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Emprego

Emprego

Plataformas digitais empregam 1,7 milhão de brasileiros em 2024, com renda média acima da dos demais trabalhadores

por Redação 17 de outubro de 2025

No terceiro trimestre de 2024, cerca de 1,7 milhão de brasileiros tiveram aplicativos como principal fonte de renda, trabalhando por meio de plataformas digitais, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (17). O número representa 1,9% do total de trabalhadores do setor privado e indica crescimento em relação a 2022, quando 1,3 milhão de pessoas (1,5%) estavam envolvidas nesse tipo de atividade.

A pesquisa integra a Pnad Contínua, realizada pelo IBGE em parceria com a Unicamp e o Ministério Público do Trabalho, e analisou quatro categorias de plataformas digitais: transporte por aplicativo, aplicativos de entrega, serviços gerais ou profissionais e aplicativos de táxi.

Aplicativos de transporte lideram

Entre os trabalhadores plataformizados, 53,1% (878 mil) utilizam aplicativos de transporte particular, 29,3% (485 mil) trabalham com entrega de produtos ou comida, 17,8% (294 mil) prestam serviços gerais ou profissionais e 13,8% (228 mil) atuam via aplicativos de táxi. Ao somar todos os condutores de passageiros (incluindo táxi), o total chega a 964 mil pessoas (58,3%).

Entre 2022 e 2024, todas as categorias apresentaram crescimento, com destaque para serviços gerais ou profissionais (+52,1%) e transporte particular (+29,2%). Já os aplicativos de entrega tiveram avanço mais modesto (+8,9%).

Perfil e condições de trabalho

A maioria dos trabalhadores por aplicativos são homens (83,9%), com idade entre 25 e 39 anos (47,3%). Quanto à escolaridade, 59,3% têm ensino médio completo ou superior incompleto, 16,6% nível superior completo e 9,3% sem instrução ou com fundamental incompleto. Em relação à cor ou raça, 45,1% se declaram brancos, 41,1% pardos e 12,7% pretos.

O rendimento médio por hora é de R$ 15,40, inferior ao dos trabalhadores não plataformizados (R$ 16,80), mas a jornada semanal é maior, com 44,8 horas, contra 39,3 horas da média do setor privado. Com isso, a renda mensal média é de R$ 2.996, 4,2% acima do dos demais trabalhadores do setor privado.

No entanto, trabalhadores com nível superior completo ganham, em média, 29,8% menos do que colegas não plataformizados, devido à atuação em funções abaixo da sua qualificação. Já os trabalhadores com menor escolaridade recebem mais de 40% acima da média do setor.

Informalidade e previdência

A pesquisa mostra que 71,1% dos trabalhadores por aplicativos estão em situação informal, contra 43,8% dos não plataformizados. Apenas 35,9% contribuem para a previdência, abaixo da média do setor privado (61,9%). A informalidade é mais alta no Nordeste (87,7%) e Norte (84,9%) e menor no Centro-Oeste (61%).

Autonomia e controle

Grande parte dos trabalhadores por plataformas digitais não define preços, clientes ou prazos de forma independente. Entre motoristas de transporte particular, 91,2% têm o valor pago definido pela plataforma; entre entregadores, 81,3%; e entre profissionais de serviços gerais, 37,2%.

Regionalização

O Sudeste concentra 53,7% dos trabalhadores plataformizados, totalizando 888 mil pessoas. Entre 2022 e 2024, o maior crescimento proporcional ocorreu no Centro-Oeste (+58,8%) e Norte (+56%).

Fonte: G1

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Emprego

Itaú oferece até 10 salários adicionais a demitidos no home office, diz sindicato

por Redação 7 de outubro de 2025

O Itaú Unibanco apresentou, em negociação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), uma proposta de indenização aos cerca de mil funcionários desligados em setembro sob alegação de baixa produtividade no home office, segundo informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A proposta, formalizada nesta segunda-feira (6), prevê o pagamento de uma parcela fixa de R$ 9 mil, o 13º da cesta-alimentação e um valor variável: quatro pisos salariais para quem trabalhou até 23 meses no banco; seis pisos salariais mais meio salário por ano de casa, até o limite de dez salários, para quem tem mais de dois anos de vínculo.

