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Saúde

Saúde

‘O Brasil vive uma epidemia de zolpidem’: médicos alertam para os riscos da dependência

por Redação 17 de maio de 2024

Após anos de alerta de especialistas em sono, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alterou nesta semana as regras para prescrição do zolpidem, medicamento indutor do sono mais utilizado no Brasil. Na prática, a partir de 1º de agosto, a venda vai se tornar mais rígida por obrigar a apresentação de uma receita azul controlada, em vez de apenas a branca em duas vias. Para neurologistas ouvidos pelo GLOBO, a mudança é bem vinda para combater uma “epidemia” de dependência do remédio.

— Vemos com muita preocupação esse uso exponencial do zolpidem. São inúmeros casos de uso abusivo, pessoas tomando sem indicação, misturando com álcool, que começam a se automedicar. É nítido, crescente e estamos perdendo o controle disso, se tornou uma epidemia. Temos efeitos colaterais graves, sonambulismo, alucinação, pessoas se envolvendo em acidentes. E muitos casos de dependência — diz o presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS) e professor da Universidade de São Paulo (USP), Luciano Drager.

De acordo com dados da Anvisa, em 2023 foram cerca de 17,7 milhões de caixas vendidas no país – aumento de 30% em apenas cinco anos. O zolpidem é um remédio para a insônia lançado nos anos 90 que faz parte da classe dos não benzodiazepínicos, ou drogas Z, criada para substituir os benzodiazepínicos. Isso porque esses mais antigos foram ligados a quadros graves de dependência e de déficit cognitivo a longo prazo.

Ambos atuam nos receptores chamados GABA e, ao se ligarem a ele, “desligam” a atividade cerebral, levando a pessoa a dormir rapidamente. Porém, as drogas Z são mais específicas e, por isso, acreditava-se na época que elas não causariam dependência, o que não se mostrou verdade, conta a coordenadora do Laboratório e Ambulatório de Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) da Universidade de São Paulo (USP), Rosa Hasan.

— No mundo todo começou-se a trocar os remédios antigos por eles. Mas quanto mais tempo uma medicação está no mercado, mais experiência temos com seu uso, e vimos que ela causa sim dependência. Tem casos graves, pessoas que começam a tomar até de dia, porque tem crises de abstinência. Muitas vezes, é preciso internar o paciente para retirar a medicação por causa das crises, ele pode até ter convulsão — diz.

Foi inclusive essa ideia de que o zolpidem teria um perfil mais favorável que levou às alterações das regras da Anvisa em 2001, que facilitaram a venda. O medicamento já era enquadrado na lista B1 (psicotrópicos), que demanda receita azul, porém um adendo incluído na época abriu uma exceção.

Ele estabeleceu que unidades do zolpidem com menos de 10 mg seriam equivalentes às da lista C1 (substâncias sujeitas a controle especial). Com isso, a prescrição poderia ser feita em receita branca de duas vias. O medicamento é vendido em formulações de 5 mg a 12,5 mg, sendo a de 10 mg a mais comum.

Agora, a nova norma da Anvisa exclui o adendo e faz com que todas as versões do remédio demandem a receita azul controlada. A prescrição fica retida nas farmácias e exige que o profissional prescritor seja previamente cadastrado na autoridade local de vigilância sanitária, algo que não é necessário para a branca e endurece o acesso.

Durante seu voto, a relatora da resolução, Danitza Buvinich, citou que lugares como Estados Unidos, Austrália, Canadá e França também adotaram regras mais rígidas recentemente. No contexto francês, um estudo do Serviço de Farmacologia do país apontou uma queda de 57% no consumo nos três anos após a mudança, em 2017.

— Essa é uma notícia muito boa, as pessoas vão repensar até porque a advertência é outra. Como o remédio sai da tarja vermelha para a preta, passa uma mensagem maior de alerta sobre o risco de abuso. E o que acontece hoje aqui com o Zolpidem é alarmante, é o mesmo que acontece nos EUA com a epidemia dos opioides — diz a neurologista Dalva Poyares, professora de Medicina do Sono na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quais os riscos do zolpidem?
Os especialistas explicam que o zolpidem é um remédio seguro e eficaz, o problema é o uso prolongado – já que a bula estabelece um limite de quatro semanas para o tratamento – e abusivo, sem orientação médica.

— O uso adequado é na dose mínima, por curto prazo. Um exemplo é alguém que fez uma cirurgia, está com dor e não consegue dormir. Ou você faz uma viagem, tem uma dificuldade pelo fuso horário, tomar por poucos dias para se adequar. A chave é ser temporário e com indicação. Mas pessoas com histórico de dependência, gestantes, crianças e adolescentes, o uso é contraindicado sempre — explica Hasan.

Sem essa orientação adequada, além do risco de criar uma dependência química, há efeitos graves que podem se manifestar no dia a dia, acrescenta Drager:

— Ele pode dar tontura, dor de cabeça, amnésia, sonambulismo, agitação, alucinação. Isso pode ser grave em muitos contextos. Sonambulismo e alucinações são mais raros, mas com o uso abusivo cresce muito. Vemos pessoas fazendo compras online, se envolvendo em acidentes, tudo sob efeito do remédio. E existem indícios de impacto na memória e na cognição a longo prazo.

Explosão do uso inadequado
Para os neurologistas, além da facilidade no acesso devido às regras da Anvisa, há outros fatores que ajudam a explicar a explosão do uso inadequado nos últimos anos.

