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Categoria:

Economia

Economia

Carne pode ficar mais cara no Brasil por causa do tarifaço?

por Redação 31 de julho de 2025

A carne está entre os alimentos alvos da tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre as vendas brasileiras para os Estados Unidos. A medida entra em vigor no dia 6 de agosto.

➡️ Mas, afinal, o tarifaço vai afetar o consumidor brasileiro? Não diretamente. A sobretaxa será paga por empresas dos EUA que comprarem produtos feitos no Brasil. E, para alguns desses itens, encaixados numa lista de exceções, ela será de 10%, e não 50%.

Indiretamente, porém, pode existir um impacto no supermercado. Se os compradores americanos não quiserem pagar a mais pelos alimentos brasileiros, uma queda nas vendas para os EUA poderia afetar os produtores. Por consequência, o tarifaço reforçaria tendências já em andamento nos valores do Brasil.

Em relação a carne, economistas e especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o preço pode até cair no início do tarifaço, com uma demanda menor dos EUA. Mas deverá subir depois, por causa da redução no abate de animais, o que já era esperado e deve ser intensificado com o tarifaço.

A carne não deve ficar mais barata no Brasil por causa do tarifaço. Pelo contrário: o preço pode subir, já que o número de abates deve cair no segundo semestre, segundo Wagner Yanaguizawa, especialista em proteína animal do Rabobank.

Essa alta já era esperada: mesmo sem o tarifaço, os pecuaristas já estavam segurando mais fêmeas para reprodução.

Mas uma possível queda nas vendas para os EUA pode fazer com que os produtores também separem menos animais para a engorda e para o abate.

Isso já está acontecendo em relação aos animais que seriam enviados para os EUA, diz Cesar de Castro Alves, gerente de Consultoria Agro do Itaú BBA.

Os EUA são o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, responsáveis por 12% das vendas, ficando atrás apenas da China, que compra quase metade do que é vendido no exterior.

De acordo com Alves, os americanos compram, principalmente, a parte dianteira do boi, usada em hambúrgueres. As outras partes dos animais já são enviadas para outros países ou ficam no mercado interno.

Yanaguizawa acredita ser possível redirecionar parte desses produtos para outros países, como o Egito, que tem tido um aumento de demanda.

O Brasil tem uma vantagem: países concorrentes, como EUA e Austrália, também reduziram a produção por causa de problemas sanitários, como doenças.

Mas, antes de os preços subirem, pode haver um curto período de queda para o consumidor brasileiro, aponta o analista do Itaú BBA.

Isso porque a China, principal cliente da exportação, está pressionando para o Brasil baixar seus preços, e isso pode frear temporariamente as exportações.

O custo da ração também diminuiu. O preço do boi gordo, animal pronto para o abate, caiu 7,21% em um mês, até o dia 29 de julho, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Fonte: G1

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Economia

Preço do café sobe 81% ao consumidor em um ano, mas começa a cair no campo

por Redação 26 de junho de 2025

O preço do café continua subindo para o consumidor, mas no campo as cotações começaram a cair em março, após o início da colheita no Brasil.

Na prévia da inflação de junho, o café moído foi o segundo item que mais pesou na inflação do mês, depois da energia elétrica, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (26).

Em relação a maio, o preço do café subiu 2,86%. Mas no acumulado em 12 meses até junho, já encareceu 81,6%.

No campo, a cotação média mensal do café arábica, que é o mais consumido e produzido no Brasil, caiu 17% em junho em relação a fevereiro, quando o preço bateu recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) (veja gráfico abaixo).

A tendência é de que a queda de preços no campo comece a chegar ao consumidor no segundo semestre, mas de forma lenta e gradual, segundo economistas ouvidos pelo g1.

Preço do café ao consumidor
Analistas dizem que o início da queda de preços do café para o consumidor começa este ano, mas tende a ganhar intensidade em 2026, caso não haja problemas na safra.

O repasse de preços do campo até o supermercado costuma demorar, explicam.

Desde março, porém, a inflação do café já vem diminuindo o ritmo de alta mês a mês, segundo o IBGE.

“Existe um tempo entre o processo de colher o café, de secar, de beneficiar, até chegar na mão da indústria para ser torrado, embalado para, só depois, ser distribuído para os mercados”, explica Fernando Maximiliano, analista da consultoria StoneX Brasil.

A colheita de café no Brasil começou em março e vai até setembro.

“Em um horizonte de 60 a 90 dias, a gente pode começar a esperar uma transferência de preço mais expressiva para o consumidor”, diz o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

Maximiliano tem uma avaliação semelhante. Ele afirma que a inflação do café vai começar a cair mês a mês, mas ainda terá alta no acumulado em 12 meses.

Ou seja, o produto vai continuar caro, mesmo com o início de um alívio nos preços.

Para Cogo, o café só vai baratear mais no supermercado em 2026, ano para o qual se espera um crescimento maior da safra do Brasil.

Por que as cotações no campo caíram?
As cotações no campo começaram a cair após o início da colheita no Brasil, em março, e com a expectativa de uma melhora na safra dos países do Sudeste Asiático, como o Vietnã e a Indonésia, diz Cogo.

A baixa também vem sendo provocada por uma redução do consumo de café no Brasil, puxada pelo encarecimento do produto.

A tendência é que o preço da saca vendida pelo produtor continue diminuindo com o avanço da colheita, cujo pico acontece agora em junho e julho.

Café robusta x arábica
Maximiliano, da StoneX Brasil, detalha que o aumento da safra de café robusta é o principal fator por trás da queda das cotações. Segundo a Conab, a safra atual dessa espécie deve crescer 28% em relação ao ciclo anterior.