A decisão sobre o acordo será tomada em assembleia híbrida nesta quinta-feira (9). Caso aprovada, a adesão deverá ser individual, com prazo de até seis meses.

Segundo a presidente do sindicato, Neiva Ribeiro, a proposta é considerada positiva, mas não elimina a indignação da categoria com a demissão em massa e com a forma como o processo foi conduzido. A reintegração dos funcionários, pleiteada inicialmente, não foi aceita pelo banco.

Em nota, o Itaú negou que tenha ocorrido demissão em massa, afirmando tratar-se de “desligamentos plúrimos” baseados em monitoramento da jornada de trabalho via softwares corporativos.

O episódio abriu debate sobre privacidade, produtividade e direitos trabalhistas no teletrabalho.

Fonte: valor

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Emprego

Fábricas de golpes digitais: veja como escapar de falsas ofertas de emprego

por Redação 3 de julho de 2025

Um relatório da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), divulgado nesta semana, alertou para a expansão das fábricas de golpes cibernéticos que exploram vítimas de tráfico humano.

Essas pessoas são atraídas por falsas ofertas de emprego e acabam sendo coagidas a participar de esquemas criminosos online.

Inicialmente concentradas no Sudeste Asiático, essas operações agora atingem vítimas de, ao menos 66 países, incluindo o Brasil, segundo a organização. A Interpol classifica a situação como uma “crise global”.

As armadilhas costumam ser aplicadas em plataformas populares, como o LinkedIn e o WhatsApp.

Com o aumento desses crimes, proteger-se contra falsas ofertas de trabalho se tornou essencial. Veja a seguir dicas para evitar cair nesse tipo de golpe.

?​ Como se proteger de golpes de falsas vagas de emprego
Desconfie de propostas ‘boas demais’
Segundo o LinkedIn, promessas de bônus antecipados ou benefícios fora do padrão são sinais de alerta. Golpes costumam usar esse tipo de isca para despertar interesse rápido e driblar o senso crítico.

Sempre confirme a vaga no site oficial da empresa
Vale a pena verificar diretamente no site oficial da companhia se a vaga realmente está aberta. A dica é de Marco De Mello, diretor-executivo da empresa de segurança digital PSafe, e foi dada em uma reportagem do Fantástico.

Evite responder a números desconhecidos no WhatsApp
O WhatsApp é um dos meios preferidos por golpistas, justamente por ser amplamente usado. Ao iniciar uma conversa, criminosos tentam coletar o máximo de informações pessoais com perguntas sutis.

Ative a verificação em duas etapas
Trata-se de um mecanismo que exige mais de um fator de verificação de identidade, como a senha e um código enviado por e-mail. Essa camada extra funciona como uma proteção adicional contra acessos não autorizados.

Por isso, seja no WhatsApp, no LinkedIn ou no e-mail, vale a pena ativar a verificação em duas etapas.

Fique atento a erros gramaticais
Segundo o LinkedIn, ofertas de vagas com muitos erros ortográficos ou gramáticas são sinal de que o recrutador pode ser falso.

Desconfie se pedirem pagamento ou compra de equipamento
Golpistas podem pedir dinheiro com justificativas como “taxas de contratação” ou exigir que o candidato compre equipamentos — como computadores, celulares ou tablets. Cuidado: esse tipo de pedido é um forte indício de golpe.

Fonte: G1

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Emprego

Ex-vendedor fatura até R$ 2,5 milhões por ano com poda de árvores, limpeza de prédios e mais

por Redação 24 de junho de 2025

Raul Quintiliano transformou o gosto por escalar montanhas em um negócio de sucesso. O empreendedor de Varginha (MG) fatura até R$ 2,5 milhões por ano oferecendo serviços em altura, como limpeza de fachadas, poda de árvores e manutenção de usinas eólicas e hidrelétricas.

