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Libertadores

Libertadores

Botafogo é dominante, mas peca na finalização e deixa de construir vantagem em casa

por Redação 19 de setembro de 2024

Está tudo igual na decisão por vaga nas semifinais da Conmebol Libertadores entre Botafogo e São Paulo. Apesar de dominar a equipe paulista na maior parte do jogo de ida das quartas de final da competição, na última quarta-feira, no Nilton Santos, o placar não saiu do 0 a 0. Com isso, a definição ficou para a semana que vem, no Morumbis.

O time fez um jogo de intensidade alta, com cara de quem queria encaminhar uma possível vantagem o quanto antes. Assim, dominou as ações no primeiro tempo, finalizou 23 vezes no total, mas não conseguiu converter o volume ofensivo em gols. A bola parou na trave duas vezes, e o São Paulo reagiu no segundo tempo, o que dificultou os caminhos para que os cariocas colocassem um pé na próxima fase.

Primeiro tempo que só o Botafogo jogou
Apesar da posse de bola ser semelhante, foi o Botafogo quem tomou conta da primeira etapa do duelo. A fome para construir o resultado sob seus domínios ficou evidente logo no primeiro minuto, em roubada de bola do estreante na titular Alex Telles, que terminou com Savarino concluindo o lance em um bonito voleio, que Rafael defendeu.

A estratégia do time de Artur Jorge era se impor, com ritmo acelerado, poucos toques na bola, de forma que envolvesse o protegido São Paulo, que entrou em campo com três homens na zaga. Mesmo na tentativa de diminuir a vulnerabilidade defensiva com a linha mais reforçada, foi o articulado ataque alvinegro quem se deu melhor. Vitinho, Thiago Almada e Savarino foram os principais nomes do primeiro tempo.

O lateral-direito jogou avançado, ousou mais no ataque – comparado com o jogo de estreia contra o Corinthians -, tentou dribles, fez bons cruzamentos e contribuiu com desarmes. Também melhorou o entrosamento com Luiz Henrique pelo corredor, essa que tem sido uma principal arma do time em 2024.

Almada e Savarino se movimentaram bastante buscando o jogo, e foram os que mais apareceram na intermediária para tentar algo decisivo. E foi assim que aos 34 minutos, Savarino limpou a marcação de Alan Franco e finalizou no travessão. Na sequência, Almada cobrou escanteio, que Luiz Henrique cabeceou novamente na trave. O camisa 23 ainda teve uma ótima chance aos 40, mas chutou para fora.

Além da dinâmica na frente, o Botafogo se armou para pressionar e roubar a bola. O “perde-pressiona” foi intenso e impediu as jogadas em progressão do São Paulo. Lucas Moura, o principal armador do adversário, transitava sem a bola na intermediária na tentativa de se livrar da marcação e pouco conseguiu fazer em função disso.

Botafogo abdica de jogar no segundo tempo, desconcentra e deixa de construir vantagem em casa
O time de Artur Jorge que parecia se multiplicar em campo para construir e defender, sucumbiu nos 45 minutos finais. Com mudanças táticas feitas pelo São Paulo e fôlego com as trocas do adversário, o Alvinegro teve uma etapa avessa ao que imprimiu inicialmente.

E isso pode ser justificado pela alta intensidade deixada em campo ainda no primeiro tempo, que custou uma queda física e emocional natural. A carta na manga do time de Zubeldía foi se aproveitar disso e explorar com pressão na saída de bola botafoguense.

O goleiro John, por diversas vezes, foi obrigador a rifar a bola por não haver opções seguras para jogar de forma mais aproximada. Essa imposição do São Paulo fez com que o Alvinegro errasse passes, fosse desarmado com mais facilidade e abdicasse, inconscientemente, de jogar.