Já o desenvolvimento das plantações de arábica foi prejudicado por secas, em um ano em que a colheita já seria naturalmente menor. Com isso, a produção deve cair 6,6% nesta safra em relação à anterior.

Por que preço bateu recorde no início do ano?
No dia 12 fevereiro deste ano, a cotação diária do café arábica chegou a R$ 2.769,45, um recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), iniciada em 1996.

Já a maior cotação diária do robusta foi atingida em 23 de janeiro, quando bateu R$ 2.102,12.

Maximiliano explica que isso aconteceu porque o Brasil exportou mais que o normal em 2024, o que fez o país entrar em 2025 com baixos estoques.

“A gente viu a exportação ultrapassando 50 milhões de sacas, em um ano em que a produção não foi tão abundante”, diz.

“Houve problemas na produção do Vietnã e um impacto geopolítico da guerra no Oriente Médio”, diz.

“Depois que começou a guerra entre o Hamas e Israel, os Huthis, grupo do Iêmen que apoia o Hamas, passaram a atacar navios no Mar Vermelho, região que é a rota do café da Ásia para a Europa”, detalha o especialista da StoneX Brasil.

Com isso, os europeus passaram a comprar mais café do Brasil.

Além disso, no final de 2024, era esperado que entrasse em vigor uma lei europeia que bloqueia exportações de áreas desmatadas, o que fez com que muitas empresas do continente antecipassem importações, diante de incertezas sobre a aplicação da legislação.

A implementação da lei acabou sendo adiada para o final de 2025.

O preço também aumentou porque a indústria começou a estocar menos café, principalmente depois da disparada das cotações, diz o analista da StoneX Brasil.

Além disso, os preços futuros do grão estão menores do que os atuais, o que desincentiva a formação de estoques.

Fonte: G1

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Economia

Governo revoga parte de decreto que subiu IOF após repercussão negativa

por Redação 23 de maio de 2025

O governo Lula revogou parte do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado nesta quinta-feira entre as medidas para cumprir as regras fiscais, informou o Ministério da Fazenda.

A pasta estimava uma arrecadação de R$ 20 bilhões e de R$ 40 bilhões em 2026, mas não se sabe agora quanto será. A medida foi parte do ajuste nas contas anunciado à tarde pela equipe econômica, que prevê ainda congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas programadas para 2025.

Um dos pontos que foi revogado em uma reunião às pressas na noite de ontem, como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, é o item que passou a cobrar o imposto em remessas de fundos de investimento para o exterior. De forma geral, o Ministério da Fazenda uniformizava a alíquota incidentes nessas operações em 3,5%, incluindo sobre remessas para fundos, o que hoje é zero.

O ministério disse que isso foi revogado após “diálogo e avaliação técnica”.

A medida foi mal-recebida pelo mercado porque diversos fundos diversificaram suas aplicações ao enviar recursos para o exterior. É um dinheiro de pessoas residentes no Brasil. É estratégia de vários fundos de investimento multimercado aplicar fora do país.

Uma aumento de imposto seria de zero para 3,5% em cada remessa seria um desincentivo para qualquer aplicação.

A Fazenda disse que, quanto ao item relacionado ao IOF sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas previsto, será incluído no decreto o esclarecimento que, remessas destinadas a Investimentos continuarão sujeitas à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações. “Este é um ajuste na medida — feito com equilíbrio, ouvindo o país, e corrigindo rumos sempre que necessário”, diz a nota.

De acordo com um técnico do governo, o decreto foi reavaliado “item a item”. Para isso, o Palácio do Planalto chamou uma reunião às pressas na noite desta quinta com os ministros da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Instituicionais, Gleisi Hoffmann; da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira; e técnicos jurídicos e da equipe econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já estava fora de Brasília quando o encontro foi marcado. Ele costuma passar as sextas-feiras em São Paulo.

Outro ponto que preocupa o Planalto, mas que segue com aumento de imposto, é sobre compras no exterior. Nas operações com cartão de crédito, débito e pré-pago internacional, a alíquota era de 6,38% até 2022, quando o governo Jair Bolsonaro anunciou um plano de redução gradual, para chegar a zero até o fim da década. Neste ano, por exemplo, a taxa já estava em 3,38%. Agora, será ligeiramente maior, de 3,5%.

Fonte: OGLOBO

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Economia

Preço do tomate sobe 32,67% em abril e responde sozinho por 18,6% da alta do IPCA-15 no mês

por Redação 25 de abril de 2025

O preço do tomate subiu 32,67% em abril, segundo a prévia da inflação oficial do governo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No índice como um todo, os preços de alimentação e bebidas tiveram alta de 1,14% em abril.

Com o desempenho, o tomate foi o principal impacto de alta individual na taxa de 0,43% do IPCA-15 no mês, com 0,08 ponto percentual. Isso significa que o item respondeu, sozinho, por 18,6% da taxa.

Este foi o segundo mês seguido de aumento de dois dígitos no preço do tomate, já que em março avançou 12,57%.

O movimento de alta do tomate, no entanto, se dá mais no curto prazo. No resultado acumulado em 12 meses até abril, o preço sobe 3,93%. Até março, havia queda de 7,66%.

Especialistas apontam fatores climáticos para explicar a alta recente nos preços do tomate. Calor intenso dos últimos acelerou a maturação do tomate nos últimos meses, o que aumentou a oferta. Só que esse processo se reverteu mais recentemente. Além disso, chuvas em algumas regiões prejudicaram a qualidade do alimento.

