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Segurança

Segurança

Operação Barricada Zero remove 200 toneladas de obstáculos em comunidades do Rio e mais quatro municípios

por Redação 24 de novembro de 2025

As forças de segurança do Rio de Janeiro iniciaram nesta segunda-feira (24) as primeiras ações da Operação Barricada Zero, programa estadual para retirar obstáculos instalados por criminosos em vias de circulação. A ofensiva ocorreu simultaneamente em comunidades de cinco municípios: Mangueirinha (Duque de Caxias), Grão-Pará (Nova Iguaçu), São Simão e Dom Bosco (Queimados), Cidade de Deus (Rio de Janeiro) e Jardim Catarina (São Gonçalo).

Segundo o Palácio Guanabara, cerca de 200 toneladas de materiais foram removidas. Na Cidade de Deus, quatro pessoas foram presas, e outra detenção ocorreu em Queimados.

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que a operação envia um “recado claro” de que o estado não vai mais tolerar a instalação de barricadas. O governador também reforçou que ações especiais serão realizadas caso criminosos tentem reinstalar obstáculos. Ele classificou a iniciativa como um “duro golpe na criminalidade” e destacou que moradores voltaram a demonstrar esperança ao verem as vias sendo liberadas.

O programa, anunciado há uma semana, contará com a parceria das prefeituras, que ficarão responsáveis pelo monitoramento dos bloqueios. O Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) identificou 13.604 barreiras no Grande Rio, e a primeira etapa da operação inclui 12 cidades: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Japeri, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João de Meriti.

Castro informou que será criado um sistema de gratificação para batalhões que retirarem e evitarem a reinstalação das barricadas. Para as remoções, o estado adquiriu 50 “kits-demolição”, equipados com rompedores hidráulicos, retroescavadeiras e caminhões-basculantes.

O monitoramento das barreiras é feito pelo Sistema de Identificação Georreferenciada do ISP, abastecido por denúncias, imagens aéreas, ocorrências policiais e relatos de agentes. Os obstáculos variam de lixeiras e entulhos até estruturas complexas construídas por criminosos.

O Disque Denúncia dedicará um canal exclusivo para informações sobre ruas bloqueadas. Denúncias podem ser feitas pelos números (21) 2253-1177 e 0300-253-1177, via WhatsApp (21) 2253-1177 ou pelo aplicativo Disque Denúncia RJ, com anonimato garantido.

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Segurança

Mãe é detida suspeita de mandar matar a própria filha em Caruaru por disputa de herança

por Redação 19 de novembro de 2025

A Delegacia de Homicídios de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, investiga a mãe de Allany Rayanne Santos, 24 anos, detida nesta terça-feira (18) sob suspeita de ter mandado matar a própria filha. A jovem foi assassinada na segunda-feira (17) dentro da casa onde morava, encontrada com as mãos amarradas e ferimentos provocados por arma branca.

O delegado de homicídios, Eric Costa, informou que o suspeito apontado como executor do crime foi preso na manhã seguinte ao assassinato. Ele confessou participação e afirmou que a mãe da vítima teria ordenado o homicídio. A motivação seria financeira: Allany havia recebido recentemente uma herança do avô.

Segundo a investigação, o homem mantinha um relacionamento com a mãe da vítima. Ele relatou que foi até a casa da jovem com a justificativa de realizar um “trabalho religioso”. No local, torturou a vítima para que ela fizesse a transferência do dinheiro da herança. Como a quantia não foi repassada, ele decidiu matá-la.

O delegado afirmou que o suspeito inicialmente negou o envolvimento, mas confessou após ser confrontado com contradições e um vídeo que o mostrava no local do crime. “Ele imputou à mãe o fato de ela ser a mandante da morte da vítima”, disse Costa.

A mãe de Allany já havia prestado depoimento anteriormente e retornou à delegacia nesta terça-feira, quando apresentou versões contraditórias, segundo a polícia. “A versão dela não é verossímil. Todos os elementos colhidos até agora levam a crer que ela é a mandante do crime, juntamente com seu companheiro”, afirmou o delegado.

