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Categoria:

Curiosidade

Mega da Virada

Ganhador da Mega da Virada em aposta de Osasco não resgata prêmio e perde mais de R$ 1,4 milhão

por Redação 1 de abril de 2025

Um dos ganhadores da Mega da Virada 2024 de uma aposta feita em Osasco, Grande São Paulo, não resgatou o prêmio e perdeu R$ 1.418.495,90, segundo a Caixa Econômica Federal. O prazo para retirar o prêmio foi encerrado nesta segunda-feira (31).

O sorteio foi realizado na noite do dia 31 de dezembro de 2024, em São Paulo. Ao todo, oito apostas acertaram as seis dezenas e dividiram R$ 635.486.165,38. Cada uma delas levou R$ 79.435.770,67.

O prazo para retirar qualquer prêmio de loteria era de 90 dias. O valor que não foi resgatado será repassado integralmente ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies), conforme Lei 13.756/18.

Outros vencedores
Além dos vencedores do prêmio principal, 2.201 apostas acertaram a quina e levaram R$ 65.895,79 cada. Já os 190.779 ganhadores da quadra embolsaram R$ 1.086,04 cada um.

Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:

  • Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
  • Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
  • Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
  • Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
  • Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
  • Tupã (SP), com 1 aposta vencedora

Fonte: G1

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Curiosidade

Bebês gêmeos caem no choro e viralizam ao se depararem com o pai sem barba

por Redação 27 de março de 2025

Guacira Bergamini compartilhou um vídeo no TikTok mostrando a reação de seus filhos gêmeos, Bento e Noah, ao se depararem com o pai deles sem barba e alcançou mais de 250 mil visualizações.

Alan Costa, o marido de Guacira e pai dos gêmeos, decidiu tirar a barba e mostrar o resultado para os filhos. Ele sabia que os meninos não estavam acostumados a verem o pai dessa forma e fez uma surpresa para os garotos, percebendo que talvez não tenha sido uma ideia tão boa. Quando viram o pai sem barba, os meninos ficaram assustados e caíram no choro.

Fonte: VOGUE

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Curiosidade

De blogueiro a dirigente: o que fazem os “parças” que estão com Neymar desde início no Santos

por Redação 25 de março de 2025

Neymar desembarcou no Brasil em janeiro para assinar contrato com o Santos. Logo ao pisar em solo brasileiro, já gravou uma publicidade para uma plataforma de comércio eletrônico, em vídeo produzido por Gil Cebola, seu fiel escudeiro e fotógrafo pessoal na produção desse tipo de conteúdo.

Gil faz parte de um seleto grupo de “parças”, composto pelos melhores amigos de Neymar, presentes desde o início da carreira em todos os eventos do craque, desde a rotineira jogatina de pôquer nas madrugadas em casa (e fora dela) até os grandes eventos, como as apresentações pelos clubes que defendeu.

Em sua chegada ao Santos, no início do ano, Neymar viu uma Vila Belmiro tomada de “parças”. Abaixo, o ge listou dez desses amigos do craque e contou o que fazem quando não estão com ele. Os trabalhos são variados: de presidente de clube até blogueiro e jogador de padel.

Gil Cebola
Os dois amigos, que trabalham juntos, se conheceram em uma igreja evangélica em São Vicente que ambos frequentavam na juventude. Com a tristeza pela separação da ex-mulher na época, Gilmar Araujo, conhecido como Gil Cebola, recebeu acolhimento dos amigos e passou a estar mais presente na casa de Neymar.

Ele se tornou fiel escudeiro do craque e o acompanha em tudo. É o “parça” mais famoso e um dos mais inseridos na rotina de Neymar, pois é o responsável por fotografar e gravar conteúdos sobre o jogador. Portanto, não só convive na intimidade, como o segue em compromissos, eventos e viagens.

Gil Cebola, que morou na Espanha, na França e na Arábia Saudita nas passagens do amigo por Barcelona, Paris Saint-Germain (PSG) e Al-Hilal, será o padrinho da segunda filha de Neymar com Bruna Biancardi, a pequena Mel, que ainda não nasceu.

Jota Amâncio
Neymar e Jota Amâncio se conheceram nas categorias de base do Santos. Apesar de Jota não ter conseguido seguir carreira no futebol, virou um dos melhores amigos de Neymar. É considerado irmão de criação dele por ter sido acolhido para morar com a família depois de ter sido dispensado.

Sem vingar no futebol, Jota se tornou empresário. Ele assumiu, em fevereiro, a presidência da SAF do Atlético Monte Azul, clube do interior de São Paulo, que tem o pai de Neymar e o ex-jogador Emerson Sheik como gestores.

Cris Guedes
Os dois se conheceram na escola, no início da adolescência, e mantiveram a amizade mesmo quando passaram a estudar em colégios diferentes. Eles se tornaram amigos inseparáveis. Neymar é padrinho da filha de Cris Guedes com a empresária e influenciadora Bianca Coimbra.

Cris Guedes é um dos três donos do clube de esports FURIA, para o qual Neymar constantemente manifesta torcida nas redes sociais. Ele também é proprietário de uma empresa de cenografia de festas e eventos, que inclusive colaborou na reforma de uma das áreas da Vila Belmiro, e uma marca de água de coco natural.

O “parça” da adolescência ainda atua como embaixador de uma empresa de pôquer e de um site de cassino.

Juntos também nos negócios, Neymar e Cris Guedes são presidentes do time da FURIA na Kings League, competição de futebol society com regras diferentes das convencionais idealizada pelo espanhol Gerard Piqué.

Gui Pitta
Guilherme Pitta é outro amigo de longa data de Neymar, desde os tempos de escola na Baixada Santista. Atualmente, ele se identifica nas redes sociais como jogador de pôquer, promovendo não só o jogo em si, mas conteúdos relacionados a ele.

É o embaixador de uma empresa do jogo e de um site de cassino e produz conteúdo para internet. Além disso, já foi dono de bar em Santos.

Gustavo Almeida
Os dois são amigos desde a adolescência, quando se conheceram jogando futsal juntos.

Quando Neymar se machucou com a entrada violenta do colombiano Zúñiga na Copa do Mundo de 2014, Gustavo Almeida largou a carreira no futebol para acompanhar o amigo na recuperação no Guarujá e, assim, eles se aproximaram ainda mais.

Gustavo chegou a trabalhar no departamento de comunicação e marketing da N&N Consultoria, empresa de gestão de carreira de atletas criada pelo pai de Neymar.

O “parça”, hoje, é empresário, sócio de duas empresas que trabalham com marketing de influência. Ele ainda faz parte do comando de uma das equipes participantes da Kings League, a Funkbol Clube.

Álvaro Costa
Filho do ex-jogador Pepe Costa, amigo de Messi, o espanhol Álvaro Costa trabalhou na Nike na época em que Neymar passou a ser patrocinado pela empresa de material esportivo e ajudou o craque na adaptação na Espanha quando houve a transferência do Santos para o Barcelona.

Foi Álvaro que apresentou a vida em Barcelona a Neymar e o acompanhou na rotina na cidade. Tornou-se grande amigo dele, a ponto de integrar o seleto rol de “parças”. Recentemente, Neymar publicou uma foto ao lado de Álvaro, em um dos dias de folga na sua mansão em Mangaratiba (RJ).

Pedro Lopes
Um dos “parças” remanescentes na cidade de Santos, Pedro se manteve com moradia no Brasil durante as aventuras de Neymar pelo mundo e hoje é criador de conteúdo. Produz uma série de vídeos relacionados a futebol e é patrocinado por algumas empresas.

Esteve em praticamente todos os jogos de Neymar na Vila Belmiro desde seu retorno, com acesso ao campo e produzindo conteúdos sobre o craque. Seu pai é dono de uma grande empresa de logística. Já seu filho, o pequeno Matteo, entrou em campo com o camisa 10 em um jogo.

João Celso
Outro “parça” antigo de Neymar com perfil um pouco mais discreto é o empresário João Celso. Ele é atualmente gestor esportivo do Maringá, time finalista do Campeonato Paranaense. Também está na gestão do Monte Azul, com Jota, já citado.

João também é dono da BBM Sports, que gerencia a carreira de alguns atletas. Como não mora em Santos e tem uma série de compromissos comerciais, é um dos “parças” que menos aparece.

Léo Venditto
Outro “parça” mais recente é Léo Venditto, empresário da área de marketing esportivo. Ele também é sócio de dois bares em São Paulo, o Santo Cupido e o Meet & Eat, frequentemente mencionado nas redes sociais por outros “parças”, como Gil Cebola. Com Gil, fundou uma marca de bebida alcoólica.

Léo é padrinho de batismo de Mavie, filha primogênita de Neymar e Biancardi, justamente por ter sido uma espécie de cupido e apresentado ao camisa 10 sua atual namorada.

JP Cemin
Outro “parça” recente é João Pedro Cemin, que chegou a viajar de Riade, na Arábia Saudita, ao Brasil no mesmo avião de Neymar antes da assinatura de contrato com o Santos. Ele costuma divulgar apostas esportivas em seu perfil no Instagram.

