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Eleições

Eleições

Negociata eleitoral: cidade brasileira tem eleitor que vendeu voto e foi para as urnas usando óculos-espião

por Redação 21 de outubro de 2024

Em uma cidade do Pará, Ourilândia do Norte, eleitores venderam o seu voto e foram para as urnas com um óculos-espião, a fim de que comprovassem que o voto vendido fosse realmente confirmado no vereador Edivaldo Borges Gomes, o Irmão Edivaldo (MDB).

Os óculos, com uma microcâmera embutida, chamaram a atenção de uma mesária. Mais de uma pessoa na mesma seção eleitoral entrou com o objeto.

A mesária disse à polícia que, “em determinado momento, observou um eleitor portando óculos com espessura extensa. E depois de alguns instantes, uma adolescente estava com o mesmo objeto no bolso”.

Ela contou que abordou a eleitora e acionou os funcionários da Justiça Eleitoral, que descobriram que os óculos possuíam uma câmera acoplada.

A adolescente abordada declarou que uma pessoa desconhecida ofereceu R$ 200 para que ela votasse no candidato a vereador Irmão Edivaldo. E ela só receberia o valor caso comprovasse por meio das filmagens que votou no candidato.

Irmão Edivaldo foi preso em flagrante e solto mediante pagamento de fiança. Ele pode responder pelo crime de compra de votos e associação criminosa. Cinco dias após ser reeleito, o político se defendeu das acusações em uma sessão da Câmara de Vereadores.

DISPUTA MAIS ACIRRADA DO PAÍS TEM COMPRA DE VOTOS

Em Nova Olinda do Maranhão, os mais de 14 mil habitantes viveram a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país. Ary Menezes (PP) foi eleito no primeiro turno com 50,01% dos votos válidos, e Thaymara Amorim (PL) ficou em segundo lugar, com 49,99%. E a diferença entre os dois candidatos foi de apenas dois votos.

Thaymara chegou a comemorar a vitória antes do fim da apuração, que com 97% das urnas apuradas dava uma diferença de 100 votos a favor dela. No entanto, o resultado final deu a vitória a Ary.

Depois da vitória, porém, alguns eleitores confessaram ter vendido o voto em favor de Ary Menezes. E denunciaram que passaram a receber ameaças e represálias.

Danilo Santos é um deles. Ele admitiu que foi procurado antes da votação e aceitou vender o seu voto.

“Ary Menezes, com Ronildo, Cleo Barros, foram na minha casa, entendeu? Pra gente fechar um compromisso”, revelou, citando Ronildo da Farmácia (MDB), o vice, e Clecia Barros (Republicanos), aliada de Ary. Ele revelou que o trio perguntou o que ele queria em troca do voto.

“Falei que era 1.500 telhas, 20 sacos de cimento e a madeira da minha casa. Eles falaram para mim que se fosse só isso, já estava tudo comprado. Que no outro dia era para eu ir buscar lá no galpão”, contou.

Danilo disse que não recebeu tudo o que foi prometido. E por isso, mudou de ideia. E dois dias depois da eleição, um caminhão da prefeitura retirou as telhas da casa dele.

Outra eleitora, a pescadora Luciane Souza Costa, também foi ameaçada. Ela decidiu não votar em Ary e nem na vereadora indicada por ele depois que o marido dela recebeu dinheiro pela compra do voto. Imagens gravadas por Luciane mostram um homem, que tem o número do candidato a prefeito na camisa, a ameaçando.

“Como eu não peguei o dinheiro, foi o meu marido que pegou, e eu postei nos meus ‘Status’ dando apoio para a minha vereadora, me ameaçaram de morte, eu, meu marido e minhas filhas. Que se a gente não votasse neles, eles iam matara a gente”.

OUTRO LADO

Por nota, o prefeito eleito Ary Menezes disse que “a compra e venda de votos compromete a democracia do pleito e deve ser apurada pela justiça eleitoral”, e se colocou à disposição para esclarecimentos.

Ronildo da Farmácia, o vice-prefeito eleito, negou as acusações. “Eu dou a garantia que da minha parte e da parte do Ary, 100% de certeza que não oferecemos dinheiro em troca de votos para ninguém. Fizemos uma campanha limpa, está entendendo?”

A defesa de Clélia Barros disse em nota que “Clélia não tem conhecimento sobre a captação ilícita de votos apontada na reportagem”, e que “a cliente tem a vida pública pautada por honestidade, sempre respeitando os pilares da democracia”.

Fonte: FANTASTICO

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Eleições

Eleições 2024: eleitores que não votaram no primeiro turno podem participar do segundo

por Redação 18 de outubro de 2024

Os eleitores que estavam aptos mas não compareceram ao primeiro turno das eleições municipais de 2024, realizado em 6 de outubro, têm a oportunidade de votar no segundo turno. A Justiça Eleitoral considera cada turno como uma eleição independente, o que significa que a ausência no primeiro turno não impede a participação na segunda etapa de votação.

