador
Professora Rejany Jales – Vereador
Ranier Amorim – Vereador
Weilliany de Washington Maia – Vereador

São João do Jaguaribe (CE)

Raimundo Cesar – Prefeito – PSD
Dalenio Augusto – Vice
Alfredo Davi – Vereador
Carlinhos Vespes – Vereador
Dodó – Vereador
Fatima Nobre – Vereador
Gilberto Pescador – Vereador
Joelma do Zezim Dandão – Vereador
Kayo Gomes – Vereador
Mila Lopes – Vereador
Sandro – Vereador
Serra Grande (PB)

Vicente – Prefeito – PSB
João Neto – Vice
Antonio de Elulidia – Vereador
Deuzimar – Vereador
Eliane Martins – Vereador
Geraldo Bernardo – Vereador
Leide – Vereador
Leomarques – Vereador
Lino – Vereador
Maria de Louro – Vereador
Professor Tico – Vereador
Surim de Janduir – Vereador

Fonte: G1

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Eleições

Mais de 9,9 milhões de eleitores não foram às urnas no 2º turno da eleição; abstenção foi de 29,2%

por Redação 28 de outubro de 2024

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (28) que 9.947.369 eleitores não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais de 2024.

O número de ausentes corresponde a 29,26% do eleitorado que estava apto a votar neste domingo (27), que era de 33.996.477.

O segundo turno das eleições municipais ocorreu em 51 municípios brasileiros, sendo 15 capitais.
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, já havia informado neste domingo (27) que a abstenção no segundo turno era de cerca de 29,2%, mas o número exato de eleitores ausentes só foi consolidado pela Corte Eleitoral nesta segunda.

O índice de abstenção neste segundo turno foi maior do que, no primeiro, quando ficou em 21,7%. Na avaliação de Cármen Lúcia, a taxa de faltantes foi “alta”. No sábado (26), em pronunciamento no rádio e na TV, ela pediu para os brasileiros comparecerem às urnas.

TSE vai analisar motivos da abstenção alta
A Corte Eleitoral vai analisar de forma regionalizada o que pode ter provocado os altos índices de abstenção. A ideia é fazer uma pesquisa, em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais, e elaborar ações para enfrentar a questão. Os dados devem ficar disponíveis antes da diplomação dos eleitos em dezembro.

A ministra disse que no Amazonas, por exemplo, havia uma preocupação porque a estiagem acabou dificultando o deslocamento pelos rios e consequentemente o acesso de eleitores e eleitoras, mas o índice de abstenção foi menor do que o apurado.

“Nós temos que ver em cada local o que aconteceu, o porque está acontecendo e o que a gente pode fazer para que a abstenção onde tenha aumentado não volte a acontecer”, completou.

Abstenção nas últimas eleições

Compare abaixo as abstenções, por turno, nas últimas eleições:

Abstenção no 2º turno

  • 2024: cerca de 29%
  • 2020: 29,53% (pandemia)
  • 2016: 21,6 %
  • 2012: 19,1%
  • 2008: 18,1%
  • 2004: 17,3%
  • 2000: 16,2%


Abstenção no 1º turno

  • 2024: 21,7%
  • 2020: 23,2% (pandemia)
  • 2016: 17,6%
  • 2012: 16,4%
  • 2008: 14,5%
  • 2004: 14,2%
  • 2000: 14,8%


Ocorrências na eleição
O Ministério da Justiça informou que ao longo deste domingo (27), data do segundo turno das eleições municipais, 52 pessoas foram detidas cometendo irregularidades em flagrante.

O ministério não detalhou, contudo, quais foram os crimes cometidos e em quais cidades as ocorrências foram registradas.

Já a Polícia Federal, que mobilizou agentes nos 51 municípios em que houve segundo turno, atuou em 28 casos de crimes eleitorais. Policiais federais detiveram 34 eleitores, que foram autuados em flagrante pela suposta prática de ilícitos eleitorais.

Segundo a PF, as principais infrações constatadas foram propaganda irregular, corrupção eleitoral e falsidade ideológica. Foram apreendidos R$ 115,8 mil, sendo R$ 41 mil em espécie.

Fonte: G1

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Eleições

Negociata eleitoral: cidade brasileira tem eleitor que vendeu voto e foi para as urnas usando óculos-espião

por Redação 21 de outubro de 2024

Em uma cidade do Pará, Ourilândia do Norte, eleitores venderam o seu voto e foram para as urnas com um óculos-espião, a fim de que comprovassem que o voto vendido fosse realmente confirmado no vereador Edivaldo Borges Gomes, o Irmão Edivaldo (MDB).

