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Segurança

Segurança

Deputados aprovam fim das ‘saidinhas’ de presos em feriados; veja o que muda

por Redação 21 de março de 2024

Nesta quarta-feira (20), a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que elimina as chamadas “saidinhas” de presos durante feriados como Natal, Páscoa e Dia das Mães. Segundo a proposta, a permissão para saídas temporárias dos presídios será concedida apenas a detentos em regime semiaberto que estejam envolvidos em atividades de estudo ou que possuam emprego formal com carteira assinada. Agora, o texto aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor.

Os deputados decidiram manter as alterações feitas no Senado, que construiu um texto mais flexível do que o aprovado anteriormente pela Câmara. Segundo o relator da matéria, Guilherme Derrite (PL-SP), o texto foi mantido para “haver um ambiente favorável para a aprovação” no plenário.

A continuidade do benefício de sair do presídio para estudar ou trabalhar com carteira assinada será aplicada somente a presos do regime semiaberto que não tenham cometido crimes hediondos, violentos ou de grave ameaça.

O projeto de lei prevê ainda que o preso terá que fazer um exame criminológico para decidir se pode ou não mudar de regime na prisão, do fechado para o semiaberto, por exemplo. O texto diz que só terá direito a essa mudança quem se comportar bem na prisão, e isso precisa ser confirmado pelo diretor do lugar e pelos resultados desse exame.

Atualmente, a saída temporária é um benefício previsto no artigo 122 da Lei de Execuções Penais e se aplica aos condenados que estejam no regime semiaberto e já tenham cumprido um quarto da pena.

A tentativa de endurecer a lei tramita no Legislativo há mais de uma década, mas ganhou apelo após o assassinato do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Roger Dias por um presidiário que descumpria o prazo do benefício.

O PSOL expressou forte oposição ao projeto, destacando que apenas 5% dos presos retornam à prisão após as “saidinhas”, um índice considerado baixo. Os parlamentares do partido também argumentaram que apenas 1% dos detentos cometem novos crimes.

O relator do projeto é Guilherme Derrite (PL-SP), que se licenciou temporariamente do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para acompanhar a votação no Congresso, já que esta é uma das suas principais pautas legislativas. Ele também foi o relator da matéria quando a Câmara inicialmente aprovou a pauta, em 2022.

Saidinhas no DF
Nos últimos seis anos, 1.009 presos não retornaram das saidinhas no Distrito Federal, e 125 cometeram crimes durante o período de liberação temporária. No ano passado, até outubro, foram 201 detentos que não voltaram das saidinhas, sendo que o sistema carcerário do DF concedeu sete saídas especiais, com o total de 12,7 mil liberações de presos, nos dez primeiros meses do ano, segundo dados de levantamento exclusivo feito pelo R7 com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

Em números absolutos, de 2018 até outubro do ano passado, o sistema carcerário concedeu 79,2 mil liberações de detentos, sendo que um mesmo preso pode ter sido liberado mais de uma vez. 1,2% dos detentos não retornaram das liberações, e 0,1% cometeu algum crime durante as saidinhas no Distrito Federal.

Fonte: r7

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Segurança

BC comunica vazamento de dados cadastrais de 46 mil chaves Pix

por Redação 19 de março de 2024

Um total de 46.093 chaves Pix de clientes da Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) tiveram dados cadastrais vazados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Esse foi o sexto vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”. Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo da Phi Pagamentos ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Histórico

Esse foi o sexto incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto de 2021, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde.

Em janeiro de 2022, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. No mês seguinte, 2,1 mil clientes da Logbank pagamentos também tiveram dados expostos. Em setembro de 2022, dados de 137,3 mil chaves Pix da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) foram vazados. O caso mais recente ocorreu em setembro do ano passado, quando 238 chaves Pix da Phi Pagamentos foram expostas.

Em todos os casos, foram vazadas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC

Fonte: correiodopovo

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Segurança

Debate sobre a PEC que criminaliza porte e posse de drogas começa nesta terça no plenário do Senado

por Redação 19 de março de 2024

O plenário do Senado começa a debater nesta terça-feira (19) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita. De autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta foi aprovada por ampla maioria na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. A discussão no parlamento é uma resposta ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

A PEC adiciona ao artigo 5º da Constituição o texto afirmando que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”.

