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Segurança

Segurança

Vereador é morto a tiros em sítio no interior da Bahia

por Redação 10 de novembro de 2025

O vereador Gleiber da Mota Fernandes, conhecido como Gleiber Júnior (Avante), foi morto a tiros na manhã de domingo (9), no sítio da família, localizado na zona rural de Santo Amaro, cidade do Recôncavo Baiano.

De acordo com informações da Polícia Civil, o assessor do parlamentar, Diego Castro Reis, de 23 anos, também foi atingido e morreu no local. As investigações estão em andamento, e a autoria e motivação do crime ainda são desconhecidas.

Gleiber Júnior tinha 37 anos, era empresário e estava em seu primeiro mandato como vereador. Ele também era o presidente municipal do Avante em Santo Amaro. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o parlamentar não declarou bens nas últimas eleições.

Nas redes sociais, Gleiber compartilhava sua rotina política, com destaque para ações na Câmara Municipal e participações em eventos tradicionais da cidade, como o Bembé do Mercado e o São João.

Em seu perfil pessoal, ele se apresentava como pai de uma menina e demonstrava paixão por cavalos.

Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento. O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Bahia.

Fonte: G1

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Segurança

Garoto de programa é preso por aplicar golpe do “Boa noite, Cinderela” em turistas no Rio; vítima perdeu R$ 117 mil

por Redação 7 de novembro de 2025

Policiais civis da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) e da 13ª DP (Ipanema) prenderam nesta quinta-feira (7) Cláudio Rafael Silva de Queiroz de Pontes, de 22 anos, suspeito de integrar uma quadrilha que aplicava o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela” contra turistas estrangeiros na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Cláudio, que se apresentava como garoto de programa, foi capturado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ele já respondia a diversos inquéritos por roubo e associação criminosa e tinha dois mandados de prisão em aberto. Outros três integrantes do grupo — dois homens e uma mulher — continuam foragidos.

Segundo as investigações, o suspeito atraía as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento voltados ao público gay, marcando encontros em praias, bares e hotéis. Durante os encontros, ele e os comparsas adulteravam bebidas com substâncias entorpecentes, fazendo com que as vítimas perdessem a consciência. Em seguida, realizavam saques, transferências bancárias e furtavam celulares e pertences pessoais.

Um dos casos apurados envolveu um turista italiano, que perdeu 19 mil euros (equivalente a R$ 117 mil) após ser dopado em junho. Em outro episódio, em maio, um mexicano foi encontrado desacordado na Praia de Ipanema depois de um encontro com Cláudio. Já em agosto, dois chilenos relataram prejuízo de cerca de R$ 15 mil, e um turista pernambucano teve R$ 60 mil e o celular levados após ser dopado em um hotel na Avenida Atlântica, em Copacabana.

De acordo com a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, os criminosos escolhiam alvos com alto poder aquisitivo e, em muitos casos, não cobravam pelos encontros para conquistar a confiança das vítimas. “Eles se aproveitavam das aparências para atrair as vítimas. Em alguns casos, sabiam que tinham condições financeiras e levavam bebidas já adulteradas para aplicar o golpe”, explicou.

As investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos. Cláudio será encaminhado à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (8).

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Baleado em megaoperação, agente do Bope ficou 17 minutos morto e sobreviveu após reanimação: “Nasci de novo”

por Redação 7 de novembro de 2025

Um agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) sobreviveu após ficar 17 minutos clinicamente morto durante uma cirurgia no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Rio de Janeiro. O policial havia sido baleado no dia 28 de outubro, durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, e sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto era operado.

De acordo com os médicos, a reanimação durou quase 20 minutos e envolveu toda a equipe cirúrgica. O agente saiu do episódio sem sequelas neurológicas ou cerebrais e atualmente está consciente, conversando normalmente e com quadro estável. Ele deve passar por uma nova cirurgia para recuperar os movimentos do braço atingido.