Os óculos, com uma microcâmera embutida, chamaram a atenção de uma mesária. Mais de uma pessoa na mesma seção eleitoral entrou com o objeto.

A mesária disse à polícia que, “em determinado momento, observou um eleitor portando óculos com espessura extensa. E depois de alguns instantes, uma adolescente estava com o mesmo objeto no bolso”.

Ela contou que abordou a eleitora e acionou os funcionários da Justiça Eleitoral, que descobriram que os óculos possuíam uma câmera acoplada.

A adolescente abordada declarou que uma pessoa desconhecida ofereceu R$ 200 para que ela votasse no candidato a vereador Irmão Edivaldo. E ela só receberia o valor caso comprovasse por meio das filmagens que votou no candidato.

Irmão Edivaldo foi preso em flagrante e solto mediante pagamento de fiança. Ele pode responder pelo crime de compra de votos e associação criminosa. Cinco dias após ser reeleito, o político se defendeu das acusações em uma sessão da Câmara de Vereadores.

DISPUTA MAIS ACIRRADA DO PAÍS TEM COMPRA DE VOTOS

Em Nova Olinda do Maranhão, os mais de 14 mil habitantes viveram a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país. Ary Menezes (PP) foi eleito no primeiro turno com 50,01% dos votos válidos, e Thaymara Amorim (PL) ficou em segundo lugar, com 49,99%. E a diferença entre os dois candidatos foi de apenas dois votos.

Thaymara chegou a comemorar a vitória antes do fim da apuração, que com 97% das urnas apuradas dava uma diferença de 100 votos a favor dela. No entanto, o resultado final deu a vitória a Ary.

Depois da vitória, porém, alguns eleitores confessaram ter vendido o voto em favor de Ary Menezes. E denunciaram que passaram a receber ameaças e represálias.

Danilo Santos é um deles. Ele admitiu que foi procurado antes da votação e aceitou vender o seu voto.

“Ary Menezes, com Ronildo, Cleo Barros, foram na minha casa, entendeu? Pra gente fechar um compromisso”, revelou, citando Ronildo da Farmácia (MDB), o vice, e Clecia Barros (Republicanos), aliada de Ary. Ele revelou que o trio perguntou o que ele queria em troca do voto.

“Falei que era 1.500 telhas, 20 sacos de cimento e a madeira da minha casa. Eles falaram para mim que se fosse só isso, já estava tudo comprado. Que no outro dia era para eu ir buscar lá no galpão”, contou.

Danilo disse que não recebeu tudo o que foi prometido. E por isso, mudou de ideia. E dois dias depois da eleição, um caminhão da prefeitura retirou as telhas da casa dele.

Outra eleitora, a pescadora Luciane Souza Costa, também foi ameaçada. Ela decidiu não votar em Ary e nem na vereadora indicada por ele depois que o marido dela recebeu dinheiro pela compra do voto. Imagens gravadas por Luciane mostram um homem, que tem o número do candidato a prefeito na camisa, a ameaçando.

“Como eu não peguei o dinheiro, foi o meu marido que pegou, e eu postei nos meus ‘Status’ dando apoio para a minha vereadora, me ameaçaram de morte, eu, meu marido e minhas filhas. Que se a gente não votasse neles, eles iam matara a gente”.

OUTRO LADO

Por nota, o prefeito eleito Ary Menezes disse que “a compra e venda de votos compromete a democracia do pleito e deve ser apurada pela justiça eleitoral”, e se colocou à disposição para esclarecimentos.

Ronildo da Farmácia, o vice-prefeito eleito, negou as acusações. “Eu dou a garantia que da minha parte e da parte do Ary, 100% de certeza que não oferecemos dinheiro em troca de votos para ninguém. Fizemos uma campanha limpa, está entendendo?”

A defesa de Clélia Barros disse em nota que “Clélia não tem conhecimento sobre a captação ilícita de votos apontada na reportagem”, e que “a cliente tem a vida pública pautada por honestidade, sempre respeitando os pilares da democracia”.

