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Segurança

Segurança

Avança no Congresso projeto que tira sigilo dos dados de pedófilos e predadores sexuais

por Redação 25 de abril de 2024

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) um projeto de lei que cria o Cadastro de Pedófilos e Predadores Sexuais. O Código Penal determina que os dados de réus condenados em primeira instância por crimes sexuais sejam mantidos em sigilo. O projeto de lei muda essa regra, permitindo a consulta pública do nome completo, CPF e tipificação penal do crime.

De acordo com o texto, todas as informações devem ser acessíveis por meio desse cadastro, estabelecido pelo projeto. Se o réu for absolvido após uma condenação em primeira instância, os dados voltam ao sigilo.

O projeto de lei é da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), mas recebeu um substitutivo do relator, senador Marcos Rogério (PL-RO). Ele fez ajustes no texto para enfatizar que a lei deve preservar o sigilo do processo, evitando que a exposição de detalhes do ocorrido e das provas prejudique e afete a dignidade da vítima. Assim, apenas as informações pertinentes ao réu condenado em primeira instância devem estar disponíveis na consulta processual.

O texto permite ao juiz manter os dados confidenciais quando julgar necessário. Foi estabelecido um período de dez anos após o cumprimento integral da pena para que as informações sejam mantidas públicas.

“Ao retirar o sigilo dos dados do réu após a condenação em primeira instância, promove mais transparência ao sistema de justiça e traz mais proteção à sociedade, que passará a ter mais instrumentos para acompanhar os casos e se proteger de potenciais agressores”, afirma o relator.

Com a aprovação na CCJ, a proposta vai à Câmara dos Deputados, se não houver recurso para a votação do texto no plenário.

Fonte: r7

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Segurança

Operação em 3 estados mira comércio de óleo de maconha para cigarros eletrônicos; 7 são presos

por Redação 24 de abril de 2024

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Distrito Federal iniciaram nesta quarta-feira (24) a Operação Refil Verde, contra o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes contra a saúde pública. Até a última atualização desta reportagem, 7 pessoas haviam sido presas nesses 3 estados, entre elas 3 influenciadoras.

Segundo as investigações, a quadrilha contrabandeava dos Estados Unidos óleo de maconha para cigarros eletrônicos, ou vapes. O entorpecente vinha envasado em potes de cera de depilação e chegava ao Brasil pelo Paraguai.

O grupo, para promover a venda das drogas, tentava atingir um público maior, alegando funções terapêuticas para os produtos.

A ação desta quarta é mais uma etapa da Operação Nárke, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.

O grupo criminoso mantinha websites e contas em redes sociais, onde anunciava “remédios para diversos tipos de doenças”. Profissionais de tecnologia da informação do Rio de Janeiro eram responsáveis pela construção das plataformas de comércio eletrônico. Um deles foi preso nesta quarta em Nova Iguaçu.

Para expandir as vendas, digital influencers de diversas partes do país foram contratadas para divulgar os produtos distribuídos pelo grupo. Três dessas influenciadoras digitais são do Distrito Federal e foram presas: Rhaynara Didoff, Letícia Susane Correia Castro e Elisa de Araújo Marden.

A organização criminosa abriu contas bancárias em nome de terceiros, utilizava empresas fantasmas e documentos falsos e aplicava tecnologia de deepfake para burlar a segurança de aplicativos bancários.

A rota da droga
O óleo de cannabis era comprado em grandes quantidades nos Estados Unidos. A carga ia para o Paraguai e entrava no Brasil por Foz do Iguaçu (PR). Já os itens à venda, como embalagens e refis, vinham da China já com a marca da loja.

O destino era São Paulo, onde os criminosos manipulavam o insumo e o evasavam em refis de cigarros eletrônicos e em frascos de canabidiol, por exemplo.

De acordo com as investigações, o bando misturava solventes e aromatizantes ao óleo de cannabis e dizia ter “diferentes genéticas de maconha” — mas a matéria-prima era a mesma.