JP Cemin também aparece frequentemente atuando como jogador de padel, uma espécie de jogo de tênis disputado em duplas, e também pôquer, passatempo preferido dos “parças” de Neymar. Ele ainda ostenta uma série de fotos com o camisa 10 e amigos no período do Al-Hilal.

Fonte: GE

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Curiosidade

Galinha bota ovo em formato de meia-lua

por Redação 13 de março de 2025

Uma galinha colocou um ovo em formato de meia-lua em um sítio em Fama (MG). Veja no vídeo acima.

O ovo com aparência inusitada não é normal, explicou o veterinário e consultor do Globo Rural Enrico Ortolani.

Diversos fatores podem atrapalhar o momento da postura e causar a anormalidade, como estresse das aves, calor e superlotação dos galinheiros (o ideal é um ninho para no máximo três galinhas). Algumas doenças também podem gerar a deformidade na casca.

A recomendação para proprietários que passem por isso é consultar um veterinário.

Fonte: GLOBO RURAL

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Curiosidade

De folga forçada? Veja quantas vezes Neymar não jogou em datas como aniversários da irmã, carnaval e ano novo

por Redação 11 de março de 2025

Neymar não participou da semifinal do Campeonato Paulista de 2025 contra o Corinthians, no último domingo, por conta de um desconforto. O Santos perdeu por 2 a 1 e foi eliminado. Nas redes sociais, o jogador declarou: “Tudo que mais queria era estar em campo”. O meia foi flagrado curtindo o carnaval acompanhado da esposa, Bruna Biancardi, no Rio de Janeiro.

Após a folia, alegou o desconforto e ficou no banco durante a decisão. Na última semana, sofreu com dores na parte posterior da coxa esquerda, que começaram depois da partida contra o Bragantino.

O jornal português A Bola listou todas as situações em que o jogador esteve ausente por motivos de lesão ou suspensão que coincidiram com celebrações do aniversário da irmã, carnaval ou ano novo.

O primeiro registro é de 2015, quando jogava pelo Barcelona. Ele não jogou contra o Rayo Vallecano, por estar suspenso, decorrente de um quinto amarelo na LaLiga, na partida anterior. A suspensão ocorreu, quando sua irmã, Rafaella Santos, celebra o seu aniversário (11 de março). A coincidência se repetiu no ano seguinte, quando não jogou contra o Eibar devida suspensão.

Em 2017, o meia voltou a estar indisponível para um jogo na segunda semana de março. Desta vez, por lesão. O machucado impediu Neymar de estar presente em apenas um encontro, contra o Deportivo.

Em Paris o enredo se repetiu. De 2018 a 2023, já defendendo o PSG, Neymar esteve ausente de todas as partidas que estavam agendadas próximo ao dia 11 de março, por estar lesionado. A única exceção foi em 2020, quando esteve presente contra o Borussia Dortmund, em 10 de março. Apesar disso, nessa mesma temporada, esteve ausente durante a passagem de ano, não atuando em um jogo da Taça de França por estar machucado.

Em 2021/22, ocorreu o mesmo de 2020, mas a razão para a indisponibilidade do brasileiro durante o réveillon foi uma lesão no ligamento do tornozelo esquerdo. Na sua última temporada em França, em fevereiro de 2023, Neymar foi submetido a uma cirurgia para reparar uma lesão nos ligamentos do tornozelo e esteve de fora do restante do ciclo.

Na Arábia Saudita, quando defendia o Al Hilal, se machucou em outubro de 2023, quando defendia a seleção brasileira. Com isso, passou um ano fora dos gramados. Em outubro de 2024, voltou a jogar, mas por pouco tempo. Uma lesão na região posterior da coxa, sofrida em novembro, o impediu de estar disponível.

Fonte: OGLOBO

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Curiosidade

Câmera de brasileira é engolida por tubarão e imagens impressionam; assista

por Redação 25 de fevereiro de 2025

Por anos, franquias de filmes de terror, como Tubarão, Megatubarão e Medo Profundo, reforçaram a ideia de que esses grandes predadores marinhos são bichos assustadores, perigosos e ameaçadores à vida humana. Embora se saiba que, fora das telonas, as interações com esses peixes costumam ser bastante raras e, no geral, pacíficas, isso não impede que muitas pessoas ainda sintam calafrios só de pensar em ver uma barbatana dorsal saindo da água.

Mas já pensou observar esses animais tão de perto que você consegue ver até por dentro de sua boca, como se estivesse sendo engolido? Por mais improvável que isso possa parecer, foi exatamente o que aconteceu com um grupo de mergulhadores que submergiu na costa de Freeport, nas Bahamas, no dia 9 de fevereiro. E, para a sorte de quem ficou curioso, tudo foi gravado e publicado nas redes sociais.

O passeio foi organizado na região de Tiger Beach, nas Bahamas, pela escola de mergulho Aloha Divers Okinawa, que é tocada por uma dupla de sócios brasileiros, Andréa Ramos e Pedro Yan. Em conversa com a GALILEU, Yan confirmou que a câmera estava com Andréa no momento da cena.

Na ocasião, o objetivo da descida era observar exemplares de tubarões-tigres (Galeocerdo cuvier) e alimentá-los com iscas de peixe. Tudo corria tranquilo e conforme o planejado até que um dos animais confundiu a câmera de registro do mergulho com os petiscos, e a abocanhou. Veja o vídeo, postado primeiro na página de Instagram de Andréa:

“Essa filmagem aconteceu na viagem para Bahamas que nós fizemos no começo de fevereiro, foi a primeira vez que nós fomos mergulhar por lá”, contou Pedro Yan. “Nós mergulhamos quatro dias em Tiger Beach, onde é possível ver os tubarões tigres. A operadora que nós usamos já trabalha há mais de 15 anos alimentando os tubarões tigres. Em um dos mergulhos, nós colocamos a câmera na caixa onde o guia leva os peixes para alimentar os tubarões. Os tubarões são bem curiosos e, em uma das tentativas de morder a caixa, para conseguir o peixe, ele pegou a câmera”.

Na sequência, as imagens mostram as paredes internas da boca da criatura marinha, bem como seus dentes projetáveis. Em alguns momentos também torna-se possível visualizar o mundo externo a partir da perspectiva da mandíbula do animal – quase um “point of view” (POV), famoso nas redes sociais, de uma vítima “azarada” sendo engolida pelo tubarão.

Num dos frames mais icônicos, os mergulhadores podem ser vistos olhando para o predador. Eles aparecem perfeitamente enquadrados pelas sua mandíbula. É um clique e tanto! Quando o animal, por fim, percebe que a câmera não é comestível, ele cospe o instrumento de volta para os mergulhadores.

Segundo Yan, não é a primeira câmera que acaba sendo levada por um tubarão. “Já teve algumas vezes em que ele [um tubarão] pegou a câmera do mergulhador e levou embora”, conta.

O brasileiro conta que toca a escola de mergulho em Okinawa, no Japão há quase 10 anos. Além de mergulhos na ilha japonesa, também organizam viagens para países como Bahamas, Maldivas, Indonésia, Tailândia, Malásia, Filipinas e México.

O registro mais recente, do tubarão, já soma 2,6 milhões de visualizações só no Instagram.

Fonte: revistagalileu

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Curiosidade

Estudo da USP com 12 modelos de óculos de sol só aprova um contra raios UV

por Redação 17 de fevereiro de 2025

A radiação solar ultravioleta está entre as causas de uma série de doenças oculares, incluindo catarata e um tipo de inflamação das córneas (fotoceratite), que podem ser retardadas ou prevenidas com o uso de proteção aos raios UV, sendo os óculos de sol os acessórios mais populares para essa função. Porém, pesquisa recém-publicada na revista Research on Biomedical Engineering faz um alerta ao revelar falhas nessa proteção.

O estudo analisou a eficácia de 12 modelos de óculos de sol e mostrou que apenas um deles atendia aos limites de segurança para exposição à radiação ultravioleta estabelecidos pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP, na sigla em inglês).

Pesquisadores do Laboratório de Instrumentação Oftálmica da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) mostraram que as lentes não atendem a pelo menos um dos limites de segurança definidos nas normas e, com o tempo, perdem parte de sua capacidade de bloquear a radiação UV, aumentando os riscos de danos oculares.

Apenas uma lente se revelou “ótima” porque bloqueou completamente a radiação mesmo após passar pelo teste de envelhecimento, que contou com a simulação de 2.500 horas de exposição ao sol. A pesquisa não cita as marcas dos óculos.

Para garantir proteção eficaz e abrangente da visão, os cientistas sugerem que a indústria adote como uma prática padrão os limites estabelecidos pela ICNIRP, aumentando, assim, a qualidade dos produtos.

As normas para certificação de óculos de sol e proteção ocular estabelecem limites para os filtros de radiação solar no comprimento de onda entre 280 e 380 nanômetros (nm). Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comissão internacional determinam esses limites como sendo entre 280 e 400 nm. A radiação UV é dividida em três faixas – UVC (de 100 a 280 nm), UVB (280 a 315 nm) e UVA (315 a 400 nm).

