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Saúde

Canetas Emagrecedoras

Canetas emagrecedoras são vendidas ilegalmente nas redes sociais no Ceará

por Redação 12 de fevereiro de 2026

Com a popularização das canetas emagrecedoras, a venda irregular desses medicamentos tem crescido nas redes sociais, segundo reportagem da TV Verdes Mares. Perfis no Instagram e WhatsApp comercializam o produto em doses fracionadas, com preços que variam de R$ 150 a R$ 1.400.

Desde 2025, as canetas emagrecedoras foram aprovadas pela Anvisa para tratamento de diabetes e obesidade, mas somente com prescrição médica e em estabelecimentos autorizados, como farmácias e clínicas habilitadas. A comercialização irregular representa riscos à saúde, já que não há garantias sobre armazenamento adequado ou integridade do medicamento.

No Ceará, a fiscalização tem intensificado as ações. Ao longo de 2025, cerca de 2 mil canetas foram apreendidas no Aeroporto de Fortaleza. Somente em janeiro de 2026, a Receita Federal confiscou 1.842 ampolas em uma transportadora da cidade. Na terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem de 28 anos em Fortaleza com dez canetas emagrecedoras, documentos falsos, 31 cartões de terceiros e maquinetas de cartão. No fim de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal também apreendeu produtos contrabandeados do Paraguai.

A Anvisa alertou a população sobre os riscos do uso sem acompanhamento médico, destacando seis casos suspeitos de pancreatite aguda grave envolvendo medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida.

Reportagem identificou ainda perfis de influenciadores digitais vendendo o produto ilegalmente, com frases como: “Se você morrer, pelo menos morre magro. Morre feliz”. Uma nutricionista também oferecia os medicamentos, apesar de não estar autorizada e ter registro cancelado pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN-CE).

Especialistas reforçam que apenas o uso acompanhado por médicos e nutricionistas, com produtos adquiridos em estabelecimentos autorizados, garante segurança e evita riscos à saúde, incluindo perda de massa magra e deficiências nutricionais.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Canetas emagrecedoras: além da pancreatite, alertas sobre cegueira e cálculos na vesícula

por Redação 10 de fevereiro de 2026

Um alerta do Reino Unido no final de janeiro chamou atenção para efeitos raros associados ao uso de análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, incluindo Wegovy e Mounjaro, usados no tratamento da obesidade. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) informou que houve casos graves de pancreatite aguda relacionados ao medicamento, com 19 mortes e 24 episódios de pancreatite necrosante entre 2007 e outubro de 2025.

No Brasil, o sistema VigiMed da Anvisa registrou 145 notificações suspeitas de pancreatite entre 2020 e 2025, incluindo seis óbitos. Apesar disso, a agência reforça que os benefícios terapêuticos superam os riscos, desde que os medicamentos sejam usados conforme a bula e com acompanhamento médico. A Anvisa orienta procurar atendimento imediato diante de dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, sintomas sugestivos de pancreatite, e interromper o tratamento em caso de confirmação.

Além da pancreatite, outros efeitos raros incluem:

  • Neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), que pode levar à perda da visão. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) estima risco de 0,01% ao ano, e a Anvisa determinou que a reação seja incluída nas bulas do Wegovy, Ozempic e Rybelsus.
  • Colelitíase (pedras na vesícula), observada em 1,6% dos pacientes no caso do Wegovy.
  • Queda de cabelo, relatada em 2,5% dos usuários do Wegovy, geralmente leve e associada à perda de peso rápida.
  • Alterações de sensibilidade da pele, como parestesia, dor ou sensação de queimação, relatadas em menos de 3% dos casos.
  • Aspiração pulmonar, em situações de anestesia geral ou sedação profunda, demandando atenção médica para interrupção temporária do tratamento.

Fabricantes reforçam que pacientes com histórico de pancreatite ou fatores de risco devem ser monitorados de perto e alertam sobre a necessidade de interromper o tratamento caso surjam sinais de efeitos adversos.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Casos de pancreatite ligados a canetas emagrecedoras estão sob investigação

por Redação 10 de fevereiro de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou alerta sobre possíveis riscos associados ao uso de canetas para obesidade e diabetes, após notificações de pancreatite em pacientes que utilizavam medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. No Brasil, a agência investiga seis mortes suspeitas e mais de 200 casos relacionados ao pâncreas. Embora ainda não haja confirmação de relação direta de causa e efeito, o aumento das notificações motivou a manifestação da autoridade sanitária.

