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Brasil

Segurança

Mulher é presa suspeita de atropelar e arrastar ex-namorada do companheiro no interior de SP

por Redação 12 de maio de 2026

Uma mulher de 26 anos foi presa em Urupês, no interior de São Paulo, suspeita de atropelar e arrastar a ex-namorada do atual companheiro na última quinta-feira (7/5). A vítima foi socorrida e encaminhada a um hospital da região.

Segundo a Polícia Civil, o caso teria sido motivado por um histórico de conflitos entre as duas mulheres, iniciado ainda em 2025. As investigações apontam que a relação entre elas se tornou tensa após o envolvimento amoroso da vítima com o mesmo homem com quem a suspeita mantinha relacionamento.

De acordo com o apurado, o homem chegou a se separar da suspeita e se relacionou com a vítima. Posteriormente, ele teria retomado o relacionamento com a mulher presa.

No dia do crime, o homem se encontrou com a ex-namorada em uma estrada rural de Urupês para tratar de questões financeiras. A suspeita teria descoberto o encontro e ido até o local.

Ainda segundo a polícia, ao chegar na estrada, a mulher encontrou o casal conversando, cada um em uma motocicleta. Nesse momento, ela teria acelerado o carro contra a vítima, atropelando-a e a arrastando na sequência.

A vítima foi levada ao hospital após o ataque. Em depoimento, relatou que já havia discutido com a suspeita em outras ocasiões, em meio ao histórico de desentendimentos.

A mulher foi presa em flagrante e autuada por homicídio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: METRÓPOLES

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Bolsonaro

Nunes Marques será relator de pedido de anulação da condenação de Bolsonaro na trama golpista

por Redação 12 de maio de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques foi sorteado como relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A revisão criminal é um instrumento jurídico utilizado para reavaliar condenações já consideradas definitivas, em situações excepcionais em que se alega erro judiciário ou nulidades no processo.

No pedido protocolado pela defesa na última sexta-feira (8), os advogados solicitam a anulação da condenação e defendem que o caso deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo, e não por uma das turmas da Corte.

Nunes Marques foi indicado ao STF em 2020 pelo próprio Jair Bolsonaro. A relatoria foi definida por sorteio entre ministros da Segunda Turma, com exceção de Luiz Fux, que participou do julgamento da ação penal na Primeira Turma.

A Segunda Turma é composta atualmente por Gilmar Mendes (presidente), André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.

No pedido, a defesa solicita, entre outros pontos, a anulação do processo, o reconhecimento de incompetência da Primeira Turma, a invalidação da colaboração premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e a absolvição do ex-presidente.

Os advogados afirmam que houve “erro judiciário” e alegam violação ao princípio do juiz natural, o que, segundo a defesa, comprometeria todos os atos decisórios do processo.

A revisão criminal não representa um novo julgamento automático e depende de análise preliminar do relator. Caso admitido, o ministro pode determinar produção de novas provas e ouvir a Procuradoria-Geral da República e a defesa.

Se acolhido, o pedido pode resultar em absolvição, redução de pena, alteração de enquadramento ou anulação do processo. No entanto, a medida não permite agravamento da pena.

Fonte: G1

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Lotofácil

Aposta de Goiás fatura R$ 622 mil na Lotofácil; outros dois bilhetes também são premiados

por Redação 12 de maio de 2026

O concurso 3681 da Lotofácil premiou uma aposta registrada no município de Jussara, em Goiás, com o valor de R$ 622 mil. O bilhete vencedor acertou 15 números de um total de 16 dezenas sorteadas.

O sorteio foi realizado no último sábado (9/5). A aposta simples foi feita na lotérica Cartela dos Milhões, segundo informações divulgadas.

Além do prêmio principal da aposta goiana, outras duas apostas também foram contempladas com valores próximos de R$ 500 mil. Os bilhetes premiados são das cidades de São João da Lagoa (MG) e São Paulo (SP).

As dezenas sorteadas foram: 01, 02, 04, 05, 07, 09, 11, 12, 14, 15, 16, 20, 21, 22 e 25.