Os chefes operavam o esquema remotamente do interior paulista e tinham várias camadas de proteção, a fim de evitar que se chegasse até eles.

Fonte: G1

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Segurança

Congresso analisa nesta quarta veto de Lula sobre lei que restringe ‘saidinha’ de presos

por Redação 24 de abril de 2024

Parlamentares realizam nesta quarta-feira (24) uma sessão do Congresso voltada à análise de vetos. Na pauta estão todas as 32 matérias barradas pela Presidência da República, mas o governo articula votar apenas os temas com consenso. Entre os temas que devem ser destacados, está o veto em relação ao projeto que restringe as saídas temporárias de presos.

A revogação das visitas familiares foi excluída do texto final por “inconstitucionalidade”. No Congresso, os deputados e senadores indicam a tendência de derrubar o veto sobre a lei da saidinha, contrariando o posicionamento do governo.

O foco dos congressistas, no entanto, está em recuperar os R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares barradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A liderança do governo insiste na derrubada parcial do veto às emendas, com defesa de liberação de R$ 3,6 bilhões.

A sessão foi marcada para um horário mais tarde que o habitual para viabilizar o acordo que está sendo costurado no Congresso. A negociação é para que o Senado aprove antes um projeto para a retomada do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (o antigo DPVAT).

Na prática, o que interessa ao governo é a emenda anexada a esse projeto prevendo a liberação de R$ 15 bilhões em créditos. Assim, o governo conseguiria verba para arcar com as emendas travadas pelo veto.

No entanto, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), sustenta que, mesmo com o montante, o governo não conseguiria pagar integralmente as emendas. Isso porque os R$ 15 bilhões do PL do seguro para veículos também seriam usados para minimizar a perda de receita em razão da prorrogação da desoneração da folha de pagamento e para arcar o Perse, programa emergencial voltado ao setor de eventos.

Parlamentares com quem o R7 conversou dizem que há espaço para R$ 5,6 bilhões em emendas e que haverá discussão para que governo conceda o valor total.

Outras negociações
Há 32 vetos presidenciais pendentes de análise, com 28 trancando a pauta, ou seja, precisam ser despachados com prioridade em relação a outros assuntos. O foco deve ficar em torno dos vetos à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual).

Para temas em consenso, há o acordo para votação por cédula, o que acelera o processo. Os demais temas com divergência serão destacados para votação individual.

Fonte: r7

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Segurança

Sistemas de reconhecimento facial são confiáveis? Como falhas recentes reacendem o debate sobre riscos

por Redação 22 de abril de 2024

O Fantástico deste domingo (21) mostrou o caso do personal trainer João Antônio Trindade Bastos, de 23 anos, preso por engano em um estádio de Sergipe após falha no sistema de reconhecimento facial. O erro grave, no entanto, não se trata de um caso isolado.

Na orla de Aracaju, há cinco meses foi realizada uma prévia carnavalesca com milhares de pessoas e todo o percurso dos trios foi monitorado por câmeras. No meio da multidão, estava a auxiliar administrativa Taislaine Santos, de 31 anos, que foi identificada pelo reconhecimento facial como foragida da Justiça.

A PM levou Taislaine na viatura. Ela contou ao Fantástico o que sentiu naquele dia: “Eu senti medo. Foi uma humilhação imensa, né? Milhares de pessoas estavam ali me vendo passar pela aquela situação. Foi muito constrangedor”, acrescentou.

Taislaine passou duas horas na delegacia, e precisou provar que não era a mulher que os policiais procuravam. “Eu acho sim que minha cor de pele influenciou com certeza na abordagem. Na forma como eu fui tratada”, lamentou.

Afinal, como o sistema funciona?
O sistema de reconhecimento facial analisa todas as características do rosto de uma pessoa. Nariz, boca, distância entre os olhos, o formato da mandíbula. Essas informações são processadas e viram um número de identificação digital, um algoritmo.