Especialistas apontam que diversos fatores podem estar relacionados aos casos: o perfil dos pacientes, que geralmente apresentam obesidade ou diabetes; a perda de peso rápida, que favorece a formação de cálculos biliares; efeitos dos medicamentos no sistema digestivo, incluindo a alteração do metabolismo de ácidos biliares; uso fora da indicação médica; e a circulação de produtos falsificados, cujas substâncias e doses são desconhecidas.

No Reino Unido, o alerta surgiu após 19 mortes associadas ao uso das canetas, com casos graves de pancreatite necrosante e fatal, segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA).

O endocrinologista Nelton Dornellas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica que a pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão responsável por produzir enzimas digestivas e hormônios como a insulina. “No Brasil, as causas mais comuns continuam sendo o consumo excessivo de álcool e cálculos na vesícula biliar. São quase 200 mil casos por ano”, afirma.

Segundo Dornellas, o mecanismo de ação das canetas, que retarda o esvaziamento gástrico e altera o metabolismo de ácidos biliares, combinado à obesidade e diabetes, pode aumentar a vulnerabilidade do pâncreas. A Anvisa recomenda a suspensão imediata do tratamento diante de suspeita de inflamação e o uso estritamente dentro das indicações aprovadas, sempre sob acompanhamento médico.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Pancreatite e canetas emagrecedoras: mortes suspeitas acendem alerta

por Redação 9 de fevereiro de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou 145 notificações suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil entre 2020 e 2025. Desse total, seis casos tiveram desfecho suspeito de morte, segundo o órgão. O risco da doença já consta como possível efeito adverso desses medicamentos e segue sob monitoramento no país e no exterior.

Levantamento obtido pelo jornal O GLOBO aponta que as notificações envolvem princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de pesquisas clínicas, o número total de notificações chega a 225 no período analisado.

Os registros fazem parte do sistema VigiMed, ferramenta utilizada pela Anvisa para acompanhar eventos adversos relacionados a medicamentos. De acordo com a agência, as seis notificações com óbito foram informadas pelos próprios notificadores e não configuram, necessariamente, casos comprovados.

A série histórica indica crescimento contínuo das notificações. Em 2020, houve apenas um registro. Em 2021, foram 21; em 2022, 23; em 2023, 27; e em 2024, 28. Já em 2025, o número saltou para 45, representando aumento de 60,7% em relação ao ano anterior.

Em nota, a Anvisa destacou que os dados se referem a suspeitas. “É importante destacar que os casos se referem a notificações de suspeitas relatadas para a Anvisa. Não podemos afirmar que se tratam de casos comprovados”, informou.

Os medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes já trazem em bula a possibilidade de ocorrência de pancreatite. No Brasil, esse risco consta nos documentos regulatórios aprovados pela agência. Segundo a Anvisa, a expansão do uso dessas canetas, impulsionada por prescrições fora da indicação original e pelo mercado ilegal, reforça a necessidade de prescrição responsável e acompanhamento médico contínuo.

No Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) emitiu alerta recente sobre o risco de pancreatite aguda grave associado a medicamentos como Mounjaro e Wegovy. Embora os casos severos sejam raros, a agência destacou que alguns episódios foram particularmente graves, orientando médicos e pacientes a redobrarem a atenção.

A pancreatite aguda é um processo inflamatório causado pela autodigestão do pâncreas pelas próprias enzimas. A doença pode se manifestar de forma leve ou grave. Nos quadros mais severos, há risco de falência de órgãos, como insuficiência respiratória e renal, além de sangramentos e complicações locais, como necrose e abscessos.

Entre os principais sintomas estão dor abdominal intensa na parte superior do abdômen, que pode irradiar para as costas, náuseas, vômitos, febre, taquicardia e desidratação. O tratamento consiste, principalmente, em estabilizar o paciente, com hidratação, controle da dor e monitoramento de complicações, podendo haver indicação cirúrgica em casos específicos.

Fonte: OGLOBO

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Intoxicação por Metanol

Estado de SP confirma 11ª morte por intoxicação causada por bebida adulterada com metanol

por Redação 18 de dezembro de 2025

O governo do estado de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (17), a 11ª morte por intoxicação causada pela ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. O novo óbito eleva para 51 o número de casos confirmados em todo o estado, segundo boletim oficial divulgado pelas autoridades de saúde.