O negócio começou em 2005, com apenas R$ 5 mil investidos em equipamentos de escalada.

A ideia de trabalhar nas alturas surgiu de um amigo que o incentivou a transformar o hobby em profissão. Antes disso, Raul trabalhava como vendedor, mas decidiu apostar no que realmente amava.

Hoje, a empresa realiza em média nove trabalhos por semana, envolvendo sete profissionais em cada operação. O faturamento vem crescendo ano a ano, com clientes no setor público e privado.

A trajetória de Raul também inclui trabalhos no exterior. Ele já atuou na construção de usinas na África e em serviços técnicos complexos no Brasil. Com o crescimento do negócio, ele buscou certificações nacionais e internacionais para garantir segurança e qualidade.

⚠️ Desde 2012, o trabalho em altura é regulamentado no Brasil pela NR-35. Todos os profissionais da equipe de Raul passam por treinamentos específicos.

Além de crescer como empresário, Raul também ajuda outras pessoas a se profissionalizarem. Um exemplo é Washington Espedito, que trabalhava como jardineiro e hoje atua como alpinista industrial.

“Dá frio na barriga, mas vale a pena. Estou crescendo na vida”, afirma.

A empresa de Raul atende síndicos e administradoras de condomínios, como a de Daniel Tavares, que cuida de mais de 50 prédios no sul de Minas. “É impossível realizar esses serviços sem uma empresa especializada, por questão de segurança e legislação”, afirma o cliente.

Raul ainda quer mais. Seu sonho é expandir a empresa para outros países e ensinar novos profissionais.

“O mercado é enorme. Quero viajar o mundo fazendo o que gosto e dando oportunidade pra muita gente.”

Fonte: G1

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Emprego

Amazon avisa funcionários que vai empregar menos gente graças à inteligência artificial

por Redação 18 de junho de 2025

O CEO da Amazon, Andy Jassy, enviou uma mensagem aos funcionários afirmando que a empresa empregará menos pessoas, no futuro, à medida em que aumenta o uso de inteligência artificial.

“Precisaremos de menos pessoas realizando algumas das tarefas que são realizadas hojem, e de mais pessoas realizando outros tipos de trabalho”, disse Jassy na mensagem, de acordo com a agência Associated Press.

“É difícil saber exatamente onde isso se refletirá ao longo do tempo, mas, nos próximos anos, esperamos que isso reduza nossa força de trabalho corporativa total, à medida que obtivermos ganhos de eficiência com o uso extensivo da IA em toda a empresa”, acrescentou.

Segundo o executivo, a Amazon possui mais de 1.000 serviços e aplicativos de IA generativa em andamento ou em desenvolvimento, e esse número representa apenas uma “pequena fração” do que planeja construir.

Por esse motivo, o CEO pediu aos funcionários que comecem a se familiarizar com esse tipo de tecnologia.

“À medida que passamos por essa transformação juntos, sejam curiosos sobre IA, eduquem-se, participem de workshops e treinamentos, usem e experimentem IA sempre que puderem”, escreveu Jassy.

Investimentos em IA
No início deste mês, a Amazon anunciou que planejava investir US$ 10 bilhões na construção de um campus na Carolina do Norte para expandir sua infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial.

Desde o início de 2024, a empresa prometeu investir cerca de US$ 10 bilhões para cada projeto de data centers no Mississippi, Indiana, Ohio e Carolina do Norte, além de dois complexos na Pensilvânia, buscando ampliar sua infraestrutura para competir com outras gigantes da tecnologia.

Entre outras novidades envolvendo inteligência artificial, a Amazon está testando dublagem auxiliada por IA, para filmes e programas em seu serviço de streaming Prime, e lançou a assistente virtual Alexa com IA generativa.

A empresa também está investindo mais US$ 4 bilhões na startup de inteligência artificial Anthropic.