A falta de controle e concentração sobrecarregou a defesa, o que fez o zagueiro Barboza ser o melhor em campo do Botafogo no segundo tempo. Artur Jorge até tentou retomar a passe com substituições, como a opção de Tchê Tchê, além finalizar mais, com Tiquinho, mas o time pouco conseguiu fazer, aparentando ter deixado a maior parte do que tinha no primeiro tempo.

Agora, a decisão será nos 90 minutos restantes no Morumbis, em São Paulo, na próxima quarta-feira. Se conseguir manter o que fez no primeiro tempo e acertar a meta nas oportunidades criadas (foram 23 contra seis), tem grandes chances de vencer o time paulista longe de casa. Mas antes, ainda, tem um clássico importante pela manutenção da liderança no Brasileirão, contra o Fluminense, sábado, também no Nilton Santos.

Fonte: GE

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Libertadores

22 torcedores uruguaios do Nacional são detidos após quebrarem cadeiras do Morumbis e agredirem PMs em SP

por Redação 23 de agosto de 2024

Vinte e dois torcedores uruguaios do Nacional foram detidos em flagrante pela Polícia Militar (PM), na noite desta quinta-feira (22), após quebrarem e jogarem cadeiras no gramado do estádio do Morumbis, na Zona Sul da capital paulista. Parte dos estrangeiros também agrediu policiais militares, que revidaram dando golpes de cassetetes nos torcedores.

A confusão ocorreu após o Nacional do Uruguai sofrer o segundo gol na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no jogo de volta da fase oitavas de final da Copa Libertadores. Com o resultado, o time brasileiro avançou e o uruguaio foi eliminado da competição.

Um dos jogadores do Nacional passou mal durante a partida e foi levado de ambulância com “arritmia cardíaca” para um hospital.

22 uruguaios liberados

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), todos os 22 torcedores detidos foram liberados após pagarem fiança. Eles, no entanto, só poderão deixar o Brasil depois de comparecerem na Justiça em São Paulo para assinarem documentos.

Os estrangeiros foram responsabilizados por “promover tumulto” e “lesão corporal”. Imagens que eram transmitidas ao vivo pelas emissoras de TV mostravam parte da torcida do Nacional destruindo e lançando os bancos do Morumbis.

A Polícia Militar interveio e alguns torcedores do Nacional entraram em confronto com os policiais militares.

Um PM aparece nas imagens apanhando de torcedores. Um torcedor arranca o capacete do policial e depois o agride. O PM ficou ferido e depois reconheceu três dos torcedores detidos como seus agressores.

Apesar de a Drade ter registrado a ocorrência, a investigação será feita pelo 34º Distrito Policial (DP), no Morumbi. Os torcedores uruguaios detidos terão de assinar um termo circunstanciado. Um membro do consulado do Uruguai acompanhou os estrangeiros na delegacia.

Outra confusão envolvendo torcedores estrangeiros também repercutiu na imprensa na terça-feira (20). Parte da torcida do San Lorenzo da Argentina entrou em confronto com policiais militares na Arena do Galo em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os argentinos foram acusados de atos racistas nas arquibancadas durante jogo entre a equipe deles e o Atlético Mineiro pela Copa Libertadores.

Fonte: G1

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Libertadores

São Paulo desfruta de noite de Libertadores e mantém vivo o sonho do tetra

por Redação 23 de agosto de 2024

O São Paulo até demorou a se soltar, mas quase não teve problemas para vencer o Nacional, do Uruguai, por 2 a 0. A noite da última quinta-feira no Morumbis foi uma típica noite de Conmebol Libertadores: recepção de gala para os jogadores, festa nas arquibancadas e muita luta dentro de campo.

Para vencer o Nacional e garantir a vaga nas quartas de final, o São Paulo usou muito bem a força de seu quarteto ofensivo: Lucas, Luciano, Wellington Rato e Calleri. Sem Ferreira, lesionado, o técnico Luis Zubeldía decidiu confundir os uruguaios. Tirou qualquer rastro do famoso “jogo posicional”.