Especialistas criticam como estes programas são desenvolvidos. Nos EUA, por exemplo, uma pesquisa revelou que grandes algoritmos de reconhecimento facial erravam 34% a mais no caso de mulheres negras, em comparação com homens brancos.

“O nível de erro para homens brancos não chegava a 1%, né? Revelando exatamente como esses algoritmos são treinados majoritariamente com faces de pessoas brancas, o que faz com que esse algoritmo identifique mais facilmente rostos brancos do que rostos negros”, explicou Pablo Nunes, cientista político e coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

O especialista afirma que esses programas, como estão, podem resultar em grande efeitos negativos para a população negra.

Com as polêmicas recentes, o governo de Sergipe suspendeu o uso do sistema, e anunciou que vai revisar as abordagens, para evitar constrangimentos como a de Taislaine.

Pioneiros no Brasil
Bahia e Rio de Janeiro são pioneiros no sistema de reconhecimento facial. Os testes no estado nordestino começaram em 2019. Atualmente, cerca de 800 câmeras operam em 81 municípios 24 horas por dia: um investimento de R$ 87 milhões, que levou à prisão de 1.523 pessoas.

No Rio de Janeiro, a sirene apita no Centro de Comando da Polícia Militar toda vez que um suspeito é reconhecido pelas câmeras.

“Então o agente aqui, analista, ele vai clicar na imagem pra analisar onde foi e se a pessoa tem similaridade com a foto do banco de mandados de prisão”, explicou Major Agdan Miranda Fernandes, diretor de Infraestrutura e Tecnologia da PM-RJ.

Em Sergipe, os primeiros testes com as câmeras de reconhecimento facial começaram há um ano, em partidas de futebol e festas públicas. Desde então, a polícia prendeu 13 pessoas.

“A Secretaria de Segurança Pública aqui do estado de Sergipe criou a comissão e já está discutindo esse protocolo. E a ideia nossa é justamente essa, a gente diminuir, a gente acabar cada vez mais com a exposição do cidadão que está sendo abordado”, Ten. Cel José Luiz Ferreira dos Santos, relações-públicas da Polícia Militar.

Fonte: fantastico

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Segurança

Conselho do MJ recomenda uso de tornozeleira em casos de violência contra a mulher

por Redação 17 de abril de 2024

O CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária) publicou nesta quarta-feira (17) uma recomendação para que agressores envolvidos em casos de violência doméstica sejam monitorados eletronicamente. O órgão, ligado ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), também recomendou a disponibilização do “botão do pânico” para que as vítimas possam acionar as forças de segurança com rapidez. Segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais, 802 pessoas eram monitoradas eletronicamente por envolvimento em casos de violência doméstica entre julho e dezembro de 2023.

Segundo o CNPCP, a ação de monitoramento se enquadra nas diretrizes apresentadas no Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, além da previsão da estratégia na Lei Maria da Penha. Outro ponto do texto publicado hoje é que as Centrais de Monitoração Eletrônica devem priorizar o uso dos equipamentos em casos de violência familiar e doméstica.

A resolução também prevê que a decisão para a instalação da tornozeleira eletrônica deve conter a justificativa para a ação, o perímetro limite de circulação do monitorado e os horários de circulação e de recolhimento

Dados Nacionais
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, entre julho e dezembro de 2023, 802 pessoas eram monitoradas eletronicamente por envolvimento em casos de violência doméstica. Já o Mapa da Segurança do MJSP mostra que foram 1.443 mulheres morreram vítimas de feminicídio em todo 2023. Ou seja, o país terminou o ano com uma média de 3,95 mortes por dia.

