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Brasil

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‘Bebi, usei droga e não lembro do que aconteceu’, confessa homem que matou mulher e filho em SC

por Redação 27 de julho de 2022

Kelber Henrique Pereira, de 28 anos, confessou ter assassinado a mulher e o filho em Santa Catarina. Em vídeo, ele afirmou não lembrar detalhes do crime: “Me deu vontade de usar droga porque eu bebi e, a hora que acabou minha droga, eu não me lembro do que aconteceu, mas eu acabei matando ela com o meu filho”.

Segundo o relato do acusado gravado em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, no sábado à noite ele foi a um churrasco da casa do sogro e foi quando começou a beber. “Ele comprou cerveja, eu bebi. Fazia tempo que eu não bebia porque eu usava drogas antes. Parei de beber e usar droga”, disse.

Kelber também disse que, após o crime, “a única coisa que pensou foi pegar o outro filho pequeno e levar na casa da vó”.

Ele foi preso na noite de terça-feira (26) em Paulínia, no interior paulista, após confessar que matou a companheira Jéssica Mayara Ballock, de 23 anos, e o filho mais novo, Théo Pereira, de três meses.

O crime ocorreu no apartamento em que moravam em Blumenau, em Santa Catarina, no fim de semana. Mãe e filho foram encontrados com ferimentos no pescoço.

Prisão
Segundo os investigadores, Kelber Pereira foi visto em Bragança Paulista, na noite de segunda-feira (25), onde morou antes de se mudar para o sul do país. Os policiais fizeram diligências na noite de terça para tentar cumprir a prisão temporária decretada pela Justiça contra o suspeito.

De acordo com a polícia, ao ser abordado, ele desceu do veículo e se entregou. O suspeito disse que estava em Paulínia, também no interior, para procurar ajuda em uma clínica de reabilitação.

Segundo a polícia, ele confessou o duplo assassinato e disse apenas se lembrar de ter visto a casa suja de sangue.

O carro que o Kelber utilizou foi apreendido. O suspeito deve ser encaminhado para Blumenau para que responda à Justiça de Santa Catarina.

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Lamborghini de R$ 629 mil do ‘rei do bitcoin’ vai a leilão nesta sexta em Curitiba

por Redação 22 de julho de 2022

A Lamborghini modelo Gallardo que pertencia ao “rei do bitcoin”, Claudio José de Oliveira, preso pela Operação Daemon, será leiloada nesta sexta-feira (22) em Curitiba. O veículo, avaliado em R$ 629 mil, foi apreendido pela Polícia Federal em uma ação contra uma quadrilha que desviou em fraudes mais de R$ 1,5 bilhão por meio de negociações com criptomoedas, as chamadas moedas virtuais.

Os recursos da venda da Lamborghini serão destinados aos prejudicados pelas ações dos investigados na Operação Daemon, que prendeu cinco pessoas em julho de 2021, entre elas Cláudio, apontado como o líder da quadrilha. Ele já havia sido condenado na Suíça por crimes de estelionato e falsificação de documentos.

Conforme apurado, Cláudio tinha ligação com várias corretoras de valores, que começaram a ser investigadas em 2019, após o proprietário de uma delas dar queixa à polícia alegando que tinha sido vítima de um ataque cibernético. Nele, os valores de todos os credores ficaram bloqueados.

Antes de ir a leilão, o carro foi usado como viatura da Polícia Federal por meses em exposições, eventos e ações pedagógicas de repressão ao crime organizado.

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Tudo sobre o esquema de tráfico internacional de drogas comandado pelo ex-major da PM

por Redação 21 de julho de 2022

Sérgio Roberto de Carvalho, 64 anos, já foi major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, da qual foi expulso em 2018 após acumular processos por vários crimes, a exemplo de exploração de jogos de azar, contrabando, fraudes e tráfico de drogas.

