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Economia

Economia

Câmara aprova proposta que taxa em 20% compras internacionais de até US$ 50

por Redação 29 de maio de 2024

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) a proposta que taxa em 20% as compras internacionais de até US$ 50 (R$ 253). A proposta foi votada dentro do texto que cria o Programa Mover, que prevê benefícios fiscais às montadoras que investirem em tecnologias de baixa emissão de carbono, e só foi aprovada devido a um acordo entre o governo e a Câmara. Com a aprovação na Casa Baixa, a proposta será enviada ao Senado.

A medida atinge diretamente gigantes do e-commerce internacional, como Shein e Shopee. Segundo cálculos do governo, o fim da isenção nesse tipo de compra pode gerar R$ 30 bilhões anuais em arrecadação, ajudando o governo a fechar as contas, um dos principais desafios enfrentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atualmente.

Inicialmente, o relatório do deputado Átila Lira (PP-PI) previa uma alíquota de 25% para compras classificadas dentro da categoria, mas durante todo o dia o governo e o Congresso negociaram o texto e chegaram a uma alíquota um pouco menor, de 20%.

Pelo texto, ficou mantida a alíquota de 60% para valores entre US$ 50,01 e US$ 3.000 (cerca de R$ 16.500 mil).

Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mencionou que era possível construir um “meio-termo” para a proposta. Isso porque, apesar da resistência de uma ala no Parlamento, a isenção estava gerando insatisfação entre os varejistas brasileiros, que reclamam da concorrência desigual com os produtos importados.

Lira comentou ainda que alguns setores da economia estão “sofrendo” e que o Congresso está tentando corrigir a prática “desleal” no comércio. “Nós não queremos prejudicar ninguém. Tem setores, regiões que estão desempregando porque não aguentam a concorrência que aparentemente não é saudável”, afirmou.

Programa Mover
A proposta que taxa compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada dentro da proposta que institui o Programa Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação). Inicialmente, o governo encaminhou a matéria por meio de uma Medida Provisória. Como o texto estava perto do vencimento, a liderança do governo na Câmara e o Poder Executivo tinham pressa para a aprovação do texto nas duas Casas.

Em linhas gerais, o Mover prevê incentivos financeiros de R$ 19,3 bilhões ao longo de cinco anos e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular a pesquisa, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a produção de veículos com menor emissão de gases de efeito estufa.

Durante a votação, os deputados aprovaram modificações ao texto do relator. Entre as mudanças, está a inclusão da produção de bicicletas elétricas no programa.

Outra modificação feita ao texto no plenário foi o estabelecimento da política de conteúdo local para as atividades de exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, aplicável ao regime de concessão.

A Política de Conteúdo Local consiste em uma cláusula contratual firmada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) com empresas vencedoras de licitações e com a Petrobras nas fases de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

Essa cláusula estipula que parte dos bens e serviços adquiridos para atividades de exploração e produção no Brasil deve ser de origem nacional, garantindo preferência para a contratação de fornecedores brasileiros sempre que as ofertas apresentarem condições equivalentes às de outros fornecedores.

Fonte: r7

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Economia

Desenrola Pequenos Negócios começa nesta segunda-feira; veja perguntas e respostas

por Redação 13 de maio de 2024

O Desenrola Pequenos Negócios, programa de renegociação de dívidas para empresas do governo federal, começa nesta segunda-feira (13). A medida faz parte do projeto Acredita de ampliação do crédito para pessoas e empresas no Brasil.

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, Márcio França, o programa oferecerá aos pequenos empresários a possibilidade de renegociar dívidas com descontos que vão de 40% a 90%.

Veja perguntas e respostas sobre o programa.

Veja a entrevista do ministro ao podcast Educação Financeira
Quais empresas podem renegociar dívidas?
Que dívidas podem ser renegociadas?
Há limite para o valor da dívida?
Como renegociar as dívidas pelo Desenrola Pequenos Negócios?
Quais serão as ofertas do Desenrola?
Por que os bancos vão participar do programa?
Qual o custo do programa para o governo?
O que é o programa Acredita Brasil?

Veja a entrevista do ministro ao podcast Educação Financeira
Em entrevista ao g1 em abril, o ministro Márcio França disse que a meta do governo é oferecer suporte para que os empreendedores possam se livrar de entraves financeiros para investir no crescimento do negócio.

Além da medida para renegociação de dívidas, o programa também prevê uma linha de crédito específica para as microempresas: o ProCred 360, uma versão atualizada do Pronampe.

