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Economia

Economia

Alimentos disparam e pressionam inflação: tomate sobe mais de 20% e pesa no bolso do brasileiro

por Redação 10 de abril de 2026

Os preços dos alimentos registraram forte aceleração em março e se tornaram o principal fator de pressão sobre a inflação no país. Segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (10), a inflação oficial subiu 0,88% no mês, puxada pela alta de 1,56% nos alimentos — bem acima dos 0,26% registrados em fevereiro.

O avanço foi liderado pela alimentação no domicílio, que saltou de 0,23% para 1,94%. Entre os principais vilões estão itens básicos do dia a dia: o tomate disparou 20,31%, seguido pela cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e carnes (1,73%). Por outro lado, alguns produtos registraram queda, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

Apesar desses itens concentrarem o maior impacto no índice geral por serem amplamente consumidos, as maiores altas percentuais foram observadas em produtos como cenoura e abobrinha. Já entre as quedas mais expressivas estão o abacate e a laranja-baía.

Além dos alimentos, o grupo Transportes também teve forte influência na inflação. Os preços subiram 1,64% em março, ante 0,74% em fevereiro, impulsionados principalmente pelos combustíveis, que avançaram 4,47%. A gasolina teve papel central: após queda de 0,61% em fevereiro, subiu 4,59% em março, sendo o item que mais impactou o IPCA, com 0,23 ponto percentual.

O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% para 13,90%, enquanto o etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%. Diante desse cenário, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter os preços, com custo estimado em R$ 30,5 bilhões.

Nos serviços de transporte, as passagens aéreas continuam subindo, embora em ritmo menor — de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano avançaram 1,17%, refletindo reajustes em cidades e mudanças em políticas de gratuidade. Já táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%) tiveram aumentos mais moderados.

O cenário reforça a pressão sobre o custo de vida, com alimentos e combustíveis liderando a alta e afetando diretamente o orçamento das famílias.

Fonte: G1

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Economia

Preço do querosene de aviação sobe e passagens aéreas podem subir até 20%

por Redação 2 de abril de 2026

Especialistas alertam que a alta do querosene de aviação (QAV) pode elevar os preços das passagens aéreas em até 20%. A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras, refletindo a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo Andre Castelini, sócio da Bain&Company, “os gastos para transportar um passageiro por quilômetro vão aumentar aproximadamente 20%, já que quase metade das despesas das companhias aéreas é com o QAV”. O especialista alerta que os ajustes podem ser gradativos, dependendo da ocupação dos voos e da estratégia de cada companhia.

Maurício França, da L.E.K. Consulting, estima que o impacto sobre as passagens pode variar de 10% a 20%, com cenário mais provável próximo de 15%. Ele observa que o aumento de preço tende a reduzir proporcionalmente a demanda, especialmente em viagens de lazer.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) destacou que o reajuste do QAV, somado ao aumento de 9,4% em março, faz o combustível passar a representar 45% dos custos operacionais, afetando abertura de rotas e oferta de serviços. A entidade alerta para “consequências severas” no setor, mas não confirma repasse direto ao consumidor.

A Petrobras anunciou que parcelará parte do aumento, reduzindo o impacto imediato, enquanto o governo avalia medidas como redução temporária de tributos, IOF sobre operações financeiras e Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves, além da possível criação de linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para compra de QAV.

O preço do barril Brent, que chegou a US$ 115 desde o início da guerra, fechou nesta quarta em US$ 100,23. Mais de 80% do querosene consumido no país é produzido localmente, mas os preços seguem paridade internacional, ampliando os efeitos das oscilações globais.

Fonte: G1

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Economia

Diesel dispara no Brasil e alta já pressiona custo de vida e logística

por Redação 20 de março de 2026

O preço médio do diesel no Brasil chegou a R$ 7,22 nesta quarta-feira (19), segundo levantamento da empresa de gestão de frotas TruckPag. No fim de fevereiro, quando teve início a escalada do conflito no Oriente Médio, o valor médio era de R$ 5,74, o que representa uma alta de cerca de 25% em poucas semanas.

Os dados foram obtidos a partir de mais de 143 mil transações realizadas em 4.664 postos de combustíveis, sendo que cerca de 94% deles estão localizados em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% das compras foram feitas por caminhões, evidenciando o impacto direto sobre o setor de transporte.

Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do diesel em relação à semana anterior. Como os dados oficiais são divulgados com atraso, especialistas apontam que as variações mais bruscas podem demorar a aparecer nos levantamentos públicos.

