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Segurança

Fugitivos da penitenciária federal de Mossoró são presos

por Redação 4 de abril de 2024

Os dois foragidos da penitenciária federal de Mossoró (RN) foram capturados nesta quinta-feira (4), 50 dias após a fuga. Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33, foram encontrados em Marabá (PA) em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Eles tinham escapado do presídio na madrugada de 14 de fevereiro. A fuga foi a primeira desde a implementação do Sistema Penitenciário Federal no Brasil, em 2006.

Segundo a PRF, além de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, quatro pessoas foram presas. A corporação informou, ainda, que apreendeu um fuzil com os foragidos do presídio de Mossoró.

A busca pelos detentos envolveu pelo menos 600 agentes. Desde que escaparam da penitenciária, Rogério e Deibson tinham sido vistos em diversas ocasiões. Dois dias após a fuga, os homens teriam feito uma família de refém, na zona rural de Mossoró. Neste dia, a polícia também encontrou pegadas, calçados, roupas, lençóis e uma corda, além de uma camiseta do uniforme da penitenciária, em uma área de mata.

A força-tarefa dedicada à captura encontrou, em 25 de fevereiro, um possível esconderijo onde os fugitivos permaneceram por alguns dias, próximo à prisão. Foram descobertas um facão, uma lona e várias embalagens de comida no local.

Em 27 de fevereiro, os fugitivos foram avistados em um vilarejo no Rio Grande do Norte, onde foram reconhecidos pelos moradores locais. Antes que a polícia pudesse intervir, eles retornaram para a mata. Uma recompensa de R$ 30 mil chegou a ser oferecida pela Polícia Federal por informações que levassem à captura dos foragidos.

Suspeitos de auxiliarem na fuga
Três indivíduos foram detidos em flagrante sob suspeita de auxiliar na fuga de detentos da penitenciária de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte. As prisões ocorreram na fronteira entre o Rio Grande do Norte e o Ceará em 22 de fevereiro.

Além das detenções, foram apreendidas armas, drogas, munições e um veículo suspeito de ter sido usado para fornecer armas aos criminosos durante a fuga.

Além desses suspeitos, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre prendeu o irmão de um dos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró. Ele tinha mandado de prisão aberto por roubo e participação em organização criminosa.

Outro homem, suspeito de colaborar com os fugitivos, foi preso em 26 de fevereiro. Identificado como Ronaildo da Silva Fernandes, ele é proprietário de um sítio em Baraúna, na divisão do Rio Grande do Norte com o Ceará. Fernandes teria recebido R$ 5 mil para abrigar os fugitivos por oito dias. Os fugitivos, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, escaparam da penitenciária de segurança máxima em 14 de fevereiro.

Primeira fuga da história em penitenciária federal
A fuga é a primeira desde a implementação do SPF (Sistema Penitenciário Federal) no Brasil, em 2006. Os detentos tiveram acesso a ferramentas usadas na reforma pela qual a unidade passa. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, uma “série de fatores” levou à fuga, como falhas de construção da estrutura prisional e falta de funcionamento de câmeras e lâmpadas.

Os dois presos fugiram pela luminária que ficava em uma parede lateral da cela. Depois de atravessar a abertura, os fugitivos escalaram o shaft — vão interno para passagem de tubulações e instalações elétricas — até o teto, onde quebraram uma grade metálica e chegaram ao telhado da prisão.

“Em vez de a luminária e o entorno estarem protegidos por laje de concreto, estava fechada por um simples trabalho comum de alvenaria. Outro problema diz respeito à técnica construtiva e ao projeto. Quando os fugitivos saíram pela luminária, entraram naquilo que se chama de shaft, onde se faz a manutenção do presídio, com máquinas, tubulações e fiação”, explicou o ministro em entrevista.

Os fugitivos teriam conseguido alcançar, por meio do shaft, o teto do sistema prisional, onde também não havia nenhuma laje, grade ou sistema de proteção. “É uma questão de projeto. Quem fez deveria ter imaginado que a proteção deveria ter sido mais eficiente”, avaliou o ministro.