Até o centroavante Calleri, mesmo mais centralizado, saiu bastante da área – vide o primeiro gol, marcado por Bobadilla, que teve participação decisiva do camisa 9 com uma assistência um pouco mais longe da meta do Nacional.

O São Paulo demorou um pouco para se encaixar à ausência de Ferreira, mas o Nacional não aproveitou o pior momento tricolor do jogo para criar oportunidades. Na verdade, se postou defensivamente e aguardou o time da casa avançar.

Apesar da falta de espaços, a movimentação do São Paulo no campo ofensivo começou a dar resultado quando Wellington Rato e Lucas deixaram as pontas e passaram a jogar mais centralizados, para que os laterais tivessem espaço para avançar. A marcação uruguaia ficou confusa.

Foi assim que o São Paulo abriu o placar, numa movimentação de seu sistema ofensivo. Calleri saiu da área, abriu espaço, e a defesa do Nacional perdeu a referência na marcação. Bobadilla infiltrou, livre, e marcou o primeiro gol da noite.

Depois, o Tricolor se soltou mais. Começou a criar mais chances, se movimentar com mais precisão e ser mais duro na marcação. O Nacional, que já não vinha bem, se viu ainda mais acuado.

Apesar da queda de ritmo com o 2 a 0 no placar no início do segundo tempo, o São Paulo não perdeu domínio. Viu, porém, o Nacional crescer. Em duas oportunidades criadas em vacilos tricolores, os uruguaios chegaram com perigo: uma bola na trave e outra por cima, de dentro da área.

Passou a valer, portanto, o espírito brigador do time comandado por Luis Zubeldía para evitar que o Nacional diminuísse sua vantagem Defensivamente, Luiz Gustavo foi perfeito: desarmou, recompôs e fez o que pôde à frente da zaga.

De uma maneira geral, em campo, o São Paulo desfrutava de uma noite de Libertadores, que começara horas antes, ainda à tarde.

A classificação para as quartas de final teve uma recepção daquelas da torcida tricolor. Fumaça vermelha, fogos, ruas lotadas e muita empolgação para a partida. Dentro de campo, o São Paulo desfrutou: comemorou bolas recuperadas, não desistiu de jogadas e mostrou, mais uma vez, uma grande conexão com seu torcedor.

E o sonho do tetra continua vivo.

Fonte: GE

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Libertadores

Jogador do Nacional do Uruguai passa mal durante jogo com o São Paulo e é internado com ‘arritmia cardíaca’ em UTI de hospital

por Redação 23 de agosto de 2024

Um jogador do Nacional do Uruguai passou mal na noite desta quinta-feira (22) durante partida de futebol contra o São Paulo, no estádio do Morumbis, pela Copa Libertadores, e precisou ser socorrido e levado com quadro de “arritmia cardíaca” para o Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista. Juan Izquierdo permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até a última atualização desta reportagem.

Procurado pela reportagem, o hospital informou, por meio de sua assessoria de imprensa que todas as informações sobre o estado de saúde do zagueiro serão divulgadas pelo clube uruguaio.

As imagens gravadas pela transmissão da partida mostram que, por volta dos 39 minutos do segundo tempo de jogo, Juan não se sentiu bem. Ele perdeu o equilíbrio e caiu no gramado. Outros jogadores perceberam e chamaram uma ambulância para prestar atendimento e levá-lo até o hospital.

Alejandro Balbi, presidente do clube uruguaio, conversou com a imprensa na porta do Albert Einstein. O dirigente do Nacional falou que o atleta havia recuperado a consciência dentro da ambulância, mas que ao chegar ao hospital perdeu os sentidos e precisou ser sedado e estabilizado.

“Está estável, no CTI [UTI]. Tem que esperar aproximadamente 12 horas para ver a evolução, para começar a fazer os exames e ver se tem alguma sequela e eventualmente encontrar as causas do episódio que vimos que ocorreu em campo” disse Alejandro.

