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Brasil

Brasil

Fim da “taxa das blusinhas” reduz preço de compras internacionais de até US$ 50

por Redação 14 de maio de 2026

Compras internacionais de até US$ 50 devem ficar mais baratas para consumidores brasileiros após o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% que incidia sobre encomendas de baixo valor em plataformas como Shopee, Shein e AliExpress.

A mudança entrou em vigor nesta terça-feira (12), por meio de Medida Provisória, e vale para compras feitas no programa Remessa Conforme, sistema da Receita Federal que reúne plataformas estrangeiras autorizadas a vender diretamente ao consumidor brasileiro.

Até então, produtos de até US$ 50 eram tributados com imposto federal de 20% mais o ICMS estadual. Com a extinção do imposto de importação para essa faixa de valor, permanece apenas a cobrança do ICMS, cuja alíquota varia entre 17% e 20%, dependendo do estado.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, a tendência é de redução perceptível no valor final das encomendas.

Apesar disso, ele alerta que a tributação não acabou totalmente.

“O ICMS continua sendo cobrado normalmente, e compras acima de US$ 50 seguem sujeitas ao imposto de importação de 60%, além do tributo estadual”, explicou.

Como funciona o cálculo

O cálculo do ICMS em compras internacionais é feito “por dentro”, ou seja, o próprio imposto integra a base de cálculo.

Na prática, isso significa que o valor não é apenas acrescido diretamente da porcentagem correspondente.

“O imposto ‘por dentro’ significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. O imposto também incide sobre ele mesmo”, detalhou Jackson Campos.

Quanto muda na prática

Antes da mudança, uma compra internacional de US$ 50 passava primeiro pelo imposto federal de 20%, elevando o valor para US$ 60. Depois, era aplicado o ICMS estadual.

Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o valor final chegava a US$ 72,29, cerca de R$ 354 considerando a cotação de R$ 4,8955 por dólar.

Já em Minas Gerais, onde o ICMS é de 20%, a compra chegava a US$ 75, aproximadamente R$ 367.

Com o fim da taxa federal, o consumidor paga apenas o ICMS.

No mesmo exemplo, a compra passa a custar US$ 60,24 em estados com ICMS de 17%, cerca de R$ 295.

Em Minas Gerais, o valor cai para US$ 62,50, aproximadamente R$ 306.

Compras acima de US$ 50 continuam tributadas

A mudança não altera as regras para compras acima de US$ 50.

Nesses casos, continua valendo o imposto de importação de 60%, além do ICMS estadual.

Uma compra de US$ 100, por exemplo, sobe inicialmente para US$ 160 com o imposto federal.

Após aplicação do ICMS de 17%, o valor final chega a US$ 192,77, equivalente a cerca de R$ 943 em São Paulo.

Já em Minas Gerais, com ICMS de 20%, o total alcança US$ 200, aproximadamente R$ 979.

Arrecadação bateu recorde

Segundo dados da Receita Federal, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais entre janeiro e abril de 2026 — alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior e recorde histórico para o quadrimestre.

A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em agosto de 2024 após aprovação do Congresso Nacional, durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

A medida gerou críticas de consumidores, principalmente pelo aumento no custo de produtos importados de baixo valor vendidos em plataformas estrangeiras.

Fonte: G1

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caso Master

Zema chama áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro de “imperdoável” e Caiado cobra explicações do senador

por Redação 14 de maio de 2026

Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram nesta quarta-feira (13) à divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O material revelado mostra Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ampliou a crise política em torno do escândalo envolvendo o Banco Master e provocou críticas até mesmo entre nomes da direita e possíveis aliados do senador.

Romeu Zema divulgou um vídeo nas redes sociais condenando a postura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o episódio compromete o discurso político do grupo bolsonarista contra o PT.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.

A fala de Zema ganha peso político porque ele vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.

Outro presidenciável, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou após a repercussão do caso e cobrou esclarecimentos públicos do senador.

As críticas surgem depois da divulgação de conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil, que apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica “Dark Horses”, inspirada em Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, os contatos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Em um dos áudios, o senador demonstra preocupação com pagamentos atrasados e afirma que a equipe do filme estava sob pressão.