Fonte: FANTASTICO

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Eleições

Eleições 2024: eleitores que não votaram no primeiro turno podem participar do segundo

por Redação 18 de outubro de 2024

Os eleitores que estavam aptos mas não compareceram ao primeiro turno das eleições municipais de 2024, realizado em 6 de outubro, têm a oportunidade de votar no segundo turno. A Justiça Eleitoral considera cada turno como uma eleição independente, o que significa que a ausência no primeiro turno não impede a participação na segunda etapa de votação.

O segundo turno está agendado para o dia 27 de outubro, quando eleitores de 52 municípios, incluindo 15 capitais, voltarão às urnas eletrônicas para escolher os novos prefeitos e vice-prefeitos, que assumirão os cargos para o período de 2025 a 2028. Saiba quais cidades terão segundo turno:

  • Anápolis (GO)
  • Aparecida De Goiânia (GO)
  • Aracaju (SE)
  • Barueri (SP)
  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Camaçari (BA)
  • Campina Grande (PB)
  • Campo Grande (MS)
  • Canoas (RS)
  • Caucaia (CE)
  • Caxias do Sul (RS)
  • Cuiabá (MT)
  • Curitiba (PR)
  • Diadema (SP)
  • Fortaleza (CE)
  • Franca (SP)
  • Goiânia (GO)
  • Guarujá (SP)
  • Guarulhos (SP)
  • Imperatriz (MA)
  • João Pessoa (PB)
  • Jundiaí (SP)
  • Limeira (SP)
  • Londrina (PR)
  • Manaus (AM)
  • Mauá (SP)
  • Natal (RN)
  • Niterói (RJ)
  • Olinda (PE)
  • Palmas (TO)
  • Paulista (PE)
  • Pelotas (RS)
  • Petrópolis (RJ)
  • Piracicaba (SP)
  • Ponta Grossa (PR)
  • Porto Alegre (RS)
  • Porto Velho (RO)
  • Ribeirão Preto (SP)
  • Santa Maria (RS)
  • Santarém (PA)
  • Santos (SP)
  • São Bernardo do Campo (SP)
  • São João de Meriti (RJ)
  • São José do Rio Preto (SP)
  • São José dos Campos (SP)
  • São Paulo (SP)
  • Serra (ES)
  • Sumaré (SP)
  • Taboão da Serra (SP)
  • Taubaté (SP)
  • Uberaba (MG)


No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para cidadãos maiores de 18 anos, enquanto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos.

Justificativa de Ausência
Para os eleitores que não votaram no primeiro turno e não justificaram a ausência no dia da votação, o prazo para se explicar à Justiça Eleitoral vai até 5 de dezembro. Esse procedimento pode ser realizado por meio do aplicativo e-Título, do Sistema Justifica ou pelo Autoatendimento Eleitoral, acessível nos Portais da Justiça Eleitoral.

Ao apresentar a justificativa, é necessário anexar documentos que comprovem a impossibilidade de votar, como bilhetes de passagem, cartões de embarque ou atestados médicos.

Se o eleitor não tiver acesso às ferramentas online de justificativa, ele pode comparecer a qualquer cartório eleitoral ou à Central de Atendimento ao Eleitor do seu estado para apresentar o requerimento pessoalmente, junto com os documentos comprobatórios exigidos.

Fonte: r7

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Eleições

Eleições 2024: 58 candidatos apoiados por PT de Lula e PL de Bolsonaro são eleitos prefeitos

por Redação 9 de outubro de 2024

Dos 85 candidatos no país que tinham no seu palanque tanto o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, 58 conseguiram se eleger prefeitos neste domingo (6), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros 24 candidatos apoiados pelos dois partidos perderam a eleição. Há ainda um que vai disputar o segundo turno e outro que foi considerado inapto pela Justiça eleitoral e ficou de fora do pleito. Há ainda o caso de outro que foi eleito, mas está com a sua candidatura barrada.

O que foi para o segundo turno é o candidato Aprígio, do Podemos, que tenta a Prefeitura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Já Dehon Toso, do PSD, queria disputar a Prefeitura de Estrela do Norte (SP), mas, segundo a Justiça, não reuniu as condições necessárias para obter o registro da sua candidatura.

O candidato Zé Martins (MDB), por sua vez, conseguiu se eleger prefeito de Bequimão (MA), mas, como a sua candidatura foi barrada pela Justiça, será preciso aguardar o julgamento do seu recurso para ter uma definição.

O professor de direito eleitoral da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Fernando Neisser explica que, nesses casos, o candidato aparece na urna, mas o resultado da eleição não é proclamado. Para sair o resultado em definitivo, é necessário o julgamento da situação da candidatura.