Veja a entrevista abaixo, em que o ministro explicou as linhas básicas do Desenrola.

Quais empresas podem renegociar dívidas?
Podem participar do Desenrola Pequenos Negócios os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP).

O faturamento anual para que o negócio seja elegível ao programa deve ser de até R$ 4,8 milhões.

Que dívidas podem ser renegociadas?
Para ser elegível ao Desenrola, a dívida precisa estar em atraso há mais de 90 dias, contados a partir do último dia 22 de abril, quando foi lançado o programa.

Duas ou mais dívidas podem ser renegociadas simultaneamente.

Há limite para o valor da dívida?
Não há limite para o valor da dívida a ser renegociada, assim como também não tem por máximo de atraso. Na prática, dívidas já antigas, com altas taxas de juros, também são elegíveis ao programa.

Como renegociar as dívidas pelo Desenrola Pequenos Negócios?
As micro e pequenas empresas que queiram renegociar suas dívidas devem procurar diretamente os bancos ou outras instituições financeiras em que as dívidas foram feitas.

Segundo o governo, cada instituição vai oferecer suas próprias condições para a renegociação, que podem incluir descontos, prazos mais longos ou menores taxas de juros, por exemplo.

Quais serão as ofertas do Desenrola?
O ministro Márcio França assegura que, com as condições oferecidas pelas instituições, os valores das dívidas devem ter reduções entre 40% e 90%.

Por que os bancos vão participar do programa?

Como estímulo para que as instituições financeiras participem do programa, os bancos que oferecerem as melhores condições de renegociação terão incentivos tributários concedidos pelo governo federal.

Qual o custo do programa para o governo?
As operações envolvidas no Desenrola Pequenos Negócios são garantidas pelo FGO, fundo do governo federal para assegurar eventuais inadimplências dos clientes que renegociaram suas dívidas com os bancos.

Para o programa Acredita como um todo, o governo vai disponibilizar uma fatia de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que servirá como garantia.

Já em renúncia fiscal, com os incentivos para os bancos, o custo estimado para os cofres públicos é de R$ 18 milhões em 2025 e de R$ 3 milhões em 2026.

O que é o programa Acredita Brasil?
O Desenrola Pequenos Negócios faz parte do Programa Acredita do governo federal, que pretende ampliar o acesso ao crédito no Brasil.

Além da medida para renegociação de dívidas, o programa também prevê uma linha de crédito específica para as microempresas: o ProCred 360, uma “versão atualizada” do Pronampe.

A regra para acessar crédito por meio desta linha é que a empresa tenha um faturamento anual bruto de, no máximo, R$ 360 mil.

O plano inclui também incentivos ao crédito imobiliário e também um hedge cambial (proteção ao risco da variação da taxa de câmbio dos financiamentos) para quem quer investir em projetos ligados à transição energética.

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Economia

Veja os principais desafios da regulamentação da reforma tributária

por Redação 2 de maio de 2024

Uma das pautas que deve movimentar os parlamentares do Congresso Nacional no restante do ano é a regulamentação da reforma tributária. Diferentemente do texto que mudou a Constituição Federal, a proposta deste ano vai se aprofundar em aspectos específicos para os pontos mais amplos já aprovados. O consultor legislativo do Senado, Fábio Dáquilla, afirma que a análise vai focar como os aspectos gerais vão ser aplicados no dia a dia.

Dáquilla explica que a regulamentação é uma proposta complexa e grande, já que conta com mais de 500 artigos. O projeto envolve todas as operações de consumo de bens tributáveis no país, acabando, por exemplo, com a tributação sob impostos e a chamada “guerra fiscal” entre estados e municípios.

Confira os principais desafios da regulamentação tributária no país:

Simplificação “5 em 2″ e alíquota final
A reforma tributária aprovada reúne cinco impostos — ICMS, ISS, IPI, PIS, COFINS — em dois novos — IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição Social sobre bens e Serviços), após um período de transição de 2026 e 2033.

O ponto central da discussão é sobre o valor das alíquotas, ou seja, a porcentagem do tributo cobrado. Segundo Dáquilla, estados e municípios terão autonomia na fixação da taxa padrão. O governo indicou que a taxa deve ficar em 26,5% para os dois tributos, mas o “martelo não está batido”.

A CBS terá uma transição mais curta porque é de competência da União. O consultor legislativo explica que a cobrança começará uma alíquota base e, depois, já vai ser implementada uma taxa fixa.