Entre os estados com maiores altas desde 28 de fevereiro estão Tocantins, com aumento de 37,1%, Piauí, com 28%, Goiás, com 29,2%, São Paulo, com 27%, e Santa Catarina, com 29,9%.

A disparada está ligada à valorização do petróleo no mercado internacional, pressionado por ataques a refinarias e reservas e pelo impasse envolvendo o Estreito de Ormuz. Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que torna o país mais sensível às oscilações externas.

Especialistas apontam que o aumento do combustível tende a impactar a inflação nas próximas semanas, com reflexos no preço de alimentos, produtos industriais e serviços. Apesar de o governo federal ter anunciado redução de tributos e um subsídio de R$ 0,32 por litro, o efeito ainda não é percebido pelos consumidores.

Fonte: G1

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Banco Central

Copom deve iniciar corte de juros após quase dois anos, mas petróleo impõe cautela

por Redação 18 de março de 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) com expectativa de iniciar o ciclo de redução da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. A maior parte do mercado financeiro projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o que representaria a primeira diminuição dos juros desde maio de 2024 — quase dois anos.

Principal instrumento para conter a inflação, a taxa básica de juros impacta diretamente o crédito, o consumo e, sobretudo, o custo de vida da população mais vulnerável. O início da flexibilização monetária ocorre em meio a incertezas externas, principalmente pela guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo de cerca de US$ 72 para mais de US$ 100 por barril.

A disparada da commodity já pressiona os combustíveis no Brasil, mesmo sem anúncio oficial de reajustes pela Petrobras, e contribuiu para a alta nas projeções de inflação para 2026. Diante desse cenário, analistas reduziram a expectativa de um corte mais intenso nesta reunião.

Sem o impacto do conflito, economistas projetavam redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. O Itaú revisou sua estimativa para um corte menor, citando “incerteza mais elevada e um balanço de riscos menos favorável” associado à forte alta do petróleo. A equipe de macroeconomia da ASA também passou a prever uma redução de 0,25 ponto, indicando um início de ciclo de flexibilização mais cauteloso.

Segundo a análise da ASA, o choque nos preços pode elevar a projeção do Banco Central para o IPCA no horizonte relevante, aproximando-a de 3,6% no terceiro trimestre de 2027, acima do centro da meta de 3%. Ainda assim, o mercado espera continuidade da queda dos juros nos próximos meses, com a Selic podendo chegar a 12,25% ao ano no fim de 2026.

As decisões do BC seguem o sistema de metas de inflação. Desde 2025, o objetivo central é de 3%, considerado cumprido se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5%. Como a inflação permaneceu acima do limite por seis meses consecutivos até junho, a instituição precisou divulgar carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa, o Banco Central considera projeções futuras, já que mudanças na Selic levam entre seis e 18 meses para produzir efeitos plenos na economia. Atualmente, o foco da autoridade monetária está no horizonte do terceiro trimestre de 2027.

Fonte: G1

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Economia

Carne pode ficar mais cara no Brasil por causa do tarifaço?

por Redação 31 de julho de 2025

A carne está entre os alimentos alvos da tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre as vendas brasileiras para os Estados Unidos. A medida entra em vigor no dia 6 de agosto.

➡️ Mas, afinal, o tarifaço vai afetar o consumidor brasileiro? Não diretamente. A sobretaxa será paga por empresas dos EUA que comprarem produtos feitos no Brasil. E, para alguns desses itens, encaixados numa lista de exceções, ela será de 10%, e não 50%.

Indiretamente, porém, pode existir um impacto no supermercado. Se os compradores americanos não quiserem pagar a mais pelos alimentos brasileiros, uma queda nas vendas para os EUA poderia afetar os produtores. Por consequência, o tarifaço reforçaria tendências já em andamento nos valores do Brasil.

Em relação a carne, economistas e especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o preço pode até cair no início do tarifaço, com uma demanda menor dos EUA. Mas deverá subir depois, por causa da redução no abate de animais, o que já era esperado e deve ser intensificado com o tarifaço.

A carne não deve ficar mais barata no Brasil por causa do tarifaço. Pelo contrário: o preço pode subir, já que o número de abates deve cair no segundo semestre, segundo Wagner Yanaguizawa, especialista em proteína animal do Rabobank.

Essa alta já era esperada: mesmo sem o tarifaço, os pecuaristas já estavam segurando mais fêmeas para reprodução.

Mas uma possível queda nas vendas para os EUA pode fazer com que os produtores também separem menos animais para a engorda e para o abate.

Isso já está acontecendo em relação aos animais que seriam enviados para os EUA, diz Cesar de Castro Alves, gerente de Consultoria Agro do Itaú BBA.