A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do áudio e das mensagens.

Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas afirmou que se tratava apenas de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e afirmou que adversários políticos tentam associá-lo indevidamente ao escândalo do Banco Master.

O caso provocou forte repercussão no cenário político nacional, especialmente porque Flávio vinha defendendo publicamente a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e associando o escândalo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: G1

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caso Master

Flávio Bolsonaro negava ligação com caso Master antes de mensagens revelarem pedidos de dinheiro a Daniel Vorcaro

por Redação 14 de maio de 2026

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vinha negando qualquer ligação com as irregularidades investigadas envolvendo o Banco Master. No entanto, mensagens e um áudio divulgados nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil mostraram o parlamentar cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para custear a produção cinematográfica “Dark Horses”, ainda sem lançamento oficial. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a autenticidade do áudio e das mensagens reveladas.

Após a divulgação do material, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro ao banqueiro, mas afirmou que se tratava de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e voltou a associar o escândalo do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos meses, essa vinha sendo a principal linha de defesa adotada por Flávio. Durante um evento de pré-campanha em Santa Catarina, no último fim de semana, ele chegou a usar uma camiseta com a frase:
“O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.

O senador também defendia publicamente a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.

De acordo com o Intercept, os repasses de Vorcaro ao filme ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

As conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro aconteceram entre setembro e novembro de 2025. Em uma das mensagens reveladas, enviada um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, o senador escreveu:

“Estou e estarei contigo sempre.”

A prisão de Vorcaro aconteceu quando ele tentava embarcar em um jatinho no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em meio às investigações sobre suspeitas de fraudes, corrupção e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar opositores.

Durante entrevista coletiva concedida no último fim de semana, Flávio afirmou que a esquerda tentava criar uma associação artificial entre Jair Bolsonaro e o Banco Master.

“A esquerda tenta criar narrativas querendo vincular de alguma forma o Bolsonaro à questão do Banco Master, mas não dá liga”, declarou.

O senador também citou uma reunião realizada em 2024 entre o presidente Lula e Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega.

“Não foi o Bolsonaro que se reuniu escondidinho com o Vorcaro, foi o Lula”, afirmou.

Em fevereiro, Lula confirmou o encontro e declarou que apenas informou ao banqueiro que as investigações envolvendo o Master seriam conduzidas tecnicamente, sem interferência política.

Flávio ainda mencionou um contrato de R$ 5 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia do ministro Ricardo Lewandowski, atual integrante do governo Lula.

“Tinha um contratinho assinado com o Banco Master de alguns milhões ali, e depois que virou ministro da Justiça, seu filho continuou recebendo o mesmo contrato”, afirmou o senador.

Na época da revelação do contrato, a assessoria de Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco após sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, e informou que ele deixou de atuar em causas relacionadas ao escritório ao assumir o ministério.

O caso também virou alvo do PT. No fim de abril, o partido exibiu em seu congresso nacional um vídeo associando o escândalo ao bolsonarismo e apelidando o caso de “Bolsomaster”. O material citava supostas conexões entre o Banco Master, aliados de Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Em resposta, Flávio divulgou nota afirmando que o PT tenta desviar o foco das investigações.

“As acusações do PT são mentirosas e absurdas. A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o Banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024, já no governo Lula”, diz o texto.

Na semana passada, quando o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal, Flávio chegou a defender rigor nas investigações.

“As informações são graves e devem ser apuradas com rigor e transparência”, declarou na ocasião.

Nesta quarta-feira (13), porém, após o avanço das investigações e a repercussão envolvendo seu nome, Flávio mudou o tom ao comentar o caso de Ciro Nogueira e afirmou acreditar na inocência do aliado político.

“O Ciro é um presidente de um partido importante, sofreu acusações graves, que ele, inclusive, já começou a explicar”, afirmou.

Fonte: G1

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caso Master

Haddad liga Daniel Vorcaro ao governo Bolsonaro após revelação de áudio de Flávio cobrando pagamentos para filme

por Redação 14 de maio de 2026

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (13) que o banqueiro Daniel Vorcaro mantém ligação direta com o entorno político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada em Bolsonaro.