Denúncias
Central de Atendimento à Mulher – 180

Polícia Militar – 190

Polícia Civil – 180

Fonte: r7

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Segurança

Senado deve votar nesta terça se posse e porte de qualquer quantidade de droga ilícita é crime

por Redação 16 de abril de 2024

O plenário do Senado começa a votar nesta terça-feira (16) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita. De autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta foi aprovada por ampla maioria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa e é vista como uma resposta ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

Antes de ser submetida à votação em primeiro turno, a proposta foi discutida em cinco sessões no plenário do Senado. Após a primeira votação, o texto ainda será debatido em mais duas sessões. Para que uma PEC seja aprovada, é necessário o apoio de pelo menos dois terços dos senadores (54 votos), após dois turnos de deliberação. A data da votação em segundo turno ainda não foi definida.

Segundo apurou o R7, isso vai depender do resultado da primeira votação. Se aprovado pelos senadores, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição o texto afirmando que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”.

Na CCJ, o relator, senador Efraim Filho (União-PB), incorporou uma emenda no texto para garantir que haja uma distinção clara entre traficantes e usuários de drogas. Ele acatou a sugestão do senador Rogério Marinho (PL-RN) de que essa diferenciação seja baseada nas circunstâncias específicas de cada caso. Quem vai determinar a diferença entre usuário e traficante é a polícia.

O parecer de Efraim também especifica que os usuários de drogas devem ter penas alternativas à prisão e receber tratamento para a dependência química. Nesses casos, a legislação atual já prevê medidas como advertências sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e participação em programas educativos, sem necessidade de prisão.

Especialistas divergem sobre texto da PEC
Em debate no plenário, nessa segunda-feira (15), especialistas e senadores divergiram sobre a proposta. Segundo a pesquisadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica da Universidade de São Paulo (USP) Camila Magalhães, o uso de drogas é um problema complexo, influenciado por diversos fatores. Portanto, ela considera inadequado que o sistema criminal seja o principal instrumento da política de drogas.

“São inúmeros os fatores relacionados ao aparecimento de problemas decorrentes do uso de drogas. Entre eles, por exemplo, estão o tipo e a qualidade da droga consumida; a quantidade e a frequência consumida, ou seja, quanto maior a quantidade, maior a frequência do uso de determinada substância, mais problemas o indivíduo vai ter; a idade de início, ou seja, quanto antes alguém começa a fazer uso de uma substância, antes ele vai ter dependência e outros problemas; fatores socioculturais do país também estão envolvidos, por exemplo, quanto maior a desigualdade social, mais as pessoas terão problemas com o uso de substâncias e dependência, assim como a qualidade da lei que regulamenta o uso”, afirmou.

Também contra a aprovação da PEC, o advogado e professor da UFMG Marcelo Leonardo, conselheiro do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), afirmou que a proposta é inconstitucional por violar o art. 5º, inciso X, da Constituição que diz: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

“O art. 5º é um dos núcleos duros da Constituição na questão do Estado democrático de direito. A tentativa de colocar no art. 5º algo que é restrição, quando o art. 5º cuida de direitos e garantias que devem ser ampliados, nos leva a sustentar a sua inconstitucionalidade. E isso permite pensar, se o Senado aprovar a PEC — diz o Presidente que pode ser, inicialmente, na sessão de amanhã [terça] —, nada permite pensar o contrário”, defendeu.

Já Ronaldo Laranjeira, médico e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), se posicionou favorável à aprovação da PEC 45/2023.

“Qual foi o impacto da legalização nos Estados Unidos? Nós já temos esses dados, não precisamos de mais pesquisas para entender qual foi o impacto dessa tentativa de paz com as drogas: 20% dos jovens nos Estados Unidos usando maconha, uma queda de 7% do quociente de inteligência pelo uso da maconha e um prejuízo da competitividade dos jovens pela diminuição da memória, pela diminuição da função executiva. Esse foi o impacto da paz com as drogas”, afirmou.

Na mesma linha, o presidente da Associação dos Psiquiatras da América Latina (Apal), Antônio Geraldo da Silva, defendeu que a aprovação da proposta vai “reduzir o sofrimento das famílias” e o “adoecimento mental do povo brasileiro”.