— A popularização do sublingual, que age mais rápido, o preço mais acessível, o aumento de opções no mercado e essa falsa crença, que foi passada também para os médicos, de que ele era uma alternativa segura. E existe um mercado clandestino. Então as pessoas, e os médicos também, precisam ser educados sobre os riscos — diz Poyares.

O secretário do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e neurologista do Hospital das Clínicas da USP, Adalberto Studart Neto, cita ainda o estilo de vida moderno que atrapalha o sono e a busca por uma solução “milagrosa”:

— Vivemos um momento em que as pessoas querem ficar 100% “ligadas” durante o dia e apenas “desligar” à noite. Mas é um estilo de vida que não permite esse “desligar” para o sono. Nosso cérebro precisa ir diminuindo o ritmo para adormecer. Então se você tem muitos estímulos à noite, faz muitas atividades, usa redes sociais, você não consegue parar de repente. É um problema da contemporaneidade.

Drager, presidente da ABS, explica ainda que o zolpidem não é a primeira linha de tratamento nos casos de insônia e que é importante entender primeiro as causas que estejam levando à dificuldade para dormir para apontar o melhor caminho a ser seguido:

— Hoje ele começa com mudanças comportamentais. Temos a terapia cognitiva comportamental para insônia (TCC-I), que é uma estratégia terapêutica não farmacológica que por meio de várias técnicas identifica os fatores desencadeantes dessa insônia e busca a sua mudança.

Stuart Neto acrescenta ainda que, quando são necessários medicamentos, há alternativas que podem ser mais apropriadas dependendo do paciente: — Existem antidepressivos que em doses mais baixas também levam ao sono, por exemplo, e não têm esses riscos de abuso, de parassonia. Então existem medicações mais adequadas que o zolpidem — afirma.

Fonte: oglobo

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Saúde

Zolpidem só poderá ser vendido com receita especial a partir de 1º de agosto

por Redação 16 de maio de 2024

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) endureceu as regras para a venda do zolpidem, um medicamento para dormir. O órgão regulador estabeleceu que, a partir de 1º de agosto, qualquer dosagem desse remédio exigirá receita tipo B (azul), a mesma necessária para calmantes, como clonazepam e alprazolam, por exemplo.

“A medida foi adotada a partir do aumento de relatos de uso irregular e abusivo relacionados ao uso do zolpidem. A análise conduzida pela Anvisa demonstrou um crescimento no consumo dessa substância e a constatação do aumento nas ocorrências de eventos adversos relacionados ao seu uso”, diz a agência em nota. Os efeitos colaterais do zolpidem incluem sonambulismo e alucinações, podendo ser potencialmente perigosos, pois colocam os usuários em situações de risco em alguns casos.

O zolpidem é um remédio da classe dos hipnóticos e tem a venda autorizada no Brasil desde 2007, mas começou a se popularizar a partir de 2011, ano em que 1,7 milhão de caixas haviam sido vendidas. No ano seguinte, houve uma alta de 41,7%, chegando a 2,4 milhões.

Em 2021, último ano em que há dados disponíveis, foram dispensadas nas farmácias brasileiras mais de 19 milhões de caixas.

Atualmente, somente o zolpidem acima de 10 mg exige a apresentação de receita azul. A Anvisa diz que durante a análise, “foi possível ainda identificar que não há dados científicos que demonstrem que concentrações de até 10 mg do medicamento mereçam um critério regulatório diferenciado”.

O que é o zolpidem
Desenvolvido na década de 1980, o zolpidem tornou-se nos últimos anos um medicamento substituto dos benzodiazepínicos — categoria que inclui Rivotril (clonazepam), Valium (diazepam) e Frontal (alprazolam) — para indivíduos que se queixam de dificuldade para dormir.

Trata-se de um fármaco sedativo-hipnótico que começou a ser vendido nos Estados Unidos em 1993, sob o nome comercial Ambien, após cinco anos de uso na Europa.

No Brasil, o zolpidem foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2007.

O medicamento de referência é o Stilnox, produzido pela farmacêutica Sanofi. Mais recentemente, surgiram dezenas de genéricos e similares. O zolpidem faz parte de uma família de drogas chamadas de Z-hipnóticos, que inclui também outros medicamentos, como o zaleplon e a zopiclona.

Eles entram na categoria de não benzodiazepínicos, por não possuírem em suas formulações anéis de benzeno e diazepina fundidos. Na prática, essa diferença química faz com que as drogas Z tenham uma particularidade na indução ao sono.

Os benzodiazepínicos causam sonolência, mas também têm propriedades ansiolíticas, relaxantes musculares e anticonvulsivantes, que costumam fazer com que as pessoas acordem grogues pela manhã.

Rivotril, Valium, Frontal e outros, na verdade, são ansiolíticos e não devem ser usados para induzir ao sono. São remédios que se destinam ao alívio de crises agudas de ansiedade ou, em alguns casos, para convulsões.

No caso dos Z-hipnóticos, mantém-se a indução ao sono com quase nenhuma das outras três características dos benzodiazepínicos.

O zolpidem, particularmente, tornou-se popular por fazer a pessoa dormir rapidamente sem causar sonolência no dia seguinte, desde que ela durma ininterruptamente de sete a oito horas. Seu efeito adverso mais perigoso é a parassonia — o indivíduo entra em um estado de sonambulismo.

De acordo com as bulas aprovadas pela Anvisa, o zolpidem “é destinado ao tratamento da insônia (dificuldade para dormir), que pode ser ocasional (eventual), transitória (passageira) ou crônica (que dura há muito tempo)”.

