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Saúde

Saúde

Saiba qual é o item usado diariamente que pode ser 75 vezes mais sujo que vaso sanitário

por Redação 12 de maio de 2025

Você já parou para pensar qual é o objeto mais sujo da sua casa? Se você apostou no assento do vaso sanitário, errou feio. Segundo estudos recentes, um item doméstico comum — e usado o tempo todo — pode abrigar até 75 vezes mais bactérias do que o próprio vaso do banheiro: o sofá!

Todos os dias, você e seus familiares, visitas, e até mesmo os pets usam o sofá. O número elevado de bactérias se dá por partículas de restos de alimentos, pele morta, entre outras coisas que se acumulam no local — e nós nem percebemos. São mais de 500 mil bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados. Já o vaso sanitário tem “apenas” 6.800 bactérias deste tipo por 100cm quadrados, enquanto o lixo da cozinha soma 6.000.

Outros itens que podem te surpreender são o notebook, capaz de carregar 5.800 bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados, e o controle remoto de televisão, com 3.700. Outro exemplo é a maçaneta de portas, que apresenta 1.800 desses microrganismos por 100cm quadrados.

Como manter a higiene em casa?
De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, as medidas básicas para manter sua casa higienizada são:

Lave bem as mãos: Capriche na lavagem. Esfregue dedos, unhas, punhos, palma e dorso com água e sabão. E nada de toalha de pano — seque com papel descartável para evitar acúmulo de bactérias.

Álcool gel é seu aliado: Além de higienizar as mãos quando não der para lavar, o álcool 70% também serve para desinfectar objetos que você vive encostando, como celular, teclado, controle remoto, maçaneta, etc.

Evite o tocar no rosto: Sabia que a gente encosta no rosto sem perceber dezenas de vezes por dia? Evite levar a mão aos olhos, nariz e boca sem garantir que ela está limpa — é por aí que muitos vírus e bactérias entram no corpo.

Como limpar seu sofá?
Aposte em uma mistura simples de água morna com vinagre branco e algumas gotinhas de detergente neutro. Umedeça um pano limpo (não encharque!) e passe suavemente sobre o tecido. Finalize com um pano seco. E se o sofá for de couro, vale usar um hidratante específico depois da limpeza.

Fonte: r7 

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Saúde

Família encontra escorpião mais perigoso do Brasil dentro de casa: “Atrás do berço do bebê”

por Redação 8 de maio de 2025

Uma família de Foz do Iguaçu, no Paraná, levou um susto ao encontrar um escorpião preso no rodapé da parede da casa. E a preocupação foi ainda maior por encontrarem o aracnídeo em um lugar próximo ao berço de Helena Liz, de apenas 1 ano. O escorpião foi identificado como tityus serrulatus, também conhecido como escorpião amarelo, que é considerada a espécie mais perigosa do Brasil, podendo ser letal principalmente para crianças pequenas.

Em vídeo viral, a mãe, a dona de casa Milena Ketlin Deniz dos Santos, de 19 anos, mostra o momento em que seu sogro quebra o rodapé e já é possível ver um pedaço da cauda e o ferrão do animal aparecendo. Logo depois, um escorpião amarelo sai e o marido de Milena, que já estava a postos, mata o animal com um chinelo. Em seguida, eles pegam o aracnídeo com um alicate e o colocam em um pote de vidro com outro escorpião amarelo que tinham encontrado na sala, mais cedo, naquele mesmo dia. Então, examinam o local e percebem que há pequenos buracos na parede, por onde o animal pode ter entrado.

Publicado em 26 de abril, o vídeo viralizou, alcançando mais de 4,4 milhões de visualizações. Os internautas ficaram chocados com a cena. “Novo pânico desbloqueado com sucesso”, diz um. “Pronto, agora eu estou correndo e verificando cada canto do rodapé daqui de casa”, conta outro. “Meu Deus, que perigo”, escreve um terceiro.

‘Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes’
Essa não foi a primeira vez que Milena encontrou escorpiões na sua casa. “Nos mudamos para essa casa em junho de 2023. Dia 17 de agosto de 2023 achamos o primeiro escorpião. Chamamos o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e fizemos a abertura do prontuário”, diz a mãe em entrevista à CRESCER. No entanto, nada foi feito e os escorpiões continuaram a aparecer. “Desde agosto de 2023 aparecem escorpiões. Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes”, afirma.

No dia anterior, o casal tinha encontrado um escorpião no quarto deles e, no mesmo dia em que encontrou o escorpião no rodapé, a mãe de Milena já havia achado outro da mesma espécie embaixo do tapete da sala, o que deixou os pais com uma pulga atrás da orelha. “À noite, meu esposo teve um sexto sentido do nada de afastar o berço da bebê para ver se havia algum escorpião por ali escondido. Foi aí que o encontramos preso no rodapé do nosso quarto, atrás do berço da nossa bebê”, lembra.

Ela logo pediu a ajuda do sogro para quebrar o rodapé enquanto seu marido já se posicionava para matar o aracnídeo. Milena ficou de olho em Helena Liz e gravou toda a cena. “Na hora em que estávamos fazendo a retirada do escorpião, eu coloquei minha filha dentro do berço para ela não descer no chão”, explica.

Milena ficou extremamente preocupada por encontrar um escorpião tão próximo do berço em que a bebê dorme. “E se por ventura ele chegasse a entrar dentro do berço dela e atacar? Deus que nos protegeu mesmo, eu acredito muito nisso. O que passou na minha cabeça no momento em que vi o animal era que precisava olhar em tudo e tirar minha neném dali, pois era um lugar perigoso”, recorda. A mãe também temeu pela sua própria segurança, ainda mais por estar grávida de três meses.