Em entrevista exclusiva à CBN, o policial — que pediu para não ser identificado por segurança — afirmou que “nasceu de novo” duas vezes: primeiro no local do confronto, e depois na mesa de cirurgia. “Esses criminosos agiram de forma totalmente agressiva, com falsas rendições para que o policial se aproximasse e fosse emboscado. Nasci de novo. Só tenho a agradecer a Deus e à equipe do hospital, que nos proporcionou o que há de melhor na área da saúde”, relatou.

O anestesiologista Fernando Carvalho Corrêa, responsável pelo atendimento, descreveu o caso como “impressionante”. Segundo ele, o sucesso da reanimação se deve à rapidez da equipe e ao fato de o episódio ter ocorrido em ambiente hospitalar. “Foi uma massagem cardíaca de 17 minutos, com a participação de médicos, enfermeiros e residentes. A sala ficou cheia de gente, e a gente conseguiu. É algo que vou contar para os netos”, disse.

A chefe das Clínicas Cirúrgicas do HCPM, tenente-coronel Aniela Barros, destacou que casos de sobrevivência a ferimentos por fuzil são raros, devido ao alto poder destrutivo dessas armas. “As lesões provocadas por projéteis de alta velocidade são extremamente graves e causam danos internos muito maiores do que aparentam externamente”, explicou.

Na operação do dia 28, 13 agentes foram baleados. Quatro deles — dois policiais militares e dois civis — morreram. No HCPM, quatro PMs permanecem internados, todos com quadro estável, e um deve receber alta ainda nesta sexta-feira (7).

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Facção criminosa toma máquinas e cobra porcentagem de apostas e prêmios de loterias no Ceará

por Redação 4 de novembro de 2025

Três integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) foram presos nesta segunda-feira (3) em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, suspeitos de tomar máquinas de apostas virtuais e ameaçar vendedores ambulantes para obrigá-los a usar equipamentos controlados pela organização criminosa.

Segundo a Polícia Militar, os homens foram detidos após uma denúncia de que indivíduos em um carro estariam intimidando vendedores de apostas no interior da Ceasa de Maracanaú. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma maquineta da Loteria Estadual do Ceará que havia sido roubada momentos antes.

Foram presos em flagrante:

Gabriel Almeida da Silva, 25 anos, com antecedentes por receptação, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e organização criminosa;

Jeferson Araújo de Lima, 21 anos, com passagem por porte ilegal de arma;

Valdeir Alves da Silva, 25 anos.

Um adolescente de 16 anos também estava no veículo, foi ouvido e liberado. O trio foi autuado por ameaça e integração a organização criminosa.

Esquema de controle e extorsão

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o grupo obrigava vendedores dos bairros Pajuçara, Jardim Bandeirantes e regiões vizinhas a utilizar maquinetas da facção. Em troca, os vendedores ficavam com 50% do valor arrecadado, mas os prêmios eram pagos pela própria facção, que usava os resultados da Loteria dos Sonhos para definir os vencedores.

“A facção se utiliza do sorteio oficial e, com base nos resultados, determina quem ganha as apostas feitas nas maquinetas da facção”, diz um trecho do inquérito.

Quem se recusava a aderir era ameaçado ou impedido de trabalhar. O objetivo seria eliminar concorrência e manter o monopólio dos jogos na região.

Medo e abandono de pontos de venda

Devido às ameaças, pelo menos 13 vendedores abandonaram seus pontos de apostas. A maioria não registrou boletim de ocorrência, temendo represálias. Aqueles que resistiram tiveram as máquinas tomadas à força.

Facção também proíbe terreiros de umbanda

Além do controle das apostas, a Polícia Civil identificou mensagens atribuídas ao TCP proibindo o funcionamento de terreiros de umbanda na região. O grupo teria intolerância religiosa contra religiões de matriz africana, já que seus membros se declaram evangélicos.

As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema e possíveis mandantes dentro da estrutura do TCP.

Fonte: G1

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Segurança

Fábricas clandestinas em SP e MG produziam fuzis para o Comando Vermelho no Rio

por Redação 3 de novembro de 2025

A Polícia do Rio de Janeiro realizou a maior apreensão de fuzis da história em uma única operação em favelas: pelo menos 91 armas foram encontradas durante a megaoperação contra o Comando Vermelho no Complexo do Alemão. As armas, de calibres capazes de perfurar coletes à prova de bala e até paredes, revelam uma nova e sofisticada rota de abastecimento das facções cariocas.

