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Saúde

Metanol

Jovem morre após quase 10 meses de sequelas causadas por bebida adulterada com metanol em SP

por Redação 16 de junho de 2026

Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu no último domingo (14) após quase dez meses enfrentando graves sequelas provocadas pela ingestão de uma bebida adulterada com metanol. Morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, ele foi sepultado na segunda-feira (15).

Desde a intoxicação, ocorrida em agosto de 2025, Guilherme travava uma longa batalha pela recuperação. No fim do ano passado, familiares criaram uma página nas redes sociais para compartilhar sua rotina e mostrar os desafios enfrentados após o episódio. As publicações registravam sessões de fisioterapia, momentos de superação e até o batismo nas águas realizado em abril deste ano.

Segundo relatos da família, o jovem estava internado desde a última quinta-feira e não resistiu a complicações pulmonares. De acordo com uma amiga próxima, Guilherme não conseguia mais andar, se alimentava por sonda, utilizava mais de dez medicamentos por dia e tinha dificuldades para falar.

A família também realizou uma campanha de arrecadação para custear cuidados e adaptações necessárias para sua locomoção dentro de casa.

O caso teve início após Guilherme consumir uma garrafa de gin comprada em uma adega próxima de sua residência. Pouco depois, passou a apresentar sintomas graves, incluindo visão turva e embaçada. Segundo familiares, ele sofreu diversas paradas cardíacas ao longo do tratamento.

Antes da intoxicação, Guilherme trabalhava, havia comprado sua própria motocicleta e sonhava em seguir carreira como cantor. Ele também era pai de uma criança de dois anos. Amigos o descrevem como apaixonado por futebol e bastante habilidoso nos campos da região.

A Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que o caso foi investigado na época da intoxicação e que aguarda documentação oficial para confirmar a causa do óbito e avaliar eventual relação direta com o quadro de intoxicação por metanol.

O metanol é um álcool utilizado em processos industriais e extremamente tóxico quando ingerido. A substância pode causar cegueira, lesões neurológicas graves, insuficiência renal, insuficiência pulmonar, coma e morte.

Segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgado antes da morte de Guilherme ser contabilizada, havia 54 casos confirmados de intoxicação por metanol desde 2025, com 12 mortes registradas.

Fonte: G1

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Saúde

Diretor do Butantan defende vacina da dengue e diz confiar em retomada após suspensão

por Redação 9 de junho de 2026

O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que mantém confiança na vacina contra a dengue desenvolvida pela instituição e classificou o imunizante como a principal ferramenta disponível atualmente para combater a doença no Brasil. A declaração ocorre após o Ministério da Saúde suspender temporariamente a aplicação da vacina para aprofundar a investigação de eventos adversos registrados após a imunização.

Segundo Kallás, a análise dos casos deve ocorrer no menor tempo possível, mas ainda não há prazo definido para a conclusão. O foco será aprofundar a investigação dos relatos de reações adversas e determinar se existe relação causal entre os episódios e a vacinação. Entre os registros, três casos são considerados graves, incluindo duas mortes, mas até o momento não há comprovação de que os eventos tenham sido provocados pela vacina.

O diretor informou que o Butantan solicitou acesso completo às bases de dados do Ministério da Saúde e pretende ampliar estudos em andamento, além de propor vacinações-piloto sob farmacovigilância ativa para monitoramento mais detalhado. Ele destacou que, nos estudos clínicos e nas campanhas realizadas em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), envolvendo mais de 80 mil pessoas, não foram identificados sinais que levantassem preocupações sobre a segurança do imunizante.

Kallás também ressaltou que pessoas já vacinadas receberam a proteção prometida pela vacina. A recomendação é que quem foi imunizado há menos de 21 dias e apresentar sintomas informe as autoridades de saúde para auxiliar no monitoramento. Ele lembrou que vacinas de vírus atenuado podem provocar reações relacionadas à multiplicação do vírus vacinal, fenômeno observado também em imunizantes como os de febre amarela, rubéola e varicela.

O estudo da vacina em pessoas com mais de 60 anos segue em andamento e já ultrapassou 75% do recrutamento previsto, sem registro de sinais preocupantes até o momento. Já o planejamento para produção de até 60 milhões de doses em parceria com a empresa chinesa Wuxi será reavaliado diante da suspensão temporária da vacinação.