Especialistas, porém, defendiam nos últimos anos que a venda desse remédio fosse mais restrita no Brasil.

Fonte: r7

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Saúde

Ministra da Saúde anuncia ampliação da vacina contra dengue a partir de 6 anos

por Redação 18 de abril de 2024

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou pelas redes sociais nesta quinta-feira (18) a ampliação da vacinação contra a dengue na rede pública diante da possibilidade de vencimento dos imunizantes em determinados municípios. Agora, crianças e jovens de 6 a 16 anos podem receber a primeira dose. Até então, a campanha era destinada a crianças de 10 a 14 anos.

“Estamos ampliando, de forma temporária, a faixa etária para as vacinas da dengue que vencem no dia 30 de abril nos municípios que estejam com risco de perdê-las. Em um primeiro momento, orientamos que elas sejam estendidas às crianças e jovens de 6 a 16 anos”, escreveu Nísia.

A ministra deixou em aberto a possibilidade de ampliação da vacina para outras faixas etárias. “Em último caso, elas podem ser ampliadas para todas as pessoas para as quais a Anvisa aprovou a vacina: na faixa etária entre 4 e menos de 60 anos. A segunda dose estará garantida para todos que se vacinarem”, acrescentou.

A medida foi tomada pelo governo diante do risco de vencimento de imunizantes. No Distrito Federal 8 mil doses da vacina estão com a data de validade próxima do vencimento. “Nosso principal objetivo até o dia 30 de abril é garantir a aplicação de 8 mil doses de vacina que estão próximas ao vencimento”, afirmou a secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio, ao R7.

Mortes e casos

Na última segunda-feira (15), o Brasil registrou 1.385 mortes confirmadas por dengue deste o começo do ano – terceiro fim de semana seguido com aumento no número de mortes. Outras quase 2 mil mortes estão em investigação. O país registrou 3.289.639 casos prováveis da doença em 2024. A secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, disse que os casos da doença podem chegar a 4,2 milhões no “pior dos cenários”.

São Paulo é a unidade da federação com mais mortes em 2024, com 276 confirmações. Em seguida aparecem Distrito Federal (237), Minas Gerais (231), Paraná (153) e Goiás (110). As cinco UFs acumulam 72% do total de registros. Segundo o painel de dengue do Ministério da Saúde, o DF é a unidade com maior taxa de incidência de casos prováveis, com 7.795 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Goiás aparecem em seguida, somando 56% do número absoluto de casos.

No início deste mês, a ministra Nísia anunciou que o Brasil tem 12 estados estáveis, 8 com tendência de queda e 7 com tendência de aumento no número de casos de dengue. “A dengue é uma doença que nunca se manifesta igual em todo o Brasil. Nós começamos com número de casos exponenciais em janeiro, sobretudo na região Centro-Oeste, e hoje temos oito estados com tendências claras de queda: Amazonas, Acre, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Roraima”, disse Nísia.

Segundo ela, há “12 estados com estabilidade no número de casos: não está crescendo, mas ainda não começou a queda acentuada. São eles: Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins. E são 7 estados com tendência de aumento: Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.”

2024 x 2023
O Brasil teve 3,3 milhões de registros em 107 dias de 2024, mais que o dobro de casos prováveis de dengue do que todo o ano passado. Em 2023, foram 1.649.144 casos prováveis. Este ano, 1.457 mortes foram confirmadas por dengue e outras 1.929 estão em investigação, segundo o painel de monitoramento da dengue, atualizado na manhã desta quarta-feira (17) pelo Ministério da Saúde.

Fonte: r7

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Saúde

Governo de SP vai começar a distribuir remédios à base de cannabis no SUS a partir de maio

por Redação 9 de abril de 2024

O governo de São Paulo vai começar distribuir, a partir de maio, medicamentos à base de canabidiol vegetal, derivado da planta maconha, no Sistema Único de Saúde (SUS) do estado.

Eles serão fornecidos aos pacientes que tenham indicação médica para tratar síndromes raras ou distúrbios neurológicos.

A política de distribuição gratuita foi regulamentada em dezembro do ano passado, um ano após o projeto de lei ser sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A proposta, de autoria do deputado estadual Caio França (PSB), foi aprovado em dezembro de 2022 pela Assembleia Legislativa de São Paulo .

A cannabis é o gênero da planta proibida, a maconha, mas que também é a planta medicinal, utilizada para o tratamento de epilepsia refratária, dor crônica, Alzheimer, ansiedade, Parkinson – uma lista com 26 condições médicas.

Os medicamentos só serão distribuídos com autorização da Secretaria Estadual da Saúde e devem ter registro de certificação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Pacientes precisam ter indicação médica;
Passar por acompanhamento periódico;
E devem seguir protocolos clínicos.
A liberação também só vai ser dada com a receita preenchida e assinada pelo médico e apenas nas farmácias especializadas do governo.

No Brasil, desde 2014, a Anvisa autoriza a importação de alguns medicamentos feitos com Cannabis. Já em 2019, a entidade regulamentou a pesquisa, produção e venda de remédios no país por parte da indústria farmacêutica, embora as plantas ainda precisem ser trazidas do exterior.