As investigações continuam. O g1 tentou contato com a defesa da mãe da vítima, mas não conseguiu retorno até a última atualização.

Como denunciar violência contra a mulher em Pernambuco

Central de Atendimento à Mulher (180), 24h, todos os dias.

Polícia Militar: 190, para casos em andamento.

Disque-Denúncia Agreste: (81) 3719-4545.

Ministério Público de Pernambuco: 0800.281.9455, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Ouvidoria da Mulher de Pernambuco: 0800.281.8187.

Endereços das Delegacias da Mulher: disponíveis no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Fonte: G1

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Segurança

Megaoperação no Rio: governo admite que apenas 23% dos policiais usaram câmeras corporais e entrega dados ao STF

por Redação 19 de novembro de 2025

O Governo do Rio de Janeiro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apenas 569 câmeras corporais foram utilizadas durante a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense. O número representa somente 23% dos cerca de 2,5 mil policiais mobilizados para a ação contra o Comando Vermelho.

Do total de equipamentos utilizados, 62 pertenciam à Polícia Civil e 507 à Polícia Militar. A gestão estadual reconheceu falhas técnicas que impediram o uso de dezenas de câmeras, incluindo problemas de instabilidade no sistema, e relatou que nenhum policial do 41º BPM utilizou o equipamento no dia da operação. Um documento da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) apontou que uma estação de recarga defeituosa deixou 32 câmeras inoperantes, impossibilitando sua retirada por policiais civis. Outros agentes relataram instabilidade no sistema no momento da saída para a ação.

As informações divergem daquelas apresentadas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que indicou que menos da metade dos integrantes do Bope e da Core utilizou câmeras corporais durante a operação.

Segundo o governo, todas as gravações feitas pela Polícia Civil foram classificadas como “evidência”, garantindo preservação integral, e a Polícia Militar afirmou ter solicitado medidas técnicas à empresa responsável para assegurar a manutenção de todas as imagens captadas.

Dados enviados ao STF

O governador Cláudio Castro reiterou ao ministro Alexandre de Moraes que o estado entregou “100% das informações complementares” exigidas após o primeiro envio de dados da Operação Contenção. O ministro havia determinado esclarecimentos sobre divergências entre números divulgados por diferentes órgãos, além da obrigatoriedade de preservar todas as imagens gravadas por câmeras corporais.

O relatório entregue ao STF registrou 100 presos — 17 por mandado e 83 em flagrante — e 96 fuzis apreendidos. Esses números contrastam com balanços anteriores divulgados pelo governo e por outras instituições. Moraes também identificou discrepâncias relacionadas ao número de apreensões, laudos e perícias produzidos e à quantidade de imagens disponíveis.

O envio de informações ocorre no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece parâmetros rigorosos para operações policiais em comunidades e exige preservação total dos elementos que permitam fiscalização externa das ações.

Entre os documentos exigidos pelo STF estão: laudos necroscópicos com fotos e busca de projéteis, relatórios de inteligência utilizados no planejamento da operação, listas completas de policiais e câmeras envolvidas, além de dados sobre mandados de prisão e busca.

Justificativas do governo

No relatório, o Governo do Rio argumentou que a megaoperação foi “absolutamente imprescindível” para cumprir 51 mandados de prisão e 145 de busca e apreensão contra lideranças do Comando Vermelho. Segundo o documento, 38 alvos tinham residência declarada no Complexo da Penha e 112 endereços estavam diretamente vinculados à facção. Há ainda menção ao emprego de armamento pesado, drones, barricadas e monitoramento por câmeras por parte dos criminosos.

As autoridades afirmaram ter identificado locais associados a lideranças como Doca, Gadernal, Grandão, Pedro Bala e BMW. O relatório cita ainda a conexão da facção com crimes de repercussão nacional, como o assassinato dos quatro médicos na Barra da Tijuca e a morte da turista Diely Silva.