‘A gente sempre anda em alerta’
Milena explica que eles não têm certeza de como o escorpião ficou preso no rodapé, mas suspeitam que ele tenha entrado por alguma infiltração. Para evitar que mais episódios como esse ocorram, a família arrumou o rodapé e passou veneno na casa. Eles também trocaram os ralos, escolhendo um modelo que abre e fecha, tentando impedir a entrada de mais aracnídeos.

Mesmo com tantas aparições de escorpiões na região, nunca aconteceu nenhum acidente. “Graças a Deus nunca fomos picados por escorpiões! A gente sempre anda em alerta”, finaliza.

O que fazer se encontrar um escorpião em casa?
Como precisam de água para sobreviver, os escorpiões costumam se esconder em locais úmidos, como banheiros e lavanderias. Eles entram nas residências por ralos, calhas, tubulações e caixas de fiação que não estão devidamente vedadas.

Caso encontre um escorpião na sua casa, a primeira coisa a se fazer é manter a calma e garantir a segurança das crianças. A captura do aracnídeo só deve ser feita se houver confiança em como fazê-la. Caso contrário, o ideal é acionar a prefeitura para realizar a remoção.

Se for necessário capturá-lo:

Use um objeto longo e fino para empurrá-lo até um local mais seguro para a captura.
Mantenha pelo menos 30 cm de distância entre a mão e o objeto utilizado.
Se o escorpião se prender ao objeto, descarte-o sem chacoalhar.
Utilize um frasco plástico fundo com tampa e deslize um papel rígido para fechá-lo.
Para maior proteção, vista luvas de raspa de couro, camisa de manga longa e calças compridas ajustadas nos tornozelos.
Se a captura não for possível, um golpe firme com um objeto plano e resistente pode ser uma alternativa para eliminá-lo.

O que evitar?
Não tente capturá-lo com as mãos ou com luvas comuns.
Não faça a captura sozinho; a presença de outra pessoa pode ser útil.
Não use inseticidas ou produtos químicos, pois a quantidade necessária para matá-lo pode ser prejudicial à saúde da família.

Fonte: Instituto Butantan

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Saúde

Isolamento social pode aliviar sintomas de ansiedade e depressão, mostra estudo

por Redação 7 de maio de 2025

Assim como outras espécies sociais, os seres humanos se desenvolvem essencialmente por meio da convivência e das trocas sociais ao longo da vida. Então, muito se fala sobre os riscos da solidão para a saúde física e mental. Mas será que a socialização é mesmo sempre tão necessária e positiva?

Quem vive com alguns tipos de transtornos de ansiedade, frequentemente, enfrenta desafios intensos nas relações interpessoais. É comum essas pessoas relatarem uma sensação de alívio na diminuição do convívio com outras, ou até mesmo no isolamento completo. Mas, afinal, até que ponto esse desejo de evitar o contato social é saudável, ou deve ser combatido?

Para entender esse mecanismo psicossocial e desenvolver intervenções mais eficazes, é essencial compreender as bases neurobiológicas das interações sociais. Esse é um dos focos do nosso grupo, no Laboratório de Neurociência Comportamental do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Modelos animais de ansiedade e depressão
Ansiedade e depressão estão entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo e frequentemente aparecem caminhando lado a lado na vida dos indivíduos afetados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade se caracteriza pelo medo excessivo, preocupação constante e comportamentos de esquiva diante de ameaças, muitas vezes infundadas.

Já a depressão, manifesta-se por um estado de tristeza persistente, vazio ou irritabilidade, além da perda de interesse em atividades antes prazerosas. Ambos os transtornos causam comprometimento funcional significativo.

Algumas pessoas têm uma especial predisposição à ansiedade, conhecida como “ansiedade-traço”. Essa característica influencia a forma como enfrentam o estresse, aumenta a vulnerabilidade à depressão e afeta resposta ao tratamento.

No entanto, ela tem sido frequentemente negligenciada em modelos animais usados para estudar transtornos ansiosos. Essa lacuna é preocupante, especialmente quando esses modelos são aplicados na triagem de fármacos e na investigação dos mecanismos neurobiológicos da ansiedade.

Portanto, há mais de 16 anos, nosso grupo desenvolve linhagens de ratos geneticamente modificados com perfis distintos de ansiedade, visando criar modelos robustos e confiáveis que permitam a translação de achados laboratoriais para contextos pré-clínicos e, futuramente, clínicos.

Atualmente na 48ª geração, os ratos Cariocas com Alto Congelamento (CHF) e Cariocas com Baixo Congelamento (CLF) receberam esses nomes em referência à cidade onde foram desenvolvidos e quanto à principal característica que os distingue: a resposta de congelamento ao medo, um marcador clássico da ansiedade em animais.

Essas linhagens apresentam diferenças consistentes no comportamento, assim como em aspectos farmacológicos, fisiológicos e neurobiológicos, se consolidando como modelos exemplares no estudo dos transtornos de ansiedade generalizada e ansiedade-traço.

O que os resultados apontam?
Em estudos recentes do nosso grupo, testamos a reação de ratos com diferentes níveis de ansiedade para entender como o isolamento social afeta o comportamento deles. Por 14 dias, colocamos ratos muito ansiosos, pouco ansiosos e comuns em gaiolas sozinhos, ou em grupos com outros iguais a eles. No 15º dia, todos passaram por um teste de “natação forçada”, onde observamos por quanto tempo eles tentam nadar para sair da bacia. Quanto mais rápido o rato desiste, é um sinal de maior comportamento depressivo.

Assim, vimos que o isolamento social piora o estado emocional dos ratos comuns ou pouco ansiosos, mas aqueles mais ansiosos tiveram uma melhora significativa. Estes passaram a demorar mais tempo a desistir de nadar, parecendo menos deprimidos. Uma possível explicação para esse comportamento é que, como compartilhavam gaiolas com seus familiares, o convívio com outros ratos igualmente ansiosos tenha causado um ambiente de estresse compartilhado. Então, quando eles ficaram sozinhos, se sentiram melhor.