O segundo turno está agendado para o dia 27 de outubro, quando eleitores de 52 municípios, incluindo 15 capitais, voltarão às urnas eletrônicas para escolher os novos prefeitos e vice-prefeitos, que assumirão os cargos para o período de 2025 a 2028. Saiba quais cidades terão segundo turno:

  • Anápolis (GO)
  • Aparecida De Goiânia (GO)
  • Aracaju (SE)
  • Barueri (SP)
  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Camaçari (BA)
  • Campina Grande (PB)
  • Campo Grande (MS)
  • Canoas (RS)
  • Caucaia (CE)
  • Caxias do Sul (RS)
  • Cuiabá (MT)
  • Curitiba (PR)
  • Diadema (SP)
  • Fortaleza (CE)
  • Franca (SP)
  • Goiânia (GO)
  • Guarujá (SP)
  • Guarulhos (SP)
  • Imperatriz (MA)
  • João Pessoa (PB)
  • Jundiaí (SP)
  • Limeira (SP)
  • Londrina (PR)
  • Manaus (AM)
  • Mauá (SP)
  • Natal (RN)
  • Niterói (RJ)
  • Olinda (PE)
  • Palmas (TO)
  • Paulista (PE)
  • Pelotas (RS)
  • Petrópolis (RJ)
  • Piracicaba (SP)
  • Ponta Grossa (PR)
  • Porto Alegre (RS)
  • Porto Velho (RO)
  • Ribeirão Preto (SP)
  • Santa Maria (RS)
  • Santarém (PA)
  • Santos (SP)
  • São Bernardo do Campo (SP)
  • São João de Meriti (RJ)
  • São José do Rio Preto (SP)
  • São José dos Campos (SP)
  • São Paulo (SP)
  • Serra (ES)
  • Sumaré (SP)
  • Taboão da Serra (SP)
  • Taubaté (SP)
  • Uberaba (MG)


No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para cidadãos maiores de 18 anos, enquanto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos.

Justificativa de Ausência
Para os eleitores que não votaram no primeiro turno e não justificaram a ausência no dia da votação, o prazo para se explicar à Justiça Eleitoral vai até 5 de dezembro. Esse procedimento pode ser realizado por meio do aplicativo e-Título, do Sistema Justifica ou pelo Autoatendimento Eleitoral, acessível nos Portais da Justiça Eleitoral.

Ao apresentar a justificativa, é necessário anexar documentos que comprovem a impossibilidade de votar, como bilhetes de passagem, cartões de embarque ou atestados médicos.

Se o eleitor não tiver acesso às ferramentas online de justificativa, ele pode comparecer a qualquer cartório eleitoral ou à Central de Atendimento ao Eleitor do seu estado para apresentar o requerimento pessoalmente, junto com os documentos comprobatórios exigidos.

Fonte: r7

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Eleições

Eleições 2024: 58 candidatos apoiados por PT de Lula e PL de Bolsonaro são eleitos prefeitos

por Redação 9 de outubro de 2024

Dos 85 candidatos no país que tinham no seu palanque tanto o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, 58 conseguiram se eleger prefeitos neste domingo (6), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros 24 candidatos apoiados pelos dois partidos perderam a eleição. Há ainda um que vai disputar o segundo turno e outro que foi considerado inapto pela Justiça eleitoral e ficou de fora do pleito. Há ainda o caso de outro que foi eleito, mas está com a sua candidatura barrada.

O que foi para o segundo turno é o candidato Aprígio, do Podemos, que tenta a Prefeitura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Já Dehon Toso, do PSD, queria disputar a Prefeitura de Estrela do Norte (SP), mas, segundo a Justiça, não reuniu as condições necessárias para obter o registro da sua candidatura.

O candidato Zé Martins (MDB), por sua vez, conseguiu se eleger prefeito de Bequimão (MA), mas, como a sua candidatura foi barrada pela Justiça, será preciso aguardar o julgamento do seu recurso para ter uma definição.

O professor de direito eleitoral da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Fernando Neisser explica que, nesses casos, o candidato aparece na urna, mas o resultado da eleição não é proclamado. Para sair o resultado em definitivo, é necessário o julgamento da situação da candidatura.

Se o caso for julgado até 1º de janeiro de 2025, data da posse, duas situações podem acontecer:

Se a candidatura for aceita, será realizada uma nova totalização dos votos, e o candidato assume o cargo;
Caso seja indeferida, uma nova eleição é convocada.
Se o resultado do julgamento sair depois de 1º de janeiro, o presidente da Câmara dos Vereadores assume interinamente o cargo de prefeito até que a candidatura seja aceita definitivamente ou aconteçam novas eleições.

O Maranhão foi o estado com mais candidaturas apoiadas pelas duas legendas. Foram 22 cidades com candidatos que têm o endosso do PT e do PL. Desses, 13 foram eleitos e oito perderam.

Já São Paulo foi o segundo estado, com 12 candidatos com aval de PT e PL. Desses, nove foram eleitos, um perdeu e um foi para o 2º turno.

