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Saúde

Saúde

Benedito Ruy Barbosa é internado em UTI após piora em quadro de insuficiência renal

por Redação 26 de maio de 2025

O autor de novelas Benedito Ruy Barbosa, 94, está internado desde terça-feira (20) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HCor. Benedito teve uma piora de seu quadro de insuficiência renal crônica.

O teledramaturgo sofre de uma perda progressiva e irreversível da função dos rins ao longo do tempo. O agravamento do mau funcionamento dos órgãos pode levar ao acúmulo de toxinas no corpo, já que os rins são responsáveis por filtrar o sangue.

Apesar do quadro, o HCor informou em boletim médico neste domingo (25) que o paciente apresenta melhora clínica e de exames laboratoriais. Não há, porém, previsão de alta no momento.

“Ele está internado tratando de uma infecção urinária. Mas está bem”, diz a filha Edmara Barbosa, com quem o autor mora há dois anos.

Edmara desmente também a informação que circulou em alguns sites de que Benedito estaria com a Doença de Alzheimer ou outra demência em estágio avançado. “Ele acabou de fazer uma entrevista para o Globo Rural [veja vídeo mais abaixo]. Estivemos semana passada numa reunião com os netos e os bisnetos. Ele está bem.”

Ainda segundo a filha, a internação foi por precaução, para tomar os antibióticos contra a infecção urinária em ambiente de UTI. “Ele não está intubado, nem corre risco de morte.”

Portfólio de sucessos
Benedito Ruy Barbosa estreou na Globo em 1976 e coleciona clássicos da teledramaturgia sob sua autoria. Entre eles estão as versões originais de “Cabocla” (1979), “Sinhá Moça” (1986), “Renascer” (1993) e o grande sucesso “Pantanal” (1990), na TV Manchete.

Escreveu ainda “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999). Em 2006 assinou o remake de “Sinhá Moça”, e em 2016 a Globo exibiu “Velho Chico”, também de sua autoria.

O mais velho entre cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa nasceu no dia 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo. Passou a infância na cidade vizinha, Vera Cruz, uma área de cafezais com grande concentração de imigrantes italianos.

Fonte: G1

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Saúde

CFM muda regras e amplia recomendação para cirurgia bariátrica; veja o que mudou

por Redação 20 de maio de 2025

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou as novas normas para a cirurgia bariátrica. Entre as principais mudanças estão a ampliação das recomendações, que vão permitir que pessoas com IMC menor e adolescentes façam a cirurgia.

A bariátrica é usada como tratamento da obesidade e das doenças relacionadas. Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), entre 2020 e 2024, o Brasil realizou 291 mil cirurgias.

➡️ As novas regras foram publicadas nesta terça-feira (20). Segundo a entidade, a mudança nas exigências tem como base estudos que comprovaram que é segura e eficaz em um leque maior de pessoas.

Mudança no IMC mínimo e comorbidades
Entre as principais mudanças estão a redução do IMC mínimo para a cirurgia. Agora, pessoas com IMC entre 30 e 35 passam a poder realizar o procedimento.

?O índice de massa corporal (IMC) é o peso em quilos dividido pela altura ao quadrado. Entre 25 e 29,9 é considerado sobrepeso. Se for superior a 30 é considerado obesidade grau I.

➡️ No entanto, para isso, é necessário apresentar algum quadro de saúde relacionado. Neste ponto, a resolução também trouxe mudanças:

Antes, só podiam se submeter à cirurgia pacientes com até 10 anos de diagnóstico de diabetes, com mais de 30 e menos de 70 anos de idade.
Agora, não existe mais tempo mínimo de convivência com a doença ou idade. Além disso, o leque de doenças também foi ampliado.
Podem fazer bariátrica as pessoas com IMC de 30 que tenham:

diabetes tipo 2
doença cardiovascular grave
apneia do sono grave, entre outros
doença renal crônica precoce
doença gordurosa hepática
refluxo gastroesofágico

Adolescentes
No caso de adolescentes, com as novas regras, pacientes a partir dos 14 anos de idade podem fazer a cirurgia. Para isso, no entanto, eles precisam se enquadrar em caso grave de obesidade, com IMC acima de 40, que leve a complicações de saúde. Antes, a idade mínima era 16 anos.