Em sua página no Instagram, o clube do São Paulo postou uma foto de Juan com a mensagem: “Nossos pensamentos estão com Juan Izquierdo, atleta do @nacional. Fuerza, @juanizquierdo97. Estamos contigo.”

Juan tem 27 anos e nasceu em Montevideo, capital do Uruguai. Ele é casado e tem um filho, nascido recentemente. O atleta começou a carreira no time uruguaio do Cerro, passou pelo Montevideo Wanderers e se transferiu para o Atlético San Luis, do México. Na volta ao país de origem, defendeu novamente o Wanderers, o Nacional, o Liverpool e retornou ao Nacional em 2024.

22 uruguaios detidos

Além do caso do jogador do Nacional que passou mal em campo e precisou ser internado, a partida desta quinta teve confusão nas arquibancadas do Morumbis. A Polícia Militar (PM) deteve 22 torcedores uruguaios acusados de “promover tumulto” e “lesão corporal”.

O São Paulo venceu a partida contra o Nacional por 2 a 0. Foi o jogo da volta contra o time rival após o empate sem gols no Uruguai. Com o resultado, o clube brasileiro avançou para a fase quartas de final da competição.

Depois do segundo gol do São Paulo, torcedores do time uruguaio começaram a quebrar e jogar cadeiras em direção ao gramado. A PM interveio e parte da torcida do Nacional entrou em confronto com os policiais militares.

“Houve a intervenção policial. e os torcedores entraram em confronto”, disse o delegado Cesar Saad, da Delegacia de Polícia de Repressão aos delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

Fonte: G1

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Libertadores

Noite de Libertadores: arma do São Paulo, Morumbis deve ter novo recorde de público na temporada

por Redação 22 de agosto de 2024

Uma noite de Libertadores costuma ser especial para torcedores do São Paulo. Como disse a voz de Telê Santana recriada por uma Inteligência Artificial, “essa mística tem mais poder do que vocês imaginam”. Nesta quinta-feira, mais uma vez o Tricolor entrará em campo ao lado de seu torcedor.

Às 19h, quando a bola rolar para a partida de volta das oitavas de final da Conmebol Libertadores, contra o Nacional, do Uruguai, o São Paulo deve ter ao seu lado mais de 60 mil torcedores. Se a expectativa for confirmada, será mais um recorde de público nesta temporada.

O São Paulo empatou por 0 a 0 com o Nacional na partida de ida das oitavas de final, no Uruguai. Precisa, agora, de uma vitória simples ao lado de seu torcedor para avançar às quartas. E os tricolores “compraram a briga” do time.

O São Paulo não divulgou, nos últimos dias, quantos ingressos vendeu para o jogo, mas a expectativa no clube e entre os torcedores é de que mais de 60 mil tricolores estejam nas arquibancadas do Morumbis.

Será mais uma demonstração de parceria entre torcida e equipe no passado recente.

No início deste mês, torcedores do São Paulo quebraram o recorde de maior público do Morumbis na temporada. Na partida contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, 58.065 são-paulinos foram ao estádio.

Esse número superou a marca de 56.162, registrada na vitória por 2 a 0 contra o Talleres, da Argentina, pela Conmebol Libertadores, em 29 de maio, que liderava o ranking do ano.

Agora, contra o Nacional, a expectativa é de que mais um recorde seja quebrado.

Fonte: GE

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Libertadores

Palmeiras evita terra arrasada, mas só título do Brasileirão vai salvar o ano

por Redação 22 de agosto de 2024

A noite da última quarta-feira reuniu todos os elementos para desencadear uma das maiores crises da era Abel Ferreira no comando do Palmeiras: eliminação nas oitavas de final da Conmebol Libertadores dias depois de cair nas oitavas da Copa do Brasil.

Mas os últimos dez minutos do jogo contra o Botafogo fizeram com que a queda não se tornasse uma terra arrasada por completo. O Verdão mais uma vez mostrou resiliência e quase conseguiu o impossível: virar um 2 a 0 e levar o jogo para os pênaltis.