Já o IBS vai entrar com uma alíquota de referência, mas ela pode ser alterada por cada ante federativo, ou seja, os estados e municípios podem sair da alíquota de referência e majorar essa tributação, ou diminuir, dentro da parte de competência.

“[O aumento] vai de uma avaliação do governo local e, caso seja necessária uma maior arrecadação tributária, ele [governo local] pode submeter um projeto de lei para a sua assembleia ou Câmara de Vereadores. Mas existe um custo político, já que umas das propostas-chave da reforma tributária é a transparência. Ou seja, o eleitor vai saber quanto ele paga nos tributos”, completa Dáquilla.

Guerra fiscal
Um dos maiores desafios da regularização é chegar ao fim da “guerra fiscal”, ou seja, benefícios ficais diferentes para municípios e estados. “A própria reforma traz setores que vão ser favorecidos e não serão tributados. A partir de agora, o governo não pode dar isenções diferentes das que já estão previstas, ou oferecer isenção de empresas específicas. Por exemplo, empresas de um mesmo setor beneficiado na reforma tributária vão receber descontos em mesmo patamar e a mesma incidência tributada dentro do mesmo estado ou município.”

Imposto Seletivo
Essa cobrança é feita para desestimular o consumo de certos itens, como bebidas alcoólicas e cigarros. “Não tem interesse arrecadatório e sim de desestimular o consumo. Isso gera efeitos sociais como menores despesas na saúde pública”, explica. Mas o texto coloca dentro deste grupo veículos poluentes e bens minerais extraídos, porque causam danos para a população inteira, segundo os técnicos do governo. A proposta deve encontrar resistência com os parlamentares, já que a indústria automotiva é tem impacto na geração de empregos no país, além do alto custo dos carros elétricos no país.

Cashback para famílias de baixa renda
Segundo regulamentação enviada ao Congresso, famílias de até meio salário mínimo vão ter devolução de algumas alíquotas cobradas em certos produtos. Por exemplo, a volta de 50% da CBS que incide nas contas de luz, água, esgoto e gás encanado. Os valores devem ser integrados nos pagamentos ligados ao CadÚnico, um instrumento de coleta de dados e informações para identificar todas as famílias de baixa renda.

Porém, Dáquilla ressalta que existem aspectos operacionais desafiadores. Um deles é o alto contingente que são “desbancarizados”, ou seja, não tem acesso a contas ou cartões. Outro ponto que deve ser debatido pelos parlamentares é a fiscalização de pessoas que tem uma renda elevada e acabam por receber os benefícios, e, do lado oposto, muitas pessoas necessitadas não conseguem o acesso.

Cesta básica
Os itens que estavam na cesta básica serão isentos, com a prioridade para os alimentos consumidos pelas famílias mais pobres, como arroz, farinha e macarrão. Produtos não enquadrados na cesta básica nacional, como as carnes, vão ter alíquota reduzida em 60%.

“No todo, eu creio que a tributação em geral sobre alimento mais básicos, sejam os isentos ou aqueles com 60% diminuição da carga, vão ser menos tributados. Já os alimentos processados ou de ‘mais luxo’, podem ser que sejam mais tributados do que no contexto da reforma”, explica.

Saúde e educação
A proposta estabelece que 383 medicamentos e vacinas e 17 dispositivos médicos — como ressonância magnética — terão os impostos zerados. Já 850 medicamentos; 27 serviços de saúde — como cirurgias; 92 dispositivos médicos e seis tipos de produtos de higiene pessoal e limpeza vão ter a alíquota vão ter alíquota reduzida em 60

“Creio que em determinados segmentos os preços devem vai cair rápidos, até mesmo pela concorrência. Mas procedimentos mais complexos [vão precisar] de todo um debate, além de uma fiscalização melhor da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]”, avaliou o consultor legislativo do Senado

Ele também explica que a saúde tem características complexas e específicas, mas é possível que a reforma simplifique isso também. Segundo ele, a ideia é chegar ao fim do pagamento de impostos a um montante mais baixo, o que significaria uma margem para a queda nos preços. “Mas a gente vai precisar do esforço regulatório do governo com certeza, porque, dependendo do serviço de saúde, pode ser que não caia o preço.”

Fonte: r7

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Economia

Desenrola para empresas e novo programa de crédito: ministro Márcio França fala ao g1

por Redação 26 de abril de 2024

Anunciado na segunda-feira (22), o Desenrola Pequenos Negócios tem chance de estar operando já na semana que vem. É o que revela Márcio França, ministro do Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, em entrevista ao g1 e ao podcast Educação Financeira.

