Briga marcada na internet termina em morte de estudante e condenação de mãe e filho a quase 70 anos

A Justiça condenou mãe e filho a quase 70 anos de prisão pela m0rt3 de um estudante de 14 anos em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O crime, ocorrido em fevereiro de 2024, teve origem em uma briga iniciada na internet e terminou com um ataque na porta de uma escola estadual.

Maria Renata de Merces Rodrigues foi condenada a 40 anos de reclusão, enquanto Kaio Rodrigues Matos recebeu pena de 29 anos e 7 meses. Ambos foram responsabilizados por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. A mãe também foi condenada por corrupção de menores. As defesas informaram que vão recorrer da decisão, alegando necessidade de revisão na dosimetria das penas.

Segundo as investigações e relatos apresentados no julgamento, a confusão começou após uma discussão em uma live nas redes sociais. O conflito evoluiu para troca de mensagens e o agendamento de uma briga na saída do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no bairro Calixtópolis. No dia do crime, uma aglomeração se formou no local, onde a violência acabou fugindo do controle.

De acordo com a polícia, Maria Renata estava com um martelo e Kaio portava uma faca. Três adolescentes foram atingidos durante a briga. Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, não resistiu, enquanto outros dois jovens, de 12 e 15 anos, sobreviveram após serem internados em estado gravíssimo.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da confusão. Após o crime, Maria Renata e seus filhos foram levados à Central de Flagrantes. Na ocasião, Kaio afirmou que o irmão mais novo vinha sendo ameaçado por estudantes da escola.

Durante a leitura da sentença, que ocorreu após cerca de 12 horas de julgamento, o juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende destacou a gravidade da situação e fez um apelo à reflexão. “Se vocês tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje”, afirmou.

Além das penas de prisão, os condenados deverão pagar R$ 150 mil à família da vítima e R$ 75 mil para cada um dos adolescentes que sobreviveram. A Secretaria de Educação de Goiás informou, à época, que a briga ocorreu fora do ambiente escolar e por motivos pessoais, mas que medidas de segurança foram acionadas assim que o caso chegou à direção.

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