As investigações da Polícia Federal indicam que parte desse arsenal não veio do exterior, mas de fábricas clandestinas instaladas em Minas Gerais e São Paulo, que alimentavam diretamente o Comando Vermelho. Imagens obtidas pelo Fantástico mostram o funcionamento dessa rede criminosa, que contava com tecnologia avançada e estrutura industrial.

De acordo com a PF, Rafael Xavier do Nascimento fazia o transporte de fuzis de São Paulo para o Rio de Janeiro ao menos uma vez por mês. Ele foi preso em flagrante na Via Dutra com 13 fuzis. No celular, a polícia encontrou mensagens trocadas com o destinatário das armas.

As armas eram fabricadas em Santa Bárbara d’Oeste (SP). No local, a PF apreendeu cerca de 150 fuzis prontos e mais de 30 mil peças. A linha de montagem, equipada com tornos e fresadoras de precisão, tinha capacidade para produzir até 3.500 fuzis por ano. “Era uma operação profissional, com equipamentos que custavam milhões de reais”, afirmou o delegado Samuel Escobar.

O esquema usava como fachada o CNPJ de uma fábrica de peças aeronáuticas pertencente ao piloto Gabriel Carvalho Belchior, que em 2015 sobreviveu à queda de uma aeronave no Leblon. Antes da operação da PF, Belchior deixou o país e atualmente está foragido. Segundo as investigações, ele enviava fuzis desmontados dos EUA escondidos em caixas de piscinas infláveis e outras mercadorias. A Receita Federal interceptou uma das remessas em agosto, e o nome de Gabriel foi incluído na lista de procurados da Interpol.

Outro elo da rede era Silas Diniz Carvalho, preso em 2023 com 47 fuzis em seu apartamento na Barra da Tijuca. Ele mantinha outra fábrica clandestina em Belo Horizonte, onde a produção era disfarçada em uma suposta marcenaria. A PF afirma que a esposa de Silas, Marcely Ávila Machado, também participava da operação.

A estimativa é de que o grupo tenha produzido e fornecido cerca de mil fuzis para o Comando Vermelho e para milícias no Rio de Janeiro, além de grupos criminosos na Bahia e no Ceará. A Polícia Civil do Rio fará perícia nos 91 fuzis apreendidos, e pelo menos 25 deles são do mesmo modelo AR-15 calibre 5.56, fabricados em Santa Bárbara d’Oeste.

Segundo o Instituto Sou da Paz, o número de fuzis apreendidos no Rio de Janeiro aumentou 32% entre 2019 e 2023, indicando o crescimento da circulação de armas de guerra nas mãos do crime organizado.

A produção do Fantástico não conseguiu contato com as defesas de Silas Diniz Carvalho e Anderson Custódio Gomes, que estão presos, nem localizou Marcely Ávila Machado e Gabriel Carvalho Belchior, foragido.

Fonte: FANTÁSTICO

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Segurança

RJ divulga lista de mortos em megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão

por Redação 31 de outubro de 2025

A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou nesta sexta-feira (31) a lista com 99 nomes dos mortos na megaoperação realizada na terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão. Ao todo, foram contabilizados 117 suspeitos mortos e 4 policiais, sendo dois civis e dois militares.

Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, entre os mortos identificados:

78 tinham histórico criminal, incluindo homicídio e tráfico de drogas

42 estavam foragidos

39 eram de outros estados, com destaque para Pará (13), Amazonas (7), Bahia (6), Ceará (4), Goiás (4), Espírito Santo (3), Mato Grosso (1) e Paraíba (1)

Entre os mortos estão chefes do Comando Vermelho em outros estados, como:

Chico Rato e Gringo (Manaus, AM)

DG, FB e Mazola (Bahia)

Fernando Henrique dos Santos e Rodinha (Goiás)

Russo (Vitória, ES)

PP (Pará)

Curi destacou que os complexos se consolidaram como QG nacional do Comando Vermelho, servindo como centro de treinamento e decisão para a facção em outros estados:

“As informações de inteligência mostram que nos complexos da Penha e do Alemão são feitos treinamentos de tiros, para que os marginais sejam formados aqui e depois retornem aos seus estados para disseminar a cultura da facção.”

