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Categoria:

Segurança

Segurança

Ministério da Justiça prorroga permanência da Força Nacional no Rio de Janeiro e na Amazônia Legal

por Redação 1 de abril de 2024

O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) prorrogou a atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro e na área que corresponde a Amazônia Legal. No primeiro caso, os agentes vão atuar juntamente com forças de segurança estaduais para garantir a preservação da ordem pública por mais 30 dias. No segundo caso, a equipe vai auxiliar no combate a incêndios florestais na região até o fim deste ano. As duas portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º).

A Amazônia Legal abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Segundo a portaria, os agentes vão auxiliar nas fiscalizações de possíveis crimes ambientais, como o desmatamento e incêndios ilegais, e também na preservação da ordem pública e segurança da população dessas regiões.

Já no Rio de Janeiro, o foco do Força Nacional será auxiliar o governo estadual no combate ao crime para preservar a segurança dos moradores, além do patrimônio público. Em ambos os casos, o contingente de agentes será definido de acordo com o planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do MJSP.

Fonte: r7

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Segurança

Sorteio de fuzil, pistola e revólver: Homem é preso em SP por criar rifas para vender armas ilegalmente

por Redação 28 de março de 2024

Um homem foi preso nesta quarta-feira (27) suspeito de criar um esquema de venda ilegal de armas por meio de rifas.

Segundo a polícia, o rapaz usava aplicativos de mensagens pra divulgar os sorteios. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diferentes endereços em São Paulo.

Em um dos locais, os agentes encontraram três pistolas, munição, quase 200 cartelas de rifa preenchidas, além de um celular com comprovantes das transferências por pix.

As rifas especificavam o que está sendo sorteado. Em uma delas, estava destacado o modelo do fuzil que seria sorteado.

O esquema também ofertava televisão, aparelho celular e moto.

Fonte: G1

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Segurança

Empresário suspeito de cortar corda de trabalhador em prédio tentou se esconder

por Redação 27 de março de 2024

O empresário, de 41 anos, suspeito de cortar a corda de um trabalhador, que realizava a limpeza da fachada do prédio, também teria ameaçado outros funcionários que atuavam no local e tentou se esconder da polícia. De acordo com o Boletim de Ocorrência, outras testemunhas sofreram ameaças caso não parassem de realizar o trabalho de higienização, no condomínio localizado no bairro Água Verde, em Curitiba.

Após as ameaças, o empresário pegou uma faca e cortou a corda de um dos trabalhadores. Devido a um dispositivo de segurança, a vítima não caiu de uma altura de aproximadamente 20 metros.

Logo após o fato, os trabalhadores acionaram a polícia e informaram que o suspeito seria o morador da cobertura, no 27º andar. No local, os agentes encontraram uma empregada doméstica, que no primeiro momento teria negado que o empresário estivesse no imóvel. Entretanto, o suspeito foi encontrado escondido em um quarto, após os policiais arrombarem uma porta.

A faca utilizada no ato foi encontrada na varanda do imóvel. Tanto o empresário como a empregada foram encaminhados para a delegacia.

Empregada é liberada e empresário preso após confusão em prédio
Na sede policial, o delegado ouviu o suspeito e testemunhas. Durante a sessão, o empresário preferiu ficar em silêncio e não repassou detalhes sobre a motivação do ato. Com as provas, o delegado decretou a prisão preventiva do empresário, que foi transferido para a Cadeia Pública de Curitiba.

Já a empregada, que teria tentado atrapalhar os trabalhos dos policiais, foi liberada.

Fonte: ric

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Segurança

PEC das drogas deve ser votada no plenário do Senado após a Páscoa

por Redação 27 de março de 2024

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta terça-feira (26) que a PEC (proposta de emenda à Constituição) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita deve ser votada no plenário após o feriado da Páscoa. O texto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa, em um momento em que o Parlamento busca responder ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

“Estamos contando o prazo de cinco sessões de discussão. Amanhã temos mais uma sessão de discussão da PEC 45, e, finalizado o prazo de cinco dias, aí fica apta a ser apreciada no plenário. Acredito que após o feriado da Semana Santa nós já tenhamos condições de apreciar em primeiro turno a proposta de emenda à Constituição”, detalhou Pacheco.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição o texto afirmando que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”.