Relembre a operação

A Operação Contenção mobilizou 2,5 mil agentes e deixou 121 mortos — entre eles quatro policiais. Ao todo, 113 pessoas foram presas, e o balanço inicial apontou a apreensão de 93 fuzis. A ação provocou retaliações armadas, bloqueios em vias como a Linha Amarela e a Grajaú-Jacarepaguá, paralisações no transporte público e levou o município a entrar em estágio operacional 2.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia prende na Bahia suspeito de matar jovem durante assalto em Sapopemba, na Zona Leste

por Redação 18 de novembro de 2025

Uma operação conjunta das polícias de São Paulo e da Bahia prendeu, nesta terça-feira (18), Isaías dos Santos da Silva, de 23 anos, apontado como o autor do disparo que matou a universitária Beatriz Munhos, de 20 anos, durante um assalto em Sapopemba, Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu em 1º de novembro e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo as investigações, Beatriz, o pai e o namorado foram vítimas de uma emboscada preparada por três criminosos que se passaram por compradores de um drone anunciado pela família na internet. Os suspeitos combinaram a compra por R$ 27 mil e exigiram a entrega presencial, atraindo as vítimas de Sorocaba até a capital paulista.

No local marcado, dois homens em uma moto anunciaram o assalto. Beatriz permaneceu dentro do carro e, ao usar spray de pimenta para tentar afastar o criminoso, foi atingida por um disparo na cabeça, morrendo na hora. O pai e o namorado estavam do lado de fora do veículo e relataram que já haviam entregue os pertences quando o tiro foi efetuado.

Isaías foi localizado na cidade de Mirante, no sertão da Bahia, a 495 km de Salvador. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, ele já possuía três antecedentes criminais por roubo. Ao ser detido, foi reconhecido por uma das vítimas, confessou a participação no crime e alegou ter atirado “no susto”, após ser atingido pelo spray de pimenta.

A transferência dele para São Paulo foi solicitada e deve ocorrer na quinta-feira (20). Outro suspeito já havia sido preso anteriormente: Lucas Kauan da Silva Pereira, de 18 anos, apontado como o piloto da moto usada na ação. Sua defesa afirma que ele nega participação e que estava em liberdade assistida. Um terceiro envolvido, responsável por atrair a família ao local, foi identificado e segue foragido.

A SSP informou que o homem procurado já teria aplicado golpes semelhantes na região.

Fonte: G1

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Segurança

Marketing do crime: redes sociais viram vitrine para facções e porta de entrada para jovens

por Redação 17 de novembro de 2025

Até pouco mais de um ano atrás, o adolescente X., de 14 anos, jamais havia estado na Penha, Zona Norte do Rio. Seu contato com o território dominado pelo Comando Vermelho (CV) começou pelo celular, ao interagir com publicações da Tropa do Urso — grupo ligado ao traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder da facção nos complexos da Penha e do Alemão. A partir dessas conexões virtuais, X. passou a frequentar comunidades da região e, segundo parentes, chegou a sair de casa na garupa de homens que iam buscá-lo.

X. foi um dos 117 mortos na megaoperação das polícias fluminenses. A Polícia Civil apontou, com base em postagens nas redes, que ele e outros oito mortos tinham vínculos com o CV. Conteúdos publicados por facções têm alcançado milhares de jovens, exibindo armas, drogas, ameaças e uma estética que mistura ostentação e violência.

Para o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança, Pablo Sartori, essa estratégia se consolidou nos últimos cinco anos. Segundo ele, o CV adota uma comunicação orientada para conquistar simpatizantes fora dos limites das favelas que controla. O objetivo é projetar uma imagem de liberdade, status e ascensão, muitas vezes associada a veículos roubados, dinheiro fácil e homenagens póstumas que reforçam a narrativa de pertencimento.

