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Brasil

Brasil

STJ nega pedido da Novo Nordisk e mantém prazo original da patente da semaglutida no Brasil

por Redação 17 de dezembro de 2025

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, negar o recurso da farmacêutica Novo Nordisk que buscava estender a validade da patente da semaglutida no Brasil. A substância é utilizada em medicamentos como Ozempic e Rybelsus, amplamente empregados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão foi tomada pela Quarta Turma do tribunal nesta terça-feira (16).

Com o julgamento, fica mantido o prazo original da patente, que expira em março de 2026. O caso era considerado estratégico, pois uma eventual prorrogação poderia atrasar a entrada de medicamentos genéricos no mercado brasileiro, alguns dos quais já estão em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Pela legislação brasileira, as patentes garantem exclusividade por 20 anos a partir do pedido de registro. A Novo Nordisk argumentou que houve demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise do processo e pediu a recomposição desse período, o que estenderia a exclusividade até 2038. O pedido, no entanto, foi rejeitado.

Segundo especialistas, a decisão pode impactar diretamente o acesso ao tratamento no país. Com o fim da patente, a expectativa é de aumento da concorrência e redução significativa dos preços, o que pode viabilizar a futura incorporação da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o alto custo é um dos principais entraves. De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão do medicamento na rede pública, nos valores atuais, geraria um gasto anual estimado em R$ 8 bilhões. Com a entrada de genéricos, estudos apontam que os preços podem cair, em média, 30%.

O Ministério da Saúde já solicitou à Anvisa celeridade na análise de cerca de 20 pedidos de novas canetas de semaglutida e liraglutida. A estratégia é garantir que, assim que a patente expirar, o mercado nacional tenha opções suficientes para ampliar o acesso da população.

Especialistas em saúde pública destacam que o Brasil enfrenta um cenário crítico de obesidade, especialmente entre usuários do SUS, que hoje não dispõe de medicamentos específicos para tratar a doença. A queda da patente é vista como um passo importante para mudar esse cenário e reduzir desigualdades no acesso ao tratamento.

Fonte: G1

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Brasil

Desembargador tentou evitar rompimento entre Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, mas ouviu ameaça em meio à crise política no RJ

por Redação 17 de dezembro de 2025

Mensagens reveladas em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que o desembargador federal Macário Júdice Neto tentou atuar para preservar a aliança política entre o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ).

O episódio ocorreu no dia 4 de novembro de 2025, quando a crise entre os dois líderes se agravava. De acordo com o conteúdo analisado pelo STF, Macário enviou mensagens a Bacellar numa tentativa de reduzir o conflito, alertando que a ruptura poderia fragilizar ambos politicamente.

Em uma das mensagens, o desembargador afirmou que a divisão tornaria os dois vulneráveis e destacou a importância do apoio da Alerj para os planos eleitorais do grupo político. Ele sugeriu cautela e pediu que o deputado evitasse declarações públicas naquele momento.

A tentativa de mediação, porém, foi rejeitada de forma agressiva. Bacellar respondeu com mensagens de forte tom ameaçador, afirmando que estava disposto ao confronto direto com o governador. As declarações chamaram a atenção dos investigadores pelo nível de violência verbal.

Para a Polícia Federal, o diálogo reforça a suspeita de que Macário Júdice extrapolou os limites da magistratura ao atuar politicamente, aconselhando aliados e tentando administrar conflitos internos de um grupo no poder. O material faz parte de investigações que apuram a relação entre integrantes do Judiciário e lideranças políticas no estado.

Fonte: G1

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PL da Dosimetria

CCJ do Senado analisa PL da Dosimetria, mas impasse pode adiar votação para 2026

por Redação 17 de dezembro de 2025

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal incluiu na pauta desta quarta-feira (17) o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a falta de consenso entre os senadores pode adiar a votação para o próximo ano.

Até a noite de terça-feira (16), não havia acordo para a apreciação do texto. A bancada do MDB, terceira maior do Senado com 11 parlamentares, anunciou posição contrária à versão aprovada pela Câmara dos Deputados. O líder do partido, senador Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que a tendência é de que a votação fique para 2026.