Pacheco é o autor do texto e tem defendido a aprovação da proposta, com consequências legais para quem porta drogas no Brasil.

Como o texto altera a Constituição, ele precisa ser discutido em cinco sessões no Senado antes da primeira votação. Depois disso, serão mais três sessões de discussão antes da votação. em segundo turno. Para ser aprovada, ela precisa do apoio de pelo menos dois terços dos senadores em ambas as votações, o que equivale a 54 votos. Se aprovado, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.

Fonte: r7

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Segurança

Rivaldo Barbosa é o 4º ex-chefe da Polícia Civil do Rio preso em menos de 20 anos

por Redação 26 de março de 2024

Acusado pela Polícia Federal de envolvimento no planejamento da morte da vereadora Marielle Franco, o delegado Rivaldo Barbosa é o quarto ex-chefe da Polícia Civil preso nos últimos 16 anos.

No domingo (24), Rivaldo foi detido em casa, no Rio de Janeiro, durante a operação que também prendeu os acusados de serem os mandantes do crime: os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão.

Segundo o inquérito da PF, o ex-chefe da Polícia Civil também fez um acordo com a dupla que garantia o não avanço das investigações. O delegado Giníton Lages — primeiro a ficar à frente das investigações do caso Marielle na Divisão de Homicídios — e o comissário Marco Antônio Barros também são investigados por atrapalhar as investigações.

Além de Giníton e Marco Antônio, a esposa de Rivaldo, Érica Andrade, foi alvo de buscas e teve que entregar à PF o passaporte.

Os servidores também serão investigados pela Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública e podem ser expulsos ao final do procedimento apuratório.

Relembre outros ex-chefes da Polícia Civil presos

Em 2008, Álvaro Lins acabou preso quando exercia o cargo de deputado estadual. Lins teve o mandato cassado após ser acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Ele foi apontado como responsável por um esquema de recebimento de propina e envolvimento com o jogo do bicho.

Também foi preso na mesma operação, em 2008, o delegado Ricardo Hallak, que substituiu Lins na chefia da Polícia Civil. Hallak morreu em 2023.

Em 2022, Allan Turnowski foi preso em uma operação do Ministério Público Estadual por suspeita de envolvimento com o jogo do bicho. Inclusive, foi acusado de estar envolvido em um plano para matar o contraventor Rogério Andrade. Na ocasião, ele pretendia disputar as Eleições como candidato a deputado federal. Ele foi solto no mesmo por ano por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: r7

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Segurança

Plano para matar Marielle teve truque em geolocalização, consulta ao Serasa e carro guinchado, diz PF

por Redação 26 de março de 2024

As investigações da Polícia Federal sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes mostram que programas de consulta a dados cadastrais no Serasa foram usados para obter informações sobre a vereadora. Consta também que o carro que seria usado no crime foi guinchado e levado a um depósito, o que obrigou os suspeitos a conseguir outro veículo.

O relatório final da corporação tem 479 páginas e aponta que o crime foi motivado pela atuação de Marielle contrária a novos loteamentos situados em áreas de milícia.

Dados cadastrais no Serasa
Segundo o documento, Ronnie Lessa fez levantamentos sobre Marielle em 12 de março de 2018, dois dias antes do crime, em um programa que permite a consulta a dados cadastrais do Serasa Experian.

“[O] serviço [é] concebido para auxiliar comerciantes e financeiras na validação de dados de clientes, mas que, inevitavelmente, é usado por criminosos para levantar dados pessoais de vítimas no planejamento de ações criminosas”, explica o relatório.

“As contas por meio das quais foram realizadas as pesquisas foram vinculadas a Ronnie Lessa na percuciente análise das anotações colhidas em sua residência, na ocasião da deflagração da Operação Lume, pelo fato de sua conta de e-mail estar atrelada à conta de usuário que realizou a pesquisa, assim como deste ter realizado os pagamentos para a manutenção da conta por meio de seus cartões de crédito”, diz a corporação.

A empresa responsável pelo programa afirma que, por meio de informações públicas, consegue fornecer serviços de “consulta completa CPF”, “consulta completa CNPJ”, “endereços por CPF/CNPJ”, “endereço por telefone”, entre outros.