Segundo o senador Efraim Filho (União-PB), que é o relator da matéria, a maioria das pessoas acredita que os entorpecentes ilegais devem ser criminalizados. Ele argumenta que a legalização das drogas pode levar a um aumento no consumo.

“Até mesmo quem defende a liberação sabe que liberar as drogas leva a um aumento do consumo, e o aumento do consumo leva à explosão da dependência química. Só uma família que tem um dependente no seu seio familiar sabe o quão nocivo e desestruturante é conviver com essa realidade. Todos temos testemunha dos casos de aumento da violência doméstica, casos de furto e de crime dentro da própria família para que se possa financiar a compra da droga. Então, a família brasileira não quer e não está preparada para essa liberação e descriminalização das drogas”, afirmou o senador ao apresentar o relatório.

“É inquestionável também que a descriminalização leva à liberação do consumo, mas a droga continua ilícita, a droga você não vai encontrar em mercado, você não vai encontrar em farmácia: só existe o tráfico para poder adquirir. Portanto, descriminalizar é fortalecer o tráfico, o tráfico é quem financia o crime organizado e o crime organizado é o responsável pelas barbáries da sociedade moderna, leva a escalada da violência”, completou.

No texto, Efraim sugeriu que a lei faça uma distinção clara entre usuários de drogas e traficantes, como já está previsto na legislação. Ele propõe que os usuários sejam punidos com penas alternativas à prisão, como advertência, prestação de serviços comunitários ou participação em programas educativos.

Pacheco também tem falado sobre o apoio às consequências legais para quem porta drogas no Brasil. Em uma entrevista recente ao programa JR Entrevista, na semana passada, o presidente do Senado destacou a importância de manter essas consequências, pois considera o tráfico de drogas um problema “muito grave no Brasil”.

“Essa foi uma opção legislativa que eu considero necessária, porque o tráfico de substâncias entorpecentes tem ensejado, inclusive, organizações criminosas em torno dessa atividade”, afirmou.

Por ser um texto que modifica a Constituição, a proposta precisa passar por cinco sessões de discussão no Senado. Depois disso, os senadores votarão a proposta duas vezes. Para ser aprovada, ela precisa do apoio de pelo menos dois terços dos senadores em ambas as votações, o que equivale a 54 votos. Se aprovado, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.

STF discute sobre gramas de maconha
O porte de drogas para consumo próprio também está sendo analisado pelo STF. No entanto, um pedido de vista no último dia 6 fez com que o julgamento fosse suspenso. Até agora, cinco votos consideram inconstitucional criminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Rosa Weber (aposentada) e Luís Roberto Barroso concordam que ter até 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas é considerado consumo pessoal. O ministro Edson Fachin também considera inconstitucional, mas não especifica uma quantidade, pois acha que é responsabilidade do Legislativo determinar os limites.

Os outros três votos apoiam a regra da Lei de Drogas. Os ministros Cristiano Zanin e Nunes Marques estabelecem 25 gramas ou seis plantas fêmeas como quantidade para caracterizar o uso. André Mendonça define a quantidade como 10 gramas.

Faltam os votos de Dias Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Fonte: r7

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Segurança

RJ: Sequestrador queria fugir após briga com facção e atirou em vítima que pensou ser policial, diz PM

por Redação 13 de março de 2024

O criminoso preso por sequestrar um ônibus na rodoviária do Rio de Janeiro tentava fugir do estado, nesta terça-feira (12). Isso porque ele havia brigado com ex-aliados da facção criminosa que domina a comunidade da Rocinha, na zona sul.

Paulo Sérgio de Lima, de 30 anos, se entregou após três horas de negociação com o Bope (Batalhão de Operações Especiais. Ele liberou os 16 reféns, mas baleou dois passageiros.

À Polícia Militar, o suspeito disse ter comprado a passagem de ônibus em dinheiro para fugir. Durante o embarque, ele se sentiu “incomodado” com um dos passageiros que pensou ser policial. Por isso, teria efetuado os disparos.

A vítima foi ferida com três tiros e levada ao Hospital Souza Aguiar, onde deu entrada em estado grave e passou por cirurgia. O segundo ferido acabou atingido por estilhaços e recebeu atendimento no local.

Passagens pela polícia
Com o criminoso, a polícia apreendeu uma pistola e um carregador. Ele foi levado à 4ª DP (Central do Brasil).