O próximo concurso está marcado para esta segunda-feira (11/5), com sorteio às 21h no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Fonte: METRÓPOLES

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Brasil

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação contra ministros do STF

por Redação 12 de maio de 2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo contra ministros da Corte. Nas alegações finais enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que Eduardo atuou de forma “continuada” para pressionar autoridades brasileiras e interferir em julgamentos ligados à investigação da trama golpista.

Segundo Gonet, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também articulou nos Estados Unidos medidas de retaliação contra autoridades brasileiras, incluindo sanções internacionais e tarifas contra o Brasil.

A PGR sustenta que Eduardo Bolsonaro buscou interferir diretamente na Ação Penal 2668, processo que tinha Jair Bolsonaro e outros investigados como réus por suposta tentativa de golpe de Estado.

Nas alegações finais, Gonet afirmou que “o inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso”.

Para a Procuradoria, a estratégia teria criado um “clima de instabilidade e temor”, projetando sobre autoridades brasileiras a possibilidade de represálias estrangeiras e sobre a população “o espectro de um país isolado e escarnecido”.

Ainda segundo a PGR, o principal objetivo seria pressionar o STF a evitar condenações nos processos ligados ao chamado “caso do golpe”.

Gonet também rejeitou a tese de que as ações de Eduardo Bolsonaro estariam protegidas pela liberdade de expressão.

“A liberdade de expressão, embora pilar da democracia, pode encontrar limites quando colide com outros bens jurídicos relevantes, como a correta administração da Justiça”, afirmou a Procuradoria.

O procurador-geral declarou ainda que o direito à manifestação “não pode servir de salvo-conduto para a prática de crimes, especialmente quando o discurso é convertido em ferramenta de coação e ameaça direta contra membros do Poder Judiciário”.

Além da condenação pelo crime de coação no curso do processo, na modalidade continuada, a PGR pediu a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados.

Eduardo Bolsonaro se tornou réu em novembro de 2025, quando a Primeira Turma do STF aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria.

Na ocasião, Alexandre de Moraes afirmou que a “grave ameaça” teria se materializado por meio da articulação de sanções do governo dos Estados Unidos, incluindo tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de autoridades brasileiras e aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky contra o próprio relator do caso.

Fonte: METRÓPOLES

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8 de janeiro

Oposição reage a decisão de Moraes e articula PEC da Anistia para condenados do 8 de Janeiro

por Redação 12 de maio de 2026

A oposição no Congresso Nacional iniciou uma articulação para tentar acelerar a tramitação da chamada “PEC da Anistia”, proposta que prevê perdão “amplo, geral e irrestrito” aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A movimentação ganhou força após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspender os efeitos da Lei da Dosimetria neste sábado (9).

A Lei da Dosimetria havia sido promulgada na última sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), após o Congresso derrubar veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A norma previa ajustes na aplicação das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Ao suspender a lei, Moraes citou ações que questionam a constitucionalidade da medida no STF. O mérito ainda será analisado pelo plenário da Corte, mas não há data definida para o julgamento.

A decisão provocou reação imediata da oposição. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, classificou a medida como “esdrúxula” e afirmou que “só resta a alternativa da PEC”.

O texto da proposta já foi registrado no sistema da Câmara dos Deputados e está em fase de coleta de assinaturas. Para começar a tramitar oficialmente, uma PEC precisa do apoio mínimo de 171 deputados ou 27 senadores.

“Já dei entrada, e, agora, vou colher assinaturas e trabalhar para pautá-la com agilidade, para, finalmente, fazer justiça aos apenados do dia 8 de janeiro”, afirmou Sóstenes.

O texto da PEC prevê anistia para pessoas condenadas por crimes relacionados aos atos ocorridos em Brasília em 8 de janeiro de 2023, incluindo dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Na justificativa da proposta, parlamentares da oposição acusam o STF de promover “invasão de competências, invasão de poderes e afronta à democracia”.