Fonte: G1

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Eleições

Efeito do retorno do X no ecossistema de desinformação antes do segundo turno é incerto, avaliam especialistas

por Redação 9 de outubro de 2024

O impacto do desbloqueio do X, que ficou fora do ar durante o primeiro turno do pleito municipal, tende a ser limitado no debate eleitoral do segundo turno em meio à concorrência com outras redes, na avaliação de pesquisadores ouvidos pelo GLOBO. Mas o efeito da volta da plataforma de Elon Musk no ecossistema de desinformação ainda é incerto e será um ponto de preocupação na corrida eleitoral, diante da política de moderação menos rígida.
Coordenadora de pesquisa do Internet Lab, Iná Jost destaca a ocorrência de um “grande fluxo” de migração de usuários para o Bluesky, o que pode impactar a importância do X nesse retorno.

— É difícil saber se o retorno do X impactará esta eleição. A plataforma não aceita anúncios políticos, mas precisamos ficar atentos para vermos como as campanhas vão se desenrolar por lá. Precisamos monitorar se vão crescer os índices de correntes de desinformação e se decisões judiciais serão cumpridas pela empresa, caso elas existam — explica.

Queda de interações
O X registrou queda de 73,5% em interações no debate sobre política no Brasil entre os dias 2 e 17 de setembro, segundo estudo da FGV Comunicação Rio divulgado pelo GLOBO na semana passada. Nos primeiros dias após o bloqueio da plataforma, o Bluesky recebeu 2,6 milhões de novos usuários, com a estimativa de que 85% destes seriam brasileiros.

O levantamento também mostrou que a conversa na plataforma de Musk passou a ser ditada apenas por perfis de direita, que continuaram acessando o X via VPN, ferramentas de gestão de redes ou por origem internacional após a suspensão da rede social.

O antropólogo David Nemer, do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, avalia que o retorno do X não deve impactar o voto do eleitor. Para o pesquisador, a consequência do desbloqueio ficará restrita a uma mudança na narrativa da direita, que não deve chegar àqueles que não são convertidos. Além disso, há possibilidade de o eleitorado mais à esquerda permanecer no Bluesky ou em outros concorrentes.

— A falta de moderação no X é motivo de preocupação. Agora, vamos ver como a rede vai se comportar, já que, se não atender às demandas e ordens judiciais, vai voltar a ser banida, e pelo visto Musk não quer isso — analisa Nemer. — Mas acho muito difícil o X ser determinante para qualquer resultado no segundo turno destas eleições. O que vai mudar é a narrativa da direita, que vai tratar a volta da rede como uma vitória.

O X passou por uma queda de usuários após ser adquirido pelo empresário Elon Musk, em 2022, quando ainda se chamava Twitter. Especialistas citam mudanças nos algoritmos e o enfraquecimento da política de moderação de conteúdos sob a gestão dele como possíveis causadores desse impacto negativo.

Influência no debate
Segundo o estudo DataReportal, havia uma base de 22,1 milhões de usuários do X no início deste ano no Brasil — cerca de 2 milhões a menos do que em 2023. O levantamento considera o total de pessoas que podem ser impactadas por anúncios na rede. Foi a primeira vez, desde 2019, em que houve um recuo no volume de internautas atingidos.

Apesar de não estar no topo do ranking de redes sociais no Brasil, o X tem como característica a capacidade de direcionar o debate público pela presença de jornalistas, políticos, acadêmicos e influenciadores, o que ajuda a dimensionar o seu impacto político. Também costuma agendar discussões nas outras redes.

Criado em 2006 nos Estados Unidos, o Twitter se popularizou no Brasil a partir de 2008 como um espaço de discussões de temas variados. A rede também foi largamente usada em mobilizações populares, como os protestos de 2013.

Antes da aquisição por Musk, a rede, antes restrita a postagens com até 140 caracteres, já havia expandido esse limite e permitido a inclusão de fotos e vídeos, além do encadeamento de múltiplos tuítes e citações diretas de postagens de terceiros.

Especialistas já indicavam, à época, que a lógica interna da plataforma passava a dar mais visibilidade a publicações que engajavam outros usuários com “comoção negativa”, como discurso de ódio, fenômeno similar ao observado em outras plataformas. No primeiro ano como proprietário, Musk reformulou a plataforma, mudou o nome, o processo de verificação do serviço e as regras de moderação.

Fonte: OGLOBO

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Eleições

Vereador derrotado nas eleições distribuiu santinhos com número de votação errado

por Redação 9 de outubro de 2024

O candidato a vereador em Argirita, José Iria de Araújo (PSD), de 60 anos, conhecido como ‘Duda’, teve o número de urna errado divulgado durante a campanha eleitoral.

O código usado nos materiais distribuídos durante o pleito foi o 55.608. Contudo, a candidatura dele foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 55.508, com um dígito diferente do informado.

Eleito em 2004, ele participou de todas as eleições seguintes – 2008, 2012, 2016 e 2020 – usando sempre a mesma centena (final 608). Neste ano, o 508 quebrou o padrão adotado pelo candidato. Entenda mais abaixo.