Fonte: G1

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Emprego

Nissan vai demitir mais de 10 mil funcionários, diz imprensa japonesa

por Redação 12 de maio de 2025

A Nissan Motor vai demitir mais de 10 mil pessoas em todo o mundo, elevando o número de cortes em massa para cerca de 20 mil ou 15% de sua força de trabalho, informou a emissora pública japonesa NHK nesta segunda-feira (12).

A Nissan não comentou o assunto ao ser procurada pela Reuters.

A empresa deve anunciar na terça-feira (13) resultados do ano comercial que terminou em março. No mês passado, a empresa alertou que provavelmente registraria um prejuízo líquido recorde de 700 bilhões a 750 bilhões de ienes (US$ 4,74 bilhões a US$ 5,08 bilhões), devido a encargos.

O presidente-executivo da Nissan, Ivan Espinosa, que assumiu no lugar de Makoto Uchida como no mês passado, está reestruturando as operações da Nissan e disse anteriormente que a empresa estava considerando medidas adicionais.

A Nissan, que tinha mais de 133 mil funcionários em março do ano passado, anunciou planos em novembro passado para cortar 9 mil empregos e reduzir a capacidade global em 20%.

A empresa também disse que fecharia uma fábrica na Tailândia até junho e fecharia mais duas fábricas que não foram identificadas.

Na sexta-feira (9), a empresa disse que havia decidido desistir de um plano para construir uma fábrica de US$ 1,1 bilhão, para a qual receberia subsídios do governo, para baterias de veículos elétricos na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão.

Fonte: G1 

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Emprego

Projeto do Orçamento 2025 vai prever salário mínimo de R$ 1.509; alta é de 6,87%

por Redação 30 de agosto de 2024

O projeto para o Orçamento de 2025 que o governo federal deve enviar ao Congresso nesta sexta-feira (30) deve prever um salário mínimo de R$ 1.509 a partir de janeiro.

Se confirmado, esse valor representa uma alta de 6,87% em relação aos R$ 1.412 atuais. Serão R$ 97 a mais por mês.

Os números foram confirmados por fontes da equipe econômica ao blog. O projeto deve ser divulgado no fim do dia.

O governo enfrenta dificuldades de fechar o orçamento 2025 com déficit zero – meta da qual o ministro Fernando Haddad afirmou não abrir mão.

O reajuste do salário mínimo será aplicado a partir de janeiro. Ou seja, no salário que o trabalhador receber de fevereiro em diante.

O percentual ainda pode mudar até dezembro, quando o Congresso aprovar a versão definitiva do Orçamento de 2025.

O percentual varia porque em 2023 Lula propôs, e o Legislativo aprovou, uma lei para garantir que o salário mínimo seja ajustado acima da inflação, isto é, tenha ganho real.

A fórmula leva em conta a inflação oficial do país e o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas pelo país nos dois anos anteriores.

Fonte: G1

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Emprego

Após teste com 19 empresas, oito decidem manter semana de 4 dias no Brasil. Veja por quê

por Redação 31 de julho de 2024

Depois de seis meses de experimento, oito das 19 empresas que testaram os impactos da semana de 4 dias no Brasil resolveram manter o modelo, enquanto sete devem seguir com os testes para implementar alguns ajustes, como o que fazer em caso de feriados, por exemplo.

Uma delas disse que pretende expandir o experimento por mais meses, mas neste caso para implementar a jornada reduzida em novos times. As três restantes devem seguir com o modelo da semana de 4 dias permanentemente, mas adotaram alguma mudança em relação à ideia inicial, como manter uma semana no mês funcionando em cinco dias.

O experimento foi uma iniciativa da organização sem fins lucrativos 4 Day Week, que conduz testes sobre o assunto ao redor do mundo, e a brasileira Reconnect Happiness at Work.

Ambas defendem a redução da jornada de trabalho semanal. O modelo em teste é conhecido como 100-80-100 — 100% da remuneração, com 80% do tempo de trabalho e 100% da produtividade.