Fonte: GLOBO RURAL

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Economia

ICMS sobre importados on-line sobe em dez estados a partir de amanhã, entenda

por Redação 31 de março de 2025

As compras de produtos importados em sites de e-commerce, como Shopee, Shein e AliExpress vão pagar mais tributos a partir de amanhã, dia 1º de abril. O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cobrado sobre compras internacionais vai subir para 20% em dez estados.

Além disso, já há a chamada “taxa da blusinha”, imposto federal que incide sobre compras internacionais com valor até US$ 50.

Por que o ICMS sobre importados vai subir?
Os estados e o Distrito Federal fecharam, no ano passado, um acordo que permitiu subir a alíquota sobre remessas importadas de até US$ 3 mil de 17% para 20%. O objetivo, de acordo com o Comitê Nacional de Secretarias de Estado da Fazenda (Comsefaz), é “garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil”, de acordo com nota divulgada em dezembro.

Com isso, dizem os estados em nota, a ideia é “estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço”.

Isso, porém, não foi automático. Em estados em que o teto do ICMS geral é de menos de 20%, isso dependia de aprovação de um decreto do governador ou de lei local. Dessa forma, dez estados terão alíquotas maiores.

Estados que optaram por elevar o ICMS para 20%:

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe


Estados em que a alíquota permanece 17%

  • Amazonas
  • Amapá
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Pará
  • Pernambuco
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Tocantins


Como é hoje?
As importações realizadas a partir do Regime de Tributação Simplificada (RTS) são tributadas pelo ICMS, que atualmente tem alíquota uniforme de 17%, independentemente de a compra ser efetuada em sites certificados pela Receita Federal no Programa Remessa Conforme ou não.

O RTS vale para a importação de encomendas internacionais com valor aduaneiro (soma dos bens + frete + seguro) de até US$ 3.000, destinados a pessoas físicas e jurídicas.

Além do ICMS, as compras internacionais feitas em e-commerces de Remessa Conforme e destinadas a pessoas físicas pagam também o Imposto de Importação (a “taxa da blusinha”), alterado em agosto do ano passado. Para compras em que o valor aduaneiro for de até US$ 50 a alíquota é de 20%. Já quando o valor for maior que US$ 50, a alíquota é de 60%.

Como vai ser?
Em dez estados, o ICMS será majorado para 20% para esse tipo de compra on-line. Assim, consumidores irão pagar o Imposto de Importação — que pode ser de 20% ou 60%, a depender do valor da compra — mais 20% de ICMS.

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Economia

Preço máximo de medicamentos sobe nesta segunda

por Redação 31 de março de 2025

Os preços dos medicamentos terão reajuste a partir desta segunda-feira (31). A mudança foi oficializada após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

O valor, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico. O impacto, no entanto, não é imediato e pode demorar até ser sentido pelo consumidor (entenda a seguir).

O ajuste médio permitido pela CMED, neste ano, é de 3,83%. No entanto, os medicamentos são separados em diferentes grupos e cada um deles tem sua própria taxa máxima para reajuestes.

As faixas são as seguintes:

Agora, os fornecedores de medicamentos (fabricantes, distribuidores, lojistas) podem ajustar os preços de seus medicamentos da seguinte forma:

Nível 1: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado;
Nível 2: alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado;
Nível 3: alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado.
Para o aumento ter validade, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização para CMED.

Por lei, a apresentação do Relatório de Comercialização é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos.

O documento precisa conter os dados de faturamento e a quantidade vendida. Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, as empresas podem ter punições.

Além disso, as empresas que possuem registro de medicamentos devem divulgar amplamente os preços de seus produtos em mídias especializadas de grande circulação.

Vale lembrar que o setor de comércio varejista deverá manter listas atualizadas dos preços dos medicamentos à disposição dos consumidores e dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.

A divulgação do Preço Máximo ao Consumidor deve incluir os diferentes preços, que são resultados da incidência das cargas tributárias do ICMS, que variam conforme os estados de destino.

Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios. Porém, o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores.

O fornecedor é responsável por fixar os valores de cada medicamento colocado à venda, respeitados os limites legais e as estratégias diante da concorrência.

A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de “aumentos abusivos”.

Impacto pode demorar para chegar ao consumidor

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.

Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED.

“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, diz Mussolini.

“É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde”, acrescenta.

A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital.

Indústria em alerta

O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor.

O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria.

“Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, diz o dirigente.

Fonte: G1

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Economia

Banco Central deve anunciar o quinto aumento seguido da taxa básica de juros nesta quarta

por Redação 19 de março de 2025

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, deve anunciar após reunião no fim da tarde desta quarta-feira (20) o quinto aumento seguido desde setembro do ano passado da taxa básica de juros da economia brasileira. A elevação da Selic deverá atingir 1 ponto percentual, passando dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano, como foi sinalizado no último encontro do comitê.

Com isso, a taxa vai atingir o maior patamar registrado desde outubro de 2016. A expectativa agora do mercado é em relação ao comunicado, que pode indicar até quando irá o ciclo de alta.

A reunião é a segunda com o comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que tomou posse no começo do ano, e com os diretores indicados pelo governo Lula.

O ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a elevação foi de 0,50, passando para 11,25%, e chegou a 12,25% em dezembro. Em janeiro deste ano, houve outra alta de 1 ponto percentual, e a taxa chegou a 13,25% ao ano.

O aumento da Selic é uma forma de controlar a inflação. Quando os juros aumentam, o crédito fica mais caro, desestimulando a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

“A decisão será condizente para a convergência da inflação para o redor da meta e a ancoragem das expectativas. Para reiterar esse firme compromisso, esperamos altas adicionais de 0,50 ponto percentual em maio e 0,25 ponto percentual em junho para fechar 2025 em 15% ao ano”, afirma Everton Gonçalves, diretor de economia, regulação e produtos da ABBC.