Fonte: G1

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Saúde

Novas drogas para obesidade podem vencer a tendência humana de resistir a um tratamento

por Redação 4 de abril de 2024

A maior parte das pessoas, como demonstram muitos estudos, não toma os medicamentos que foram prescritos pelo médico. Não importa se são estatinas, medicamentos para hipertensão, para baixar o açúcar no sangue, para asma. Os pacientes nunca começam a tomá-los ou simplesmente abandonam o tratamento medicamentoso.

É um problema que os médicos chamam de não adesão. Faz parte da conhecida tendência humana de resistir a um tratamento. Algumas consequências desse comportamento são as inúmeras mortes e os bilhões de dólares pagos em custos médicos que poderiam ser evitados todos os anos.

Mas essa resistência pode ser superada pelos medicamentos de sucesso que combatem a obesidade – o Wegovy e o Zepbound. Eles estão surpreendendo o mundo com sua eficácia em ajudar as pessoas a perder peso e mantê-lo baixo. Ainda é cedo para afirmações e há escassez de dados sobre a adesão aos novos medicamentos, porém os médicos observaram outro efeito surpreendente: os pacientes dessas novas drogas tomam fielmente suas doses, semana após semana.

Alguns pacientes precisam superar uma relutância inicial para começar. Uma pesquisa feita em âmbito nacional mostrou que a maioria dos entrevistados perdeu o interesse em iniciar o tratamento quando foi informada de que voltaria a ganhar peso se parasse de tomá-los.

Um estudo de pequeno alcance revelou que muitos pacientes pararam de renovar as prescrições durante meses seguidos, talvez devido aos efeitos colaterais, à dificuldade de encontrar os medicamentos ou a questões ligadas aos planos de saúde e aos altos custos.

Curiosamente, dizem médicos e pacientes, aqueles que começaram a tomar os medicamentos continuaram. “Não pretendo parar de tomar o Wegovy”, disse Kimberly DelRosso, de Pembroke, Massachusetts. Ela nunca se esquece de tomar a injeção semanal. Por outro lado, muitas vezes deixou de tomar os comprimidos para pressão arterial que foram prescritos quando pesava bem mais. (Hoje, depois de perder peso com o Wegovy, já não precisa deles.)

Os médicos relatam que, tal como DelRosso, a maioria dos pacientes pretende tomar os medicamentos para a obesidade para sempre. Muitos ficam entusiasmados ao saber que não precisam mais de outros medicamentos para doenças que têm relação com a obesidade.

David Cummings, professor de medicina da Universidade de Washington e diretor de um programa de controle de peso no VA Puget Sound Health Care System, registra as experiências de seus pacientes com Wegovy e o medicamento para diabetes Ozempic. Ele prescreveu até agora esses medicamentos para cerca de mil pacientes. Apenas cinco por cento pararam por causa dos efeitos colaterais, informou. Outros pararam porque o plano de saúde já não cobria o medicamento ou porque não conseguiram encontrar uma farmácia que o tivesse em estoque suficiente – o que reflete a escassez persistente desse tipo de remédio nos locais de vendas.

Mas, em geral, quem interrompe o uso não o faz voluntariamente, disse Cummings. Outros médicos que prescrevem Wegovy concordaram com isso. “A adesão é excepcional. As pessoas aceitam os medicamentos, pedem novas receitas e até levam em viagens”, comentou a dra. Diana Thiara, diretora médica do programa de controle de peso da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Uma epidemia de não adesão
Contudo, há um preço a pagar por negligenciar as prescrições médicas. Um número surpreendente de 40 a 50% das pessoas que precisam tomar medicamentos para doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, simplesmente não os tomam. Isso resulta em um gasto anual de, pelo menos, US$ 100 bilhões em custos médicos desnecessários. Estima-se que essa desconformidade seja responsável por cerca de cem mil mortes evitáveis a cada ano.

Até mesmo um infarto do miocárdio não é suficiente para assustar as pessoas e levá-las a tomar o atual arsenal de remédios cardíacos que, comprovadamente, previnem mortes por doenças cardíacas. Alguns estudos feitos com indivíduos nos Estados Unidos mostram que apenas metade das pessoas que tiveram ataques cardíacos ainda tomava medicamentos para proteger o coração, dois anos depois dos eventos.

“Esses pacientes viram as luzes brilhantes, andaram de ambulância, fizeram ICP de salvamento, tiveram ataques cardíacos secundários na família, vislumbraram as Portas do Paraíso, mas, ainda assim, insistem em não tomar suas estatinas e seus betabloqueadores”, disse Amitabh Chandra, professor de políticas públicas e administração de empresas na Universidade Harvard. Até mesmo médicos param de tomar os remédios, desafiando a hipótese de que a maior parte das pessoas o faz porque não entende realmente quanto eles são importantes.

Embora o custo seja um desestímulo, houve um estudo que descobriu que, mesmo quando os medicamentos são gratuitos, a adesão pode ser ínfima.

Parece que há uma espécie de relutância arraigada em tomar algo que o lembre todos os dias de que você está doente – muitos pacientes percebem dessa forma. Essa relutância é mais visível com o que os especialistas chamam de medicamentos “de uso contínuo”; tomá-los diariamente faz com que alguns pacientes se sintam anormais. “As pessoas pensam que estão bem e que por isso não precisam do remédio, embora seja ele que as mantém bem-dispostas”, observou Corrine Voils, psicóloga social da Universidade do Wisconsin que estuda o problema da adesão aos medicamentos.

