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Economia

Economia

Metade dos brasileiros tem a maior parte do orçamento comprometida com contas de água, luz e gás

por Redação 10 de novembro de 2023

As contas de água, luz e gás, essenciais no dia a dia das famílias, comprometem a maior parte do orçamento mensal de 53% dos brasileiros, segundo estudo produzido pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box.

Conforme o levantamento, as contas básicas chegam a representar até R$ 750 das despesas de 82% dos brasileiros endividados. O valor corresponde a quase a metade do salário mínimo atual, de R$ 1.320. Outros 8% destinam entre R$ 750 e R$ 1.050 a essas contas, e 6% comprometem de R$ 1.050 a R$ 2.050 com os serviços essenciais.

O estudo mostra ainda que um de cada quatro brasileiros (26%) diz acompanhar o andamento das contas, mas reconhece que as contas de água, luz e gás representam um menor percentual do orçamento mensal.

A pesquisa “Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro 2023” revela também que 83% dos consumidores admitem que já atrasaram o pagamento de outras contas para priorizar a quitação das despesas essenciais.

Há ainda aqueles que pediram dinheiro emprestado a amigos e familiares (61%), fizeram empréstimo (49%) para cumprir os compromissos. Para 45%, o atraso no pagamento dos boletos já resultou no corte dos serviços.

Com a dificuldade para arcar com as contas básicas, os atrasos longos no pagamento de dívidas também são comuns entre boa parte dos brasileiros, e 74% dos devedores das contas básicas afirmam ter uma pendência atrasada há pelo menos um ano.

Desemprego
Segundo o estudo da Serasa, o desemprego ainda é o principal motivo de endividamento entre os consumidores. A liderança foi mantida mesmo com a queda de 7 pontos percentuais da taxa, de 29% para 22%.

Trata-se do quarto ano consecutivo de baixa na avaliação. Na comparação com 2018, quando 47% dos consumidores citavam a falta de trabalho como o principal entrave para o pagamento das dívidas, a taxa atual é 25 pontos percentuais menor.

Por outro lado, cresceu em 8 pontos percentuais, de 12% para 20%, o volume de inadimplentes que atribuem o endividamento a uma redução da renda. A falta de controle financeiro (12%), os gastos com saúde (8%) e o empréstimo do nome (17%) também são citados como entraves.

Fonte: r7

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Economia

Deputados avaliam fatiar reforma tributária aprovada no Senado para garantir aprovação até o fim do ano

por Redação 10 de novembro de 2023

Com a missão de garantir a promulgação da reforma tributária ainda neste ano, deputados avaliam fatiar o texto aprovado na quarta-feira (8) pelos senadores. A manobra divide opiniões dentro do Congresso e da própria equipe do governo, mas aparece como uma alternativa diante da previsão de novas mudanças a serem feitas na Câmara e do tempo curto para cumprir o prazo estipulado.

A aprovação da reforma tributária ainda em 2023 é pretensão tanto do governo federal quanto dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No entanto, a matéria só deve começar a ser rediscutida pelos deputados na semana de 20 de novembro — após o feriado de Proclamação da República, em 15 de novembro — e dividirá espaço com as análises do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e dos vetos durante sessão do Congresso agendada para 23 de novembro.

Mesmo com as restrições, Lira prevê a promulgação ainda neste mês, mas, para isso, considera fatiar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma. “A Câmara terá que se pronunciar sobre o que o Senado fez. Isso é um fato. O que não impede que, se 90% do texto for comum, esses 90% sejam promulgados, e a gente fica a decidir se esses 10%, se a Câmara aceita”, disse o presidente, na terça (6).

Após a fala de Lira, o relator da proposta no Senado, senador Eduardo Braga (MDB-AM), sinalizou ser contra o fatiamento, ao avaliar que a medida “vai depender muito do tamanho do consenso que acontecer, sob pena de termos uma inviabilidade da aplicação do sistema tributário”.

Por ser uma PEC, o texto deve ficar indo e voltando de uma Casa a outra até que haja consenso. O fatiamento, portanto, serve como uma estratégia para validar apenas a parte em comum entre o Senado e a Câmara.

A análise do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é que não será necessário o fatiamento, mas ele alertou para o fato de que, se isso ocorrer, é preciso manter a “espinha dorsal” da proposta, que seria a simplificação da tributação brasileira, a não acumulação de impostos, além da desoneração do investimento, da exportação e da cesta básica.