Para Arnaldo Lima, economista e RI da Polo Capital, depois desse aumento, o Copom deverá fazer mais dois ajustes nas reuniões de maio e junho, finalizando o ciclo de aperto monetário em 15%.

“O Comitê deve destacar que, apesar do aperto monetário já implementado, o mercado de trabalho continua aquecido, impulsionando o consumo e elevando a pressão sobre os preços, especialmente no setor de serviços. Além disso, o aumento dos preços de alimentos e combustíveis adicionam fatores de risco ao quadro inflacionário”, afirma Lima.

Meta de inflação
A meta do Banco Central é de inflação de 3% no ano, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação oficial do país, foi de 1,31%, maior índice para o mês desde 2003, acumulando nos últimos 12 meses 5,06%.

Na ata da sua última reunião, o Copom afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação.

Taxa de câmbio
No entanto, com a queda do dólar, que fechou a R$ 5,67 nesta terça-feira (19), na sexta sessão consecutiva de recuos, houve melhora no cenário para a inflação.

“Projetamos a taxa Selic em 15,50% em junho, após altas de 1,00, 0,75 e 0,50 ponto percentual nas próximas três reuniões do Copom. Se a taxa de câmbio ficar relativamente estável nos próximos meses e a desaceleração econômica se intensificar, o Copom poderá aumentar sua taxa básica de juros pela última vez em maio (ao invés de junho)”, afirma relatório da equipe da XP.

Entenda a Selic
A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

Fonte: r7

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BrasilEconomia

Com comida cara, brasileiros apelam para carcaça de frango e espinha de porco: ‘A gente inventa’

por Redação 12 de março de 2025

“Driblar os preços.” É assim que Ionara de Jesus, de 43 anos, tenta explicar sua única estratégia para alimentar a casa onde vive com três filhos, de 24 (uma moça acamada), 15 e 13 anos, no Parque Santo Antônio, na periferia de São Paulo. Enquanto a DW atravessa os corredores de um supermercado do bairro da Zona Sul com ela, porém, dá para ver que, com a atual inflação, os dribles estão sendo menos possíveis.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação dos alimentos chegou a 7,69% no ano passado – um valor bem acima do 1,11% registrados em 2023. No acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 12 meses até fevereiro, houve uma pequena desaceleração em comparação com janeiro (7,49%), mas seguiu em alta 7,12%.

Realidades como a de Ionara têm preocupado o governo federal desde o fim de 2024, mas, depois que atingiram a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se transformaram num verdadeiro entrave. Na última investida, há alguns dias, o Planalto retirou impostos de importação de alguns produtos básicos, como café, açúcar, azeite de oliva e sardinha.

“Ainda que uma inflação de alimentos caia, inevitavelmente, na conta de qualquer governo, fato é que a atual administração tem pouca responsabilidade no que está acontecendo”, explica o economista André Braz, do FGV-Ibre, no Rio de Janeiro.

Segundo Braz, a alta no preço dos alimentos se deve a fatores que vão de resquícios da pandemia de covid-19 a questões climáticas, que fizeram produtos como o café e o azeite dispararem, por exemplo. “A única coisa que podemos culpar esse governo é pela valorização do dólar causada pela incerteza fiscal”, continua.

Mudança no carrinho
Vinculada há cerca um ano ao POT (Programa Operação Trabalho), da prefeitura de São Paulo, desde que ficou viúva, Ionara de Jesus recebe R$ 1.500 mensalmente – um salário mínimo – fazendo algumas atividades esporádicas do projeto, como fiscalizar barracas de feiras de rua ou tecer tapetes.

Como a renda não é suficiente para alimentar a família o mês inteiro, ela confia em doações de cestas básicas para completar a despensa. No bairro, esse circuito é intermediado pelo Instituto Josefina Bakhita, ligado à ONG Ação da Cidadania, sediada no Rio de Janeiro.

“Algumas coisas que eram comuns na mesa daqui, como café ou ovos, por exemplo, viraram artigos de luxo nos últimos meses”, lamenta a diretora da entidade, Marisa Munção, lembrando do aumento de 50% do primeiro no acumulado de 12 meses registrado em janeiro e de mais de 40% no preço do segundo em fevereiro.

É por isso que ali, diante das gôndolas, os “dribles” de Ionara têm que ser certeiros. Um deles é no feijão que, ao invés do tipo tradicional (R$ 7 por quilo), agora ela substitui pelo fradinho, quase pela metade do preço. “E eu vou adicionando água toda vez que requento a panela. Vai rendendo mais”. Depois, diante das farinhas de trigo, ela corre para pegar um pacote, explicando que, com ele, dá para “inventar” um tipo de “bolinho de chuva” que sempre ajuda a matar a fome.

Outro “drible” é sobre o café que, vendido por R$ 32 em uma embalagem de 500 gramas, é trocado há alguns meses por uma caixinha de chá – dessa vez, de capim-santo, mas podia ser de camomila, diz Ionara. Mudar o sabor é um jeito de burlar o desejo. “Estamos aprendendo a depender menos de cafeína”, sorri, encabulada. Alguns minutos depois, quando ela retorna involuntariamente ao corredor do produto, revela à DW outra estratégia recente. “A gente reveza lá em casa: cada dia um de nós toma café. Daí o pacote dura mais.”

Já alguns itens que faziam parte da compra doméstica – ultraprocessados, como bolachas e salgadinhos, mas também laticínios, como iogurtes e queijos – foram sumariamente tirados da lista. “Se não sobra dinheiro nem para comprar fruta na feira, como vou comprar essas coisas?”, questiona.

