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Emprego

Fim da escala 6x1

Alcolumbre propõe etapa inédita para PEC da escala 6×1 e gera suspeita de atraso no Senado

por Redação 5 de junho de 2026

A sugestão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de submeter a PEC que extingue a escala 6×1 a uma comissão especial ou a mais de uma comissão acendeu um debate sobre a tramitação da proposta e levantou preocupações entre parlamentares governistas. A avaliação é de que a medida pode retardar a votação de uma das principais bandeiras defendidas pelo governo Lula.

Durante sessão realizada na terça-feira (2), Alcolumbre afirmou que discutirá com líderes partidários o caminho da proposta no Senado. Segundo ele, houve pedidos para a criação de uma comissão especial e também a possibilidade de análise por “comissões”, no plural. A declaração chamou atenção porque o regimento do Senado estabelece que propostas de emenda à Constituição devem tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguirem para o plenário.

De acordo com o próprio Senado, não há precedentes desde 1988 de uma PEC aprovada pela Casa ter passado por outra comissão além da CCJ. A assessoria da instituição informou que nove propostas chegaram a ser encaminhadas a uma comissão temporária de Segurança Pública entre 2005 e 2009, mas nunca foram analisadas. Também foram citadas três PECs que passaram por comissão especial entre 1989 e 1991, mas acabaram rejeitadas ou prejudicadas.

Técnicos avaliam que, mesmo em caso de inovação regimental, qualquer análise em outra comissão teria caráter informal, exigindo posteriormente apreciação da CCJ. O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou que nunca viu uma PEC tramitar por outras comissões além da comissão responsável pela análise constitucional.

Alcolumbre também afirmou que o Senado não será apenas um “carimbador” das decisões da Câmara dos Deputados. Segundo ele, não seria razoável que uma proposta debatida por meses na Câmara fosse aprovada pelo Senado sem uma discussão aprofundada.

Nos bastidores, governistas defendem que a PEC seja promulgada ainda em agosto, permitindo que seus efeitos comecem a valer antes das eleições. O texto aprovado na Câmara prevê o fim da escala 6×1 em até 60 dias após a promulgação. Empresários, por outro lado, pressionam para que a discussão avance com mais cautela.

Parlamentares também relacionam a postura de Alcolumbre a recentes desgastes entre o Senado e o governo federal, além de movimentos políticos voltados à disputa pela presidência da Casa em 2027. A definição sobre a tramitação da PEC e a escolha do relator devem ocorrer em reunião de líderes marcada para a próxima terça-feira (9).

Fonte: G1

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Fim da escala 6x1

Fim da escala 6×1 avança no Congresso com PEC de 40 horas e transição de até 14 meses

por Redação 28 de maio de 2026

A Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição que altera regras da jornada de trabalho no país e encaminha ao Senado o texto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas.

A proposta modifica o artigo da Constituição que trata dos direitos fundamentais e estabelece limite de oito horas diárias e 40 horas semanais. O texto também determina que a mudança seja aplicada sem redução salarial e permite compensações de jornada por meio de acordo ou convenção coletiva.

O fim da escala 6×1 prevê garantia de ao menos duas folgas semanais, com preferência para que uma delas ocorra aos domingos. A implementação será gradual, com redução de quatro horas na jornada dividida em duas etapas: duas horas em até dois meses após a promulgação e as quatro horas restantes em até 12 meses após a primeira redução, dentro de um período total de transição de até 14 meses.

Após 60 dias da promulgação, convenções e acordos coletivos incompatíveis com as novas regras perderão validade automaticamente, obrigando readequação entre empresas e sindicatos. A PEC também estabelece que o descanso semanal remunerado deve garantir pelo menos um dia de folga dentro de cada semana de trabalho.

O texto ainda prevê exceções para trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração a partir de duas vezes e meia o teto do INSS, que ficarão fora das regras de jornada e controle de ponto. Segundo o debate legislativo, a mudança também deve ser acompanhada por discussões sobre produtividade, qualificação e investimentos em infraestrutura.

Fonte: G1

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Fim da escala 6x1

Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

por Redação 28 de maio de 2026

Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com transição de até 14 meses, e autoriza o fim da escala 6×1. O texto foi aprovado com ampla maioria: 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo turno, e agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta, relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), também estabelece que o fim da escala 6×1 deverá garantir ao menos duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. O modelo aprovado prevê implementação gradual da redução da jornada: duas horas a menos em até dois meses após a promulgação da PEC e as quatro horas restantes em até 12 meses.