Ainda enquanto PM, o major Carvalho, por sua conduta na corporação, dava sinais de que era ambicioso e de que gostaria de ser um homem rico e poderoso. Aparentemente, conseguiu.

Ele se tornou um dos maiores traficantes internacionais de drogas independentes com atuação no Brasil. Segundo a Polícia Federal, Carvalho nunca foi vinculado a nenhuma facção criminosa do país, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) ou o CV (Comando Vermelho).

A dimensão do esquema de tráfico de drogas comandado por Carvalho foi revelada quando a Polícia Federal do Paraná deflagrou a Operação Enterprise, em novembro de 2020, comandada pelo delegado federal Sérgio Stiling e pelo então coordenador de repressão ao crime organizado na época, Elvis Secco.

“No início da investigação, nós não tínhamos a dimensão dos negócios dele e, até então, o conhecíamos como Paul Wouter, um cidadão do Suriname. De lá para cá, ele ampliou suas operações e criou um modelo de negócio com parceiros na Europa e na África com um modal diversificado”, explicou Stiling.

O Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV acompanhou a operação na época com exclusividade e produziu uma reportagem especial para o Domingo Espetacular. A operação identificou cifras astronômicas sobre os negócios e o poder econômico de Sérgio Roberto de Carvalho.

Ao todo, a organização criminosa chefiada pelo major Carvalho movimentou pelo menos R$ 1 bilhão de reais com o envio de remessas a outros países de mais de 50 toneladas de cocaína.

Um dos objetivos da operação, à época, era a prisão de Carvalho. Em 23 de novembro de 2020, dia da deflagração da operação no Brasil, com o apoio da Polícia Judiciária de Portugal, dois policiais federais brasileiros chegaram a tentar prendê-lo em um apartamento em que ele estaria vivendo em Lisboa com identidade falsa.

Mas o ex-major conseguiu escapar da prisão horas antes, saindo em um jato comercial de uma empresa de táxi aéreo comprada por ele na cidade de Cascais, distante 30 km de Lisboa, para Kiev, na Ucrânia. Chegou a deixar para trás uma van com 12 milhões de euros, o equivalente a R$ 66 milhões atualmente.

Desde aquele dia, começou uma caçada por meio de cooperação internacional e inclusão do nome do ex-major da PM na lista da difusão vermelha da Interpol, a lista de pessoas mais procuradas do mundo.

Tudo indicava que seu próspero negócio chegaria ao fim. Mas apenas parecia.

Mesmo foragido, segundo a Polícia Federal, ele continuou faturando, exportando drogas e operando sua rede logística, que usava aviões, caminhões, carros e navios e tinha uma rede de colaboradores em vários estados do país para fazer a droga entrar no Brasil, atravessar o país e, daqui, seguir pelo ar e pelo mar para países da Europa, África e Oriente Médio.

Durante sua fuga, as equipes de investigação chegaram a rastrear passagens de Sérgio Roberto de Carvalho por vários países, sempre com identidades falsas. Chegou a utilizar pelo menos cinco no período. Havia registros de que ele tinha passado, por exemplo, por países como Ucrânia, França, Bélgica, Turquia e Hungria.

Foi justamente em Budapeste, capital da Hungria, que a caçada terminou. Em 22 de junho, 576 dias depois da Operação Enterprise, que deflagrou sua caçada.

Em um típico dia de verão europeu, em meio a milhares de turistas circulando por Budapeste e a uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal do Brasil, a Polícia Judiciária de Portugal, a Interpol e a Europol, Sérgio Roberto de Carvalho foi capturado e preso pela equipe de combate ao terrorismo e ao crime organizado da polícia de Budapeste, na Hungria.

Com sua prisão, conexões e novas operações da Polícia Federal têm dado detalhes e revelado as entranhas da operação liderada pelo major Carvalho no tráfico internacional de drogas.