Carcaça de frango e suã de porco
A advogada Léa Vidigal, que acabou de lançar o livro Direito Econômico e Soberania Alimentar, lembra como, em meio à alta no preço dos alimentos, o risco de que famílias mais pobres tenham um acesso precário às proteínas se intensifica, “o que é grave, porque a falta delas tem uma série de prejuízos à formação das crianças, por exemplo”, observa. “A desigualdade se mede muito pela qualidade dos alimentos que as pessoas das diferentes classes comem.”

Na casa de Ionara, a presença diária de carne vermelha na mesa cessou há mais ou menos seis meses, quando o preço dos bovinos disparou além do que ela podia pagar. Segundo o IBGE, essa elevação foi de mais de 20% só em 2024. Hoje, entre dois e três dias da semana, ela e os filhos comem apenas arroz e feijão, sem nada mais.

“Eles não gostam de salsicha”, lamenta, contando que, com o ovo mais caro, ela perdeu um dos substitutos comuns das classes mais baixas diante da impossibilidade de comer carne.

Mas Ionara tem outras estratégias: uma é a carcaça de frango, que não se vende no supermercado, mas é facilmente encontrada em granjas do bairro. Custa cerca de R$ 30 e pesa em torno de 4 kg. “E daí a gente inventa, né? Faz uma sopa, refoga, cozinha uma canja, e ela vai durando umas duas semanas. Às vezes até mais.”

Outra é a espinha do porco, que se encontra nos açougues pelo nome de suã. É uma mistura de osso, carne e gordura suína. Ionara o encontra por R$ 10 o quilo. “A gente faz a festa com isso! “, sorri de novo. Com as doações dando conta do suprimento de carboidratos (macarrão, arroz, farinha), uma vez ou outra ela tem conseguido comprar ovos ou até mesmo peças bovinas, como acém (R$ 32 o quilo). “Mas o dinheiro ainda é muito pouco.”

De fato, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), uma cesta básica em São Paulo estava custando cerca de R$ 851 em janeiro deste ano – ou 56% de um salário mínimo. Segundo o Dieese, diante da inflação, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.156,15.

Boi por frango
Do outro lado da metrópole, mas ainda na periferia – no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte -, a casa do motorista de aplicativo Luiz Benedito, de 40 anos, também está comendo diferente há alguns meses. Nela vivem, além dele, a esposa, Suelen Camargo, de 36 anos, e os dois filhos, uma garota de 13 anos e um menino de 3. Na pandemia, Luiz trocou um emprego estável em uma construtora civil, de ajudante de pedreiro, pelas longas jornadas diárias ao volante. Valeu a pena, ele acredita. “Meu salário mais do que dobrou”, revela, contente. Hoje, sua renda fica em torno de R$ 4 mil.

No entanto, assim como Ionara, não está dando para comer carne bovina todos os dias. “Basicamente comemos só frango agora”, conta Luiz, defronte à estufa do açougue de um pequeno mercado da região. Do outro lado do balcão, o açougueiro ouve a conversa com a reportagem e adiciona: “Não é só ele. Todo mundo está fazendo isso aqui agora.”

“É que, além de ser mais barato, o frango tem mais proteína do que qualquer carne vermelha”, prossegue Luiz. “Minha esposa está até aproveitando o momento para emagrecer.”

Os rendimentos um pouco mais altos dão a ele algumas alternativas impossíveis a quem tem uma renda semelhante a de Ionara. O café, por exemplo, não rareou, porque “como a gente é pobre desde sempre, não se importa muito com rótulo. É sempre o mais barato mesmo”, diz enquanto coloca no carrinho um pacote que, na promoção, sai por R$ 25 o quilo. A mesma coisa com o arroz: ele e Suelen tinham uma marca preferida que, no ano passado, chegou a custar R$ 40. “Não dava para comprar. A gente trocou por outra. [A qualidade] Era pior, mas a conta fechava.”

Processados, porém, entraram em uma negociação tensa com os filhos, que antes consumiam iogurtes, salgadinhos e cereais com frequência. Hoje, como a compra básica do mês ficou mais cara, sobra pouco dinheiro para esse tipo de item, e a saída têm sido regulá-los. “Tem dia que tem e tem dia que não tem. Paciência.”

Na avaliação de André Braz, do FGV-Ibre, há uma explicação econômica central para isso: o fato da comida ter pesos diferentes nos orçamentos domésticos. “As classes mais altas, além de protegidas da inflação pelos rendimentos de todos os seus investimentos, comprometem sua renda com uma cesta maior de consumos, que vão dos serviços a bens duráveis”, diz. “Mas, quanto menor a renda, menos espaço para outra despesa que não seja comer. Logo, se a pessoa só compra comida, ela só pode sentir a inflação da comida.”

Uma estratégia comum para lidar com isso é recorrer a compras por atacado. Com os alimentos mais caros, Luiz, por exemplo, mudou recentemente de hábito para produtos de limpeza ou de higiene pessoal: duas vezes por mês, ele vai a mercados atacadistas, que se tornaram populares nas periferias de São Paulo, em busca de grandes embalagens. Lá ele compra detergente, água sanitária, desinfetante e xampu. Os galões variam entre 5 e 10 litros.

“É um dilema, porque, de um lado, você precisa ter o dinheiro ali na hora para pagar. Nem sempre a gente tem, né? Mas, por outro, eles rendem por muito mais tempo em casa. Alguns até mais, porque a gente joga água para durar mais um pouco.”