Para Lewandowski, o fato de a ação dos criminosos ter ocorrido na madrugada da terça de Carnaval para a Quarta de Cinzas pode ter facilitado a operação, porque as “pessoas costumam estar mais relaxadas” nesse período.

Estrutura da penitenciária
A penitenciária de Mossoró tem área total de 12,3 mil m². Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os custodiados ficam em celas individuais, equipadas com dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. Não há tomadas nem equipamentos eletrônicos.

Dentro das penitenciárias federais, há unidades básicas de saúde, e todos os atendimentos básicos são realizados pela equipe de especialistas e técnicos dos locais. Também há parlatórios para o atendimento de advogados e salas de videoconferência para participação em audiências judiciais.

Para ser transferido para o sistema penitenciário federal, os presos precisam ter cargo de liderança ou cometer crime que ponha em risco a integridade física no presídio comum; integrar quadrilha envolvida em crimes com violência ou grave ameaça; ser réus colaboradores ou delatores premiados com risco à integridade física; ou estar envolvidos em fugas, violência ou grave indisciplina no presídio de origem.

Fonte: r7

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Segurança

População carcerária aumenta 21% em 7 anos no país e termina 2023 com mais de 852 mil pessoas

por Redação 2 de abril de 2024

A população carcerária brasileira cresceu 21% entre 2017 e 2023, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Penais. No final do ano passado, mais de 852 mil pessoas cumpriam penas ou aguardavam decisão judicial, contra as 704.245 registradas há sete anos.

O sistema é mantido pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e mostra que 650.822 indivíduos estão em celas físicas e 201.188 estão em prisão domiciliar, com ou sem o monitoramento eletrônico. A maioria da população é formada por homens negros, de 35 a 45 anos.

No final do ano passado:

  • mais de 183 mil pessoas cumpriam pena por tráfico de drogas;
  • cerca de 116 mil pessoas cumpriam pena por roubo qualificado (forma mais grave do crime, quando há violência, agressão ou ameaça); e
  • 62,9 mil pessoas cumpriam pena por roubo simples.

Outros crimes ligados a estes delitos também figuram nas primeiras posições do ranking, como associação ao tráfico, furto qualificado, receptação, posse de arma de fogo.

A maioria dos indivíduos cumpria pena de 8 a 15 anos no final de 2023. Os dados também identificam que mais de 18 mil pessoas estão cumprindo 30 a 50 anos; 6 mil com sentenças de 50 a 100 anos; e 1.741 estão com penas maiores de 100 anos.

Um preso que se encaixa no último grupo é o chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que cumpre uma sentença de mais de 300 anos por diversos crimes.

A maioria da população carcerária não concluiu o ensino fundamental. As informações coletadas também apontam que 17.696 pessoas não sabem ler ou escrever. Porém, cerca de 124.284 fazem cursos para completar a educação básica, ou seja, a alfabetização até o ensino médio.

Fonte: r7

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Segurança

Ministério da Justiça prorroga permanência da Força Nacional no Rio de Janeiro e na Amazônia Legal

por Redação 1 de abril de 2024

O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) prorrogou a atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro e na área que corresponde a Amazônia Legal. No primeiro caso, os agentes vão atuar juntamente com forças de segurança estaduais para garantir a preservação da ordem pública por mais 30 dias. No segundo caso, a equipe vai auxiliar no combate a incêndios florestais na região até o fim deste ano. As duas portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º).

A Amazônia Legal abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Segundo a portaria, os agentes vão auxiliar nas fiscalizações de possíveis crimes ambientais, como o desmatamento e incêndios ilegais, e também na preservação da ordem pública e segurança da população dessas regiões.

Já no Rio de Janeiro, o foco do Força Nacional será auxiliar o governo estadual no combate ao crime para preservar a segurança dos moradores, além do patrimônio público. Em ambos os casos, o contingente de agentes será definido de acordo com o planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do MJSP.

Fonte: r7

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Segurança

Sorteio de fuzil, pistola e revólver: Homem é preso em SP por criar rifas para vender armas ilegalmente

por Redação 28 de março de 2024

Um homem foi preso nesta quarta-feira (27) suspeito de criar um esquema de venda ilegal de armas por meio de rifas.