Se o caso for julgado até 1º de janeiro de 2025, data da posse, duas situações podem acontecer:

Se a candidatura for aceita, será realizada uma nova totalização dos votos, e o candidato assume o cargo;
Caso seja indeferida, uma nova eleição é convocada.
Se o resultado do julgamento sair depois de 1º de janeiro, o presidente da Câmara dos Vereadores assume interinamente o cargo de prefeito até que a candidatura seja aceita definitivamente ou aconteçam novas eleições.

O Maranhão foi o estado com mais candidaturas apoiadas pelas duas legendas. Foram 22 cidades com candidatos que têm o endosso do PT e do PL. Desses, 13 foram eleitos e oito perderam.

Já São Paulo foi o segundo estado, com 12 candidatos com aval de PT e PL. Desses, nove foram eleitos, um perdeu e um foi para o 2º turno.

Fonte: G1

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Eleições

Efeito do retorno do X no ecossistema de desinformação antes do segundo turno é incerto, avaliam especialistas

por Redação 9 de outubro de 2024

O impacto do desbloqueio do X, que ficou fora do ar durante o primeiro turno do pleito municipal, tende a ser limitado no debate eleitoral do segundo turno em meio à concorrência com outras redes, na avaliação de pesquisadores ouvidos pelo GLOBO. Mas o efeito da volta da plataforma de Elon Musk no ecossistema de desinformação ainda é incerto e será um ponto de preocupação na corrida eleitoral, diante da política de moderação menos rígida.
Coordenadora de pesquisa do Internet Lab, Iná Jost destaca a ocorrência de um “grande fluxo” de migração de usuários para o Bluesky, o que pode impactar a importância do X nesse retorno.

— É difícil saber se o retorno do X impactará esta eleição. A plataforma não aceita anúncios políticos, mas precisamos ficar atentos para vermos como as campanhas vão se desenrolar por lá. Precisamos monitorar se vão crescer os índices de correntes de desinformação e se decisões judiciais serão cumpridas pela empresa, caso elas existam — explica.

Queda de interações
O X registrou queda de 73,5% em interações no debate sobre política no Brasil entre os dias 2 e 17 de setembro, segundo estudo da FGV Comunicação Rio divulgado pelo GLOBO na semana passada. Nos primeiros dias após o bloqueio da plataforma, o Bluesky recebeu 2,6 milhões de novos usuários, com a estimativa de que 85% destes seriam brasileiros.

O levantamento também mostrou que a conversa na plataforma de Musk passou a ser ditada apenas por perfis de direita, que continuaram acessando o X via VPN, ferramentas de gestão de redes ou por origem internacional após a suspensão da rede social.

O antropólogo David Nemer, do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, avalia que o retorno do X não deve impactar o voto do eleitor. Para o pesquisador, a consequência do desbloqueio ficará restrita a uma mudança na narrativa da direita, que não deve chegar àqueles que não são convertidos. Além disso, há possibilidade de o eleitorado mais à esquerda permanecer no Bluesky ou em outros concorrentes.

— A falta de moderação no X é motivo de preocupação. Agora, vamos ver como a rede vai se comportar, já que, se não atender às demandas e ordens judiciais, vai voltar a ser banida, e pelo visto Musk não quer isso — analisa Nemer. — Mas acho muito difícil o X ser determinante para qualquer resultado no segundo turno destas eleições. O que vai mudar é a narrativa da direita, que vai tratar a volta da rede como uma vitória.

O X passou por uma queda de usuários após ser adquirido pelo empresário Elon Musk, em 2022, quando ainda se chamava Twitter. Especialistas citam mudanças nos algoritmos e o enfraquecimento da política de moderação de conteúdos sob a gestão dele como possíveis causadores desse impacto negativo.

Influência no debate
Segundo o estudo DataReportal, havia uma base de 22,1 milhões de usuários do X no início deste ano no Brasil — cerca de 2 milhões a menos do que em 2023. O levantamento considera o total de pessoas que podem ser impactadas por anúncios na rede. Foi a primeira vez, desde 2019, em que houve um recuo no volume de internautas atingidos.

Apesar de não estar no topo do ranking de redes sociais no Brasil, o X tem como característica a capacidade de direcionar o debate público pela presença de jornalistas, políticos, acadêmicos e influenciadores, o que ajuda a dimensionar o seu impacto político. Também costuma agendar discussões nas outras redes.