Após levar dois gols no segundo tempo, o palmeirense que estava no Allianz Parque pouco acreditava numa reação. Nos 40 minutos da etapa final, a sensação é de que as vaias tomariam conta do estádio ao apito final. Mas o time mostrou mais uma vez por que leva o lema de não desistir jamais.

Quando tudo parecia perdido, Flaco López subiu mais alto do que todo mundo dentro da área e deu uma ponta de esperança a um estádio que estava em silêncio. Aos 45 minutos, Rony fez o torcedor explodir e rescendeu um esperança. Poderia ter novamente uma virada épica.

E pasmem: ela aconteceu. Aos 49 minutos, Gustavo Gómez aproveitou o bate e rebate dentro da área e encheu o pé para fazer o terceiro. O Palmeiras estava levando a decisão das quartas de final para os pênaltis com três gols em um intervalo de 9 minutos.

O Allianz Parque estremeceu, e todos os torcedores pareciam viver um delírio. Logo o VAR tratou de dar um fim ao que parecia realmente um delírio e anulou o gol que levaria às penalidades por uma mão do zagueiro palmeirense.

Ainda deu tempo de Gabriel Menino cobrar uma falta no travessão e dar um ar de ainda mais de decepção pelo que o time apresentou nos minutos finais.

A eliminação que se desenhava para ser trágica terminou com aplausos da torcida, que reconheceu a entrega da equipe no momento mais crucial. O desenrolar da queda faz com que o Palmeiras saia ferido, mas não completamente derrotado.

Resta agora apenas o Campeonato Brasileiro, e para o Verdão será uma obrigação para salvar o ano tumultuado e turbulento, cheio de altos e baixos.

Abel terá que reviver os momentos de crise que passou pelo clube e conseguir mais uma vez se reerguer. No próximo sábado, às 18h30, o desafio já é contra o Cuiabá, no Brinco de Ouro, e cada três pontos valerão muito para o tricampeonato.

Em um ano que o Palmeiras mais investiu na era Anderson Barros – R$ 200 milhões em contratações -, ganhar apenas o Campeonato Paulista será uma grande decepção. E aí, sim, poderá ser tratado como uma terra arrasada.

Fonte: GE

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Libertadores

Análise: São Paulo cria pouco, mas faz o suficiente para garantir empate útil na Libertadores

por Redação 16 de agosto de 2024

O São Paulo acertou o gol apenas uma vez, viu o Nacional criar diversas chances e não repetiu suas boas atuações recentes na última quinta-feira, no estádio Parque Central, no Uruguai. Mesmo assim, garantiu um importante empate sem gols na partida de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores para precisar de uma vitória simples no Morumbis.

Com força máxima, o São Paulo começou muito mal o jogo desta quinta-feira. Aparentemente pressionado pela torcida adversária, o Tricolor não conseguia sair jogando, não conseguia fazer ligações diretas e não conseguia reagir à pressão do Nacional para tentar criar alguma oportunidade ofensiva.

Durante todo o primeiro tempo, nenhuma vez o Nacional se viu ameaçado pelo São Paulo – no segundo, apenas uma boa chance criada por Calleri, mas o lance foi paralisado em seguida por posição irregular do centroavante tricolor. Em nível de atuação, o time comandado por Luis Zubeldía foi mal no Uruguai, mas isso importa menos com um resultado aceitável debaixo do braço.

Foi esse resultado que o São Paulo trouxe de volta para o Brasil. O Tricolor resistiu à pressão uruguaia. Apesar de ter sido dominado durante quase toda a partida fora de casa, a equipe não precisou que Rafael fizesse grandes defesas. Os dois lances de maior perigo para o Nacional só assustaram, mas não deram trabalho ao goleiro.

O primeiro foi numa bola finalizada de fora da área, para fora do gol, na etapa inicial e o segundo foi uma sobra dentro da área do São Paulo na etapa final, que foi tranquilamente defendida por Rafael. O domínio do Nacional, portanto, foi maior nos números do que na prática.