A vítima mais recente é um homem de 62 anos, morador de São Bernardo do Campo, cuja morte foi registrada no dia 2 de dezembro. De acordo com a prefeitura do município, o paciente ficou internado por quase um mês no Hospital de Urgência da cidade, mas não resistiu às complicações provocadas pela intoxicação.

Ainda conforme a administração municipal, não foi possível identificar, junto à família, o local onde a bebida foi consumida. Quatro estabelecimentos chegaram a ser interditados preventivamente durante as investigações, mas já tiveram autorização para retomar as atividades. Em um deles, localizado no bairro Taboão, permanece a proibição da venda de bebidas destiladas.

O boletim estadual informa ainda que quatro mortes seguem sob investigação: uma em Guariba, de um homem de 39 anos; uma em São José dos Campos, de um paciente de 31 anos; e duas em Cajamar, envolvendo vítimas de 29 e 38 anos.

O metanol é um tipo de álcool utilizado para fins industriais, presente em solventes e produtos químicos. Quando ingerido, é altamente tóxico. No organismo, atinge inicialmente o fígado, que o converte em substâncias capazes de causar danos graves ao sistema nervoso, podendo provocar cegueira, coma, insuficiências renal e pulmonar e até a morte.

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), informou que as investigações continuam para identificar toda a cadeia de produção e distribuição das bebidas adulteradas. Desde o início dos casos, 46 pessoas foram presas por envolvimento na falsificação, totalizando 66 prisões realizadas em 2025.

As operações policiais resultaram na apreensão de cerca de 140 mil vasilhames, 22,5 mil garrafas e 481,5 mil itens usados na falsificação, como rótulos e lacres. Laudos do Instituto de Criminalística apontaram a presença de metanol em 19 garrafas analisadas, dentro de oito apurações confirmadas.

A Secretaria da Saúde reforça o alerta para que bares, comércios e consumidores redobrem a atenção quanto à procedência das bebidas alcoólicas. Em caso de sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, visão turva, convulsões ou alteração de consciência após o consumo de bebida, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Fonte: G1

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Procedimento Estético

Advogada sofre deformações no rosto após procedimento estético e dentista vira ré por lesão corporal gravíssima no Rio

por Redação 17 de dezembro de 2025

Um procedimento estético realizado em um consultório particular resultou em 12 dias de internação, risco de morte e deformações permanentes no rosto da advogada Eloah Teixeira Carneiro Lins, de 56 anos. O caso levou a Justiça do Rio de Janeiro a tornar ré a cirurgiã-dentista Cynthia Heckert Brito pelos crimes de lesão corporal grave e lesão corporal gravíssima.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público e aceita pelo juiz da 28ª Vara Criminal do Rio, que também determinou a suspensão das atividades profissionais da dentista relacionadas à harmonização facial até o trânsito em julgado do processo. Para o magistrado, há risco concreto de novas lesões a terceiros caso a profissional continue atuando.

Segundo a investigação, a platismoplastia, conhecida como lipo de papada, foi realizada em 25 de novembro de 2024. A advogada relatou que, já no dia seguinte ao procedimento, apresentou inchaço intenso, escurecimento da pele e sinais evidentes de complicações, comunicados à profissional responsável.

Dois dias depois, com o quadro agravado, Eloah retornou ao consultório, mas não recebeu, segundo ela, o atendimento adequado. Posteriormente, foi levada ao Hospital Rios D’Or, onde foi internada em CTI com risco de vida devido a um hematoma extenso que comprometeu vias aéreas e a base da língua.

O Ministério Público apontou imperícia na execução do procedimento e destacou que a cirurgia não está expressamente prevista no rol de técnicas autorizadas para a odontologia. A promotoria concluiu que houve dolo eventual e solicitou, além da condenação, indenização mínima de R$ 200 mil à vítima.

A defesa da dentista afirma que o ocorrido foi uma intercorrência clínica, risco inerente a procedimentos estéticos, e que não houve erro profissional. Cynthia Heckert Brito informou que vai recorrer da decisão judicial, que considera desproporcional.