A nova versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal foca agora em MEIs, micro e pequenas empresas, com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões. O ministro diz que a meta do governo é oferecer suporte para que os empreendedores possam se livrar de entraves financeiros para investir no crescimento do negócio.

A expectativa é que o Ministério da Fazenda publique ainda nesta sexta-feira (26) uma portaria com orientações para que bancos e instituições financeiras se habilitem para negociar as dívidas de empreendedores no novo Desenrola.

Por enquanto, o que se sabe sobre o programa é que os empreendedores poderão renegociar dívidas bancárias feitas em seu CNPJ ou dívidas com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Será possível quitar à vista ou optar pelo parcelado.

O Desenrola Pequenos Negócios faz parte do Programa Acredita do governo federal, que pretende ampliar o acesso ao crédito no Brasil.

Além da medida para renegociação de dívidas, o programa também prevê uma linha de crédito específica para as microempresas: o ProCred 360, uma versão atualizada do Pronampe.

A regra para acessar crédito por meio desta linha é que a empresa tenha um faturamento anual bruto de, no máximo, R$ 360 mil. Para o programa, o governo vai disponibilizar uma fatia de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que servirá como garantia para que os bancos emprestem dinheiro para os empreendedores.

Os juros serão fixadas em Selic (taxa básica da economia brasileira, hoje em 10,75% ao ano), mais uma taxa de 5% ao ano. A empresa poderá pegar um empréstimo equivalente a até 30% do seu faturamento bruto anual. Para negócios liderados por mulheres, o limite sobe para 50% do faturamento.

A expectativa é que o ProCred 360 comece em até dois meses e que os empreendedores tenham um período de carência de seis meses para começar a pagar.

O ministro foi recebido no estúdio do g1 para esclarecer detalhes sobre o programa e também sobre os demais pilares do Acredita.

Abaixo, os cortes de cinco destaques da entrevista:

Empreendedor precisa de ajuda, ‘especialmente para crescer’, diz França
A ‘grande conquista’ seria fazer o informal virar formal
‘Não posso obrigar o banco a emprestar se o CNPJ estiver todo complicado’
‘Se tem uma porta de saída para o Bolsa Família, é empreender’
‘O crédito nas periferias é um crédito extremamente ingrato’

Empreendedor precisa de ajuda, ‘especialmente para crescer’, diz França

Na apresentação do programa Acredita, o governo federal citou dado da Serasa que mostra que mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas estão inadimplentes no país. Perguntado pelo g1 se a meta do Desenrola Pequenos Negócios era atingir a todos eles, França afirmou que é isso que gostaria.

“Seria ideal. Claro, a gente imagina que muitas dessas pessoas podem ter também encerrado seus negócios. Às vezes a pessoa montou, desiludiu ou então arrumou um emprego no meio do caminho. E você sabe que muita gente vai empreender às vezes não é um empreendedor por vocação, ele foi por necessidade das circunstâncias, como aconteceu muito, né? (…) Mas, depois, se a pessoa também pega jeito e aquilo começa a dar lucro, ela gosta da história.”

“Só que muita gente sempre vê a empresa pelo faturamento, né? A gente mesmo usa essa expressão: faturou quanto? (…) Dá a impressão que ficou tudo no bolso da pessoa. A rigor, uma empresa bem administrada, se estiver bem enxuta — por exemplo, um restaurante, um bar, uma lanchonete — se ela deixar 8%, 7% é um bom retorno.”

“Então, ele é uma pessoa que precisa realmente de uma ajuda. E especialmente para ele crescer. Com esses cortes lineares, de MEI e de Simples, é uma barreira mesmo, né? Então, a pessoa fica sendo empurrada a uma síndrome de Peter Pan de ficar sempre pequeno. Quando, na verdade, nosso objetivo é que a empresa cresça. Ninguém quer ser ‘micro’ nada, né?”

A ‘grande conquista’ seria fazer o informal virar formal

O ministro Márcio França foi perguntado sobre o novo programa ProCred, de crédito a micro e pequenos empreendedores. As bases são parecidas com as do Pronampe, mas o ministro explica que a principal diferença entre eles é um corte no teto do faturamento anual: os empréstimos estarão disponíveis para empresas que faturem até R$ 360 mil.

O governo espera que, com esse corte no teto do faturamento, as empresas de menor porte consigam um acesso mais fácil às linhas de crédito do que foi com o antigo programa. Os juros mais baixos, de Selic + 5%, seriam um incentivo para que micro e pequenos empresários se formalizem para que façam investimentos produtivos.