Uma revisão recente da literatura científica, conduzida por nossa equipe, confirma o que nossos estudos têm observado: o isolamento social pode, de fato, proporcionar alívio temporário ao estresse social. Em alguns casos, ele funciona como estratégia de enfrentamento para aliviar a sobrecarga emocional. No entanto, é preciso cautela.

O melhor caminho: relações saudáveis
Embora pessoas ansiosas possam se beneficiar de uma certa distância social, o isolamento excessivo não é uma solução saudável a longo prazo. Relações sociais de qualidade têm um papel protetor crucial, promovendo autoestima, senso de pertencimento e regulação emocional. Quando esses vínculos são fragilizados — por fatores internos ou externos — aumenta-se a vulnerabilidade ou o agravamento de transtornos psíquicos.

Evidências indicam que o isolamento social eleva os níveis de cortisol, hormônio do estresse, e reduz a produção de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e recompensa. Essas alterações no sistema de recompensa do cérebro podem reduzir o interesse por interações sociais, agravando o desejo de afastamento.

Assim, o isolamento prolongado compromete a capacidade de obter satisfação nos vínculos, alimentando um ciclo persistente de ansiedade e depressão.

Portanto, o isolamento pode aliviar temporariamente, mas não resolve o problema. A verdadeira recuperação passa pela reconexão — consigo mesmo, com o outro e com o mundo. É preciso avaliar cada caso individualmente, considerando o contexto clínico e a história de vida do paciente, mas as intervenções clínicas devem priorizar a promoção de vínculos sociais saudáveis.

O tratamento mais eficaz integra técnicas de regulação emocional, desenvolvimento de habilidades sociais, treino de flexibilidade cognitiva e, quando necessário, a combinação de abordagens psicológicas e medicamentosas.

Acreditamos que os estudos desenvolvidos por nossa equipe — com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — trazem contribuições valiosas para a prática clínica e para a construção de caminhos mais eficazes no enfrentamento da ansiedade e depressão.

J. Landeira Fernandez recebe financiamento da FAPERJ, CNPq e CAPES

Amanda Peçanha recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Thomas Eichenberg Krahe recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Fonte: r7

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Mounjaro

Sem aval, clínicas de estética oferecem caneta emagrecedora Mounjaro em dose fracionada e até por delivery

por Redação 2 de maio de 2025

O medicamento Mounjaro só estará disponível nas farmácias do Brasil a partir da segunda quinzena de maio, mas algumas clínicas de estética já lucram com a comercialização irregular da chamada caneta emagrecedora.

O g1 encontrou o remédio sendo vendido por dose fracionada, sem receita médica, em dois estabelecimentos, um no Maranhão e outro no Piauí. As clínicas anunciam o produto nas redes sociais ou pelo WhatsApp.

Elas ainda oferecem “bioimpedância grátis” e “consulta”, não com um médico, mas com a proprietária do estabelecimento, em Teresina, ou com uma biomédica, em São Luís, onde é feita também entrega delivery.

De acordo as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há um combo de irregularidades:

apenas farmácias e drogarias podem vender o medicamento;
o Mounjaro não pode ser vendido por dose, porque a embalagem registrada na Anvisa não é fracionável;
o medicamento só pode ser vendido com receita e apenas médicos podem prescrever.
Procurada, a dona da clínica de Teresina alegou que tem equipe multidisciplinar. A clínica de São Luís não respondeu.

Fabricante denuncia venda ilegal
Segundo uma carta aberta divulgada pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, nenhum estabelecimento está vendendo o remédio legalmente no Brasil, porque ele ainda não foi disponibilizado para o mercado brasileiro.

Em resposta ao g1, a empresa disse que versões falsificadas ou manipuladas representam “riscos de segurança potencialmente fatais aos pacientes”.

Autorizado pela Anvisa em 2023 para tratamento do diabetes tipo 2, o Mounjaro é produzido a partir do ingrediente ativo tirzepatida. Ele ficou conhecido como “Ozempic de rico”, por ser mais caro e prometer mais resultados e menos efeitos colaterais do que o concorrente.

A fabricante do medicamento ainda aguarda a liberação de uso do remédio para emagrecimento no Brasil, mas médicos já podem prescrevê-lo com este fim, se avaliarem que os benefícios do tratamento superam os riscos.

‘Fiz primeiro em mim para depois vender’
Legalmente, apenas pessoas físicas podem adquirir o Mounjaro por meio de importação ou comprando diretamente nos países onde o produto já é vendido, apresentando uma receita médica.

No caso das clínicas encontradas pelo g1, em Teresina (PI), e em São Luís (MA), a reportagem confirmou que o medicamento era vendido sem qualquer prescrição. Na primeira clínica, o g1 viu a caneta de Mounjaro. Na outra, recebeu uma foto por WhatsApp. Os números de lote foram enviados à fabricante, que não confirmou se o medicamento é original.

No início de março, a clínica de Teresina anunciou a oferta da caneta, dizendo que clientes poderiam agendar uma consulta para garantir uma dose de Mounjaro.

Procurada, a clínica disse que “desenvolveu um método próprio de emagrecimento patenteado denominado Peso Certo” e que o método é feito por uma equipe multidisciplinar “com acompanhamento médico, nutricional, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista”.

A informação é diferente da que foi repassada por Whatsapp pela atendente da clínica. Sem saber que falava com uma jornalista, ao ser questionada se era agendada consulta com médico, a funcionária disse que a dona da clínica, que é nutricionista, faz o acompanhamento e a bioimpedância — avaliação física feita por um aparelho que estima a composição corporal, como o percentual de massa magra, gordura e água.

A clínica justificou que as conversas referiam-se ao “convite para uma consulta e a propaganda da tirzepatida, caso tenha indicação médica do Mounjaro, quando estiver disponível para liberação pelos órgãos de controle”. Mas o anúncio da clínica fala em “estoque limitado”.

