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Segurança

Segurança

Com vetos derrubados, governo publica lei que acaba com saídas temporárias de presos

por Redação 13 de junho de 2024

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, promulgou os trechos da lei que acaba com as saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”, no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13). O texto havia sido vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um primeiro momento, mas os vetos foram derrubados pelo Congresso Nacional em maio.

Na prática, os trechos alteram artigos da Lei de Execução Penal, criada em 1984. Além da extinção das saídas para visitar a família, a nova redação da lei proíbe a liberação do detento para a realização de “atividades que concorram para o retorno ao convívio social”.

A saída temporária era um benefício previsto no artigo 122 na legislação, e se aplicava à maioria dos condenados em regime semiaberto que tivessem cumprido pelo menos um quarto da pena. A saidinha valia para datas comemorativas como Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal.

Decisão só vale para novos presos
A matéria ainda é tema de duas ações no STF (Supremo Tribunal Federal), que pedem a reversão da decisão dos parlamentares. O fim do benefício, contudo, só vale para novos detentos, conforme definiu o ministro do STF André Mendonça no fim do mês passado.

Por isso, nessa terça-feira (11), por exemplo, cerca de 35 mil presos foram liberados no estado de São Paulo. Esta é a segunda saída temporária do ano. Questionada, a Secretaria da Administração Penitenciária disse que apenas cumpre decisão judicial e quem determina as regras é o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Além disso, segundo o órgão, os juízes do Deecrim (Departamento Estadual de Execução Criminal) que cuidam das execuções de pena em regime semiaberto analisaram se os presos preenchiam os requisitos para essa saída temporária antes da extinção do benefício. Portanto, a saída de 11 de junho foi mantida. Conforme o órgão, a questão ainda será estudada, pois é preciso decidir se se trata de uma questão de direito material penal ou de direito processual.

Embate judicial
O ministro do STF Edson Fachin enviou ao plenário da Corte as ações que questionam a norma aprovada. Segundo ele, “a matéria apresentada ostenta evidente relevância e possui especial significado para a ordem social e para a segurança jurídica”, e por isso deve ser julgada por todos os ministros do Supremo.

Na decisão, o ministro solicitou, ainda, a manifestação e eventuais relatórios e informações do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no prazo de dez dias.

Em seguida, a Presidência da República e o Congresso Nacional terão dez dias para prestar informações. Posteriormente, a AGU (Advocacia-Geral da União) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) devem se manifestar no prazo de cinco dias.

Há duas ações sobre o tema no STF. Em uma, a Anacrim (Associação Nacional da Advocacia Criminal) alega que a norma viola garantias constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e sua vida privada, e fere direitos dos detentos ao restringir mecanismos que garantam a sua reintegração à sociedade.

A instituição aponta, ainda, que, ao barrar a saída temporária de presos, o Brasil violaria acordos como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Ambos preveem a garantia de tratamento humano, respeitoso e digno à população carcerária.

Fonte: r7

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Segurança

Suspeitos alugaram sala vizinha para ter acesso a cofre e furtar 100 armas de loja no DF

por Redação 12 de junho de 2024

Os suspeitos de furtarem 100 armas de uma loja de armamentos em Ceilândia, no Distrito Federal, alugaram a sala vizinha para terem acesso ao cofre do comércio. O furto aconteceu no último sábado (8), mas só foi notificado aos policiais nesta segunda-feira (10).

A partir da sala alugada, os suspeitos conseguiram fazer buracos na parede e acessar a loja de armamentos, segundo a Polícia Civil. Das 100 armas roubadas, 60 eram de grosso calibre. O dono da loja preferiu não se manifestar.

Ainda de acordo com as investigações, a loja não tem alarmes e as câmeras de segurança foram levadas pelos suspeitos. Por não ter um sistema em “nuvem” — que permite acesso às imagens pela internet —, a Polícia Civil não tem nenhuma imagem do crime.

O comércio foi fechado na sexta-feira (8), às 11h da manhã. Na segunda-feira, por volta das 8h20, a imobiliária proprietária do local informou que a loja havia sido arrombada, segundo os relatos.