“Quando você aumenta a possibilidade de a pessoa ter acesso às drogas, você vai usar mais drogas, você vai diminuir a percepção de risco que é o uso da droga. Quando é proibido fica claro: isso é proibido, não pode, faz mal à saúde”, comentou.

STF discute sobre gramas de maconha
O porte de drogas para consumo próprio também está sendo analisado pelo STF. No entanto, um pedido de vista no último dia 6 fez com que o julgamento fosse suspenso. Até agora, cinco votos consideram inconstitucional criminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Rosa Weber (aposentada) e Luís Roberto Barroso concordam que ter até 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas é considerado consumo pessoal. O ministro Edson Fachin também considera inconstitucional, mas não especifica uma quantidade, pois acha que é responsabilidade do Legislativo determinar os limites.

Os outros três votos apoiam a regra da Lei de Drogas. Os ministros Cristiano Zanin e Nunes Marques estabelecem 25 gramas ou seis plantas fêmeas como quantidade para caracterizar o uso. André Mendonça define a quantidade como 10 gramas. Faltam os votos de Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Fonte: r7

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Segurança

Onda de crimes contra bancos e carros-fortes gera cobrança por aprovação da ‘Lei do Novo Cangaço’

por Redação 15 de abril de 2024

Os ataques a uma agência bancária e a três carros-fortes em três cidades diferentes no interior de São Paulo, registrados em uma única madrugada na última semana, reacenderam o debate entre parlamentares sobre a necessidade da aprovação da “Lei do Novo Cangaço”. Uma proposta que tipifica como crimes a intimidação violenta e o domínio de cidades está sendo analisada pelos senadores, e deputados pressionam pela rapidez na tramitação.

O texto, aprovado em 2022 na Câmara dos Deputados, ficou parado no Senado até este ano e recebeu parecer favorável na Comissão de Defesa da Democracia em março. No entanto, ainda precisa passar por debate e votação nas comissões de Segurança Pública e de Constituição, Justiça e Cidadania antes de ir ao plenário do Senado.

Autor da proposta, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) explica que apesar do apelido de “Lei do Novo Cangaço”, o nome jurídico para a prática é domínio de cidades, termo utilizado no texto. Ele defende a aprovação da legislação para garantir a aplicação de penas mais duras e exemplifica que, atualmente, criminosos que praticam esse tipo de ação são, em média, punidos com pena média de 8 a 10 anos. Com a nova lei, essa punição poderia ser quadruplicada.

Deputados membros da Comissão de Segurança Pública pressionam pela aprovação da lei no Congresso. “Os recentes incidentes na região de São Pedro e Piracicaba são um alerta para a urgência de medidas eficazes de combate ao Novo Cangaço. Não podemos permitir que esses criminosos continuem agindo impunemente. A votação rápida e eficiente da Lei do Novo Cangaço é fundamental para reforçar a segurança e proteger a população”, ressaltou o deputado Coronel Telhada (PP-SP).

Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) afirma que a futura lei vai “dotar as forças de segurança de instrumentos adequados para enfrentar essa realidade e impedir a continuidade desses crimes”.

“A segurança da população está em jogo, e não podemos deixar que interesses políticos ou burocráticos atrasem essa importante medida”, pressionou também o deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ).

No Senado
O texto chegou ao Senado em agosto de 2022, mas foi somente em fevereiro deste ano que houve um avanço real com a apresentação do parecer favorável ao projeto na Comissão de Defesa da Democracia. O relator da matéria, senador Fabiano Contarato (PT-ES), define o objetivo como “conveniente e oportuno”.

Agora, o projeto está nas mãos da Comissão de Segurança Pública, aguardando o parecer do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Antes de ir ao plenário, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) também deverá aprovar a matéria.

Entenda a proposta
Pela proposta, a intimidação violenta e o domínio de cidades são incluídos no Código Penal o que dá às práticas o status de crime. De acordo com Contarato, ambas as ações seriam “crimes considerados de gravidade acentuada, ou seja, aqueles delitos com grande potencial ofensivo, que causam substancial dano à coletividade”.