Criado em 2006 nos Estados Unidos, o Twitter se popularizou no Brasil a partir de 2008 como um espaço de discussões de temas variados. A rede também foi largamente usada em mobilizações populares, como os protestos de 2013.

Antes da aquisição por Musk, a rede, antes restrita a postagens com até 140 caracteres, já havia expandido esse limite e permitido a inclusão de fotos e vídeos, além do encadeamento de múltiplos tuítes e citações diretas de postagens de terceiros.

Especialistas já indicavam, à época, que a lógica interna da plataforma passava a dar mais visibilidade a publicações que engajavam outros usuários com “comoção negativa”, como discurso de ódio, fenômeno similar ao observado em outras plataformas. No primeiro ano como proprietário, Musk reformulou a plataforma, mudou o nome, o processo de verificação do serviço e as regras de moderação.

Fonte: OGLOBO

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Eleições

Vereador derrotado nas eleições distribuiu santinhos com número de votação errado

por Redação 9 de outubro de 2024

O candidato a vereador em Argirita, José Iria de Araújo (PSD), de 60 anos, conhecido como ‘Duda’, teve o número de urna errado divulgado durante a campanha eleitoral.

O código usado nos materiais distribuídos durante o pleito foi o 55.608. Contudo, a candidatura dele foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 55.508, com um dígito diferente do informado.

Eleito em 2004, ele participou de todas as eleições seguintes – 2008, 2012, 2016 e 2020 – usando sempre a mesma centena (final 608). Neste ano, o 508 quebrou o padrão adotado pelo candidato. Entenda mais abaixo.

Após a contabilização dos dados nas 12 seções e os 52 votos recebidos, Duda não conseguiu votação para se manter como parlamentar. Enquanto Marcinho do Tijucal (REPUBLICANOS) foi o mais votado em Argirita, escolhido por 373 eleitores, Ewerton Tereza (MOBILIZA) recebeu 79 – uma diferença de 27 votos a mais que Duda.

Conforme dados da Justiça Eleitoral, o registro da candidatura de José Iria, o Duda, aconteceu no dia 30 de agosto. O g1 entrou em contato com o partido para entender se houve um erro no registro da candidatura ou se o partido optou por usar um número diferente do sugerido pelo candidato, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em contato com a TV Integração, o atual vereador confirmou que fez campanha com o número diferente do que estava registrado, mas alegou que, por orientação jurídica, não iria dar mais detalhes sobre a situação.

Final 608 usado em todas as eleições
No santinho distribuído por Duda, o número de campanha é o 55.608. No entanto, o Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand) indica o 55.508 como registrado oficialmente junto ao TSE.

Duda foi candidato pela primeira vez em 2004, quando foi eleito usando o número 15.608. Ele seguiu participando das eleições municipais seguintes, em 2008, 2012 e 2016, mas terminou como suplente. Em 2020, foi eleito novamente como vereador.

Em todas as eleições, os números de urna terminavam com a centena 608. Somente neste ano, o final foi diferente, 508. Veja abaixo:

número 15608 em 2004
número 45608 em 2008
número 45608 em 2012
número 15608 em 2016
número 55608 em 2020
número 55508 em 2024
Erro podia ser sinalizado até 18 de setembro
Em resposta ao g1, o TRE informou que os candidatos geralmente têm os números definidos na convenção partidária.

Ainda segundo o Tribunal, os dados são disponibilizados no DivulgaCandContas e lá permanecem durante todo o período eleitoral, podendo, em caso de erro, receberem pedido de alteração pelo candidato ou pelo partido.

“A retificação do número, ou de qualquer dado a ser exibido na urna eletrônica, poderia ter sido feita até o dia 18/09/2024, data do fechamento do Sistema de Candidaturas”.

Fonte: G1

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Eleições

Cofres cheios: emenda Pix turbina taxa de reeleição de prefeitos, que foi de 89,3% nas 178 cidades mais beneficiadas

por Redação 8 de outubro de 2024

A abertura das urnas no domingo mostrou que cidades mais contempladas pelas chamadas “emendas Pix” — recursos enviados por parlamentares diretamente para o caixa das prefeituras — tiveram índice de reeleição de seus governantes maior do que o registrado no restante do país. Levantamento do GLOBO nos 178 municípios indicados pela Controladoria-Geral da União (CGU) como principais destinos destas verbas aponta que em cem deles o prefeito foi reeleito, enquanto em outros 45 conseguiu fazer um sucessor do mesmo grupo político.