A imobiliária informou que a loja ao lado do comércio roubado foi alugada há pouco tempo. A Polícia Civil já fez perícia no local e continua investigando o caso.

Em nota, o Exército afirma que a loja possui todas as licenças para comercializar armamentos e outros produtos controlados.

“Ressaltamos que a loja foi alvo de uma fiscalização durante a Operação Controle II, realizada no período de 3 a 7 de junho de 2024, e nenhuma irregularidade foi encontrada na ocasião. Nesta terça-feira (11), uma nova equipe de fiscalização foi enviada ao local para realizar uma nova inspeção adicional e demais diligências”, aponta a corporação.

Armas apreendidas
A quantidade de armas furtadas na loja em Ceilândia equivale a 75% da média mensal apreendida pela Polícia Militar no DF.

De janeiro ate 11 de junho deste ano, já foram apreendidas 728 armas na capital. Em todo o ano passado, a PM apreendeu quase 1,7 mil.

Fonte: G1

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SegurançaTecnologia

Android: bloqueio de celular roubado será liberado no Brasil; confira

por Redação 11 de junho de 2024

O Google anunciou, nesta terça-feira (11) que o Brasil será o primeiro país a testar uma nova função do Android que bloqueia celulares roubados com ajuda da inteligência artificial (IA). O recurso, apresentada inicialmente na conferência Google I/O, e será liberada em julho, em fase beta. O recurso identifica quando um celular é furtado, levando ao bloqueio automático da tela, evitando o acesso indevido a arquivos e aplicativos sensíveis. A novidade foi compartilhada durante o evento anual Google for Brasil, realizado em São Paulo. A seguir, confira mais detalhes.

Ainda no quesito segurança, a empresa também anunciou durante o evento que celulares Android no Brasil serão incluídos em um novo programa piloto do Google Play Protect. A ferramenta de segurança, que verifica apps em busca de vulnerabilidades e ameaças, bloqueará a instalação de aplicativos baixados de fontes alternativas e que exijam acesso a dados sensíveis.

O novo bloqueio por detecção de roubo poderá ser habilitado pelos usuários de celulares Android versão 10 ou superior no Brasil. O acesso em outros países será liberado gradualmente ainda neste ano. Além disso, o Google também oferece novidades para o bloqueio remoto do celular usando o Entro meu Dispositivo e um novo bloqueio do aparelho offline, sem conexão com a internet.

O Encontre meu Dispositivo já permite que o usuário bloqueie ou apague todos os dados de um celular perdido remotamente. A empresa percebeu, porém, que muitas pessoas não lembravam da senha da Conta Google para acessar o recurso após ficar sem o aparelho. Agora, por meio de uma página dedicada ao novo recurso “Bloqueio remoto” ( android.com/lock ), o Android vai permitir que o usuário faça o bloqueio da tela do dispositivo inserindo apenas o número do telefone e concluindo um rápido desafio de segurança por meio de qualquer dispositivo. A medida visa dar mais tempo para o usuário recuperar as informações da sua conta e acessar mais funções do recurso, como a localização do aparelho ou a exclusão de todo seu conteúdo.

Já o Bloqueio de dispositivo offline bloqueará automaticamente a tela do celular Android caso ele fique um longo período sem acesso à internet. Essa é uma forma de driblar o fato de que é comum que ladrões de celulares desconectem o aparelho da internet assim que cometem o crime.

O Google também lançou um site dedicado ( goo.gle/android-seguro ) que inclui um formulário para quem quiser ser notificado por e-mail quando os novos recursos de segurança estiverem disponíveis para o seu dispositivo.

Mais proteção contra apps suspeitos
O Google anunciou também a expansão de um programa piloto de proteção contra tentativas de fraudes ou golpes em celulares Android, com uma versão “aprimorada” do Google Play Protect, ferramenta que varre o aparelho em busca de ameaças de segurança e vulnerabilidades. A nova versão vai além e impede que sejam instalados nos dispositivos aplicativos que tenham sido baixados por meio de navegadores, apps de mensagens ou gerenciadores de arquivo. A ferramenta também cria uma barreira contra apps incluam permissões de acesso consideradas sensíveis, como de leitura de mensagens SMS, notificações e de acessibilidade (RECEIVE_SMS, READ_SMS, BIND_Notifications e Accessibility), usualmente exploradas indevidamente por fraudadores.