Paulo Sérgio deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio, sequestro e porte ilegal de arma, entre outros, segundo o coronel Marco Andrade.

De acordo com a PM, o suspeito havia ingressado no sistema prisional em 2019. Ele tem anotações pelo crime de roubo. Três anos depois, foi colocado em liberdade.

Fonte: r7

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Segurança

Buscas por foragidos de Mossoró completam um mês nesta semana

por Redação 11 de março de 2024

Os dois detentos que fugiram da penitenciária federal de Mossoró (RN) completam um mês foragidos nesta semana. Em 14 de fevereiro, Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça conseguiram escapar durante a madrugada.

Segundo o Ministério da Justiça, integrantes da elite da PF (Polícia Federal) e das operações especiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal) chegaram em Mossoró na manhã de 16 de fevereiro.

Os dois fugitivos são suspeitos de ter ligações com a facção Comando Vermelho, no Acre, onde o grupo domina as operações criminosas e onde a dupla estava presa até setembro do ano passado.

Na última sexta-feira (8), a Polícia Federal prendeu um suspeito de ajudar os fugitivos. Foi a sexta prisão desde a fuga. A polícia também investiga um casal suspeito de comprar roupas para os foragidos.

Os fugitivos já foram vistos em diversas ocasiões. No entanto, os investigadores não conseguem capturá-los. A Força Nacional trabalha em colaboração com a Polícia Federal nas buscas. O contingente composto por 111 policiais e bombeiros militares, além de 15 viaturas, chegou à cidade em 23 de fevereiro.

De acordo com especialistas em segurança pública ouvidos pelo R7, falhas estratégicas e a demora na reação dificultam a captura dos dois fugitivos. Esta é a opinião, por exemplo, do especialista Leonardo Sant’Anna. “O primeiro item foi o tempo que levou até que a fuga fosse percebida. Essa demora é extremamente prejudicial, caso se queira fazer uma captura em um curto espaço de tempo”, diz.

Sant’Anna aponta ainda a demora até que as forças se reuniram para realizar a busca. “Esses elementos, realmente, colocam as instituições públicas em uma situação extremamente delicada”, avalia.

Veja a seguir a cronologia das buscas pelos fugitivos de Mossoró

  • 16/2
    Moradores disseram ter visto a dupla em diversas ocasiões. Dois dias após a fuga, Deibson e Rogerio teriam feito uma família refém, na zona rural de Mossoró. Neste dia, a polícia também encontrou pegadas, calçados, roupas, lençóis e uma corda, além de uma camiseta do uniforme da penitenciária, em uma área de mata.
  • 22/2
    Três pessoas foram presas em flagrante por supostamente terem facilitado a fuga dos detentos.
  • 26/2
    Um homem identificado como Ronaildo da Silva Fernandes foi preso por suspeita de ajudar os fugitivos. Ele é dono de um sítio em Baraúna, município na zona rural do RN que fica na divisa com o Ceará, e teria recebido R$ 5 mil para abrigar Deibson e Rogerio por oito dias.
  • 27/2
    Os fugitivos foram vistos em um vilarejo no Rio Grande do Norte. Segundo informações obtidas pela RECORD, os moradores do local reconheceram Deibson e Rogerio, que voltaram para a mata antes da chegada da polícia.
  • 1º/3
    Durante a madrugada, a Polícia Federal acionou helicópteros, drones, equipamentos que captam calor humano e cachorros farejadores, que sentiram o cheiro dos fugitivos e percorreram 600 metros, mas sem êxito. Àquele momento, as autoridades acreditavam que os foragidos estavam perdidos e sem ajuda, já que os rastros indicavam que estavam voltando para o estado, em vez de tentar fugir.
  • 3/3
    Forças de segurança cercaram uma fazenda em Baraúna, após moradores da região relatarem ter visto os foragidos durante a madrugada. Os dois teriam invadido uma propriedade rural e agredido um agricultor. De acordo com policiais que participam das buscas, os detentos roubaram outros moradores.

600 agentes nas buscas e R$ 30 mil de recompensa

Mais de 600 agentes estão à procura dos detentos. Os investigadores concentram as buscas entre Mossoró e Baraúna, cidades separadas por uma distância de cerca de 35 km.