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Diretor da Caixa é encontrado morto na sede do banco, em Brasília

por Redação 20 de julho de 2022

Sérgio Ricardo Faustino Batista foi encontrado já sem vida na área externa do edifício-sede; Polícia Civil do DF investiga o caso

O diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa, Sérgio Ricardo Faustino Batista, foi encontrado morto na noite dessa terça-feira (19) na sede do banco, em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal apura a causa da morte. De acordo com a corporação, o diretor foi encontrado já sem vida na parte externa do edifício-sede do banco.

Em nota, o banco lamentou a morte do diretor e disse colaborar com as investigações. “A Caixa manifesta profundo pesar pelo falecimento do empregado Sérgio Ricardo Faustino Batista. Nossos sinceros sentimentos aos amigos e familiares, aos quais estamos prestando total apoio e acolhimento. O banco contribui com as apurações para confirmar as causas do ocorrido”, diz o texto.

Empregado do banco desde 1989
Natural de Teresina (PI), Sérgio Ricardo era empregado de carreira da Caixa desde 1989. Atuou por mais de vinte anos na área de Controles Internos e Risco. Graduado em Economia pela Universidade Católica de Brasília, ele tinha MBA Executivo em Finanças, pós-graduação em Estatística Aplicada e Mestrado em Economia. Em março deste ano, Sérgio tomou posse como Diretor Executivo do banco.

Mudanças nas diretorias da Caixa
A diretoria que era comandada por Sérgio Ricardo faz parte da estrutura da Corregedoria da instituição, que antes era vinculada à presidência e, após a posse da nova presidente da Caixa, Daniella Marques, passou a ser ligada ao Conselho de Administração. A mudança veio na esteira das denúncias de assédio envolvendo o ex-presidente do banco, Pedro Guimarães.

Segundo o banco, as alterações foram feitas para “reforçar a autonomia e isonomia da atuação da Corregedoria” e proporcionar “melhor comunicação interna, otimização, eficiência e fluidez na gestão de pessoas e processos”.

Corregedoria investigava denúncias de assédio
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Em junho, diante da renúncia do então presidente do banco Pedro Guimarães por suspeita de assédio, a Caixa confirmou que já havia recebido denúncias e informou que estava investigando o caso desde maio deste ano. Em comunicado divulgado para a imprensa na época, o banco destacou que o tema vinha sendo tratado pela Corregedoria de forma interna e em sigilo.

“A Caixa repudia qualquer tipo de assédio e informa que recebeu, por meio do seu canal de denúncias, relatos de casos desta natureza na instituição. A investigação corre em sigilo, no âmbito da Corregedoria, motivo pelo qual não era de conhecimento das outras áreas do banco”, divulgou.

O banco ainda afirmou na nota que fez contato com a pessoa que realizou a denúncia e promoveu “diligências internas que redundaram em material preliminar”. Esse material está em processo de avaliação. “Portanto, a Corregedoria admitiu a denúncia e deu notícia ao/à denunciante, se colocando à inteira disposição para colher o seu depoimento, mantendo seu anonimato.”

Investigação do Ministério Público Federal
Pedro Guimarães é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF). Denúncias de que ele assediava sexualmente mulheres no banco foram reveladas pela imprensa. De acordo com a apuração, os casos teriam ocorrido com empregadas do próprio banco que se sentiram abusadas pelo economista em diferentes ocasiões, em eventos ou viagens de trabalho.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também abriu uma investigação preliminar para apurar as denúncias e o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou informações à Caixa sobre quais mecanismos e procedimentos foram adotados para prevenir assédio sexual e moral.

Em 5 de julho, Pedro Guimarães publicou artigo em que nega as acusações e se queixa de sofrer um “massacre insano”. O caso segue sob apuração do Ministério Público do Trabalho.

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Cresce 655% o número de famílias ameaçadas de perder a moradia no país desde início da pandemia

por Redação 20 de julho de 2022

Desde o início da pandemia, o número de famílias ameaçadas de perder a moradia cresceu 655%, de acordo com levantamento feito pela Campanha Despejo Zero, uma articulação nacional que engloba mais de 175 organizações, movimentos sociais e coletivos. Entre março e agosto de 2020, eram 18.840 famílias; agora, são 142.385.