O cenário se agravou após manifestações realizadas no último domingo (14) em todo o país contra a anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes e contra o próprio PL da Dosimetria. Os atos ocorreram em todas as capitais, com adesão variada.

Diante da resistência, o relator da proposta, senador Esperidião Amin (PP-SC), admitiu que, sem o apoio de bancadas como MDB e PSD, a votação se torna inviável. O PSD, segunda maior bancada da Casa, com 14 senadores, também demonstra resistência ao texto.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), já se posicionou publicamente contra o projeto e afirmou que, da forma como está, a proposta não deve avançar na comissão.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou que pedirá vista do projeto, o que pode transferir a análise para 2026, já que o Congresso entra em recesso a partir de quinta-feira (18). O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reforçou que a deliberação deve ficar para o próximo ano.

A proposta enfrenta críticas por abrir brechas que ampliam a redução de penas para crimes que não têm relação direta com os atos golpistas, como crimes contra a administração pública. Parlamentares da base governista avaliam que o texto pode beneficiar inclusive integrantes de facções criminosas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que ainda tentaria costurar um acordo para votação nesta semana, mas aliados estudam alternativas, como rejeitar o texto da Câmara e votar um relatório alternativo com origem no próprio Senado.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Caminhão tomba sobre carro e mata quatro homens em rodovia do interior paulista

por Redação 16 de dezembro de 2025

Um grave acidente na manhã desta terça-feira (16) resultou na m0rt3 de quatro homens na Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322), em Monte Azul Paulista, no interior de São Paulo. Um caminhão carregado com feijão perdeu o controle, rodou na pista e tombou sobre um carro que trafegava no sentido contrário.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, a colisão aconteceu no quilômetro 421 da rodovia, na altura do distrito de Marcondésia. O veículo atingido, um Volkswagen Gol, ficou completamente destruído após ser esmagado pela carga e pela estrutura do caminhão.

Equipes de resgate foram acionadas imediatamente, mas as quatro vítimas que estavam no automóvel não resistiram aos ferimentos e tiveram a m0rt3 constatada ainda no local. Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, os homens eram trabalhadores na cidade de Olímpia (SP), e três deles eram irmãos.

As vítimas foram identificadas como Roberto Lima da Silva, de 73 anos; Rafael Marques de Souza, de 34; Rian Marques de Souza, de 24; e Maximiliano Marques de Souza, de 29 anos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Bebedouro (SP).

O caminhão seguia de São José do Rio Preto para Bebedouro. Os dois ocupantes do veículo de carga não sofreram ferimentos, mas o motorista ficou em estado de choque. Conforme a PM Rodoviária, ele não apresentava sinais de embriaguez.

Por conta do acidente, uma das faixas da rodovia precisou ser interditada temporariamente, mas não houve registro de congestionamento significativo. As causas do tombamento ainda serão investigadas pela Polícia Civil.

Fonte: G1

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Brasil

Nova lei de seguros entra em vigor e muda regras para consumidores e seguradoras

por Redação 16 de dezembro de 2025

Entrou em vigor neste mês o novo marco legal do setor de seguros no Brasil, trazendo mudanças relevantes nos contratos e na relação entre consumidores e seguradoras. A legislação foi criada para modernizar normas, reduzir conflitos e ampliar a segurança jurídica nas operações.

Uma das principais alterações é a proibição do cancelamento unilateral do contrato por parte da seguradora. Em contrapartida, o segurado perde o direito à indenização caso aumente, de forma intencional e relevante, o risco coberto pelo seguro.

A nova lei também estabelece regras mais claras para a avaliação de risco. A seguradora passa a ser obrigada a apresentar um questionário no momento da contratação, e só poderá alegar omissão do segurado se a informação não prestada tiver sido efetivamente questionada. Além disso, o prazo para a seguradora recusar uma proposta foi ampliado de 15 para 25 dias.

Em casos de agravamento do risco, o segurado deve comunicar a seguradora assim que tomar conhecimento. Após a notificação, a empresa terá até 20 dias para ajustar o contrato, prazo maior do que o previsto anteriormente.

Outro ponto importante envolve pagamentos de prêmios e sinistros. A nova legislação proíbe o recebimento antecipado de prêmios. Já o pagamento do sinistro deverá ser feito em até 30 dias. Caso a seguradora precise de documentação complementar, terá cinco dias para solicitá-la, reduzindo o prazo final de pagamento para 25 dias.