A Polícia Federal passou a oferecer uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levem à captura dos foragidos. A denúncia anônima pode ser feita pelo número 181 ou por mensagem para o celular (84) 98132-6057.

O que acontece se forem capturados?

Caso sejam capturados, os fugitivos deverão responder pelo crime de fuga, considerada uma falta disciplinar. Pelo ineditismo do ocorrido, sendo o primeiro caso registrado em um presídio de segurança máxima no Brasil, ainda não é conhecida a punição que os bandidos receberão quando forem pegos pela polícia.

Em casos de presos de regime semiaberto, por exemplo, o fugitivo retorna a um presídio de regime fechado.

Fonte: r7

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Segurança

Insegurança pública: as pessoas que cuidam do assunto admitiram que estamos perdendo feio

por Redação 7 de março de 2024

A confissão chega em boa hora. Por unanimidade, as pessoas que cuidam do assunto (autoridades, professores universitários distantes do dia-a-dia e os que se apresentam como se fossem os maiores entendidos no assunto) foram ao confessionário da sociedade e admitiram: estamos perdendo feio.

A confissão, como na obra de Paulo Setúbal, na maioria das vezes é feita a portas fechadas. Um segredo guardado entre o confessor que está ali para purgar os corações de malfeitos que afligem a consciência.

A confissão oferece, ao final, uma redenção, desde que sejam feitas determinadas coisas. Assim, os pecados estariam perdoados. Confessar e ser ouvido por quem a capacidade de relevar, mediante promessa de novos comportamentos, tornou-se necessário para compreender tudo que acontece ao nosso redor, o que se torna cada vez mais difícil.

As realidades são parecidas entre mundo do crime e o mundo que a sociedade constrói. A semelhança entre ambas é que os entendidos, curiosos ou raros especialistas de fato, finalmente confessaram o que a população já sente há muito tempo.

O crime organizado, e o desorganizado também, lançam seus tentáculos de longo alcance por todo o país. Não é uma constatação, pois o drama nos atormenta e já faz tempo.

Os efeitos, em forma de metástase, se apresentam de várias formas: o receio de andar tranquilamente, pelas ruas, a transformação de casas e apartamentos e condomínios em modernos bunkers protetores, câmeras de vigilância, guardas particulares, segurança acima da estética e cobrança da polícia.

Em termos de economia, afugenta investidores, mina o turismo e cobra ao exigir reversão da situação.

A barbárie campeia, mas somente é explicitada pelos meios de comunicação sem chapa branca. O bárbaro jeito de ser envolve prisões desumanas, onde primários temerosos são cooptados por facções do crime, o jeito cada vez mais cruel de matar o semelhante (agora também torturados, queimados e enterrados) e uma audácia que afronta e intimida. Mas são esses autores que ganham afagos seletivos, onde eles são vitimizados e quem pratica punições é demonizado.

Que fazer? Em geral, pretender resultados satisfatórios. Alguns professores, completamente distantes do palco dos acontecimentos, gostam de analisar dados estatísticos e palpitar sobre o que deveria ser feito, com críticas, por vezes ácidas, a quem faz. Não se sabe como eles se autointitulam detentores do saber na área, para criticar e exigir práticas que seriam soluções.

OUSAR MUDAR
Confiteor, confesso em latim, exige penitências. Este é o momento de se penitenciar em face dos pecados cometidos. Pecados porque as consequências que irão produzir certos pensamentos e atitudes podem ser devastadoras, pois o que se apregoa não tem conexão com a realidade das ruas.

Exemplos não faltam. Má administração pode provocar, como acontece em São Paulo, um absurdo déficit de 14,9% no efetivo da Polícia Militar e 35% na Polícia Civil. É muita coisa.

O resultado prático da anomalia é que considerável parte dos crimes que deveriam ser investigados, atividade-fim da polícia judiciária, a Civil, não apresentam bons resultados. A Polícia Militar carece de efetivo compatível com o número de habitantes em determinadas cidades, pois é sua a prerrogativa preventiva e ostensiva.

O que está acontecendo é assustador. O reflexo aparece em número de casos não esclarecidos, porque com poucos policiais não existem condições para investigar. Torna-se preciso tentar adaptar-se a esse fato. Um deles é fechar as portas de uma delegacia todas as noites e feriados. Acontece que ninguém vai a uma delegacia porque quer, e sim porque está precisando.