Após a contabilização dos dados nas 12 seções e os 52 votos recebidos, Duda não conseguiu votação para se manter como parlamentar. Enquanto Marcinho do Tijucal (REPUBLICANOS) foi o mais votado em Argirita, escolhido por 373 eleitores, Ewerton Tereza (MOBILIZA) recebeu 79 – uma diferença de 27 votos a mais que Duda.

Conforme dados da Justiça Eleitoral, o registro da candidatura de José Iria, o Duda, aconteceu no dia 30 de agosto. O g1 entrou em contato com o partido para entender se houve um erro no registro da candidatura ou se o partido optou por usar um número diferente do sugerido pelo candidato, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em contato com a TV Integração, o atual vereador confirmou que fez campanha com o número diferente do que estava registrado, mas alegou que, por orientação jurídica, não iria dar mais detalhes sobre a situação.

Final 608 usado em todas as eleições
No santinho distribuído por Duda, o número de campanha é o 55.608. No entanto, o Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand) indica o 55.508 como registrado oficialmente junto ao TSE.

Duda foi candidato pela primeira vez em 2004, quando foi eleito usando o número 15.608. Ele seguiu participando das eleições municipais seguintes, em 2008, 2012 e 2016, mas terminou como suplente. Em 2020, foi eleito novamente como vereador.

Em todas as eleições, os números de urna terminavam com a centena 608. Somente neste ano, o final foi diferente, 508. Veja abaixo:

número 15608 em 2004
número 45608 em 2008
número 45608 em 2012
número 15608 em 2016
número 55608 em 2020
número 55508 em 2024
Erro podia ser sinalizado até 18 de setembro
Em resposta ao g1, o TRE informou que os candidatos geralmente têm os números definidos na convenção partidária.

Ainda segundo o Tribunal, os dados são disponibilizados no DivulgaCandContas e lá permanecem durante todo o período eleitoral, podendo, em caso de erro, receberem pedido de alteração pelo candidato ou pelo partido.

“A retificação do número, ou de qualquer dado a ser exibido na urna eletrônica, poderia ter sido feita até o dia 18/09/2024, data do fechamento do Sistema de Candidaturas”.

Fonte: G1

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Eleições

Cofres cheios: emenda Pix turbina taxa de reeleição de prefeitos, que foi de 89,3% nas 178 cidades mais beneficiadas

por Redação 8 de outubro de 2024

A abertura das urnas no domingo mostrou que cidades mais contempladas pelas chamadas “emendas Pix” — recursos enviados por parlamentares diretamente para o caixa das prefeituras — tiveram índice de reeleição de seus governantes maior do que o registrado no restante do país. Levantamento do GLOBO nos 178 municípios indicados pela Controladoria-Geral da União (CGU) como principais destinos destas verbas aponta que em cem deles o prefeito foi reeleito, enquanto em outros 45 conseguiu fazer um sucessor do mesmo grupo político.

Considerando apenas as cidades onde os atuais prefeitos concorreram a um novo mandato — 112 das 178 — a taxa de reeleitos foi de 89,3%, podendo ainda chegar a 94,6% caso os seis que conseguiram ir ao segundo turno saiam vitorioso. Apenas outros seis já saíram derrotados.

O índice bate a taxa de recondução nas eleições deste ano, de 81,4%, a maior da história, superando os 63,7% de 2008, até então o mais alto. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 3.004 prefeitos que tentaram ser reconduzidos no domingo, 2.444 terão um novo mandato a partir de janeiro. Esse número ainda pode aumentar para 81,9%, pois 16 ainda disputarão o segundo turno.

Pagamento suspenso
Criada em 2019, as “emendas Pix” entraram na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto. O ministro Flávio Dino determinou que o Congresso e o governo deem mais transparência ao mecanismo para que seja possível saber como os recursos são gastos. No modelo atual, basta ao parlamentar indicar para qual cidade o dinheiro deve ir, sem necessidade de apresentar um projeto ou obra específica. Assim, prefeitos podem gastar a verba federal livremente, sem depender do aval do governo.

Além de suspender novos repasses, Dino mandou a CGU realizar uma auditoria nos desembolsos já feitos desde 2020 até hoje, o que soma R$ 16 bilhões. O órgão de fiscalização concentrou a análise nas 178 prefeituras e 22 governos estaduais que registraram o maior volume de recursos recebidos no período.

No topo do ranking dos municípios mais contemplados está Carapicuíba, cidade de 387 mil habitantes na Região Metropolitana de São Paulo, que recebeu R$ 150 milhões em emendas Pix na gestão do atual prefeito, Marcos Neves (PSDB). Em seu segundo mandato e sem poder disputar a reeleição, Neves conseguiu emplacar o aliado José Roberto (PSD) como sucessor. Ele teve 80,3% dos votos no domingo. Procurados, eles não retornaram o contato.

A segunda da lista é Macapá, capital do Amapá, onde Doutor Furlan (MDB) foi reeleito com 85,08% dos votos, o maior porcentual entre os prefeitos eleitos nas capitais. Durante seu mandato, a prefeitura recebeu R$ 128 milhões em emendas Pix, a maior parte enviada por parlamentares que fizeram parte de sua coligação neste ano. O principal padrinho dos recursos foi senador Lucas Barreto (PSD), que indicou R$ 45 milhões no período.