“Como é que ele vai virar formal? Ele tem que ser incentivado, senão ele fala: ‘Ah, eu vou virar formal para quê, né?’ Então, agora tem aí uma coisa. Olha, se você quiser virar formal, se você quiser virar MEI, por exemplo, você tem a chance de trocar a sua moto numa prestação que vai ficar com R$ 100 de prestação agora. Se você não quiser, você vai pegar no banco, vai pagar R$ 400. Então, esse é o incentivo da pessoa, né?”

O ministro Márcio França explica que o Desenrola Pequenos Negócios será lançado na frente dos demais pilares do programa Acredita para limpar caminho para a tomada de crédito pelo ProCred 360.

A expectativa é que a renegociação de dívidas esteja disponível para as empresas já nas próximas semanas, enquanto o início dos empréstimos pela nova linha de crédito deve ser em dois meses.

França destaca que a resolução dos problemas financeiros é uma etapa importante para que os próprios bancos estejam mais abertos a negociar empréstimos para o empreendedor.

O ministro pontua que não é uma regra que o pequeno empresário passe primeiro pelo Desenrola para, então, tentar crédito pelo ProCred 360, mas garante que as instituições financeiras devem priorizar as empresas que estão com as dívidas, pelo menos, renegociadas para liberar qualquer valor de empréstimo.

“Não há uma regra que obrigue [a passar primeiro pelo Desenrola]. Porque se o banco quiser, ele pode fazer um empréstimo. Às vezes a dívida da pessoa é uma dívida prescrita, ou é uma coisa que está em discussão judicial, mas é evidente que os bancos têm preferência e fazem primeiro para quem tem o nome desenrolado, né? Então, por isso, Desenrola sai na frente.”

‘Se tem uma porta de saída para o Bolsa Família, é empreender’

Uma das críticas de especialistas aos programas de crédito para micro e pequenas empresas, inclusive ao novo ProCred, é o fato de que os bancos veem a pequena empresa como um dos maiores riscos de crédito, o que retrai o fornecimento de empréstimos.

França diz que faz parte do desafio convencer as instituições financeiras a confiar nos empreendedores e cabe ao governo dar as melhores condições de garantia. Diz ainda que não se deve deixar de lado a pequena empresa, que é o principal motor de empregos do país.

O ministro segue dizendo que o empreendedorismo — queira ou não — ganhou protagonismo no formato de trabalho do brasileiro.

“Então, de alguma forma, eu penso que em determinados lugares do Brasil, em especial lugares mais longe, remotos, com tanta área que nós temos de preservação no Brasil, você não pode esperar que vai surgir uma indústria lá, surgir um emprego formal. Se tem alguma chance de a pessoa sobreviver, é empreendendo, né?”

“A gente fez uma pesquisa (…). De quem hoje está no topo do Bolsa Família, que recebe acima de R$ 800, (…) 44% empreendem. Você pode olhar dos dois jeitos. Pode falar: ‘Poxa, mas então ele não devia estar na Bolsa Família’. Eu acho que essa pessoa também tem que ser ajudada.”

‘O crédito nas periferias é um crédito extremamente ingrato’

Ainda falando sobre o acesso ao crédito para os empreendedores de baixa renda, Márcio França destaca que, nas periferias, as condições para conseguir um empréstimo são ainda piores, com altas taxas de juros — justamente pelo pouco alcance que essas pessoas têm do crédito de bancos.

Nesse sentido, o ministro reforça que o papel do governo, é servir como um estimulador, fazendo com que as instituições financeiras se aproximem desse público. Por isso, uma das vertentes do programa Acredita é liberar os R$ 4 bilhões do FGO como garantia para que os bancos emprestem dinheiro.

“A realidade brasileira é feita de muita gente com valentia. Mas, sem o crédito, a verdade é que sem o crédito, a pessoa fica acuada, né?”

“Então é isso que inibe muito essa vontade das pessoas. As pessoas se perdem muito facilmente com juros, né? Então, o grande desafio é fazer o juro cair. Mas, e para convencer o banco, né? Porque a gente tem essa questão de risco. O empreendedor ele, ele vai querer, mas a gente tem que convencer o banco de que é verdade. Esse também é nosso eterno desafio”.

“Se nós entendemos que o Banco Central tem que derrubar as taxas cada vez mais, nós temos que confiar nas pessoas também para que a gente derrube as taxas para elas também. (…) Se eu posso colocar um benefício fiscal para, por exemplo, grandes produtores de evento que, com R$ 4 bilhões no Perse, por que eu não posso fazer isso pra uma pessoa que produz bolo na na comunidade, para comprar uma batedeira e produzir mais bolo?”