Ao comentar o cenário, Kallás afirmou que a discussão deve ser conduzida com base em evidências científicas, sem politização. Ele disse acreditar que a atual fase será superada e demonstrou expectativa de que a vacinação possa ser retomada após a conclusão das investigações. O Instituto Butantan reforçou que continuará colaborando com as autoridades sanitárias e mantendo seu compromisso histórico com a saúde pública brasileira.

Fonte: G1

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Saúde

Vacina da dengue do Butantan é suspensa, mas imunizados há mais de 21 dias seguem protegidos, diz diretor

por Redação 9 de junho de 2026

Pessoas que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan há mais de 21 dias podem ficar tranquilas quanto à proteção oferecida pelo imunizante. A afirmação foi feita pelo diretor do instituto, Esper Kallás, após a suspensão temporária da aplicação da vacina determinada pelo Ministério da Saúde.

Segundo Kallás, quem já foi vacinado pode contar com a eficácia observada nos estudos clínicos, que apontaram proteção de 65% contra a infecção por até cinco anos e de 80% contra formas graves da doença. Ele destacou que, após o período de 21 dias da aplicação, os benefícios da imunização superam as preocupações relacionadas aos casos sob investigação.

A suspensão ocorreu após o sistema de farmacovigilância registrar 42 eventos adversos graves entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas até 30 de maio, sendo 417 mil profissionais de saúde. Entre os casos, três foram considerados graves e dois evoluíram para óbito, ambos ainda investigados pelas autoridades sanitárias. Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, não há comprovação de relação direta entre a vacina e as mortes.

Entre janeiro e maio de 2026, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, equivalentes a 0,7% dos vacinados. Os 42 casos com sinais de alarme representaram 0,008% do total e incluíram sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Os episódios foram classificados como muito raros e não haviam sido identificados nos estudos clínicos nem descritos na bula.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas há menos de 21 dias observem sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral, comunicando imediatamente as autoridades de saúde em caso de reação.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única contra a dengue e também a primeira totalmente brasileira. Antes da aprovação, o imunizante foi testado em 16 mil participantes acompanhados durante cinco anos, com resultados publicados na revista científica Nature.

Enquanto Anvisa, Ministério da Saúde e Instituto Butantan aprofundam as investigações epidemiológicas, a aplicação da vacina permanece suspensa de forma preventiva. As autoridades reforçam que a medida não invalida os resultados de eficácia já demonstrados e que a continuidade da vacinação dependerá das evidências científicas obtidas nas análises em andamento.

Fonte: G1

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Saúde

Vacina da dengue do Butantan é suspensa após casos graves e mortes entrarem em investigação

por Redação 9 de junho de 2026

O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 casos de reações severas, incluindo duas mortes, que podem estar relacionados ao imunizante.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estados e municípios serão oficialmente comunicados para interromper o uso da vacina. Apesar da medida, as doses deverão permanecer armazenadas nas redes refrigeradas locais, já que a suspensão tem caráter temporário.

Além da interrupção da aplicação, o ministério iniciará uma busca ativa por novos relatos de eventos adversos. Municípios que utilizaram a vacina serão orientados a investigar possíveis casos relacionados ao imunizante e realizar as notificações necessárias. Também será implementado monitoramento ativo na rede hospitalar para casos de dengue em pessoas recentemente vacinadas, pacientes com sinais de alarme e registros de óbitos, com acompanhamento por lote, unidade ou território.

Paralelamente, seguem as investigações sobre os efeitos adversos graves e as duas mortes registradas. Até o momento, não há comprovação de relação causal entre a vacinação e os óbitos. A Anvisa notificou o Instituto Butantan e deverá convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica. O Butantan ficará responsável por analisar os dados disponíveis e fornecer novas informações às autoridades. O trabalho será realizado em conjunto pela Anvisa, Ministério da Saúde e Instituto Butantan.

Entre janeiro e 30 de maio de 2026, foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% dos vacinados. Desses registros, 42 apresentaram sinais de alarme, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos, representando 0,008% do total de imunizados. Três casos foram considerados graves. Uma mulher de 39 anos desenvolveu dengue grave com choque após a vacinação, precisou de internação em UTI e se recuperou. Já uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos evoluíram para quadros graves e morreram.

Para quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias, o Ministério da Saúde recomenda acompanhamento em uma unidade de saúde e atenção a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral.