“Eu não acredito que vai precisar”, disse Haddad após a aprovação da matéria no Senado. No entanto, afirmou que a Câmara tem autonomia para mudar o texto. “Aquilo que for comum às duas Casas pode ser promulgado. Aquilo que não for comum fica para outra oportunidade”, admitiu.

Já o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, avaliou que o mecanismo “é uma hipótese que sempre existiu, já foi feita em outros momentos”.

“Estávamos muito dedicados a concluir a votação da reforma tributária no Senado”, disse Padilha, ao afirmar que as alterações feitas pelos senadores “foram as necessárias” para garantir votos suficientes para a aprovação.

A articulação de Padilha está voltada agora para a Câmara e será feita em conjunto com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da matéria na Casa. Ribeiro admitiu a possibilidade de fatiamento, mas disse que é necessário, primeiro, fazer uma avaliação do texto aprovado no Senado.

Líderes ligados ao centrão com quem a reportagem conversou não descartam a possibilidade de fatiamento, mas ponderam a necessidade de estudar esse cenário. A avaliação é que deixar parte importante da reforma tributária para uma análise posterior pode prejudicar a tramitação de outras pautas com interesses voltados às eleições municipais, que ocorrem em 2024.

Para garantir que não haja conflito nas prioridades, o grupo deve atuar para aprovar todos os pontos relevantes da PEC ainda neste ano.

A PEC é uma proposição legislativa que altera a Constituição Federal e não precisa de sanção do presidente da República. A reforma tributária é discutida no Brasil há pelo menos 40 anos.

Ponto a ponto

  • A reforma simplifica a tributação brasileira, transformando cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS).
  • As novas alíquotas serão totalmente implementadas apenas em 2033.
  • O texto prevê uma trava para a carga tributária, além de um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.
  • A proposta destina R$ 60 bilhões até 2043 para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). Pelo texto, 70% do FNDR seria repartido entre estados com menor renda per capita, e os outros 30%, entre os mais populosos.
  • A reforma prevê ainda instrumentos de combate à desigualdade de desenvolvimento regional e econômico entre os estados. Um desses pontos — que gerou divergências entre os parlamentares — é a prorrogação de benefícios fiscais do IPI para empresas automobilísticas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste até dezembro de 2032.
  • O relator, Eduardo Braga (MDB-AM), retomou o trecho que foi retirado na Câmara, mas incluiu a restrição do benefício apenas para automóveis “verdes”, como veículos elétricos ou movidos a biocombustíveis. O benefício, estabelecido na forma de crédito presumido da CBS, será reduzido em 20% ao ano entre 2029 e 2032.
  • Ao buscar o apoio do Centro-Oeste, Braga propôs prorrogar até 2043 a extinção de privilégios fiscais a estados dessa região, para compensar possíveis perdas de arrecadação. Na prática, essas unidades federativas estariam autorizadas a cobrar tributos sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados até 2043.
  • Também houve alteração em relação ao regime automotivo do Nordeste e do Centro-Oeste, com “compromisso de investimento para além do prazo dos incentivos fiscais, de 2032”. Em relação à compra de automóveis, Braga também acatou uma emenda que mantém a taxa de isenção de tributos para pessoas com deficiência ou portadoras do espectro autista e para taxistas.
  • Outra mudança acatada foi a inclusão de cashback (dinheiro de volta) na compra de botijão de gás. A medida beneficia famílias de baixa renda.
  • Um dos pilares da reforma é a tributação apenas no local de consumo, e não mais no local de produção e de consumo, como ocorre atualmente.
  • O Imposto Seletivo (IS), que substituirá o IPI sobre armas e munições (exceto para a administração pública), por exemplo, será obrigatório. A taxa será usada como desincentivo à compra de produtos e serviços prejudiciais à segurança pública e à saúde, como bebidas e cigarros, e à “sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono”.

Fonte: r7

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Economia

Entenda o que muda com a reforma tributária, aprovada pelo Senado nesta quarta-feira

por Redação 9 de novembro de 2023

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária foi aprovada nesta quarta-feira (8) pelo plenário do Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, retorna para outra análise dos deputados. A expectativa do governo federal é que a promulgação ocorra até o fim deste ano.