“Desde os anos 1990, fazemos pesquisas nessa área em nosso laboratório. Desenvolvemos ciência que pode ser usada como base para estabelecer padrões e normas de segurança. Hoje somos reconhecidos internacionalmente e citados por vários autores em livros e em diretrizes”, diz a professora do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC-USP Liliane Ventura, autora correspondente do artigo.

Ventura, que coordena projeto apoiado pela FAPESP, também está liderando pedidos de patente de dois protótipos. Um deles para medir a exposição radiante do olho pelas radiações direta, difusa e refletida pelo interior das lentes dos óculos de sol. E outro para testes de bloqueio de radiação ultravioleta em óculos de sol voltado ao público. Ambos tramitam na Agência USP de Inovação para serem depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Recentemente uma patente, também fruto de apoio da FAPESP, foi concedida a Ventura e ao seu então aluno Artur Duarte Loureiro para uma tecnologia que avalia a condição dos óculos de sol para direção de veículos – mede a transmissão da luz em diferentes comprimentos de onda, como o verde, amarelo e o vermelho.

O pesquisador Mauro Masili, primeiro autor do artigo e integrante do laboratório, destaca outro trabalho do grupo, publicado em março de 2024 na revista Scientific Reports, mostrando que independentemente da categoria de lentes – mais claras ou escuras – os óculos precisam garantir uma proteção UVA acima de 86%. A classificação da lente é feita em categorias, que variam de 0 (mais clara) a 4. A 0 é recomendada para situações de poucos raios solares ou sem sol aparente. Já a 4, bastante escura, não é recomendada para dirigir.

Os resultados demonstraram que abaixo dos 86% de proteção pode até ampliar o risco para a saúde ocular, pois as lentes permitem um maior influxo de radiação UV no olho. No entanto, ao contrário do que se argumentava na literatura científica, esse aumento não se deve à dilatação da pupila causada pelos óculos de sol, mas sim à ampliação do campo de visão.

“Montamos uma tabela fazendo os cálculos de proteção de UV, UVA e UVB. Em termos de dilatação da pupila não existem óculos ruins. Todos vão proteger. Mas quando incluímos a ampliação do campo de visão isso muda. Em ambientes externos brilhantes, o reflexo natural é tentar fechar os olhos, enrugando a testa, para reduzir a luz. O uso de óculos de sol cria um ambiente mais escuro, impedindo a resposta natural e aumentando o campo de visão, o que pode resultar em maior exposição ao UV quando as lentes não oferecem proteção adequada”, explica Masili.

Por isso, o aumento da proteção para até 400 nm poderia minimizar os riscos de exposição desnecessária, segundo o estudo.

Idas e vindas
Desde o final dos anos 1990, quando o Brasil ainda não tinha normas para exigências de proteção dos óculos de sol, Ventura e Masili vêm contribuindo com órgãos reguladores na construção dessas diretrizes, incluindo as primeiras análises de características ópticas feitas pela professora para o Inmetro em 1997 com base em padrões internacionais.

Em 2003, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a NBR 15111, que estabelecia as características físicas de óculos de sol para uso geral, como dirigir e transitar, com parâmetros semelhantes aos da Europa. Estabelecia que a proteção no Brasil deveria ser de filtros entre 280 e 380 nm.

A norma foi revista em 2013, após pesquisa desenvolvida pelo grupo e apoiada pela FAPESP, ampliando a proteção ultravioleta para 280-400 nm, além do teste de resistência à irradiação ter passado de 25 horas para 50 horas. No entanto, em 2015, foi revogada e substituída pela ISO 12312-1, que retomou os parâmetros de filtros de proteção à radiação UV de 280 a 380 nm.

Em 2016, em outro trabalho conduzido pelos dois pesquisadores, foi calculada a exposição da radiação solar nas 27 capitais brasileiras e em 110 capitais do hemisfério Norte, apontando que o teste era ineficaz para assegurar a proteção das lentes dos óculos de sol à exposição da radiação UV.

Atualmente, não há exigência de certificação dos óculos de sol para comercialização no Brasil. Para os equipamentos usados para direção de veículos, por exemplo, é possível fazer a análise por meio de um espectrofotômetro, equipamento utilizado com fins científicos e manuseado por especialistas.

Ventura diz que está desenvolvendo um protótipo de medidas de exposição radiante do olho, com uma proposta de selo de fator de proteção solar, que possa ajudar o consumidor na escolha na hora da compra.

O artigo está disponível neste link.

NOTA DO EDITOR

Ao contrário do que o título da primeira versão deste artigo sugeriu, o estudo analisou 12 lentes de óculos de sol sem marca, vendidos no mercado informal. Dentre as lentes escolhidas, seis pertenciam à categoria 2 (tonalidade mais clara), duas pertenciam à categoria 3 (tonalidade média) e quatro eram da categoria 4 (tonalidade mais escura). As lentes selecionadas se enquadram nas categorias 2 a 4, já que são as mais comumente usadas por usuários de óculos de sol. O artigo ressalta que a amostra de óculos de sol analisada no estudo não possuía marca, e os presentes achados não devem, em princípio, ser generalizados para produtos do mercado formal (óculos originais, de marca). Uma pesquisa anterior revela que, embora os óculos de sol do mercado formal proporcionem uma proteção ligeiramente superior contra a radiação UV, os óculos de sol vendidos informalmente também apresentam um nível considerável de segurança. Os pesquisadores propuseram a hipótese de que óculos de sol sem marca podem ser fabricados a partir de restos da indústria formal. Sendo assim, o foco do estudo mais recente nos óculos de sol do mercado informal não invalida a relevância dos resultados.

Fonte: revistagalileu

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Curiosidade

Assentos de dois andares em aviões? Airbus explora conceito polêmico

por Redação 17 de fevereiro de 2025

Para o designer Alejandro Núñez Vicente, CEO da startup Chaise Longue, os assentos de dois níveis nos aviões são o futuro da classe econômica. E ao que tudo indica, a sua ideia, apresentada há alguns anos, está mais perto de se tornar realidade.

Segundo a CNN internacional, a Chaise Longue anunciou há pouco que está em conversas com a Airbus. Um porta-voz da gigante da aviação confirmou a informação, mas não quis dar mais detalhes.

“A Chaise Longue está explorando alguns conceitos iniciais com a Airbus em soluções de assentos de dois níveis para nossas aeronaves comerciais”, disse a fonte. “Dada a natureza deste nível de fase inicial, não faremos mais comentários”.

O projeto de Vicente propõe um layout verticalizado na cabine, com fileiras superiores e inferiores de assentos. Mas enquanto alguns o veem como uma forma engenhosa de otimizar o espaço e aumentar o conforto, outros o consideram um convite à claustrofobia e uma forma de as companhias aéreas amontoarem ainda mais os passageiros.

Em defesa da sua ideia, o designer diz que, quem ficar tanto na fileira de baixo quanto na de cima, tem mais espaço para esticar as pernas e que o assento do nível superior ainda possibilita “ângulos de reclinação maiores”.

A CNN testou os primeiros protótipos de ambos os conceitos e concluiu que, embora o nível inferior tenha um potencial claro de claustrofobia, o maior espaço para as pernas faz a diferença.

Em conversa com a publicação, Vicente observou que não pode especificar que tipo de cabine a colaboração com a Airbus tem como alvo e nem o quanto os conceitos que estão sendo explorados são parecidos com os apresentados inicialmente por sua empresa.

Ele acrescentou que o foco da Chaise Longue é “otimizar o espaço” na cabine e que está grato que a Airbus veja “o verdadeiro potencial dos assentos de dois níveis”.

Também reconheceu que, mesmo com essa nova parceria, “ainda há um longo caminho a percorrer” antes que os assentos de dois níveis se tornem mesmo uma realidade. “No entanto, com o apoio da Airbus, este é um objetivo realista e alcançável que melhorará muito as viagens dos passageiros”, completou.

Fonte: epocanegocios

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Curiosidade

Celular explode no bolso de mulher que fazia compras

por Redação 10 de fevereiro de 2025

Uma jovem ficou ferida após o celular que estava no bolso traseiro da calça explodir enquanto ela fazia compras em Anápolis, em Goiás. Imagens das câmeras de segurança da loja registraram quando o fogo começou – assista acima.

A situação ocorreu no sábado (8). À TV Anhanguera, o marido da jovem, que a acompanhava, relatou que eles olhavam produtos quando ela sentiu um calor no bolso.

Antes que pudesse reagir, o aparelho explodiu e pegou fogo rapidamente. Desesperada, a jovem saiu correndo e foi socorrida por pessoas que estavam próximas.

Ao g1, o marido da jovem contou que ela foi encaminhada ao hospital. Ela precisou tratar queimaduras de 1º e 2º graus.