O São Paulo conseguiu resistir bem à tentativa de pressão uruguaia e conquistou um importante empate para ter tranquilidade no Morumbis. Com o 0 a 0 no placar na última quinta-feira, o Tricolor recebe o Nacional precisando de uma vitória simples, nada difícil para o quinto colocado no Campeonato Brasileiro e tricampeão da Libertadores.

Fonte: GE

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Libertadores

Abel diz que Botafogo foi melhor que o Palmeiras, mas avisa: “Em nossa casa vai ser diferente”

por Redação 15 de agosto de 2024

Abel Ferreira entende que o Palmeiras teve desempenho pior que o Botafogo e consequentemente mereceu perder por 2 a 1 nessa quarta-feira, pela partida de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores. O técnico, porém, entende que a história será diferente daqui a uma semana, no Allianz Parque.

– Ninguém surpreendeu ninguém e nos 90 minutos o adversário foi melhor e mereceu ganhar o jogo. Não tem desculpa. É porque o adversário tem méritos, bons jogadores e hoje foi melhor. Quarta é na nossa casa e vamos ver – respondeu.

O técnico optou por escalar o Palmeiras com Rony e Flaco López como dupla de ataque, mas os dois não funcionaram bem no primeiro tempo.

Na avaliação de Abel Ferreira, além de não conseguir ganhar duelos, o time teve dificuldades para fazer a bola chegar no ataque para incomodar o goleiro John com mais frequência.

– Em nossa casa vai ser diferente, agora não vamos cancelar jogos, vamos ter que jogar. Vocês conseguem ver os dois centroavantes do adversário como seguram a bola, como são fortes, como são pulsantes. Como queremos ligar os nossos centroavantes não estavam conseguindo segurar a bola – avaliou.

– Abrimos os dois da frente, fizemos substituições. Tiramos o Flaco e o Rony e fizemos ajustes porque não estávamos conseguindo ganhar dos zagueiros deles. Não ganhamos duelos, não ligamos jogos, mas penso que depois criamos dificuldade porque tiramos as marcações que essa equipe é muito forte, em atacar a profundidade.

Com a derrota na primeira partida, o Palmeiras precisa vencer por um gol de diferença para levar a disputa para os pênaltis. O time avança direto se ganhar por pelo menos dois gols de frente.

O reencontro entre Verdão e Botafogo está marcado para a próxima quarta, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. Antes, o time alviverde recebe o São Paulo, domingo, também na sua arena, pelo Brasileirão.

Veja outras respostas de Abel Ferreira:
Análise do jogo:

– O jogo do Botafogo é muito vertical, vocês veem que não é de hoje, ataca a profundidade e sabemos isso. O lance do primeiro gol é fácil ver quem ia marcar quem. Em relação às opções do meio de campo, jogamos no equilíbrio, o Veiga dá mais fluidez ao meio de campo, sabe que temos vários problemas nessa posição. O Aníbal já fez mais jogos que toda temporada passada na Argentina. Queria jogar com um médio de equilíbrio e outro para chegar à área. São características diferentes.

Avaliação do Botafogo:

– Sabe que tem jogadores que tem característica diferente. Esse jogador que está a falar custou 25 milhões de euros (Almada) e faz diferença, não foi só ele. O Botafogo é uma equipe que se reforçou muito e bem, uma equipe experiente, forte nos duelos, uma equipe que ataca bem a profundidade. O Tiquinho e o Igor Jesus seguram muito a bola, com profundidade.

Mudanças na equipe:

– Fruto de lesões, vendas, nosso lado esquerdo sofreu uma reformulação. O Murilo teve duas lesões, um menino de 17 anos que está a crescer e vai nos ajudar, um grande jogador. Vocês já sabem a filosofia, é essa e não vamos alterar. Tem muita margem de crescimento, não só pelo calendário, mas adaptação dos jogadores, alguns fora do pico de forma, é difícil manter por 4 ou 5 anos no Brasil.