O g1 não encontrou nenhum médico na clínica quando esteve lá. Sem saber que falava com uma repórter, a proprietária, Lanna Coelho, também não citou equipe multidisciplinar. Seu conhecimento sobre como funciona o Mounjaro foi adquirido por experiência própria.

Ela ainda explicou como funciona o tratamento. “O protocolo é de um mês. Eu fecho, geralmente, com tudo: a suplementação [de vitaminas e minerais] e as quatro aplicações”, disse.

Para quem quer perder pouco peso, ela orienta outro protocolo: tomar duas doses e depois fazer aplicação de enzimas na gordura localizada que restar.

Segundo a médica Simone Van de Sande Lee, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, esses protocolos não são indicados.

“Não é um produto de uso recreativo para quem quer perder alguns quilos. A titulação de dose deve ser feita conforme prescrição médica, com aumento gradual da dose de acordo com a bula ou mais lentamente, de forma individualizada, dependendo da tolerância do paciente”, explicou a endocrinologista.

‘Enviamos a dose na seringa’
Na clínica de São Luís, a entrega do Mounjaro é delivery. Por WhatsApp, sem saber que falava com uma jornalista, a atendente explicou que o medicamento é extraído da embalagem original com uma seringa, e entregue em um isopor com gelo.

Segundo a endocrinologista Sande Lee, isso traz riscos de eventos adversos imprevisíveis. “Não há qualquer garantia de que o produto é original. Além disso, há risco de contaminação, pelo possível manuseio inadequado”.

O g1 foi até a clínica, mas a funcionária não mostrou o produto, alegando que ele estava em local refrigerado. Posteriormente, atendendo a um pedido pelo WhatsApp, ela enviou uma foto da caneta de 15 mg.

Procurada, a clínica não respondeu aos questionamentos.

Fonte: G1

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Saúde

‘Costuraram a minha artéria no meu ureter’: vítima de violência obstétrica diz que médica postou seu vídeo como ‘exemplo’ de parto humanizado

por Redação 23 de abril de 2025

O Fantástico deste domingo (20) mostrou histórias de violência em partos realizados pela médica influencer Anna Beatriz Herief. A obstetra teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. Ela nega as acusações.

Em um dos relatos, a nutricionista Roberta Rodrigues Mendes contou que precisou passar por uma cesariana de emergência. Durante o procedimento, uma artéria foi costurada ao ureter — estrutura que liga o rim à bexiga.

Depois de sair do hospital, as dores que ela sentia continuaram e ainda pioraram: “Parece que a minha costela está quebrada, eu tinha dificuldade para respirar”, contou.

Poucos dias depois, de volta ao hospital, uma tomografia revelou o que aconteceu durante a cirurgia. “Costuraram a minha artéria no meu ureter, né? Ureter é onde liga o rim à bexiga. Então, ali foi costurado. Eu sinto dores e são coisas que vou carregar pra sempre”, diz a vítima.

A defesa de Roberta contratou um perito médico, o obstetra Ivo Costa Júnior. Ele diz no parecer que a cesariana dela foi marcada por demora, duração atípica, significativa perda sanguínea, erro cirúrgico com lesão do ureter, falta de comunicação e indícios de negligência, imprudência e imperícia por parte da equipe médica.

A médica diz que o que aconteceu está dentro dos riscos do parto.

Consequências das denúncias
No ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro suspendeu a médica por seis meses. A interdição foi renovada na última terça-feira por mais seis meses, enquanto o processo de cassação do registro continua.

A advogada Roberta Milanez, que defende as vítimas, diz que quer a reparação por danos morais e materiais.

A defesa da médica negou as acusações. “Não há que se falar em nenhum aspecto de negligência e imprudência em perícia que possa eventualmente configurar qualquer descuido por parte da doutora em relação aos partos que ela conduziu profissionalmente”, afirma Matheus Chiocheta, advogado da dra. Beatriz

A Federação Nacional das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enfatiza que o parto normal é o mais seguro e o mais recomendado na grande maioria dos casos.

Fonte: FANTÁSTICO

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Saúde

‘Pílula do exercício’ engana o corpo para queimar gordura e melhorar a resistência

por Redação 17 de abril de 2025

Imagine por um momento que você pudesse obter os benefícios do exercício sem mover um único músculo. Pode parecer ficção científica, mas uma equipe de pesquisadores desenvolveu um composto que pode imitar os efeitos do treinamento físico.

Seu nome é SLU-PP-332, e estudos recentes mostraram que ele pode ativar vias metabólicas semelhantes às do exercício, fazendo com que o corpo funcione como se estivesse no meio de um treino.

Pesquisa publicada na “ACS Chemical Biology” em 2023 revelou que esse composto ativa os receptores ERR (α, β e γ), principais reguladores do metabolismo energético. Dessa forma, ele aumenta a eficiência mitocondrial e promove a queima de gordura.

De acordo com o pesquisador Thomas Burris, professor de farmácia da Saint Louis University, na Flórida (EUA), “esse composto diz ao músculo esquelético para fazer as mesmas alterações observadas durante o treinamento de resistência”.

Entretanto, os efeitos do SLU-PP-332 vão além da resistência. Em 2024, outro estudo publicado no “Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics” mostrou que o composto poderia ajudar no tratamento da obesidade e da síndrome metabólica.

Quando a “pílula do exercício” estará disponível?
Apesar dos avanços, o composto ainda está longe de estar disponível para a sociedade. Ele só foi testado em células e modelos animais e portanto, por enquanto, não pode ser usado em seres humanos.

O desenvolvimento de medicamentos é um processo longo. De acordo com Burris, são necessários mais estudos de segurança e eficácia, otimização de sua administração (atualmente em injeções) e testes em humanos antes de chegar ao público em geral.