A suspensão não afeta a vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, incorporada ao Programa Nacional de Imunizações no fim de 2023 e disponível gratuitamente no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Fonte: G1

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Saúde

Uma bactéria voltou ao centro de interdições de produtos no Brasil e levantou alerta científico

por Redação 3 de junho de 2026

A bactéria Pseudomonas aeruginosa voltou ao centro das atenções após ser associada a recentes medidas de interdição envolvendo produtos de consumo no Brasil, incluindo o recolhimento de detergentes e sabões da marca Ypê e a suspensão de um lote de água mineral Crystal, após atuação da Anvisa. O caso reacende o debate sobre como um micro-organismo pode sobreviver até mesmo em ambientes destinados à limpeza e consumo humano.

Especialistas explicam que a espécie possui um conjunto avançado de mecanismos de defesa que aumentam sua resistência a agentes químicos. Entre eles está a estrutura de membrana dupla típica das bactérias Gram-negativas, que funciona como uma barreira natural de baixa permeabilidade, dificultando a entrada de substâncias como detergentes.

Outro fator determinante é a formação de biofilmes, estruturas gelatinosas produzidas pelas próprias bactérias ao se fixarem em superfícies. Esse “aglomerado” cria uma espécie de barreira física que protege as camadas internas contra desinfetantes, variações ambientais e até respostas do sistema imunológico.

Além disso, a Pseudomonas aeruginosa conta com chamadas bombas de efluxo, proteínas capazes de expulsar substâncias tóxicas de dentro da célula antes que atinjam níveis letais. Esse mecanismo reduz a eficácia de produtos químicos e contribui para sua sobrevivência em ambientes hostis.

Pesquisadores ouvidos em reportagens científicas destacam ainda que o uso inadequado ou excessivamente diluído de detergentes pode favorecer a seleção de bactérias mais resistentes, criando um processo evolutivo de adaptação. Mutações, resistência genética já presente e troca de material entre bactérias ampliam essa capacidade de sobrevivência.

Apesar disso, especialistas reforçam que a bactéria não é invencível e pode ser eliminada por processos adequados de desinfecção, esterilização e saneamento. O risco maior está em ambientes hospitalares e em pessoas imunossuprimidas, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados, idosos e bebês.

Nesses grupos, a Pseudomonas pode causar infecções respiratórias, urinárias, de pele e até quadros graves como sepse. Em pessoas saudáveis, o sistema imunológico e a microbiota natural geralmente impedem a proliferação da bactéria antes que ela cause danos significativos.

Fonte: G1

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Saúde

Morte de influencer expõe ‘show dos hormonizados’ e acende alerta sobre anabolizantes nas redes

por Redação 2 de junho de 2026

Aplicações de hormônios diante das câmeras, relatos de ciclos de uso e transformações físicas acompanhadas por milhões de seguidores. O uso de anabolizantes deixou de ser um assunto restrito aos bastidores das academias e passou a ocupar espaço de destaque nas redes sociais, transformando-se em conteúdo de entretenimento e gerando preocupação entre especialistas.

O fenômeno ocorre em meio à forte expansão do mercado de hormônios no Brasil. Segundo dados apresentados pelo Fantástico, a venda legal de testosterona, uma das substâncias mais utilizadas como anabolizante, cresceu mais de 700% nos últimos sete anos.

O debate ganhou força após a morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Gumley, de 22 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo. Um laudo preliminar apontou morte súbita causada por um problema cardíaco, mas o resultado definitivo dos exames ainda é aguardado.

Conhecido inicialmente como “Bebezinho Natural”, Gabriel conquistou seguidores ao mostrar sua evolução física sem utilizar anabolizantes. Com o crescimento da popularidade, decidiu iniciar o uso de hormônios para acelerar os ganhos musculares e compartilhou essa mudança com o público. Em vídeos publicados nas redes, participou de programas fitness, comentou os produtos utilizados e chegou a receber aplicações de anabolizantes diante das câmeras em um ambiente descontraído.

O chamado “show dos hormonizados” também inclui conteúdos em que o uso de substâncias é tratado de forma humorística. Vídeos mostram participantes disputando quem consegue convencer jurados de que utiliza anabolizantes, enquanto termos como “tomar suco”, “ciclo” e “hormonizado” passaram a integrar o vocabulário de milhares de jovens que acompanham influenciadores fitness.

Especialistas alertam que essa abordagem contribui para normalizar práticas que podem trazer sérios riscos à saúde. O médico Luis Fernando Correia afirma que não há evidências científicas de uso seguro dessas substâncias e critica a forma como o tema é tratado nas redes.