“Suco está com preço de vinho”
Na casa da gestora de marketing Marcella Dragone, 40 anos, na Vila Madalena, região famosa pelos bares e restaurantes da Zona Oeste de São Paulo, a comida chega de diversos lugares. Um açougue entrega periodicamente as carnes para alimentação da família, composta por Marcella, a filha, de 7 anos, e o marido, que gerencia a área de atendimento de um banco. Um serviço por assinatura supre os orgânicos, dos quais ela não abre mão desde que a garota nasceu – e que ficou mais caro no começo de 2025. O que falta ela costuma comprar em um hortifruti perto de casa, e é ali onde sente a inflação dos alimentos na pele. “Mas eu não faço muita conta”, admite.

Quando o preço aperta, a solução tem sido comprar “sob demanda” – caso de salames e presuntos crus que, antes, estavam sempre à mão na despensa. “Agora só compramos essas coisas quando vamos receber alguém em casa, amigos ou familiares.” Em outros momentos, ela troca as marcas de antes. “Nesse caso, não precisa deixar de consumir: é só baratear o próprio produto”, explica.

O iogurte, por exemplo, foi um dos substituídos: saiu um fabricante importado cujo pote de 200 gramas custa R$ 32 – “uma fortuna!”, exclama Marcella – por vários copinhos de uma conhecida marca nacional, cerca de R$ 2 cada. A mesma coisa com o suco de uva que, até alguns meses atrás também tinha rótulo certo, independente do custo.

“Mas o suco está com o preço do vinho agora”, comenta ela. Na geladeira do hortifruti se vê, enorme, o valor de R$ 32. “Custava R$ 20 até alguns dias atrás!”. A solução está logo ali: a bebida feita pelo próprio supermercado – e de sabor laranja, “que está saindo mais em conta”. O preço, no dia em que conversou com a DW, estava em R$ 15.

Mas Marcella não abre não de comer alimentos saudáveis. “Antes de ser mãe, eu não tinha problema em comer ultraprocessados, mas agora não entram em casa de jeito nenhum”, revela. É por isso que alguns itens permanecem na lista apesar de estarem bem mais caros. Além do leite integral, é o caso dos próprios orgânicos, por exemplo, que chegam à sua casa semanalmente.

Em janeiro, segundo o IPCA, só a cenoura disparou 36%, enquanto o tomate, 20%. A explicação, por ora, está nas safras. “Alimentos in natura são mais sensíveis às variações climáticas, e o verão é especialmente ruim nesse sentido, porque ou chove muito ou o calor é forte”, explica Braz.

Na rotina apressada dela – e do marido -, comer fora não é trivial: acontece entre duas e três vezes por semana, principalmente por delivery. Segundo a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (FHORESP), essa chamada “alimentação fora do lar” subiu 6,29% em 2024. Uma taxa alta, mas ainda assim menor que a inflação dos alimentos em geral. “Às vezes, parada no trânsito, eu já vou pedindo alguma coisa ou até fazendo mercado.”

Algumas estratégias de Marcella até se assemelham à de Luiz, da Vila Nova Cachoeirinha, e até às de Ionara, no Parque Santo Antônio. Com o primeiro, ela divide a ideia de adquirir embalagens grandes de produtos de limpeza – e até pelos mesmos motivos: rendimento e preço. Uma diferença é que, no caso dela, a compra é feita por uma plataforma online, que também entrega no seu domicílio. O hábito, adquirido na pandemia, permaneceu. “Praticidade também não abro mão.”

E como Ionara, Marcella tem a mesma estratégia de substituição de carne bovina por suína, mas na ordem do filé mignon, porque se o vermelho sai por R$ 127 o quilo – quase 8% de um salário mínimo -, o de porco custa menos de R$ 35, “e é tão saboroso e nutritivo quanto o outro”, observa.

Fonte: UOL

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Economia

Economia do Brasil cresce, mas baixo poder de compra assola opinião popular: ‘Tudo muito caro’

por Redação 7 de março de 2025

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) confirma que a economia brasileira cresceu em 2024. A atividade teve alta de 3,4%, o maior aumento desde 2021 – quando o crescimento foi fruto da retomada pós-impactos da pandemia de Covid-19.

O desemprego, por sua vez, atingiu a menor taxa média para o ano desde que o IBGE começou a calcular esse índice, em 2012. Os dados mostram que o país nunca teve tantas pessoas trabalhando ao mesmo tempo, e que o rendimento médio real desses trabalhadores também cresceu.

Mas a sensação é diferente nas ruas. Mesmo com a inflação sob certo controle, o sentimento da população é de que o salário está apertado para comprar o básico. “Está tudo muito caro, né?”, comenta a aposentada Lucrécia de Andrade ao g1.

Uma pesquisa do Datafolha de janeiro deste ano mostra que o otimismo do brasileiro para 2025 recuou para o menor patamar desde 2020. Menos da metade dos entrevistados acredita que a população pode ter uma situação melhor neste ano.

Nos últimos dois meses, a aprovação do governo Lula (PT) caiu de 35% para 24%. Segundo o Datafolha, é o pior nível de aprovação em todos os três mandatos do presidente, e a reprovação também é recorde.

Para especialistas ouvidos pelo g1, esse cenário é consequência da inflação, mais especificamente do aumento do preço dos alimentos.

Entenda os números da inflação
Em 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 4,83%. Comparado a 2023, quando o indicador foi de 4,62%, há pouca diferença. Mas o segredo está nos detalhes.

O segmento que puxou a alta no ano passado é um dos que faz o brasileiro mais sentir no bolso: os alimentos.