Para acelerar o processo, os cientistas fundaram a startup Pelagos Pharmaceuticals, que tem como objetivo levar o SLU-PP-332 a testes clínicos. Atualmente, versões melhoradas estão sendo testadas em modelos de obesidade, insuficiência cardíaca e insuficiência renal, além de explorar seu potencial em doenças neurodegenerativas.

Como o nosso corpo reagiria ao SLU-PP-332?
Se aprovada, a “pílula do exercício” poderá ter efeitos fisiológicos significativos. Os possíveis benefícios incluem:

Metabolismo aprimorado: ela aumenta a queima de gordura e o gasto energético basal, o que poderia ser útil no tratamento da obesidade e do diabetes.
Manutenção da massa muscular: em estudos com animais, evitou a perda muscular, o que poderia ajudar pessoas com mobilidade reduzida ou adultos mais velhos.
Maiores benefícios em órgãos vitais: a ativação dos receptores ERR pode fortalecer o coração e ter efeitos neuroprotetores.
Por outro lado, embora melhore o metabolismo e a resistência, não fortalece os ossos e as articulações, nem é conhecido por reproduzir os benefícios psicológicos do exercício, como a redução do estresse ou a melhora do humor.

Portanto, com o que foi testado até agora, não se pode dizer que esse composto possa substituir completamente o exercício.

Efeitos além da medicina
O impacto dessa “pílula do exercício” pode ir além dos limites da medicina. Embora possa melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças metabólicas, ela também apresenta riscos sociais.

Um deles é a percepção errônea de que o exercício não é mais necessário. Se for comercializada como uma solução fácil, algumas pessoas podem abandonar a atividade física, o que pode prejudicar a cultura do esporte e levar a problemas de saúde associados a um estilo de vida sedentário.

Outra preocupação seria o seu possível abuso em esportes competitivos. No passado, compostos como GW501516 e AICAR, que também aumentavam a resistência, foram proibidos pela Agência Mundial Antidoping.

Se o SLU-PP-332 se mostrar eficaz em humanos, é provável que seja proibido em competições, e as agências antidoping teriam de desenvolver testes específicos para detectá-lo.

Também há dúvidas sobre a acessibilidade. Como acontece com tratamentos inovadores, seu custo inicial provavelmente será alto, o que pode levar a desigualdades entre os que podem pagar e os que não podem.

Além disso, surge a pergunta: os sistemas de saúde devem cobri-lo? Se for usado para tratar doenças graves, o financiamento pode ser justificado. Mas se for simplesmente para melhorar o desempenho físico, sua cobertura seria questionável.

Se aprovado, a sociedade deve decidir como integrá-lo de forma responsável. As próximas fases da pesquisa serão fundamentais para definir se esse composto será um aliado da saúde ou uma desculpa para a inatividade. Trata-se de uma revolução ou de um conforto perigoso? O tempo e a ciência darão a última palavra.

Há também indicações de que o composto pode ter efeitos sobre o coração e o cérebro. Na reunião anual da American Chemical Society em 2024, os pesquisadores relataram que compostos como o SLU-PP-332 poderiam fortalecer o coração em caso de insuficiência cardíaca e ter propriedades neuroprotetoras em doenças como o Alzheimer.

Fonte: G1

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Saúde

Necrose após harmonização em partes íntimas: fisioterapeuta investigado cobrava R$ 4 mil por procedimento que custava R$ 30 mil, diz delegada

por Redação 14 de abril de 2025

O fisioterapeuta Darlan Carlos, de 38 anos, preso em Curitiba após a denúncia de um paciente que relatou ter sofrido necrose em parte íntima, cobrava valores muito abaixo do mercado para realizar o procedimento de harmonização, segundo investigações da Polícia Civil (PC-PR).

De acordo com a delegada Aline Manzatto, os valores giravam em torno de R$ 4 mil e R$ 4,5 mil por procedimento que, se realizado por um médico, custaria cerca de R$ 30 mil.

Na sexta-feira (11), a polícia informou que Darlan responde o caso em liberdade.

Segundo o boletim de ocorrência do paciente de 41 anos, dois dias após o procedimento de preenchimento, o homem iniciou um quadro de inchaço e fortes dores. Ele relatou ainda que buscou a orientação de outro profissional, que constatou a presença de uma inflamação e risco de necrose.

Darlan foi preso suspeito de falsificar medicamentos, armazenar e vender produtos impróprios para consumo e também por exercício ilegal da medicina, segundo a Polícia Civil.

Em nota, a defesa do fisioterapeuta disse que ele nega com veemência as acusações e afirma que sempre agiu com ética e respeito, dentro das normas do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito).

Investigações
Depois da denúncia, policiais e fiscais da Vigilância Sanitária foram até o consultório de fisioterapia pélvica do homem e encontraram diversas irregularidades como transporte de materiais médicos descartáveis (seringas e agulhas) em mochila, armazenamento de Botox sem refrigeração e sem nota fiscal e lixo hospitalar descartado em lixo comum.

O suspeito atuava, além de Curitiba, nos municípios de Balneário Camboriú (SC), Campinas e São Paulo (SP), e Rio de Janeiro.

No consultório, a delegada explicou que produtos como cânulas, ácido hialurônico e anestésicos estavam sem registros da Anvisa.

A delegada informou ainda que foram localizados também materiais vencidos, frascos sem identificação e hialuronidase manipulada para preenchimento intradérmico, que é proibido para esse fim. A Vigilância Sanitária interditou o local.

O que diz o Crefito
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (Crefito-8) informou que repudia qualquer prática que coloque em risco a saúde da população ou que configure exercício irregular da profissão da fisioterapia.

Disse também que, após tomar conhecimento do caso, designou o Chefe de Procuradoria Jurídica e um agente fiscal para colheita de dados junto à autoridade policial.