Fonte: G1

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Curiosidade

Existe vida após a morte? Cientistas estudam reencarnação e comunicação com o ‘além’; entenda

por Redação 9 de janeiro de 2025

Em um escritório no centro de Charlottesville, Virgínia, um pequeno baú de couro fica em cima de um arquivo. Dentro há uma fechadura com combinação, fechada há mais de 50 anos. Quem colocou está morto.

Por si só, a fechadura não tem nada de especial: é uma daquelas usadas na academia. Possui um código de uma palavra de seis letras convertida em números e era conhecido apenas pelo psiquiatra Ian Stevenson, que o estabeleceu muito antes de morrer e anos antes de se aposentar como diretor da Divisão de Estudos Perceptivos (DOPS Inglês), uma unidade de pesquisa parapsicológica que ele fundou na Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia em 1967.

Stevenson chamou esse experimento de Teste de Sobrevivência da Fechadura Combinada . Ele pensou que se pudesse transmitir o código a alguém, do túmulo, poderia ajudar a responder às questões que o consumiram na vida: a comunicação do “além” é possível? Ou simplesmente: a reencarnação é real?

Este último enigma – a sobrevivência da consciência após a morte – permanece na vanguarda da investigação da divisão. A equipe registrou centenas de casos de crianças que afirmam se lembrar de vidas passadas em todo o mundo , exceto na Antártida. “Só porque não procuramos casos lá”, disse Jim Tucker, que há mais de duas décadas investiga relatos de vidas passadas. Aposentou-se recentemente após ter sido diretor do DOPS desde 2015.

Para começar, foi um caminho inesperado.

“No que diz respeito à reencarnação em si, nunca tive um interesse especial nela”, disse Tucker, que apenas pretendia ser psiquiatra infantil e foi, a certa altura, diretor da Clínica de Psiquiatria Infantil e Familiar da Universidade da Virgínia. “Mesmo quando eu estava treinando, nunca me ocorreu que acabaria neste trabalho.”

Agora, aos 64 anos, depois de viajar pelo mundo para registrar casos de possíveis memórias de vidas passadas , e depois de publicar seus próprios livros e artigos sobre o tema de vidas passadas, ele deixou o cargo.

“Há um nível de estresse na medicina e na academia”, refletiu. “Sempre há coisas que você deveria fazer, artigos que deveria escrever, receitas que deveria prescrever. Eu gostava do meu trabalho diário, tanto na clínica quanto no DOPS, mas chega um momento que você não está disposto a ter tantas responsabilidades e cobranças.”

De acordo com anúncio de emprego publicado pela faculdade de medicina, além de reputação acadêmica, o candidato ideal para substituir Tucker deve ter “um histórico de pesquisas rigorosas sobre experiências humanas extraordinárias, como a relação da mente com o corpo e o possibilidade de que a consciência sobreviva à morte física.”

Nenhum dos oito membros principais da equipe possui a formação acadêmica necessária para desempenhar a função, por isso é necessário encontrar alguém de fora.

“Acho que há uma sensação de que seria rejuvenescedor para o grupo ter alguém de fora entrando”, disse Jennifer Payne, vice-presidente de pesquisa do Departamento de Psiquiatria, que chefia o comitê de seleção.

Cientistas que se desviaram do caminho habitual
Tucker estava trabalhando muito quando aprendeu sobre o DOPS. Era 1996 e um jornal local, The Daily Progress de Charlottesville , traçou o perfil de Stevenson depois de receber financiamento para entrevistar pessoas sobre suas experiências de quase morte. Atraído pelo trabalho pioneiro, Tucker começou a trabalhar como voluntário na divisão antes de ingressar como pesquisador permanente.

Cada um dos investigadores da divisão dedicou suas carreiras – e, até certo ponto, arriscou suas reputações profissionais – ao estudo do chamado paranormal . Isso inclui experiências de quase morte e extracorpóreas, estados alterados de consciência e pesquisas de vidas passadas, que são abrangidas pela “parapsicologia”. São cientistas que se desviaram do caminho habitual.

O DOPS é uma instituição curiosa. Existem apenas alguns laboratórios no mundo que possuem linhas de pesquisa semelhantes – a Unidade de Parapsicologia Koestler da Universidade de Edimburgo , por exemplo – mas o DOPS é a iniciativa mais proeminente. A única outra grande unidade de parapsicologia nos Estados Unidos era o Laboratório de Pesquisa de Anomalias de Engenharia de Princeton , ou PEAR, que se concentrava na telecinesia e na percepção extra-sensorial. Essa unidade foi fechada em 2007 .

Embora tecnicamente faça parte da Universidade da Virgínia, o DOPS ocupa quatro espaços semelhantes a condomínios dentro de um edifício residencial. Fica notavelmente longe do arborizado campus principal da universidade e a pelo menos alguns quilômetros da faculdade de medicina.

“Ninguém sabe que estamos aqui”, disse Bruce Greyson, 78 anos, ex-diretor do DOPS e professor emérito de psiquiatria e ciências neurocomportamentais na Universidade da Virgínia, que começou a trabalhar com Stevenson no final da década de 1970. Ian era muito cauteloso em relação a isso. ele enfrentou muito preconceito”, disse Greyson. “Ele manteve um perfil muito discreto.”

Greyson recebeu muitas críticas antes de ingressar no DOPS. Ele havia trabalhado na Universidade de Michigan durante oito anos no início de sua carreira, mas seu interesse em experiências de quase morte começou a irritar outras pessoas, assim como Stevenson.

“Disseram-me, sem rodeios, que eu não teria futuro se pesquisasse experiências de quase morte, porque isso não pode ser medido num tubo de ensaio”, disse ele. “A menos que você pudesse quantificar isso com uma medida biológica, eles não queriam ouvir sobre isso.” Ele deixou Michigan e foi para a Universidade de Connecticut, onde passou 11 anos, e depois foi para o DOPS.

O clima dentro do DOPS é calmo e de estudos. Existem apenas alguns sinais das atividades da equipe. No laboratório subterrâneo há uma gaiola de Faraday revestida de cobre usada para testar indivíduos em experiências fora do corpo, e cabeças de manequim de espuma com tampas de EEG. No andar de cima, ao longo de toda a parede da Biblioteca Memorial Ian Stevenson, que possui mais de 5 mil livros e documentos relacionados à pesquisa de vidas passadas, há uma vitrine com uma coleção de facas, espadas e maças, armas descritas por crianças que se lembraram de um fim violento. em sua vida anterior.

“Não se trata da arma em si, mas do tipo de arma usada”, explicou Tucker. Cada objeto é rotulado com detalhes intrincados, às vezes sangrentos. Uma das exposições contava a história de uma menina birmanesa, Ma Myint Thein, que nasceu com deformidades nos dedos e marcas de nascença nas costas e no pescoço. “De acordo com os aldeões”, dizia a placa, “o homem cuja vida ele lembrava foi assassinado, seus dedos foram cortados e sua garganta foi cortada com uma espada”. Há também uma fotografia das mãos da menina, à direita faltam dois dedos.

O fato de as crianças que afirmam lembrar-se de vidas passadas serem mais prevalentes no Sul da Ásia, onde a reencarnação é um princípio básico de muitas crenças religiosas , tem sido usado pelos críticos para desacreditar os estudos. Afinal, é certamente muito fácil encontrar provas corroborativas em locais onde existe uma crença pré-existente na reencarnação.

No entanto, a questão da vida após a morte tem sido uma preocupação existencial para os humanos ao longo dos tempos e, em muitas culturas, a reencarnação é um princípio central da crença. o budismo, religião na qual se acredita que existe uma jornada de 49 dias entre a morte e o renascimento; o Hinduísmo, com o seu conceito de samsara, o ciclo sem fim; e as nações nativas americanas e da África Ocidental compartilham conceitos básicos semelhantes da alma ou espírito passando de uma vida para outra. Entretanto, um inquérito da Pew Research de 2023 descobriu que um quarto dos americanos acredita que é “definitivamente ou provavelmente verdade” que as pessoas que morreram podem reencarnar.

Quando se trata de reivindicações de vidas passadas, a equipe do DOPS trabalha em casos que quase sempre vêm diretamente dos pais.

Entre os traços comuns das crianças que afirmam ter tido uma vida anterior estão a precocidade verbal e os modos que não coincidem com os do resto da família . Acredita-se também que fobias ou aversões inexplicáveis ​​​​foram transferidas de uma existência passada. Em alguns casos, as memórias são extremamente claras: os nomes, profissões e peculiaridades de um grupo diferente de parentes, ou as particularidades das ruas onde moraram, e às vezes até lembram de acontecimentos históricos pouco conhecidos, detalhes que a criança não conseguia saber. .

Um dos casos mais famosos em que a equipe trabalhou foi o de James Leininger , um garoto americano que se lembrava de ter sido piloto de caça no Japão . O caso gerou muita atenção do DOPS, mas também atraiu muitos detratores.