“A decisão do ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional”, diz trecho do documento protocolado.

O texto também afirma que “não pode um único juiz derrubar a decisão do Parlamento”, classificando a decisão como interferência entre os Poderes.

Se aprovada, a PEC pode beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão e atualmente em prisão domiciliar. Diferentemente da Lei da Dosimetria, que previa redução de pena e alteração de regime, a proposta de anistia poderia extinguir as condenações abrangidas pelo texto.

Segundo Sóstenes Cavalcante, antes da votação da Lei da Dosimetria houve articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para evitar conflitos jurídicos com o STF.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Defesa de mulher que esfaqueou cabeleireiro após briga por franja alega transtorno psicótico

por Redação 11 de maio de 2026

A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, afirmou que a mulher responsável por esfaquear um cabeleireiro na Zona Oeste de São Paulo sofre de transtorno psicótico diagnosticado desde 2023 e havia interrompido o tratamento medicamentoso após desenvolver hepatite medicamentosa.

O caso aconteceu na última terça-feira (5), em um salão localizado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda. A vítima foi o cabeleireiro Eduardo Ferrari, atacado após uma discussão relacionada à insatisfação da cliente com o resultado de um corte de cabelo.

Segundo o advogado criminalista Murilo Augusto Maia, Laís faz acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e teria ido ao salão “na tentativa de solucionar o problema” envolvendo o procedimento capilar realizado em abril.

A defesa afirma que Laís voltou pessoalmente a São Paulo após não conseguir resolver a situação por mensagens. O advogado também declarou que ela portava uma faca de cozinha na bolsa porque havia sido vítima de assalto nas proximidades do Terminal Barra Funda.

Ainda segundo a nota enviada pela defesa, a cliente se sentiu “tratada com desprezo e deboche” ao retornar ao estabelecimento.

O boletim de ocorrência foi inicialmente registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial (Ceasa).

Já a defesa do cabeleireiro pretende pedir ao Ministério Público de São Paulo a reclassificação do caso para tentativa de homicídio e homofobia.

A advogada Quecia Montino afirma que Eduardo Ferrari foi atacado “de forma repentina, desproporcional e violenta pelas costas”. Segundo ela, há preocupação pelo fato de a autora ter declarado aos policiais que teria ido ao local “para matar esse viado desgraçado”.

Eduardo afirmou em vídeo divulgado nas redes que continua abalado emocionalmente e cobrou punição para a agressora. “Isso não pode ficar impune”, declarou.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a tipificação inicial do caso pode ser alterada ao longo da investigação, dependendo da análise de novas provas e depoimentos.

A Polícia Civil também informou que a Corregedoria instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias envolvendo o episódio ocorrido no salão.

O cabeleireiro deve prestar depoimento nesta segunda-feira (11). A investigação segue em andamento.

Fonte: G1

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PL da DosimetriaSTF

Moraes trava Lei da Dosimetria e decisão sobre redução de penas agora vai para o plenário do STF

por Redação 11 de maio de 2026

A suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes abriu um novo embate entre Supremo Tribunal Federal (STF) e oposição no Congresso Nacional. A norma, promulgada na última semana pelo Legislativo, altera regras de cálculo de penas e progressão de regime e pode beneficiar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes decidiu suspender temporariamente a aplicação da Lei nº 15.402/2026 até que o plenário do STF julgue o mérito das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), pela federação PSol-Rede e pelos partidos PT, PCdoB e PV.

Ainda não há data para o julgamento definitivo da norma.

Como relator das ações, Moraes determinou prazo de cinco dias para que Presidência da República e Congresso Nacional se manifestem sobre a nova legislação. O ministro também solicitou pareceres técnicos da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O principal ponto de discussão será a validade constitucional da redução automática de penas prevista pela nova lei.

Na prática, a legislação reduz o tempo de prisão de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O texto também pode alterar diretamente a situação de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Pelas regras atuais do STF, Bolsonaro só poderia ir ao regime semiaberto em setembro de 2033. Com a nova lei, esse prazo poderia cair praticamente pela metade.