Rafael Grimaldi, CEO da Inspira Tecnologia, empresa paulista que fornece IA, disse que a semana de 4 dias funcionou para seu time de 20 pessoas, mas deve expandir o teste por seis meses para ajustar alguns detalhes — houve dúvidas sobre se os empregados podem trabalhar menos de 4 dias caso tenha algum feriado na semana, por exemplo, ou sobre se as folgas nos aniversários seriam mantidas .

— Como podia estender, resolvemos estender — diz Grimaldi, que elenca algumas mudanças no modelo para adequar à realidade da empresa — Se estamos trabalhando em um projeto grande ou alguma entrega não foi concluída, trabalhamos na sexta e compensamos depois.

Mais tecnologia, mais produtividade
A Inspira também adotou automação e IA para aumentar a produtividade, especialmente nas áreas de maior contato com os clientes. A empresa criou uma ferramenta de atendimento automatizado para ajudar os times de suporte, que revezam o dia de folga entre quinta e sexta.

Além disso, contratou uma tecnologia para categorizar despesas por meio de IA. Como esse trabalho deixou de ser realizado manualmente, a economia é de dez a vinte horas mensais.

— O time trabalhou de forma mais produtiva, primeiro, por conta do bom senso das pessoas, mas também pela tecnologia. Como qualquer empresa, não podíamos deixar a produtividade cair. Mantivemos as entregas, com menos horas — afirma o CEO.

Outra empresa que passou pelo experimento e investiu em tecnologia para reduzir a semana para 4 dias foi o Clementino & Teixeira Advocacia, que passou a usar uma ferramenta da Inspira para acelerar a pesquisa jurisprudencial.

Além disso, a firma contratou um advogado júnior para ajudar em atividades que não podem ser automatizadas e implementou ferramentas para reduzir o tempo que os profissionais gastam analisando vídeos de audiências.

— A semana de 4 dias acelerou nosso processo de inovação — diz Soraya de Almeida, sócia fundadora e gestora da empresa, que estima um aumento de 3% nas despesas com as mudanças.

Segundo Grimaldi, da Inspira, o investimento em tecnologia é uma forma de fazer com que os trabalhadores percam menos tempo com atividades manuais e burocracia. Claro que é necessário gastar mais em um primeiro momento, diz, mas a conta compensa no longo prazo.

‘Rotina me engoliu’ versus ‘tenho vida’
Assim como a Inspira, o Clementino & Teixeira Advocaia também vai seguir testando a semana de 4 dias. Atualmente, são 14 funcionários, divididos entre Belo Horizonte (BH) e São Paulo (SP), que trabalham no formato semipresencial. Inicialmente, a empresa pretende implementar uma folga mensal, mas a meta é avançar para duas no mês.

— Não é só trabalhar menos. É trabalhar de uma forma diferente, para ser mais eficiente. A nossa semana era maior que cinco dias e a rotina nos engoliu. Seis meses é pouco tempo para uma mudança como essa. Esperávamos que fosse mais fácil — diz Soraya.

Na Inspira, os funcionários conseguiram se adaptar ao modelo. A empresa criou novas vagas recentemente, e Grimaldi diz que o modelo de 4 dias faz brilhar os olhos dos candidatos. Além disso, a retenção de talentos aumentou.

— A pessoa pensa duas vezes antes de retornar aos cinco dias. Um dos funcionários até me falou: ‘agora parece que eu tenho vida’.

Foco em resultados
Renata Rivetti, fundadora da Reconnect, diz que a maioria das empresas que resolveram seguir o modelo de 4 dias têm até 50 funcionários, mas atuam em segmentos diversos. As companhias que alcançam melhores resultados durante o experimento, diz, são aquelas que conseguem alinhar as prioridades entre gestor e time e implantar mais tecnologia.

— Sempre medimos produtividade por horas trabalhadas. Empresas que olharam mais para as entregas se adaptaram melhor. É um processo que passa por reduzir falhas de comunicação e reuniões desnecessárias, planejar melhor os dias e ter momentos de hiperfoco — conta.