Ben Radford, vice-editor da Skeptical Inquirer , uma revista dedicada à pesquisa científica, acredita que o pensamento positivo e a ansiedade geral da morte impulsionaram um interesse crescente na reencarnação, e encontra falhas na metodologia de pesquisa DOPS, que ele frequentemente disseca em seu blog. “O fato é que, por mais sincera que a pessoa seja, muitas vezes as memórias recuperadas são falsas”, disse ele.

A evidência não é impecável
Lembrado por muitos como um homem digno, com uma queda por ternos de três peças, Stevenson vivia para sua pesquisa. Ele quase nunca tirava folga. “Certa vez, tive que passar no escritório na véspera de Ano Novo e havia apenas um carro no estacionamento, e era o dele”, lembra Tucker.

Nascido em 1918, Stevenson, que era canadense e se formou em história em St. Andrews antes de estudar bioquímica e psiquiatria na Universidade McGill, foi chefe do departamento de psiquiatria da Universidade da Virgínia por 10 anos, até 1967.

No início da década de 1960, ele ficou desiludido com a medicina convencional. Numa entrevista ao The New York Times em 1999, ele disse que se sentiu atraído pelo estudo de vidas passadas devido ao seu “descontentamento com outras explicações da personalidade humana. Nem a psicanálise, nem o behaviorismo, nem a neurociência me satisfizeram. Parecia-me que faltava alguma coisa.”

Então ele começou a registrar potenciais casos de reencarnação , que viria a chamar de “casos do tipo reencarnação” (CORT). Foi um dos seus primeiros trabalhos de pesquisa CORT, de uma viagem à Índia em 1966, que chamou a atenção de Chester Carlson, o inventor da tecnologia por trás das fotocopiadoras Xerox. Foi o generoso apoio financeiro de Carlson que permitiu a Stevenson deixar seu cargo na faculdade de medicina e se dedicar integralmente à pesquisa de vidas passadas.

O reitor da Faculdade de Medicina da época, Kenneth Crispell, não aprovou esta incursão no paranormal. Ele ficou satisfeito quando Stevenson renunciou ao seu cargo no departamento de psiquiatria e, acreditando na liberdade acadêmica, concordou com a formação de uma pequena divisão de pesquisa. No entanto, qualquer esperança que Crispell tinha de que Stevenson e suas idéias pouco ortodoxas desapareceriam nas sombras acadêmicas rapidamente desapareceu: Carlson morreu de ataque cardíaco em 1968 e em seu testamento ele legou um milhão de dólares para o projeto de Stevenson.

Embora nem toda a atenção tenha sido positiva nos primeiros anos da divisão, algumas pessoas na comunidade científica ficaram intrigadas. “Ou Stevenson comete um erro colossal ou será conhecido como o Galileu do século XX”, escreveu o psiquiatra Harold Lief num artigo de 1977 para o Journal of Nervous and Mental Disease.

Hoje, o DOPS continua a ser financiado inteiramente por doações privadas . Em outubro, foi anunciado que a divisão havia recebido o primeiro pagamento de uma doação de US$ 1 milhão do Philip Rothenberg Legacy Fund, que será usada para financiar pesquisadores em início de carreira. Também dão o seu apoio às irmãs Bonner, Priscilla Bonner-Woolfan e Margerie Bonner-Lowry, atrizes de cinema mudo da década de 1920, cuja doação continua a financiar o funcionamento do DOPS. Outro apoiador improvável é o ator John Cleese, que encontrou a divisão pela primeira vez no Instituto Esalen , um retiro e comunidade intencional localizado em Big Sur, Califórnia.

“Essas pessoas se comportam como bons cientistas”, disse Cleese em entrevista por telefone. “Os bons cientistas procuram a verdade: não querem apenas estar certos. Penso que é absolutamente surpreendente e bastante embaraçoso a forma como a teoria reducionista materialista ortodoxa contemporânea lida com todas as coisas – e há muitas – que não consegue explicar.”

Nos primeiros anos do departamento, Stevenson viajou extensivamente ao redor do mundo e registrou mais de 2.500 casos de crianças que se lembravam de vidas passadas. Nesta era pré-internet, descobrir tantas histórias e tendências semelhantes serviu para reforçar a sua tese. Os resultados destas excursões, recolhidos na caligrafia elegante de Stevenson, são armazenados por país em arquivos e estão em lento processo de digitalização.

A partir desta base de dados, os investigadores tiraram conclusões que consideram interessantes. Os casos mais fortes, segundo os pesquisadores do DOPS, foram encontrados em crianças com menos de 10 anos de idade , e a maioria das memórias geralmente ocorre entre as idades de 2 e 6 anos, idade a partir da qual parecem desaparecer. O tempo médio entre a morte e o renascimento é de cerca de 16 meses, período que os pesquisadores consideram uma forma de intervalo. Muitas vezes, a criança guarda lembranças que coincidem com a vida de um parente falecido.

Contudo, apesar de todo esse trabalho meticuloso, Stevenson estava ciente das limitações da pesquisa de vidas passadas. “A evidência não é impecável e certamente não obriga a tal crença”, explicou ele numa palestra na Universidade do Sudoeste da Louisiana (agora Universidade da Louisiana em Lafayette) em 1989. “Mesmo o melhor está aberto à interpretação. ”alternativas, e só podem ser censurados aqueles que dizem que não há provas.”

“Ian achava que a reencarnação era a melhor explicação, mas não tinha certeza”, disse Greyson. “Achei que muitos dos casos poderiam ser outra coisa. Poderia ser uma espécie de possessão, poderia até ser uma ilusão. Existem muitas possibilidades diferentes. Pode ser clarividência ou obter informações de outras fontes das quais você não tem conhecimento.”

Depois de passar mais da metade de sua vida estudando vidas passadas, Stevenson aposentou-se do DOPS em 2002, passando o bastão para Greyson. Embora acompanhasse os procedimentos de longe, orientando quando solicitado, nunca mais pisou na divisão. Ele morreu de pneumonia cinco anos depois, aos 88 anos.

Muitas memórias são difíceis
Todos os anos, o DOPS recebe mais de 100 e-mails de pais sobre algo que seus filhos disseram. Abordar a divisão é muitas vezes uma tentativa de esclarecer as coisas, mas os investigadores nunca prometem respostas. Sua única promessa é levar essas alegações a sério, “mas em termos de o caso ser grande o suficiente para ser investigado, o suficiente para potencialmente verificar se corresponde a uma vida passada, são muito poucas”, disse Tucker.

Neste verão, Tucker dirigiu até a cidade rural de Amherst, Virgínia, para visitar um caso de possível memória de vidas passadas. Ele estava acompanhado dos colegas Marieta Pehlivanova e Philip Cozzolino, que assumiriam a pesquisa no novo ano.

Pehlivanova, 43 anos, especializada em experiências de quase morte e crianças que se lembram de vidas passadas, está no DOPS há sete anos e está iniciando um estudo sobre mulheres que tiveram experiências de quase morte durante o parto . Quando ele conta às pessoas o que faz, elas acham o assunto fascinante e perturbador. “Recebemos e-mails de pessoas dizendo que estamos fazendo o trabalho do diabo”, disse ele.

Ao chegar na casa da família, a equipe entrou na cozinha. Uma menina de três anos, a mais nova de quatro irmãos que estudavam em casa, espiou por trás das pernas da mãe, olhando timidamente. Ela estava vestindo uma camiseta larga da Minnie Mouse e foi se sentar entre os avós em um banquinho, observando enquanto todos se sentavam ao redor da mesa da sala de jantar.

“Vamos começar do início”, disse Tucker depois que a mãe da menina, Misty, de 28 anos, assinou a papelada. “Tudo começou com a peça do quebra-cabeça?”

Alguns meses antes, mãe e filha olhavam para um quebra-cabeça de madeira dos Estados Unidos, no qual cada estado era representado por uma caricatura de uma pessoa ou objeto. A filha de Misty apontou com entusiasmo para a peça irregular que representava Illinois, que tinha uma ilustração abstrata de Abraham Lincoln.

“É Pom”, exclamou a filha. “Ele não está usando chapéu.”

Na verdade, era um desenho de Abraham Lincoln sem chapéu, mas o mais importante é que embaixo da imagem não havia nenhum nome que indicasse quem ele era. Depois de semanas de conversas ininterruptas sobre como “Pom” sangrou até a morte depois de ser ferido e colocado em uma cama pequena demais – o que a família começou a pensar que poderia estar relacionado ao assassinato de Lincoln – eles começaram a considerar que sua filha havia sido presente no momento histórico. E isso apesar do fato de a família não ter nenhuma crença anterior na reencarnação, nem qualquer interesse particular em Lincoln.

No caminho para Amherst, Tucker confessou sua hesitação em assumir este caso específico, ou qualquer outro envolvendo uma pessoa famosa. “Se você disser que seu filho era Babe Ruth, por exemplo, haveria muita informação na Internet”, disse ele. “Quando recebemos esses casos, geralmente é porque os pais estão envolvidos. É um pouco estranho sair da boca de uma criança de três anos. Agora, se ele tivesse dito que sua filha era Lincoln, provavelmente não teria feito a viagem.”