Segundo a polícia, o rapaz usava aplicativos de mensagens pra divulgar os sorteios. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diferentes endereços em São Paulo.

Em um dos locais, os agentes encontraram três pistolas, munição, quase 200 cartelas de rifa preenchidas, além de um celular com comprovantes das transferências por pix.

As rifas especificavam o que está sendo sorteado. Em uma delas, estava destacado o modelo do fuzil que seria sorteado.

O esquema também ofertava televisão, aparelho celular e moto.

Fonte: G1

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Segurança

Empresário suspeito de cortar corda de trabalhador em prédio tentou se esconder

por Redação 27 de março de 2024

O empresário, de 41 anos, suspeito de cortar a corda de um trabalhador, que realizava a limpeza da fachada do prédio, também teria ameaçado outros funcionários que atuavam no local e tentou se esconder da polícia. De acordo com o Boletim de Ocorrência, outras testemunhas sofreram ameaças caso não parassem de realizar o trabalho de higienização, no condomínio localizado no bairro Água Verde, em Curitiba.

Após as ameaças, o empresário pegou uma faca e cortou a corda de um dos trabalhadores. Devido a um dispositivo de segurança, a vítima não caiu de uma altura de aproximadamente 20 metros.

Logo após o fato, os trabalhadores acionaram a polícia e informaram que o suspeito seria o morador da cobertura, no 27º andar. No local, os agentes encontraram uma empregada doméstica, que no primeiro momento teria negado que o empresário estivesse no imóvel. Entretanto, o suspeito foi encontrado escondido em um quarto, após os policiais arrombarem uma porta.

A faca utilizada no ato foi encontrada na varanda do imóvel. Tanto o empresário como a empregada foram encaminhados para a delegacia.

Empregada é liberada e empresário preso após confusão em prédio
Na sede policial, o delegado ouviu o suspeito e testemunhas. Durante a sessão, o empresário preferiu ficar em silêncio e não repassou detalhes sobre a motivação do ato. Com as provas, o delegado decretou a prisão preventiva do empresário, que foi transferido para a Cadeia Pública de Curitiba.

Já a empregada, que teria tentado atrapalhar os trabalhos dos policiais, foi liberada.

Fonte: ric

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Segurança

PEC das drogas deve ser votada no plenário do Senado após a Páscoa

por Redação 27 de março de 2024

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta terça-feira (26) que a PEC (proposta de emenda à Constituição) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita deve ser votada no plenário após o feriado da Páscoa. O texto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa, em um momento em que o Parlamento busca responder ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

“Estamos contando o prazo de cinco sessões de discussão. Amanhã temos mais uma sessão de discussão da PEC 45, e, finalizado o prazo de cinco dias, aí fica apta a ser apreciada no plenário. Acredito que após o feriado da Semana Santa nós já tenhamos condições de apreciar em primeiro turno a proposta de emenda à Constituição”, detalhou Pacheco.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição o texto afirmando que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”.

Pacheco é o autor do texto e tem defendido a aprovação da proposta, com consequências legais para quem porta drogas no Brasil.

Como o texto altera a Constituição, ele precisa ser discutido em cinco sessões no Senado antes da primeira votação. Depois disso, serão mais três sessões de discussão antes da votação. em segundo turno. Para ser aprovada, ela precisa do apoio de pelo menos dois terços dos senadores em ambas as votações, o que equivale a 54 votos. Se aprovado, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.

Fonte: r7

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Segurança

Rivaldo Barbosa é o 4º ex-chefe da Polícia Civil do Rio preso em menos de 20 anos

por Redação 26 de março de 2024

Acusado pela Polícia Federal de envolvimento no planejamento da morte da vereadora Marielle Franco, o delegado Rivaldo Barbosa é o quarto ex-chefe da Polícia Civil preso nos últimos 16 anos.

No domingo (24), Rivaldo foi detido em casa, no Rio de Janeiro, durante a operação que também prendeu os acusados de serem os mandantes do crime: os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão.