Durante conversa com jornalistas após participação em um evento promovido pelo movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia, na capital paulista, Haddad afirmou que não existe separação entre o banqueiro e o grupo político bolsonarista.

“Não existe uma possível relação entre os Bolsonaro e o Master. É uma coisa só. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar pelo presidente do BC indicado pelo Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, Tarcísio recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro, o ministro da Secom do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. A ministra da SRI do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. Toda a relação do Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro. Daniel Vorcaro é rebento do governo Bolsonaro”, declarou o petista.

Durante o encontro, Haddad também ironizou o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro.

“Hoje saiu um áudio do Flávio Bolsonaro, o dólar já sobe, a Bolsa já não sei o quê… Estão exagerando. O cara pede uma contribuição de R$ 134 milhões para a família dele, e o pessoal está apavorado com isso. Normal, um amigo seu, você nunca fez isso? Várias vezes, né?”, afirmou em tom irônico.

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi questionado sobre o caso, mas evitou comentar o assunto durante entrevista coletiva sobre a explosão registrada no Jaguaré, Zona Oeste da capital paulista, que deixou um homem morto.

“Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, disse o governador.

As informações sobre o financiamento do filme foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que revelou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador ao banqueiro em setembro do ano passado. A TV Globo confirmou com investigadores e fontes ligadas às apurações a autenticidade do conteúdo.

Segundo o Intercept, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção do longa “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Os recursos teriam sido enviados para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Questionado sobre o tema ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro limitou-se a afirmar que se trata de “dinheiro privado”.

A reportagem aponta ainda que parte dos pagamentos foi feita por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro. O nome da companhia aparece em mensagens trocadas entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado indicam que o Banco Master transferiu ao menos R$ 2,3 milhões para essa empresa em 2025, período em que ocorreram os aportes relacionados ao filme.

O publicitário Thiago Miranda, apontado como responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, confirmou ter intermediado as negociações para o investimento de aproximadamente R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Segundo ele, os pagamentos foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master e a participação do banqueiro no projeto não seria divulgada publicamente.

Em um áudio enviado em 8 de setembro, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e menciona o momento delicado vivido por Vorcaro após a rejeição, pelo Banco Central, da compra do Banco Master pelo BRB.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirmou o senador.

As mensagens mostram ainda que Flávio e Vorcaro mantinham contatos frequentes. Em outubro, o senador afirmou que a produção estava “no limite” e convidou o banqueiro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme.

Em outra conversa, realizada em 16 de novembro, Flávio escreveu:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

Após receber uma resposta reservada de Vorcaro, respondeu apenas: “Amém”.

No dia seguinte à troca de mensagens, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A investigação apura suspeitas de fraudes, corrupção de agentes públicos e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar adversários.

Fonte: G1

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Brasil

Tarcísio evita comentar áudio em que Flávio Bolsonaro cobra pagamentos de banqueiro para filme sobre Jair Bolsonaro

por Redação 14 de maio de 2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), evitou comentar nesta quarta-feira (13) a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. O material revela cobranças feitas pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada no ex-chefe do Executivo.

Questionado durante entrevista coletiva sobre uma explosão no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, que deixou um homem morto, Tarcísio desconversou ao ser perguntado sobre o caso.

“Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, afirmou o governador.

As informações foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador em setembro do ano passado. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do conteúdo revelado.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa-metragem “Dark Horse”. O dinheiro, de acordo com o Intercept, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre o tema nesta quarta-feira (13), ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador encerrou rapidamente a entrevista, afirmando apenas que se tratava de “dinheiro privado”.

Ainda segundo o Intercept, parte dos pagamentos foi realizada por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. A empresa aparece em mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelar que documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado indicam que o Banco Master repassou ao menos R$ 2,3 milhões à empresa em 2025 — período em que ocorreram os aportes relacionados ao filme.