Antes da votação em plenário, o texto passou por comissão especial, onde foi aprovado por 34 votos a 4. Apenas parlamentares do PL e do Novo votaram contra. Também foi rejeitado um destaque do PL que tentava alterar o período de transição para uma escala 5×2, mantendo o parecer original do relator.

A tramitação acelerada teve apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que convocou sessões extras para acelerar a análise. A comissão avaliou propostas de Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que originalmente previam redução para 36 horas, mas o acordo final fixou 40 horas semanais.

O texto altera a Constituição ao estabelecer limite de oito horas diárias e 40 horas semanais, permitindo compensações por acordo ou convenção coletiva. Após 60 dias da promulgação, acordos incompatíveis com as novas regras perderão validade automaticamente, obrigando renegociações entre empresas e sindicatos.

O fim da escala 6×1 também passa a valer 60 dias após a promulgação, com garantia de duas folgas remuneradas por semana. A PEC prevê ainda exceções: trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração a partir de duas vezes e meia o teto do INSS (cerca de R$ 21,1 mil) ficam fora das regras de jornada e controle de ponto, sob argumento de evitar “pejotização” e ampliar autonomia profissional.

Economistas apontam que a discussão deve ser acompanhada de medidas de aumento de produtividade, com foco em qualificação, inovação e melhorias em infraestrutura e logística.

Fonte: G1

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Fim da escala 6x1

Câmara acelera PEC contra escala 6×1 e mira aprovação ainda em maio

por Redação 4 de maio de 2026

A Câmara dos Deputados iniciou nesta segunda-feira (4) uma ofensiva para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. A estratégia envolve a realização de sessões deliberativas ao longo da semana para cumprir parte do prazo regimental necessário ao avanço da matéria.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou sessões em plenário durante todos os dias úteis, incluindo segunda e sexta-feira — algo incomum no funcionamento da Câmara, que normalmente concentra votações entre terça e quinta. O objetivo é contabilizar as dez sessões exigidas para abertura do prazo de apresentação de emendas à proposta. Somente após essa etapa o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), poderá apresentar seu parecer na comissão especial.

A meta de Motta é ambiciosa: aprovar a PEC ainda em maio tanto na comissão quanto no plenário, como uma sinalização política relacionada ao Dia do Trabalhador. Em articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a expectativa é que a proposta seja promulgada até o fim de junho.

Paralelamente à contagem das sessões, a comissão especial instalada na última semana começa a discutir o mérito da proposta. Está prevista para terça-feira (5) a análise do plano de trabalho do relator e a votação de requerimentos, incluindo o convite ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. O colegiado também planeja realizar seminários em diferentes estados, com início em João Pessoa (PB) na quinta-feira (7), além de encontros previstos em Belo Horizonte e São Paulo ainda em maio.

No centro do debate está a possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, como defende o governo federal. A discussão inclui ainda regras de transição e compensações para setores produtivos, que demonstram preocupação com os impactos econômicos da mudança.

O tema ganhou força política e eleitoral. O governo lançou no domingo (3) uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6×1, difundida em múltiplos canais de comunicação. Ao mesmo tempo, Hugo Motta busca protagonismo na condução da proposta ao priorizar a tramitação via PEC, em vez de um projeto de lei enviado pelo Executivo em regime de urgência.

Na comissão especial, tramitam conjuntamente duas propostas: uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-MG), ambas já aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça. Enquanto o governo pressiona pela redução da jornada, setores econômicos articulam contrapartidas, como medidas de desoneração, para mitigar possíveis efeitos da mudança.

Fonte: G1

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Fim da escala 6x1

CCJ dá sinal verde para fim da escala 6×1 e proposta avança na Câmara

por Redação 23 de abril de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), o parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A decisão permite que o texto avance para análise em uma comissão especial, onde o mérito da proposta será debatido.

O relatório, apresentado pelo deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), foi aprovado de forma simbólica, sem registro nominal de votos. Nesta etapa, a CCJ analisou apenas a admissibilidade da matéria, ou seja, sua compatibilidade com a Constituição. Segundo o relator, a proposta atende aos requisitos legais para tramitar no Congresso.