A PEC é uma proposição legislativa que altera a Constituição Federal e não precisa de sanção do presidente da República. A reforma tributária é discutida no Brasil há pelo menos 40 anos.

As votações de leis complementares que vão regulamentar a reforma ocorrerão somente no próximo ano. A definição de alíquotas, a dos itens a ser incluídos na cesta básica para receber isenção e a dos produtos que terão Imposto Seletivo aplicado são temas que ainda precisarão ser resolvidos.

Veja a seguir as principais mudanças previstas:

Ponto a ponto

  • A reforma simplifica a tributação brasileira, transformando cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS).
  • As novas alíquotas serão totalmente implementadas apenas em 2033.
  • O texto prevê uma trava para a carga tributária, além de um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.
  • A proposta destina R$ 60 bilhões até 2043 para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). Pelo texto, 70% do FNDR seria repartido entre estados com menor renda per capita, e os outros 30%, entre os mais populosos.
  • A reforma prevê ainda instrumentos de combate à desigualdade de desenvolvimento regional e econômico entre os estados. Um desses pontos — que gerou divergências entre os parlamentares — é a prorrogação de benefícios fiscais do IPI para empresas automobilísticas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste até dezembro de 2032.
  • O relator, Eduardo Braga (MDB-AM), retomou o trecho que foi retirado na Câmara, mas incluiu a restrição do benefício apenas para automóveis “verdes”, como veículos elétricos ou movidos a biocombustíveis. O benefício, estabelecido na forma de crédito presumido da CBS, será reduzido em 20% ao ano entre 2029 e 2032.
  • Ao buscar o apoio do Centro-Oeste, Braga propôs prorrogar até 2043 a extinção de privilégios fiscais a estados dessa região, para compensar possíveis perdas de arrecadação. Na prática, essas unidades federativas estariam autorizadas a cobrar tributos sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados até 2043.
  • Também houve alteração em relação ao regime automotivo do Nordeste e do Centro-Oeste, com “compromisso de investimento para além do prazo dos incentivos fiscais, de 2032”. Em relação à compra de automóveis, Braga também acatou uma emenda que mantém a taxa de isenção de tributos para pessoas com deficiência, do espectro autista e taxistas.
  • Outra mudança acatada foi a inclusão de cashback (dinheiro de volta) na compra de botijão de gás. A medida beneficia famílias de baixa renda.
  • Um dos pilares da reforma é a tributação apenas no local de consumo, e não mais no local de produção e de consumo, como ocorre atualmente.
  • O Imposto Seletivo (IS), que substituirá o IPI sobre armas e munições (exceto para a administração pública), por exemplo, será obrigatório. A taxa será usada como desincentivo à compra de produtos e serviços prejudiciais à segurança pública e à saúde, como bebidas e cigarros, e à “sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono”.

Aprovação na CCJ
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou a reforma nesta terça-feira (7), com 20 votos favoráveis e seis contrários. Cinco emendas foram destacadas — levadas a votação de forma separada, posteriormente à aprovação do texto principal —, mas foram rejeitadas.

O relator, Eduardo Braga, acolheu 247 sugestões das quase 780 protocoladas pelos senadores. Após a apresentação do parecer, em 25 de outubro, ele acolheu novas emendas e acrescentou um complemento de voto.

Foram mais de 30 emendas acatadas, a maioria delas de alterações de redação — aquelas que modificam o texto para deixar a ideia mais precisa. Todo o projeto foi articulado com a equipe econômica do governo.

Fonte: r7

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Economia

Reforma tributária é aprovada em segundo turno no Senado; texto volta para a Câmara

por Redação 9 de novembro de 2023

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8), em segundo turno, por 53 votos a 24, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária (45/2019). A matéria agora retorna à Câmara dos Deputados para a avaliação das modificações feitas pelos senadores. A reforma simplifica a tributação brasileira ao transformar cinco impostos em três, além de prever uma trava para a carga tributária e um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.

A reforma prevê ainda uma verba de R$ 60 bilhões para o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que será instituído para compensar estados e municípios por perdas na arrecadação.

Depois do primeiro turno, os senadores destacaram três emendas, que foram analisadas em separado. Por acordo, o plenário aceitou um trecho — de autoria do líder do Republicanos, Mecias de Jesus (RR) — que institui um fundo de sustentabilidade e diversificação econômica para os estados da Amazônia Ocidental e o Amapá, a ser criado por uma lei complementar. Outros dois destaques foram rejeitados.