Os EUA são o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, responsáveis por 12% das vendas, ficando atrás apenas da China, que compra quase metade do que é vendido no exterior.

De acordo com Alves, os americanos compram, principalmente, a parte dianteira do boi, usada em hambúrgueres. As outras partes dos animais já são enviadas para outros países ou ficam no mercado interno.

Yanaguizawa acredita ser possível redirecionar parte desses produtos para outros países, como o Egito, que tem tido um aumento de demanda.

O Brasil tem uma vantagem: países concorrentes, como EUA e Austrália, também reduziram a produção por causa de problemas sanitários, como doenças.

Mas, antes de os preços subirem, pode haver um curto período de queda para o consumidor brasileiro, aponta o analista do Itaú BBA.

Isso porque a China, principal cliente da exportação, está pressionando para o Brasil baixar seus preços, e isso pode frear temporariamente as exportações.

O custo da ração também diminuiu. O preço do boi gordo, animal pronto para o abate, caiu 7,21% em um mês, até o dia 29 de julho, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Fonte: G1

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Economia

Preço do café sobe 81% ao consumidor em um ano, mas começa a cair no campo

por Redação 26 de junho de 2025

O preço do café continua subindo para o consumidor, mas no campo as cotações começaram a cair em março, após o início da colheita no Brasil.

Na prévia da inflação de junho, o café moído foi o segundo item que mais pesou na inflação do mês, depois da energia elétrica, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (26).

Em relação a maio, o preço do café subiu 2,86%. Mas no acumulado em 12 meses até junho, já encareceu 81,6%.

No campo, a cotação média mensal do café arábica, que é o mais consumido e produzido no Brasil, caiu 17% em junho em relação a fevereiro, quando o preço bateu recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) (veja gráfico abaixo).

A tendência é de que a queda de preços no campo comece a chegar ao consumidor no segundo semestre, mas de forma lenta e gradual, segundo economistas ouvidos pelo g1.

Preço do café ao consumidor
Analistas dizem que o início da queda de preços do café para o consumidor começa este ano, mas tende a ganhar intensidade em 2026, caso não haja problemas na safra.

O repasse de preços do campo até o supermercado costuma demorar, explicam.

Desde março, porém, a inflação do café já vem diminuindo o ritmo de alta mês a mês, segundo o IBGE.

“Existe um tempo entre o processo de colher o café, de secar, de beneficiar, até chegar na mão da indústria para ser torrado, embalado para, só depois, ser distribuído para os mercados”, explica Fernando Maximiliano, analista da consultoria StoneX Brasil.

A colheita de café no Brasil começou em março e vai até setembro.

“Em um horizonte de 60 a 90 dias, a gente pode começar a esperar uma transferência de preço mais expressiva para o consumidor”, diz o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

Maximiliano tem uma avaliação semelhante. Ele afirma que a inflação do café vai começar a cair mês a mês, mas ainda terá alta no acumulado em 12 meses.

Ou seja, o produto vai continuar caro, mesmo com o início de um alívio nos preços.

Para Cogo, o café só vai baratear mais no supermercado em 2026, ano para o qual se espera um crescimento maior da safra do Brasil.

Por que as cotações no campo caíram?
As cotações no campo começaram a cair após o início da colheita no Brasil, em março, e com a expectativa de uma melhora na safra dos países do Sudeste Asiático, como o Vietnã e a Indonésia, diz Cogo.

A baixa também vem sendo provocada por uma redução do consumo de café no Brasil, puxada pelo encarecimento do produto.

A tendência é que o preço da saca vendida pelo produtor continue diminuindo com o avanço da colheita, cujo pico acontece agora em junho e julho.

Café robusta x arábica
Maximiliano, da StoneX Brasil, detalha que o aumento da safra de café robusta é o principal fator por trás da queda das cotações. Segundo a Conab, a safra atual dessa espécie deve crescer 28% em relação ao ciclo anterior.

Já o desenvolvimento das plantações de arábica foi prejudicado por secas, em um ano em que a colheita já seria naturalmente menor. Com isso, a produção deve cair 6,6% nesta safra em relação à anterior.

Por que preço bateu recorde no início do ano?
No dia 12 fevereiro deste ano, a cotação diária do café arábica chegou a R$ 2.769,45, um recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), iniciada em 1996.

Já a maior cotação diária do robusta foi atingida em 23 de janeiro, quando bateu R$ 2.102,12.

Maximiliano explica que isso aconteceu porque o Brasil exportou mais que o normal em 2024, o que fez o país entrar em 2025 com baixos estoques.

“A gente viu a exportação ultrapassando 50 milhões de sacas, em um ano em que a produção não foi tão abundante”, diz.

