Brasileira com dupla identidade foge e evita julgamento por homicídio em Portugal

por Redação

Teve início em Portugal o julgamento de um homem acusado de assassinar um idoso de 85 anos que estava sob seus cuidados e de sua companheira brasileira. A mulher, identificada como Sandra e também denunciada pelo Ministério Público (MP), teria fugido do país e não compareceu ao julgamento em Braga.

A brasileira, de 50 anos, possui passaporte português com o nome Kadijah, identidade que teria adotado após a união com o acusado. Segundo as autoridades, ela é apontada como corresponsável pelo crime.

O réu, o argelino Salah, afirmou no início do julgamento que “só ajudou a esconder o cadáver”, conforme noticiado pelo jornal O Minho.

A vítima, António Santos, estava sob os cuidados do casal, que atuava de maneira informal no atendimento a idosos, após indicação de uma associação. O crime ocorreu em 2024, em Esposende, nos arredores do Porto.

De acordo com a investigação, a conta bancária do idoso foi movimentada após o crime, com saques que totalizaram € 2,5 mil (cerca de R$ 15 mil). A polícia passou a desconfiar do casal quando ambos compareceram a uma delegacia para registrar o suposto desaparecimento da vítima, versão que não convenceu os investigadores.

Preso em janeiro de 2025, Salah nega participação no homicídio. No julgamento, além de responsabilizar a companheira, afirmou que a filha da brasileira teria conhecimento do crime.

A investigação do MP aponta ainda que o casal teria obrigado a menina a comprar ferramentas para ocultação do corpo.

A família de António Santos pede que o acusado seja condenado por homicídio qualificado e pague € 150 mil (cerca de R$ 927 mil) de indenização. Em Portugal, a pena máxima para esse tipo de crime é de 25 anos de prisão.

Fonte: OGLOBO

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