Mesmo relatando aos seguidores que se sentia envelhecido após iniciar o uso dos hormônios e reconhecendo que a decisão poderia reduzir sua expectativa de vida, Gabriel continuou compartilhando sua transformação física. Após sua morte, amigos, atletas e criadores de conteúdo ouvidos pela reportagem afirmaram que não pretendem abandonar os anabolizantes, defendendo que seria possível reduzir riscos com o uso considerado “correto”.

No entanto, especialistas destacam que os hormônios podem provocar alterações cardiovasculares importantes, incluindo crescimento do músculo cardíaco e aumento da viscosidade do sangue, fatores associados a complicações graves. Para pessoas próximas de Gabriel, o caso também evidencia a pressão por audiência nas redes sociais, onde corpos cada vez mais musculosos costumam gerar mais visualizações e engajamento.

Fonte: FANTÁSTICO

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Saúde

Gordura no fígado pode evoluir silenciosamente; especialista alerta para sinais graves

por Redação 1 de junho de 2026

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, afeta cerca de 30% da população mundial e apresenta tendência de crescimento, segundo dados publicados pela Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas. A condição é considerada uma das principais causas de doenças e mortes relacionadas ao fígado.

De acordo com a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), a presença de gordura no fígado em sua forma simples raramente representa uma emergência. No entanto, alguns sintomas podem indicar que a doença evoluiu para estágios mais graves, como inflamação hepática ou cirrose, exigindo avaliação médica imediata.

Entre os principais sinais de alerta estão pele e olhos amarelados (icterícia), inchaço abdominal importante, confusão mental, sonolência excessiva, sangramentos frequentes ou aparecimento de manchas roxas pelo corpo e inchaço nas pernas.

Segundo a especialista, esses sintomas sugerem comprometimento avançado da função hepática e não devem ser ignorados. A progressão da doença pode ocorrer de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

A médica destaca que pessoas com fatores de risco devem realizar acompanhamento periódico, mesmo sem sinais aparentes da doença. Entre os grupos mais vulneráveis estão indivíduos com sobrepeso ou obesidade, diabetes ou pré-diabetes, colesterol ou triglicerídeos elevados e hipertensão arterial.

Além disso, alterações identificadas em exames de rotina ou sintomas persistentes também devem motivar uma avaliação especializada. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações graves e preservar a saúde do fígado.

Fonte: METRÓPOLES

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Canetas Emagrecedoras

Semaglutida brasileira terá teto igual ao Ozempic, mas EMS promete preço 30% menor

por Redação 1 de junho de 2026

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozivy e fabricada pela EMS, avançou mais uma etapa para chegar às farmácias. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, definiu o preço máximo que poderá ser cobrado pelo produto, estabelecendo o mesmo teto aplicado ao Ozempic e ao Wegovy.

O valor máximo para as canetas de 1,5 ml foi fixado em R$ 803,44 sem ICMS. Com a incidência de impostos estaduais, o preço final varia conforme a região. Em São Paulo, por exemplo, o teto pode chegar a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas alcança R$ 1.330,60. Já as versões de 3 ml terão preço máximo de R$ 1.399,72 sem impostos.

A definição do teto é uma exigência regulatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no país. A CMED enquadrou o Ozivy na categoria destinada a novas apresentações de medicamentos já existentes no mercado, permitindo que pratique os mesmos preços máximos dos produtos de referência.

Apesar disso, a EMS afirmou que pretende lançar o medicamento com preços cerca de 30% inferiores aos praticados pela concorrência. Considerando que versões de menor dosagem do Ozempic são encontradas atualmente por cerca de R$ 900, a expectativa é que o Ozivy seja vendido por aproximadamente R$ 630.

A empresa informou que divulgará na próxima semana o preço oficial de mercado e a data de chegada do medicamento às farmácias. Especialistas avaliam que o fim da exclusividade da patente da semaglutida pode ampliar a concorrência e contribuir para a redução dos preços no setor.

A Anvisa possuía até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, sendo o Ozivy o primeiro aprovado. A EMS recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, incluindo cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, individuais e em embalagens duplas.