A professora de medicina da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, Jalpa A. Doshi, disse que os pacientes fazem os próprios juízos de valor: “O medicamento tem efeitos colaterais, exige cobertura dos planos de saúde, e o ato de tomar um comprimido diário faz com que você se lembre de que está doente. O paciente se pergunta: onde estão os sintomas? Não vejo a pressão alta ou o colesterol alto. Quais são os benefícios? Ele acha que poderia, simplesmente, comer menos sal e menos alimentos gordurosos, e fazer mais caminhadas ou exercícios, em vez de tomar esses medicamentos. São autoavaliações que os pacientes fazem mentalmente e que facilitam a interrupção.”

O perfil acima cai como uma carapuça em Mark Anthony Walker, de 61 anos, morador de Dublin, na Califórnia, cuja experiência com doenças cardíacas é marcada por uma história familiar preocupante – seu pai morreu de um ataque cardíaco fulminante aos 47 anos, e sua mãe, aos 48 anos.

Aos 26 anos, Walker tinha um nível de colesterol de 360. “Fiquei apavorado”, contou ele, que toma estatinas desde então. Mas não pretende ficar nessa condição para sempre. Chegou à conclusão de que seu cérebro precisa de colesterol. Quanto a tomar uma droga pelo resto da vida, declarou-se totalmente contrário. Em vez disso, acredita que será capaz de controlar a doença cardíaca – e até revertê-la – com uma dieta rigorosa, exercícios e vitaminas.

O cardiologista de Walker, David J. Maron, diretor de cardiologia preventiva da Universidade Stanford, gentilmente o incentiva – e a outros pacientes também relutantes – a tomar seus medicamentos corretamente. Mas, como sabem os médicos, se atacarem com armas em punho, seus pacientes fugirão.

Menos estigma, menos vergonha
O que faz as drogas para obesidade serem diferentes? Embora sejam os médicos que recomendam as estatinas e os medicamentos para pressão arterial, há pacientes que, muitas vezes, pedem aos clínicos que lhes receitem medicamentos para obesidade. Muitos desses pacientes tentaram todas as dietas e programas de exercícios que lhes apareceram à frente e, cada vez que perdiam peso, recuperavam tudo rapidamente.

Além disso, pessoas que tomam os novos medicamentos contra a obesidade não conseguem se esconder facilmente se param de tomá-los. O peso que perderam pode voltar, bem como o estigma, a vergonha e a culpa que muitas vezes acompanham a obesidade. Isso torna essas drogas muito diferentes da maioria das outras. “Você não anda com um grande sinal no peito dizendo: ‘A medicação para pressão arterial foi interrompida'”, disse o dr. Walid Gellad, professor de medicina da Universidade de Pittsburgh que também estuda a adesão aos medicamentos.

O lado negativo é que as drogas contra a obesidade são caras e, muitas vezes, exigem que os médicos preencham formulários de autorização prévia para os planos de saúde. Outro fato é que os medicamentos constantemente escasseiam em todos os Estados Unidos. São impedimentos que os tornam difíceis de obter.

Outras desvantagens dos medicamentos incluem efeitos colaterais como náuseas e problemas gastrointestinais. Também a forma como são administrados não é simples: os pacientes precisam injetar em si próprios os medicamentos uma vez por semana.

Em um estudo feito na Clínica Cleveland, o pesquisador Hamlet Gasoyan e seus colegas examinaram os registros digitais de saúde de 402 pacientes, em diferentes locais de Ohio e da Flórida, que tomavam Wegovy ou Ozempic para obesidade. Descobriram que apenas 161, ou seja, 40 por cento, tinham aviado suas receitas ao longo do ano. Os efeitos colaterais, a indisponibilidade nas farmácias, as questões de cobertura dos planos de saúde e o custo dos medicamentos podem ter influenciado.

Mas há uma razão pela qual os pacientes estão dispostos a ligar para dezenas de farmácias em busca dos medicamentos e se injetar fielmente todas as semanas: sem obesidade, sentem que têm uma aparência melhor e que são vistos de um jeito diferente. Não são mais evitados ou maltratados. As pessoas em volta não ficam mais olhando para o carrinho de compras ou fazendo comentários jocosos quando os ex-obesos comem uma tigela de sorvete. O constrangimento, a culpa e o estigma sem fim da obesidade desaparecem.

Esse fator tem importância para DelRosso: “As pessoas com obesidade são tratadas de forma diferente. É simplesmente horrível como você é menosprezado por ser mais pesado.” Mas ela também se deleita com os efeitos para a saúde. Não tem mais apneia do sono ou pressão alta. Seu nível de açúcar no sangue, que estava próximo da faixa diabética, caiu. “Não preciso mais tomar nenhum remédio”, disse ela. Exceto, é claro, o Wegovy.

c. 2024 The New York Times Company

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Saúde

Antiviral contra dengue está em fase de testes pré-clínicos, diz pesquisador de Stanford

por Redação 13 de março de 2024

FOLHAPRESS) – A pesquisa para o desenvolvimento de medicamentos antivirais ganhou um novo fôlego com a pandemia da Covid. No entanto, o arrefecimento da urgência acompanhou a redução dos investimentos. Agora, a aposta dos pesquisadores é em medicamentos que possam tratar mais de um vírus ao mesmo tempo.

Quem diz isso é o cientista americano Jeffrey Glenn, professor de imunologia e microbiologia na Universidade de Stanford que lidera pesquisas de desenvolvimento de antivirais para arboviroses, que incluem dengue e chikungunya.

