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Brasil

BrasilPolítica

Carla Zambelli é condenada a pagar R$ 20 mil de danos morais por usar hit ‘Milla’ em vídeo pró-Bolsonaro

por Redação 1 de junho de 2023

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) confirmou a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelo uso do hit “Milla” durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em maio de 2021. A parlamentar terá de pagar R$ 20 mil por danos morais ao cantor e compositor Emmanuel Goés Boavista, o Manno Góes.

A Corte rejeitou o recurso de apelação da deputada e manteve na íntegra a sentença da 3ª. Vara Cível de Salvador (BA). De acordo com a decisão, a deputada terá que arcar também com os danos patrimoniais, referentes ao direito autoral explorado, cujo valor ainda será definido.

Ao R7, a equipe jurídica de Zambelli informou que ainda não teve acesso ao acórdão referente ao caso da música “Milla”. Segundo a defesa, a matéria será levada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso
No evento de 1º de maio, Zambelli estava em cima de um trio elétrico ao lado do cantor baiano Netinho, que cantou a música “Milla” e convocou os manifestantes a repetir o bordão “eu autorizo”, usado em atos bolsonaristas na época. O vídeo que registrou o momento foi publicado no canal da deputada no YouTube, que hoje está fora do ar.

O hit ficou famoso na voz de Netinho, mas é Manno Goés quem tem os direitos autorais sobre a música. O compositor não gostou de ter sua obra associada a uma manifestação a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse à Justiça que tentou diversas vezes, por meio de pedidos à assessoria e de notificações extrajudiciais, ter o conteúdo retirado do ar, mas foi ignorado.

Defesa
Em sua defesa, Zambelli alegou que o vídeo não teve como propósito divulgar a música, que era apenas um contexto na ocasião. A Justiça não acolheu o argumento. A sentença de primeira instância concluiu que “ainda que a finalidade principal do vídeo tenha sido o registro da manifestação e não a reprodução da obra, não se pode eximir a requerida da responsabilidade pela divulgação desautorizada da gravação, conduta essa que se agrava pela manifesta recusa em deletar o vídeo das suas redes sociais, apesar dos reiterados pedidos para que o fizesse”.

Quando todos os prazos de recurso se esgotarem e o processo for para a fase de cumprimento de sentença, o valor do dano patrimonial vai ser calculado, com base no valor de mercado que seria cobrado para veicular a música. A expectativa de Rodrigo Moraes, advogado de Manno Goés, é que esse valor ultrapasse o dano moral, arbitrado em R$ 20 mil.

Além da condenação, Zambelli terá de pagar a sucumbência do processo, ou seja, o valor que corresponde à soma das custas processuais e dos honorários do advogado vencedor.

A deputada está afastada da Câmara durante 30 dias por razões médicas.

Processo disciplinar
Nessa terça-feira (30), o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo disciplinar contra Zambelli e outros seis deputados para apurar suposta quebra de decoro parlamentar em episódios que envolvem importunação sexual, suspeita de transfobia, agressão e ameaça.

Na proposição, o PSB justifica o pedido com base no episódio em que a deputada xingou o parlamentar Duarte Júnior (PSB-MA) durante sessão em uma comissão.

“A representada extrapolou suas prerrogativas enquanto parlamentar para agir às margens da lei, proferindo palavras de baixo calão durante audiência pública que contava com a presença do ministro da Justiça. Nota-se que a deputada possui comportamento recorrente que escapa ao campo democrático e atinge os lugares mais baixos da ‘não política’, aquela que se utiliza do discurso de ódio e violência diante da falta de argumentos e decoro”, escreveu o PSB.

Vaquinha on-line
Em abril, a deputada organizou uma “vaquinha virtual” para quitar as indenizações às quais vem sendo condenada na Justiça. Em 14 dias, ela arrecadou R$ 168 mil, valor superior à meta inicial, que era de R$ 100 mil.

“Fiz essa vaquinha e quero pedir sua ajuda. Se você puder ajudar, vai ser muito bem-vindo, porque eu não tenho condições de pagar com o meu salário esses valores”, afirmou. Em sua postagem, a deputada divulgou uma chave Pix e diz que está sendo “perseguida judicialmente”.

Um deputado federal ganha R$ 41,6 mil por mês, segundo dados da Câmara. Como qualquer membro da Casa, Zambelli tem direito a usar verba pública para pagar a defesa nos processos judiciais. Para bancar indenizações por condenações judiciais, entretanto, ela tem de usar recursos do próprio bolso.