— O prefeito Furlan tem uma capacidade muito grande de trabalho de domingo a domingo. Coloquei ainda mais emendas lá, onde está a maioria da população do estado. Macapá é uma UTI social — disse Barreto.

Em nota, a prefeitura de Furlan atribuiu a votação expressiva no domingo à capacidade da atual gestão em transformar os recursos em melhorias na cidade. “Temos capacidade administrativa de receber recursos e aplicá-los em tempo hábil na entrega de obras que a cidade necessitava, desta forma a população validou a nossa capacidade de trabalho e entregas”, diz.

Mas a aplicação dos recursos federais não contribui apenas para a eleição de prefeitos em grandes cidades. Entre os dez municípios que mais receberam emendas Pix nos últimos anos, Coração de Maria (BA), cidade de 22 mil habitantes a 111 quilômetros de Salvador, reelegeu o prefeito Kley Lima (Avante) com 67% dos votos. Entre os parlamentares que enviaram o recurso está o senador Angelo Coronel (PSD-BA), apoiador da reeleição de Lima. O prefeito e o parlamentar foram procurados, mas não se manifestaram.

Em algumas localidades,o parentesco do prefeito com o parlamentar ajudou a irrigar o cofre municipal. Foi o que aconteceu em Campo Formoso (BA), cidade de 71 mil habitantes a 477 quilômetros de Salvador, onde Elmo Nascimento (União) foi reeleito com 63,51%. Ele é irmão do deputado Elmar Nascimento (União-BA), que destinou R$ 19 milhões em emendas Pix para o município nos últimos dois anos.

— Temos um deputado que é um filho da terra e conhece as dificuldades e a pobreza do município. Mas a reeleição não foi fruto só de emenda, mas de uma dedicação de quatro anos. Não adianta receber e gastar mal — afirmou Elmo. Também procurado, Elmar não comentou.

Já em Nova Russas (CE), com população de 32,4 mil pessoas, a 338 quilômetros de Fortaleza, Giordanna Mano (PRD) foi reeleita com 83,53%. A prefeitura recebeu nos últimos quatro anos R$ 18 milhões da verba parlamentar, com R$ 14 milhões enviados diretamente do marido dela, o deputado Junior Mano (PL-CE). — Queria ter mais (emendas) para indicar — disse o parlamentar.

Boa gestão
A cientista política Graziella Testa, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a reeleição dos gestores passa por um bom uso dos recursos recebidos. No entendimento dela, o problema das emendas vai além de uma eventual aplicação eleitoreira e inclui os critérios usados para escolher quais cidades vão receber.

— De repente a vida dessa pessoa melhorou mesmo por conta do recurso que veio da emenda parlamentar. A questão é como está a vida das outras pessoas que não receberam e como é feito essa divisão do que é prioridade do ponto de vista nacional— disse Testa.

Um exemplo de cidade contemplada com valores altos em emendas Pix, mas que o prefeito não conseguiu se reeleger é Belém, capital do Pará. O município recebeu R$ 23 milhões durante o mandato de Edmilson Rodrigues (PSOL), que não conseguiu a chegar ao segundo turno. Sua atual gestão ficou marcada por problemas no serviço de coleta de lixo, que derrubou sua aprovação.

A diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, atribui o alto índice de reeleição dos prefeitos que mais receberam emendas Pix à forma como a verba é empregada. Segundo ele, como não há necessidade de o recurso ser vinculado a projeto, costumam ser empregadas em ações de baixa complexidade, como asfaltamento de ruas, compra de veículos ou ambulâncias, por exemplo.

— São ações que têm um impacto positivo na percepção do público sobre a gestão que está no poder. Por causa desse efeito, as emendas Pix acabam se convertendo em um financiamento eleitoral indireto, acentuando uma desigualdade na disputa que já existe normalmente no cenário de reeleição — afirmou a diretora do Transparência Brasil.

Fonte: G1

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Eleições

Impacto de R$ 30 milhões: cinco maiores doadores ajudam a eleger mais de 100 políticos pelo Brasil

por Redação 7 de outubro de 2024

Os cinco maiores doadores de campanha nas eleições de 2024 destinaram R$ 30,7 milhões para candidatos e partidos. Parte desse valor ajudou a eleger 102 políticos em todo o Brasil, sendo 46 prefeitos e 56 vereadores.

Do total enviado pelos maiores doadores, R$ 7,6 milhões foram para candidatos que já foram eleitos, e R$ 4,1 milhões, para 8 candidatos a prefeito que disputarão o segundo turno. Outros R$ 19 milhões foram doados para candidatos que não se elegeram.

Entre os 110 candidatos que foram apoiados pelos maiores doadores de campanha e que foram eleitos ou estão no 2º turno, 35 são do PSD, 19 do MDB, 14 do Progressistas e 13 do PL.