Fonte: G1

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Saúde

Tratamento genético pode reduzir colesterol de forma permanente, dizem cientistas

por Redação 27 de maio de 2026

Um tratamento experimental de edição genética conseguiu reduzir drasticamente os níveis de colesterol LDL — conhecido como colesterol ruim — em um pequeno estudo preliminar divulgado nesta segunda-feira. Segundo os pesquisadores, a terapia pode oferecer uma prevenção definitiva contra doenças cardíacas após apenas uma única infusão.

O estudo foi publicado no The New England Journal of Medicine e analisou 35 pacientes com colesterol geneticamente elevado ou doenças cardíacas. Nos participantes que receberam a dose mais alta do tratamento, os níveis de LDL caíram em até 62%. Em parte do grupo, os resultados foram mantidos por pelo menos 18 meses.

A pesquisa ainda está em fase inicial e deverá envolver até 85 participantes antes de avançar para um estudo maior com 200 pacientes. Mesmo assim, especialistas classificaram os resultados como promissores.

A terapia utiliza uma técnica de edição genética que atua diretamente no gene PCSK9, responsável pela produção de uma proteína ligada ao acúmulo de colesterol no sangue. Após a alteração genética, o fígado passa a remover mais colesterol LDL da corrente sanguínea, mantendo os níveis baixos.

O estudo foi liderado pelo cardiologista Sekar Kathiresan, CEO da Verve Therapeutics, atualmente subsidiária da Eli Lilly. Segundo ele, o projeto foi motivado por seu histórico familiar de doenças cardíacas. O pai, a avó, o tio e o irmão sofreram ataques cardíacos, e o irmão morreu aos 42 anos.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que ainda são necessários mais dados de segurança. A FDA exige acompanhamento de pacientes submetidos a terapias genéticas por até 15 anos.

Hoje, o colesterol alto já pode ser tratado com estatinas e medicamentos injetáveis, mas muitos pacientes abandonam o tratamento. Estudos indicam que entre um terço e metade das pessoas param de usar remédios para colesterol em até um ano.

Uma das participantes do estudo, Alice Thomas, de 64 anos, contou que não conseguia tolerar estatinas e não tinha acesso aos medicamentos injetáveis pelo plano de saúde. Após receber a infusão experimental, seu colesterol LDL caiu de 190 para 50 em apenas duas semanas.

— Isso é ótimo. Uma única aplicação e tudo acaba — afirmou.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Anvisa aprova primeira semaglutida nacional após queda da patente do Ozempic no Brasil

por Redação 26 de maio de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira autorização para um concorrente nacional da substância desde o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.

A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic, usado no tratamento do diabetes tipo 2, e Wegovy, indicado para obesidade. Após a queda da patente, em março deste ano, farmacêuticas iniciaram uma corrida bilionária para disputar um dos mercados mais lucrativos da indústria farmacêutica.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de desenvolvimento abreviado, modalidade usada para substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia perante a Anvisa.

A aprovação acontece depois de meses de análise técnica. Até então, nenhum produto com semaglutida havia sido autorizado após o encerramento da exclusividade da Novo Nordisk. Em abril, a agência chegou a rejeitar pedidos por falhas em documentação e requisitos técnicos.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy foi aprovado em versões injetáveis para aplicação subcutânea, com diferentes volumes e acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas.

Apesar da autorização, o medicamento ainda não tem data oficial de lançamento. A EMS precisa concluir etapas comerciais, definição de preço, produção dos primeiros lotes e distribuição para farmácias.

A aprovação intensifica a disputa em um mercado que movimenta bilhões de reais e transformou as chamadas “canetas emagrecedoras” em fenômeno de consumo.

Levantamento do g1 apontou que ao menos 17 pedidos de medicamentos à base de semaglutida seguem em análise na Anvisa. Os processos começaram a ser protocolados ainda em 2023, antes mesmo do fim da patente.

A agência afirma que os produtos passam por avaliação rigorosa devido à complexidade da molécula, considerada uma fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos. Entre os critérios analisados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e estabilidade da substância.

Com a entrada de novos concorrentes, cresce a expectativa de redução gradual nos preços ao longo dos próximos anos. O Ministério da Saúde já indicou anteriormente que a ampliação de fabricantes pode aumentar o acesso aos tratamentos.

Enquanto isso, a própria Novo Nordisk começou a adotar estratégias comerciais para manter competitividade, incluindo ajustes de preços e condições especiais para produtos da linha Wegovy e Rybelsus.

O registro do Ozivy é válido até junho de 2036 e contempla quatro apresentações diferentes de solução injetável.

Fonte: G1

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