Além do ex-presidente, pelo menos 179 investigados ou condenados ligados aos atos golpistas poderiam ser beneficiados, entre eles 114 presos em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva.

Hoje, o STF entende que os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado podem ter as penas somadas. Já a Lei da Dosimetria determina que essas penas sejam tratadas separadamente, reduzindo o tempo total de prisão.

A legislação também prevê diminuição de pena entre um sexto e dois terços para crimes cometidos em multidões, desde que o acusado não tenha financiado os atos nem exercido liderança.

Outra mudança relevante é a flexibilização da progressão de regime, permitindo ida ao semiaberto após o cumprimento de um sexto da pena. Mesmo assim, a revisão das condenações dependeria de análise individual do STF.

Enquanto a decisão de Moraes permanecer válida, nenhum condenado poderá pedir redução de pena ou progressão de regime com base na nova lei.

A suspensão provocou reação imediata da oposição. Parlamentares ligados ao PL criticaram a decisão individual do ministro e defenderam uma reação do Congresso contra decisões monocráticas do STF.

O senador Flávio Bolsonaro chamou a medida de “canetada monocrática”. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, pediu urgência na tramitação de uma PEC para limitar decisões individuais de ministros que suspendam leis aprovadas pelo Congresso.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, também cobrou do presidente da Câmara, Hugo Motta, a votação de um projeto que restringe a suspensão de leis por decisões monocráticas.

Fonte: G1

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Feminicidio

Guarda municipal mata esposa a tiros no dia do casamento em Campinas e acaba preso por feminicídio

por Redação 11 de maio de 2026

O guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, foi preso em flagrante por feminicídio após matar a esposa, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, no próprio dia do casamento do casal, em Campinas, interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na noite de sábado (9), horas após a cerimônia no cartório. Nájylla foi baleada após uma discussão dentro da residência onde acontecia a comemoração. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

Daniel integrava a Guarda Municipal de Campinas desde 1998 e atuava internamente em uma das bases operacionais da corporação.

De acordo com o boletim de ocorrência, o casal entrou em luta corporal e familiares conseguiram retirar as crianças do local antes dos disparos. Em seguida, o guarda pegou sua arma funcional, agrediu Nájylla e atirou contra ela antes de fugir.

Testemunhas relataram ainda que ele retornou à residência e efetuou novos disparos. Os três filhos da vítima, um adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 anos, estavam na festa e presenciaram o crime.

A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, afirmou que o guarda tinha histórico de violência quando consumia bebida alcoólica. Segundo ela, já havia alertado a filha sobre episódios agressivos, mas Nájylla decidiu seguir com o relacionamento.

Abalada, Rosilaine lamentou a perda da filha na véspera do Dia das Mães. Ela contou ainda que Nájylla sonhava em se formar em Direito e estudava em uma faculdade online.

Após o crime, o próprio agente acionou a Guarda Municipal. Ele foi encaminhado à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde teve a prisão em flagrante confirmada.

Em nota, a corporação lamentou o caso, informou que a Corregedoria acompanha as investigações e anunciou abertura de procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do guarda.

A defesa de Daniel afirmou que ele se apresentou espontaneamente, colaborará com as investigações e que buscará a liberdade provisória. O advogado declarou ainda que a versão completa dos fatos será apresentada durante o processo e pediu respeito à memória da vítima e aos familiares.

O velório de Nájylla está previsto para esta segunda-feira (11). A família viajou do Paraná até Campinas para acompanhar a liberação do corpo.

Fonte: G1

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STF

Flávio Dino reage a críticas e defende decisões monocráticas no STF: “Sem isso, a Corte entraria em colapso”

por Redação 11 de maio de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, saiu em defesa das decisões monocráticas dos ministros da Corte e afirmou que o Supremo “entraria em colapso” sem esse mecanismo. A declaração foi publicada nesta segunda-feira (11) em artigo divulgado pela revista Carta Capital.