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Segurança

Homem dispara submetralhadora e mata duas pessoas em distribuidora bebidas de Almirante Tamandaré

por Redação 31 de maio de 2024

Duas pessoas, de 35 e 22 anos, morreram e outras quatro ficaram feridas após serem baleadas dentro de uma distribuidora de bebidas em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), segundo a Polícia Militar (PM).

O crime aconteceu na noite de quinta-feira (30), na Rua Antonio Johnson, no bairro Parque São Jorge. Dupla fugiu após a ação. Segundo a corporação, a suspeita é de que o atirador tenha usado uma submetralhadora .40 e que um dos mortos era o alvo dos criminosos.

Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que pessoas estavam no estabelecimento e, minutos depois, dois homens caminham em frente à distribuidora. Um deles saca a arma e atira contra as pessoas.

Um homem e uma mulher são atingidos e morrem no local. Outros clientes correm para se esconder.

Conforme o tenente Oliveira, o alvo, que morreu, seria conhecido na região e a suspeita é de que era um traficante de drogas.

Três pessoas foram levadas até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma encaminhada de ambulância em estado grave ao Hospital Cajuru.

A polícia faz buscas na região para localizar os suspeitos.

Fonte: G1

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Segurança

PF prende policiais, empresários e CACs suspeitos de vender armas para facções

por Redação 21 de maio de 2024

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (21) uma operação para cumprir 20 mandados de prisão e 33 de busca contra policiais militares da Bahia e Pernambuco, empresários e CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em vender armas e munições ilegais para facções. A operação, que contou com cerca de 300 policiais, foi realizada nos estados da Bahia, do Pernambuco e de Alagoas.

A Justiça decretou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, que vão responder pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, podendo pegar uma pena de até 35 anos de prisão. Três lojas que comercializavam armas de forma irregular também tiveram os bens bloqueados.

Nos municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), o Exército realizou uma fiscalização em outras lojas que comercializam armas, munições e acessórios. A Polícia Federal informou que continuará a apuração “na tentativa de elucidar a real amplitude da suposta organização criminosa, bem como identificar outros integrantes”.

Ainda de acordo com a polícia, a ação dá continuidade a uma operação realizada na Bahia contra o tráfico de armas na região. “Havia denúncias e informações sobre uma facção criminosa que tinha se instalado em Juazeiro e que estaria recebendo armas e munições para cometer delitos graves na região”, comentou o delegado regional de Polícia Judiciária da PF na Bahia, Rodrigo Motta.

A ação envolveu o apoio das Polícias Militares e Civis de Pernambuco e Bahia, além da Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Exército.

Outras operações
No último dia 17, a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão no Rio de Janeiro contra um policial militar, um policial civil e um advogado por tráfico de drogas e corrupção. Eles eram investigados por participar de um esquema de cobrança de propinas e desvio e comercialização de entorpecentes que funcionava dentro da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, descoberto em outubro do ano passado.

Em outubro de 2023, a “Operação Drake” da Polícia Federal prendeu quatro policiais civis e um advogado por tráfico de drogas e crime de corrupção. Na época, a ação, integrada com o serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, teve como alvo um caminhão carregado com 16 toneladas de maconha na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. O veículo foi interceptado por duas viaturas durante um trabalho de monitoramento.

Os policiais, responsáveis por autuar e prender os envolvidos, teriam negociado, por meio de um advogado, a liberação da carga de entorpecentes e a soltura do motorista. Quando o pagamento foi efetuado, três viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro escoltaram o caminhão até os acessos de Manguinhos, comunidade vinculada à principal facção criminosa do Rio de Janeiro. Em seguida, a carga de maconha foi descarregada pelos criminosos.

Fonte: r7

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Segurança

Mentor do sequestro de Anic era amante dela e a atraiu para um encontro no dia do crime, diz MPRJ

por Redação 21 de maio de 2024

Lourival Correa Netto Fadiga, preso, denunciado e réu por extorsão mediante sequestro no desaparecimento de Anic de Almeida Peixoto Herdy, era amante dela e a atraiu para um encontro no dia em que ela foi vista pela última vez, segundo afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Um novo inquérito foi aberto na 105ª DP (Petrópolis) para tentar localizar Anic.