Além disso, os adolescentes entre 16 e 18 anos também vão poder fazer a bariátrica e só serão exigidos os critérios já pedidos para adultos, como IMC mínimo e comorbidades.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Juliano Canavarros, a mudança é um avanço para o tratamento da obesidade no início da vida adulta.

Novos modelos de cirurgia
A nova norma do CFM também reconhece as cirurgias alternativas, com indicação primordial para procedimentos revisionais. São elas: duodenal switch com gastrectomia vertical, bypass gástrico com anastomose única, gastrectomia vertical com anastomose duodeno-ileal e gastrectomia vertical com bipartição do trânsito intestinal.

Para o presidente da (SBCBM), os modelos de cirurgia incluídos já são embasados e usados pelo mundo e a inclusão vai permitir que os pacientes sejam tratados mais individualmente.

“A gente tem abordagens que são melhores para alguns pacientes do que outros e agora os médicos vão poder fazer essa avaliação e não mais se restringir a apenas dois tipos de cirurgia”, explica Juliano Canavarros.

Fonte: G1

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Saúde

Exportações de frango do RS estão suspensas para todo o mundo, diz Fávaro

por Redação 16 de maio de 2025

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou as exportações de carne de frango e demais produtos avícolas das empresas do Rio Grande do Sul estão suspensas para todo mundo a partir desta sexta-feira (16/5). A medida atende aos protocolos sanitários do Brasil com os países importadores a partir da confirmação do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial brasileira, em Montenegro (RS).

“Para todos os países do mundo há uma suspensão imediata”, afirmou à reportagem. Em casos como a China, a suspensão vale para todo o país. Ainda não há estimativas oficiais de impacto econômico desse episódio, com o extermínio das aves na granja gaúcha e o fechamento temporário de mercados externos.

“Infelizmente, com a China não deu tempo de atualizar o protocolo. Esperamos que, ao final deste foco, eles voltem a comprar a carne brasileira em poucos dias”, completou.

A expectativa de Fávaro é que o caso possa ser solucionado rapidamente e o Brasil consiga restabelecer o fluxo comercial antes de 60 dias, período em que a região onde o foco foi confirmado está em emergência zoossanitária.

“Achamos possível, com transparência, estabelecer fluxo normal de comércio, inclusive com a China, antes dos 60 dias”, afirmou.

Fávaro disse que já conversou com as lideranças do setor avícola e com os CEOs das principais empresas do ramo. “Estão todos em alerta, mas reportando e dando tranquilidade aos seus clientes e consumidores”, disse. Segundo o ministro, há confiança no setor que o caso será solucionado o mais breve possível. “É o sentimento que colhi desses empresários das grandes indústrias”, completou.

O governo brasileiro já comunicou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o episódio e está adotando as medidas sanitárias necessárias na região de Montenegro.

Por ora, o ministro não vai ao Rio Grande do Sul. Ele seguirá em contato com os secretários das áreas de Defesa Agropecuária e Comércio e Relações Internacionais para monitorar os desdobramentos.

Fávaro disse que a entrada do vírus em granjas comerciais era “inevitável”, mas que o trabalho das equipes técnicas do ministério e dos governos estadual e municipal vai tentar impedir que a doença se espalhe para outras regiões.

“Uma hora ia chegar, era inevitável. O foco agora é não deixar espalhar”, afirmou à reportagem.

Ele salientou a qualidade do sistema sanitário brasileiro que conseguiu impedir a entrada do vírus da influenza aviária em estabelecimentos comerciais por dois anos. O primeiro foco da doença em aves silvestres no país, no litoral do Espírito Santo, ocorreu em maio de 2023.

“Em todos os lugares do mundo, depois que o vírus chegou através de animais silvestres, em poucos dias adentrou em granjas comerciais. O Brasil é tão eficiente que conseguimos segurar dois anos”, disse. “Nesse período, trabalhamos na blindagem da entrada do vírus em granjas e na revisão dos protocolos sanitários”, pontuou.

Segundo Fávaro, já foi realizada a rastreabilidade da produção dos ovos da granja onde a gripe aviária foi detectada. “Ao rastrear, os ovos serão inutilizados. Vamos intensificar a fiscalização em toda região e, ao menor sintoma ou alerta, os procedimentos avançam na inutilização, para exterminar o foco”, completou.

