Canetas emagrecedoras são vendidas ilegalmente nas redes sociais no Ceará

por Redação

Com a popularização das canetas emagrecedoras, a venda irregular desses medicamentos tem crescido nas redes sociais, segundo reportagem da TV Verdes Mares. Perfis no Instagram e WhatsApp comercializam o produto em doses fracionadas, com preços que variam de R$ 150 a R$ 1.400.

Desde 2025, as canetas emagrecedoras foram aprovadas pela Anvisa para tratamento de diabetes e obesidade, mas somente com prescrição médica e em estabelecimentos autorizados, como farmácias e clínicas habilitadas. A comercialização irregular representa riscos à saúde, já que não há garantias sobre armazenamento adequado ou integridade do medicamento.

No Ceará, a fiscalização tem intensificado as ações. Ao longo de 2025, cerca de 2 mil canetas foram apreendidas no Aeroporto de Fortaleza. Somente em janeiro de 2026, a Receita Federal confiscou 1.842 ampolas em uma transportadora da cidade. Na terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem de 28 anos em Fortaleza com dez canetas emagrecedoras, documentos falsos, 31 cartões de terceiros e maquinetas de cartão. No fim de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal também apreendeu produtos contrabandeados do Paraguai.

A Anvisa alertou a população sobre os riscos do uso sem acompanhamento médico, destacando seis casos suspeitos de pancreatite aguda grave envolvendo medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida.

Reportagem identificou ainda perfis de influenciadores digitais vendendo o produto ilegalmente, com frases como: “Se você morrer, pelo menos morre magro. Morre feliz”. Uma nutricionista também oferecia os medicamentos, apesar de não estar autorizada e ter registro cancelado pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN-CE).

Especialistas reforçam que apenas o uso acompanhado por médicos e nutricionistas, com produtos adquiridos em estabelecimentos autorizados, garante segurança e evita riscos à saúde, incluindo perda de massa magra e deficiências nutricionais.

Fonte: G1

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