Adotar esse sistema é perigoso paliativo. Nele se instala, como se fosse uma coisa boa, o boletim de ocorrência registrado de forma a eletrônica. O “está registrado” em forma de boletim de ocorrência não basta. A razão está nas técnicas de investigação: o boletim informatizado, longe do depoimento pessoal, não revela as aparências do autor, seu jeito de andar, sua altura, condições físicas, tatuagens e características físicas, faciais inclusive.

Procurar a quem, se você não tem a menor ideia de quem seja para identificar? Um retrato falado, no caso, se torna inviável. Daí a necessidade formal de especialização severa para investigar furtos, roubos (são eles a maior incidência criminal), homicídios (onde se exige a rigorosa observação de detalhes que podem ser elucidativos), golpes, falcatruas, roubo de cargas e veículos.

Aqui entra a indispensável doutrina das Polícias. Como a Civil não consegue cumprir satisfatoriamente o que lhe compete, resta à Militar preencher o vácuo. Essa história de “após meses de investigação” não existe, porque é simplesmente impossível concentrar-se todo o tempo num só caso.

Aí, então, acontece o lado prático: a PM apresenta na delegacia a maior parte das ocorrências. O delegado de plantão irá tipificar os fatos que lhe são apresentados pelos condutores, ou seja, os policiais militares.

O ritmo da persecução penal torna-se lento, tendo que passar, a posteriori, pelo crivo da promotoria e a decisão judicial. Quer dizer: papéis em forma de inquérito ou flagrante, o que torna o mecanismo deficiente, como as inúteis medidas protetivas concedidas para mulheres em condição de agressões ou ameaças.

Outra parte, necessidade que a sociedade não perdoa, é transformar a sensação de insegurança em segurança. Como esse fator é muito explorado politicamente, catapulta nas eleições, é preciso mostrar serviço. Em campanha, dá para prometer. Mas promessas não revertem a realidade.

Mostrar serviço passa ainda por ideologias, conforme pretendem os detentores do poder partidário, que são efêmeros. A Polícia, porém, institucionalmente, vai continuar.

Quando política e ideologia para ações policiais se misturam, o resultado não pode ser bom. O fundador da Scotland Yard, Robert Peel, pai do policiamento moderno, já alertava sobre isso. A lição foi dada, mas nem sempre é aprendida.

Tivemos enigmático exemplo recente em São Paulo. De súbito, a PM promoveu uma movimentação inédita, substituindo de uma vez só 53 coronéis em seus cargos, o posto mais alto da hierárquica castrense estadual, provocando desse modo uma profunda alteração nos principais postos de comando.

O significado da medida provocou resultados internos e externos. Internamente, foi surpreendente, porque isso nunca havia acontecido. Muitos não gostaram da tacada única, pois foram informados somente pela publicação dos atos no Diário Oficial. Não é a praxe.

Além disso, é corrente entre os detentores das três estrelas gemadas nos ombros, o símbolo do coronelato, que todos eles teriam, teoricamente, condições de assumir o comando geral da corporação, o que é prerrogativa absoluta do governador do Estado.

A reação dos ocupantes dos principais cargos da atividade-fim repete o dogma: missão dada, é missão cumprida. É imperativo. Tem que se fazer sem questionamentos e pronto.

Assim tem quer ser. Por dentro. Por fora, é insondável. Insatisfações, desgostos, incompreensões, decepções. Mas porque tantas mudanças? Porque se considerou, pelos escalões superiores, que era preciso.

O significado é profundo. O governador se mostrou, e declarou, “insatisfeito” com o ritmo de até então. Ele possui pretensões políticas, das mais altas. A segurança pública é uma vitrine que não pode ser estilhaçada. Tarcísio de Freitas não quer parecer vulnerável em nada.

O governador confessou. Viu-se obrigado. Não se sentou no confessionário para ouvir. Determinou, à distância, quais seriam as penitências. Os confidentes estavam em silêncio. Ele nem quis ouvir lamúrias.

Assim foi. Vamos aguardar para ver como será.

Fonte: r73

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Segurança

Polícia conclui que jovem forjou conversas com Whindersson Nunes e criou perfis falsos para divulgá-las

por Redação 6 de março de 2024

[Alerta gatilho]: para as pessoas que querem e precisam conversar, o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio por meio do telefone 188, além das opções chat e email.