“Houve problemas na produção do Vietnã e um impacto geopolítico da guerra no Oriente Médio”, diz.

“Depois que começou a guerra entre o Hamas e Israel, os Huthis, grupo do Iêmen que apoia o Hamas, passaram a atacar navios no Mar Vermelho, região que é a rota do café da Ásia para a Europa”, detalha o especialista da StoneX Brasil.

Com isso, os europeus passaram a comprar mais café do Brasil.

Além disso, no final de 2024, era esperado que entrasse em vigor uma lei europeia que bloqueia exportações de áreas desmatadas, o que fez com que muitas empresas do continente antecipassem importações, diante de incertezas sobre a aplicação da legislação.

A implementação da lei acabou sendo adiada para o final de 2025.

O preço também aumentou porque a indústria começou a estocar menos café, principalmente depois da disparada das cotações, diz o analista da StoneX Brasil.

Além disso, os preços futuros do grão estão menores do que os atuais, o que desincentiva a formação de estoques.

Fonte: G1

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Economia

Governo revoga parte de decreto que subiu IOF após repercussão negativa

por Redação 23 de maio de 2025

O governo Lula revogou parte do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado nesta quinta-feira entre as medidas para cumprir as regras fiscais, informou o Ministério da Fazenda.

A pasta estimava uma arrecadação de R$ 20 bilhões e de R$ 40 bilhões em 2026, mas não se sabe agora quanto será. A medida foi parte do ajuste nas contas anunciado à tarde pela equipe econômica, que prevê ainda congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas programadas para 2025.

Um dos pontos que foi revogado em uma reunião às pressas na noite de ontem, como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, é o item que passou a cobrar o imposto em remessas de fundos de investimento para o exterior. De forma geral, o Ministério da Fazenda uniformizava a alíquota incidentes nessas operações em 3,5%, incluindo sobre remessas para fundos, o que hoje é zero.

O ministério disse que isso foi revogado após “diálogo e avaliação técnica”.

A medida foi mal-recebida pelo mercado porque diversos fundos diversificaram suas aplicações ao enviar recursos para o exterior. É um dinheiro de pessoas residentes no Brasil. É estratégia de vários fundos de investimento multimercado aplicar fora do país.

Uma aumento de imposto seria de zero para 3,5% em cada remessa seria um desincentivo para qualquer aplicação.

A Fazenda disse que, quanto ao item relacionado ao IOF sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas previsto, será incluído no decreto o esclarecimento que, remessas destinadas a Investimentos continuarão sujeitas à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações. “Este é um ajuste na medida — feito com equilíbrio, ouvindo o país, e corrigindo rumos sempre que necessário”, diz a nota.

De acordo com um técnico do governo, o decreto foi reavaliado “item a item”. Para isso, o Palácio do Planalto chamou uma reunião às pressas na noite desta quinta com os ministros da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Instituicionais, Gleisi Hoffmann; da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira; e técnicos jurídicos e da equipe econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já estava fora de Brasília quando o encontro foi marcado. Ele costuma passar as sextas-feiras em São Paulo.

Outro ponto que preocupa o Planalto, mas que segue com aumento de imposto, é sobre compras no exterior. Nas operações com cartão de crédito, débito e pré-pago internacional, a alíquota era de 6,38% até 2022, quando o governo Jair Bolsonaro anunciou um plano de redução gradual, para chegar a zero até o fim da década. Neste ano, por exemplo, a taxa já estava em 3,38%. Agora, será ligeiramente maior, de 3,5%.

Fonte: OGLOBO

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Economia

Preço do tomate sobe 32,67% em abril e responde sozinho por 18,6% da alta do IPCA-15 no mês

por Redação 25 de abril de 2025

O preço do tomate subiu 32,67% em abril, segundo a prévia da inflação oficial do governo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No índice como um todo, os preços de alimentação e bebidas tiveram alta de 1,14% em abril.

Com o desempenho, o tomate foi o principal impacto de alta individual na taxa de 0,43% do IPCA-15 no mês, com 0,08 ponto percentual. Isso significa que o item respondeu, sozinho, por 18,6% da taxa.

Este foi o segundo mês seguido de aumento de dois dígitos no preço do tomate, já que em março avançou 12,57%.

O movimento de alta do tomate, no entanto, se dá mais no curto prazo. No resultado acumulado em 12 meses até abril, o preço sobe 3,93%. Até março, havia queda de 7,66%.