O parecer unifica duas propostas apresentadas por parlamentares de esquerda. A primeira, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê jornada de quatro dias semanais, com implementação em até 360 dias. A segunda, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe jornada de 36 horas semanais, com prazo de até dez anos para transição. Ambas mantêm o limite de oito horas diárias.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei que reduz a jornada semanal para 40 horas e altera a escala para cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem necessidade de mudança constitucional. Atualmente, o limite no Brasil é de 44 horas semanais.

O relator também recomendou que a futura comissão especial avalie a criação de regras de transição para adaptação gradual do setor produtivo, citando experiências internacionais. Além disso, sugeriu a possibilidade de compensações fiscais às empresas, como redução de tributos sobre a folha de pagamento, para mitigar o aumento de custos.

Estudos indicam impactos relevantes. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da jornada para 40 horas pode elevar os custos com trabalhadores formais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. Já o Ipea estima aumento médio de 7,84% no custo do trabalho celetista. Por outro lado, dados do governo apontam que 74% dos trabalhadores formais têm jornadas acima de 40 horas semanais e que, em 2024, houve 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho.

A proposta ainda precisa passar pela comissão especial, pelo plenário da Câmara e pelo Senado. Caso aprovada em todas as etapas, poderá instituir uma nova escala 4×3, com redução da jornada semanal para 36 horas.

Fonte: G1

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BrasilFim da escala 6x1

Fim da escala 6×1 divide economistas e levanta dúvidas sobre salários e inflação

por Redação 17 de abril de 2026

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil segue em debate na Câmara dos Deputados e já provoca divergências entre economistas sobre seus impactos na economia. O projeto, enviado pelo governo federal, estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a adoção de dois dias de descanso remunerado, mantendo, em regra, os salários dos trabalhadores.

Apesar da previsão legal de manutenção salarial, especialistas apontam possíveis efeitos indiretos. Um dos cenários levantados é o de achatamento dos salários futuros, com empresas ajustando custos por meio da redução de benefícios, comissões ou ofertas iniciais menores para novos contratados. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, o que poderia pressionar a inflação e reduzir o poder de compra da população.

Por outro lado, há economistas que minimizam impactos negativos imediatos. A avaliação é que a simples redução da jornada não necessariamente provocará mudanças bruscas no mercado de trabalho, especialmente em um cenário de demanda aquecida. Nesse contexto, há expectativa de que ganhos de produtividade possam compensar parte dos custos adicionais.

O governo defende que jornadas menores tendem a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir afastamentos e aumentar a eficiência. No entanto, críticos apontam que setores como comércio e serviços — os mais afetados pela medida — têm limitações estruturais para ganhos de produtividade, já que dependem diretamente do fluxo de clientes.

Outro ponto de atenção é o avanço da automação como alternativa para equilibrar custos. Especialistas indicam que a adoção de tecnologia pode crescer, mas alertam para o risco de substituição de mão de obra e aumento do desemprego, exigindo políticas públicas de qualificação profissional.

Experiências internacionais também entram no debate. Países como França, Chile e Colômbia já adotaram ou estão implementando jornadas reduzidas, com resultados variados. No caso francês, por exemplo, a criação de empregos foi considerada limitada e exigiu incentivos governamentais, elevando gastos públicos.

No Brasil, além dos impactos sobre salários e preços, há preocupação com o aumento da informalidade. Com cerca de 37% da força de trabalho fora do regime formal, mudanças que elevem custos podem estimular vínculos mais precários, especialmente em pequenas empresas e cidades com menor dinamismo econômico.

A proposta ainda está em discussão e deve avançar junto a outros temas estruturais, como qualificação profissional, políticas públicas e adaptação às novas tecnologias. Enquanto isso, os efeitos reais da medida permanecem incertos e dependentes de sua implementação prática.

Fonte: valorinveste

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Emprego

Escalado para trabalhar no Natal ou Réveillon? Entenda seus direitos, folgas e o que diz a lei

por Redação 22 de dezembro de 2025

O Natal, celebrado em 25 de dezembro, e o Dia da Confraternização Universal, em 1º de janeiro, são os últimos feriados nacionais do calendário e costumam gerar dúvidas entre trabalhadores e empregadores. Em 2025, o Natal cai em uma quinta-feira, enquanto o Ano Novo será comemorado uma semana depois, também em dia útil, abrindo possibilidade de folgas prolongadas para quem não trabalha nas vésperas.

De acordo com o governo federal, os dias 24 e 31 de dezembro não são feriados nacionais. Nessas datas, há ponto facultativo após as 13h, o que impacta principalmente o serviço público. Já no setor privado, a liberação ou não do funcionário depende de decisão da empresa ou de acordos coletivos.