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que a jovem Jéssica Vitória forjou as conversas com o humorista Whindersson Nunes e divulgou as capturas de tela, por meio de perfis falsos, para páginas de fofoca. A conclusão do inquérito foi anunciada durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (06).

Jéssica Vitória Canedo morreu após receber ataques nas redes sociais por capturas de tela falsas sobre um suposto relacionamento com o humorista Whindersson Nunes. A Polícia Civil teve acesso a todos os perfis falsos criados pela jovem e conversas sobre a informação do seu envolvimento om o humorista.

Ainda segundo a Polícia Civil, assim que a notícia tomou grandes proporções, ela recebeu várias ameaças e mensagens a incentivando a tirar sua própria vida. Uma internauta do Rio de Janeiro foi indiciada por instigação ao suicídio.​

Relembre o caso

A jovem, de 22 anos, tirou a própria vida depois da divulgação de capturas de tela de uma conversa falsa dela com o humorista Whindersson Nunes, em um perfil de fofocas de celebridades. A página tem mais de 20 milhões de seguidores, e a mentira, publicada na última semana, se espalhou rapidamente. A jovem enfrentava quadro de depressão.

O comediante criticou a exposição de notícias falsas feita por perfis e pediu a criação de uma lei chamada “Jéssica Vitória”. O perfil Choquei emitiu uma nota em que se isenta da responsabilidade pela morte.

Fonte: r7

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Segurança

Mulher joga água fervendo nas partes íntimas do marido após sofrer violência doméstica em SC

por Redação 6 de março de 2024

Na manhã de segunda-feira (4), uma mulher de 44 anos foi presa depois de jogar água fervendo nas partes íntimas do marido após sofrer violência doméstica em Imbituba, litoral Sul catarinense.

De acordo com o relato, a própria autora teria ligado para a Central de Emergências e para o Samu, após ferver uma caneca de água quente e jogar nas partes íntimas do marido.

A mulher disse estar farta do comportamento do companheiro, suspeito de agressão física, informou a PM. Ela também informou aos militares que, no Natal do ano passado, o marido havia postado um vídeo na internet de uma “farra” em uma casa noturna, e que as agressões sofridas seriam a “gota d’água” para atingi-lo com a água quente.

O homem sofreu queimaduras de segundo grau de foi encaminhado ao Hospital São Camilo em Imbituba. A esposa também teria jogado água fervendo em direção ao pescoço do marido, mas acabou não acertando.

A PM deu voz de prisão à mulher, e ela foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Laguna.

A PM deu voz de prisão à autora e acionou na sequência o Conselho Tutelar pela razão do casal ter três filhos menores de idade. A caneca com água quente utilizada pela mulher foi apreendida.

O Conselho Tutelar também precisou ser acionado, já que o casal tem três filhos, um deles informou a polícia que os pais são usuários de drogas. O casal já se envolveu em outros ocorrências com atendimento da Polícia Militar.

Fonte: ndmais

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Segurança

Adolescente de 15 anos entra em escola do DF com faca e fere três pessoas

por Redação 4 de março de 2024

A PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) apreendeu nesta segunda-feira (4) um adolescente de 15 anos que esfaqueou dois alunos e uma professora em uma escola em São Sebastião (DF). Segundo os policiais, ele assitia uma aula quando começou o ataque. Ele foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente. As aulas na unidade foram canceladas.

Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal disse que o adolescente estava em uma sala de aula quando começou a agredir os colegas. Segundo a pasta, o professor que estava em sala imediatamente deteve o aluno. O órgão disse, ainda, que nenhum aluno ou servidor foi ferido gravemente.

“Diante do fato, a equipe gestora acionou de imediato a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para atendimento da comunidade escolar. A equipe gestora decidiu dispensar as aulas que ocorreriam no turno matutino”, informou a pasta.

“A Secretaria de Educação reitera que repudia qualquer forma de violência, dentro ou fora da escola, e reforça o compromisso e empenho na busca por elementos que permitam o esclarecimento dos fatos, bem como o suporte aos envolvidos, para garantir a segurança e integridade da comunidade escolar”, acrescentou a secretaria.