Fonte: GLOBO RURAL

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Saúde

Gripe aviária descoberta em granja não é transmitida pelo consumo, diz ministério

por Redação 16 de maio de 2025

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta quinta-feira (15) o primeiro caso do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade, ou gripe aviária, em uma granja de aves comerciais no Brasil. A detecção ocorreu no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro.

Segundo a pasta, a doença não é transmitida pelo consumo das carnes das aves e nem dos ovos. Diferente de outras cepas, ela tem uma alta incidência entre os animais.

O grande risco fica mais para o contato direto e não para os alimentos cozidos e prontos para o consumo. Por isso, não há riscos para a população.

O Ministério da Agricultura e Pecuária diz que acionou as medidas do plano nacional de contingência para contenção e erradicação do foco. O objetivo não é apenas acabar com a doença, mas manter a capacidade produtiva do setor e garantir o abastecimento.

Também foi feita uma comunicação oficial com as entidades das cadeias produtivas, Organização Mundial de Saúde Animal, Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, bem como aos parceiros comerciais do Brasil.

Entre eles, a China, que anunciou a suspensão por 60 dias da compra de aves do Brasil. A medida visa uma espécie de controle inicial, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Fonte: CBN

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SUS

Comissão do Ministério da Saúde é contra oferta do Wegovy e Saxenda no SUS; sociedade médica critica falta de opções de tratamento

por Redação 15 de maio de 2025

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou barrar a inclusão dos medicamentos Wegovy (semaglutida) e Saxenda (liraglutida) na rede pública de saúde para o tratamento da obesidade. Os remédios são conhecidos como canetas emagrecedoras.

A reunião do Conitec aconteceu no dia 8 de maio, mas o vídeo do encontro só foi publicado nesta terça-feira (13) no canal do órgão no Youtube.

Os membros da comissão fizeram a apreciação inicial do pedido de inclusão da semaglutida para o tratamento da obesidade graus dois e três em pacientes sem diabetes com idade a partir de 45 anos e com doença cardiovascular estabelecida. Eles recomendaram o encaminhamento à consulta pública, mas com parecer desfavorável.

No caso da liraglutida, a apreciação inicial foi para a inclusão no tratamento da obesidade e diabetes mellitus tipo 2. A recomendação e o parecer foram iguais ao da semaglutida.

A partir de julho, por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será obrigatória a retenção de receita médica para venda de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Saxenda e similares.

Custo elevado para o SUS
O custo elevado dos medicamentos foi uma das justificativas da comissão para dar parecer contrário. A análise de impacto financeiro apresentado na reunião mostrou que a inclusão da semaglutida representaria um gasto de, no mínimo, R$ 3,4 bilhões em cinco anos, podendo chegar até R$ 7 bilhões.

Outro argumento foi que, para a utilização eficaz desses medicamentos, é necessário um acompanhamento especializado como suporte psicológico e mudanças no estilo de vida, por exemplo. Isso, segundo a Conitec, poderia dificultar a implantação em larga escala no SUS.

Para Maria Edna de Melo, membro da Comissão de Relações Institucionais e Políticas Públicas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a decisão do Conitec preocupa porque os pacientes do SUS vão continuar sem acesso a tratamento por meio dos medicamentos. “O que se tem de tratamento estruturado para obesidade, hoje, é a cirurgia bariátrica, mas conseguir uma é muito difícil”, diz a especialista.

O que acontece agora
O parecer da Conitec não é definitivo. As contribuições recebidas durante a consulta pública serão incluídas em um relatório técnico. Esse documento é analisado pela comissão, que pode confirmar ou mudar o parecer contrário inicial.

A decisão, então, é encaminhada para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), responsável pela Política Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde.

Poderá haver novas audiências públicas e outra discussão na Conitec, mas a decisão final é da Sectics.

Fonte: G1 

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Saúde

Tadalafila: para que serve, como age e quais os riscos do medicamento contra disfunção erétil que foi incluído em bala gummy

por Redação 15 de maio de 2025

A tadalafila é um dos medicamentos mais conhecidos para o tratamento da disfunção erétil, mas também possui usos aprovados para outras condições clínicas, como hiperplasia prostática benigna e hipertensão arterial pulmonar (HAP). Comercializada sob nomes como Cialis e Adcirca, pertence à classe dos inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE-5), a mesma da sildenafila (Viagra).