Segundo a pesquisa, também aumentou 393% o número de famílias que foram efetivamente despejadas. No começo da pandemia, foram 6.373 famílias e, até maio deste ano, o número saltou para 31.421.

O cenário é ainda mais preocupante porque, das 569.540 pessoas que vivem sob ameaça de remoção, 97.391 são crianças e 95.113 idosos, de acordo com o balanço das instituições. As mulheres representam mais de 341 mil pessoas do total.

De acordo com o levantamento realizado de março de 2020 a maio de 2022, quase 21 mil idosos foram despejados de casa. O número de crianças removidas chega a 21.492. Os dois grupos representam 33% das pessoas que sofreram com o despejo ou são ameaçadas no Brasil.

“O despejo é devastador para crianças e idosos. A moradia é a porta de entrada para uma série de direitos básicos. Sem teto e sem comprovante de residência, as crianças não conseguem acesso à escola e aos serviços de saúde e lazer, enquanto os idosos sofrem por questões identitárias e pelos laços afetivos criados com o território”, afirma Raquel Ludermir, coordenadora de Incidência Política da Habitat Brasil e integrante da Campanha Despejo Zero.

‘Um olho fechado e o outro aberto’
Daniel Theogene é haitiano, tem 36 anos e mora com outras cinco pessoas na comunidade Porto Príncipe, localizada na avenida do Estado, no Cambuci, na região central da capital paulista.

Ele, que é o único responsável por sustentar a família com os bicos que faz como vendedor, vive em um galpão com dois quartos, sala e cozinha, com a esposa, que está grávida, dois filhos, de 5 e 10 anos, a mãe dele, de 65 anos, e a sogra.

No terreno estão 350 famílias, a maioria de origem haitiana. “Estou aqui há mais de um ano, desde o começo [da ocupação]. Não sei quem é o dono. Recebemos várias ameaças, tenho medo disso. Não temos como pagar aluguel, estou sem trabalho. Várias vezes queriam tirar a gente, mas não tiram. É complicado. Dormir, não se dorme bem. É um olho fechado e o outro aberto”, conta Daniel.

Segundo ele, não há uma data para o despejo, mas o clima é ameaçador. Também não há conforto para crianças e idosos. Apesar das adversidades, os filhos estão na escola e médicos frequentam a comunidade.

Daniel está no Brasil desde 2013 e já passou por muitas dificuldades. “Tenho medo de acontecer alguma coisa. Meus filhos perguntam: ‘Pai, se vai embora, onde vai morar? Na rua?’. Fico triste com as perguntas das crianças. Imagina agora com um bebê chegando”, diz.

Os moradores não pagam luz e água. Equipes da prefeitura já fizeram o cadastro das famílias para serviços de assistência social.

“Antes recebia cesta básica, mas agora não vem mais. A gente não come à vontade, come para sobreviver. No mercado, os preços sobem em dois dias. Não sei se o governo vai pôr a gente na rua, se vai dar emprego, mas, na pandemia, eu precisava de um lugar para morar”, conclui.

Despejos
O mapeamento nacional é colaborativo e leva em conta as ocupações de áreas públicas e privadas, que representam a maioria dos processos judiciais de reintegração de posse. O levantamento também engloba assentamentos precários e imóveis comprados com os chamados contratos de gaveta, em ações coletivas. Os processos individuais não foram contabilizados.

“Isso significa que o número é ainda maior na realidade, mas não temos acesso aos dados. É um problema complexo, com interface em outras políticas públicas. A escala é tão gritante que precisa de políticas sistêmicas e prevenção de desastres, como enchentes e deslizamentos de encostas. Não bastam ações pontuais”, afirma Raquel Ludermir.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso prorrogou até 31 de outubro a suspensão de despejos e desocupações por causa do agravamento da pandemia. Ele justificou a decisão com a tendência de alta de casos de Covid-19 no país. O magistrado entende que, após a superação da crise sanitária, deverá haver uma transição para a retomada das remoções.