No Brasil nesta quarta-feira (13) para uma visita ao projeto Ciência Pioneira, iniciativa de apoio à ciência do Idor (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino), ligado à Rede D’Or, o virologista molecular já tem um passado de participação em estudos com brasileiros – fez parte do grupo que observou um medicamento que teve sucesso em reduzir os riscos de hospitalização em casos de Covid-19.

Seu novo projeto para desenvolvimento de antivirais contra arbovírus teve bons resultados nos testes em células, em laboratório, e também nos testes de tolerabilidade, e deve partir para a fase de testes em animais em abril, em uma fase pré-clínica, em provável parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A previsão é que os primeiros resultados surjam até o início do segundo semestre do ano.
*
PERGUNTA – O senhor tem um histórico no desenvolvimento de antivirais. Como os antivirais atuam no corpo, especialmente os desenvolvidos contra dengue?

JEFFREY GLENN – Infelizmente, o número de antivirais disponíveis para combater o grande número de ameaças que existem é relativamente pequeno e deixa muitas lacunas em nossas defesas antivirais coletivas.
Esse tipo de medicamento funciona contra vírus da mesma forma que os antibióticos funcionam contra infecções bacterianas. Os antivirais buscam interferir no ciclo de vida do vírus e podem ajudar o sistema imunológico a se livrar da infecção.

Para a dengue, e em muitos outros casos, também há o risco do vírus sofrer mutações para se tornar resistente a um determinado antiviral. Assim, uma abordagem é tentar desenvolver um coquetel de vários agentes antivirais que poderiam ser usados juntos para diminuir a probabilidade de o vírus se tornar resistente ao tratamento.

P – Quais são os desafios nessa área de pesquisa?
JG – É necessário muito esforço para desenvolver até mesmo um bom medicamento para a dengue, quanto mais um coquetel de antivirais. Estamos trabalhando em novos candidatos a medicamentos para serem usados sozinhos ou em combinação com outros antivirais contra a dengue.

P – Houve uma mudança no investimento pelos setores público e privado no desenvolvimento de antivirais depois da pandemia?
JG – Certamente, durante a pandemia houve um aumento nos investimentos no desenvolvimento de antivirais. Este investimento veio da indústria, do governo e da filantropia. Infelizmente, à medida que a pandemia diminuiu, também diminuiu a magnitude desses investimentos.

Quando se trata de desenvolver antivirais para pandemias, é importante agir de forma proativa, ou seja, antes da próxima pandemia, não reativa, depois de milhões de mortes. O desenvolvimento de medicamentos leva tempo, então é muito perigoso que não estejamos fazendo investimentos suficientes nessa área.

Dito isso, para que um antiviral seja útil para interromper uma futura pandemia, ele precisa ser totalmente desenvolvido e estocado antecipadamente. Isso é muito caro e fazer esse investimento para um vírus que pode nunca aparecer é um grande desafio, independentemente de ser financiado pelo governo, por organizações sem fins lucrativos ou por investidores. Portanto, é importante que haja um bom argumento de negócios para o medicamento em tempos não pandêmicos.

Por exemplo, um medicamento desenvolvido para combater futuras pandemias de influenza, que podem matar centenas de milhões de pessoas, que também possa ser usado para tratar a gripe sazonal regular. Ou um medicamento desenvolvido para tratar a Covid que também possa ser usado para tratar o câncer. Estamos adotando uma estratégia semelhante em nossos esforços para buscar uma solução para a dengue.

P – Qual é o cenário da ciência nas pesquisas de antivirais contra a dengue?
JG – Existem várias abordagens possíveis. Em uma delas, podemos buscar desenvolver medicamentos que visem um elemento específico dentro do vírus da dengue, os chamados antivirais de ação direta.

Em uma segunda, podemos buscar desenvolver medicamentos que possam privar o vírus de acesso a algo que o vírus precisa em nós para crescer, os chamados antivirais que visam o hospedeiro.

Em terceiro lugar, há uma nova classe de medicamentos que chamamos de “antivirais programáveis” que podemos “programar” ou projetar rapidamente contra características específicas no genoma do vírus da dengue.

P – Como tem sido o avanço da sua pesquisa para desenvolvimento de antivirais para arboviroses? Pode falar sobre a metodologia e os resultados obtidos até então?
JG – Em Stanford, focamos no desenvolvimento de novos tipos de medicamentos desde seu início com grande ênfase em química medicinal. Isso envolve projetar, sintetizar e testar novas moléculas.

Os testes geralmente são feitos primeiro em células infectadas pelo vírus cultivadas em laboratório, e os compostos mais promissores são então testados em animais infectados. [A pesquisa é feita a partir do estudo de desenvolvimento de antivirais para hepatite e faz parte da abordagem de antivirais de ação direta, por agirem diretamente no vírus – são pequenas moléculas que se ligam a uma proteína do vírus, de forma a inibir a replicação vira].
Parece que temos alguns candidatos promissores e continuamos a otimizar ainda mais os principais. Ainda estamos na fase de testes pré-clínicos.

Também acredito que o interferon lambda [peguilado, substância ainda sem autorização para uso comercial no Brasil, do estudo que pesquisa um medicamento para a Covid], que tem atividade antiviral de amplo espectro e foi administrado em milhares de pacientes em múltiplos ensaios internacionais, incluindo aqui no Brasil, pode ser muito bom para muitas infecções-chave por arbovírus.