Na quarta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que proíbe a distribuição, fabricação, manipulação, propaganda e uso do medicamento Metbala, à base de tadalafila.

“Cuidado! A automedicação coloca sua vida em risco. Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas”, informou a Anvisa.

O uso da tadalafila no Brasil ganhou ainda mais destaque após ser mencionada por celebridades e incorporada até mesmo em letras de músicas populares. No entanto, entidades como o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e órgãos de saúde pública alertam para o uso recreativo indevido da substância — o que pode trazer riscos importantes à saúde, especialmente sem acompanhamento médico.

Como age e quando é indicada
A tadalafila relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue, facilitando a ereção durante a estimulação sexual. Além da disfunção erétil, também pode ser indicada para:

Hiperplasia prostática benigna (HPB): alivia sintomas como jato urinário fraco e necessidade de urinar várias vezes à noite;
Hipertensão arterial pulmonar (HAP): melhora a capacidade funcional em pacientes com pressão elevada nas artérias pulmonares (em formulação específica).
No caso da HAP, a Conitec recomendou não incorporar o medicamento ao SUS, após avaliar que não há superioridade clínica frente à sildenafila e que o custo por paciente seria significativamente mais alto.

Popularidade e riscos do uso indevido
Um relatório da consultoria Close-Up International, divulgado pela BBC, aponta que a tadalafila ficou em terceiro lugar entre as moléculas mais vendidas no ano de 2024, atrás apenas de losartana e metformina. Levantamento feito pela Anvisa mostrou que foram vendidas 21,4 milhões de caixas de tadalafila no país em 2020. Três anos depois, esse número havia subido para 47,2 milhões.

A substância virou tema de músicas, sendo a canção “Tadalafila”, lançada por Os Barões da Pisadinha e Alanzim Coreano, uma das mais virais: “Sabe qual é o segredo pra aguentar a noite todinha? Tadalafila! Tadalafila!”

Especialistas apontam que esse tipo de conteúdo pode incentivar o uso recreativo e sem prescrição, especialmente entre homens jovens saudáveis, o que representa um grave risco à saúde pública. De acordo com o CFF, o crescimento da exposição midiática coincidiu com um aumento de 38,9% nas vendas do medicamento em 2023.

Uso nas academias e mito do ganho muscular
Nos últimos anos, a tadalafila passou a ser usada por frequentadores de academias — homens e mulheres — como um suposto aliado no ganho de massa muscular, embora não haja comprovação científica que sustente essa finalidade.

A justificativa para esse uso fora da bula parte da ideia de que a substância promoveria relaxamento do endotélio, a camada interna das artérias, favorecendo o aumento do fluxo sanguíneo durante o exercício. Esse aumento da irrigação nos músculos seria, segundo essa teoria, um estímulo para a hipertrofia.

Em fevereiro, o Profissão Repórter conversou com médicos que prescrevem tadalafila para a prática de exercícios.

Efeitos adversos e contraindicações
O uso da tadalafila pode causar:

Dor de cabeça, dor nas costas, rubor facial, dores musculares, congestão nasal e indigestão;
Efeitos graves como priapismo, perda de audição ou visão, queda de pressão arterial e eventos cardiovasculares.
É contraindicada para:

Pacientes que utilizam nitratos (para angina, por exemplo);
Indivíduos com doença cardíaca que contraindique atividade sexual;
Pessoas com hipersensibilidade à substância.
“O paciente de qualquer idade, jovem, adulto ou mesmo um senhor de idade, que não tem nenhum tipo de disfunção erétil, a droga é absolutamente contraindicada”, explica Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do Cremesp.

Prescrição obrigatória e risco de dependência psicológica
A tadalafila é um medicamento de tarja vermelha e exige receita médica obrigatória. O uso sem avaliação profissional — motivado por modismos ou busca por desempenho sexual — pode mascarar doenças de base e levar à dependência psicológica.