Fonte: r7

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BrasilCelebridade

Jeff Machado: defesa diz que Bruno assume ter enterrado corpo, mas atribui morte a outro homem

por Redação 1 de junho de 2023

A defesa de Bruno Rodrigues, indiciado pela morte de Jeff Machado, falou com a imprensa nesta quinta-feira (1º) e afirmou que ele assumiu ter enterrado o corpo, mas negou ter matado o ator. Segundo o advogado João Maia, Bruno disse que Jeff foi morto por um terceiro homem, mas que a polícia nega o envolvimento de uma terceira pessoa no crime.

Nesta semana, a Polícia Civil indiciou Bruno e outro suspeito da morte e da ocultação do cadáver do ator, além de ter pedido a prisão deles.

O inquérito encaminhado ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) responsabiliza a dupla pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

O dia do crime
Segundo o relato de Bruno à sua defesa, no dia 23 de janeiro, Jeff, Bruno, Vinícius e um homem apontado como Marcelo foram até a casa do ator para gravarem um vídeo de sexo. Bruno teria feito a imagem enquanto os outros três mantinham relação sexual.

No fim da gravação, o produtor diz que desceu para o andar de baixo, e deixou os três em cima. Um tempo depois, Vinícius e Marcelo desceram com Jeff desacordado e Bruno percebeu que ele estava morto. Neste momento, ele relata que Marcelo estaria agressivo e ordenou que os outros dois colocassem Jeff dentro de um dos baús da casa.

Bruno e Vinicius então teriam obedecido a ordem e, em seguida, os três colocaram o baú no carro de Jeff e seguiram para a casa de Bruno, em Campo Grande. Marcelo, que segundo Bruno, teria matado o ator, desceu antes do destino final.

Na casa, Bruno disse que Vinícius cavou o buraco na mesma noite e, na manhã seguinte, enterrou o baú e cimentou o local.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Suzane Von Richthofen se inscreve em concurso público para trabalhar em Câmara Municipal de Avaré (SP)

por Redação 1 de junho de 2023

Suzane Von Richthofen, que atualmente cumpre pena em regime aberto por matar os pais em 2002, vai prestar concurso público para o cargo de telefonista da Câmara Municipal de Avaré, no interior de São Paulo.

Segundo o órgão, as provas ocorrem nos dois próximos domingos, 4 e 11 de junho.

O nível de escolaridade requisitado para a vaga é fundamental completo. O salário inicial é de R$ 5.626,33.

A notícia da inscrição de Richthofen para o concurso surpreendeu outros candidatos: “A Suzane von Richthofen vai fazer concurso comigo, estou passando mal. A querida vindo passear aqui em ‘ava city'”, comentou uma usuária do Twitter.

Moradores de Avaré também comentaram a possibilidade de ter a “menina que matou os pais” andando pela cidade. “Aqui só tem maluco mesmo. Imagina você ligar na Câmara Municipal e quem te atende é a Suzane”, opinou um internauta.

Com a repercussão da inscrição, surgiram ainda rumores de que o concurso seria cancelado.

Questionada, a diretoria da Câmara Municipal de Avaré explicou ao R7 que nunca houve o cancelamento ou adiamento de concursos na cidade. E ressaltou que Suzane tem direito de recomeçar a vida como qualquer cidadã.

“Ela cumpriu e cumpre o que tem que cumprir. A Suzane já fez outros concursos por aqui. É direito dela”, afirmou o órgão.

Suzane von Richthofen cursa biomedicina em Itapetininga, no interior de São Paulo, após ser beneficiada com progressão de pena em regime aberto. Anteriormente, ela chegou a estudar farmácia em Taubaté, época na qual o Ministério Público apresentou um parecer contrário à saída da detenta. Entretanto, para o Tribunal de Justiça, Richthofen cumpre os requisitos para frequentar o curso, apresentando um bom comportamento

Fonte: r7

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BrasilPolítica

Ministro libera para julgamento ação que pode tornar Bolsonaro inelegível

por Redação 1 de junho de 2023

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves liberou para julgamento uma ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por causa de ataques ao sistema eleitoral durante reunião com embaixadores em julho do ano passado. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ainda vai definir uma data para que o caso seja julgado.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro pela conduta dele no encontro com os diplomatas. Segundo o órgão, o discurso de desconfiança sobre as eleições feito pelo ex-presidente foi capaz de afetar a convicção de parte da população brasileira na legitimidade dos resultados das urnas.

Para o MPE, há indícios de abuso de poder político, abuso de autoridade, desvio de finalidade e uso indevido dos meios de comunicação por parte de Bolsonaro.