No caso de domínio de cidades, a prática passa a ser considerada crime hediondo, com penas variando entre 15 e 30 anos de reclusão e podendo ser aumentada em um terço, a depender dos agravantes. Caso haja morte, por exemplo, a punição pode chegar a 40 anos de prisão.

Já a intimidação violenta é definida como ato de depredação, saque ou destruição contra bens destinados a serviços públicos, para impedir ou atrapalhar a repressão de crimes. A pena prevista vai de 6 a 12 anos de reclusão, mas pode chegar a 24 anos caso haja morte durante a ação.

Fonte: r7

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Segurança

Lula veta parte do projeto de lei que acabaria com ‘saidinhas’ de presos

por Redação 12 de abril de 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na noite desta quinta-feira (11) um trecho do projeto de lei que acabaria com a maioria das “saidinhas” de presos no Brasil. A revogação das visitas familiares foi excluída do texto final por “inconstitucionalidade”. “Entendemos que a proibição de visita às famílias dos presos que já se encontram no regime semiaberto atenta contra valores fundamentais da Constituição — o princípio da dignidade da pessoa humana, o princípio da individualização da pena e a obrigação que tem o Estado de proteger a família”, disse mais cedo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que praticamente eliminava as chamadas “saidinhas” de presos durante festividades como Natal e Páscoa. Segundo a proposta, a permissão para saídas temporárias dos presídios seria concedida apenas a detentos em regime semiaberto que estivessem envolvidos em atividades de estudo ou que possuíssem emprego com carteira assinada.

Os deputados decidiram manter as alterações feitas no Senado, onde a proposta já havia passado. A Casa construiu um texto mais flexível do que o aprovado anteriormente pela Câmara. Segundo o relator da matéria, Guilherme Derrite (PL-SP), o conteúdo foi mantido para “haver um ambiente favorável para a aprovação” no plenário.

A continuidade do benefício de sair do presídio para estudar ou trabalhar com carteira assinada ocorrerá somente para presos do regime semiaberto que não tenham cometido crimes hediondos, violentos ou mediante grave ameaça. Esse trecho foi mantido por Lula.

O projeto prevê ainda que o preso terá que fazer um exame criminológico para decidir se pode ou não mudar de regime na prisão, do fechado para o semiaberto, por exemplo. O texto diz que só terá direito a essa mudança quem se comportar bem na detenção, e isso precisa ser confirmado pelo diretor do lugar e pelos resultados desse exame. Essa parte também foi sancionada.

A saída temporária é um benefício previsto no artigo 122 da Lei de Execuções Penais e se aplicava à maioria dos condenados em regime semiaberto que tivessem cumprido pelo menos um quarto da pena.

A tentativa de endurecer a lei tramita no Legislativo há mais de uma década, mas ganhou apelo após o assassinato do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Roger Dias por um presidiário que descumpria o prazo do benefício.

Fonte: r7

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Segurança

Em um ano, Ministério da Justiça recebe 9 mil denúncias e investiga 2,8 mil ameaças em escolas do país

por Redação 9 de abril de 2024

O Ministério da Justiça e Segurança Pública recebeu em um ano 9,4 mil denúncias, o que resulta numa média de 25,98 por dia, e investiga 2,8 mil casos de ameaça a escolas em todo o país. Os dados são de levantamento exclusivo feito pelo Estudantes Ensino Médio e apontam para a apreensão e prisão de 400 suspeitos envolvidos em atos e ameaças a instituições de ensino. A iniciativa foi criada em abril do ano passado, chamada Operação Escola Segura, e desde então foi contabilizado 12 tentativas de ataques em todo o Brasil.

Desde 2023, a pasta registrou 3,4 mil boletins de ocorrência e conduziu 1,6 mil pessoas às delegacias. Também foram cumpridos 381 mandados de busca e apreensão contra suspeitos.