Fonte: r7

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Segurança

Fernandinho Beira-Mar é transferido de penitenciária de Mossoró

por Redação 4 de março de 2024

O traficante Fernandinho Beira-Mar foi transferido do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e encaminhado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Além dele, 22 presos deixaram a unidade potiguar e foram levados para outras penitenciárias federais. A medida foi tomada após a fuga de dois detentos da prisão em Mossoró.

De acordo com informações de integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a transferência dos 25 presos é uma atividade de “rotina”. O país tem cinco presídios federais, que são consideradas prisões de segurança máxima — além de Mossoró, há unidades em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que o rodízio periódico de presos tem “a finalidade de garantir o enfraquecimento das lideranças do crime organizado”.

“Ressalta-se que o remanejamento de presos no âmbito do Sistema Penitenciário Federal é medida importante para seu perfeito funcionamento, pois visa impedir articulações das organizações criminosas dentro dos estabelecimentos de segurança máxima, além de enfraquecer e dificultar vínculos nas regiões onde se encontram as Penitenciárias Federais”, disse a Secretaria.

Segundo levantamento do R7 feito com base em dados da Senappen, a penitenciária de Mossoró é a segunda unidade com menos detentos do Brasil. A prisão tem, segundo os números mais recentes, de junho de 2023, 68 pessoas, atrás apenas do presídio da capital federal, que tem 46.

A transferência de Fernandinho Beira-Mar ocorre após a fuga inédita de dois presos da prisão em Mossoró. Os investigadores da força-tarefa que buscam os fugitivos cercaram neste domingo (3) uma fazenda em Baraúna (RN), município na zona rural do estado e que faz divisa com o Ceará, após moradores da região relatarem ter visto os foragidos durante a madrugada. Os dois teriam invadido uma propriedade rural e agredido um agricultor. Além disso, de acordo com policiais que participam das buscas, os detentos roubaram outros moradores.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento fugiram da carceragem federal em 14 de fevereiro. A fuga é a primeira desde a implementação do Sistema Penitenciário Federal no Brasil, em 2006. Mais de 600 agentes estão à procura dos detentos. Desde que escaparam da penitenciária, Rogério e Deibson foram vistos em diversas ocasiões. Dois dias após a fuga, os homens teriam feito uma família de refém, na zona rural de Mossoró. Neste dia, a polícia também encontrou pegadas, calçados, roupas, lençóis e uma corda, além de uma camiseta do uniforme da penitenciária, em uma área de mata.

Os investigadores concentram as buscas entre Mossoró e Baraúna, cidades que estão separadas por uma distância de aproximadamente 35km. A Polícia Federal passou a oferecer uma recompensa em dinheiro, de R$ 30 mil, por informações que levem à captura dos foragidos. As denúncias podem ser feitas pelo número 181 ou por mensagem para o celular (84) 98132-6057. O anonimato é garantido.

Especialistas apontam reação lenta e falhas estratégicas
Falhas estratégicas e demora para reação dificultam a captura dos dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN), dizem especialistas em segurança pública ouvidos pelo R7. Para o especialista Leonardo Sant’Anna, alguns fatores podem ter uma relação próxima com as dificuldades de captura dos presos. “O primeiro item foi o tempo que levou até que a fuga fosse percebida. Essa demora é extremamente prejudicial, caso se queira fazer uma captura em um curto espaço de tempo”, afirma.

De acordo com o especialista, o segundo ponto são as conexões criminosas dos fugitivos. “Eles fazem parte de uma facção criminosa que tem muito poder, e a gente fala também de muito dinheiro. Eles devem ter conseguido fazer esse contato por telefone, uma tecnologia que pode ter ajudado na fuga com acesso a mapas e a pontos de melhor deslocamento para uma movimentação mais rápida”, avalia.

Para o também especialista em segurança pública Antônio Testa há indícios de que houve conivência de pessoas de dentro do sistema prisional para a fuga. “Certamente, os fugitivos tiveram algum tipo de apoio. Nesses casos, a logística é fundamental. Todas as análises que fizemos indicam que aquela fuga seria muito difícil sem a conivência de quem quer que seja. Como conseguiram sincronizar a fuga e sair tranquilamente?”, questiona. “Em teoria, eles estavam incomunicáveis. Então, para eles organizarem uma fuga, eles teriam que ter se comunicado com alguém”, acrescenta.

Fonte: r7

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