A manifestação ocorre em meio ao aumento das críticas sobre o poder individual de ministros do STF, especialmente após decisões recentes tomadas de forma isolada, como a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes.

No texto, Dino rebate acusações de excesso de poder e afirma que as decisões monocráticas não representam autoritarismo ou personalismo dentro da Corte. Segundo ele, o instrumento está previsto em lei e é essencial para garantir o funcionamento do Judiciário diante do elevado número de processos.

O ministro apresentou dados oficiais indicando que o STF julga, em média, mais de 2.300 processos por mês entre plenário e turmas. Para Dino, o sistema jurídico brasileiro atribui poderes aos relatores justamente para acelerar a tramitação e evitar paralisações no Supremo.

Flávio Dino também argumentou que as decisões individuais raramente são derrubadas pelos colegiados da Corte. Segundo ele, em 97% dos casos analisados no ano passado, os recursos contra decisões monocráticas acabaram confirmando o entendimento do relator.

Na avaliação do ministro, o debate sobre reforma do Judiciário estaria mirando o alvo errado ao concentrar críticas nas decisões individuais dos magistrados.

Ao final do artigo, Dino afirmou que mudanças estruturais no sistema judicial deveriam focar em problemas considerados mais graves, citando “múltiplas anomalias” como penduricalhos salariais, punições brandas, riscos relacionados ao uso de inteligência artificial e esquemas bilionários envolvendo precatórios e fundos públicos.

A defesa pública das decisões monocráticas ocorre em um momento de pressão política crescente sobre o STF, principalmente por setores que defendem limites maiores ao poder individual dos ministros.

Fonte: CBN

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Brasil

“Taxa das blusinhas” bate recorde de arrecadação e governo já discute possível fim do imposto

por Redação 11 de maio de 2026

A chamada “taxa das blusinhas” voltou ao centro do debate econômico após a arrecadação federal com compras internacionais bater novo recorde em 2026. Segundo dados da Receita Federal, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação entre janeiro e abril deste ano, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total foi de R$ 1,43 bilhão.

O imposto começou a ser cobrado em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Desde então, compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas estrangeiras passaram a pagar 20% de imposto de importação, encerrando a antiga isenção para empresas participantes do programa Remessa Conforme.

Além disso, dez estados elevaram a cobrança de ICMS para 20%, aumentando ainda mais o custo final das encomendas internacionais para consumidores brasileiros.

A medida foi criada como resposta à pressão da indústria nacional, especialmente após o crescimento explosivo das compras online durante a pandemia. O argumento do setor produtivo é que empresas brasileiras enfrentavam concorrência desigual por conta da diferença de tributação em relação aos produtos importados.

Apesar de ter sancionado a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a classificar a decisão como “irracional” na época da aprovação.

Agora, o tema voltou a gerar discussões dentro do próprio governo. Na última semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da “taxa das blusinhas” está sendo debatido internamente.

“Há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. Está sendo discutido”, afirmou Durigan, destacando, porém, que o governo não pretende abrir mão do programa Remessa Conforme.

A taxação segue sendo alvo de críticas de parte dos consumidores, principalmente pelo aumento no preço de produtos populares vendidos em plataformas internacionais. Críticos apontam ainda que turistas que compram no exterior continuam tendo vantagens tributárias em relação às compras online.

Por outro lado, representantes da indústria, comércio e varejo defendem a manutenção da cobrança. Em manifesto, setores produtivos afirmaram que a medida ajudou a preservar empregos e reduzir a desigualdade tributária entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras.

O grupo também argumenta que setores como têxtil, vestuário e calçados registram uma das menores inflações desde o início do Plano Real.

Além da disputa econômica, o imposto virou peça importante para o caixa do governo federal. Somente em 2025, a arrecadação com a “taxa das blusinhas” chegou a R$ 5 bilhões.

Os recursos ajudam a equipe econômica na tentativa de cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Mesmo assim, a previsão oficial ainda aponta déficit próximo de R$ 60 bilhões nas contas públicas neste ano.

Fonte: G1

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