As polícias Civil e Militar monitoram perfis usados por criminosos, especialmente pelo CV. Quando identificam apologia ao crime, relatórios são encaminhados para que sejam instaurados inquéritos. Entre os conteúdos mais comuns, estão as contas “bebel”, administradas por menores que exibem joias, armas e bens furtados. Em muitos casos, nomes de usuários fazem referência aos artigos de furto e roubo do Código Penal.

Investigações já resultaram em prisões. Em um caso, três suspeitos que furtavam celulares na Barra da Tijuca apareciam nas redes se vangloriando dos crimes. Um deles, Kevyn Natham Domingos, 18 anos, admitiu que buscava “mais seguidores” ao publicar vídeos com o grupo.

Levantamento do GLOBO identificou perfis no Instagram e no TikTok com dezenas de milhares de seguidores e vídeos que acumulam centenas de milhares de visualizações, mesmo quando criminosos tentam driblar a moderação borrando armas ou usando figurinhas sobre elas. Hashtags como “tropa do urso” são recorrentes e remetem diretamente a lideranças do CV.

As postagens também têm sido usadas para incitar violência entre facções rivais, com símbolos e emojis que aludem a chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), como Lacoste e Coelhão.

Especialistas afirmam que as facções ampliaram seu alcance com o apoio das plataformas digitais, criando narrativas sedutoras para adolescentes. O procurador Márcio Mothé destaca que o crime se vale do apelo de dinheiro, poder e status para recrutar jovens. Já o analista Alessandro Visacro, autor de A guerra na era da informação, afirma que o ambiente digital tornou-se terreno fértil para a difusão da cultura criminal.

Famílias relatam dificuldade em impedir a aproximação de jovens com o tráfico pela internet. O pai de X., morador da Baixada Fluminense, conta que se assustou ao ver uma foto do filho armado no celular. A mãe de outro jovem, preso e condenado por roubo, afirma que tenta alertar outras famílias sobre o risco de deixar crianças navegarem sem supervisão.

As plataformas afirmam que combatem contas e conteúdos ligados ao crime. O TikTok removeu perfis identificados pela reportagem por violação às diretrizes da comunidade. A Meta, proprietária do Instagram, disse que não permite conteúdos que promovam atividades criminosas ou glorifiquem indivíduos perigosos e que retirou do ar os perfis enviados ao setor de checagem.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Seis homens são mortos em confronto entre facções durante festa perto do Parque Madureira

por Redação 14 de novembro de 2025

Seis homens foram mortos e um sétimo ficou ferido durante um intenso tiroteio na madrugada desta quarta-feira (12) em um salão de festas em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, próximo ao Parque Madureira.

De acordo com a Polícia Civil, o evento foi organizado por integrantes do Comando Vermelho (CV) oriundos da comunidade da Palmeirinha, em Guadalupe. As primeiras informações apontam que criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), supostamente do Muquiço, também em Guadalupe, invadiram o local e iniciaram o confronto armado.

Antes do tiroteio, vídeos publicados nas redes sociais mostravam participantes ostentando dinheiro e bebidas durante a festa. Minutos depois, já era possível ver os corpos espalhados pelos cômodos do salão.

A situação do sobrevivente ferido não foi divulgada até o momento.

A Polícia Militar informou que equipes do 41º BPM (Irajá) foram acionadas após relatos de tiros em Guadalupe. Ao chegarem, encontraram os corpos e isolaram a área para a perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações e apura as circunstâncias das mortes, incluindo a identificação das vítimas.

O Corpo de Bombeiros informou que não foi acionado para a ocorrência.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Advogado é morto e outro fica ferido após discussão em bar no Centro de Porto Alegre; suspeito foi preso

por Redação 12 de novembro de 2025

Um advogado foi morto e outro ficou ferido após uma discussão na calçada de um bar no Centro Histórico de Porto Alegre (RS), na madrugada desta quarta-feira (12). De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime é um homem em situação de rua, de 31 anos, que foi preso horas depois do ocorrido.