Conselhos Federal e Regional de Odontologia informaram que a platismoplastia não consta oficialmente entre os procedimentos reconhecidos para a harmonização orofacial, embora também não exista vedação expressa. O tema segue em análise técnica e jurídica pelos órgãos competentes.

Fonte: G1

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Saúde

Ultraprocessados: como identificar esses alimentos e por que seus impactos no organismo vão muito além do imaginado

por Redação 12 de dezembro de 2025

Eles estão em praticamente todas as prateleiras do mercado e fazem parte da rotina alimentar de grande parte dos brasileiros: lanches embalados, bebidas prontas, barras “fit”, pães industrializados e produtos vendidos como “zero”, “light” ou “ricos em proteínas”. Mas, afinal, o que caracteriza um alimento ultraprocessado e por que seu impacto no corpo é tão preocupante?

Segundo a classificação NOVA, criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), os ultraprocessados representam o grupo mais artificial da cadeia de alimentos. São produtos que passam por manipulações intensas, com adição de substâncias que não fazem parte da cozinha tradicional, como emulsificantes, espessantes, aromatizantes, corantes, amidos modificados e óleos interesterificados.

A endocrinologista e metabologista Jéssica Okubo, da Clínica Sartor, explica que esses itens contêm quantidades mínimas de alimento de verdade. A chave para identificá-los está no rótulo: listas longas e repletas de nomes desconhecidos são sinal claro de ultraprocessamento. A nutricionista Mariana Ferrari, do Instituto Vencer o Câncer, destaca que ingredientes como gordura vegetal hidrogenada, aromatizante idêntico ao natural e estabilizantes são marcadores quase certos desta categoria.

Produtos que duram semanas sem estragar, têm textura idêntica lote após lote e são mais doces ou mais salgados do que versões caseiras também acendem alerta. Para o nutricionista Gustavo Corrêa, mais de cinco ingredientes já sugerem preocupação — principalmente quando são impronunciáveis.

Os impactos dos ultraprocessados no organismo vão muito além do excesso de açúcar, gordura e sódio. Por serem altamente palatáveis e fáceis de mastigar, reduzem a sensação de saciedade e favorecem o consumo automático e exagerado. Isso leva ao ganho de peso e aumenta o risco de diabetes, hipertensão e alterações metabólicas.

O efeito no cérebro também é significativo: a combinação industrial de açúcar, gordura e aditivos intensifica a liberação de dopamina, reforçando o desejo por mais comida, mesmo sem fome. Além disso, estudos mostram alterações nos hormônios da fome e saciedade — como aumento da grelina e redução de GLP-1 e PYY — resultando em apetite maior e ingestão calórica elevada.

Outro ponto crítico é o impacto intestinal. A nutricionista Mariana Ferrari ressalta que emulsificantes podem enfraquecer a barreira de muco protetora do intestino, permitindo a passagem de substâncias inflamatórias para a corrente sanguínea. Isso gera inflamação sistêmica de baixo grau, desregula o metabolismo e pode contribuir para resistência à insulina. Esse processo também influencia o cérebro, afetando foco, humor e sensibilidade ao estresse.

Pesquisas ainda apontam presença aumentada de compostos nocivos, como acrilamida — formada em processos industriais de aquecimento e associada a riscos carcinogênicos — e bisfenol, presente em embalagens e capaz de interferir em hormônios.

Os efeitos são ainda mais intensos em crianças e adolescentes, cujos cérebros e microbiotas estão em formação. Dietas ricas em ultraprocessados podem afetar o desenvolvimento cognitivo, o comportamento, o sono e aumentar o risco de doenças metabólicas no futuro.

Entre os “inocentes” que o consumidor costuma ignorar estão iogurtes ditos “fit”, barrinhas de cereal com xaropes, pães de forma integrais cheios de emulsificantes, requeijões, leites vegetais com estabilizantes e snacks saudáveis embalados.

Não existe quantidade considerada segura — a recomendação é reduzir ao máximo. A proteção vem de uma alimentação baseada em alimentos in natura, capaz de compensar consumos ocasionais desses produtos.

Especialistas sugerem iniciar mudanças com substituições simples: trocar o pronto pelo “quase pronto”, preparar pequenos lotes de comida em casa, adotar temperos frescos, manter opções rápidas e naturais à mão e, sobretudo, ler os rótulos. Com planejamento, escolhas mais saudáveis deixam de ser esforço e se tornam parte da rotina.