– Não tem tempo de descanso e nossos jogadores têm que entender toda vez que jogamos aqui a forma agressiva que nosso adversário joga e temos que igualar eles. Vamos tentar recuperar a forma física, e os mais jovens como Giay e Vanderlan ajudar a crescer. Nossa linha defensiva é muito jovem, tirando o Gómez que é o mais velho. Uma equipe que tem presente e futuro. Hoje o nosso adversário foi melhor, soube aproveitar bem o fator individual, o fator casa, uma equipe agressiva, forte nos duelos e foram melhores. Recuperar esses jogadores para domingo e ver o que vamos fazer no próximo jogo. Agora é na nossa casa, no nosso ambiente.

Fonte: GE

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Libertadores

Análise: São Paulo esbarra em falta de pontaria (e sorte) em segundo empate da era Zubeldía

por Redação 17 de maio de 2024

O São Paulo chegou ao sétimo jogo sem derrota sob o comando do técnico Luis Zubeldía, mas a noite da última quinta-feira não foi das melhores. O Tricolor empatou em 0 a 0 com o Barcelona de Guayaquil, no Morumbis, e se manteve vivo na briga pela liderança do Grupo B da Conmebol Libertadores, mas o nível de atuação caiu.

Com o empate, o São Paulo chegou a 10 pontos e se manteve a três do Talleres, adversário da última rodada da fase de grupos da Libertadores. Os argentinos têm uma vitória e um gol a mais de saldo. Se vencê-los, o Tricolor iguala o número de triunfos e terá melhor saldo de gols. O resultado da última quinta-feira, portanto, não foi tão ruim, apesar, é claro, da insatisfação do torcedor.

O São Paulo esbarrou, contra o Barcelona de Guayaquil, na falta de pontaria de seus atacantes. Apesar de ter criado oportunidades, o Tricolor não conseguiu passar pelo goleiro adversário. Errou o alvo, chegou a assustar, mas não balançou as redes equatorianas.

O técnico Luis Zubeldía, por questões físicas, teve de mexer no time titular do São Paulo – isso também impactou na maneira de jogar. André Silva, que vinha atuando pela direita, foi deslocado para o meio e virou centroavante.

Rodrigo Nestor, com uma sobrecarga física por causa da sequência de jogos, e Bobadilla, com risco de agravar um corte que sofreu na perna direita contra o Fluminense, não puderam jogar. Zubeldía, então, escalou o São Paulo com Michel Araujo aberto pela direita e Ferreira pela esquerda.

Com nomes e posicionamentos parecidos, o Tricolor já tinha tido dificuldade no primeiro tempo da vitória por 3 a 1 sobre o Cobresal. O gol no Chile, inclusive, saiu justamente quando o treinador do São Paulo inverteu: colocou Ferreira na direita e Michel Araujo na esquerda.

Contra o Barcelona de Guayaquil, a mudança de lados também fez o Tricolor produzir algumas chances no segundo tempo. Mas, mesmo pela direita, Michel Araujo já havia sido perigoso na etapa inicial. Não foi isso que impediu a vitória.

O São Paulo teve dificuldade para conseguir furar o bloqueio do Barcelona e concluir em gol as chances que criou. Agora, contra o Talleres, não poderá repetir o mesmo erro se quiser chegar à liderança do Grupo B.

Fonte: GE

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Libertadores

Análise: jogos de outras equipes contra os mesmos adversários são um “tapa na cara” do Flamengo

por Redação 8 de maio de 2024

O torcedor do Flamengo foi dormir com algo ruim de digerir além de mais uma derrota na Libertadores: os exemplos recentes de outros times mais modestos contra os mesmos adversários do Rubro-Negro.