Ultimamente, Tucker tem feito exames de imagem nas crianças. “Quando pensamos que conhecemos a pessoa de quem estamos falando, mostramos a ela uma foto daquela vida e depois mostramos outra – uma foto falsa – de outro lugar, para ver se conseguem escolher a certa”, disse ele. . “Você precisa ter algumas fotos para que isso signifique alguma coisa. Tive um em que o cara se lembrava de ter morrido no Vietnã. Mostrei a ele oito pares de fotos e em algumas delas ele não escolheu, mas nas demais acertou seis das seis. Então, você sabe, isso faz você pensar. Mas essa garota é tão jovem que não acho que possamos fazer isso.”

Na ocasião, a menina decidiu não se comprometer e fingiu estar dormindo. Então ele realmente adormeceu.

“Ele voltará em breve”, garantiu Misty aos investigadores. Com o passar dos minutos, Tucker decidiu que seria melhor deixar o teste das imagens para outro momento. A menina ainda estava dormindo quando os investigadores retornaram ao carro.

Após o primeiro encontro, a única coisa a fazer é não fazer nada e esperar, para ver se as lembranças se transformam em algo mais concreto. Como a pesquisa de vidas passadas se baseia em memórias espontâneas, a equipe não está muito convencida sobre o conceito de regressão hipnótica. “As pessoas são hipnotizadas e orientadas a voltar às suas vidas passadas e tudo mais, o que nos deixa bastante céticos”, disse Tucker. “Muitas coisas também podem ser inventadas, mesmo que sejam lembranças desta vida.”

O DOPS raramente leva em conta as histórias dos adultos. “Eles não são nosso principal interesse, em parte porque, como adulto, você foi exposto a muitas coisas”, explicou Tucker. “Você pode pensar que não sabe coisas sobre a história, mas é provável que tenha sido exposto a elas. Mas, além disso, o fenômeno ocorre tipicamente em crianças pequenas. É como se eles carregassem as memórias com eles e geralmente são muito pequenos quando começam a falar.”

Também existe a preocupação de que os pais estejam buscando atenção. “Há pessoas que dizem: ‘Bem, os pais só fazem isso para conseguir seus 15 minutos de fama ou algo assim’”, disse Tucker. “Mas a maioria deles não se importa que alguém saiba, você sabe, porque é constrangedor ou porque temem que as pessoas pensem que seu filho é estranho.”

Para uma criança, lembrar de uma vida passada pode ser difícil. “Eles podem sentir falta das pessoas ou sentir que há assuntos inacabados”, disse ele. Depois de um silêncio, ele continuou, com voz contemplativa. “Francamente, provavelmente é melhor para a criança não ter essas memórias, porque muitas delas são difíceis. “A maioria das crianças que se lembram de como morreram tiveram algum tipo de morte violenta e não natural.”

Ajude as pessoas a se tratarem um pouco melhor
Os investigadores esperam que a ideia de que a mente sobrevive à morte corporal seja melhor compreendida nos próximos anos e levada mais a sério.

“Duvido que haja uma descoberta ou um estudo que de repente convença a todos de que temos que mudar a forma como entendemos a realidade, mas acho que isso pode encorajar as pessoas a explorá-la”, disse Tucker, referindo-se ao trabalho que tem sido feito. no campo da pesquisa de vidas passadas no século passado.

Mas por que tudo isso importa?

A equipa do DOPS acredita que uma maior aceitação de que a vida é um ciclo contínuo poderia ter um efeito positivo na forma como vivemos.

“Isso certamente poderia influenciar a forma como as pessoas veem suas vidas”, disse Tucker. “Acho que é uma visão mais esperançosa do que a ideia de que este é apenas um universo aleatório sem significado. É claro que as pessoas encontram isso em sua religião, mas se pudessem ver que existe esse aspecto delas mesmas que continua, isso poderia ajudar com a dor e a ansiedade da morte e, você sabe, ajudaria as pessoas a se tratarem um pouco melhor. Haveria uma sensação mais forte de que estamos todos juntos nisso e que, novamente, esta não é uma existência sem sentido.”

Tucker pensa menos no passado e mais no futuro iminente. Ele passou os últimos meses resolvendo pontas soltas antes de sua partida.

Uma coisa é certa: quem assumir a direção do DOPS se tornará o novo guardião do experimento de Stevenson. Afinal, existem mais de um milhão de combinações possíveis para a fechadura, e não há coincidência em adivinhar a correta. Muitos tentaram, alguns até tentaram recuperar o código do próprio Stevenson recorrendo à ajuda de médiuns espirituais, em vão.

Quanto a Tucker, ele planeja se mudar para a Carolina do Sul com a esposa para ficar mais perto dos netos. “Estou pensando em virar a página e começar um novo capítulo”, disse ele.

Uma nova vida, talvez?

“Sim, bastante. Embora não seja assim que usamos esse termo aqui”, disse ele com um sorriso.Stevenson chamou esse experimento de Teste de Sobrevivência da Fechadura Combinada . Ele pensou que se pudesse transmitir o código a alguém, do túmulo, poderia ajudar a responder às questões que o consumiram na vida: a comunicação do “além” é possível? Ou simplesmente: a reencarnação é real?

Este último enigma – a sobrevivência da consciência após a morte – permanece na vanguarda da investigação da divisão. A equipe registrou centenas de casos de crianças que afirmam se lembrar de vidas passadas em todo o mundo , exceto na Antártida. “Só porque não procuramos casos lá”, disse Jim Tucker, que há mais de duas décadas investiga relatos de vidas passadas. Aposentou-se recentemente após ter sido diretor do DOPS desde 2015.

Para começar, foi um caminho inesperado.

“No que diz respeito à reencarnação em si, nunca tive um interesse especial nela”, disse Tucker, que apenas pretendia ser psiquiatra infantil e foi, a certa altura, diretor da Clínica de Psiquiatria Infantil e Familiar da Universidade da Virgínia. “Mesmo quando eu estava treinando, nunca me ocorreu que acabaria neste trabalho.”

Agora, aos 64 anos, depois de viajar pelo mundo para registrar casos de possíveis memórias de vidas passadas , e depois de publicar seus próprios livros e artigos sobre o tema de vidas passadas, ele deixou o cargo.

“Há um nível de estresse na medicina e na academia”, refletiu. “Sempre há coisas que você deveria fazer, artigos que deveria escrever, receitas que deveria prescrever. Eu gostava do meu trabalho diário, tanto na clínica quanto no DOPS, mas chega um momento que você não está disposto a ter tantas responsabilidades e cobranças.”

De acordo com anúncio de emprego publicado pela faculdade de medicina, além de reputação acadêmica, o candidato ideal para substituir Tucker deve ter “um histórico de pesquisas rigorosas sobre experiências humanas extraordinárias, como a relação da mente com o corpo e o possibilidade de que a consciência sobreviva à morte física.”

Nenhum dos oito membros principais da equipe possui a formação acadêmica necessária para desempenhar a função, por isso é necessário encontrar alguém de fora.

“Acho que há uma sensação de que seria rejuvenescedor para o grupo ter alguém de fora entrando”, disse Jennifer Payne, vice-presidente de pesquisa do Departamento de Psiquiatria, que chefia o comitê de seleção.

Cientistas que se desviaram do caminho habitual
Tucker estava trabalhando muito quando aprendeu sobre o DOPS. Era 1996 e um jornal local, The Daily Progress de Charlottesville , traçou o perfil de Stevenson depois de receber financiamento para entrevistar pessoas sobre suas experiências de quase morte. Atraído pelo trabalho pioneiro, Tucker começou a trabalhar como voluntário na divisão antes de ingressar como pesquisador permanente.

Cada um dos investigadores da divisão dedicou suas carreiras – e, até certo ponto, arriscou suas reputações profissionais – ao estudo do chamado paranormal . Isso inclui experiências de quase morte e extracorpóreas, estados alterados de consciência e pesquisas de vidas passadas, que são abrangidas pela “parapsicologia”. São cientistas que se desviaram do caminho habitual.

O DOPS é uma instituição curiosa. Existem apenas alguns laboratórios no mundo que possuem linhas de pesquisa semelhantes – a Unidade de Parapsicologia Koestler da Universidade de Edimburgo , por exemplo – mas o DOPS é a iniciativa mais proeminente. A única outra grande unidade de parapsicologia nos Estados Unidos era o Laboratório de Pesquisa de Anomalias de Engenharia de Princeton , ou PEAR, que se concentrava na telecinesia e na percepção extra-sensorial. Essa unidade foi fechada em 2007 .

Embora tecnicamente faça parte da Universidade da Virgínia, o DOPS ocupa quatro espaços semelhantes a condomínios dentro de um edifício residencial. Fica notavelmente longe do arborizado campus principal da universidade e a pelo menos alguns quilômetros da faculdade de medicina.