O relator da reforma tributária, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), acolheu cerca de 250 sugestões das mais de 800 protocoladas pelos senadores. Após a apresentação do parecer, em 25 de outubro, ele incorporou novas emendas e acrescentou um complemento de voto antes da sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que aprovou o parecer nesta terça (7).

“Se essa reforma não é a ideal, ela é muito melhor do que temos hoje”, disse o relator, que considerou que houve avanço com a proposta. “Esta é a primeira reforma tributária que o Brasil constrói em regime democrático.”

Complemento de voto
Foram mais de 30 novas emendas acatadas, a maioria delas de alterações de redação — aquelas que modificam o texto para deixar a ideia mais precisa. Todo o projeto foi negociado com a equipe econômica do governo.

A criação de um teto para a alíquota dos tributos foi uma das emendas incorporadas. Ela prevê que, juntos, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) não ultrapassem 25% do valor do produto.

Ao buscar o apoio do Centro-Oeste, Eduardo Braga prorrogou até 2043, e não mais até 2032, a extinção de benefício fiscal a estados dessa região para compensar possíveis perdas de arrecadação. Na prática, esses estados estariam autorizados a cobrar tributos sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados até 2043.

Outra mudança acatada foi a previsão de cashback (devolução de dinheiro) na compra de botijão de gás. Antes, havia apenas a previsão do uso do retorno do tributo na conta de luz. A medida beneficia famílias de baixa renda.

Simplificação de impostos
A reforma simplifica a tributação brasileira, ao transformar cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo.

Caso a reforma seja aprovada em 2023 no Congresso, somente no próximo ano ocorrerão as votações de leis complementares que vão regulamentá-la. Entre os temas que ainda precisarão ser resolvidos estão a definição de alíquotas, a dos itens a ser incluídos na cesta básica para receber isenção total e a dos produtos que terão o Imposto Seletivo aplicado.

A infraestrutura do novo sistema deve ser montada em 2025. A partir de 2026, começa a transição de impostos até 2033, quando sobrarão apenas os novos impostos previstos na reforma: o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo.

Haddad comemorou
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou a aprovação da PEC. “Dá algum conforto de que a reforma tributária, após 40 anos, finalmente vai passar”, disse o petista em uma entrevista coletiva.

Haddad afirmou que o tema é um assunto suprapartidário. “É uma questão de Brasil. A proposta de emenda à Constituição nem sequer foi apresentada neste governo. Ele já vinha tramitando desde 2019.”

Fonte: r7

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Economia

Correção do FGTS entra de novo na mira do STF nesta quarta; governo pede para adiar julgamento

por Redação 8 de novembro de 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nesta quarta-feira (8) o processo que discute a correção monetária do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que atualmente é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3%. O Solidariedade, que apresentou a ação, afirma que desde 1999 o índice não é suficiente para repor o poder aquisitivo dos trabalhadores.

A ação seria julgada em outubro, mas foi adiada após um pedido de integrantes do governo federal. Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao STF que postergasse o julgamento, mas o processo segue na pauta.

Em 16 de outubro, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Jader Filho (Cidades) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) demonstraram ao ministro Luís Roberto Barroso, relator das ações, preocupações de natureza fiscal e social a respeito do julgamento da ação.

Na ocasião, Barroso reiterou a posição de que considera os pontos apresentados importantes, mas que vê como injusto o financiamento habitacional ser feito por meio do FGTS do trabalhador com a correção abaixo dos índices da caderneta de poupança. Houve acordo para mais uma rodada de conversas em busca de uma solução que compatibilize os interesses em jogo.

Entendimento dos ministros
Em abril, quando os ministros do STF começaram a votar o caso, Nunes Marques havia pedido vista, ou seja, mais tempo para analisar o tema. No voto, Barroso, que é o relator do processo, entendeu que não há inconstitucionalidade no uso da TR nem previsão constitucional para que os valores do FGTS sejam indexados à inflação.

Entretanto, como o fundo se assemelha a uma poupança compulsória, Barroso entende que a correção não deve ficar abaixo dos juros da poupança. Ele foi seguido por André Mendonça. O ministro defendeu ainda a ideia de que a decisão não pode retroagir, ou seja, só deve valer a partir da publicação da ata do julgamento.