“Percebeu-se uma inédita mobilização de parcelas da população que rejeitavam aberta e publicamente o resultado do pleito. É fato notório que surgiram acampamentos e manifestações de rua animados por pessoas convictas de que as eleições tinham sido fraudadas”, afirmou o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, em trecho da manifestação.

O general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro, também é alvo da ação. No entanto, o MPE defende a absolvição de Braga Netto por entender não ter havido a participação dele nos fatos investigados na ação. O órgão é a favor de que apenas o ex-presidente fique inelegível.

Fonte: r7

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BrasilCidade

Depois de vitórias no Congresso, bancada ruralista foca projeto sobre trabalho escravo

por Redação 1 de junho de 2023

Após uma série de vitórias no Congresso nas últimas semanas, a bancada ruralista pretende focar agora projeto de lei que afrouxa o combate ao trabalho escravo. Apresentado em 2013, o PLS 432/2013 está no radar dos parlamentares ligados ao agronegócio e, entre outras coisas, trata da possibilidade de expropriação das propriedades rurais e urbanas onde se localizem a exploração de trabalho escravo.

O projeto nasceu em uma comissão mista, formada por deputados e senadores, em uma tentativa de regulamentar a Emenda Constitucional 81, que trata do trabalho escravo. Mais especificamente, o texto alteraria o artigo art. 149 do Código Penal, que trata de combate ao trabalho escravo contemporâneo.

A ideia é excluir as condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais ou que coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador) e a jornada exaustiva (casos em que o trabalhador é submetido a esforço excessivo, acarretando danos à sua saúde ou risco de morte) como elementos definidores de trabalho análogo ao de escravo.

Com isso, somente nos casos de trabalho forçado e servidão por dívida é que o empregador poderia ser responsabilizado por trabalho escravo.

Para a bancada ruralista, ao excluir da legislação os termos “jornada exaustiva” e “condições degradantes de trabalho”, a legislação não daria “margem às diversas interpretações”.

Fragilizados pelas últimas derrotas, — que inclui a flexibilização da proteção da Mata Atlântica e a aprovação do marco temporal das terras indígenas —, parlamentares da bancada ambientalista tentam se organizar para enfrentar a ofensiva dos ruralistas.

Na semana passada, foi instalada, dentro da Comissão de Trabalho da Câmara, uma subcomissão permanente para acompanhar casos de trabalho análogo à escravidão. O objetivo do grupo é debater projetos de lei que endurecem penas para quem comete o crime.

1.201 pessoas resgatadas
Entre janeiro e maio, 1.201 pessoas foram resgatadas em condições análogas à escravidão em todo o país, segundo dados do Ministério do Trabalho. Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo foram os estados com maiores índices. Em 2022, foram 2.575 trabalhadores resgatados nessas condições. De 20 estados fiscalizados, 16 apresentaram casos.

Um relatório feito pela pasta apontou que a maior parte das pessoas resgatadas eram homens entre 30 e 39 anos. De acordo com o documento, em 2022 foram encontrados 148 migrantes em condições analogas a escravidão, o dobro em relação a 2021.

2 a 8 anos de prisão e multa
Pelo Código Penal Brasileiro, alguém está em trabalho analogo à escravidão quando há exigência de jornadas exaustivas ou trabalhos forçados, com condições degradantes e restrição de locomoção do trabalhador. A pena para quem comete o crime é de 2 a 8 anos de prisão e multa, além da punição correspondente à violência praticada contra os trabalhadores.

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BrasilCelebridade

Sidney Magal faz vídeo no hospital após sangramento no cérebro: ‘Não morri, porque morto não fala’

por Redação 31 de maio de 2023

Sidney Magal gravou um vídeo, direto do hospital onde está internado, para dar detalhes de seu estado de saúde aos fãs. Segundo o último boletim médico do cantor, divulgado nesta terça-feira (30), ele teve um sangramento no cérebro após passar mal em um show no interior de São Paulo, na última quinta (25).

“Alô pessoal, queridos admiradores do Sidney Magal. Sou eu mesmo que estou falando, não é nenhum clone, nenhum cover, sou eu que sou um ser humano como todos vocês. E é por isso que estou dando uma satisfação do que me aconteceu”, disse Magal.

“Tive uma alta muito grande de pressão e quando fui atendido foi detectado um pequeno AVC, que poderia ter se tornado uma coisa muito grave, caso não tivesse sido atendido imediatamente […] Já estou sentando, levantando e acredito que pernas tremendo vocês só vão ver nas músicas que danço e olhe lá. Portanto, fiquem tranquilos”, acrescentou.