No entanto, a medida não é válida para as ocupações consideradas recentes.

“Temos notado um expressivo número de despejos, com decisões do Judiciário, mesmo com a liminar do STF. Essas famílias ficam em situação de rua, sem nenhuma resposta do poder público. Às vezes, ficam sem ter o que pôr na mesa porque não há alternativa de moradia”, lembra a coordenadora.

Segundo Raquel Ludermir, em alguns casos, é possível estender a proteção legal às famílias ameaçadas de despejo por causa da emergência sanitária, até mesmo por insegurança alimentar.

A opção para as famílias de baixa renda é procurar a Defensoria Pública do Estado para ter acesso às informações do processo antes das ações de remoção.

Em alguns casos, as ações de despejo envolvem violência física e prisões consideradas arbitrárias, além de coação das famílias e lideranças comunitárias, com a presença da força policial no território para inibir reações.

Em dois anos, a Campanha Despejo Zero conseguiu evitar 120 remoções, o que permitiu a manutenção de moradias para mais de 24 mil famílias.

‘Quero viver com meu filho, não sobreviver’
Michele Assis da Silva é vendedora, tem 38 anos e um filho de 12. Ela mora de favor com a tia na zona norte de São Paulo e divide o sofá da sala com a criança. Os pertences foram vendidos ou estão acumulados há um ano em caixas depositadas na casa de outro tio.

Ela sonha poder voltar para a casa herdada da família, de onde foi despejada em junho do ano passado, em plena pandemia. Segundo Michele, até mesmo a oficial de Justiça tentou ajudá-la no processo, mas não conseguiu. O problema é que o imóvel não está no nome dela, foi feito um contrato de gaveta, e uma instituição de saúde alega ser proprietária de parte do terreno.

“Me tornei pedra no sapato deles. Tentaram me intimidar, oferecer dinheiro, mas passei a ter crises de ansiedade e depressão. A casa estava com o teto caindo, rachaduras, e comecei a reformar, pus portão, mas tive de parar”, lembra Michele.
Michele viajou para Santa Catarina e, quando voltou, a empresa havia mudado a fechadura e retomado a obra sem o consentimento dela. Ainda assim, ela decidiu entrar no imóvel.

“Tinha móveis nossos lá, e eles tacaram fogo. Estamos na pandemia, sou herdeira, tenho a documentação. Estava com uma criança, e eles não poderiam me tirar de lá. Fiquei um mês e dez dias na minha casa pensando que ia ser despejada. O sonho do meu filho era acordar no quarto dele com café da manhã na cama. Fomos despejados na semana do aniversário dele”, conta.

Segundo ela, os proprietários são influentes e conseguiram celeridade no processo de reintegração de posse. Sem condições de pagar um advogado, ela tem ajuda da Defensoria Pública.

“A lei funciona para quem tem dinheiro. Tem época que choro, me descabelo. Acho desumano. Ninguém se preocupou para onde eu iria com meu filho. Colocaram minhas coisas na calçada. Tenho que batalhar por um futuro melhor para ele. Quero viver com o meu filho, e não sobreviver”, ressalta.

Nos estados
De acordo com o levantamento da Campanha Despejo Zero, o aumento dos despejos é alarmante nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas. Foram desabrigadas 6.279 famílias paulistas, 5.590 fluminenses e 4.031 amazonenses.

O número de famílias despejadas no Ceará, Paraná, Goiás e Pernambuco também chama a atenção. Os motivos variam. No caso de São Paulo, por exemplo, é a alta concentração populacional e, no Amazonas, as famílias têm dificuldade de acesso à informação e há ações de remoção que envolvem mais de 2.000 pessoas.