“Ou ela está desaparecida ou efetivamente foi assassinada. A polícia não descarta nenhuma possibilidade, mas eu acredito que por conta dessa ambição e dessa impunidade, Anic possa ter perdido a vida”, declarou a delegada Cristiana Onorato Miguel.

A polícia diz ainda que ele se passava por policial federal para conseguir a confiança na família.

O affair
O relacionamento amoroso entre Lourival e Anic consta da denúncia do MPRJ, aceita pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Petrópolis. Com isso, Lourival, seus 2 filhos e outra amante dele se tornaram réus no caso.

Ainda de acordo com os promotores, Lourival usou o affair com Anic como pretexto para atraí-la até um encontro na Rua Teresa no dia 29 de fevereiro, “quando, então, a sequestrou e passou a exigir do marido o preço do resgate”.

O carro de Lourival foi filmado circulando na mesma região minutos depois de Anic ser vista pela última vez, a pé, em uma calçada.

Várias amantes
“Segundo apurado, o denunciado Lourival mantinha relacionamento simultâneo com várias mulheres, dentre elas a vítima Anic e Rebecca [ré no caso]”, emendou o MPRJ.

“A casa de Rebecca, era, portanto, frequentada assiduamente por Lourival, sendo certo, inclusive, que era para lá que ele estava indo, quando veio de Foz do Iguaçu e foi preso temporariamente”, lembra a denúncia.

O advogado da família de Anic nega a relação amorosa entre os dois e diz que a vítima não conseguiria ficar longe dos filhos.

3 anos de ‘confiança’
Lourival se aproximou dos Herdy há 3 anos, com pequenos serviços de informática, e ganhou a confiança da família ao se identificar como policial federal — o que é uma mentira.

“Passando-se por agente da lei, Lourival exercia a segurança pessoal dos membros da família, inclusive de Anic; instalava equipamentos eletrônicos na residência; pagava contas; e tinha acesso irrestrito aos cartões de crédito e contas bancárias de Benjamin [Herdy, marido de Anic]”, destacou o MPRJ.

Anic chegou a ir algumas vezes a passeio para Foz do Iguaçu, apenas com o Lourival, sem o marido.

Segundo a denúncia, Benjamin recebeu mensagens enviadas do aparelho de Anic com o aviso de que ela tinha sido sequestrada e que deveria juntar R$ 4,6 milhões para o resgate.

As instruções recebidas indicavam ainda que os Herdy não procurassem a polícia e deixassem as negociações com Lourival. Mas, segundo o MPRJ, já era o plano de Lourival em ação.

“Todo o dinheiro do resgate foi direcionado para Lourival, já que ele, em total manipulação de Benjamin, que nele confiava cegamente, indicou contas bancárias para as quais deveriam ser realizadas as transferências para pagamento do resgate”, diz a denúncia.

Benjamin fez, então, 40 transferências, no total de R$ 3.390.066,85, para aquisição de dólares. “Além disso, Benjamin sacou R$ 680 mil em espécie, pagando o restante do resgate em bitcoins”, descreve o MPRJ. À época, 1 bitcoin valia cerca de R$ 70 mil. Como faltavam R$ 530 mil, Benjamin pode ter comprado 8 bitcoins.

“Os beneficiários dos valores confirmaram que as transações foram feitas em razão de negócios efetivados com Lourival”, emenda.

“Ainda sem desconfiar de que estava sendo enganado por Lourival, Benjamin entregou os dólares e o dinheiro sacado a Lourival para que ele, no dia 11 de março, supostamente encontrasse os sequestradores e fizesse o pagamento do resgate”, diz o MPRJ.

Lourival disse que os sequestradores determinaram que o dinheiro fosse deixado numa lixeira na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes.

Mas no 11 de março o “segurança” dos Herdy foi com os filhos para a concessionária USA Star, onde desembolsou meio milhão de reais (em notas de R$ 200 guardadas numa mochila) por uma picape RAM 3500 Longhorn, comprada no nome da filha, Maria Luíza.