Fonte: G1 

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Saúde

Efeito sanfona: como a ciência explica o vai e vem do peso?

por Redação 12 de maio de 2025

Engorda, emagrece, engorda de novo. O chamado efeito sanfona é mais comum do que se imagina — e não tem a ver apenas com força de vontade. O Fantástico deste domingo (11) acompanhou, por quatro meses, a rotina de uma paciente que vive esse ciclo desde a infância. A reportagem mostrou como fatores biológicos e hormonais podem influenciar diretamente no desafio de manter o emagrecimento.

A biologia por trás do efeito sanfona
O endocrinologista Bruno Halpern, pesquisador da Unicamp, explica que o corpo humano tem mecanismos que dificultam a manutenção do peso após o emagrecimento.

“Os neurônios que controlam a fome são super ativados nas pessoas magras, nas pessoas obesas não funciona tanto isso. O sinal de saciedade na pessoa portadora de obesidade é menor e depois que ela emagrece não fica perfeito como uma pessoa magra e estudos que sucederam nosso estudo mostram que existe inclusive morte de neurônios e esse mecanismo nunca mais se recupera perfeitamente”, afirma.
Além disso, o tecido adiposo — onde ficam as células de gordura — produz menos leptina após o emagrecimento. Esse hormônio é responsável por sinalizar saciedade ao cérebro.

“É como se o corpo soltasse as rédeas e incentivasse a pessoa a comer mais”, explica Halpern.
Um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Zurique, na Suíça, revelou que as células de gordura “lembram” da obesidade passada. Mesmo após a perda de peso, elas mantêm a predisposição genética para voltar ao tamanho anterior.

Tratamento e esperança
Tatiana tem 46 anos e está com índice de massa corporal acima de 30, o que caracteriza a obesidade. Ela chegou a ter um princípio de infarto.

“Minha pressão estava quase 24. Foi quando eu acordei para a vida”, conta.
Ela iniciou tratamento pelo SUS, mas depois buscou ajuda de um nutrólogo particular. Com acompanhamento médico, reorganização alimentar e uso de medicamentos — como as chamadas “canetinhas” emagrecedoras — ela começou a ver resultados.

Em 60 dias, perdeu quase 6 quilos e reduziu medidas importantes.

“Essa gordura abdominal é a mais perigosa, aumenta o risco cardiovascular”, explica o nutrólogo Dr. Athos.
A força do ambiente e do comportamento
A obesidade é influenciada por três fatores principais: comportamento, genética e ambiente. O Dr. Alfio, nutrólogo de Tatiana, compartilha sua própria experiência com os pacientes.

“Eu já pesei 140 quilos. Precisei me conhecer e mudar o ambiente ao meu redor”, diz.
Tatiana também mudou. Passou a planejar as refeições e a se movimentar mais.

“Se você deixa pra escolher o que comer no meio do dia, vai acabar pegando um salgadinho. Ele tem gordura, sal e açúcar — tudo que estimula o sistema de recompensa do cérebro”, alerta o médico.

Fonte: FANTÁSTICO 

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Saúde

Saiba qual é o item usado diariamente que pode ser 75 vezes mais sujo que vaso sanitário

por Redação 12 de maio de 2025

Você já parou para pensar qual é o objeto mais sujo da sua casa? Se você apostou no assento do vaso sanitário, errou feio. Segundo estudos recentes, um item doméstico comum — e usado o tempo todo — pode abrigar até 75 vezes mais bactérias do que o próprio vaso do banheiro: o sofá!

Todos os dias, você e seus familiares, visitas, e até mesmo os pets usam o sofá. O número elevado de bactérias se dá por partículas de restos de alimentos, pele morta, entre outras coisas que se acumulam no local — e nós nem percebemos. São mais de 500 mil bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados. Já o vaso sanitário tem “apenas” 6.800 bactérias deste tipo por 100cm quadrados, enquanto o lixo da cozinha soma 6.000.

Outros itens que podem te surpreender são o notebook, capaz de carregar 5.800 bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados, e o controle remoto de televisão, com 3.700. Outro exemplo é a maçaneta de portas, que apresenta 1.800 desses microrganismos por 100cm quadrados.