O artista ainda ironizou os rumores de que estaria com a saúde fragilizada e até as fake news sobre sua morte. “Um puxão de orelha naqueles que não acreditam na vida, na saúde e na medicina brasileira. São aqueles que disseram que já até morri. Olha aí, não morri, não, porque morto não fala. Quem diria que eu ia dizer essa frase. Em breve, estarei de volta”, finalizou.

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BrasilCidade

Influenciadoras que deram banana e macaco de pelúcia para crianças negras serão investigadas

por Redação 31 de maio de 2023

As influenciadoras Kerollen Cunha e Nancy Gonçalves serão investigadas por suposto crime de racismo. As acusações contra a dupla, mãe e filha, começaram após um vídeo em que elas dão uma banana e um macaco de pelúcia a crianças negras viralizar nas redes sociais. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) abrirá um inquérito nesta quarta-feira (31) para investigar se as criadoras de conteúdo cometeram discriminação racial.

Nos vídeos, as influenciadoras pedem em tom de deboche às crianças que elas escolham entre ganhar dinheiro e um presente embrulhado. As duas crianças negras decidem ficar com o presente. Uma ganhou uma banana e a outra, um macaco de pelúcia.

O caso ganhou visibilidade após a advogada Fayda Belo, especialista em direito antidiscriminatório, comentar a conduta das influenciadoras. Na visão da advogada, a publicação da dupla serviu para “para ridicularizar duas crianças negras. Para incitar essa discriminação perversa que nos tira o status de pessoa e nos animaliza como se fosse piada. Mas não é piada, não. O nome disso é racismo recreativo. Usar da discriminação contra pessoas negras com o intuito de diversão, de descontração, de recreação, agora é crime”.

Segundo o portal G1, o inquérito vai investigar se as criadoras de conteúdo cometeram o crime de racismo ou injúria racial e se elas infringiram algum crime definido no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Kerollen e Nancy têm milhões de seguidores nas redes sociais. São 13 milhões apenas no TikTok e mais de 2 milhões inscritos em um canal no YouTube. Elas se descrevem como mãe e filha que produzem vídeos de humor.

Após serem acusadas de racismo, Kerollen e Nancy apagaram o vídeo das redes sociais. O R7 tentou contato com as influenciadoras. Caso elas se manifestem, a matéria será atualizada.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Justiça manda soltar entregadora agredida por ex-atleta de vôlei

por Redação 31 de maio de 2023

A Justiça revogou, nesta terça-feira (30), a prisão da entregadora de aplicativo Viviane Maria, que foi agredida por uma ex-atleta de vôlei no Rio de Janeiro.

A defesa de Viviane informou ao R7 que a cliente aguarda o alvará de soltura para responder às acusações de tráfico de drogas em liberdade.

Ela terá de cumprir medidas cautelares após deixar o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, zona oeste do Rio, como não se ausentar da cidade e justificar as atividades mensalmente.

O caso da entregadora veio à tona durante as investigações sobre a agressão de que ela foi vítima, em abril deste ano. Ao tomar conhecimento de que era alvo de um mandado de prisão, Viviane se apresentou à polícia.

Na ocasião, a advogada Prisciany Sousa informou que a entregadora não tinha conhecimento do processo, que é de 2016 e corre em sigilo em São Paulo. Isso porque ela havia sido detida com certa quantidade de droga e liberada em seguida.

Fonte: r7

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BrasilCidade

Mais de 1,4 milhão de beneficiários ficam sem pagamento do Bolsa Família em maio

por Redação 31 de maio de 2023

Deixaram de receber o pagamento de maio do PBF (Programa Bolsa Família) 1.450.762 pessoas, que tiveram seus benefícios cancelados, suspensos ou bloqueados, devido a erros nos cadastros. Divergências sobre a composição familiar e o rendimento declarado foram os principais problemas identificados na Averiguação Cadastral, iniciada em março, que verifica os dados registrados no sistema do governo.

O monitoramento dos beneficiários é realizado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e tem o objetivo de evitar fraudes, garantindo que os recursos do programa sejam destinados a quem realmente precisa.

Das famílias que não receberam o benefício neste mês, 988.308 tiveram o pagamento bloqueado, ação que atingiu o maior número de pessoas. Ela foi aplicada em duas situações: na ocorrência da morte de um dos membros do grupo familiar, ou após a identificação de inconsistências relacionadas à composição familiar, na Averiguação Cadastral Unipessoal, ainda à espera de justificativa ou correção.

Nos dois casos, o desbloqueio do benefício está condicionado à atualização cadastral, que é seguida de uma nova avaliação sobre o preenchimento dos requisitos do programa.