Segundo o inquérito da PF, o ex-chefe da Polícia Civil também fez um acordo com a dupla que garantia o não avanço das investigações. O delegado Giníton Lages — primeiro a ficar à frente das investigações do caso Marielle na Divisão de Homicídios — e o comissário Marco Antônio Barros também são investigados por atrapalhar as investigações.

Além de Giníton e Marco Antônio, a esposa de Rivaldo, Érica Andrade, foi alvo de buscas e teve que entregar à PF o passaporte.

Os servidores também serão investigados pela Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública e podem ser expulsos ao final do procedimento apuratório.

Relembre outros ex-chefes da Polícia Civil presos

Em 2008, Álvaro Lins acabou preso quando exercia o cargo de deputado estadual. Lins teve o mandato cassado após ser acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Ele foi apontado como responsável por um esquema de recebimento de propina e envolvimento com o jogo do bicho.

Também foi preso na mesma operação, em 2008, o delegado Ricardo Hallak, que substituiu Lins na chefia da Polícia Civil. Hallak morreu em 2023.

Em 2022, Allan Turnowski foi preso em uma operação do Ministério Público Estadual por suspeita de envolvimento com o jogo do bicho. Inclusive, foi acusado de estar envolvido em um plano para matar o contraventor Rogério Andrade. Na ocasião, ele pretendia disputar as Eleições como candidato a deputado federal. Ele foi solto no mesmo por ano por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: r7

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Segurança

Plano para matar Marielle teve truque em geolocalização, consulta ao Serasa e carro guinchado, diz PF

por Redação 26 de março de 2024

As investigações da Polícia Federal sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes mostram que programas de consulta a dados cadastrais no Serasa foram usados para obter informações sobre a vereadora. Consta também que o carro que seria usado no crime foi guinchado e levado a um depósito, o que obrigou os suspeitos a conseguir outro veículo.

O relatório final da corporação tem 479 páginas e aponta que o crime foi motivado pela atuação de Marielle contrária a novos loteamentos situados em áreas de milícia.

Dados cadastrais no Serasa
Segundo o documento, Ronnie Lessa fez levantamentos sobre Marielle em 12 de março de 2018, dois dias antes do crime, em um programa que permite a consulta a dados cadastrais do Serasa Experian.

“[O] serviço [é] concebido para auxiliar comerciantes e financeiras na validação de dados de clientes, mas que, inevitavelmente, é usado por criminosos para levantar dados pessoais de vítimas no planejamento de ações criminosas”, explica o relatório.

“As contas por meio das quais foram realizadas as pesquisas foram vinculadas a Ronnie Lessa na percuciente análise das anotações colhidas em sua residência, na ocasião da deflagração da Operação Lume, pelo fato de sua conta de e-mail estar atrelada à conta de usuário que realizou a pesquisa, assim como deste ter realizado os pagamentos para a manutenção da conta por meio de seus cartões de crédito”, diz a corporação.

A empresa responsável pelo programa afirma que, por meio de informações públicas, consegue fornecer serviços de “consulta completa CPF”, “consulta completa CNPJ”, “endereços por CPF/CNPJ”, “endereço por telefone”, entre outros.

Geolocalização
Outro ponto observado pela investigação é que a geolocalização dos celulares de Élcio de Queiroz e Lessa foi desligada horas antes da emboscada. Segundo a PM, o ex-policial militar tinha o hábito de permanecer conectado até as 23h, mas em 14 de março de 2018, dia do crime, a conexão foi encerrada às 16:23h e só foi retomada após as 22h.

“Além disso, a ausência de conexão foi percebida […] nos dias 1º, 2º, 7 e 14 de fevereiro de 2018, ocasiões em que foi constatada […] que a vereadora estava sendo alvo de vigilância pelos seus algozes.”

A atitude estranha também foi observada no telefone de Élcio. Segundo o relatório, o ex-policial militar chegou na residência de Ronnie Lessa às 16:59 e, “partir de então, não houve deslocamento físico do aparelho até as 22:11h do mesmo dia, o que seria compatível com o interstício que compreende o deslocamento até a Tijuca, a campana na Casa das Pretas, a execução na Rua Joaquim Palhares e o retorno à Barra da Tijuca”, explica o documento.