Como manter a higiene em casa?
De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, as medidas básicas para manter sua casa higienizada são:

Lave bem as mãos: Capriche na lavagem. Esfregue dedos, unhas, punhos, palma e dorso com água e sabão. E nada de toalha de pano — seque com papel descartável para evitar acúmulo de bactérias.

Álcool gel é seu aliado: Além de higienizar as mãos quando não der para lavar, o álcool 70% também serve para desinfectar objetos que você vive encostando, como celular, teclado, controle remoto, maçaneta, etc.

Evite o tocar no rosto: Sabia que a gente encosta no rosto sem perceber dezenas de vezes por dia? Evite levar a mão aos olhos, nariz e boca sem garantir que ela está limpa — é por aí que muitos vírus e bactérias entram no corpo.

Como limpar seu sofá?
Aposte em uma mistura simples de água morna com vinagre branco e algumas gotinhas de detergente neutro. Umedeça um pano limpo (não encharque!) e passe suavemente sobre o tecido. Finalize com um pano seco. E se o sofá for de couro, vale usar um hidratante específico depois da limpeza.

Fonte: r7 

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Saúde

Família encontra escorpião mais perigoso do Brasil dentro de casa: “Atrás do berço do bebê”

por Redação 8 de maio de 2025

Uma família de Foz do Iguaçu, no Paraná, levou um susto ao encontrar um escorpião preso no rodapé da parede da casa. E a preocupação foi ainda maior por encontrarem o aracnídeo em um lugar próximo ao berço de Helena Liz, de apenas 1 ano. O escorpião foi identificado como tityus serrulatus, também conhecido como escorpião amarelo, que é considerada a espécie mais perigosa do Brasil, podendo ser letal principalmente para crianças pequenas.

Em vídeo viral, a mãe, a dona de casa Milena Ketlin Deniz dos Santos, de 19 anos, mostra o momento em que seu sogro quebra o rodapé e já é possível ver um pedaço da cauda e o ferrão do animal aparecendo. Logo depois, um escorpião amarelo sai e o marido de Milena, que já estava a postos, mata o animal com um chinelo. Em seguida, eles pegam o aracnídeo com um alicate e o colocam em um pote de vidro com outro escorpião amarelo que tinham encontrado na sala, mais cedo, naquele mesmo dia. Então, examinam o local e percebem que há pequenos buracos na parede, por onde o animal pode ter entrado.

Publicado em 26 de abril, o vídeo viralizou, alcançando mais de 4,4 milhões de visualizações. Os internautas ficaram chocados com a cena. “Novo pânico desbloqueado com sucesso”, diz um. “Pronto, agora eu estou correndo e verificando cada canto do rodapé daqui de casa”, conta outro. “Meu Deus, que perigo”, escreve um terceiro.

‘Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes’
Essa não foi a primeira vez que Milena encontrou escorpiões na sua casa. “Nos mudamos para essa casa em junho de 2023. Dia 17 de agosto de 2023 achamos o primeiro escorpião. Chamamos o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e fizemos a abertura do prontuário”, diz a mãe em entrevista à CRESCER. No entanto, nada foi feito e os escorpiões continuaram a aparecer. “Desde agosto de 2023 aparecem escorpiões. Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes”, afirma.

No dia anterior, o casal tinha encontrado um escorpião no quarto deles e, no mesmo dia em que encontrou o escorpião no rodapé, a mãe de Milena já havia achado outro da mesma espécie embaixo do tapete da sala, o que deixou os pais com uma pulga atrás da orelha. “À noite, meu esposo teve um sexto sentido do nada de afastar o berço da bebê para ver se havia algum escorpião por ali escondido. Foi aí que o encontramos preso no rodapé do nosso quarto, atrás do berço da nossa bebê”, lembra.

Ela logo pediu a ajuda do sogro para quebrar o rodapé enquanto seu marido já se posicionava para matar o aracnídeo. Milena ficou de olho em Helena Liz e gravou toda a cena. “Na hora em que estávamos fazendo a retirada do escorpião, eu coloquei minha filha dentro do berço para ela não descer no chão”, explica.

Milena ficou extremamente preocupada por encontrar um escorpião tão próximo do berço em que a bebê dorme. “E se por ventura ele chegasse a entrar dentro do berço dela e atacar? Deus que nos protegeu mesmo, eu acredito muito nisso. O que passou na minha cabeça no momento em que vi o animal era que precisava olhar em tudo e tirar minha neném dali, pois era um lugar perigoso”, recorda. A mãe também temeu pela sua própria segurança, ainda mais por estar grávida de três meses.