Outros 6 são do PT, 4 do Republicanos, 3 do União Brasil, 3 do PSB, 3 do Novo, 2 do Cidadania, 2 do Podemos, 2 do PSDB, 1 do Avante, 1 do PDT, 1 do PMB, 1 do PRB.

O maior doador de campanha em 2024 é Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, empresa das áreas de açúcar, álcool, energia, lubrificantes e energia. Ele tem fortuna de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,6 bilhões), segundo a Forbes.

O empresário fez doações para 197 beneficiários, sendo a maior delas, no valor de R$ 2 milhões, para a campanha do prefeito de Belo Horizonte (MG), Fuad Noman (PSD), que concorre à reeleição.

Ometto aparece pela quarta vez seguida como o maior doador de campanhas. Em 2018, ele doou R$ 7,5 milhões e, nas eleições municipais de 2020, R$ 2,6 milhões. Já na eleição de 2022, a doação foi de R$ 8,7 milhões.

Quem são os maiores doadores de campanha em 2024?
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os cinco maiores de campanha destinaram exatamente R$ 30.785.719,00 para candidatos e partidos. Veja quem são:

Rubens Ometto Silveira Mello – R$ 18.270.781,20
Jose Ricardo Rezek – R$ 4.945.000,00
Odilio Balbinotti Filho – R$ 3.912.900,00
Alcebiades de Queiroz Barata Filho – R$ 2.150.037,80
Wilson de Almeida Junior – R$ 1.507.000,00

Fonte: G1

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Eleições

Eleições 2024: os famosos que se deram bem e os que se deram mal

por Redação 7 de outubro de 2024

Ex-atletas, influenciadores, atores e jornalistas se candidataram para cargos de vereador, prefeito ou vice-prefeito nas Eleições 2024. Teve eleito, não eleito e também os suplentes (que podem, eventualmente, assumir ou não).

Veja abaixo quais famosos que foram derrotados e quem se deu bem neste domingo (6).

O apresentador de TV José Luiz Datena (PSDB) disputou o cargo de prefeito de São Paulo e não foi eleito. Ele terminou a disputa em um modesto 5º lugar, com 1,84% dos votos.

Datena teve apenas 112.344 votos, menos do que o vereador mais votado da cidade, Lucas Pavanato (PL).

Datena disse que não vai apoiar nenhum de seus adversários no 2º turno e que a quantidade de votos que teve não faz diferença. Afirmou ainda que não vai mais seguir na política e avaliou que seu desempenho não foi à altura do partido.

Mara Viana

A ex-BBB Mara Viana, vencedora da edição de 2006 do reality, não foi eleita. Ela era candidata à vice-prefeita em Porto Seguro, na chapa encabeçada por Luigi Rotunno (PSDB).

Com 12.031 votos, Rotunno ficou em 3º lugar na eleição. O vencedor foi Janio Natal (PL), que recebeu 45.601 votos, ou 53,94% do total.

Cristina Prochaska (PSOL)

A jornalista e atriz Cristina Prochaska (PSOL) disputou a prefeitura de Ubatuba (SP), mas não foi eleita. Teve apenas 402 votos, que representaram 0,77% do total.

Entre outros papeis, Cristina deu vida à personagem Lais em “Vale Tudo” (1988-1989, Globo) e Carola em “Direito de Amar” (1987).

Alexandre Correa (Avante)

Empresário e ex-marido de Ana Hickmann, Alexandre Correa (Avante) não foi eleito vereador em São Paulo. A apresentadora e ele tiveram um divórcio conturbado no fim do ano passado.

Hickmann entrou com um pedido de divórcio com base na Lei Maria da Penha em novembro de 2023, após registrar um boletim de ocorrência contra o ex-marido por violência doméstica e lesão corporal.

Correa admitiu o desentendimento, mas disse que não houve maiores consequências e reforçou ter sempre tratado a apresentadora “com zelo e respeito”.

Durante a campanha, pregava pelo “direito dos homens” e contra “denúncias falsas” por meio de Lei Maria da Penha. Teve 2.246 votos.

Welington Camargo (Avante)
Irmão dos cantores sertanejos Zezé di Camargo e Luciano, Welington teve 746 votos e não se elegeu.

Welington nasceu em Pirenópolis e se mudou para Goiânia para tratar de uma poliomielite quando ainda tinha 2 anos. Por causa das consequências da doença, ele usa cadeira de rodas.

Aos 27 anos, ele foi sequestrado, e o caso mobilizou o país. Durante os 94 dias em que ficou em cativeiro, em uma chácara, ele teve metade da orelha esquerda cortada pelos sequestradores.

??Quem se deu bem
Thammy Miranda (PSD)

Thammy Miranda, filho da cantora Gretchen, foi reeleito vereador em São Paulo, com 50.234 votos e a 22ª maior votação desta edição. A marca supera sua eleição em 2020, quando teve 43.297 votos.

Em 2016, Thammy também foi candidato a vereador de São Paulo pelo PP, obteve 12.408 votos nas eleições e ficou como suplente da coligação.