O Palestino, que derrotou o Flamengo por 1 a 0 com estádio quase vazio em Coquimbo, no Chile, na noite de terça-feira, foi o mesmo que foi goleado pelo Bolívar por 4 a 0 em casa (e jogando diante da sua torcida em Rancagua). E na semana passada, a vitória magra por 1 a 0 sobre o Amazonas no Maracanã, pela Copa do Brasil, também foi muito criticada. Ainda mais agora que a Ponte Preta jogou com eles pela Série B e deu de 3 a 0 em casa.

Enquanto isso, o Flamengo transformou a má fase em rotina. Já são seis jogos com apenas uma vitória, justamente essa contestada diante do Amazonas. E o desempenho ruim em todos. Contra o modesto Palestino, o Rubro-Negro parecia mais frio do que a gelada noite chuvosa em Coquimbo. Um time espaçado, por vezes exposto e muitas vezes sonolento, principalmente no primeiro tempo. E que dependia demais do De la Cruz para construir algo.

Lembram do discurso do time equilibrado de Tite, de que se o Flamengo não sofresse gols fatalmente iria fazer no ataque pela qualidade dos jogadores? Os números ofensivos mostram que já não é mais assim: foram apenas três gols nessa sequência de seis partidas. Em Coquimbo, o Flamengo teve 64% de posse de bola e 17 finalizações, mas voltou a passar em branco. E, mesmo jogando mal, ainda teve chances diante de um Palestino bem limitado. Foram sete oportunidades:

Aos 31 minutos do primeiro tempo, Cebolinha recebeu um bolão de Wesley na área e ficou na cara do goleiro, mas ele não chutou e preferiu tentar o passe para Gerson

Já no segundo tempo, aos sete minutos De la Cruz enfiou linda bola para Bruno Henrique invadir a área e chutar no cantinho para defesa de Rigamonti.

Aos 11, foram duas em uma: o próprio De la Cruz, em jogada individual na área, girou o corpo e bateu para outra boa defesa. E no rebote, Bruno Henrique emendou na rede pelo lado de fora.

Luiz Araújo, que perdeu a posição de titular, entrou no lugar de Bruno Henrique e teve duas chances: o chute colocdo que beijou a trave aos 25; e a finalização que passou pelos marcadores e Gabigol atrapalhou, em impedimento.

E aos 36, Cebolinha cruzou na cabeça de Gabigol, livre e em posição legal na área, mas ele cabeceou mal demais e mandou para fora.

“Ah, mas o cara acertou um chute que só se acerta uma vez na vida e outra na morte”, como o próprio Rossi quis dizer na coletiva, embora não com essas palavras. Óbvio que foi muito mérito do Cornejo, indefensável. Mas não vale como desculpa porque o Palestino teve outras duas boas chances: uma defendida por Rossi no primeiro tempo e outra furada de Marabel no segundo (veja na imagem abaixo). E o Flamengo, pelo time e elenco que tem, deveria ter ganhado mesmo tomando gol.

Está certo que Tite está lidando com dois desfalques de peso de Pulgar e Arrascaeta (que juntos formam 66% do meio de campo titular do time). Porém, não dá para culpar só isso, assim como não é só questão de perda de confiança, como o próprio Tite reconheceu na coletiva.

Taticamente o Flamengo estagnou, perdeu o encanto e passou a sofrer muito nas bolas paradas. No tudo ou nada no fim do jogo, o time ficou uma bagunça, com Fabrício Bruno e Léo Pereira no ataque entre Pedro e Gabigol.

O resultado tirou o Flamengo da zona de classificação do Grupo E para as oitavas de final da Libertadores. Com só quatro pontos (dois atrás do Palestino), o Rubro-Negro agora é o terceiro colocado e vê aumentar o risco de vexame de uma eliminação na primeira fase. Por isso, terá uma “final antecipada” contra o líder Bolívar na semana que vem no Maracanã. Antes, o time recebe o Corinthians no próximo sábado, às 16h (de Brasília), pela sexta rodada do Brasileirão.

Fonte: GE

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