Pássaros
Uma das ligações encontradas entre o suposto mandante do crime, o deputado federal Chiquinho Brazão, e o sargento reformado da Polícia Militar, Edmilson Macalé, é a criação de pássaros.

O documento da PF mostra que os dois eram entusiastas do hobby, com postagens nas redes sociais, e frequentavam o mesmo lugar, uma chácara localizada em frente ao haras da família Brazão.

Em depoimento, a proprietária do local contou que o marido construiu um local de convivência na propriedade, com churrasqueira e mesas de sinuca. Os interessados na criação dos pássaros passaram a frequentar as instalações.

Um fato ressaltado no documento é que Macalé estava com duas gaiolas de passarinho quando foi surpreendido por tiros em 2021. O sargento reformado resistiu aos disparos e faleceu no local.

Haras Brazão
A propriedade da família também é um ponto central nas investigações. O relatório afirma que os irmãos Brazão apresentaram diversas solicitações ao governo local para que empresas públicas, concessionárias e demais órgãos promovessem melhorias na urbanização de ruas que circundam e dão acesso à propriedade e aos futuros locais de interesse mencionados por Ronnie Lessa em sua delação.

Além disso, a área do haras seria beneficiada pelo do projeto de Lei Complementar de n.º 188/2018, de autoria de Chiquinho Brazão. O texto previa o ordenamento territorial de “162 bairros de todo o Rio de Janeiro, incluídas áreas de preservação ambiental e lotes sequer ocupados, o que seria um incentivo à especulação imobiliária de áreas dominadas por milícias, por exemplo, seria de grande valia para a área de interesse, ante a constatação, por laudo pericial, da inexistência de construções no local”, concluiu a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat ao considerar o texto inconstitucional.

No seu segundo artigo, a lei complementar estabelecia que “o terreno objeto de parcelamento ou uso e ocupação do solo deverá, para sua regularização, ter frente para logradouro público [uma rua, um endereço de espaço público]”. O relatório deixa claro que a propriedade está localizada de frente à rua Comandante Luiz Souto.

Carro guinchado
A investigação mostrou que o ex-bombeiro Maxwell Simões, conhecido como Suel, e Lessa tinham outro veículo para utilizar não só para o crime contra a vereadora, mas também em outra morte “encomendada”.

Porém, enquanto Lessa testava o armamento, o carro foi guinchado por estacionamento irregular. A PF disse que o veículo não poderia ser recuperado por se tratar de um carro clonado.

Fonte: r7

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Segurança

STF forma maioria para manter prisão dos suspeitos de planejar e mandar matar Marielle

por Redação 25 de março de 2024

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira (25) para manter a prisão do trio suspeito de planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes. O julgamento envolve os cinco ministros da Primeira Turma do Supremo.

O ministro Alexandre de Moraes apresentou o voto logo depois da 0h e foi seguido por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Resta o voto de Luiz Fux, que tem até as 23h59 desta segunda para dizer se acompanha ou não a decisão de Moraes.

No julgamento virtual, não há discussão. Os ministros votam por meio do sistema eletrônico da Corte. Se houver um pedido de vista, a sessão será suspensa. Caso ocorra um pedido de destaque, o julgamento será reiniciado no plenário físico.

Os suspeitos são o deputado federal Chiquinho Brazão; o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; e o delegado da Polícia Civil no estado Rivaldo Barbosa.

O trio foi preso na manhã desse domingo (24), em uma operação da Polícia Federal, com participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa passaram por audiência de custódia, conduzida pelo magistrado instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, desembargador Airton Vieira, na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. As prisões foram mantidas, e os presos foram transferidos para um presídio federal, no Distrito Federal.

Além das três prisões preventivas, foram determinadas as seguintes diligências:

  • busca e apreensão domiciliar e pessoal;
  • bloqueio de bens;
  • afastamento das funções públicas;
  • outras cautelares diversas da prisão (tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaporte, suspensão de porte de armas), e
  • apresentação perante o juízo da execução no Rio de janeiro.