Renata diz que os testes indicaram que as empresas precisam implementar mudanças para ter um ambiente de trabalho mais acolhedor, com menos horas de trabalho, mas o que funciona para uma companhia pode não funcionar para todas as demais, o que demanda ajustes.

— As empresas tentam entender se há momentos de maior trabalho. Algumas veem que precisam ter uma semana de cinco dias, para momentos de fechamento ou mais entregas. Outras querem ter só duas semanas de 4 dias no mês, o que é melhor que nada — diz Renata.

Para os trabalhadores
Nas empresas que implementaram o piloto no Brasil, quase metade dos colaboradores (48,2%) percebeu um aumento no ritmo de trabalho. O volume de trabalho se manteve o mesmo para a maior parcela de entrevistados (77,9%). Por outro lado, houve aumento de 60,3% no engajamento e de 71,5% na produtividade.

Houve ainda redução no número médio de horas trabalhadas por semana, de 42,8 horas para 36,8 horas. Durante as entrevistas conclusivas do teste, 97,5% das pessoas gostariam que houvesse continuidade na semana de 4 dias.

Os dados também indicam melhoras na saúde mental. O número de trabalhadores que se dizem ansiosos e estressados reduziu 30,5% e 14,5%, respectivamente. O impacto sobre o estresse se mostrou menor por aqui do que em outros países que testaram o modelo, um reflexo da cultura corporativa brasileira, diz Renata, que valoriza horas trabalhadas em excesso.

— Uma empresa me disse que precisou aprender a dizer não para os clientes, que querem tudo para ontem, e começou a negociar melhor os prazos. Outros colaboradores sentem culpa por não trabalhar na sexta. Nós premiamos muito a sobrecarga, talvez por isso não tenha havido tanta redução de estresse.

Para as empresas
Dados financeiros dos seis primeiros meses do ano, frente ao mesmo intervalo do ano anterior, revelam que houve aumento de receita na maioria das empresas (72,7%), enquanto uma minoria registrou redução (27,3%). Houve aumento nos lucros para 63,3% e redução para 36,4%.

Durante o piloto, a maioria das empresas (66,7%) conseguiu ajustar suas atividades sem a necessidade de contratar mais pessoas. Cerca de um terço (33,3%) aumentou o número de funcionários para atender às exigências do piloto. Renata explica que, mesmo as empresas que precisaram contratar mais pessoas, dizem que o modelo compensa financeiramente, por reduzir o absenteísmo ou demissões.

“Isso indica que, em geral, as empresas conseguiram otimizar o uso dos recursos humanos existentes, demonstrando eficiência na reorganização e no gerenciamento de processos para implementar a nova jornada de trabalho”, diz o relatório, elaborado em parceria com a Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP).

Como funcionaram os testes
O piloto da semana de 4 dias começou em maio de 2023, com o recrutamento de empresas. Entre junho e julho, as interessadas passaram por quatro sessões de treinamento. No primeiro semestre de 2024, o modelo foi implementado. As companhias tiveram autonomia de mexer no formato segundo suas necessidades, desde que mantivessem a remuneração e reduzissem os dias de trabalho.

Inicialmente 21 empresas participavam, com aproximadamente 290 colaboradores, mas uma delas, localizada no Rio Grande do Sul, desistiu por conta das enchentes, e a outra interrompeu os testes após uma troca no comando.

Fonte: OGLOBO

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Emprego

Desemprego sobe a 7,8% no trimestre terminado em fevereiro, diz IBGE

por Redação 28 de março de 2024

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve alta de 0,3 ponto percentual na desocupação, que era de 7,5%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,6%. O número veio dentro das projeções do mercado financeiro para o trimestre.

Com os resultados, o número absoluto de desocupados cresceu 4,1% contra o trimestre anterior, atingindo 8,5 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 7,5%.

Entre dezembro e fevereiro, houve estabilidade na população ocupada em 100,2 milhões de pessoas. No ano, o aumento foi de 2,2%, com mais 2,1 milhões de pessoas ocupadas.