Considerando apenas as cidades onde os atuais prefeitos concorreram a um novo mandato — 112 das 178 — a taxa de reeleitos foi de 89,3%, podendo ainda chegar a 94,6% caso os seis que conseguiram ir ao segundo turno saiam vitorioso. Apenas outros seis já saíram derrotados.

O índice bate a taxa de recondução nas eleições deste ano, de 81,4%, a maior da história, superando os 63,7% de 2008, até então o mais alto. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 3.004 prefeitos que tentaram ser reconduzidos no domingo, 2.444 terão um novo mandato a partir de janeiro. Esse número ainda pode aumentar para 81,9%, pois 16 ainda disputarão o segundo turno.

Pagamento suspenso
Criada em 2019, as “emendas Pix” entraram na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto. O ministro Flávio Dino determinou que o Congresso e o governo deem mais transparência ao mecanismo para que seja possível saber como os recursos são gastos. No modelo atual, basta ao parlamentar indicar para qual cidade o dinheiro deve ir, sem necessidade de apresentar um projeto ou obra específica. Assim, prefeitos podem gastar a verba federal livremente, sem depender do aval do governo.

Além de suspender novos repasses, Dino mandou a CGU realizar uma auditoria nos desembolsos já feitos desde 2020 até hoje, o que soma R$ 16 bilhões. O órgão de fiscalização concentrou a análise nas 178 prefeituras e 22 governos estaduais que registraram o maior volume de recursos recebidos no período.

No topo do ranking dos municípios mais contemplados está Carapicuíba, cidade de 387 mil habitantes na Região Metropolitana de São Paulo, que recebeu R$ 150 milhões em emendas Pix na gestão do atual prefeito, Marcos Neves (PSDB). Em seu segundo mandato e sem poder disputar a reeleição, Neves conseguiu emplacar o aliado José Roberto (PSD) como sucessor. Ele teve 80,3% dos votos no domingo. Procurados, eles não retornaram o contato.

A segunda da lista é Macapá, capital do Amapá, onde Doutor Furlan (MDB) foi reeleito com 85,08% dos votos, o maior porcentual entre os prefeitos eleitos nas capitais. Durante seu mandato, a prefeitura recebeu R$ 128 milhões em emendas Pix, a maior parte enviada por parlamentares que fizeram parte de sua coligação neste ano. O principal padrinho dos recursos foi senador Lucas Barreto (PSD), que indicou R$ 45 milhões no período.

— O prefeito Furlan tem uma capacidade muito grande de trabalho de domingo a domingo. Coloquei ainda mais emendas lá, onde está a maioria da população do estado. Macapá é uma UTI social — disse Barreto.

Em nota, a prefeitura de Furlan atribuiu a votação expressiva no domingo à capacidade da atual gestão em transformar os recursos em melhorias na cidade. “Temos capacidade administrativa de receber recursos e aplicá-los em tempo hábil na entrega de obras que a cidade necessitava, desta forma a população validou a nossa capacidade de trabalho e entregas”, diz.

Mas a aplicação dos recursos federais não contribui apenas para a eleição de prefeitos em grandes cidades. Entre os dez municípios que mais receberam emendas Pix nos últimos anos, Coração de Maria (BA), cidade de 22 mil habitantes a 111 quilômetros de Salvador, reelegeu o prefeito Kley Lima (Avante) com 67% dos votos. Entre os parlamentares que enviaram o recurso está o senador Angelo Coronel (PSD-BA), apoiador da reeleição de Lima. O prefeito e o parlamentar foram procurados, mas não se manifestaram.

Em algumas localidades,o parentesco do prefeito com o parlamentar ajudou a irrigar o cofre municipal. Foi o que aconteceu em Campo Formoso (BA), cidade de 71 mil habitantes a 477 quilômetros de Salvador, onde Elmo Nascimento (União) foi reeleito com 63,51%. Ele é irmão do deputado Elmar Nascimento (União-BA), que destinou R$ 19 milhões em emendas Pix para o município nos últimos dois anos.

— Temos um deputado que é um filho da terra e conhece as dificuldades e a pobreza do município. Mas a reeleição não foi fruto só de emenda, mas de uma dedicação de quatro anos. Não adianta receber e gastar mal — afirmou Elmo. Também procurado, Elmar não comentou.