Alexandre Frota (PDT)

O ator Alexandre Frota (PDT) voltou a ser eleito, desta vez como vereador em Cotia (SP). Frota recebeu 2.893 votos e foi eleito por média — quando sobram vagas para o cargo e elas são preenchidas através do cálculo da média do partido, que é determinada pela divisão do número de votos válidos pelo quociente partidário mais um.

Outro ex-apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Frota também foi largado pelo eleitor bolsonarista. Eleito deputado federal em 2018, com 155.522 votos, foi expulso do PSL após fazer críticas ao ex-aliado.

Em 2022, tentou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, mas não foi eleito. Teve pouco mais de 24 mil votos.

Zoe Martinez (PL)

A influenciadora e comentarista de política Zoe Martinez foi eleita vereadora em São Paulo. A cubana naturalizada brasileira teve 60.272 votos, um 13º lugar entre os mais votados da cidade.

❗Suplentes
Os suplentes podem, eventualmente, substituir quem foi eleito por determinados motivos (como renúncia, morte, licença-médica ou até decisão judicial, por exemplo) ou passar os quatro anos fora da Câmara, sem assumir.

É o caso dos seguintes famosos:

Zilu Camargo (União Brasil)
Ex-mulher do cantor Zezé di Camargo e mãe da cantora Wanessa, Zilu Camargo (União Brasil) não foi eleita vereadora em São Paulo, mas ficou como suplente. Ela teve 4.579 votos, apenas 0,08% do total.

Em São Paulo, o vereador com menos votos foi Gilberto Nascimento (PL), que teve 22.306 votos.

Joice Hasselmann (Podemos)
A jornalista Joice Hasselmann (Podemos) não foi eleita vereadora em São Paulo, mas ficou como suplente. Ela teve apenas 1.673 votos, em mais uma perda severa de eleitores que vem encolhendo eleição a eleição.

Em 2018, Joice foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados na história do Brasil, com 1 milhão de votos. Ela era uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro, com quem rompeu em 2019.

Abandonada pelo eleitorado bolsonarista, ela concorreu ao mesmo cargo em 2022, perdendo 99,9% dos eleitores. Na ocasião, foram 13.679 votos.

Sérgio Hondjakoff (Cidadania)
O ator Sérgio Hondjakoff, que ficou famoso como o personagem Cabeção em “Malhação” (de 2000 a 2006, Globo), não foi eleito vereador no Rio de Janeiro, mas ficou como suplente.

Ele teve 456 votos, enquanto o vereador eleito com menos votos — Diego Faro (PL) — precisou de 12.675 votos.

Nos últimos anos, o ator enfrentou uma luta contra o vício em drogas. Ele chegou a ser internado e, quando teve alta, manifestou o desejo de retomar a carreira artística.

Bebeto (PSD)
Bebeto (PSD), ex-jogador de futebol e campeão do mundo com a Seleção Brasileira, não foi eleito vereador no Rio de Janeiro, e também ficou como suplente. Ele teve 8.125 votos.

Ídolo do futebol carioca, ele foi titular do time campeão da Copa do Mundo de 1994 e da equipe vice-campeã em 1998.

Na política, foi deputado estadual no Rio de Janeiro por três mandatos, entre 2011 e 2022. Tentou se eleger deputado federal nas eleições de 2022, mas também não venceu.

Babu Santana
O ex-BBB tentou ser vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL. Ele não foi eleito, mas também ficou como suplente.

Babu é famoso por seus trabalhos como ator e cantor, além de ter sido um dos destaques da edição reality da Globo.

Mario Gomes (Republicanos)
O ator Mario Gomes (Republicanos) terminou a eleição com 4.492 votos e na condição de suplente na cidade do Rio de Janeiro.

A campanha de Gomes ganhou destaque por conta de uma ação da Justiça que determinou o despejo do ator da mansão de onde morava, na Joatinga, na Zona Oeste do Rio, por conta de uma antiga dívida trabalhista.

O ex-galã de novela de 71 anos chegou a vender sanduíche na praia anos atrás. Essa não foi a primeira tentativa de Mario Gomes na política. Ele disputou outras quatro eleições entre 2006 e 2022.

Marquito (Republicanos)
Já há alguns anos na política, o humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, não foi eleito, mas ficou como suplente. Ele teve 4.801 votos.

Mesma situação aconteceu em 2012, quando ele concorreu pelo PTB, alcançou 22.198 votos e ficou com a vaga de primeiro suplente do vereador eleito Celso Jatene, do mesmo partido.

Fonte: G1

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Eleições

Joice Hasselmann recebe menos de dois mil votos e não consegue se eleger vereadora em São Paulo: ‘não saio mais candidata a nada’

por Redação 7 de outubro de 2024

A ex-deputada federal Joice Hasselmann (Podemos) não conseguiu se eleger vereadora por São Paulo neste domingo. Com 100% das urnas apuradas, ela, que chegou a ser uma das parlamentares mais votadas do país em 2018, tinha recebido apenas 1.673 votos.