Com a ocupação estável, o IBGE destaca que a alta na taxa de desocupação se deveu especificamente ao aumento da procura por trabalho.

O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,1%, um recuo de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é de 0,7 p.p.

Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), ficou estável no trimestre, estimado em 108,8 milhões. A população fora da força totalizou 66,8 milhões, crescimento de 0,4%.

Veja os destaques da pesquisa
Taxa de desocupação: 7,8%
População desocupada: 8,5 milhões de pessoas
População ocupada: 100,25 milhões
População fora da força de trabalho: 66,8 milhões
População desalentada: 3,7 milhões
Empregados com carteira assinada: 37,99 milhões
Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões
Trabalhadores por conta própria: 25,4 milhões
Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões
Trabalhadores informais: 38,8 milhões
Taxa de informalidade: 38,7%

Carteira assinada bate recorde
Na série comparável, houve recorde de trabalhadores com carteira de trabalho assinada, com 37,99 milhões. Segundo o IBGE, a formação de vagas formais foi justamente o que impediu um aumento mais relevante do desemprego no país.

Na quarta-feira (27), o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o país gerou criou 306,11 mil empregos formais em fevereiro deste ano, uma alta de 21,2% frente ao mesmo mês de 2023. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) não incluem os informais e são coletados das empresas quee abarcam o setor privado.

Os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia. Assim, os resultados não são comparáveis, mas nesse caso apontam para direções parecidas ao apontar expansão das vagas formais.

O número de empregados sem carteira não teve variação significativa no trimestre, na casa dos 13,3 milhões. Por outro lado, o contingente de informais caiu de 39,4 milhões para 38,8 milhões.

Quem também contribui para o resultado pior de desemprego é o aumento do número de pessoas desalentadas, chegou a 3,7 milhões de pessoas. Trata-se de uma alta de 8,7% contra o trimestre anterior, primeira alta desse contingente desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2021.

Rendimento em alta
O rendimento real habitual teve alta frente ao trimestre anterior, de 1,1%, e passou a R$ 3.110. No ano, o crescimento foi de 4,3%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 307,3 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado teve variação inexpressiva frente ao trimestre anterior, e cresceu 6,7% na comparação anual.

“O crescimento do rendimento tem a ver com um processo de expansão, e se deve não apenas ao crescimento da população ocupada em si, mas a um crescimento via trabalho formal. Até mesmo onde o rendimento está caindo, o ramo em questão é de trabalhadores de contratos temporários e menor renda”, diz Beringuy, do IBGE.

Carteira assinada bate recorde
Na série comparável, houve recorde de trabalhadores com carteira de trabalho assinada, com 37,99 milhões. Segundo o IBGE, a formação de vagas formais foi justamente o que impediu um aumento mais relevante do desemprego no país.

Na quarta-feira (27), o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o país gerou criou 306,11 mil empregos formais em fevereiro deste ano, uma alta de 21,2% frente ao mesmo mês de 2023. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) não incluem os informais e são coletados das empresas quee abarcam o setor privado.

Os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia. Assim, os resultados não são comparáveis, mas nesse caso apontam para direções parecidas ao apontar expansão das vagas formais.

O número de empregados sem carteira não teve variação significativa no trimestre, na casa dos 13,3 milhões. Por outro lado, o contingente de informais caiu de 39,4 milhões para 38,8 milhões.

Quem também contribui para o resultado pior de desemprego é o aumento do número de pessoas desalentadas, chegou a 3,7 milhões de pessoas. Trata-se de uma alta de 8,7% contra o trimestre anterior, primeira alta desse contingente desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2021.

Rendimento em alta
O rendimento real habitual teve alta frente ao trimestre anterior, de 1,1%, e passou a R$ 3.110. No ano, o crescimento foi de 4,3%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 307,3 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado teve variação inexpressiva frente ao trimestre anterior, e cresceu 6,7% na comparação anual.