Fonte: G1

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Economia

Pacheco diz que regulamentação da reforma tributária será aprovada este ano, mesmo com eleição

por Redação 25 de abril de 2024

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira (24) que a regulamentação da reforma tributária é “prioridade” e será aprovada pelo Congresso ainda este ano.

Segundo ele, é “compromisso” tratar do tema, mesmo com as eleições municipais, que acabam esvaziando a pauta do parlamento no segundo semestre.

“Entregarmos para a sociedade brasileira essa lei aprovada para poder termos enfim uma reforma tributária com um sistema de arrecadação mais justo, mais igual, menos burocratizado, mais simplificado, com um imposto único”, prosseguiu o senador.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou pessoalmente o projeto para regulamentar a reforma tributária sobre o consumo, primeiro ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e depois a Pacheco, na tarde desta quarta.

Haddad afirmou que Lira se comprometeu a analisar o tema até o recesso parlamentar, na segunda quinzena de julho. Por isso, o ministro projeta que o senadores só votarão os textos no segundo semestre.

A proposta principal, com as linhas gerais da reforma, foi aprovada no ano passado. Mas, para que seja regulamentada, é necessária a aprovação de outros projetos de lei. Nesta quarta, ocorreu a entrega, pelo governo, do primeiro projeto.

Entre os pontos a ser regulamentados estão a unificação de tributos, os produtos que vão compor a cesta básica e o chamado “imposto do pecado”, criado para desestimular artigos nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Um ponto importante a ser definido é o valor do imposto sobre valor agregado (IVA), que vai substituir uma série de tributos hoje existentes. Segundo o secretário da reforma tributária, Bernard Appy, esse valor deve ficar em torno de 26%.

Fonte: G1

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Economia

Prazo para participar do mutirão de negociação financeira dos bancos termina nesta segunda-feira (15)

por Redação 15 de abril de 2024

Pessoas com dívidas em atraso com instituições financeiras têm até esta segunda-feira (15) para participar da edição de 2024 do Mutirão de Negociação e de Orientação Financeira. A iniciativa é promovida todos os anos pelo BC (Banco Central), pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e pelos Procons de todo o país.

Podem ser negociados débitos em atraso sem bens dados em garantia. Entre as dívidas alvo do mutirão estão aquelas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal e demais modalidades de crédito contratadas em bancos e financeiras. Dívidas com bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), dívidas prescritas e contratos com as parcelas em dia não podem ser renegociados.

Os cidadãos interessados em participar do mutirão podem pedir a renegociação com as instituições financeiras onde têm dívidas. A lista completa dos canais de atendimento está disponível nesta página. O devedor também pode pedir a renegociação por meio do portal Consumidor.gov.br ou pelos Procons que aderiram à iniciativa.

Recomendações
O Banco Central fornece dicas para que o cidadão se prepare melhor para a renegociação. Em primeiro lugar, o devedor deve consultar o Registrato, para saber quais são as suas dívidas em atraso. Em seguida, deve acessar as dicas da Febraban, para planejar o orçamento doméstico e entender como a renegociação afetará a vida financeira.

Outra recomendação é acessar a plataforma Meu Bolso em Dia. A página fornece orientações e capacitação para que o cidadão continue a aprender a lidar com o dinheiro e melhorar sua saúde financeira. O BC também oferece ações de educação financeira.

Restrições
O BC explica que o mutirão não é recomendado para todos. As pessoas que preenchem os requisitos para negociar pela Faixa 1 do Programa Desenrola Brasil devem buscar renegociar suas dívidas por esse programa, que oferece condições mais vantajosas, como desconto médio de 83% do total da dívida, podendo chegar a 96%.

A Faixa 1 do Desenrola abrange dívidas de até R$ 5.000 para quem tem renda de até dois salários mínimos ou está inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) do Governo Federal. Mais informações podem ser obtidas na página oficial do Desenrola.

Os superendividados, conforme previsto na Lei 14.181/2021, têm direito à renegociação global e simultânea com todos os credores. Essa lei possibilita acordos mais adequados que a negociação individual com cada banco e a solução efetiva para o problema do superendividamento.

As pessoas em situação de superendividamento devem buscar ajuda especializada nos órgãos de proteção e defesa do consumidor. Mais orientações podem ser obtidas aqui.