A aceitação tácita da proposta de seguro também foi alterada. O prazo passou de 15 para 25 dias, garantindo mais tempo para análise por parte das seguradoras.

No seguro de vida, o proponente poderá definir livremente o valor do prêmio e do capital segurado, que pode ser variável. O capital pago em caso de morte continua não sendo considerado herança. A indicação de beneficiário permanece livre e pode ser alterada até por declaração de última vontade, desde que a seguradora seja comunicada a tempo.

A nova lei proíbe a exigência de carência em renovações ou substituições de contratos, mesmo quando a troca ocorre entre seguradoras diferentes. Permanecem válidas, no entanto, as exclusões relacionadas a doenças preexistentes e a não cobertura de suicídio ocorrido nos dois primeiros anos do seguro.

A legislação também impede a negativa de pagamento quando a m0rt3 ou incapacidade decorrer de trabalho, serviço militar, atos humanitários, uso de transporte considerado arriscado ou prática esportiva. Para segurados idosos, a recusa de renovação após mais de dez anos de renovações automáticas deverá ser comunicada com antecedência mínima de 90 dias.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Empresário confessa assassinato da namorada e tentativa de simular acidente em rodovia de Minas Gerais

por Redação 16 de dezembro de 2025

O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, confessou à Polícia Civil, na noite de segunda-feira (15), que matou a namorada, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e tentou forjar um acidente de trânsito para encobrir o crime. A informação foi confirmada pelo advogado do suspeito.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como um acidente na rodovia MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o carro do casal invadiu a contramão e colidiu de frente com um micro-ônibus de turismo. Henay foi encontrada no banco do motorista e Alison no banco do passageiro.

A investigação mudou de rumo após a Polícia Civil ter acesso a imagens de uma câmera de pedágio, registradas minutos antes da colisão. O vídeo mostra Henay aparentemente inconsciente ao volante, enquanto Alison, do banco do passageiro, se inclina para controlar o carro e efetuar o pagamento da tarifa.

A atendente do pedágio chegou a questionar se estava tudo bem. Segundo a polícia, Alison alegou que a companheira estava passando mal e seguiu viagem, mesmo após a sugestão de interromper o trajeto. Cerca de nove minutos depois, o veículo bateu na contramão, resultando na m0rt3 da vítima ainda no local.

Além das imagens, peritos identificaram contradições entre a dinâmica do acidente e as lesões apresentadas por Henay, levantando a hipótese de que ela já estivesse inconsciente antes da colisão. Relatos colhidos durante a investigação apontaram ainda comportamento considerado suspeito por parte do empresário após o ocorrido, como arranhões no rosto, troca de roupas e suor excessivo.

Durante o velório, a polícia observou marcas no corpo da vítima compatíveis com possíveis agressões anteriores. A investigação também passou a analisar mensagens, fotos e registros médicos que indicariam um possível histórico de violência doméstica.

Diante dos indícios, o sepultamento foi adiado para a realização de uma nova perícia. Alison foi detido durante o velório, em Divinópolis, e inicialmente negou o crime. Na noite de segunda-feira, ele confessou o assassinato. Os celulares do casal foram apreendidos e a Polícia Civil aguarda o laudo definitivo da necropsia para concluir o inquérito.

Fonte: G1

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Brasil

Desembargador preso pela PF ficou quase 18 anos afastado do cargo; decisão foi anulada em 2022

por Redação 16 de dezembro de 2025

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), preso nesta terça-feira (16) em operação da Polícia Federal, permaneceu afastado do cargo por quase 18 anos em razão de decisões judiciais e administrativas. O afastamento teve início em 2005 e só foi revertido oficialmente em 2022, após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Macário foi preso na segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. A prisão ocorreu na residência do magistrado, localizada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, ele teria contribuído para o vazamento de dados de uma investigação que tinha como alvo o então deputado estadual TH Joias (MDB), suspeito de ligação com o Comando Vermelho.