“O crescimento do rendimento tem a ver com um processo de expansão, e se deve não apenas ao crescimento da população ocupada em si, mas a um crescimento via trabalho formal. Até mesmo onde o rendimento está caindo, o ramo em questão é de trabalhadores de contratos temporários e menor renda”, diz Beringuy, do IBGE.

Fonte: G1

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Emprego

Setores desonerados abriram mais de 80 mil novos postos de trabalho em janeiro

por Redação 27 de março de 2024

Com a prorrogação da desoneração da folha de pagamento, os 17 setores que mais empregam foram responsáveis pela abertura de 80.975 novos postos de trabalho em janeiro deste ano, um crescimento três vezes maior ao registrado pelas áreas que não são contempladas com a medida fiscal. O aumento nos setores desonerados foi de 0,9% em relação aos empregos nacionais de dezembro de 2023, enquanto para os demais o incremento foi inferior a 0,3%.

De janeiro de 2019 a dezembro de 2023, o crescimento nos empregos formais dos 17 setores foi de 18,7% contra 13,7% nas demais áreas.

Os números fazem parte do levantamento da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais). O balanço também revela que o salário médio dos 17 setores foi 15,4% maior que os setores sem desoneração em janeiro de 2024.

“Sem a política, deixariam de ser gerados 815.382 empregos no período de janeiro de 2019 a janeiro de 2024”, sustenta a Brasscom. De acordo com o último levantamento, os setores desonerados são responsáveis por mais de 9,1 milhões de empregos formais.

Os setores desonerados defendem que a medida não se trata de uma renúncia fiscal, mas uma maneira diferente de fazer o recolhimento, levando em conta a receita bruta da empresa. A política fiscal gera mais recolhimento para o FGTS e traz em seu bojo menos custo social com o auxílio-desemprego, segundo as associações.

Discussão no Congresso
A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passado, mas foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um mês depois. Em dezembro de 2023, o Congresso derrubou o veto de Lula, com votos de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78).

Após a confirmação do Congresso, Lula editou uma medida provisória estabelecendo a reoneração gradual da folha, o que gerou forte resistência por parte dos parlamentares. O ato do presidente contrariou 84% dos deputados (430 dos 513 votaram a favor do texto) e a maioria dos senadores — no Senado, a proposta passou com facilidade, aprovada em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares.

Diante da crise com o Congresso, o governo retrocedeu e retirou o trecho da medida que previa a reoneração, mandando a proposta em forma de projeto de lei, que ainda será analisado pelos congressistas.

Segundo a proposta do governo, as alíquotas mais baixas para os 17 setores da economia serão aplicadas apenas até o limite de um salário mínimo por trabalhador (atualmente R$ 1.412) e aumentarão progressivamente até 2027.

Relatora da proposta, a deputada Any Ortiz (Cidadania-RS) sinalizou que deve manter no parecer a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia até 2027. “É importante reforçar que hoje a competitividade é também um dos pontos pelos quais a desoneração da folha de pagamento foi criada, tanto pela competitividade das empresas no mercado interno quanto no mercado externo”, disse.

Entenda
Atualmente, 17 setores da economia têm direito à isenção da folha. Criada pela Lei 12.546/2011 com o objetivo de estimular a geração e a manutenção de empregos, além de aumentar a competitividade das empresas por meio da diminuição dos custos com funcionários, a desoneração consiste em um mecanismo que permite às empresas pagar alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de 20% sobre as folhas de pagamento.

Quando a medida entrou em vigor, 56 setores eram contemplados, mas o ex-presidente Michel Temer (MDB) sancionou, em 2018, uma lei que removeu 39 segmentos do regime. A medida valeria até 2021 e foi prorrogada pelo então presidente Jair Bolsonaro.

A contribuição não deixa de ser feita, apenas passa a se adequar ao nível real da atividade produtiva do empreendimento. Em outras palavras, as empresas que faturam mais contribuem mais. Com isso, é possível contratar mais empregados sem gerar aumento de impostos.

São beneficiados os seguintes setores: calçados, call center, comunicação, confecção, construção civil, construção de obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia de comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

Fonte: r7

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