O publicitário Thiago Miranda, apontado pelo Intercept como responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Vorcaro, confirmou à colunista ter intermediado as negociações para o investimento de R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Ele afirmou ainda que os pagamentos foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master e que a participação de Vorcaro no projeto não seria divulgada publicamente.

Em um dos trechos mais delicados revelados pela reportagem, Flávio Bolsonaro envia um áudio ao banqueiro em 8 de setembro, dizendo compreender o “momento dificílimo” vivido por Vorcaro. Dias antes, em 3 de setembro, o Banco Central havia rejeitado a compra do Banco Master pelo BRB.

Mesmo demonstrando cautela, o senador cobra uma definição sobre os pagamentos atrasados.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirma Flávio no áudio.

As mensagens mostram contatos frequentes entre os dois. Em outubro, Flávio voltou a pressionar o banqueiro, afirmando que a produção estava “no limite”. No mesmo dia, convidou Vorcaro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme. O encontro acabou sendo marcado na residência do banqueiro.

As conversas também incluíam ligações telefônicas e mensagens com visualização única. Em uma troca realizada em 16 de novembro, Flávio escreveu:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

Após uma resposta reservada enviada por Vorcaro, Flávio respondeu apenas: “Amém”.

No dia seguinte à conversa, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A operação investiga um suposto esquema envolvendo fraudes, corrupção de agentes públicos e até o uso de uma “milícia privada” para intimidar adversários.

Fonte: G1

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Brasil

Áudio de 2025 revela fala de Ed Motta com ofensas xenofóbicas e ameaça de agressão em restaurante no Rio

por Redação 13 de maio de 2026

O cantor Ed Motta é investigado por injúria por preconceito após um episódio ocorrido em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. A investigação ganhou novos desdobramentos após o RJ2 ter acesso a áudios de 2025 enviados pelo artista ao dono do estabelecimento, nos quais ele faz ofensas de teor xenofóbico e menciona possível confronto físico com um funcionário.

Em um dos trechos, o músico critica o comportamento de um barman e faz referência à origem nordestina do trabalhador. Ele afirma que “na décima vez, se eu for falar com ele, vai sair porrada”, e menciona uma suposta rivalidade regional ao dizer: “é a Tijuca contra o Nordeste”. Em seguida, usa expressão ofensiva direcionada ao funcionário.

Em outro áudio, Ed Motta afirma: “A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele”, em referência a uma possível agressão.

A defesa do cantor afirma que os áudios são antigos, fora de contexto e que sua divulgação teria o objetivo de influenciar a investigação. O artista nega ter feito ofensas no episódio investigado e afirma não possuir qualquer comportamento preconceituoso.

O caso em apuração ocorreu em 2 de maio, quando Ed Motta e amigos se desentenderam com funcionários do restaurante após questionamentos sobre cobrança de taxa de rolha. Segundo depoimentos, houve discussão, arremesso de cadeira e agressões envolvendo pessoas que acompanhavam o grupo do cantor e clientes do local.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso na 15ª DP (Gávea). Ed Motta foi ouvido como investigado por injúria por preconceito, enquanto um amigo do cantor responde por lesão corporal após ter agredido um cliente durante a confusão.

Funcionários do restaurante afirmam que o cantor proferiu ofensas xenofóbicas contra o barman durante o episódio. Já a defesa sustenta que houve divergências sobre a cobrança da taxa de rolha e que o artista deixou o local exaltado após se sentir desrespeitado.

A investigação segue com a oitiva de testemunhas indicadas pelas partes.

Fonte: G1

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CNH

Senado aprova renovação automática da CNH para bons condutores, mas mantém exigência de exames médicos

por Redação 13 de maio de 2026

O Senado aprovou nesta terça-feira a medida provisória que institui a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como cadastro do “bom condutor”. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.

A proposta permite que condutores sem infrações registradas nos últimos 12 meses tenham a renovação facilitada ao fim da validade do documento, sem necessidade de etapas burocráticas adicionais. A medida altera o Código de Trânsito Brasileiro e faz parte da estratégia do governo de simplificação de serviços públicos.