Geolocalização
Outro ponto observado pela investigação é que a geolocalização dos celulares de Élcio de Queiroz e Lessa foi desligada horas antes da emboscada. Segundo a PM, o ex-policial militar tinha o hábito de permanecer conectado até as 23h, mas em 14 de março de 2018, dia do crime, a conexão foi encerrada às 16:23h e só foi retomada após as 22h.

“Além disso, a ausência de conexão foi percebida […] nos dias 1º, 2º, 7 e 14 de fevereiro de 2018, ocasiões em que foi constatada […] que a vereadora estava sendo alvo de vigilância pelos seus algozes.”

A atitude estranha também foi observada no telefone de Élcio. Segundo o relatório, o ex-policial militar chegou na residência de Ronnie Lessa às 16:59 e, “partir de então, não houve deslocamento físico do aparelho até as 22:11h do mesmo dia, o que seria compatível com o interstício que compreende o deslocamento até a Tijuca, a campana na Casa das Pretas, a execução na Rua Joaquim Palhares e o retorno à Barra da Tijuca”, explica o documento.

Pássaros
Uma das ligações encontradas entre o suposto mandante do crime, o deputado federal Chiquinho Brazão, e o sargento reformado da Polícia Militar, Edmilson Macalé, é a criação de pássaros.

O documento da PF mostra que os dois eram entusiastas do hobby, com postagens nas redes sociais, e frequentavam o mesmo lugar, uma chácara localizada em frente ao haras da família Brazão.

Em depoimento, a proprietária do local contou que o marido construiu um local de convivência na propriedade, com churrasqueira e mesas de sinuca. Os interessados na criação dos pássaros passaram a frequentar as instalações.

Um fato ressaltado no documento é que Macalé estava com duas gaiolas de passarinho quando foi surpreendido por tiros em 2021. O sargento reformado resistiu aos disparos e faleceu no local.

Haras Brazão
A propriedade da família também é um ponto central nas investigações. O relatório afirma que os irmãos Brazão apresentaram diversas solicitações ao governo local para que empresas públicas, concessionárias e demais órgãos promovessem melhorias na urbanização de ruas que circundam e dão acesso à propriedade e aos futuros locais de interesse mencionados por Ronnie Lessa em sua delação.

Além disso, a área do haras seria beneficiada pelo do projeto de Lei Complementar de n.º 188/2018, de autoria de Chiquinho Brazão. O texto previa o ordenamento territorial de “162 bairros de todo o Rio de Janeiro, incluídas áreas de preservação ambiental e lotes sequer ocupados, o que seria um incentivo à especulação imobiliária de áreas dominadas por milícias, por exemplo, seria de grande valia para a área de interesse, ante a constatação, por laudo pericial, da inexistência de construções no local”, concluiu a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat ao considerar o texto inconstitucional.

No seu segundo artigo, a lei complementar estabelecia que “o terreno objeto de parcelamento ou uso e ocupação do solo deverá, para sua regularização, ter frente para logradouro público [uma rua, um endereço de espaço público]”. O relatório deixa claro que a propriedade está localizada de frente à rua Comandante Luiz Souto.

Carro guinchado
A investigação mostrou que o ex-bombeiro Maxwell Simões, conhecido como Suel, e Lessa tinham outro veículo para utilizar não só para o crime contra a vereadora, mas também em outra morte “encomendada”.

Porém, enquanto Lessa testava o armamento, o carro foi guinchado por estacionamento irregular. A PF disse que o veículo não poderia ser recuperado por se tratar de um carro clonado.

Fonte: r7

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Segurança

STF forma maioria para manter prisão dos suspeitos de planejar e mandar matar Marielle

por Redação 25 de março de 2024

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira (25) para manter a prisão do trio suspeito de planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes. O julgamento envolve os cinco ministros da Primeira Turma do Supremo.

O ministro Alexandre de Moraes apresentou o voto logo depois da 0h e foi seguido por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Resta o voto de Luiz Fux, que tem até as 23h59 desta segunda para dizer se acompanha ou não a decisão de Moraes.

No julgamento virtual, não há discussão. Os ministros votam por meio do sistema eletrônico da Corte. Se houver um pedido de vista, a sessão será suspensa. Caso ocorra um pedido de destaque, o julgamento será reiniciado no plenário físico.

Os suspeitos são o deputado federal Chiquinho Brazão; o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; e o delegado da Polícia Civil no estado Rivaldo Barbosa.