Operação e confronto

A ação envolveu cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, com objetivo de desarticular o Comando Vermelho, cumprindo 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.

O confronto foi intenso, especialmente na Serra da Misericórdia, onde dezenas de corpos foram encontrados por moradores e levados à Praça São Lucas para reconhecimento. Moradores relataram cenas de horror:

“Nunca vi isso. Vai ser difícil esquecer.”
“A cidade tá igual tragédia, como quando tem tsunami ou terremoto, com corpo espalhado em cima do outro.”

Principal alvo ainda foragido

O traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, principal alvo da operação, conseguiu escapar do cerco. Considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade — abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar —, Doca utilizou “soldados” do tráfico para abrir uma barreira e fugir. O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil por informações sobre seu paradeiro.

Balanço geral da operação

121 mortes (117 suspeitos e 4 policiais)

113 presos, sendo 33 de outros estados (AM, BA, CE, PA e PE)

10 menores infratores apreendidos

91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver apreendidos

1 tonelada de drogas confiscada

O governador Cláudio Castro afirmou que continuará as ações contra o tráfico e a milícia, ressaltando a importância da atuação policial com técnica e respeito à lei.

Fonte: G1

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Comando Vermelho

Sete membros do Comando Vermelho morrem em confronto com a polícia no Ceará

por Redação 31 de outubro de 2025

Sete integrantes da facção Comando Vermelho morreram durante um confronto com forças de segurança na madrugada desta sexta-feira (31), por volta das 3h, na cidade de Canindé, no interior do Ceará. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS), o grupo entrou em confronto com equipes do Raio, Cotar (Comando Tático Rural), Força Tática (FT), FT Rural e Policiamento Ostensivo Geral.

A troca de tiros ocorreu no bairro Campinas, uma área dominada por uma facção rival do Comando Vermelho. Segundo as investigações, os criminosos teriam ido ao local com o objetivo de expandir o domínio territorial, mas acabaram surpreendidos pelas forças policiais.

Com o grupo, foram apreendidas oito armas de fogo, incluindo um fuzil, quatro pistolas, três revólveres, mais de 150 munições e drogas.

A SSPDS informou que as equipes de Inteligência haviam recebido informações sobre a movimentação de criminosos na região. Ao chegarem ao endereço, os policiais foram recebidos a tiros e com o lançamento de granadas, o que levou à reação dos agentes.

“A fim da garantia da legítima defesa, as composições reagiram à agressão. E, após cessar o confronto, sete homens foram localizados e socorridos a uma unidade hospitalar, onde foram a óbito”, afirmou a secretaria em nota.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Canindé. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Regional de Canindé.

Repercussão

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, elogiou a ação da polícia em publicação nas redes sociais:

“Nenhum policial morto. Nenhum inocente alvejado. A população protegida. Parabéns à nossa Polícia Militar do Ceará.”

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também se manifestou, destacando a importância da cooperação entre os estados no combate ao crime organizado:

“Parabenizo os policiais do Ceará e o governador Elmano de Freitas pela coragem e determinação no enfrentamento ao crime organizado. Essa é uma guerra que não tem fronteiras e exige união entre os estados.”

Guerra entre facções

O Ceará vive uma das mais violentas disputas territoriais do país, com pelo menos sete facções atuando no estado, segundo o governo estadual. A disputa por controle de áreas para o tráfico de drogas e cobrança de taxas de “proteção” é responsável por cerca de 90% dos homicídios, de acordo com o governador Elmano de Freitas.

Dados do Mapa da Segurança Pública 2024, elaborado pelo Ministério da Justiça, apontam que o Ceará teve o maior índice de homicídios dolosos por 100 mil habitantes do país. O número de assassinatos subiu de 2.893 em 2023 para 3.178 em 2024, um aumento de 9,85%.