A Operação Escola Segura atua com ações preventivas e repressivas e conta com a adesão das 27 unidades da federação. Na medida trabalham de forma integrada cerca de 51 chefes de delegacias de investigação e 89 chefes de agências de inteligência de Segurança Pública, como polícias Civis e Militar.

Ainda no ano passado, o programa lançou um edital de chamamento para escolher iniciativas de combate à violência escola, com investimento de R$ 150 milhões.

Ao R7, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que “está trabalhando firmemente para identificar os agressores e aqueles que são responsáveis por processo de radicalização de crianças e adolescentes infratores”.

“Embora seja um trabalho silencioso, tem sido cirúrgico na identificação e responsabilização dos infratores. Continuamos sempre vigilantes. O MJSP está realizando um trabalho incessante para identificar e responsabilizar essas pessoas. As equipes que acompanham esta temática foram reforçadas para atuar de maneira rápida junto aos estados”, afirmou.

Redes sociais
Segundo a pasta, a cooperação com as plataformas de internet melhorou neste um ano de Operação, ainda assim, o Ministério tem conversado com as empresas para aperfeiçoar “os canais de comunicação e identificar, o quanto antes, este tipo de criminoso”.

Apenas nas plataformas digitais, o Ministério solicitou informações de 1,5 conteúdos publicados nas redes, com 917 pedidos de remoções de posts e 446 pedidos de dados cadastrais das contas.

Relembre episódios de ataques

  • Abril de 2023: um homem invade uma creche particular em Blumenau (SC) e mata quatro crianças. O crime aconteceu na unidade de ensino Cantinho Bom Pastor.
  • Março de 2023: um aluno de 13 anos, de uma escola da zona Oeste de São Paulo, mata a facadas uma professora da instituição e deixa outros três professores e dois alunos feridos.
  • Novembro de 2022: um adolescente de 16 anos armado invade duas escolas em Aracruz (ES) e mata quatro pessoas a tiros. O crime deixou 11 pessoas feridas. O menino era filho de um policial e usava um símbolo da suástica no braço.
  • Outubro de 2022: um adolescente de 15 anos atira contra três menores em uma escola estadual de Sobral (CE). Ele foi apreendido com uma arma de fogo registrada no nome de um CAC (caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo).

Fonte: r7

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Segurança

Com esconderijos, recompensas e reféns, veja a cronologia da fuga de 50 dias do presídio de Mossoró

por Redação 5 de abril de 2024

Após 50 dias de buscas, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal recapturaram os dois homens que haviam fugido da penitenciária federal de Mossoró (RN). Rogério Mendonça, 35 anos, e Deibson Nascimento, 33 anos, foram encontrados nesta quinta-feira (4), em Marabá (PA), enquanto se preparavam para sair do país. A fuga aconteceu em 14 de fevereiro e foi a primeira desde a implementação do Sistema Penitenciário Federal no Brasil, em 2006.

A operação de recaptura dos fugitivos gerou um custo de pelo menos R$ 2,5 milhões para os cofres públicos, contando com uma megaestrutura que envolveu mais de 500 agentes de diversas forças de segurança, incluindo policiais militares, civis, federais e rodoviários federais.

Ao anunciar as recapturas, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que os fugitivos voltarão para a Penitenciária de Mossoró e que o presídio teve os equipamentos de segurança reformulados.

Lewandowski também classificou a recaptura como “uma vitória do Estado e das forças de segurança” e uma demonstração de que “o crime organizado em nosso país não será bem sucedido”.

50 dias de buscas
Durante as operações, as buscas foram concentradas nas cidades de Mossoró e Baraúna, localizadas na região onde está o presídio e que fazem divisa com o Ceará.

Em diversas ocasiões, os fugitivos invadiram residências e até mesmo mantiveram uma família como refém. Na ocasião, eles ficaram na casa da família por cerca de quatro horas, pediram comida e roubaram um celular. Em seguida, teriam deixado o local.