O calendário oficial funciona da seguinte forma: 24 de dezembro, véspera de Natal, com ponto facultativo após as 13h; 25 de dezembro, Natal, feriado nacional; 31 de dezembro, véspera de Ano Novo, com ponto facultativo após as 13h; e 1º de janeiro, Confraternização Universal, feriado nacional.

Mesmo com dois feriados oficiais, muitos profissionais acabam sendo escalados para trabalhar. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais, como comércio, indústria, transporte, segurança e comunicação. Nesses casos, o trabalhador tem direitos garantidos.

Especialistas em direito do trabalho explicam que, no ponto facultativo, apenas servidores públicos têm direito automático à dispensa sem prejuízo do salário. Na iniciativa privada, o empregador não é obrigado a conceder folga nem pagar em dobro nesses dias.

Já nos feriados nacionais, como Natal e Ano Novo, o cenário muda. Caso o empregado trabalhe nessas datas, a regra geral prevê pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória. A Súmula 146 do Tribunal Superior do Trabalho determina que o trabalho em feriado deve ser remunerado de forma diferenciada, sem prejuízo do descanso semanal.

A definição entre pagamento em dobro ou folga costuma estar prevista em convenção ou acordo coletivo de cada categoria. Na ausência desse tipo de norma, a compensação deve ser negociada entre empregado e empregador, sem imposição unilateral.

Se o trabalhador faltar ao serviço mesmo tendo sido escalado, a ausência pode ser considerada falta injustificada ou ato de insubordinação. No entanto, a demissão por justa causa geralmente exige reincidência e análise do contexto, como histórico do empregado e impacto da falta para a empresa.

As regras valem tanto para empregados fixos quanto temporários, embora contratos temporários possam trazer condições específicas. No caso do trabalho intermitente, o valor pago pelo feriado já deve estar previsto no contrato, incluindo adicionais.

Entender essas regras é fundamental para evitar prejuízos e garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados durante o fim de ano.

Fonte: G1

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Emprego

Segunda parcela do 13º salário: veja o que fazer se o pagamento não cair na conta

por Redação 19 de dezembro de 2025

Termina nesta sexta-feira (19) o prazo para o pagamento da segunda parcela do 13º salário aos trabalhadores com carteira assinada. O benefício, também conhecido como gratificação natalina, é garantido por lei e pode ser pago em até duas parcelas ao longo do ano.

A primeira parcela deveria ter sido depositada até novembro. Já a segunda precisa ser paga até o dia 20 de dezembro. Como o prazo legal cai em um sábado neste ano, o limite foi antecipado para esta sexta-feira. O pagamento integral em parcela única apenas em dezembro é considerado ilegal.

Caso o trabalhador não receba o valor dentro do prazo, a orientação inicial é procurar o setor de recursos humanos ou financeiro da empresa para comunicar o problema e cobrar o depósito. Se não houver solução, é possível registrar denúncia na Secretaria de Inspeção do Trabalho, por meio do sistema gov.br, utilizando CPF e senha para acesso ao formulário de denúncia trabalhista.

Outra alternativa é buscar o sindicato da categoria para formalizar a reclamação ou encaminhar denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Em último caso, o trabalhador pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar os valores devidos.

O empregador que não cumprir o prazo ou pagar valor inferior ao devido pode ser autuado durante fiscalização do Ministério do Trabalho. A multa prevista é de R$ 170,25 por empregado, dobrada em caso de reincidência. Além disso, convenções coletivas podem prever correção monetária sobre o 13º pago em atraso.

Advogados trabalhistas esclarecem que dificuldades financeiras ou crise econômica não justificam o não pagamento do 13º salário, já que não há previsão legal para essa exceção.

O cálculo do 13º tem como base o salário de dezembro. Para trabalhadores que recebem comissões ou remuneração variável, o valor é calculado pela média anual. Os descontos de Imposto de Renda e INSS incidem apenas na segunda parcela, enquanto o FGTS deve ser recolhido nas duas etapas do pagamento.

Têm direito ao 13º salário trabalhadores regidos pela CLT que atuaram por pelo menos 15 dias no ano e não foram demitidos por justa causa. Também recebem o benefício servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, trabalhadores rurais, avulsos e empregados domésticos. Estagiários não têm direito ao 13º, conforme a legislação específica da categoria.