P – Os antivirais podem ser solução para uma epidemia no país? Em conjunto com a vacina, é uma boa forma de combate à dengue?
JG – Idealmente, são eficazes tanto os antivirais quanto as vacinas. Precisamos de ambos. As vacinas tentam prevenir doenças, e os antivirais tratam pessoas que já estão infectadas, quando é tarde demais para a vacina ter benefício.

Além disso, para fazer uma vacina, é preciso saber qual é o vírus-alvo. E alguns vírus são muito difíceis de se fazer vacinas. Por exemplo, mesmo depois de décadas de tentativas, ainda não temos vacinas para hepatite C ou para o HIV.

Às vezes temos sorte, como com a Covid, mas mesmo assim, com o maior investimento já feito, para a Operação Warp Speed, [parceria público-privada iniciada pelos Estados Unidos para acelerar o desenvolvimento, a fabricação e a distribuição de vacinas e diagnósticos da Covid], foram necessários bilhões de dólares e mais de um ano desde o início da pandemia até o envio das vacinas.

Se tivéssemos um antiviral eficaz em mãos, poderíamos ter esperança de controlar a pandemia em Wuhan. Como os antivirais muitas vezes podem ser de amplo espectro, podem ser desenvolvidos contra vírus específicos, mas têm chance de funcionar contra outros vírus, até mesmo aqueles que ainda não sabemos que existem.

P – O senhor fez parte do grupo que pesquisou um medicamento experimental que reduziu pela metade os riscos de hospitalização em casos de Covid. Há novidades sobre esse estudo ou perspectiva de comercialização do medicamento?
JG – Este foi um esforço feito com uma ótima equipe baseada aqui no Brasil do qual fiquei muito orgulhoso de fazer parte.

Na verdade, a redução no risco de hospitalização pela metade foi em pacientes que já estavam vacinados. Nos pacientes não vacinados e tratados precocemente, houve uma redução de 89% nas hospitalizações e mortes. Além disso, foi eficaz contra todas as variantes da Covid, e os efeitos colaterais foram os mesmos que o placebo.

Com base na ciência disponível, acredito que esse tratamento pode ser muito eficaz contra muitos outros vírus, incluindo alguns dos que têm grande impacto no Brasil.

Sobre a comercialização, mesmo que o estudo de fase 3 da lambda para Covid esteja completo, a lambda ainda precisa ser aprovada pela autoridade regulatória de cada país individualmente.

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Saúde

‘Covid-19 segue um problema de saúde pública’, diz ministra ao anunciar memorial da pandemia

por Redação 11 de março de 2024

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta segunda-feira (11) que, embora a Covid-19 não seja mais uma emergência sanitária global, a doença ainda não foi superada “como problema de saúde pública”. “A Covid-19 permanece como importante problema de saúde pública, por essa razão várias medidas tem sido adotadas pelo ministério, pois ela segue uma preocupação”, alertou Nísia durante evento em Brasília que marcou o anúncio do Memorial da Pandemia. No Brasil, ao menos 700 mil vidas foram perdidas devido à Covid-19.

Neste ano, a Covid-19 voltou a ganhar força dentro do país. Segundo dados do Ministério da Saúde, até 2 de março tinham sidos constatados 381.446 casos e 1.789 mortes pela doença. Só entre 25 de fevereiro e 2 de março, o Brasil teve 70.582 casos (alta de 1,9% em relação à semana anterior) e 253 óbitos (19,9% a mais que na semana anterior).

De acordo com a ministra, a criação do memorial representa “um momento de reflexão, mas também de um agir ligado ao esforço reflexivo para construirmos uma memória de um evento que denota muito mais do que o abandono, mas a negação da ciência e da vida pelo governo anterior”, afirmou.

O anúncio do memorial aconteceu durante um seminário no Palácio Itamaraty. O evento acontece nesta segunda (11) e terça-feira (12) e vai promover um debate entre especialistas, autoridades e profissionais de diversas áreas que atuaram no combate a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo do evento é contribuir para a criação de um plano que vai escolher o monumento do memorial da pandemia e permitir que artistas, arquitetos e outros profissionais se engajem na proposta.

A expectativa é que o memorial abrigue uma exposição sobre os momentos marcantes da pandemia, como lockdown, estudos científicos, mapeamento genético do vírus e ações de solidariedade. “O memorial nos faz pensar essa história recente e projetar, de verdade, um novo futuro”, destacou Nísia.

A ministra ainda acrescentou ser necessário um sistema de saúde forte e resiliente para fazer frente a “possíveis futuras pandemias que o mundo inteiro discute”.

Fonte: r7

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Saúde

Anvisa aprova registro de vacina atualizada contra a Covid-19

por Redação 6 de março de 2024

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (6), o registro de uma vacina atualizada contra a Covid-19, a Spikevax monovalente. O imunizante já está atualizado para a mais recente variante da doença, a XBB 1.5. O produto é registrado pela Adium S.A. e fabricado pela Moderna.

Esta é a segunda vacina monovalente atualizada com essa variante autorizada pela Anvisa. Em dezembro do ano passado, a agência tinha aprovado a atualização da vacina Comirnaty monovalente, fabricada pelo laboratório farmacêutico Pfizer.

A vacina Spikevax está indicada para imunização ativa para a prevenção da Covid-19 em crianças a partir de 6 meses de idade e adultos. Na terça-feira (5), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que as doses do imunizante devem chegar no Brasil no final deste mês e começar a serem distribuídas em abril. De acordo com o governo, os grupos prioritários serão os primeiros vacinados.