Além do tráfico, facções também exploram serviços ilegais, como cobrança de “pedágio” para ambulantes e comerciantes. Em agosto de 2025, um vendedor de churrasco foi assassinado após se recusar a pagar uma taxa de R$ 1.000 — valor que havia subido de R$ 400 mensais.

Fonte: G1

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Segurança

Megaoperação na Penha e no Alemão: 99 mortos identificados, 78 com antecedentes criminais e 40 vindos de outros estados

por Redação 31 de outubro de 2025

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, nesta sexta-feira (31), o balanço atualizado da megaoperação realizada na última terça-feira nos complexos da Penha e do Alemão. Entre os 117 mortos considerados suspeitos pela polícia, 99 já foram identificados, sendo 40 provenientes de outros estados e 78 com anotações criminais.

Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, entre os mortos havia 42 com mandados de prisão em aberto e criminosos de alta periculosidade ligados a facções de fora do Rio.
“Do Espírito Santo, Russo, chefe do tráfico em Vitória. Do Amazonas, Chico Rato e Gringo, chefes do tráfico em Manaus. Da Bahia, Mazola, chefe do tráfico de Feira de Santana. De Goiás, Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico naquele estado”, exemplificou Curi.

A operação também resultou em 113 prisões, das quais 33 de pessoas oriundas de outros estados e 10 adolescentes. Segundo o secretário, 54 presos possuem antecedentes criminais e todos tiveram prisão preventiva decretada na audiência de custódia.

Bases nacionais do Comando Vermelho

Curi afirmou que os complexos da Penha e do Alemão se consolidaram como quartéis-generais do Comando Vermelho em nível nacional, deixando de ser apenas centros de comando regionais.
“Esses locais passaram a ser o QG do Comando Vermelho em nível nacional. É de lá que partem ordens e diretrizes da facção para outros estados do Brasil”, destacou.

O secretário afirmou ainda que as comunidades funcionam como bases de treinamento e recrutamento de criminosos vindos de fora do Rio, que seriam formados e depois retornariam aos seus estados para expandir a atuação do Comando Vermelho.

Narcoterrorismo e cenário de guerra

Felipe Curi também destacou o papel de Edgar Alves de Andrade, o Doca, de 55 anos, apontado como um dos principais líderes do tráfico no Alemão. Segundo ele, Doca “personifica o narcoterrorista”.
“É um criminoso que ordenava execuções, impunha a lei do silêncio e aterrorizava moradores. Tivemos relatos de que a comunidade não aguenta mais o Doca. Prendê-lo é questão de tempo”, disse.

O secretário negou que tenha havido vazamento da operação, afirmando que “a movimentação de policiais acabou chamando atenção dos criminosos”.

Curi concluiu dizendo que o cenário enfrentado pelas forças de segurança foi de ‘guerra irregular e assimétrica’, pedindo uma mobilização nacional contra o narcoterrorismo:
“Essas organizações não são mais criminosas comuns, são narcoterroristas. É um desafio que precisa ser enfrentado de forma nacional.”

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Arsenal de fuzis apreendido na Penha e no Alemão incluía armas de exércitos de Venezuela, Argentina, Peru e Brasil

por Redação 31 de outubro de 2025

O arsenal de 91 fuzis apreendido na megaoperação realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, incluía armas pertencentes a forças armadas da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil, segundo informou a Polícia Civil.

“Chamou nossa atenção, embora não seja algo inédito, a presença de fuzis de forças armadas não só do Brasil como de outros países da América do Sul”, afirmou o delegado Vinicius Domingos, da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos.

Os investigadores identificaram insígnias, numerações e detalhes gravados nas armas que confirmam a origem militar do material, além de inscrições que revelam conexões entre o Comando Vermelho (CV) e facções de outros estados. O armamento será submetido a perícia para rastrear fornecedores, rotas de entrada e redes de distribuição.

Armas de guerra e símbolos do crime

Entre os fuzis recolhidos há modelos 5.56 mm e 7.62 mm, de fabricação europeia, muitos trazidos ao Brasil por meio do Paraguai. O delegado destacou que, por exemplo, um fuzil G3, de origem alemã, é capaz de disparar até 10 tiros por segundo.