“De 2020 até 2024, o preço dos alimentos subiu 55%. Nesse mesmo período, o IPCA avançou 33%. Isso mostra o quanto os alimentos subiram acima da inflação média. O problema é que os salários são corrigidos pela inflação média”, explica Braz, do FGV IBRE.

Depois de aumentos expressivos durante e depois da pandemia, o subgrupo Alimentação no domicílio teve apenas uma leve deflação em 2023, com queda de 0,52%. O recuo não foi suficiente para reduzir de forma significativa o preço dos alimentos in natura.

Mas tudo piorou em 2024, com uma forte alta de 8,23% do subgrupo, que bateu em cheio no consumidor. Pior: o destaque ficou com as carnes, que subiram mais de 20% no ano.

A economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria, fez um estudo para entender como a inflação tem pesado no bolso da população, calculando quanto sobra no orçamento do brasileiro depois que ele paga suas contas básicas, como comida, remédios, transporte e despesas de moradia.

A pesquisa levou em conta o peso que cada produto ou serviço costuma ter no orçamento das pessoas, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, cruzando com a inflação de cada um deles, mês a mês.

O resultado foi que a renda disponível para as famílias após pagar pelo básico diminuiu, de 42,4% em dezembro de 2023 para 41,9% no mesmo período em 2024.

E esse número é bastante diferente dependendo da faixa de renda da família. Para a população das classes D e E, o gasto com itens essenciais comprometeu quase 80% da renda no ano passado.

“Realmente, a renda do brasileiro aumentou, a gente teve ganhos reais, mas a gente está olhando uma renda média, né? E não necessariamente a renda média vai falar de todo o Brasil”, pontua a especialista.

“Então, a gente calculou essa renda disponível para mostrar um pouco dessa percepção. Aumentou a renda, mas calma lá. A parte que puxa para baixo esse poder de compra, que são os preços, também está aumentando.”

Os motivos por trás da alta de preços
O alto preço dos alimentos observado atualmente é resultado de uma série de aumentos acumulada desde 2020, na pandemia de Covid-19, explica André Braz.

Segundo ele, vários fatores ajudaram a pressionar a inflação nos últimos anos, que ocorreram em momentos em que a oferta de produtos não acompanha a demanda.

Para o economista, as questões climáticas que pressionaram a inflação não podem ser tão atribuídas à competência do governo. Mas a alta do dólar, sim.

“E essa desvalorização nos penaliza de duas maneiras: encarece tudo o que a gente importa, e a gente importa azeite, trigo […] E estimula muito as exportações. Quanto mais a gente exporta, menos alimentos sobram aqui no Brasil e o preço acaba subindo”, detalha Braz.

Problema para Lula, Biden e mais
Um levantamento da Quaest divulgado no último dia 26 aponta que o terceiro governo Lula é reprovado por 50% ou mais dos eleitores nos oito estados pesquisados.

Na Bahia e em Pernambuco, estados onde o presidente venceu as eleições em 2022, a desaprovação do governo superou a aprovação pela primeira vez, com queda de mais de 15 pontos das avaliações positivas.

Para o cientista político Christopher Garman, diretor-executivo da consultoria Eurasia, “a queda da aprovação do presidente Lula se deve exclusivamente ao preço dos alimentos”, em especial aos aumentos no segundo semestre de 2024.

“Quando a gente olha quais são os segmentos do eleitorado em que a aprovação do presidente caiu mais, são os que ganham menos de dois salários mínimos, mulheres e o eleitorado Nordeste, segmentos mais sensíveis ao preço de alimentos”, justifica.

Esse mesmo fenômeno também foi observado em outras eleições ao redor do mundo. Segundo o especialista, o custo de vida foi o que levou muitos candidatos a não conseguirem se reeleger, casos dos Estados Unidos, de países da Europa, da Índia e da África do Sul, por exemplo.

“No caso de Joe Biden, os dados econômicos dos EUA estavam indo bem. O PIB estava indo bem, o desemprego estava baixo e a inflação estava caindo, mas o que importa é o estoque acumulado de aumentos de preços, e o estoque estava muito ruim.”

Fonte: G1

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Economia

Preço dos ovos dispara: entenda a crise que atinge o Brasil e os EUA

por Redação 20 de fevereiro de 2025

O preço do ovo dispara e bate recordes. Nos Estados Unidos e no Brasil, os consumidores estão vendo o custo com a proteína subir quase 50%, pesando no orçamento. Nesta quinta-feira (20/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os valores atuais da cartela de ovos como absurdos e disse que não é possível controlar os preços do dia para a noite.

De olho nos preços dos ovos
A gripe aviária é a principal responsável pela crise do ovo nos Estados Unidos, onde o setor tem sofrido com problemas de abastecimento. No Brasil, o alcance da gripe aviária, pelo menos até o momento, tem sido limitado.

Os casos registrados até o momento pelo Ministério da Agricultura se concentram em aves silvestres e em planteis de criação doméstica. Não há registros de infecção em granjas comerciais, um diferencial sanitário que tem sido usado pelo Brasil como diferencial para conquistar mercados à medida que a doença avança pelo mundo.

No entanto, ainda assim, o preço dos ovos disparou no país. Em janeiro, o produto chegou a aumentar até 40% em algumas regiões brasileiras, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No mercado brasileiro, o comportamento dos preços reflete uma escassez de oferta e um fortalecimento da demanda pela proteína.

Ao produtor, a alta do ovo foi significativa. Em Bastos, no interior de São Paulo, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou a caixa com 30 dúzias do ovo branco valendo R$ 149,99 no dia 2 de janeiro deste ano. Em 19 ne fevereiro, o valor bateu 208,99, variação de 45,14%. Em 19 de fevereiro de 2024, o preço pago ao produtor era de R$ 169,16 a caixa.