Fonte: r7

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Economia

Bancos promovem mutirão de negociação financeira até 15 de abril; veja como participar

por Redação 11 de abril de 2024

Brasília, Distrito Federal, Brasil — Pessoas com dívidas em atraso com instituições financeiras podem participar, até 15 de abril, da edição de 2024 do Mutirão de Negociação e de Orientação Financeira. A iniciativa é promovida todos os anos pelo BC (Banco Central), pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e pelos Procons de todo o país.

Podem ser negociados débitos em atraso sem bens dados em garantia. Entre as dívidas alvo do mutirão, estão aquelas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal e demais modalidades de crédito contratadas em bancos e financeiras. Dívidas com bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), dívidas prescritas e contratos com as parcelas em dia não podem ser renegociados.

Os cidadãos interessados em participar do mutirão podem pedir a renegociação com as instituições financeiras onde têm dívidas. A lista completa dos canais de atendimento está disponível na internet.

O devedor também pode pedir a renegociação por meio do portal Consumidor.gov.br ou pelos Procons que aderiram à iniciativa. Outras informações sobre o Mutirão de Negociação e Orientação Financeira estão disponíveis no Meu Bolso em Dia.

O Banco Central fornece dicas para que o cidadão se prepare melhor para a renegociação. Em primeiro lugar, o devedor deve consultar o Registrato, para saber quais são as suas dívidas em atraso. Em seguida, deve acessar as dicas da Febraban para planejar o orçamento doméstico e entender como a renegociação afetará a vida financeira.

Outra recomendação é acessar a plataforma Meu Bolso em Dia. A página fornece orientações e capacitação para que o cidadão continue a aprender a lidar com o dinheiro e melhorar a saúde financeira. O BC também oferece ações de educação financeira

Restrições
O BC esclarece que o mutirão não é recomendado para todos. As pessoas que preenchem os requisitos para negociar pela Faixa 1 do Programa Desenrola Brasil devem buscar renegociar suas dívidas por esse programa, que oferece condições mais vantajosas, como desconto médio de 83% do total da dívida, podendo chegar a 96%.

A Faixa 1 do Desenrola abrange dívidas de até R$ 5 mil para quem tem renda de até dois salários mínimos ou está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal. Mais informações podem ser obtidas na página oficial do Desenrola.

Os superendividados, conforme previsto na Lei 14.181/2021, têm direito à renegociação global e simultânea com todos os credores. Essa lei possibilita acordos mais adequados que a negociação individual com cada banco e a solução efetiva para o problema do superendividamento.

As pessoas em situação de superendividamento devem buscar ajuda especializada nos órgãos de proteção e defesa do consumidor. A plataforma Meu Bolso em Dia também dá orientações sobre o tema.

Fonte: r7

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Economia

Lula pede retirada da urgência do projeto sobre reoneração da folha de 17 setores

por Redação 11 de abril de 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta quinta-feira (11) uma mensagem ao Congresso Nacional a retirada da urgência do projeto de lei 493, que propõe a gradual reoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. O ato foi publicado no Diário Oficial da União.

A retirada da urgência ocorreu após reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com a relatora do projeto na Câmara dos Deputados, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), na última quarta-feira (10). O titular também confirmou a medida.

Segundo a parlamentar, sem a urgência, que trancaria a pauta da Câmara depois de domingo (14), “teremos mais tempo para discutir esse projeto apresentado pelo governo, conversar com os setores e discutir uma reoneração para após 2027, com prazo mais largo do que o apresentado agora. Assim, ficamos sem data para votação em plenário”.

Com a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, responsáveis por 9 milhões de empregos, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia de 1% a 4,5%. Sem a desoneração, cerca de 1 milhão de vagas de emprego podem ser perdidas, segundo associações, entidades de classe e sindicatos.

Entenda

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passado, mas foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula, com votos de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78).

O impacto na arrecadação para a Previdência Social caso não houvesse a desoneração da folha de pagamento seria de R$ 45,7 bilhões entre 2018 e 2022, revela um estudo feito neste ano pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido pressionado pelos 17 setores da economia e por entidades de trabalhadores a sancionar o projeto que prorroga a medida fiscal até 2027.

A publicação mostra que, caso o mecanismo não existisse, a perda de arrecadação da Previdência Social seria de R$ 1,4 bilhão em 2018, de R$ 5,7 bilhões em 2019, de R$ 9,5 bilhões em 2020, de R$ 13 bilhões em 2021 e de R$ 16 bilhões em 2022. O contexto atual do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é de saldo negativo.