‘A gente sempre anda em alerta’
Milena explica que eles não têm certeza de como o escorpião ficou preso no rodapé, mas suspeitam que ele tenha entrado por alguma infiltração. Para evitar que mais episódios como esse ocorram, a família arrumou o rodapé e passou veneno na casa. Eles também trocaram os ralos, escolhendo um modelo que abre e fecha, tentando impedir a entrada de mais aracnídeos.

Mesmo com tantas aparições de escorpiões na região, nunca aconteceu nenhum acidente. “Graças a Deus nunca fomos picados por escorpiões! A gente sempre anda em alerta”, finaliza.

O que fazer se encontrar um escorpião em casa?
Como precisam de água para sobreviver, os escorpiões costumam se esconder em locais úmidos, como banheiros e lavanderias. Eles entram nas residências por ralos, calhas, tubulações e caixas de fiação que não estão devidamente vedadas.

Caso encontre um escorpião na sua casa, a primeira coisa a se fazer é manter a calma e garantir a segurança das crianças. A captura do aracnídeo só deve ser feita se houver confiança em como fazê-la. Caso contrário, o ideal é acionar a prefeitura para realizar a remoção.

Se for necessário capturá-lo:

Use um objeto longo e fino para empurrá-lo até um local mais seguro para a captura.
Mantenha pelo menos 30 cm de distância entre a mão e o objeto utilizado.
Se o escorpião se prender ao objeto, descarte-o sem chacoalhar.
Utilize um frasco plástico fundo com tampa e deslize um papel rígido para fechá-lo.
Para maior proteção, vista luvas de raspa de couro, camisa de manga longa e calças compridas ajustadas nos tornozelos.
Se a captura não for possível, um golpe firme com um objeto plano e resistente pode ser uma alternativa para eliminá-lo.

O que evitar?
Não tente capturá-lo com as mãos ou com luvas comuns.
Não faça a captura sozinho; a presença de outra pessoa pode ser útil.
Não use inseticidas ou produtos químicos, pois a quantidade necessária para matá-lo pode ser prejudicial à saúde da família.

Fonte: Instituto Butantan

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Saúde

Isolamento social pode aliviar sintomas de ansiedade e depressão, mostra estudo

por Redação 7 de maio de 2025

Assim como outras espécies sociais, os seres humanos se desenvolvem essencialmente por meio da convivência e das trocas sociais ao longo da vida. Então, muito se fala sobre os riscos da solidão para a saúde física e mental. Mas será que a socialização é mesmo sempre tão necessária e positiva?

Quem vive com alguns tipos de transtornos de ansiedade, frequentemente, enfrenta desafios intensos nas relações interpessoais. É comum essas pessoas relatarem uma sensação de alívio na diminuição do convívio com outras, ou até mesmo no isolamento completo. Mas, afinal, até que ponto esse desejo de evitar o contato social é saudável, ou deve ser combatido?

Para entender esse mecanismo psicossocial e desenvolver intervenções mais eficazes, é essencial compreender as bases neurobiológicas das interações sociais. Esse é um dos focos do nosso grupo, no Laboratório de Neurociência Comportamental do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Modelos animais de ansiedade e depressão
Ansiedade e depressão estão entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo e frequentemente aparecem caminhando lado a lado na vida dos indivíduos afetados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade se caracteriza pelo medo excessivo, preocupação constante e comportamentos de esquiva diante de ameaças, muitas vezes infundadas.

Já a depressão, manifesta-se por um estado de tristeza persistente, vazio ou irritabilidade, além da perda de interesse em atividades antes prazerosas. Ambos os transtornos causam comprometimento funcional significativo.

Algumas pessoas têm uma especial predisposição à ansiedade, conhecida como “ansiedade-traço”. Essa característica influencia a forma como enfrentam o estresse, aumenta a vulnerabilidade à depressão e afeta resposta ao tratamento.

No entanto, ela tem sido frequentemente negligenciada em modelos animais usados para estudar transtornos ansiosos. Essa lacuna é preocupante, especialmente quando esses modelos são aplicados na triagem de fármacos e na investigação dos mecanismos neurobiológicos da ansiedade.