Ela ainda deu R$ 30 mil via Pix por uma moto Royal Enfield Classic Dark Stealth Black, também em seu nome.

O que dizem os denunciados
A defesa de Lourival disse que não foi formalmente notificada da acusação contra o cliente, e que só irá se manifestar diante do juiz. E afirmou que os fatos investigados são meramente especulativos e baseados em suposições.

O advogado dos filhos dele disse que está trabalhando para que tudo seja esclarecido.

Já os advogados de Rebecca disseram que confiam que a inocência dela será comprovada, e manifestaram preocupação com a forma como a prisão foi decretada.

Fonte: G1

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Segurança

Motorista de aplicativo é agredido por 2 homens em discussão de trânsito e leva até golpes de muleta

por Redação 20 de maio de 2024

Um motorista de aplicativo foi agredido por 2 homens durante uma discussão de trânsito na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O episódio foi gravado por uma câmera a bordo (veja acima).

A briga foi na tarde do último sábado (18), na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na pista sentido Zona Sul. José Fábio disse que um veículo preto em alta velocidade o ultrapassou e o fechou. Em resposta, José buzinou para o condutor, a fim de alertá-lo.

Segundo José, a viagem prosseguiu com mais fechadas — momento em que ele começou a gravar —, até que o carro parou bruscamente, obrigando-o a frear.

As imagens mostram o motorista do carro preto descendo e avançando contra José. É possível ouvir o som de socos e chutes na lataria. Um passageiro, deficiente físico e usando muletas, também desembarca e agride o motorista de aplicativo com os acessórios.

José ficou com ferimentos em um dos braços, além de danos no carro.

O caso foi registrado na 16ª DP (Barra) como lesão corporal e dano. José já passou por exame de corpo de delito e vai encaminhar as imagens para a delegacia. Os policiais estão tentando identificar os agressores.

Fonte: G1

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Segurança

Major Ronald ajudou a definir data e local do atentado contra Marielle, diz PGR: ‘Oportunidade para o homicídio’

por Redação 10 de maio de 2024

Foi de Ronald Paulo de Alves Pereira, o Major Ronald, encarregado de obter informações sobre a rotina de Marielle Franco, a dica de executar a vereadora na Região Central do Rio, no dia 14 de março de 2018, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ronald, diz a PGR, monitorou as redes sociais da vereadora e soube que ela participaria de um evento na Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos, e “encontrou a oportunidade para a execução do homicídio.”

Com a informação, Major Ronald telefonou para Edmilson “Macalé” – intermediário entre a “missão” da execução de Marielle e Ronnie Lessa – na manhã do dia do atentado, dando-lhe a notícia do fato. Segundo a PGR, em seguida, Macalé telefonou para Lessa para repassar a informação recebida.

O local fica longe do trajeto de chegada ou saída da Câmara de Vereadores, como, segundo a Polícia Federal, exigiu o delegado e ex-chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para evitar conotação política do crime.

“Em relação a Rivaldo Barbosa, Ronnie Lessa declarou que aceitou a empreitada homicida, pois os irmãos Brazão expressamente afirmaram que o então chefe da Divisão de Homicídios da PCERJ teria contribuído para preparação do crime, colaborando ativamente na construção do plano de execução e assegurando que não haveria atuação repressiva por parte da Polícia Civil. Ronnie pontuou que Rivaldo exigiu que o M.F. da S. não fosse executada em trajeto de deslocamento de ou para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pois tal fato destacaria a conotação política do homicídio, levando pressão às forças policiais para uma resposta eficiente”, diz a PF.

O texto está no relatório da Polícia Federal que baseou o pedido de prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Além de Rivaldo, foram presos os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de serem os mandantes.

Ronald Pereira e Robson Calixto Fonseca, o Peixe, foram denunciados, nesta quinta-feira (9), por envolvimento com supostos mandantes do crime. Ronald já cumpre pena por quatro homicídios e ocultação de cadáver. Ele foi um dos chefes da milícia na comunidade da Muzema.

Já Peixe era assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e segundo a denúncia da PGR, atuava pelo menos desde 2018 em atividades típicas de milícia em áreas controladas pelos irmãos Brazão. Segundo a investigação, Peixe fazia a ligação entre os irmãos Brazão e Lessa.