Os ovos vermelhos acompanharam a tendência. No dia 2 de janeiro, comprar do produtor uma caixa com 30 dúzias custava R$ 167,12. No dia 19 de fevereiro, R$ 240,94, aumento de 44,17%. No dia 19 de fevereiro de 2024, a cotação média era de R4 197,17 a caixa.

No atacado da Região Metropolitana de São Paulo, a referência do Cepea mostra uma alta de 45,18% no período, com a caixa de 30 dúzias saltando de R$ 151, 62 no dia 2 de janeiro para R$ 220,13 no dia 19 de fevereiro. O ovo vermelho passou de R$ 172,08 para R$ 251,02 no período, valorização de 45,87%.

Por que o ovo está mais caro no Brasil?
O Cepea explica que, no ano passado, a produção de ovos aumento 10,5% apenas entre janeiro e setembro. Para o início deste ano, os produtores acabaram controlando um pouco mais a oferta, considerando que a procura é menor. Com o retorno do período letivo nas escolas do país, a demanda sobe, levando à alta nos preços.

“A expectativa é de que continue em preços mais elevados até o período de Quaresma, em que tradicionalmente já tem uma demanda elevada. Após a Quaresma é que vamos poder observar se esse patamar vai se manter”, explicou a pesquisadora Cláudia Scarpellin, à Globo Rural.

A Quaresma é um período de 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e a semana da Páscoa. Tradicionalmente, o consumo de carnes diminui, abrindo espaço para outras proteínas. O ovo é uma delas. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne a indústria do setor, este é um dos fatores que levam a crer que a atual alta da cartela de ovos é sazonal, e que os preços tendem a baixar.

Em comunicado, a entidade avalia que a comercialização do produto ganhou força depois de um prolongado período de preços baixos. E explica que, além da demanda típica para a época do ano, o consumidor vem substituindo a carne vermelha pelas brancas e pelo ovo.

A ABPA pontua que o custo de produção na avicultura de postura aumentou nos últimos oito meses. Houve uma elevação de 30% no preço do milho e de mais de 100% nos custos de insumos de embalagens. Além disso, a elevação das temperaturas afeta diretamente a produtividade das aves.

A Associação pontua ainda que a oferta interna não é reduzida, uma vez que o volume exportado atualmente pelo Brasil é inferior a 1% das 59 bilhões de unidades projetadas para a produção de 2025, com um consumo per capita de 272 unidades — 40 a mais que a média global.

Crise do ovo nos EUA
Nos Estados Unidos, a principal explicação para a alta do ovo é um problema de abastecimento. No fim de janeiro, uma dúzia custava US$ 7,24 em Nova York e US$ 8,35 na Califórnia. Na média nacional o valor era de US$ 5,80, ou R$ 33, segundo dados do Instituto de Estatísticas Trabalhistas dos EUA.

A crise do ovo no território americano está associada ao avanço da gripe aviária H5N1, variante com alto potencial transmissivo. Variantes da doença foram identificadas em outros animais, como vacas leiteiras, e até mesmo em humanos. Dados do governo americano apontam que, só em janeiro, 18,8 milhões de poedeiras morreram por causa da doença, o maior número em um único mês em quase três anos.

Com a redução dos planteis, a produção de ovos foi diretamente afetada no curto prazo, situação que deve durar pelo menos por mais alguns meses, considerando a necessidade de reposição das poedeiras nas granjas. O consumidor americano deverá continuar vendo o ovo mais caro nas gôndolas. Nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o preço deve subir em torno de 20% em 2025.

Diante da situação, o órgão do governo americanos já revisa suas projeções para o segmento. Em relatório divulgado nesta semana, o USDA aponta que o consumo médio per capita de ovos em 2025 deve ficar em 207,7 unidades, ou 22,6 dúzias. Em dezembro de 2024, a produção americana foi calculada em 652,8 milhões de dúzias, queda de 3,7% em comparação com o mesmo mês em 2023.

Em 2024, a produção de ovos de mesa nos Estados Unidos totalizou 7,75 milhões de dúzias, 1,4% em relação a 2023. Para 2025, a projeção é de nova queda. O volume deve ser de 7,65 milhões de dúzias, 1,3% a menos que no ano passado. Um reflexo direto da diminuição dos planteis nas granjas.

Desde fevereiro de 2022, os plantéis americanos perderam 116,9 milhões de poedeiras. “Embora a indústria tenha conseguido substituir muitas dessas aves perdidas ao longo do caminho, o estoque de poedeiras em primeiro de janeiro de 2025 ainda estava 27,3 milhões de aves a menos da mesma medida de estoque no primeiro de janeiro de 2022”, diz o USDA, em relatório.

Para 2025, o Departamento projeta uma produção de 1,31 milhões de dúzias de ovos para incubação, incluindo tanto para frangos de corte quanto para aves de postura. O volume é 2,6% superior ao registrado em 2024.

As exportações de ovos do Brasil, aliás, estão em alta. E a situação atual pode trazer novas oportunidades de mercado para o setor. Com a crise de abastecimento nos Estados Unidos, produtores e empresas de todo o mundo estão mais atentos a possível espaço no mercado americano.

O Brasil, além do diferencial de não ter granjas comerciais atingidas pela gripe aviária, tem capacidade de atender a uma eventual demanda externa adicional sem comprometer o abastecimento interno, avalia a ABPA. O que precisa é garantir o acesso, já que não há protocolo sanitário bilateral que permita os embarques.

Fonte: GLOBO RURAL

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