Portanto, há mais de 16 anos, nosso grupo desenvolve linhagens de ratos geneticamente modificados com perfis distintos de ansiedade, visando criar modelos robustos e confiáveis que permitam a translação de achados laboratoriais para contextos pré-clínicos e, futuramente, clínicos.

Atualmente na 48ª geração, os ratos Cariocas com Alto Congelamento (CHF) e Cariocas com Baixo Congelamento (CLF) receberam esses nomes em referência à cidade onde foram desenvolvidos e quanto à principal característica que os distingue: a resposta de congelamento ao medo, um marcador clássico da ansiedade em animais.

Essas linhagens apresentam diferenças consistentes no comportamento, assim como em aspectos farmacológicos, fisiológicos e neurobiológicos, se consolidando como modelos exemplares no estudo dos transtornos de ansiedade generalizada e ansiedade-traço.

O que os resultados apontam?
Em estudos recentes do nosso grupo, testamos a reação de ratos com diferentes níveis de ansiedade para entender como o isolamento social afeta o comportamento deles. Por 14 dias, colocamos ratos muito ansiosos, pouco ansiosos e comuns em gaiolas sozinhos, ou em grupos com outros iguais a eles. No 15º dia, todos passaram por um teste de “natação forçada”, onde observamos por quanto tempo eles tentam nadar para sair da bacia. Quanto mais rápido o rato desiste, é um sinal de maior comportamento depressivo.

Assim, vimos que o isolamento social piora o estado emocional dos ratos comuns ou pouco ansiosos, mas aqueles mais ansiosos tiveram uma melhora significativa. Estes passaram a demorar mais tempo a desistir de nadar, parecendo menos deprimidos. Uma possível explicação para esse comportamento é que, como compartilhavam gaiolas com seus familiares, o convívio com outros ratos igualmente ansiosos tenha causado um ambiente de estresse compartilhado. Então, quando eles ficaram sozinhos, se sentiram melhor.

Uma revisão recente da literatura científica, conduzida por nossa equipe, confirma o que nossos estudos têm observado: o isolamento social pode, de fato, proporcionar alívio temporário ao estresse social. Em alguns casos, ele funciona como estratégia de enfrentamento para aliviar a sobrecarga emocional. No entanto, é preciso cautela.

O melhor caminho: relações saudáveis
Embora pessoas ansiosas possam se beneficiar de uma certa distância social, o isolamento excessivo não é uma solução saudável a longo prazo. Relações sociais de qualidade têm um papel protetor crucial, promovendo autoestima, senso de pertencimento e regulação emocional. Quando esses vínculos são fragilizados — por fatores internos ou externos — aumenta-se a vulnerabilidade ou o agravamento de transtornos psíquicos.

Evidências indicam que o isolamento social eleva os níveis de cortisol, hormônio do estresse, e reduz a produção de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e recompensa. Essas alterações no sistema de recompensa do cérebro podem reduzir o interesse por interações sociais, agravando o desejo de afastamento.

Assim, o isolamento prolongado compromete a capacidade de obter satisfação nos vínculos, alimentando um ciclo persistente de ansiedade e depressão.

Portanto, o isolamento pode aliviar temporariamente, mas não resolve o problema. A verdadeira recuperação passa pela reconexão — consigo mesmo, com o outro e com o mundo. É preciso avaliar cada caso individualmente, considerando o contexto clínico e a história de vida do paciente, mas as intervenções clínicas devem priorizar a promoção de vínculos sociais saudáveis.

O tratamento mais eficaz integra técnicas de regulação emocional, desenvolvimento de habilidades sociais, treino de flexibilidade cognitiva e, quando necessário, a combinação de abordagens psicológicas e medicamentosas.

Acreditamos que os estudos desenvolvidos por nossa equipe — com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — trazem contribuições valiosas para a prática clínica e para a construção de caminhos mais eficazes no enfrentamento da ansiedade e depressão.

J. Landeira Fernandez recebe financiamento da FAPERJ, CNPq e CAPES

Amanda Peçanha recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Thomas Eichenberg Krahe recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Fonte: r7

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