As inscrições nas armas chamaram atenção dos peritos: algumas fazem referência a facções regionais, como o “bonde do Panda”, ligado ao Complexo do Alemão, e a “Tropa do Lampião”, grupo associado a criminosos do Nordeste. Outras trazem termos como “Baiano” e “Art. 157” (roubo), indicando a origem e a função de determinados armamentos dentro das quadrilhas.

Uma das armas apreendidas possuía uma bandoleira com o símbolo da Família do Norte (FDN), organização criminosa de Manaus, o que reforça o elo entre grupos de diferentes regiões.

Expansão e profissionalização

As investigações mostram que o Comando Vermelho tem utilizado o tráfico de armas como nova fonte de renda. Criminosos de outros estados enviam fuzis ao Rio, onde o material é revendido e redistribuído entre comunidades dominadas pela facção.

Outra estratégia identificada é a “pulverização de remessas” — as quadrilhas trazem apenas partes essenciais das armas do exterior e adquirem componentes legalmente pela internet, completando e adaptando o armamento no país.

Recorde de apreensões

De janeiro a setembro deste ano, 593 fuzis foram apreendidos no estado do Rio — o maior número desde o início da série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2007. No mesmo período, o total nacional chegou a 1.471 fuzis, sendo 40% das apreensões concentradas no Rio de Janeiro.

Além disso, há investigações paralelas sobre fábricas clandestinas de armamentos destinadas a abastecer facções cariocas. A Polícia Federal prendeu recentemente integrantes de um grupo suspeito de produzir cerca de 3.500 fuzis por ano, que seriam vendidos para criminosos do Complexo do Alemão e da Rocinha.

Fonte: G1

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Segurança

Imagens mostram traficantes fortemente armados antes da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha

por Redação 30 de outubro de 2025

Um vídeo de drone gravado pela polícia mostra traficantes fortemente armados reunidos no alto do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, pouco antes da fuga pela mata durante a megaoperação das forças de segurança, realizada na última terça-feira (28).

As imagens, captadas por volta das 6h da manhã, mostram 23 homens portando fuzis, alguns vestindo roupas camufladas e uniformes semelhantes aos das polícias, o que, segundo as autoridades, dificulta a identificação dos criminosos.

A investigação aponta que entre os integrantes estavam chefes do tráfico de outros estados, como Goiás, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Amazonas e Pará, além de membros da cúpula do Comando Vermelho (CV) no Rio.

Fuga pela Serra da Misericórdia

O vídeo mostra o grupo se deslocando em direção à Serra da Misericórdia, área de mata usada como rota de fuga e campo de treinamento pela facção. De acordo com a polícia, Doca, um dos principais líderes do CV e alvo da operação, já estava escondido fora da zona habitada quando as filmagens foram feitas.

Em entrevista à GloboNews, o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, afirmou que a vegetação densa e o relevo acidentado dificultaram o avanço das equipes.

“A mata usada na fuga também serve de área de treinamento para novos integrantes da facção — inclusive menores de idade”, destacou.

CV controla mais de mil favelas

Segundo as polícias Civil e Militar, o Comando Vermelho controla mais de mil favelas no estado, o equivalente a 60% das comunidades do Rio. As demais áreas estão sob domínio de milícias ou outras facções.

Relatórios da polícia indicam que o CV mantém práticas violentas de punição, como execuções de moradores acusados de traição ou roubo. Além disso, a facção teria ampliado sua atuação econômica, cobrando “taxas” para acesso a serviços básicos, como gás, internet e transporte alternativo.

Expansão nacional

Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram que o Comando Vermelho já atua em 24 estados e no Distrito Federal, consolidando-se como a maior organização criminosa do país.

A megaoperação desta semana foi a mais letal da história do Rio, com 121 mortos, incluindo quatro policiais, e 113 prisões. A ação mobilizou 2,5 mil agentes das forças estaduais e federais, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e desarticular bases logísticas do grupo.

Enquanto o governo estadual classificou a ação como um “êxito”, organizações civis e moradores relataram abusos, remoção irregular de corpos e impactos humanitários nas comunidades atingidas.

Fonte: G1

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