Já em Nova Russas (CE), com população de 32,4 mil pessoas, a 338 quilômetros de Fortaleza, Giordanna Mano (PRD) foi reeleita com 83,53%. A prefeitura recebeu nos últimos quatro anos R$ 18 milhões da verba parlamentar, com R$ 14 milhões enviados diretamente do marido dela, o deputado Junior Mano (PL-CE). — Queria ter mais (emendas) para indicar — disse o parlamentar.

Boa gestão
A cientista política Graziella Testa, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a reeleição dos gestores passa por um bom uso dos recursos recebidos. No entendimento dela, o problema das emendas vai além de uma eventual aplicação eleitoreira e inclui os critérios usados para escolher quais cidades vão receber.

— De repente a vida dessa pessoa melhorou mesmo por conta do recurso que veio da emenda parlamentar. A questão é como está a vida das outras pessoas que não receberam e como é feito essa divisão do que é prioridade do ponto de vista nacional— disse Testa.

Um exemplo de cidade contemplada com valores altos em emendas Pix, mas que o prefeito não conseguiu se reeleger é Belém, capital do Pará. O município recebeu R$ 23 milhões durante o mandato de Edmilson Rodrigues (PSOL), que não conseguiu a chegar ao segundo turno. Sua atual gestão ficou marcada por problemas no serviço de coleta de lixo, que derrubou sua aprovação.

A diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, atribui o alto índice de reeleição dos prefeitos que mais receberam emendas Pix à forma como a verba é empregada. Segundo ele, como não há necessidade de o recurso ser vinculado a projeto, costumam ser empregadas em ações de baixa complexidade, como asfaltamento de ruas, compra de veículos ou ambulâncias, por exemplo.

— São ações que têm um impacto positivo na percepção do público sobre a gestão que está no poder. Por causa desse efeito, as emendas Pix acabam se convertendo em um financiamento eleitoral indireto, acentuando uma desigualdade na disputa que já existe normalmente no cenário de reeleição — afirmou a diretora do Transparência Brasil.

Fonte: G1

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Eleições

Impacto de R$ 30 milhões: cinco maiores doadores ajudam a eleger mais de 100 políticos pelo Brasil

por Redação 7 de outubro de 2024

Os cinco maiores doadores de campanha nas eleições de 2024 destinaram R$ 30,7 milhões para candidatos e partidos. Parte desse valor ajudou a eleger 102 políticos em todo o Brasil, sendo 46 prefeitos e 56 vereadores.

Do total enviado pelos maiores doadores, R$ 7,6 milhões foram para candidatos que já foram eleitos, e R$ 4,1 milhões, para 8 candidatos a prefeito que disputarão o segundo turno. Outros R$ 19 milhões foram doados para candidatos que não se elegeram.

Entre os 110 candidatos que foram apoiados pelos maiores doadores de campanha e que foram eleitos ou estão no 2º turno, 35 são do PSD, 19 do MDB, 14 do Progressistas e 13 do PL.

Outros 6 são do PT, 4 do Republicanos, 3 do União Brasil, 3 do PSB, 3 do Novo, 2 do Cidadania, 2 do Podemos, 2 do PSDB, 1 do Avante, 1 do PDT, 1 do PMB, 1 do PRB.

O maior doador de campanha em 2024 é Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, empresa das áreas de açúcar, álcool, energia, lubrificantes e energia. Ele tem fortuna de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,6 bilhões), segundo a Forbes.

O empresário fez doações para 197 beneficiários, sendo a maior delas, no valor de R$ 2 milhões, para a campanha do prefeito de Belo Horizonte (MG), Fuad Noman (PSD), que concorre à reeleição.

Ometto aparece pela quarta vez seguida como o maior doador de campanhas. Em 2018, ele doou R$ 7,5 milhões e, nas eleições municipais de 2020, R$ 2,6 milhões. Já na eleição de 2022, a doação foi de R$ 8,7 milhões.

Quem são os maiores doadores de campanha em 2024?
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os cinco maiores de campanha destinaram exatamente R$ 30.785.719,00 para candidatos e partidos. Veja quem são:

Rubens Ometto Silveira Mello – R$ 18.270.781,20
Jose Ricardo Rezek – R$ 4.945.000,00
Odilio Balbinotti Filho – R$ 3.912.900,00
Alcebiades de Queiroz Barata Filho – R$ 2.150.037,80
Wilson de Almeida Junior – R$ 1.507.000,00

Fonte: G1

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