Fonte: r7

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Segurança

Máquina de fazer cigarro que mede 6 m e pesa mais de 5 t é furtada de dentro da Cidade da Polícia

por Redação 21 de março de 2024

Uma máquina de produzir cigarros do tamanho de um caminhão desapareceu de um dos locais que deveriam ser os mais seguros do Rio de Janeiro: a Cidade da Polícia – o centro de comando da Polícia Civil no estado.

O equipamento, que tem mais de 6 metros de comprimento, quase 2 metros de altura e pesa mais de 5 toneladas, foi levado na calada da noite – e a polícia só descobriu que a máquina sumiu quatro meses depois, como mostrou, com exclusividade, o RJ2 nesta quarta-feira (20).

Funcionam na Cidade da Polícia 15 delegacias especializadas – órgãos ligados à chefia da corporação – e trabalham mais de três mil agentes.

A máquina estava guardada num galpão onde fica o depósito de bens apreendidos da Delegacia de Cargas, que fica nos fundos do complexo.

O equipamento havia sido apreendido numa operação realizada em julho de 2022, em uma ação de outra unidade, o Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro.

A investigação era contra um grupo que mantinha 23 paraguaios e um brasileiro em situação análoga à escravidão. Os trabalhadores eram obrigados a trabalhar numa fábrica clandestina de cigarros, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Não recebiam salário e eram impedidos de sair da fábrica.

2,5 mil cigarros por minuto
Todo o material apreendido, entre eles, a máquina modelo MK8 PA7, usada na fabricação dos cigarros, foi levado para ser guardado com a Delegacia de Cargas. Um equipamento valioso à indústria do cigarro, capaz de produzir 2,5 mil cigarros por minuto.

A máquina ficou bem guardada lá por pouco mais de sete meses. Por determinação da 3ª Vara do Trabalho de Caxias, onde tramita o processo, ela foi vendida em um leilão. Parte do valor da venda seria revertido para projetos sociais.

O leilão aconteceu no dia 8 de fevereiro do ano passado. A empresa que venceu a disputa online, a Indústria Amazônica de Cigarros Ltda, comprou o equipamento por R$ 550 mil.

No entanto, uma semana depois, na madrugada do dia 17 de fevereiro, uma quinta-feira véspera de carnaval, a máquina foi furtada.

O sumiço só foi descoberto em junho, quando um oficial de Justiça esteve na Cidade da Polícia, na companhia do representante da empresa vencedora para verificar as condições do bem comprado.

Ao chegarem ao depósito, não encontraram a máquina.

Em novembro, nove meses após o furto, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um inquérito.

A investigação interrogou quase 50 pessoas – todos os policiais que estavam de plantão na portaria da Cidade da Polícia durante o carnaval foram ouvidos.

Ninguém viu qualquer movimentação que pudesse explicar a ação dos criminosos.

A investigação acredita que o autor do furto seja alguém com acesso ao depósito, porque o local fica trancado e poucas pessoas têm as chaves.

Outra conclusão do inquérito é que os criminosos teriam usado um caminhão do tipo Munck, que além da carroceria tem um equipamento parecido com um guindaste para içar peças pesadas, como a máquina que foi furtada.

A conclusão é que o furto não foi uma operação simples, nem silenciosa, e que precisou de mais de uma pessoa envolvida na operação.

A TV Globo apurou que o depósito onde estava a máquina não tem câmera de segurança e, na época do furto, a portaria também estava sem monitoramento por imagem.

Troca de secretários
Quando o equipamento sumiu, em fevereiro de 2023, a Polícia Civil era chefiada por Fernando Albuquerque. O sumiço só foi percebido em junho, ainda na gestão dele. Na época, a Delegacia de Cargas abriu uma sindicância para apurar o sumiço.

As circunstâncias do desaparecimento continuaram sem resposta com o secretário de Polícia seguinte, José Renato Torres, que ficou um mês no cargo.

A Corregedoria entrou no caso em novembro, um mês depois do atual secretário de Polícia Civil, Marcos Amim, assumir.

Fonte: G1

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