O trio foi preso na manhã desse domingo (24), em uma operação da Polícia Federal, com participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa passaram por audiência de custódia, conduzida pelo magistrado instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, desembargador Airton Vieira, na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. As prisões foram mantidas, e os presos foram transferidos para um presídio federal, no Distrito Federal.

Além das três prisões preventivas, foram determinadas as seguintes diligências:

  • busca e apreensão domiciliar e pessoal;
  • bloqueio de bens;
  • afastamento das funções públicas;
  • outras cautelares diversas da prisão (tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaporte, suspensão de porte de armas), e
  • apresentação perante o juízo da execução no Rio de janeiro.

Fonte: r7

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Segurança

Máquina de fazer cigarro que mede 6 m e pesa mais de 5 t é furtada de dentro da Cidade da Polícia

por Redação 21 de março de 2024

Uma máquina de produzir cigarros do tamanho de um caminhão desapareceu de um dos locais que deveriam ser os mais seguros do Rio de Janeiro: a Cidade da Polícia – o centro de comando da Polícia Civil no estado.

O equipamento, que tem mais de 6 metros de comprimento, quase 2 metros de altura e pesa mais de 5 toneladas, foi levado na calada da noite – e a polícia só descobriu que a máquina sumiu quatro meses depois, como mostrou, com exclusividade, o RJ2 nesta quarta-feira (20).

Funcionam na Cidade da Polícia 15 delegacias especializadas – órgãos ligados à chefia da corporação – e trabalham mais de três mil agentes.

A máquina estava guardada num galpão onde fica o depósito de bens apreendidos da Delegacia de Cargas, que fica nos fundos do complexo.

O equipamento havia sido apreendido numa operação realizada em julho de 2022, em uma ação de outra unidade, o Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro.

A investigação era contra um grupo que mantinha 23 paraguaios e um brasileiro em situação análoga à escravidão. Os trabalhadores eram obrigados a trabalhar numa fábrica clandestina de cigarros, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Não recebiam salário e eram impedidos de sair da fábrica.

2,5 mil cigarros por minuto
Todo o material apreendido, entre eles, a máquina modelo MK8 PA7, usada na fabricação dos cigarros, foi levado para ser guardado com a Delegacia de Cargas. Um equipamento valioso à indústria do cigarro, capaz de produzir 2,5 mil cigarros por minuto.

A máquina ficou bem guardada lá por pouco mais de sete meses. Por determinação da 3ª Vara do Trabalho de Caxias, onde tramita o processo, ela foi vendida em um leilão. Parte do valor da venda seria revertido para projetos sociais.

O leilão aconteceu no dia 8 de fevereiro do ano passado. A empresa que venceu a disputa online, a Indústria Amazônica de Cigarros Ltda, comprou o equipamento por R$ 550 mil.

No entanto, uma semana depois, na madrugada do dia 17 de fevereiro, uma quinta-feira véspera de carnaval, a máquina foi furtada.

O sumiço só foi descoberto em junho, quando um oficial de Justiça esteve na Cidade da Polícia, na companhia do representante da empresa vencedora para verificar as condições do bem comprado.

Ao chegarem ao depósito, não encontraram a máquina.

Em novembro, nove meses após o furto, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um inquérito.

A investigação interrogou quase 50 pessoas – todos os policiais que estavam de plantão na portaria da Cidade da Polícia durante o carnaval foram ouvidos.

Ninguém viu qualquer movimentação que pudesse explicar a ação dos criminosos.

A investigação acredita que o autor do furto seja alguém com acesso ao depósito, porque o local fica trancado e poucas pessoas têm as chaves.

Outra conclusão do inquérito é que os criminosos teriam usado um caminhão do tipo Munck, que além da carroceria tem um equipamento parecido com um guindaste para içar peças pesadas, como a máquina que foi furtada.

A conclusão é que o furto não foi uma operação simples, nem silenciosa, e que precisou de mais de uma pessoa envolvida na operação.

A TV Globo apurou que o depósito onde estava a máquina não tem câmera de segurança e, na época do furto, a portaria também estava sem monitoramento por imagem.

Troca de secretários
Quando o equipamento sumiu, em fevereiro de 2023, a Polícia Civil era chefiada por Fernando Albuquerque. O sumiço só foi percebido em junho, ainda na gestão dele. Na época, a Delegacia de Cargas abriu uma sindicância para apurar o sumiço.