Especialistas apontam fatores climáticos para explicar a alta recente nos preços do tomate. Calor intenso dos últimos acelerou a maturação do tomate nos últimos meses, o que aumentou a oferta. Só que esse processo se reverteu mais recentemente. Além disso, chuvas em algumas regiões prejudicaram a qualidade do alimento.

Fonte: GLOBO RURAL

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Economia

ICMS sobre importados on-line sobe em dez estados a partir de amanhã, entenda

por Redação 31 de março de 2025

As compras de produtos importados em sites de e-commerce, como Shopee, Shein e AliExpress vão pagar mais tributos a partir de amanhã, dia 1º de abril. O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cobrado sobre compras internacionais vai subir para 20% em dez estados.

Além disso, já há a chamada “taxa da blusinha”, imposto federal que incide sobre compras internacionais com valor até US$ 50.

Por que o ICMS sobre importados vai subir?
Os estados e o Distrito Federal fecharam, no ano passado, um acordo que permitiu subir a alíquota sobre remessas importadas de até US$ 3 mil de 17% para 20%. O objetivo, de acordo com o Comitê Nacional de Secretarias de Estado da Fazenda (Comsefaz), é “garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil”, de acordo com nota divulgada em dezembro.

Com isso, dizem os estados em nota, a ideia é “estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço”.

Isso, porém, não foi automático. Em estados em que o teto do ICMS geral é de menos de 20%, isso dependia de aprovação de um decreto do governador ou de lei local. Dessa forma, dez estados terão alíquotas maiores.

Estados que optaram por elevar o ICMS para 20%:

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe


Estados em que a alíquota permanece 17%

  • Amazonas
  • Amapá
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Pará
  • Pernambuco
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Tocantins


Como é hoje?
As importações realizadas a partir do Regime de Tributação Simplificada (RTS) são tributadas pelo ICMS, que atualmente tem alíquota uniforme de 17%, independentemente de a compra ser efetuada em sites certificados pela Receita Federal no Programa Remessa Conforme ou não.

O RTS vale para a importação de encomendas internacionais com valor aduaneiro (soma dos bens + frete + seguro) de até US$ 3.000, destinados a pessoas físicas e jurídicas.

Além do ICMS, as compras internacionais feitas em e-commerces de Remessa Conforme e destinadas a pessoas físicas pagam também o Imposto de Importação (a “taxa da blusinha”), alterado em agosto do ano passado. Para compras em que o valor aduaneiro for de até US$ 50 a alíquota é de 20%. Já quando o valor for maior que US$ 50, a alíquota é de 60%.

Como vai ser?
Em dez estados, o ICMS será majorado para 20% para esse tipo de compra on-line. Assim, consumidores irão pagar o Imposto de Importação — que pode ser de 20% ou 60%, a depender do valor da compra — mais 20% de ICMS.

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Economia

Preço máximo de medicamentos sobe nesta segunda

por Redação 31 de março de 2025

Os preços dos medicamentos terão reajuste a partir desta segunda-feira (31). A mudança foi oficializada após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

O valor, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico. O impacto, no entanto, não é imediato e pode demorar até ser sentido pelo consumidor (entenda a seguir).

O ajuste médio permitido pela CMED, neste ano, é de 3,83%. No entanto, os medicamentos são separados em diferentes grupos e cada um deles tem sua própria taxa máxima para reajuestes.

As faixas são as seguintes:

Agora, os fornecedores de medicamentos (fabricantes, distribuidores, lojistas) podem ajustar os preços de seus medicamentos da seguinte forma:

Nível 1: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado;
Nível 2: alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado;
Nível 3: alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado.
Para o aumento ter validade, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização para CMED.

Por lei, a apresentação do Relatório de Comercialização é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos.

O documento precisa conter os dados de faturamento e a quantidade vendida. Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, as empresas podem ter punições.

Além disso, as empresas que possuem registro de medicamentos devem divulgar amplamente os preços de seus produtos em mídias especializadas de grande circulação.

Vale lembrar que o setor de comércio varejista deverá manter listas atualizadas dos preços dos medicamentos à disposição dos consumidores e dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.

A divulgação do Preço Máximo ao Consumidor deve incluir os diferentes preços, que são resultados da incidência das cargas tributárias do ICMS, que variam conforme os estados de destino.

Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios. Porém, o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores.

O fornecedor é responsável por fixar os valores de cada medicamento colocado à venda, respeitados os limites legais e as estratégias diante da concorrência.

A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de “aumentos abusivos”.

Impacto pode demorar para chegar ao consumidor

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.

Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED.

“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, diz Mussolini.

“É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde”, acrescenta.

A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital.

Indústria em alerta

O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor.

O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria.

“Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, diz o dirigente.

Fonte: G1

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