Esta não é a primeira vez que o nome do desembargador aparece em investigações. Em novembro de 2005, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu processo criminal para apurar a participação de Macário em um esquema de fraudes em sentenças judiciais. Na ocasião, ele foi afastado das funções que exercia como juiz federal na 3ª Vara Federal de Vitória.

Em dezembro de 2015, após cerca de dez anos afastado, o plenário do TRF-2 decretou a aposentadoria compulsória do magistrado, acusado de envolvimento na chamada máfia dos caça-níqueis no Espírito Santo. A punição, considerada a mais grave no âmbito disciplinar da magistratura, permitiria que o juiz permanecesse afastado, mas com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

A decisão, no entanto, acabou sendo anulada. Para que a aposentadoria compulsória fosse válida, seria necessário o voto favorável da maioria absoluta dos desembargadores do tribunal. Na sessão, apenas dez magistrados votaram pela punição, número inferior ao mínimo exigido. Além disso, nove desembargadores se declararam suspeitos para julgar o caso, o que inviabilizou o quórum necessário.

Em novembro de 2022, o CNJ decidiu pelo retorno de Macário à magistratura. Em maio de 2023, o TRF-2 determinou sua volta como titular da 3ª Vara Federal de Vitória. Pouco depois, em junho do mesmo ano, ele foi promovido ao cargo de desembargador federal do próprio TRF-2.

A defesa do magistrado afirmou, em nota, que o ministro Alexandre de Moraes teria sido “induzido a erro” ao determinar a prisão e que não teve acesso integral à decisão judicial. Os advogados informaram que irão recorrer e pedir a imediata soltura assim que tiverem acesso completo aos autos do processo.

Fonte: G1

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Trama golpista

Moraes vota para absolver delegado da PF e condenar cinco réus do núcleo 2 da trama golpista

por Redação 16 de dezembro de 2025

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (16) para absolver o delegado da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira e condenar outros cinco réus investigados no chamado núcleo 2 da trama golpista relacionada às eleições de 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria atuado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas urnas, por meio de ações coordenadas de monitoramento de autoridades, elaboração de um decreto com medidas de exceção e uso indevido da estrutura do Estado para interferir no processo eleitoral, especialmente no Nordeste.

Relator da ação penal, Moraes votou pela absolvição de Fernando Oliveira de todos os crimes imputados pela PGR, incluindo golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e organização criminosa. O delegado é ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Por outro lado, o ministro votou pela condenação de quatro réus pelos cinco crimes apontados na denúncia: o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-geral da Presidência; Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais; Marcelo Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro; e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.

Moraes também votou para condenar Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres, pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Durante a leitura do voto, o ministro afirmou que a organização criminosa atuava desde 2020 para se manter no poder e participou de diversos atos considerados executórios dessa estratégia. Moraes destacou ainda o uso indevido da máquina pública, especialmente das forças policiais, para beneficiar um grupo político.

Ao tratar da atuação da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições, o ministro afirmou que houve desvio de finalidade com foco em obstruir eleitores de determinadas regiões. Para ele, trata-se de um dos episódios mais graves da história recente da instituição.

Após o voto do relator, o julgamento foi suspenso e será retomado com os votos dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Fonte: G1

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Eleições

Maioria reprova escolha de Flávio Bolsonaro para 2026 e rejeição ao senador passa de 60%, aponta Quaest

por Redação 16 de dezembro de 2025

A maioria dos brasileiros considera equivocada a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à Presidência da República em 2026. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16).

Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro errou ao fazer a indicação. Outros 36% avaliam que ele acertou, enquanto 10% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Antes de avaliar a escolha, os entrevistados foram questionados se tinham conhecimento do apoio de Jair Bolsonaro à candidatura do filho. Do total, 61% disseram que já sabiam da indicação, enquanto 39% afirmaram não ter conhecimento.

A reprovação à escolha de Flávio Bolsonaro é ainda mais expressiva entre eleitores independentes e de esquerda. Entre os eleitores sem alinhamento político definido, 56% dizem que Bolsonaro errou. Já entre lulistas, esse índice sobe para 78%, e entre eleitores da esquerda não lulista chega a 71%.

Entre bolsonaristas, o cenário se inverte: 78% afirmam que Jair Bolsonaro acertou ao indicar o filho. Já na direita que não se identifica com o bolsonarismo, 55% consideram a escolha correta, contra 38% que a avaliam como um erro.