Fonte: r7

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Economia

Reforma tributária pode ser aprovada nesta quarta; senadores votam proposta no plenário

por Redação 8 de novembro de 2023

O Senado vota nesta quarta-feira (8), no plenário, o texto-base da reforma tributária. Se aprovada, a proposta volta para a Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta de emenda à Constituição (PEC) seja promulgada até dezembro, após anos de discussões no Congresso Nacional. A PEC é uma proposição legislativa que altera a Constituição Federal e não precisa de sanção do presidente da República.

A proposta foi aprovada nesta terça (7) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado por 20 votos favoráveis e 6 contrários, mas cinco emendas foram destacadas, ou seja, vão ser votadas de forma separada depois da aprovação do texto principal.

Durante a discussão da proposta na CCJ, o relator, Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou um complemento de voto e acatou novas sugestões de mudanças ao parecer. Entre elas, benefícios a taxistas e a clubes de futebol e a ampliação de uma contribuição para o Centro-Oeste.

De 5 para 3 impostos
A reforma simplifica a tributação brasileira, transformando cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo.

O texto prevê uma verba de R$ 60 bilhões para o Fundo de Desenvolvimento Regional e uma trava para a carga tributária, além de um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.

Outra novidade é a previsão de uma trava para a carga tributária. O objetivo do limite é garantir que não haja aumento dos tributos para nenhum setor da economia.

Caso seja aprovada em 2023 no Congresso, somente no próximo ano ocorrerão as votações de leis complementares que vão regulamentar a reforma. Entre os temas que ainda precisarão ser resolvidos, estão a definição de alíquotas, a definição dos itens a serem incluídos na cesta básica para receber isenção total e a dos produtos que terão imposto seletivo aplicado.

Sugestões de mudanças
O relator, Eduardo Braga (MDB-AM), acatou novas sugestões de mudanças ao parecer e apresentou um complemento de voto. A principal alteração acatada pelo relator beneficia unidades federativas do Centro-Oeste, com o objetivo de dar maior equilíbrio aos entes.

Pelo texto, 70% do fundo seria repartido ao privilegiar estados com menor renda per capita, e os outros 30%, reservados aos mais populosos. Nessa configuração, o repasse a estados como Mato Grosso e Goiás seria insuficiente, segundo os gestores estaduais.

Buscando o apoio do Centro-Oeste, o relator prorrogou até 2043, e não mais até 2032, a extinção de benefício a estados do Centro-Oeste no Fundo de Desenvolvimento Regional, para compensar possíveis perdas de arrecadação.

Também houve alteração em relação ao regime automotivo do Nordeste e do Centro-Oeste, com “compromisso de investimento para além do prazo dos incentivos fiscais de 2032”. Em relação à compra de automóveis, Braga também acatou uma emenda que mantém a taxa de isenção de tributos para pessoas com deficiência, com espectro autista e para taxistas.

Além disso, foram atendidos pleitos dos setores do agronegócio e financeiro. Há previsão de alíquota zero para aquisição de medicamentos e dispositivos médicos adquiridos pela administração pública.

Outra mudança acatada foi a inclusão de cashback para botijão de gás. Antes, havia apenas a previsão do uso do retorno do tributo na conta de luz. A medida beneficia famílias de baixa renda.

Fonte: r7

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Economia

Reforma tributária entra na reta final no Senado; CCJ planeja votá-la nesta terça-feira

por Redação 7 de novembro de 2023

A reforma tributária entra na reta final de discussão no Senado a partir desta terça-feira (7), com previsão de votação do texto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Já há o compromisso do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de pautar a matéria no plenário na sequência e votar em dois turnos até quinta-feira (9). Por ter sido modificada pelos senadores, a proposta precisará voltar para uma reanálise da Câmara. Mesmo assim, a expectativa é de promulgação do texto ainda neste ano.

“Nós temos maturidade para poder aprovar uma reforma tributária que, se não resolve todos os problemas, chegou no ponto máximo de diálogo, de amadurecimento, de participação de todos”, afirmou Pacheco nesta segunda-feira (6). Ele disse que ainda há uma intensa negociação política no Senado sobre o tema.