Já São Paulo, Amazonas e Pernambuco são os estados onde mais famílias estão ameaçadas de perder a moradia, com 45.183 ocorrências, 29.391 e 19.278, respectivamente.

O problema é recorrente também na Paraíba, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Pará, Rio de Janeiro e Goiás.

Impactos
Não ter um comprovante de residência causa outros impactos nas famílias, uma vez que, a partir da moradia, elas têm acesso à escola, postos de saúde e demais serviços sociais. As crianças são as mais prejudicadas.

“Sem moradia, vai passar frio, fome, perder o lazer, também educação. A remoção causa traumas psicológicos nas crianças ao ver as casas sendo destruídas. Não há perspectivas para as famílias em um contexto de crise econômica, queda de renda, desemprego e pandemia”, ressalta Raquel Ludermir.

Muitos dos lares são chefiados por mulheres, “mães solo”, que não conseguem trabalhar porque não encontram creche para os filhos por causa da falta de endereço. Sem renda, não podem pagar aluguel, e o ciclo se repete.

De acordo com projeção feita no estudo, a população de rua no Brasil pode quadruplicar com o aumento dos despejos diante do atual cenário. O perfil da pessoa em situação de rua já mudou, com mais mulheres, crianças, idosos e famílias inteiras.

“Moradia adequada é estar protegida do despejo. É o mínimo do mínimo. Imagina dormir com medo de perder o teto da noite para o dia. É um cenário devastador”, finaliza a coordenadora Raquel Ludermir.

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Cremerj investiga cirurgião preso sob suspeita de manter paciente em cárcere privado

por Redação 19 de julho de 2022

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio) abriu uma sindicância para investigar o cirurgião plástico Bolívar Guerrero Silva. O equatoriano foi preso na segunda-feira (18) sob suspeita de manter uma paciente em cárcere privado em um hospital de Caxias, na Baixada Fluminense. O procedimento ético-disciplinar está sob sigilo.

Segundo parentes, a mulher, de 36 anos, foi impedida de trocar de unidade após apresentar complicações em dois procedimentos estéticos — uma plástica na barriga e um implante de silicone — realizados pelo médico.

Ontem, a Justiça determinou a transferência da paciente para outro hospital indicado pela família e a prisão temporária do médico por 30 dias.

A delegada Fernanda Fernandes, da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) da região, investiga o caso. “A gente entendeu que a situação da vítima e a negativa de transferência relatadas pela vítima e por testemunha traduziriam uma impossibilidade da vítima de ser atendida em outra unidade porque a gente não tinha resposta oficial do hospital com relação ao prontuário e ao relatório médico para a gente poder avaliar com a perícia a real gravidade dessa vítima”, disse.

Em entrevista à Record TV Rio, o pai da paciente disse estar preocupado com a saúde da filha. “Ela está com um buraco na barriga, está com um aparelho lá dentro. A situação dela não está boa”, afirmou Paulo Lacerda.

Segundo a polícia, Bolívar Guerrero Silva é sócio e atua no hospital particular onde a paciente estava internada, em Caxias. Em nota, a unidade negou as acusações de cárcere privado e disse repudiar quaisquer práticas criminosas. Informou ainda que ele não pertence ao quadro societário da empresa.

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Deolane Bezerra se manifesta após polícia cumprir mandado de busca em sua mansão: ‘Bora pra luta’

por Redação 15 de julho de 2022

Deolane Bezerra apareceu em suas redes sociais na noite desta quinta-feira (14) lopo após a polícia cumprir mandado de busca e apreensão em sua mansão em Alphaville, São Paulo.

A advogada é alvo de uma investigação, assim como outros influenciadores, sobre publicidades feitas a empresa Betzord, que atua no seguimento de apostas esportivas online.