O que dizem os denunciados
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Robson Calixto ainda não tinha se manifestado.

Domingos Brazão

A defesa de Domingos Brazão foi informada, pela imprensa, sobre o oferecimento de denúncia relacionada ao homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes. A defesa constituída ainda não teve acesso à acusação e tampouco às colaborações, porém, ao julgar pelas notícias, a narrativa acusatória é uma hipótese inverossímil, que se ampara somente na narrativa do assassino confesso, sem apresentar provas que sustentem a versão do homicida.

Chiquinho Brazão

A defesa do Deputado Federal Chiquinho Brazão esclarece que ainda não teve acesso à Denúncia formulada pela PGR, como também ainda não conhece os termos das delações citadas no relatório da PF. Assim, ainda não é possível fazer um juízo de valor sobre as acusações.

Rivaldo Barbosa

Os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane afirmaram que causou estranheza à defesa esse tipo de procedimento porque, segundo a notícia, a denúncia teria sido apresentada no dia 7, mas fomos ao STF no dia 8, para protocolar pedido de revogação da prisão preventiva do Rivaldo Barbosa, e não existia informação nos autos sobre o protocolo de nenhuma peça da PGR. A defesa de Rivaldo Barbosa afirmou também que é estranho o fato de nenhum dos investigados terem sido ouvidos antes da denúncia da PGR, em total afronta a determinação judicial do STF, de oitiva dos investigados logo após a prisão. No caso específico do RIVALDO, a narrativa de um réu confesso de homicídio (Ronnie Lessa) parece mais importante do que o depoimento de um delegado de polícia com mais de 20 anos de excelentes serviços à segurança pública do RJ, que sequer teve a chance de expor sua versão sobre os fatos antes de ser denunciado. Sobre o mérito da acusação, os advogados informaram que irão se posicionar oportunamente, tão logo tenham acesso ao teor da denúncia.

Major Ronald

A defesa de Ronald Paulo Alves Pereira, capitaneada pelo escritório Igor de Carvalho, esclarece que foi surpreendida pela informação da inserção de seu cliente, como acusado, no processo que apura a morte da vereadora Marielle e de Anderson.

Sobretudo porque, após detida análise do relatório final da investigação, disponibilizado pelo Supremo Tribunal Federal, fica evidente que a própria Polícia Federal afirmou a total ausência de elementos que corroborassem as palavras do criminoso confesso e delator Ronnie Lessa, no tocante à participação do cliente deste escritório.

Portanto, causa elevada estranheza a conduta da Procuradoria Geral da República ao oferecer denúncia e requerer prisão, haja vista o pequeno prazo entre o término da longeva investigação (que concluiu inexistir provas contra Ronald) e a denúncia.

Ressalte-se que, assim que houver maiores informações acerca dos motivos que levaram a tal inusitada situação, posto que esse escritório ainda não teve acesso ao conteúdo do processo, a defesa trará à sociedade as provas que refutam tais infundadas acusações.

Fonte: G1

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Segurança

Pesquisa CNT mostra que 77% dos entrevistados são contrários às saídas temporárias de presos

por Redação 7 de maio de 2024

A pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) de opinião mostrou que 77,4% dos entrevistados são contrários às saídas temporárias, conhecidas como “saidinhas”, pois elas “permitem que condenados não retornem para a prisão e voltem a cometer crimes”. Isso significa que três em cada quatro pessoas que participaram são a favor do projeto que acaba com o benefício, que é centro de um impasse entre parlamentares e o Executivo. O estudo, que tem o nível de confiança de 95%, contou com a participação de 2.002 pessoas das cinco regiões do país. No dia 12 de abril, o presidente seguiu a recomendação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e vetou apenas o trecho que proíbe a saída dos detentos para visita à família, por inconstitucionalidade.