“Ninguém sabe que estamos aqui”, disse Bruce Greyson, 78 anos, ex-diretor do DOPS e professor emérito de psiquiatria e ciências neurocomportamentais na Universidade da Virgínia, que começou a trabalhar com Stevenson no final da década de 1970. Ian era muito cauteloso em relação a isso. ele enfrentou muito preconceito”, disse Greyson. “Ele manteve um perfil muito discreto.”

Greyson recebeu muitas críticas antes de ingressar no DOPS. Ele havia trabalhado na Universidade de Michigan durante oito anos no início de sua carreira, mas seu interesse em experiências de quase morte começou a irritar outras pessoas, assim como Stevenson.

“Disseram-me, sem rodeios, que eu não teria futuro se pesquisasse experiências de quase morte, porque isso não pode ser medido num tubo de ensaio”, disse ele. “A menos que você pudesse quantificar isso com uma medida biológica, eles não queriam ouvir sobre isso.” Ele deixou Michigan e foi para a Universidade de Connecticut, onde passou 11 anos, e depois foi para o DOPS.

O clima dentro do DOPS é calmo e de estudos. Existem apenas alguns sinais das atividades da equipe. No laboratório subterrâneo há uma gaiola de Faraday revestida de cobre usada para testar indivíduos em experiências fora do corpo, e cabeças de manequim de espuma com tampas de EEG. No andar de cima, ao longo de toda a parede da Biblioteca Memorial Ian Stevenson, que possui mais de 5 mil livros e documentos relacionados à pesquisa de vidas passadas, há uma vitrine com uma coleção de facas, espadas e maças, armas descritas por crianças que se lembraram de um fim violento. em sua vida anterior.

“Não se trata da arma em si, mas do tipo de arma usada”, explicou Tucker. Cada objeto é rotulado com detalhes intrincados, às vezes sangrentos. Uma das exposições contava a história de uma menina birmanesa, Ma Myint Thein, que nasceu com deformidades nos dedos e marcas de nascença nas costas e no pescoço. “De acordo com os aldeões”, dizia a placa, “o homem cuja vida ele lembrava foi assassinado, seus dedos foram cortados e sua garganta foi cortada com uma espada”. Há também uma fotografia das mãos da menina, à direita faltam dois dedos.

O fato de as crianças que afirmam lembrar-se de vidas passadas serem mais prevalentes no Sul da Ásia, onde a reencarnação é um princípio básico de muitas crenças religiosas , tem sido usado pelos críticos para desacreditar os estudos. Afinal, é certamente muito fácil encontrar provas corroborativas em locais onde existe uma crença pré-existente na reencarnação.

No entanto, a questão da vida após a morte tem sido uma preocupação existencial para os humanos ao longo dos tempos e, em muitas culturas, a reencarnação é um princípio central da crença. o budismo, religião na qual se acredita que existe uma jornada de 49 dias entre a morte e o renascimento; o Hinduísmo, com o seu conceito de samsara, o ciclo sem fim; e as nações nativas americanas e da África Ocidental compartilham conceitos básicos semelhantes da alma ou espírito passando de uma vida para outra. Entretanto, um inquérito da Pew Research de 2023 descobriu que um quarto dos americanos acredita que é “definitivamente ou provavelmente verdade” que as pessoas que morreram podem reencarnar.

Quando se trata de reivindicações de vidas passadas, a equipe do DOPS trabalha em casos que quase sempre vêm diretamente dos pais.

Entre os traços comuns das crianças que afirmam ter tido uma vida anterior estão a precocidade verbal e os modos que não coincidem com os do resto da família . Acredita-se também que fobias ou aversões inexplicáveis ​​​​foram transferidas de uma existência passada. Em alguns casos, as memórias são extremamente claras: os nomes, profissões e peculiaridades de um grupo diferente de parentes, ou as particularidades das ruas onde moraram, e às vezes até lembram de acontecimentos históricos pouco conhecidos, detalhes que a criança não conseguia saber. .

Um dos casos mais famosos em que a equipe trabalhou foi o de James Leininger , um garoto americano que se lembrava de ter sido piloto de caça no Japão . O caso gerou muita atenção do DOPS, mas também atraiu muitos detratores.

Ben Radford, vice-editor da Skeptical Inquirer , uma revista dedicada à pesquisa científica, acredita que o pensamento positivo e a ansiedade geral da morte impulsionaram um interesse crescente na reencarnação, e encontra falhas na metodologia de pesquisa DOPS, que ele frequentemente disseca em seu blog. “O fato é que, por mais sincera que a pessoa seja, muitas vezes as memórias recuperadas são falsas”, disse ele.

A evidência não é impecável
Lembrado por muitos como um homem digno, com uma queda por ternos de três peças, Stevenson vivia para sua pesquisa. Ele quase nunca tirava folga. “Certa vez, tive que passar no escritório na véspera de Ano Novo e havia apenas um carro no estacionamento, e era o dele”, lembra Tucker.

Nascido em 1918, Stevenson, que era canadense e se formou em história em St. Andrews antes de estudar bioquímica e psiquiatria na Universidade McGill, foi chefe do departamento de psiquiatria da Universidade da Virgínia por 10 anos, até 1967.

No início da década de 1960, ele ficou desiludido com a medicina convencional. Numa entrevista ao The New York Times em 1999, ele disse que se sentiu atraído pelo estudo de vidas passadas devido ao seu “descontentamento com outras explicações da personalidade humana. Nem a psicanálise, nem o behaviorismo, nem a neurociência me satisfizeram. Parecia-me que faltava alguma coisa.”

Então ele começou a registrar potenciais casos de reencarnação , que viria a chamar de “casos do tipo reencarnação” (CORT). Foi um dos seus primeiros trabalhos de pesquisa CORT, de uma viagem à Índia em 1966, que chamou a atenção de Chester Carlson, o inventor da tecnologia por trás das fotocopiadoras Xerox. Foi o generoso apoio financeiro de Carlson que permitiu a Stevenson deixar seu cargo na faculdade de medicina e se dedicar integralmente à pesquisa de vidas passadas.

O reitor da Faculdade de Medicina da época, Kenneth Crispell, não aprovou esta incursão no paranormal. Ele ficou satisfeito quando Stevenson renunciou ao seu cargo no departamento de psiquiatria e, acreditando na liberdade acadêmica, concordou com a formação de uma pequena divisão de pesquisa. No entanto, qualquer esperança que Crispell tinha de que Stevenson e suas idéias pouco ortodoxas desapareceriam nas sombras acadêmicas rapidamente desapareceu: Carlson morreu de ataque cardíaco em 1968 e em seu testamento ele legou um milhão de dólares para o projeto de Stevenson.

Embora nem toda a atenção tenha sido positiva nos primeiros anos da divisão, algumas pessoas na comunidade científica ficaram intrigadas. “Ou Stevenson comete um erro colossal ou será conhecido como o Galileu do século XX”, escreveu o psiquiatra Harold Lief num artigo de 1977 para o Journal of Nervous and Mental Disease.

Hoje, o DOPS continua a ser financiado inteiramente por doações privadas . Em outubro, foi anunciado que a divisão havia recebido o primeiro pagamento de uma doação de US$ 1 milhão do Philip Rothenberg Legacy Fund, que será usada para financiar pesquisadores em início de carreira. Também dão o seu apoio às irmãs Bonner, Priscilla Bonner-Woolfan e Margerie Bonner-Lowry, atrizes de cinema mudo da década de 1920, cuja doação continua a financiar o funcionamento do DOPS. Outro apoiador improvável é o ator John Cleese, que encontrou a divisão pela primeira vez no Instituto Esalen , um retiro e comunidade intencional localizado em Big Sur, Califórnia.

“Essas pessoas se comportam como bons cientistas”, disse Cleese em entrevista por telefone. “Os bons cientistas procuram a verdade: não querem apenas estar certos. Penso que é absolutamente surpreendente e bastante embaraçoso a forma como a teoria reducionista materialista ortodoxa contemporânea lida com todas as coisas – e há muitas – que não consegue explicar.”

Nos primeiros anos do departamento, Stevenson viajou extensivamente ao redor do mundo e registrou mais de 2.500 casos de crianças que se lembravam de vidas passadas. Nesta era pré-internet, descobrir tantas histórias e tendências semelhantes serviu para reforçar a sua tese. Os resultados destas excursões, recolhidos na caligrafia elegante de Stevenson, são armazenados por país em arquivos e estão em lento processo de digitalização.

A partir desta base de dados, os investigadores tiraram conclusões que consideram interessantes. Os casos mais fortes, segundo os pesquisadores do DOPS, foram encontrados em crianças com menos de 10 anos de idade , e a maioria das memórias geralmente ocorre entre as idades de 2 e 6 anos, idade a partir da qual parecem desaparecer. O tempo médio entre a morte e o renascimento é de cerca de 16 meses, período que os pesquisadores consideram uma forma de intervalo. Muitas vezes, a criança guarda lembranças que coincidem com a vida de um parente falecido.