Com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os representantes observam que, em termos de evolução da empregabilidade, os setores desonerados contrataram mais de 1,2 milhão de novos trabalhadores entre 2018 e 2022, o que corresponde a cerca de 15,5% de crescimento.

Sem a geração desses empregos, haveria a queda na arrecadação previdenciária. Por outro lado, os setores reonerados contrataram pouco mais de 400 mil novos trabalhadores, o que representa 6,8% de crescimento.

Fonte: r7

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Economia

PIX: ferramenta registrou 200 milhões de transações na última sexta e bateu recorde, diz BC

por Redação 8 de abril de 2024

O Banco Central informou que as transações via PIX bateram um novo recorde nesta sexta-feira (5): foram 201,6 milhões de operações em um único dia.

O total de operações desta sexta superou as 178,7 milhões de transações registradas em 6 de março de 2024 – que era o recorde anterior.

O recorde coincidiu com um dia de instabilidade registrada pelos bancos no acesso de clientes à plataforma. O BC, no entanto, disse que o serviço estava funcionando normalmente.

O PIX é um sistema de pagamentos em tempo real desenvolvido pelo Banco Central e está em funcionamento desde novembro de 2020.
Em 2022, o PIX se tornou principal instrumento do mercado, com 29% das transações, superando o cartão de crédito.
Em todo o ano de 2023, as transferências de recursos e os pagamentos feitos por meio do PIX, somaram R$ 17,18 trilhões.
O Banco Central prevê lançar uma nova funcionalidade para o PIX em 28 de outubro deste ano: o Pix automático.

Essa modalidade do Pix vai permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas.

O Pix automático poderá ser usado, por exemplo, para pagar:

contas de água e luz
escolas e faculdades
academias, condomínios
parcelamento de empréstimos

Esse tipo de pagamento já pode ser feito através do débito automático, mas na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas.

Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, também será obrigatória a partir de outubro de 2024. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para:

Mesada
Doação
Aluguel entre pessoas físicas
Prestação de serviço por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico etc)

Fonte: G1

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Economia

Após atrito, Haddad e Pacheco se reúnem para discutir desoneração dos municípios

por Redação 8 de abril de 2024

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve participar de um almoço na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta segunda-feira (8), para discutir a desoneração da folha de pagamentos dos municípios. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), e o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) também devem participar.

O assunto gerou atrito entre os dois na semana passada, após decisão de Pacheco de deixar caducar o trecho da medida provisória (MP 1202/2023) que tratava sobre a reoneração dos municípios.

Nos bastidores, a avaliação é que a decisão do presidente do Congresso foi uma “pancada” para Haddad, já que a medida impacta em cerca de R$ 10 bilhões de reais nos cofres da União, não estava previsto no orçamento, e atrapalha ainda mais o objetivo do governo de alcançar a meta de zerar o déficit nas contas públicas.

A Fazenda gostaria que a alíquota da contribuição previdenciária dos municípios passasse dos 8% para 20% ainda neste mês, mas sabia da resistência no legislativo. Porém, contava que o Congresso Nacional analisaria o projeto de lei que trata sobre o assunto antes de definir sobre manter a desoneração. Pacheco prorrogou alguns pontos da MP por sessenta dias, mais deixou esse de fora, fazendo com que perdesse a validade.

Já Pacheco disse ao blog ter alertado desde o início que o assunto só seria tratado por projeto de lei e que “está claro que não permitiríamos voltar a alíquota de 20% por MP”. Ele afirmou, ainda, não ver “problema em avaliar a proposta do governo antes das eleições”, mas precisaria “conversar com os municípios”.

Com o pano de fundo das eleições municipais, dificilmente há clima no congresso para reonerar municípios antes do pleito.

No fim de março, o governo apresentou ao congresso um projeto de lei, desenhado pela Fazenda, sobre o assunto. A proposta prevê desoneração para cidades abaixo de 50 mil habitantes – não mais 156 mil habitantes – e receita corrente líquida per capita de R$ 3.895. A ideia seria escalonar a reoneração, iniciando em 14% de contribuição patronal em 2024 e aumentando 2% por ano, até chegar em 20%, em 2027. A projeção do governo seria de atender 2,5 mil municípios. Porém, a proposta, até o momento, segue parada.

De acordo com Haddad, o governo pretende acionar a Justiça para pedir a derrubada da desoneração, já que o legislativo não apontou fonte de recurso para a renúncia fiscal.

Fonte: r7

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