“Gente do céu, acabei de descer do avião e meu celular está estourado. Vou ver tudo que estão falando a meu respeito mais uma vez. É, Brasil, é sobre isso. Ter opinião política, ser verdadeira e trabalhar honestamente muitas vezes gera isso, né? Mas vamos para mais um processo”, disse a criminalista em seus Stories, no Instagram.

Por fim, ela ainda ironizou: “Deolane, o que você ganhou depois da fama? Processos. Um bocado, mas vamos para cima, né? Sou brasileira e não desisto nunca. Bora pra luta”.

Mais cedo, a assessoria de imprensa da influenciadora emitiu um comunicado se dizendo tranquilos com as investigações.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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PM mata mãe, esposa, irmão e três filhos e comete suicídio no Paraná

por Redação 15 de julho de 2022

Um policial militar matou pelo menos oito pessoas nas cidades de Céu Azul e Toledo, no Paraná, e cometeu suicídio. Entre as vítimas estão a própria mãe, a esposa, três filhos e um irmão. A tragédia aconteceu entre a noite desta quinta-feira (14) e a madrugada desta sexta-feira (15).

O soldado identificado como Fabiano Junior Garcia é o suspeito dos assassinatos. As primeiras informações são de que o PM fez plantão até as 19h. Após deixar o batalhão, ele foi até Céu Azul, em uma propriedade rural, onde matou a tiros dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 9.

No sítio, nenhuma outra pessoa foi ferida. Os corpos das duas crianças foram encaminhados ao IML (Instituto Médico-Legal) de Cascavel.

O policial retornou a Toledo, onde matou a outra filha, do primeiro casamento, depois assassinou a mãe dele e um irmão, além de outras duas pessoas que estavam na via pública.

Em seguida, o agente foi para a casa onde morava, matou a esposa e cometeu suicídio dentro do próprio carro.

Em nota, a Polícia Militar lamentou o ocorrido e se disse consternada. “O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do coordenador do policiamento da unidade. Desde dezembro de 2020 a região conta com o programa Prumos, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares”, informou a corporação.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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Polícia encontra cachorros da traficante ‘Rapunzel’ após prisão

por Redação 14 de julho de 2022

Filhotes da raça spitz alemão, de 2 e 4 meses, estavam em carro usado pela mulher, de facção que atua na Bahia, que foi detida na capital paulista.

Uma traficante conhecida como “Rapunzel” foi presa nesta quarta-feira (13) com outros cinco integrantes da quadrilha intitulada Bonde do Maluco. No momento da prisão, porém, a polícia encontrou integrantes inesperados no veículo onde estava a criminosa: dois filhotes de cachorro da raça spitz alemão.

Os filhotes, de 2 e 4 meses, da cor branca, ficaram inicialmente sob os cuidados dos policiais, que deixaram a viatura com as janelas abertas e, posteriormente, levaram os cães para passear no estacionamento do 11º DP, na região de Santo Amaro, em São Paulo.

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Garotas de programa suspeitas de participar de sequestro de juiz norte-americano são presas no Rio

por Redação 13 de julho de 2022

A Polícia Civil prendeu, na noite desta terça-feira (12), duas garotas de programa suspeitas de participarem do sequestro de juiz norte-americano que foi mantido em cárcere privado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Detidas pela DAS (Delegacia Antissequestros), as mulheres, de 28 e 43 anos, foram recebidas pelo magistrado, que veio ao Rio como turista, no apartamento onde ele estava hospedado, de acordo com as investigações.

À tarde, elas teriam voltado ao imóvel com dois criminosos, que roubaram a vítima e a levaram até outro local. Lá, o juiz foi feito refém e extorquido pelo grupo, que pediu o pagamento de R$ 200 mil para o resgate do homem. Os criminosos também realizaram compras usando o cartão de crédito do estrangeiro.

O magsitrado foi resgatado pelos policiais, sem a realização do pagamento, e levado para prestar depoimento. Um dos suspeitos já havia sido preso na segunda (11). A polícia ainda tenta localizar o quarto envolvido no crime.

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