A vítima fatal foi identificada como Mauirá Duro Schneider, atingido por um disparo no peito e morto no local. O outro advogado, Roger Lopes, foi baleado em uma das pernas pela arma que portava e encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Segundo informações médicas, o estado de saúde dele é estável. Lopes é ex-policial militar.

De acordo com o delegado plantonista Arthur Reguse, os dois advogados teriam abordado o homem em situação de rua, e a discussão rapidamente se transformou em luta corporal.

“Os três caíram no chão, o morador de rua pegou a pistola do advogado e, durante a desavença, desferiu o tiro que atingiu o peito da vítima, que morreu no local”, explicou o delegado.

A Brigada Militar prendeu o suspeito por volta das 9h, nas proximidades do bar onde ocorreu o crime. A arma utilizada foi apreendida. O homem foi conduzido ao Palácio da Polícia para prestar depoimento.

A Polícia Civil investiga a motivação da abordagem e apura se o consumo de álcool pelos advogados — apontado pelo delegado — contribuiu para o desfecho violento do episódio.

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Comando Vermelho

Sete chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio

por Redação 12 de novembro de 2025

Sete líderes do Comando Vermelho (CV) foram transferidos de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, para presídios federais de segurança máxima nesta quarta-feira (12). A operação, que envolveu forte esquema de segurança, é parte de uma ação articulada entre o Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ), após os recentes ataques registrados no Grande Rio.

Os criminosos foram levados sob escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, onde embarcaram em uma aeronave da Polícia Federal rumo ao presídio federal de Catanduvas (PR). De lá, serão distribuídos para as unidades de Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

Segundo a Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio, a transferência tem como objetivo enfraquecer a comunicação entre a cúpula do tráfico e as bases nas comunidades, evitando a coordenação de novos ataques.

A ação contou com ao menos 40 agentes do GIT, além de equipes da Polícia Federal, responsáveis pela segurança no embarque e transporte aéreo. Somadas, as penas dos sete traficantes chegam a quase 500 anos de prisão.

Quem são os presos transferidos

Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha — atua no Complexo do Alemão;

Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho — responsável pela “caixinha” do CV e liderança em Resende;

Alexander de Jesus Carlos, o Choque ou Coroa — ligado ao tráfico no Complexo do Alemão;

Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor — integrante da comissão da facção e atuante no Morro Santo Amaro;

Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho — de Volta Redonda, também membro da comissão;

Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça — liderança da comunidade do Sabão, em Niterói;

Eliezer Miranda Joaquim, o Criam — chefe do tráfico na Baixada Fluminense.

Com a nova operação, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com maior número de presos sob custódia federal, totalizando 66 detentos de alta periculosidade. Apenas em 2025, 19 novas inclusões foram feitas no Sistema Penitenciário Federal (SPF).

A megaoperação de transferência foi deflagrada em resposta aos ataques ocorridos após ações policiais nos Complexos do Alemão e da Penha, e visa restabelecer a segurança no estado.

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Segurança

Motta se reúne com Lewandowski para discutir PL Antifacção e promete novo texto até o fim do dia

por Redação 11 de novembro de 2025

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir nesta terça-feira (11) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para discutir ajustes no projeto de lei Antifacção, que endurece o combate a organizações criminosas.

O texto, inicialmente articulado pelo próprio Lewandowski, é relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), da oposição, que promoveu diversas mudanças no conteúdo original. Segundo Motta, uma nova versão do relatório deve ser apresentada até o fim do dia, o que representará a terceira versão do projeto.

“A costura do texto tem que ser muito bem feita. O relator está dialogando e, até o final do dia, poderemos ter uma proposta mais apurada. Há total disposição da Câmara em construir a melhor proposta possível, que caminhe bem na Câmara, no Senado e possa ser sancionada pelo Executivo”, afirmou Motta.