Por fim, o Crefito informou ainda que Darlan é registrado como atuação no município de Londrina, no norte do Paraná, e que não comunicou ao Conselho a alteração do endereço profissional para Curitiba, conforme exige a legislação.

Fonte: G1

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Saúde

‘Dente da Shopee’: vídeos ensinam a fazer dentes falsos com resina; dentistas alertam para os riscos

por Redação 10 de abril de 2025

Centenas de vídeos estão viralizando nas redes sociais, mostrando pessoas fazendo dentes de resina em casa. Esses tutoriais ensinam como criar o chamado “dente da Shopee”, usando um produto vendido por até R$ 20 em plataformas de venda online. No entanto, os dentistas alertam que essa prática é arriscada e contraindicada.

Os vídeos ensinam a utilizar um produto conhecido como resina termoplástica, que vem em forma de pequenas esferas. Ao serem colocadas em água quente, as esferas se transformam em um material plástico maleável, que pode ser moldado no formato do dente.

Os usuários comentam que moldar um dente provisório em casa é mais barato e acessível do que fazer um implante profissional, que pode custar até R$ 2,5 mil. Porém, dentistas explicam que o improviso pode afetar os dentes saudáveis e causar ainda mais prejuízos.

A dentista Monique Pimentel, especialista em ortodontia, alerta que produzir dentes em casa pode colocar em risco a saúde bucal e geral, e aponta alguns problemas:

Não há como garantir a procedência da resina nem conhecer seus compostos químicos. Dentro da boca, essas substâncias podem ser liberadas e ingeridas, representando risco à saúde.
O “dente” improvisado não respeita a estrutura dentária natural, impedindo a manutenção correta dos espaços necessários entre os dentes, o que dificulta a limpeza adequada.
Sem o acabamento profissional, a superfície da resina fica áspera, acumulando alimentos e facilitando o desenvolvimento de cáries nos dentes saudáveis.
Problemas na estrutura da arcada dentária podem surgir, já que o dente artificial pode pressionar os dentes inferiores de maneira inadequada, prejudicando a distribuição correta da carga e até mesmo causando dores de cabeça e enxaquecas.

A especialista ainda ressalta que dentes provisórios de resina utilizados nos consultórios são temporários, indicados somente durante o processo de implante. Já os dentes fixos são feitos em porcelana, material biocompatível que oferece menos riscos aos pacientes.

CFO fez parceria com plataformas para derrubar venda de resinas
O Conselho Federal de Odontologia (CFO) criou uma ouvidoria, em parceria com as plataformas de venda, para derrubar os anúncios dos produtos que são vendidos ilegalmente.

Segundo o conselho, eles fizeram uma parceria com a Shopee e o Mercado Livre e vão encaminhar as denúncias de usuários e dentistas de anúncios de resinas como essas para que os dois e-commerce avaliam o anúncio e possam derrubar.

Fonte: G1

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Saúde

Você está limpando sua garrafa de água o suficiente? Entenda a melhor forma de fazer isso

por Redação 9 de abril de 2025

Carl Behnke é especialista em segurança alimentar da Universidade Purdue em Indiana, nos Estados Unidos. Ele sempre se perguntava se a sua garrafa d’água reutilizável estava bem limpa.

Quando Behnke colocava toalhas de papel dentro da garrafa e as esfregava no seu interior, ele ficava em choque.

Sua etapa seguinte foi projetar um estudo. Behnke e seus colegas paravam as pessoas que passavam em um corredor da universidade e pedia a elas que emprestassem suas garrafas d’água como parte da pesquisa. Eles gostariam de verificar se elas estavam bem limpas.

“Um ponto que se destacou no projeto foi a quantidade de pessoas que não queriam saber os resultados”, relembra Behnke. “Basicamente, elas sabiam que seus hábitos de limpeza eram poucos ou inexistentes – o que os dados confirmaram posteriormente.”

De fato, o estudo confirmou que as garrafas estavam repletas de bactérias.

O mercado global de garrafas de água reutilizáveis totalizou cerca de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 57,5 bilhões) em 2024.

Um estudo entre profissionais da saúde italianos indicou que a metade deles usava garrafas reutilizáveis, enquanto pesquisas entre estudantes universitários sugerem que 50 a 81% dos participantes faziam uso dos recipientes para beber.

Será que devemos descartá-las ou estes riscos podem ser administrados?

O que há no seu interior?
Normalmente, é seguro beber água da torneira da cozinha. Mas ela não está livre da vida microbiana.

Por isso, deixar água na sua garrafa por alguns dias irá incentivar as bactérias a crescer, segundo a professora de microbiologia clínica Primrose Freestone, da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

“Quanto mais tempo a água for armazenada em uma garrafa à temperatura ambiente, mais bactérias irão crescer”, explica ela.

Um estudo realizado em Singapura utilizando água da torneira fervida – o que deveria ter matado a maior parte das bactérias – concluiu que as populações bacterianas podem crescer rapidamente no interior das garrafas de água, à medida que elas são usadas ao longo do dia.

As bactérias da garrafa d’água podem se multiplicar ao longo do dia, chegando à casa dos milhões.

Embora parte da atividade bacteriana da garrafa d’água venha do próprio conteúdo, a maior parcela da contaminação, na verdade, é introduzida pelo usuário.

Sempre que você levar sua garrafa para o trabalho, a academia ou mesmo se a mantiver dentro de casa, o lado externo da garrafa irá carregar muitos micróbios. Freestone explica que estes micróbios são facilmente transferidos para o conteúdo da garrafa, junto com as bactérias da sua boca, toda vez que você tomar um gole de água.

Os usuários de garrafas que não lavam suas mãos regularmente também irão fazer com que seus recipientes possam abrigar bactérias como E. coli, segundo ela.

“Bactérias associadas às fezes, como E. coli, podem vir pelas nossas mãos e acabar nos seus lábios, se você não tiver boa higiene no toalete”, afirma a professora.