Fonte: G1v

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Canetas Emagrecedoras

Canetas emagrecedoras falsificadas provocam reações graves e expõem risco crescente à saúde

por Redação 11 de dezembro de 2025

Relatos recentes revelam um cenário alarmante envolvendo a venda e o uso de canetas emagrecedoras clandestinas no Brasil. Pacientes têm apresentado reações severas após aplicações de suposta tirzepatida — substância presente no medicamento Mounjaro — adquiridas fora dos canais oficiais e sem qualquer garantia de procedência. A popularização dos injetáveis para perda de peso, aliada à busca por resultados rápidos e preços mais baixos, tem impulsionado um mercado paralelo que opera sem controle sanitário.

O chef Paulo Marin, de 50 anos, é um dos casos mais marcantes. Após ser atendido por alguém que se apresentava como médico, em um consultório improvisado e sem qualquer exibição de frascos, lotes ou receita, ele recebeu aplicações semanais por R$ 250. As reações foram imediatas: náuseas intensas, tontura, vômito e hematomas. Em uma tentativa anterior, ao usar a chamada “caneta do Paraguai”, acabou hospitalizado após fortes sintomas gastrointestinais.

Especialistas afirmam que os riscos começam muito antes da aplicação. Análises laboratoriais detectaram purezas extremamente baixas — entre 7% e 14% — em produtos vendidos como tirzepatida, quando o medicamento original exige 99%. Foram identificadas substâncias desconhecidas, falta de esterilidade e até presença de sibutramina, proibida para uso injetável. A manipulação regular é permitida no país, mas exige uma série de critérios rígidos, como insumo rastreável, ambiente estéril, produção individualizada e prescrição médica — exigências que o mercado clandestino simplesmente ignora.

O resultado são reações imprevisíveis no organismo: vômitos persistentes, desidratação, febre, manchas pelo corpo, surtos psicóticos, diverticulite, taquicardia e risco de infecção sistêmica. Em casos extremos, pode haver risco de morte. A aposentada Ivete de Freitas, 69 anos, relata que, ao aplicar um frasco supostamente importado da Argentina, seu corpo ficou tomado por placas vermelhas em poucos minutos — sintomas que se repetiram e se agravaram nas aplicações seguintes.

Entre os riscos menos visíveis está o atraso no tratamento adequado. Quem usa produtos falsificados acredita estar sob efeito terapêutico, enquanto diabetes ou obesidade seguem sem controle — aumentando complicações cardiovasculares e metabólicas.

A fabricante do Mounjaro, Eli Lilly, alerta que não autoriza manipulação, revenda a granel ou frascos multidoses. Segundo a empresa, qualquer solução líquida comercializada como tirzepatida fora dos canais oficiais deve ser tratada como falsificação. Análises recentes identificaram desde substâncias desconhecidas até ausência total do princípio ativo.

O avanço desse mercado paralelo preocupa médicos e autoridades sanitárias, que reforçam a importância da prescrição médica, da compra exclusiva em canais regulamentados e da denúncia de irregularidades. Para especialistas, o aumento de casos graves é um alerta de que a busca pelo emagrecimento rápido tem se tornado uma porta de entrada para riscos sérios e muitas vezes irreversíveis.

Fonte: G1

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SaúdeVacina contra a Dengue

Vacina contra a dengue do Butantan começa a ser aplicada em janeiro em profissionais da saúde e adultos de 59 anos

por Redação 9 de dezembro de 2025

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), o início da estratégia de imunização com a nova vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, primeira dose única do mundo e produzido integralmente no Brasil, começará a ser aplicado a partir de janeiro do próximo ano em grupos prioritários. As doses serão distribuídas exclusivamente pelo SUS, com oferta ampliada a partir de 2026, quando o primeiro lote, com 1,3 milhão de unidades, será disponibilizado.

Segundo o Ministério da Saúde, terão prioridade na vacinação os trabalhadores da Atenção Primária de todo o país e adultos de 50 a 59 anos, com início pelos mais velhos e expansão progressiva para faixas etárias menores. A vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e será inicialmente destinada aos profissionais que atuam diretamente na rede básica.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que a campanha deve começar até o final de janeiro. A estimativa considera a ampliação gradual da produção do Butantan e a entrega de novas remessas ao longo do ano. O planejamento também prevê que, conforme a disponibilidade das doses aumente, a vacinação avance para o público geral.

