Mais um brasileiro morreu no conflito entre Rússia e Ucrânia. O paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas, foi morto após ser atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, no leste do país. A informação foi confirmada pelo jornal O GLOBO com base em dados preliminares.
De acordo com as informações apuradas, Adriano não morreu em combate corpo a corpo, mas em um ataque indireto, tipo de ação que tem se mostrado uma das mais letais da guerra. Esse tipo de ofensiva ocorre à distância, por meio de artilharia pesada, mísseis e bombardeios, ampliando os riscos mesmo para combatentes que não estão na linha de frente.
Em publicação nas redes sociais, Anderson Crepaldi destacou que a morte do brasileiro evidencia a realidade enfrentada por voluntários estrangeiros no conflito. Segundo ele, esses combatentes vivem expostos a um ambiente de alta letalidade, com armamentos pesados e marcada pela imprevisibilidade constante.
Em nota enviada ao O GLOBO, o Ministério das Relações Exteriores informou que, oficialmente, há registro de 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia.
O episódio reforça características da guerra moderna, marcada pelo uso intensivo de artilharia de longo alcance e ataques capazes de atingir alvos a grandes distâncias, com elevado poder destrutivo. Nesse contexto, mesmo combatentes que atuam fora do confronto direto seguem sob ameaça permanente.
Na semana passada, cidades ucranianas foram alvo de um dos maiores ataques dos últimos meses. Cerca de 500 drones e mísseis russos atingiram prédios e infraestruturas essenciais, como usinas termelétricas e redes de transmissão de energia. Além do volume, os bombardeios recentes têm empregado armamentos cada vez mais sofisticados, com alto potencial de destruição, mortes e intimidação da população civil.
Fonte: OGLOBO