Geralmente, as pessoas possuem 500 a 600 espécies diferentes de bactérias vivendo na boca, segundo Freestone.

“O que não causa necessariamente doenças para você nem sempre será igual para os demais”, destaca ela. “Você pode transmitir uma infecção sem perceber, pois o nosso sistema imunológico nos protege muito bem.”

Outra forma de incentivar o crescimento bacteriano na sua garrafa é colocar qualquer coisa além de água doce no seu interior.

As bebidas que alimentam você também são nutritivas para os micróbios. Por isso, qualquer bebida que contenha açúcar, por exemplo, pode estimular o crescimento de bactérias ou mofo presentes na sua garrafa, prossegue Freestone.

Se você já tiver deixado leite em um copo por algumas horas, pode ter observado que se forma um filme fino sobre o copo quando você joga o líquido fora. Casualmente, as bactérias adoram esse filme, segundo a professora.

Como as bactérias nos afetam?
Todos nós estamos rodeados por bactérias no solo, no ar e no nosso corpo. Mas é preciso lembrar que as bactérias, em sua maioria, são inofensivas ou até benéficas.

E. coli é um grande grupo de bactérias encontradas naturalmente no meio ambiente e que também são moradoras habituais do intestino humano. Somente quando as bactérias se tornam patogênicas (ou seja, quando elas adquirem certas características que as tornam nocivas), elas deixam as pessoas doentes.

A maioria dos micróbios não faz mal aos seres humanos, mas pessoas com sistema imunológico debilitado podem ser mais propensas a infecções, explica Freestone.

Além disso, ficar doente devido a um micróbio estomacal, em alguns casos, pode levar a mudanças de longo prazo no intestino.

“O nosso intestino muda todo o tempo, mas existem ali mais de 1 mil espécies presentes, prossegue a professora. “Por isso, é difícil mudar em termos de composição.”

“Existem muitas variáveis, mas sofrer envenenamento alimentar devido às bactérias em uma garrafa d’água nunca irá trazer mudanças positivas.”

Um cotonete passado em uma garrafa d’água reutilizável que foi levado à redação de um jornal no Reino Unido também revelou que essas garrafas podem ser um campo fértil para linhagens emergentes de bactérias resistentes a antibióticos.

Os pesquisadores descobriram, na amostra da garrafa d’água, uma espécie de bactéria chamada Klebsiella grimontii. Esta espécie é capaz de formar biofilmes sobre superfícies que, antes, eram estéreis.

Ela pode ser encontrada na microflora normal do trato gastrointestinal, mas também pode causar diarreia grave em pessoas que tenham tomado antibióticos recentemente.

Se houver crescimento de mofo ou fungos na sua garrafa, eles podem gerar sintomas em qualquer pessoa que seja alérgica.

Mas é preciso observar que não existem, na literatura científica, exemplos de doenças graves que possam ser causadas por garrafas de água reutilizáveis. É claro que isso não significa que não aconteça, mas identificar fontes pontuais isoladas de infecções é notoriamente difícil.

Como devemos limpar as garrafas?
Para Behnke, a sensação cada vez maior de que ele talvez devesse limpar melhor sua garrafa d’água fez com que ele verificasse com mais atenção o que poderia estar dentro dela.

Behnke usava uma garrafa de água filtrada e começou a observar que a água que ele estava bebendo tinha gosto ruim.

“De vez em quando, eu lavava com água quente, mas, na verdade, nunca fazia nada além disso”, ele conta.

Depois que as suas investigações com papel-toalha revelaram como sua garrafa d’água estava imunda, o estudo conduzido por ele e seus colegas começou a observar com mais detalhes os hábitos das pessoas em relação às suas garrafas.

Behnke concluiu que pouco mais da metade dos 90 participantes pesquisados durante o estudo declararam que compartilham sua garrafa com outras pessoas. E 15% responderam que nunca limpavam suas garrafas.

É claro que o fato de as pessoas lavarem ou enxaguarem suas garrafas d’água afetava o nível de contaminação. Mas Behnke concluiu que a forma ou a frequência da limpeza não causava enormes alterações do grau de contaminação dos recipientes.

As pessoas que lavavam suas garrafas com instrumentos como uma escova ou usavam a lavadora de louças costumavam apresentar os menores números de bactérias no interior do recipiente. Behnke e seus colegas também indicam que usar a lavadora de louças no ciclo intenso pode ser o método mais eficaz.

Mas as conclusões do estudo indicam que estas descobertas podem ter sofrido viés, pois os pesquisadores confiaram no relato dos próprios participantes sobre seus comportamentos de higiene. As pessoas podem ter alterado suas respostas para parecerem socialmente mais aceitáveis.

O estudo também concluiu que garrafas contendo chá, café ou suco eram mais contaminadas do que as garrafas que continham apenas água.

Mesmo se a água no interior da garrafa for estéril, Freestone destaca que a saliva do usuário irá acabar dentro do recipiente. Seus traços de nutrientes irão deixar as bactérias felizes e alimentadas.

Enxaguar a garrafa com água fria não é suficiente, segundo a professora. Você não irá ficar livre dos biofilmes – a camada escorregadia de bactérias que pode se acumular sobre a superfície interna da sua garrafa e fornece o ambiente perfeito para a multiplicação dos micróbios.

Freestone recomenda limpar as garrafas reutilizáveis com água quente (acima de 60 °C, pois esta temperatura mata a maioria dos patógenos) e detergente líquido, agitando e mantendo a garrafa em repouso por 10 minutos, antes de um bom enxágue com água quente.

Deixar a garrafa secar ao ar livre é a melhor forma de evitar o acúmulo de bactérias no seu interior, já que os micro-organismos preferem ambientes úmidos.

É assim que você deve limpar sua garrafa depois de cada uso – ou, pelo menos, várias vezes por semana, ensina Freestone. E ela aconselha a nunca esperar a garrafa começar a cheirar mal.