Para garantir apoio, o relator da reforma no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que acolheu mais de 250 sugestões ao parecer, de um total de aproximadamente 700 emendas. “Foi um relatório construído a muitas mãos, ouvindo a sociedade civil, setores produtivos, governadores, prefeitos, e também em uma grande articulação com o governo federal”, disse. Em meio às discussões finais, Braga mostrou-se otimista. “Estamos muito próximos de fazer história”, disse.

A reforma também conta com aval da equipe econômica do governo federal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (6) que o texto traz previsibilidade, mas que, “na lente do ideal, seria nota 7 ou 7,5”. “À luz da situação atual, a matéria nos levará para uma situação muito elevada”, avaliou o ministro, sinalizando que o sistema atual tem nota de 1 ou 2″. “Não é uma reforma, é uma construção que está sendo feita para aproximar o país ainda mais da realidade do mundo desenvolvido.”

Na Câmara dos Deputados, também há a avaliação de que será possível garantir a promulgação do texto até o fim do ano. O relator da reforma tributária na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tem reafirmado essa previsão, mas diz que há pontos no novo relatório que, quando chegarem à Casa, ainda serão avaliados. Por ser uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto fica indo e voltando de uma Casa a outra até que haja consenso.

Entenda
O texto prevê uma verba de R$ 60 bilhões para o Fundo de Desenvolvimento Regional e uma trava para a carga tributária, além de um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.

Em relação às alíquotas, está prevista a cobrança reduzida dos tributos sobre serviços de transporte coletivo de passageiros rodoviário e metroviário; produtos e insumos agropecuários; e produtos de limpeza, cuidado básico à saúde menstrual e higiene pessoal consumidos por famílias de baixa renda.

O relatório também prevê a redução dos poderes do Conselho Federativo — que seria o órgão responsável por fazer a arrecadação e a distribuição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que deve substituir os atuais tributos estadual (ICMS) e municipal (ISS) —, transformando-o em um comitê gestor; e limitações ao Imposto Seletivo (IS).

Fonte: r7

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Economia

Desenrola Brasil renegocia R$ 22,5 bilhões em dívidas, diz governo

por Redação 6 de novembro de 2023

O Desenrola Brasil ajudou a renegociar mais de R$ 22,5 bilhões em dívidas, entre julho e o dia 2 de novembro. Os dados são do Ministério da Fazenda.

Essa soma inclui os valores renegociados diretamente com os bancos, na primeira fase do programa (Faixa 2), e os acordos feitos diretamente pelo site da iniciativa, lançado no dia 9 do mês passado.

Na primeira etapa, 2,2 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo Desenrola; 2,8 milhões de contratos foram rediscutidos. Além disso, 10 milhões de registros de dívidas de no máximo R$ 100 foram automaticamente “desnegativados”. Por sua vez, esta segunda fase já contemplou 590 mil consumidores e 1 milhão de débitos.

Na Faixa 2 estão pessoas físicas com renda acima de dois salários mínimos (R$ 2.640) e até R$ 20 mil que têm dívidas em banco sem limite de valor.

Elas entram em contato com as instituições por meio de seus canais de atendimento a clientes e avaliam as condições, que mudam de acordo com a empresa.

Já as renegociações desta Fase 1 são voltadas a cidadãos que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal) e tenham dívidas de até R$ 5.000.

Anteriormente, as informações estavam sendo levantadas pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Segundo a última divulgação da entidade, os bancos haviam renegociado R$ 15,8 bilhões até o dia 29 de setembro somente na Faixa 2.

O que é e como participar
O Desenrola Brasil é um programa de renegociação de dívidas idealizado pela equipe econômica do ministro Fernando Haddad. A ideia é que, com débitos quitados, a população brasileira consuma mais e movimente as finanças do país.

O único meio que o cidadão tem para consultar as propostas de renegociação de cada credor e aceitar ou não o desconto oferecido é a plataforma do programa, no endereço desenrola.gov.br. Para ter acesso a ela, é preciso estar cadastrado no sistema gov.br, do governo federal, e ter conta de nível prata ou ouro.

Fonte: r7

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Economia

Taxas do cartão e cheque especial ficam mais baixas com corte da Selic; veja o que muda

por Redação 3 de novembro de 2023

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), cortou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual nesta quarta-feira (1º). O novo patamar, de 12,25% ao ano, que representa o menor nível em um ano e meio, já começou a valer.

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e o principal instrumento de política monetária do BC no controle da inflação.