Ela afirmou que a Covid-19 continua sendo “problema de saúde pública”. “Estamos enfrentando esse grande desafio da dengue, que é uma preocupação de saúde pública, mas, nós estamos enfrentando essa questão junto ao aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza e também covid-19”, disse.

Fonte: r7

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Saúde

Ministério da Saúde antecipa vacinação da gripe para março

por Redação 29 de fevereiro de 2024

O Ministério da Saúde decidiu antecipar o início da campanha de vacinação contra a gripe em todo o Brasil devido ao aumento da circulação de vírus respiratórios. Tradicionalmente realizada entre abril e maio, a campanha deste ano começará em 25 de março. As vacinas serão distribuídas a partir de 20 de março para as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Em 2023, a estratégia foi alterada para a região Norte, onde a imunização ocorreu entre novembro e dezembro, considerando as particularidades climáticas da região. A imunização visa proteger contra os vírus que geralmente circulam nos meses de maio, junho e julho.

Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, destaca a antecipação da campanha para proteger a população, especialmente idosos, gestantes e profissionais de saúde, antes da chegada do inverno.

A vacina trivalente, contendo três cepas de vírus, protege contra os principais vírus em circulação no Brasil. Estima-se que 75 milhões de pessoas serão imunizadas, podendo a vacina contra a influenza ser administrada simultaneamente com outras do Calendário Nacional de Vacinação.

Em 2024, a vacinação ocorrerá no primeiro semestre nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto no Norte será no segundo semestre, considerando o início do inverno amazônico. A estratégia busca atender às particularidades climáticas da região.

O Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, adota o microplanejamento como ferramenta de planejamento contínuo das ações de vacinação. Esta estratégia visa ampliar o acesso à vacinação, respeitando as diversidades regionais e direcionando esforços para alcançar a cobertura vacinal. Dentre as estratégias adotadas estão a realização do Dia D de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação em escolas e áreas indígenas, entre outras.

Fonte: r7

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Saúde

Em duas décadas, Brasil teve 10 mil mortos por dengue e 16 milhões de casos prováveis da doença

por Redação 7 de fevereiro de 2024

Nos últimos 20 anos, 10.027 pessoas morreram vítimas de dengue no Brasil e mais de 16 milhões de casos prováveis da doença foram registrados, segundo o Ministério da Saúde. Entre 2004 e 2023 o número de mortes saltou de 19 para 1.094, o que representa um aumento de 5.657%. São Paulo (2.132 mortes), Goiás (1.186), Minas Gerais (1.179), e Rio de Janeiro (796) são os estados com maior número de registros.

Desde o ano passado, o Brasil vem enfrentando um aumento nos casos de dengue. Apenas nas quatro primeiras semanas de 2024, 243.720 casos prováveis da doença foram notificados, ultrapassando o total de suspeitas registradas em 2017 (239.389 casos). O número corresponde a um aumento de 273% em relação ao mesmo período de 2023.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado, 24 mortes já foram confirmadas e 163 estão em investigação. Entre as unidades da federação com maiores coeficientes de incidência estão o Distrito Federal (com 1.108 casos por 100 mil habitantes), Minas Gerais (384 por 100 mil), Acre (357 por 100 mil) e Paraná (264 por 100 mil).

Com a explosão de casos, pelo menos cinco unidades da federação já decretaram situação de emergência em saúde pública: Distrito Federal, Acre, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontam 46,5 mil casos de dengue e 11 mortes na capital do país desde o início do ano. O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que está realizando um trabalho conjunto com diversas pastas para limpar bairros e eliminar os criadouros do mosquito.

Em novembro do ano passado, uma menina de 7 anos morreu por complicações causadas pela dengue hemorrágica. Inicialmente, ela havia sido diagnosticada com bronquite e virose, mas a situação se agravou. A mãe acredita que houve negligência médica.

Vacina contra dengue
O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), em dezembro do ano passado. Em janeiro, o governo anunciou a chegada das primeiras doses do imunizante, que deve atender a 3,2 milhões de pessoas este ano.

Segundo a pasta, serão aplicadas duas doses da vacina em um intervalo de, no mínimo, três meses. Neste ano, o público-alvo serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo que concentra o maior número de hospitalização pela doença, e pessoas idosas, que ainda não tiveram a liberação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Os imunizantes serão destinados a regiões com municípios de grande porte, com alta transmissão nos últimos dez anos, e população igual ou maior a 100 mil habitantes. A remessa recebida vai passar pelo processo de liberação da alfândega e da Anvisa. Depois, segue para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.

No último dia 30, o Ministério da Saúde informou que pretende começar a distribuir a vacina da dengue a partir da segunda semana de fevereiro. O cronograma do governo prevê o envio às 521 cidades com alto índice da doença.

Cenário da dengue
A dengue é uma doença transmitida pela fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti, que causa principalmente dores musculares, atrás dos olhos e de cabeça, vômitos persistentes e letargia.

Todo indivíduo que apresentar febre repentina (a partir de 39°C) e pelo menos dois dos principais sintomas deve procurar imediatamente um serviço de saúde, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a Organização Pan Americana de Saúde, cerca de 500 milhões de pessoas nas Américas correm o risco de contrair dengue. Já a nível mundial, metade da população tem a chance de se contagiar.

Apenas nas duas primeiras semanas deste ano, 112 mil casos suspeitos da doença foram registrados nas Américas. Brasil (19.653 casos), Paraguai (10.316) e Colômbia (6.050) lideravam o ranking com maior número de casos.

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