Fonte: G1

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Emprego

Desemprego cai para 5,4% em outubro e atinge menor nível da série histórica do IBGE

por Redação 28 de novembro de 2025

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, atingindo o menor nível da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e vieram melhores que as expectativas do mercado, que projetavam 5,5%.

O índice apresentou queda tanto na comparação trimestral — de 5,6% para 5,4% — quanto frente ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 6,2%. Com isso, a população desocupada, estimada em 5,9 milhões de pessoas, atingiu o menor patamar já registrado pela pesquisa.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, o resultado reforça a melhora contínua do mercado de trabalho: “Essa taxa é a menor já registrada para os trimestres móveis encerrados em outubro. Também observamos que a população desocupada segue abaixo dos níveis anteriores.”

A população ocupada manteve estabilidade, somando 102,6 milhões de trabalhadores — um crescimento de 926 mil pessoas na comparação anual. O nível da ocupação ficou em 58,8%, também estável nas duas comparações.

Formalização segue em altas históricas
O setor privado registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número da série histórica. Os trabalhadores com carteira assinada chegaram a 39,2 milhões, novo recorde, enquanto os empregados sem carteira se mantiveram estáveis em 13,6 milhões.

No setor público, o contingente foi de 12,9 milhões. Já os trabalhadores por conta própria somaram 25,9 milhões, avanço de 3,1% em um ano.

A taxa de informalidade permaneceu em 37,8%, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas.

Desempenho por setores
A comparação trimestral mostrou expansão em construção (+2,6%) e administração pública (+1,3%), enquanto “outros serviços” recuaram 2,8%.

Na comparação anual, destaque para transporte (+3,9%) e serviços ligados ao setor público (+3,8%). Já serviços domésticos registraram queda de 5,7%.

Rendimento mantém força mesmo com juros altos
O rendimento real habitual atingiu R$ 3.528 e manteve estabilidade trimestral, enquanto a massa de rendimentos bateu recorde de R$ 357,3 bilhões. Em um ano, houve aumento de 5%.

Segundo o IBGE, a renda firme permanece sustentando o consumo, mesmo com crédito mais caro: “O rendimento elevado ajuda a manter a demanda aquecida, mesmo em um cenário de aperto financeiro”, afirma Beringuy.

Setores com maior crescimento anual na renda:

Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura: +6,2%

Construção: +5,4%

Alojamento e alimentação: +5,7%

Informação, comunicação e atividades financeiras: +5,2%

Administração pública e serviços sociais: +3,5%

Serviços domésticos: +5,0%

Fonte: G1

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Emprego

Mercado Livre anuncia 20 mil contratações no Brasil até o fim do ano

por Redação 30 de outubro de 2025

O Mercado Livre, empresa de comércio eletrônico e serviços financeiros, anunciou nesta quinta-feira (30) que vai contratar 20 mil pessoas no Brasil até o final de 2025. A maior parte das oportunidades será na área de Logística, para reforçar as operações durante o período de maior demanda no comércio, como a Black Friday e o Natal.

Cerca de 25% das vagas serão temporárias, mas a companhia também prevê contratações efetivas. As inscrições já estão abertas, e os interessados devem ter ensino médio completo e disponibilidade para trabalho presencial.

Distribuição das vagas

As oportunidades estão espalhadas por todo o país, com maior concentração nas cidades de Cajamar e Araçariguama (SP), Extrema (MG) e Governador Celso Ramos (SC) — polos logísticos da empresa.

Segundo o Mercado Livre, as contratações visam garantir a eficiência das entregas na alta temporada.

“A atração de profissionais em logística para o fim do ano é uma prioridade que sustenta nossa perspectiva de negócios. Revisamos constantemente nossa estratégia de expansão de forma responsável e de longo prazo”, afirmou Patricia Monteiro de Araujo, diretora de People do Mercado Livre no Brasil.

Crescimento da operação

Com o novo ciclo de contratações, o Mercado Livre deve chegar a 55,5 mil funcionários no Brasil até o fim do ano, um aumento de 50% em relação ao total de 36,5 mil colaboradores registrados no fim de 2024.

Em abril, a empresa havia anunciado a meta de atingir 50,4 mil empregados — agora revisada diante da expansão acelerada do setor de logística.

Os interessados podem se candidatar no site oficial da companhia e conhecer mais sobre a rotina e as oportunidades por meio das redes sociais do Mercado Livre, como LinkedIn, Instagram e Facebook.

Fonte: EXTRA

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