Por influenciar todas as taxas de juros do país, como a do rotativo do cartão de crédito e a do cheque especial, ela tem um peso no bolso do consumidor quando se trata de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.

Ou seja, com o corte do Banco Central, essas movimentações deverão ficar mais baratas. Dessa forma, a autoridade monetária incentiva o consumo, o investimento e o aquecimento da economia brasileira de uma forma geral. Na teoria, o crédito fica mais acessível, e o brasileiro volta a comprar.

Conforme simulações da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), o corte de 0,5 ponto percentual da Selic reduz de 432,24% para 430,02% a cobrança anual do rotativo do cartão de crédito. Já para aqueles que caírem no cheque especial, a taxa de juros passa de 150,98% para 149,87% ao ano.

Uma situação prática: quem for ao banco simular um empréstimo para comprar um carro poderá ver o plano falhar se a Selic subir no mês seguinte. Isso porque o aumento da taxa fará com que o valor das prestações fique acima daquele originalmente observado na simulação, o que pode forçar o consumidor a repensar o empréstimo e a compra.

No cenário oposto, de Selic mais baixa, a intenção do Copom é estabelecer uma política monetária para estimular o consumo e a economia ao baixar os juros ao consumidor.

Em um linguajar popular, a Selic é o preço do dinheiro. Se o dinheiro está “barato demais”, ou seja, com uma taxa muito baixa, as pessoas vão consumir além do nível em condições normais. Como consequência, a tendência é haver aumento generalizado dos preços. Essa, inclusive, é a “definição de inflação” mais aceita entre os economistas.

Nesse sentido, vale lembrar que o processo inflacionário é prejudicial principalmente para os mais pobres. Isso porque, numa explicação geral, eles são os que mais sentem o peso do aumento de preços no bolso.

O responsável por decidir o patamar da taxa Selic é o Copom. Ele é composto atualmente de nove economistas, que são diretores do Banco Central, além do presidente da autarquia. O Comitê se reúne a cada 45 dias.

De forma objetiva, o Copom precisa pelo menos se aproximar da meta de inflação, que hoje é de 3,25% ao ano. Ela tem margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, a variação do objetivo vai de 1,75% a 4,75%.

A meta é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que hoje é formado por Fernando Haddad (ministro da Fazenda), Simone Tebet (ministra do Planejamento) e Roberto Campos Neto (presidente do BC).

Fonte: r7

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Economia

Massa salarial dos brasileiros atinge R$ 293 bi, o maior valor da história

por Redação 3 de novembro de 2023

A massa de rendimento salarial paga aos trabalhadores brasileiros cresceu de novo e fechou o terceiro trimestre deste ano em R$ 293 bilhões. O valor, 2,7% maior do que o estimado nos três meses anteriores, renova o maior patamar da série história, iniciada em 2012.

O resultado recorde, apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acompanha a evolução do rendimento médio dos trabalhadores, que finalizou o período em R$ 2.982, alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho. A remuneração é a maior desde março de 2021 (R$ 2.992).

Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), explica que os dados refletem a expansão da população ocupada, que também figura no maior nível da série histórica, com 99,8 milhões de profissionais.

“Essa alta [da massa de rendimento] pode ter influência da maior participação de trabalhadores formais no mercado de trabalho, que têm, em média, rendimentos maiores”, analisa a pesquisadora. Na comparação com o terceiro trimestre de 2022, a massa salarial evoluiu 5%, o equivalente a um acréscimo de R$ 14 bilhões.

Salários
A evolução salarial dos trabalhadores no terceiro trimestre foi puxada pelo aumento das remunerações médias pagas pela indústria (5,3%, ou mais R$ 149) e administração pública (1,7%, ou mais R$ 71). As demais atividades não apresentaram variações significativas.

Na análise por categoria de ocupação, os destaques ficam por conta dos profissionais com carteira de trabalho assinada (1,9%, ou mais R$ 51), funcionários do setor público, inclusive servidor estatutário e militar (2,1%, ou mais R$ 93), e trabalhadores por conta própria (2,3%, ou mais R$ 54).

Nas comparações com o mesmo período do ano passado, todas as posições apresentaram aumento salarial. Entre os setores, o avanço mais relevante no salário médio, de 12,3% (R$ 219), foi embolsado pelos profissionais que atuam no ramo de alojamento e alimentação.

Fonte: r7

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