As circunstâncias do desaparecimento continuaram sem resposta com o secretário de Polícia seguinte, José Renato Torres, que ficou um mês no cargo.

A Corregedoria entrou no caso em novembro, um mês depois do atual secretário de Polícia Civil, Marcos Amim, assumir.

Fonte: G1

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Segurança

Deputados aprovam fim das ‘saidinhas’ de presos em feriados; veja o que muda

por Redação 21 de março de 2024

Nesta quarta-feira (20), a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que elimina as chamadas “saidinhas” de presos durante feriados como Natal, Páscoa e Dia das Mães. Segundo a proposta, a permissão para saídas temporárias dos presídios será concedida apenas a detentos em regime semiaberto que estejam envolvidos em atividades de estudo ou que possuam emprego formal com carteira assinada. Agora, o texto aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor.

Os deputados decidiram manter as alterações feitas no Senado, que construiu um texto mais flexível do que o aprovado anteriormente pela Câmara. Segundo o relator da matéria, Guilherme Derrite (PL-SP), o texto foi mantido para “haver um ambiente favorável para a aprovação” no plenário.

A continuidade do benefício de sair do presídio para estudar ou trabalhar com carteira assinada será aplicada somente a presos do regime semiaberto que não tenham cometido crimes hediondos, violentos ou de grave ameaça.

O projeto de lei prevê ainda que o preso terá que fazer um exame criminológico para decidir se pode ou não mudar de regime na prisão, do fechado para o semiaberto, por exemplo. O texto diz que só terá direito a essa mudança quem se comportar bem na prisão, e isso precisa ser confirmado pelo diretor do lugar e pelos resultados desse exame.

Atualmente, a saída temporária é um benefício previsto no artigo 122 da Lei de Execuções Penais e se aplica aos condenados que estejam no regime semiaberto e já tenham cumprido um quarto da pena.

A tentativa de endurecer a lei tramita no Legislativo há mais de uma década, mas ganhou apelo após o assassinato do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Roger Dias por um presidiário que descumpria o prazo do benefício.

O PSOL expressou forte oposição ao projeto, destacando que apenas 5% dos presos retornam à prisão após as “saidinhas”, um índice considerado baixo. Os parlamentares do partido também argumentaram que apenas 1% dos detentos cometem novos crimes.

O relator do projeto é Guilherme Derrite (PL-SP), que se licenciou temporariamente do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para acompanhar a votação no Congresso, já que esta é uma das suas principais pautas legislativas. Ele também foi o relator da matéria quando a Câmara inicialmente aprovou a pauta, em 2022.

Saidinhas no DF
Nos últimos seis anos, 1.009 presos não retornaram das saidinhas no Distrito Federal, e 125 cometeram crimes durante o período de liberação temporária. No ano passado, até outubro, foram 201 detentos que não voltaram das saidinhas, sendo que o sistema carcerário do DF concedeu sete saídas especiais, com o total de 12,7 mil liberações de presos, nos dez primeiros meses do ano, segundo dados de levantamento exclusivo feito pelo R7 com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

Em números absolutos, de 2018 até outubro do ano passado, o sistema carcerário concedeu 79,2 mil liberações de detentos, sendo que um mesmo preso pode ter sido liberado mais de uma vez. 1,2% dos detentos não retornaram das liberações, e 0,1% cometeu algum crime durante as saidinhas no Distrito Federal.

Fonte: r7

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Segurança

BC comunica vazamento de dados cadastrais de 46 mil chaves Pix

por Redação 19 de março de 2024

Um total de 46.093 chaves Pix de clientes da Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) tiveram dados cadastrais vazados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Esse foi o sexto vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”. Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo da Phi Pagamentos ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Histórico

Esse foi o sexto incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto de 2021, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde.

Em janeiro de 2022, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. No mês seguinte, 2,1 mil clientes da Logbank pagamentos também tiveram dados expostos. Em setembro de 2022, dados de 137,3 mil chaves Pix da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) foram vazados. O caso mais recente ocorreu em setembro do ano passado, quando 238 chaves Pix da Phi Pagamentos foram expostas.

Em todos os casos, foram vazadas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC

Fonte: correiodopovo

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