Um estudo clínico específico para pessoas com mais de 60 anos também será iniciado no início do próximo ano, após autorização da Anvisa. A ampliação da vacinação para esse público dependerá dos resultados da análise.

Desde 2024, o Brasil já oferece outra vacina contra dengue pelo SUS, aplicada em adolescentes de 10 a 14 anos. Mais de 7,4 milhões de doses da vacina japonesa foram aplicadas, e a estratégia continuará vigente, paralelamente ao novo imunizante do Butantan, destinado a pessoas de 15 a 59 anos.

O Ministério da Saúde informou ainda que parte das doses será utilizada para avaliar o impacto da imunização em Botucatu, no interior de São Paulo, onde há predominância do sorotipo DENV-3. Aproximadamente metade da população de 15 a 59 anos deverá receber a vacina. Outros municípios com cenário epidemiológico semelhante também podem ser incluídos.

De acordo com a Anvisa, a vacina do Butantan apresentou 74,7% de eficácia contra dengue sintomática em pessoas entre 12 e 59 anos e 89% de proteção contra casos graves. Mesmo com a redução de 75% nos registros da doença em 2025, o Ministério reforça que ações preventivas seguem essenciais, como eliminar recipientes com água parada, instalar telas de proteção e manter reservatórios limpos.

Fonte: G1

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Saúde

Losartana vicia? Por quanto tempo pode tomar? Genérico mais vendido do Brasil escancara problema de saúde pública

por Redação 5 de dezembro de 2025

A losartana, hoje o genérico mais vendido do país, ultrapassando até analgésicos populares, tornou-se símbolo de um problema crescente na saúde pública brasileira. O medicamento, amplamente utilizado para tratar hipertensão, reflete um cenário marcado por sedentarismo, má alimentação, noites mal dormidas e diagnóstico tardio — fatores que explicam a elevada prevalência da doença no Brasil, onde três em cada dez adultos têm pressão alta.

Especialistas afirmam que o avanço do uso do remédio não decorre apenas do envelhecimento da população. Para o cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a expansão revela falhas nos cuidados primários e na prevenção. O cenário se tornou ainda mais sensível após a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, de 2025, que ampliou o grupo de risco ao classificar 12×8 como pré-hipertensão.

A losartana age bloqueando a ação da angiotensina II, substância que contrai vasos sanguíneos e eleva a pressão. Sua eficácia, baixo custo e distribuição gratuita no SUS impulsionam sua adesão. Mas especialistas reforçam: ela não cura a doença, apenas controla os níveis de pressão — e não “vicia”, podendo ser utilizada por toda a vida com segurança, desde que com orientação médica.

O cardiologista Márcio Sousa, do Instituto Dante Pazzanese, destaca que a losartana é apenas uma das três principais classes usadas no tratamento da hipertensão, ao lado de diuréticos e bloqueadores de canais de cálcio. Embora popular, não é necessariamente a melhor opção para todos os pacientes. Medicamentos mais modernos da mesma classe, como candesartana e omesartana, têm ação prolongada e facilitam a adesão por exigirem apenas uma dose diária.

Apesar da eficácia, a utilização indiscriminada gera riscos. Muitos pacientes começam a tomar o remédio sem diagnóstico adequado, o que pode mascarar problemas como apneia do sono, estenose de artéria renal ou distúrbios hormonais. Especialistas reforçam que tratar a pressão não é tratar a causa, e que o risco cardiovascular precisa ser avaliado de forma ampla, considerando peso, sono, estresse, glicemia e colesterol.

Sobre segurança, os médicos afirmam que o uso contínuo da losartana é seguro quando o medicamento é fabricado por laboratórios confiáveis. Os recalls de 2018, relacionados a lotes contaminados por nitrosaminas, foram resultado de falhas industriais já corrigidas; análises recentes do INCQS apontaram ausência de contaminação em 2025.

Para além do remédio, o combate eficaz à hipertensão depende de medidas sustentáveis, como reduzir o sal, aumentar o consumo de potássio, praticar exercícios, dormir bem, controlar o peso, reduzir álcool e gerenciar o estresse. Segundo os especialistas, a principal ameaça não é o medicamento, mas a ideia de que ele substitui mudanças de estilo de vida e acompanhamento regular.

Fonte: G1

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