Em maio, aproximadamente 280.579 famílias tiveram seu benefício suspenso, por receberem mais de um auxílio ao mesmo tempo: o Bolsa Família e o Seguro Defeso, que é pago para pescadores artesanais. A suspensão dos pagamentos do PBF é válida durante todo o período em que o pescador estiver recebendo o outro auxílio.

Quando há divergência entre o rendimento familiar declarado no Cadastro Único e as informações encontradas em outras bases de dados do governo, o benefício é cancelado, situação que afetou cerca de 181.875 famílias neste mês.

Esse tipo de irregularidade é identificada na Averiguação Cadastral de Renda. Nesses casos, a família só pode voltar a receber o benefício depois que o cadastro for atualizado e se a família permanecer no perfil que dá direito aos pagamentos, ou, ainda, se a pendência cadastral deixar de existir.

Com o cancelamento, além de ter os pagamentos interrompidos, a família corre o risco de ser desligada do PBF, se não regularizar o registro de suas informações.

Neste mês, o valor total dos repasses do programa foi de R$ 14,2 bilhões, o maior da história, beneficiando 21,2 milhões de famílias.

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BrasilFeminicidio

Brennand passa hoje pelo primeiro julgamento após acusações de estupro e assédio

por Redação 30 de maio de 2023

A primeira audiência de instrução e julgamento do empresário Thiago Brennand, após uma série de denúncias e processos em que ele é acusado de crimes como estupro e assédio, está prevista para acontecer de forma virtual às 14h desta terça-feira (30) na 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de São Paulo.

Brennand será julgado pelo suposto estupro de uma mulher norte-americana. A vítima, testemunhas e o réu devem ser ouvidos. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a mulher denunciou o empresário pelo crime de estupro na cidade de Porto Feliz, onde Brennand morava.

O empresário está preso no Brasil desde 29 de abril, quando foi extraditado dos Emirados Árabes Unidos. Em setembro do ano passado, pouco após vídeos que mostram o empresário agredindo uma modelo virarem notícia, a Justiça brasileira passou a emitir ordens de prisão contra Brennand. Ele, no entanto, conseguiu viajar para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e passou meses no país asiático vivendo em um hotel.

Atualmente, o empresário cumpre prisão preventiva no CDP (Centro de Detenção Provisória) I, de Pinheiros, que reúne presos por crimes sexuais.

Primeiro julgamento
Segundo a denúncia de estupro feita pela mulher norte-americana, tema do julgamento marcado para esta terça, inicialmente Brennand teria apresentado comportamento gentil com a vítima. Depois, no entanto, o empresário passou a agir de maneira agressiva até chegar ao ponto de obrigá-la a manter relações sexuais com ele. O suspeito ainda teria ameaçado a mulher com a divulgação de imagens de cenas íntimas caso ela rompesse o relacionamento.

Após os interrogatórios, acusação e defesa terão um tempo para apresentar suas alegações finais. Brennand pode ser condenado de seis a dez anos de prisão. De acordo com o TJ-SP, o caso tramita em segredo de Justiça.

Acusações
O caso ganhou repercussão depois que o empresário foi flagrado por câmeras de segurança ao agredir a modelo Alliny Helena Gomes em uma academia no Shopping Iguatemi, localizado em área nobre da capital paulista, no dia 3 de agosto. Após a exposição, outras mulheres decidiram denunciá-lo. No total, seis denúncias feitas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) já foram aceitas pela Justiça, transformando Brennand em réu.

A estudante de medicina Stefanie Cohen, de 30 anos, é outra das denunciantes. Em outubro, ela contou ao R7 que foi estuprada por Brennand. Na época, ela disse que foi dopada e sofreu abuso: “Percebi que falar sobre isso faz parte da minha cura”.

Ainda em outubro, a Promotoria fez nova denúncia contra o empresário pela agressão ao garçom Vitor Igor Rodrigues Machado, de 26 anos, em condomínio de Porto Feliz, no interior do estado.

Em outra denúncia, ele foi acusado de crime de ameaça e contravenção penal de vias de fato (quando há uma agressão física leve) contra Agostinho Rodrigues da Silva, de 54 anos, caseiro do condomínio onde vivia.

O MP também acusa Brennand de ter cometido crimes contra uma mulher que diz ter sido obrigada a tatuar as iniciais dele.

A defesa de Brennand já foi procurada em várias oportunidades para se manifestar sobre as acusações e não se pronunciou. Em vídeos publicados na internet, o empresário já se disse vítima de perseguição e de inveja.

Fonte: r7

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