“Se a sua garrafa começar a cheirar mal, você chegou a um ponto em que deve jogá-la fora”, orienta a professora.

Por fim, quando você tiver uma bela garrafa limpa, Freestone relembra que você precisa lavar as mãos antes de tocar nela.

Carl Behnke, agora, é um usuário de garrafas d’água totalmente renovado. Ele lava e seca sua garrafa ao ar livre toda semana, com um spray desinfetante e uma escova de garrafas, que ele usa para limpar o bico ou os bocais e outras superfícies pequenas.

Devemos evitar algum tipo específico?

Para Primrose Freestone, as garrafas mais higiênicas são simplesmente aquelas que são mais fáceis de limpar. E ela destaca que é importante ter certeza de limpar cada parte da garrafa d’água, incluindo o lado externo, a tampa e o canudo, se houver.

Mas pode haver outro motivo para escolher o metal e não o plástico.

“O plástico normalmente tem aditivos químicos que oferecem vantagens – flexibilidade, durabilidade, resistência ao calor e baixo peso”, afirma o professor de ciências da saúde da população Amit Abraham, da Faculdade Weill Cornell Medicine, no Catar.

“Estes aditivos são ligados fisicamente ao plástico, o que significa que eles podem migrar para a água”, explica Abraham.

Pesquisas indicam que estes aditivos, como o BPA, podem interferir nas suas funções hormonais e podem estar relacionados ao aumento do risco de doenças cardíacas, AVC, diabetes e outras doenças crônicas.

Aparentemente, eles também se infiltram na água, segundo Abraham, independentemente se a garrafa for feita de plástico descartável ou reutilizável.

O certo é que, seja qual for o tipo de garrafa d’água que você escolher, bons hábitos de higiene aparentemente são fundamentais para garantir que a sua água não fique repleta de bactérias nocivas.

Fonte: G1

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Saúde

Fadiga visual: como proteger a vista na era do excesso de telas

por Redação 1 de abril de 2025

Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.

A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.

Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até 50% dos usuários de computador podem desenvolver a chamada fadiga ocular digital.

Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação e visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.

Ela pode indicar problemas potencialmente crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.

A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os lockdowns e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela numa escala sem precedentes.

Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.

O impacto invisível da dependência digital
Mas o que exatamente acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?

A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.

Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.

Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.

Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.

Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.

Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.

Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.

Mas como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?

A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.

Medidas de proteção
A regra 20-20 é uma estratégia simples, mas eficaz, para proteger seus olhos da fadiga visual provocada pelos meios digitais.

A cada 20 minutos, faça uma pausa de 20 segundos para se concentrar em algo que esteja a 6 metros de distância.

Essa pequena pausa permite que os músculos oculares relaxem e reduz a tensão associada ao trabalho constante de foco próximo.

Embora amplamente recomendada, é importante ressaltar que a eficácia dessa regra específica não foi rigorosamente estudada. Mas o princípio de fazer pausas frequentes é algo sólido e lógico.

Fatores ambientais desempenham um papel fundamental na manutenção do conforto dos olhos durante o uso de telas.

Iluminação adequada, umidade e boa qualidade do ar podem influenciar significativamente na saúde dos olhos.

Use lâmpadas ajustáveis ​​para direcionar a luz para longe dos seus olhos. Use um umidificador para manter os níveis de umidade adequados. E considere um purificador de ar para remover partículas irritantes do ar.

Ajustes ergonômicos são igualmente importantes. Posicione a tela na distância do braço e um pouco abaixo do nível dos olhos, para reduzir a tensão no pescoço.

Aumente o tamanho da fonte para minimizar o esforço de apertar os olhos e certifique-se de que sua cadeira ofereça apoio adequado para as costas.

E para aqueles que apresentam sintomas persistentes de irritação visual, buscar a ajuda de um profissional de saúde é algo muito importante.

Os profissionais que cuidam da saúde ocular podem realizar exames abrangentes para identificar problemas subjacentes, como erros de refração — doenças oculares comuns em que o formato do olho impede que a luz se concentre corretamente na retina, o que gera uma visão turva — ou doença do olho seco.

Especialistas em visão podem prescrever tratamentos específicos, desde óculos especiais até medicamentos que tratam problemas específicos.

Além disso, terapias emergentes oferecem esperança para um gerenciamento mais eficaz da vista cansada relacionada às telas.

Medicamentos chamados agonistas do TRPM8 são promissores no alívio do desconforto do olho seco ao ativar receptores de resfriamento na superfície ocular.

Enquanto isso, há o desenvolvimento de biossensores vestíveis que podem ser usados ​​sob os olhos ou acoplados a lentes de contato para monitorar biomarcadores do fluido lacrimal em tempo real.

As lágrimas podem refletir a saúde da superfície ocular e, potencialmente, de todo o corpo. Então essa inovação tecnológica pode transformar o diagnóstico e o tratamento de doenças da superfície ocular no futuro.

Recursos insubstituíveis
Na era digital, é importante tomar medidas para proteger nossa visão. Ao reconhecer os sinais de fadiga visual, vale implementar estratégias de proteção e buscar atendimento profissional em tempo hábil. Assim, é possível reduzir os riscos associados ao nosso estilo de vida dependente de telas.

O desafio da fadiga visual relacionada ao mundo digital não é intransponível. Com conscientização, educação e compromisso, podemos continuar a colher os benefícios da tecnologia — sem comprometer a visão.

Ao olhar para o futuro, a integração de tecnologias mais amigáveis ​​aos olhos e designs ergonômicos dos dispositivos digitais podem oferecer camadas adicionais de proteção.

Enquanto isso, lembre-se de fazer pausas e piscar com frequência. E não hesite em procurar ajuda profissional se sentir sintomas persistentes.

Ao fazer isso, você está no caminho certo para garantir uma visão clara e confortável.

Fonte: epocanegocios

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