Divergências com o governo

Mesmo após as alterações feitas por Derrite na noite de segunda-feira (10), o Palácio do Planalto manteve críticas a pontos do texto. Entre os trechos mais polêmicos estão:

mudanças na Lei Antiterrorismo, que, segundo governistas, podem reduzir a atuação da Polícia Federal no combate às facções;

artigos que, na visão do governo, podem criminalizar movimentos sociais;

e limitações nas medidas de confisco de bens.

O relator teria ajustado parte desses dispositivos, mas as alterações não foram suficientes para satisfazer a PF.

Pressão nas redes e disputa política

Enquanto o debate avança, o tema domina as redes sociais. Hashtags como #CongressoDaBandidagem, #PLdoCrimeOrganizado e #DefendamAPF figuram entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter).

Sem citar diretamente as críticas, Motta afirmou que “o debate está desvirtuado” e defendeu o papel da Câmara.

“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca suas prerrogativas. Isso é inegociável”, garantiu.

O parlamentar disse ainda que o relator conversou com o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e que o ministro Lewandowski apresentará novas sugestões ao meio-dia.

Antes do encontro com o ministro, Motta participa de uma reunião de líderes partidários para discutir o relatório.

Terrorismo e soberania nacional

O texto de Derrite não classifica as facções como grupos terroristas, mas prevê que recebam tratamento penal equivalente. Ainda assim, o governo entende que as mudanças propostas podem abrir brecha para enquadrar essas organizações como terroristas, o que, segundo a gestão federal, poderia justificar intervenções estrangeiras.

Motta minimizou as preocupações:

“Não permitiremos que nenhuma proposta coloque em risco a soberania nacional. Precisamos endurecer penas e ser mais enérgicos contra os chefes de facções, mas sem qualquer brecha para questionamentos sobre a soberania.”

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Contador de MT é preso suspeito de criar mais de 300 empresas falsas para aplicar golpes de e-commerce em todo o país

por Redação 11 de novembro de 2025

O contador Eduardo Martins foi preso nesta terça-feira (11), suspeito de comandar um esquema de criação de empresas falsas para lavagem de dinheiro e fraudes em sites de comércio eletrônico, com atuação em Cuiabá e Sorriso (MT).

De acordo com a Polícia Civil, entre 2020 e 2024, Eduardo teria aberto 310 CNPJs, sendo 182 já baixados ou suspensos. As empresas eram usadas para dar aparência de legalidade a sites falsos de e-commerce, que ofereciam produtos como brinquedos, roupas e cosméticos — mas não entregavam os pedidos após o pagamento.

Em um dos casos, o grupo chegou a clonar o site de uma marca famosa de cosméticos, atraindo vítimas de vários estados. As reclamações se multiplicaram em plataformas como o Reclame Aqui, relatando pagamentos via Pix e cartão de crédito sem retorno dos produtos.

Vida de luxo e fachada profissional

Nas redes sociais, o contador se apresentava como proprietário de um escritório de contabilidade e mentoria para Microempreendedores Individuais (MEIs), oferecendo serviços de abertura de CNPJs. Ele exibia uma rotina de viagens internacionais e um padrão de vida elevado, além de se descrever como casado e pai de um recém-nascido.

A investigação revelou que Eduardo usava “laranjas” — geralmente jovens de baixa renda e residentes fora do estado — para abrir as empresas em nome de terceiros.

A operação

A apuração teve início após um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), que identificou a criação massiva de empresas em um mesmo endereço em Cuiabá, onde funcionava uma sala comercial sem identificação.

Durante a operação, foram cumpridos:

1 mandado de prisão contra o contador;

7 mandados de busca e apreensão;

1 mandado de sequestro de valores, totalizando R$ 5 milhões;

2 mandados de sequestro de imóveis;

5 mandados de sequestro de veículos de luxo;

7 quebras de dados telemáticos;

2 suspensões de perfis em redes sociais;

3 suspensões de sites;

3 suspensões de atividades econômicas.

Eduardo deve responder por associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo.
A defesa do suspeito não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Fonte: G1

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