Contudo, apesar de todo esse trabalho meticuloso, Stevenson estava ciente das limitações da pesquisa de vidas passadas. “A evidência não é impecável e certamente não obriga a tal crença”, explicou ele numa palestra na Universidade do Sudoeste da Louisiana (agora Universidade da Louisiana em Lafayette) em 1989. “Mesmo o melhor está aberto à interpretação. ”alternativas, e só podem ser censurados aqueles que dizem que não há provas.”

“Ian achava que a reencarnação era a melhor explicação, mas não tinha certeza”, disse Greyson. “Achei que muitos dos casos poderiam ser outra coisa. Poderia ser uma espécie de possessão, poderia até ser uma ilusão. Existem muitas possibilidades diferentes. Pode ser clarividência ou obter informações de outras fontes das quais você não tem conhecimento.”

Depois de passar mais da metade de sua vida estudando vidas passadas, Stevenson aposentou-se do DOPS em 2002, passando o bastão para Greyson. Embora acompanhasse os procedimentos de longe, orientando quando solicitado, nunca mais pisou na divisão. Ele morreu de pneumonia cinco anos depois, aos 88 anos.

Muitas memórias são difíceis
Todos os anos, o DOPS recebe mais de 100 e-mails de pais sobre algo que seus filhos disseram. Abordar a divisão é muitas vezes uma tentativa de esclarecer as coisas, mas os investigadores nunca prometem respostas. Sua única promessa é levar essas alegações a sério, “mas em termos de o caso ser grande o suficiente para ser investigado, o suficiente para potencialmente verificar se corresponde a uma vida passada, são muito poucas”, disse Tucker.

Neste verão, Tucker dirigiu até a cidade rural de Amherst, Virgínia, para visitar um caso de possível memória de vidas passadas. Ele estava acompanhado dos colegas Marieta Pehlivanova e Philip Cozzolino, que assumiriam a pesquisa no novo ano.

Pehlivanova, 43 anos, especializada em experiências de quase morte e crianças que se lembram de vidas passadas, está no DOPS há sete anos e está iniciando um estudo sobre mulheres que tiveram experiências de quase morte durante o parto . Quando ele conta às pessoas o que faz, elas acham o assunto fascinante e perturbador. “Recebemos e-mails de pessoas dizendo que estamos fazendo o trabalho do diabo”, disse ele.

Ao chegar na casa da família, a equipe entrou na cozinha. Uma menina de três anos, a mais nova de quatro irmãos que estudavam em casa, espiou por trás das pernas da mãe, olhando timidamente. Ela estava vestindo uma camiseta larga da Minnie Mouse e foi se sentar entre os avós em um banquinho, observando enquanto todos se sentavam ao redor da mesa da sala de jantar.

“Vamos começar do início”, disse Tucker depois que a mãe da menina, Misty, de 28 anos, assinou a papelada. “Tudo começou com a peça do quebra-cabeça?”

Alguns meses antes, mãe e filha olhavam para um quebra-cabeça de madeira dos Estados Unidos, no qual cada estado era representado por uma caricatura de uma pessoa ou objeto. A filha de Misty apontou com entusiasmo para a peça irregular que representava Illinois, que tinha uma ilustração abstrata de Abraham Lincoln.

“É Pom”, exclamou a filha. “Ele não está usando chapéu.”

Na verdade, era um desenho de Abraham Lincoln sem chapéu, mas o mais importante é que embaixo da imagem não havia nenhum nome que indicasse quem ele era. Depois de semanas de conversas ininterruptas sobre como “Pom” sangrou até a morte depois de ser ferido e colocado em uma cama pequena demais – o que a família começou a pensar que poderia estar relacionado ao assassinato de Lincoln – eles começaram a considerar que sua filha havia sido presente no momento histórico. E isso apesar do fato de a família não ter nenhuma crença anterior na reencarnação, nem qualquer interesse particular em Lincoln.

No caminho para Amherst, Tucker confessou sua hesitação em assumir este caso específico, ou qualquer outro envolvendo uma pessoa famosa. “Se você disser que seu filho era Babe Ruth, por exemplo, haveria muita informação na Internet”, disse ele. “Quando recebemos esses casos, geralmente é porque os pais estão envolvidos. É um pouco estranho sair da boca de uma criança de três anos. Agora, se ele tivesse dito que sua filha era Lincoln, provavelmente não teria feito a viagem.”

Ultimamente, Tucker tem feito exames de imagem nas crianças. “Quando pensamos que conhecemos a pessoa de quem estamos falando, mostramos a ela uma foto daquela vida e depois mostramos outra – uma foto falsa – de outro lugar, para ver se conseguem escolher a certa”, disse ele. . “Você precisa ter algumas fotos para que isso signifique alguma coisa. Tive um em que o cara se lembrava de ter morrido no Vietnã. Mostrei a ele oito pares de fotos e em algumas delas ele não escolheu, mas nas demais acertou seis das seis. Então, você sabe, isso faz você pensar. Mas essa garota é tão jovem que não acho que possamos fazer isso.”

Na ocasião, a menina decidiu não se comprometer e fingiu estar dormindo. Então ele realmente adormeceu.

“Ele voltará em breve”, garantiu Misty aos investigadores. Com o passar dos minutos, Tucker decidiu que seria melhor deixar o teste das imagens para outro momento. A menina ainda estava dormindo quando os investigadores retornaram ao carro.

Após o primeiro encontro, a única coisa a fazer é não fazer nada e esperar, para ver se as lembranças se transformam em algo mais concreto. Como a pesquisa de vidas passadas se baseia em memórias espontâneas, a equipe não está muito convencida sobre o conceito de regressão hipnótica. “As pessoas são hipnotizadas e orientadas a voltar às suas vidas passadas e tudo mais, o que nos deixa bastante céticos”, disse Tucker. “Muitas coisas também podem ser inventadas, mesmo que sejam lembranças desta vida.”

O DOPS raramente leva em conta as histórias dos adultos. “Eles não são nosso principal interesse, em parte porque, como adulto, você foi exposto a muitas coisas”, explicou Tucker. “Você pode pensar que não sabe coisas sobre a história, mas é provável que tenha sido exposto a elas. Mas, além disso, o fenômeno ocorre tipicamente em crianças pequenas. É como se eles carregassem as memórias com eles e geralmente são muito pequenos quando começam a falar.”

Também existe a preocupação de que os pais estejam buscando atenção. “Há pessoas que dizem: ‘Bem, os pais só fazem isso para conseguir seus 15 minutos de fama ou algo assim’”, disse Tucker. “Mas a maioria deles não se importa que alguém saiba, você sabe, porque é constrangedor ou porque temem que as pessoas pensem que seu filho é estranho.”

Para uma criança, lembrar de uma vida passada pode ser difícil. “Eles podem sentir falta das pessoas ou sentir que há assuntos inacabados”, disse ele. Depois de um silêncio, ele continuou, com voz contemplativa. “Francamente, provavelmente é melhor para a criança não ter essas memórias, porque muitas delas são difíceis. “A maioria das crianças que se lembram de como morreram tiveram algum tipo de morte violenta e não natural.”

Ajude as pessoas a se tratarem um pouco melhor
Os investigadores esperam que a ideia de que a mente sobrevive à morte corporal seja melhor compreendida nos próximos anos e levada mais a sério.

“Duvido que haja uma descoberta ou um estudo que de repente convença a todos de que temos que mudar a forma como entendemos a realidade, mas acho que isso pode encorajar as pessoas a explorá-la”, disse Tucker, referindo-se ao trabalho que tem sido feito. no campo da pesquisa de vidas passadas no século passado.

Mas por que tudo isso importa?

A equipa do DOPS acredita que uma maior aceitação de que a vida é um ciclo contínuo poderia ter um efeito positivo na forma como vivemos.

“Isso certamente poderia influenciar a forma como as pessoas veem suas vidas”, disse Tucker. “Acho que é uma visão mais esperançosa do que a ideia de que este é apenas um universo aleatório sem significado. É claro que as pessoas encontram isso em sua religião, mas se pudessem ver que existe esse aspecto delas mesmas que continua, isso poderia ajudar com a dor e a ansiedade da morte e, você sabe, ajudaria as pessoas a se tratarem um pouco melhor. Haveria uma sensação mais forte de que estamos todos juntos nisso e que, novamente, esta não é uma existência sem sentido.”

Tucker pensa menos no passado e mais no futuro iminente. Ele passou os últimos meses resolvendo pontas soltas antes de sua partida.

Uma coisa é certa: quem assumir a direção do DOPS se tornará o novo guardião do experimento de Stevenson. Afinal, existem mais de um milhão de combinações possíveis para a fechadura, e não há coincidência em adivinhar a correta. Muitos tentaram, alguns até tentaram recuperar o código do próprio Stevenson recorrendo à ajuda de médiuns espirituais, em vão.

Quanto a Tucker, ele planeja se mudar para a Carolina do Sul com a esposa para ficar mais perto dos netos. “Estou pensando em virar a página e começar um novo capítulo”, disse ele.

Uma nova vida, talvez?

“Sim, bastante. Embora não seja assim que usamos esse termo aqui”, disse ele com um sorriso.

Fonte: OGLOBO

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