Durante a votação simbólica, o senador Renan Filho (MDB-AL), relator da proposta e ex-ministro dos Transportes, destacou o caráter de desburocratização do texto e afirmou que o projeto foi aprimorado durante a tramitação no Congresso.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um gesto simbólico ao passar a condução da sessão para o próprio Renan Filho, que anunciou o resultado da votação.

Apesar da criação do mecanismo de renovação automática, o Congresso manteve a exigência de exames médicos no processo de renovação da CNH. O texto final incorporou ajustes em relação à proposta original enviada pelo governo, que previa dispensa de etapas previstas no artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro.

Parlamentares argumentaram que a retirada completa dos exames poderia enfraquecer o controle sobre as condições físicas e mentais dos motoristas. Diante das resistências, o relator adotou uma solução intermediária: simplificação do processo administrativo, mas preservação dos exames de aptidão física e mental.

Segundo o relatório, a medida busca equilibrar desburocratização e segurança viária, mantendo mecanismos de controle considerados essenciais.

Outro ponto aprovado é a ampliação da CNH Digital como formato prioritário, com a versão física passando a ser opcional. O texto argumenta que a digitalização reduz custos administrativos e operacionais para os Detrans e diminui despesas com emissão de documentos.

Fonte: OGLOBO

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STF

Nunes Marques participa de festa em Brasília com uísque, charutos e apresentações de samba após posse no TSE

por Redação 13 de maio de 2026

O ministro Nunes Marques, recém-empossado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou de uma festa em Brasília na madrugada desta quarta-feira (13), marcada por consumo de bebidas alcoólicas, charutos e apresentações musicais. O evento teve ingressos vendidos a R$ 800 e reuniu cerca de mil convidados.

Durante a celebração, realizada em uma casa de festas às margens do Lago Paranoá, o ministro subiu ao palco e cantou “Vou festejar”, acompanhado por artistas como Jorge Aragão, Dudu Nobre e Ivo Meirelles. Em outro momento, também interpretou “É Hoje” e “O show tem que continuar”, além de retornar ao palco durante apresentação de um grupo de forró, quando fez breve declaração.

A festa contou com a presença de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de tribunais superiores, membros do Judiciário, advogados e convidados do meio político e artístico. Entre os presentes estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Gilmar Mendes, o ministro André Mendonça e o ex-ministro Ricardo Lewandowski, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O evento foi organizado por entidades do meio jurídico e ocorreu no formato “por adesão”, com participação de convidados que adquiriram ingressos. O espaço contou com camarotes privativos e serviço de bebidas como uísque, espumante e vinho, além de buffet com pratos variados da culinária brasileira e italiana.

Artistas como Gusttavo Lima, Sombrinha, Chimbinha e Xande Aviões também estiveram presentes, segundo registros da festa. Em determinado momento, houve interação entre músicos e convidados com adaptação de versos de samba em referência ao ministro.

A posse de Nunes Marques na presidência do TSE ocorre em um momento de reorganização da cúpula da Justiça Eleitoral, com a presença de integrantes das principais cortes do país.

Fonte: OGLOBO

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Anvisa

Inspeção da Anvisa expõe falhas na Ypê e mantém linhas de produção paradas em SP

por Redação 13 de maio de 2026

O complexo industrial da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, segue parcialmente paralisado após inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificar falhas consideradas graves no processo de fabricação de produtos de limpeza. Duas das oito unidades da fábrica permanecem sem operar: uma de detergentes e outra de lava-roupas líquidos e desinfetantes.

A visita do g1 à fábrica ocorreu um dia após o Fantástico divulgar detalhes do relatório da Anvisa, que apontou equipamentos com sinais de corrosão, falhas em etapas críticas de produção e risco de contaminação microbiológica em produtos da marca.

Segundo o diretor executivo de Operações da Ypê, Eduardo Beira, cerca de 400 funcionários foram deslocados para uma força-tarefa de adequação das unidades afetadas. A empresa informou que está executando 239 ações corretivas exigidas pela vigilância sanitária, relacionadas a inspeções feitas entre 2024 e 2026.