A rejeição eleitoral de Flávio Bolsonaro também chama atenção. Questionados sobre a possibilidade de voto, 62% afirmam que não votariam no senador “de jeito nenhum”. Outros 23% dizem que poderiam votar, 13% afirmam que votariam, e 2% não souberam ou não responderam.

Entre eleitores independentes, 70% rejeitam totalmente a candidatura de Flávio. Na direita não bolsonarista, 29% dizem que não votariam de forma alguma, enquanto 51% afirmam que poderiam votar. Já entre bolsonaristas, 55% dizem que votariam no senador.

A pesquisa também investigou quem deveria ter sido o nome escolhido por Bolsonaro, entre aqueles que consideram a indicação de Flávio um erro. Para 21%, nenhum dos nomes apresentados seria a melhor opção. Michelle Bolsonaro aparece em seguida, com 19%, seguida por Tarcísio de Freitas, com 16%, e Ratinho Júnior, com 11%.

O levantamento avaliou ainda a repercussão do apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O resultado mostra divisão: 42% dizem que Tarcísio acertou ao apoiar o senador, enquanto outros 42% avaliam que ele errou. Já 16% não souberam ou não responderam.

Por fim, a pesquisa analisou a decisão dos governadores Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo) de manterem suas pré-candidaturas à Presidência, mesmo após o anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato apoiado por Jair Bolsonaro. Para 55% dos entrevistados, ambos fizeram certo ao manter seus projetos políticos, enquanto 27% avaliam que erraram.

Fonte: G1

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Brasil

Cachê milionário de Zezé di Camargo levanta debate sobre gastos públicos em cidades pequenas

por Redação 16 de dezembro de 2025

Os altos valores pagos por prefeituras a artistas consagrados voltaram ao centro do debate após a divulgação de contratos firmados com o cantor Zezé di Camargo. Entre 2024 e 2025, o sertanejo recebeu ao menos R$ 2,21 milhões em apresentações financiadas com recursos públicos, incluindo cidades de pequeno porte — uma delas com menos de 3 mil habitantes.

O caso ganhou ainda mais repercussão após Zezé romper relações com o SBT, em meio a críticas ao presidente Lula, mas aceitar contratos custeados com verbas federais. Em São José do Egito, no sertão de Pernambuco, a prefeitura contratou o cantor por R$ 500 mil para um show marcado para janeiro de 2026. O pagamento será feito com recursos federais, provenientes do governo Lula.

Mais do que a polêmica política, os números chamam atenção pelo impacto nos cofres municipais. Em Teresina de Goiás, cidade com apenas 2.701 moradores, segundo o IBGE, a prefeitura desembolsou R$ 380 mil para o show de aniversário do município. O valor equivale a cerca de R$ 141 por habitante.

O montante gasto com o cachê representa mais da metade do total investido no Fundo Municipal de Assistência Social da cidade nos últimos seis meses. De acordo com dados do Portal da Transparência, o fundo recebeu R$ 568.124,15 no período.

Situação semelhante ocorreu em Nazário (GO), município com 8.189 habitantes, onde o cachê estimado para uma apresentação durante o rodeio local foi de R$ 400 mil. O valor se aproxima de todo o orçamento destinado ao Fundo Municipal de Meio Ambiente no último semestre, que somou R$ 508.448,11.

No estado de São Paulo, Ribeirão Branco, com 18.627 moradores, pagou R$ 480 mil pela apresentação. Já em Inhapim (MG), com população de 22.692 habitantes, o contrato chegou a R$ 454,5 mil.

O maior cachê registrado foi pago pela prefeitura de Jales (SP), cidade com 48.776 moradores, que desembolsou R$ 500 mil para o show do artista.

Todos os contratos foram firmados sem licitação, com base na inexigibilidade prevista em lei para artistas de renome nacional. Apesar da legalidade, os dados escancaram o peso desses cachês no orçamento de cidades pequenas, onde o custo de um único espetáculo se aproxima — ou até supera — investimentos em áreas essenciais como assistência social e meio ambiente.

Fonte: OGLOBO

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