A investigação da Polícia Federal também revelou que uma facção criminosa esteve diretamente envolvida no auxílio à fuga dos fugitivos, chegando ao ponto de pagar R$ 5 mil ao proprietário de um sítio para que ele permitisse que os criminosos se escondessem na propriedade, no município de Baraúna.

No dia 27 de fevereiro, os fugitivos foram vistos em um vilarejo no Rio Grande do Norte, onde foram reconhecidos por moradores locais. Antes que as autoridades policiais pudessem agir, eles se retiraram para a mata. A Polícia Federal chegou a oferecer uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levassem à captura dos fugitivos.

Como foi a fuga
A fuga aconteceu entre 3h e 4h de 14 de fevereiro. Os dois presos escaparam pela luminária da cela e tiveram acesso a ferramentas usadas na reforma da penitenciária.

Na época, Lewandowski avaliou que “uma série de fatores” contribuíram para a fuga, entre falhas de construção da estrutura prisional e falta de funcionamento de câmeras. Para o ministro, o fato de a ação dos criminosos ter ocorrido na madrugada da terça de Carnaval para a Quarta de Cinzas também pode ter facilitado a operação, porque as “pessoas costumam estar mais relaxadas” nesse período.

A luminária e a área ao redor não estavam protegidas por uma laje de concreto, mas, sim, por um trabalho simples de alvenaria. Um problema adicional diz respeito à construção e ao projeto da penitenciária.

Quando os fugitivos saíram pela luminária, entraram em um espaço chamado de shaft (um vão interno para passagem de tubulações e instalações elétricas), onde são feitas as manutenções do presídio, contendo máquinas, tubulações e fiação.

Foi por meio do shaft que eles conseguiram ter acesso ao teto do presídio, onde também não havia nenhuma laje, grade ou sistema de proteção.

Após a fuga, Lewandowski anunciou medidas que incluem a construção de muralhas e a implementação de sistemas de videomonitoramento com reconhecimento facial em todos os cinco presídios federais do país.

O Ministério da Justiça também investigou a possibilidade de servidores terem sido cooptados para facilitar a fuga, mas essa hipótese foi descartada após a investigação. No entanto, foi reconhecido que houve falhas nos procedimentos de segurança dentro do sistema carcerário.

Ao todo, foram instaurados três processos administrativos disciplinares envolvendo dez servidores. Outros 17 servidores assinaram termos de ajustamento de conduta, se comprometendo com uma série de medidas, como passar por cursos de reciclagem.

Presídio de Mossoró
A penitenciária de Mossoró tem área total de 12,3 mil m². Segundo o Ministério da Justiça, os custodiados ficam em celas individuais, equipadas com dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. Não há tomadas nem equipamentos eletrônicos.

Dentro das penitenciárias federais, há unidades básicas de saúde, e todos os atendimentos básicos são realizados pela equipe de especialistas e técnicos dos locais. Também há parlatórios para o atendimento de advogados e salas de videoconferência para participação em audiências judiciais.

Para ser transferido para o sistema penitenciário federal, os presos precisam ter:

  • cargo de liderança ou cometer crime que ponha em risco a integridade física no presídio comum;
  • integrar quadrilha envolvida em crimes com violência ou grave ameaça;
  • ser réus colaboradores ou delatores premiados com risco à integridade física; ou
  • estar envolvidos em fugas, violência ou grave indisciplina no presídio de origem.

A unidade em Mossoró abriga 68 detentos, sendo o segundo menor quantitativo de uma penitenciária federal, atrás apenas da de Brasília (DF).

Quem são os presos recapturados
Deibson e Rogério entraram para a história como os primeiros detentos a fugir de uma prisão de segurança máxima no sistema prisional federal.

Segundo investigações do Ministério Público, eles têm ligações com o Comando Vermelho (CV) no Acre. Juntos, acumulam penas que somam 155 anos de prisão. As fichas criminais deles incluem delitos como tráfico de drogas, roubo, assalto à mão armada, homicídio e latrocínio.

Fonte: r7

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