Mesmo após conseguir efeito suspensivo contra a decisão da Anvisa, a Ypê optou por manter as linhas de produção interrompidas para acelerar as correções. O caso será analisado nesta quarta-feira (13) pela Diretoria Colegiada da agência, instância máxima de decisão do órgão, em Brasília.

Em nota oficial, a empresa afirmou que mantém suspensa a produção dos produtos com lote final 1 e declarou que trabalha para concluir as medidas solicitadas “o mais breve possível”, reforçando compromisso com a segurança e a saúde dos consumidores.

O relatório da Anvisa revelou problemas estruturais importantes dentro das unidades industriais. Entre eles, tanques com sinais de corrosão, falhas de limpeza e armazenamento de restos de produtos devolvidos às linhas de envase. Segundo os fiscais, essas irregularidades comprometem as Boas Práticas de Fabricação e elevam o risco de contaminação microbiológica.

A agência também apontou que, entre dezembro de 2025 e abril de 2026, foram identificados resultados fora dos padrões microbiológicos em 80 lotes de produtos acabados. Alguns testes deram positivo para a bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode causar doenças e irritações.

De acordo com a inspeção, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade e permaneciam armazenados aguardando “definição financeira”. A Ypê afirma que os produtos contaminados seguem isolados e não chegaram aos consumidores.

Entre os itens afetados estão detergentes lava-louças da linha Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê, Atol e Pinho Ypê.

A Anvisa sustenta que as irregularidades envolvem falhas em sistemas de garantia da qualidade, sanitização, controle microbiológico e validação dos processos industriais — pontos considerados essenciais para evitar riscos à saúde pública.

Fonte: G1

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Brasil

Fim da “taxa das blusinhas” promete baratear compras internacionais e reacende disputa com indústria nacional

por Redação 13 de maio de 2026

O governo federal oficializou nesta terça-feira (12) o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por plataformas cadastradas no programa Remessa Conforme, como Shein, Shopee e AliExpress.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de uma portaria do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, a isenção entrou em vigor imediatamente.

Com a mudança, especialistas apontam que o impacto nos preços deve ser quase instantâneo. Sem a cobrança do imposto federal, consumidores pagarão apenas o ICMS estadual, que varia entre 17% e 20%, dependendo do estado.

Na prática, uma compra de US$ 50 que antes chegava a US$ 72,29 — cerca de R$ 354 na cotação atual — poderá cair para aproximadamente US$ 60,24, equivalente a R$ 295. O cálculo considera apenas a incidência do ICMS, cobrado “por dentro”, modelo em que o próprio imposto integra o preço final da mercadoria.

Segundo Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, a redução deve favorecer principalmente produtos importados da China. Ele destaca ainda que a valorização recente do real frente ao dólar potencializa a queda nos preços. Nesta terça-feira, a moeda americana fechou cotada a R$ 4,89, menor nível em mais de dois anos.

O especialista em comércio exterior Jackson Campos afirmou que os e-commerces internacionais devem atualizar rapidamente seus sistemas para retirar a cobrança já no momento da compra. Segundo ele, cargas que chegarem ao Brasil a partir desta quarta-feira já devem ser beneficiadas pela nova regra.

Apesar do alívio para consumidores, a medida provocou forte reação do setor produtivo brasileiro. Entidades ligadas ao varejo e à indústria classificaram a decisão como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque à indústria nacional”.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) afirmou que o fim da tributação prejudica empresas brasileiras, especialmente pequenas e médias, que enfrentam alta carga tributária, juros elevados e custos operacionais mais altos do que os praticados por empresas internacionais.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a medida. Segundo o grupo, a isenção amplia a concorrência desleal com empresas nacionais e ameaça empregos no país.

Criada em agosto de 2024, durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, a “taxa das blusinhas” gerou arrecadação recorde para o governo federal. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o imposto sobre encomendas internacionais arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A arrecadação ajudava o governo na tentativa de cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Mesmo assim, a previsão oficial segue indicando déficit nas contas públicas ao longo do terceiro mandato do presidente Lula.

Fonte: G1

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