O número revela uma perda de 12 mil votos em relação às eleições de 2022, quando tentou, sem sucesso, uma vaga como deputada estadual. Naquele ano, ela já tinha perdido mais de um milhão de eleitores: em 2018, recebeu 1.078.666 de votos quando assumiu o cargo de deputada federal e foi a mulher mais votada na história da Câmara.

A ex-deputada publicou um vídeo nas redes sociais após a divulgação dos resultados. Nele, disse que lançou a candidatura “sem nenhuma pretensão”, mas que esperava o desfecho para encará-lo como um indicativo do que fazer em seguida:

— Depois desse resultado, decidi aposentar as chuteiras. Não saio mais como candidata a nada. Eu antes da política ganhei muito dinheiro como a jornalista mais importante desse país. Abri mão de tudo para me dedicar à política. (…) E agora pela última vez abri mão da minha carreira, dos meus projetos, para realmente me dedicar à política.

Quando se elegeu deputada federal, Joice era considerada um expoente do bolsonarismo, e fazia parte do PSL, então partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Hasselmann foi líder de governo no Congresso em 2019, mas brigou com Bolsonaro e seus filhos.

Em 2020, já rompida com Bolsonaro, de quem Hasselmann se tornou uma crítica, ela ficou em sétimo lugar na disputa da prefeitura de São Paulo. Em 2022, em sua tentativa de ser reeleita como deputada federal, agora pelo PSDB, Joice recebeu menos de 13 mil votos, e não conseguiu permanecer no cargo.

Durante a campanha deste ano, Joice chegou a apoiar dois candidatos a prefeito de São Paulo. No começo do mês de agosto, Ricardo Nunes (MDB) fez aparição em um vídeo ao lado dela na qual chancelava à candidatura de Joice à Câmara municipal, o que rendeu críticas de bolsonaristas a ele.

Após a veiculação do vídeo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o prefeito havia cavado “a própria sepultura ao declarar apoio à maior traidora do bolsonarismo”.

— Quando eu vi ele se “acadelando”, sendo humilhado publicamente por um dos filhos do Bolsonaro, o Eduardo, por gravar um vídeo para mim, eu pensei: “Esse homem é muito frouxo”. Não vale a pena sair por aí defendo um frouxo que toma um “pito” de um deputado federal e sai por aí desmentindo o que falou — disse ela.

Joice então desembarcou da campanha à reeleição de Ricardo Nunes (MDB) e declarou apoio a Pablo Marçal (PRTB) na disputa. Ao GLOBO, a ex-deputada disse que havia publicado o conteúdo “por pressão da equipe dele” e afirmou que a relação entre os dois “não têm liga”.

Joice alegou na época que nunca aprovou a gestão de Nunes, mas que teve que aceitá-lo por conta de uma coligação firmada entre o seu partido, o Podemos, e o MDB neste ano. Ela sustenta ainda que informou à direção do partido que se sentia incomodada em fazer campanha ao lado do prefeito após as recentes acusações de suposto envolvimento dele com o desvio de verba de creches. Nunes nega irregularidades.

A ex-parlamentar afirmou que não via outra opção para a prefeitura que não seja Pablo Marçal. “Eu não estou pedindo apoio do Pablo, eu estou declarando meu apoio a ele”, completou.

“Na campanha digital, quanto mais atacam o Pablo Marçal, mais ele cresce. Ele está igual massa de pão: quanto mais bate, mais cresce. Obviamente está colocando muito medo, mas muito medo nos seus concorrentes, especialmente o Ricardo Nunes”, dizia Joice em um vídeo publicado nas redes sociais.

Em resposta à atitude de Joice durante a mudança de apoio, Ricardo Nunes republicou em seu perfil no Instagram uma reportagem que anunciava o suporte dela a Marçal, escrevendo na legenda: “Já vai tarde, agora está do lado ‘certo”.

Fonte: OGLOBO

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Eleições

Filha de Fernandinho Beira-Mar, Fernanda Costa é eleita vereadora em Duque de Caxias

por Redação 7 de outubro de 2024

Filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, Fernanda Costa foi a décima vereadora mais votada em Duque de Caxias, na Baixada fluminense, e foi eleita. Ela, que é do MDB, teve 7355 votos.

A vereadora responde em liberdade uma condenação na “Operação epístolas” de abril do ano passado, por organização criminosa. Segundo a investigação, Fernanda ajudava a transmitir recados do pai por meio de códigos em cartas. “Os recados eram feitos com linguagem codificada para estabelecer comunicação com os integrantes do grupo criminoso e dificultar ações policiais e dificultar sua identificação”, diz a denúncia do Ministério Público Federal, que serviu como base para condenação.

Fernanda negou todas as acusações, mas segundo a decisão judicial, o MPF conseguiu provas de sua relação com o esquema montado por Fernandinho Beira-Mar, o que levou à condenação de 4 anos e 10 meses de reclusão em regime semiaberto.

Fernandinho Beira-Mar, um dos chefes do Comando Vermelho, está na Penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná. Ele foi transferido para lá em março deste ano, após dois presos terem fugido da unidade de segurança máxima do Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O traficante foi condenado a mais de 300 anos de prisão por tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Fonte: EXTRA

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