Ainda segundo o estudo, 19,8% dos entrevistados acham que o benefício deve ser mantido, pois é uma forma de incentivar o bom comportamento e a socialização dos detentos. Os dados mostram que 2,8% das pessoas consultadas não souberam ou não quiseram responder. As entrevistas aconteceram entre 1º a 5 de maio, e o estudo tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

As saídas temporárias são concedidas exclusivamente para presos do regime semiaberto que já tenham cumprido um sexto da penal total e que tenham bom comportamento. Atualmente, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais, o Brasil tem 118.328 detentos nessa situação. Desse total, nem todos estão aptos à “saidinha”.

Mais detalhes
O estudo mostrou que 77% dos homens e mulheres entrevistados são contra a saída temporárias, enquanto 20% de ambos os sexos se mostram a favor da manutenção do benefício. O cenário é o mesmo quando analisamos o quadro de idades, sendo a rejeição a permissão de liberação dos detentos maior entre pessoas entre a partir de 45 anos.

Com relação às regiões, os maiores índices contrários foram computados nas regiões Sul, Norte e Centro Oeste, com 80%. Porém, todos os índices se mostraram acima de 70%, com o Nordeste apresentando índices de 79% e o Sudeste com 75%.

Os dados também seguem a tendência de alta quando avaliamos a renda mensal dos entrevistados, com destaque para aqueles que informaram ganhar entre dois e cinco salários mínimos, e nível de escolaridade, com o maior índice sendo registrado no patamar de ensino médio completo.

Entenda
A extinção das saídas temporárias era o ponto central do projeto, que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional com folga. Há a expectativa de que os parlamentares analisem os vetos a partir da próxima semana, e a tendência é de derrubada. A medida ocorre sob o contexto de relação turbulenta entre Legislativo e Executivo, principalmente entre Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e Alexandre Padilha (ministro das Relações Institucionais, área responsável pela articulação política).

Lula sancionou o trecho que proíbe saída temporária para condenados por praticar crimes hediondos, com violência ou grave ameaça, a exemplo de estupro e homicídio. Durante a elaboração da matéria, o Congresso Nacional optou por proibir a saída para visita à família no mesmo dispositivo que veda a saída para atividades de convívio social. Diante disso, não foi possível vetar apenas o primeiro item. Dessa forma, o segundo item foi “arrastado” para o veto, uma vez que a Constituição Federal proíbe veto parcial em um mesmo dispositivo.

Para que o condenado obtenha o benefício, é necessário preencher os requisitos estabelecidos pela legislação, analisados por um juiz da execução penal. A medida não pode ser deferida sem a existência de um endereço fixo de pernoite do preso, bem como de mínimas garantias de retorno ao presídio. Ao todo, o país tem 336.340 presos no regime fechado.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, explicou que a proteção ao convívio familiar e à dignidade do preso está amplamente prevista em acordos, convenções e protocolos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Entre eles, a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas (1948), Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos das Nações Unidas (1966) e a Convenção Americana de Direitos Humanos (1969).

A saída temporária dos presos faz parte da Lei de Execução Penal, que entrou em vigor em 1984, após ter sido sancionada pelo general João Batista Figueiredo, último presidente da época da ditadura militar (1964-1985) no país. Na época, o então ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel, argumentou que o benefício constitui notáveis fatores para “atenuar o rigor da execução contínua da pena de prisão”.

Fonte: r7

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Segurança

Três presos rompem grade de ferro, escalam e fogem de delegacia no extremo sul da Bahia

por Redação 29 de abril de 2024

Três presos fugiram da delegacia de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, no domingo (28). A fuga foi percebida quando carcereiro fez a contagem dos custodiados.

Segundo a Polícia Civil, os homens romperam uma grade de ferro da área de banho de sol, escalaram e fugiram pela parte superior da estrutura.

A TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, apurou que os presos foram identificados como Ian Carlos Dias Merscher, Agamenon Silva do Espírito Santo e Mateus dos Santos Oliveira.

De acordo com a polícia, outros cinco custodiados da mesma unidade foram recambiados para o Conjunto Penal de Eunápolis.

Equipes da delegacia de Porto Seguro, com apoio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia (Coorpin/Eunápolis) procuram pelos fugitivos, que não foram encontrados até a última atualização desta reportagem.

A polícia informou que foi expedida guia pericial ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a carceragem da unidade. Laudos periciais vão colaborar para a apuração das circunstâncias da fuga.

Fonte: G1

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