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Gaza realiza primeiro torneio de futebol para amputados após guerra deixar 6 mil pessoas sem membros

por Redação 28 de novembro de 2025

A Faixa de Gaza iniciou, em novembro, seu primeiro torneio de futebol para amputados desde o início da guerra entre Israel e Hamas, conflito que já dura mais de dois anos e deixou milhares de feridos graves no território palestino. Segundo autoridades de Saúde de Gaza, 6 mil pessoas passaram por amputações desde o início dos confrontos, número que inclui o maior índice de crianças amputadas per capita do mundo.

O campeonato, batizado de Campeonato da Esperança, reúne jogadores que perderam pernas em ataques aéreos, mas que mantêm vivo o desejo de continuar praticando o esporte. Entre eles está Madi Nawasra, que teve a casa atingida e precisou amputar uma das pernas: “Eu era jogador antes, e mesmo depois da amputação continuo determinado a jogar futebol”, afirmou.

Apesar da grave falta de suprimentos médicos — especialmente próteses, que são escassas no enclave — os atletas seguem treinando e participando das partidas. Crianças amputadas também entraram em campo, reforçando o simbolismo do torneio como um ato de resistência e superação em meio à destruição causada pela guerra.

O evento marca um momento raro de união e esperança em Gaza, onde a população segue enfrentando condições humanitárias severas, escassez de recursos básicos e impactos físicos e emocionais causados pelos anos de conflito.

Fonte: G1

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Trump afirma que vai suspender imigração de países classificados como “terceiro mundo” e promete revisão ampla de políticas migratórias nos EUA

por Redação 28 de novembro de 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (28) que pretende “pausar permanentemente” a entrada de imigrantes provenientes de países que ele define como “terceiro mundo”, sem especificar quais nações seriam afetadas. As afirmações foram feitas em publicações nas redes sociais e representam o movimento mais recente de escalada retórica contra a imigração desde seu retorno à Casa Branca.

Trump afirmou que vai restringir benefícios e subsídios destinados a não-cidadãos e prometeu “desnaturalizar imigrantes que minam a tranquilidade doméstica”, além de deportar “qualquer estrangeiro que seja um encargo público, risco à segurança ou incompatível com a Civilização Ocidental”. O presidente responsabilizou imigrantes por problemas que descreveu como “disfunção social” nos EUA e criticou decisões adotadas no governo Joe Biden, alegando que “milhões” de pessoas teriam sido admitidas ilegalmente no país — número não detalhado por ele.

O republicano também defendeu uma política migratória de “migração reversa”, que, segundo sua avaliação, seria a única forma de enfrentar os desafios que atribui ao atual sistema. Em sua mensagem, ampliou ataques a comunidades específicas de imigrantes, autoridades locais e parlamentares democratas, associando a chegada de estrangeiros ao aumento da criminalidade, à pressão sobre serviços públicos e à deterioração urbana.

As declarações ocorreram horas após Trump pedir a revisão dos Green Cards concedidos a cidadãos de 19 países: Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. O Green Card é o visto permanente que autoriza o estrangeiro a morar e trabalhar nos Estados Unidos.

A nova ofensiva do governo ocorre após a morte de uma guarda nacional ferida em um ataque na área próxima à Casa Branca, na quarta-feira (26). Dois soldados foram baleados; um segue em estado grave. O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, é um afegão que estaria em situação irregular. Ele entrou no país em 2021 com um visto especial destinado a afegãos que colaboraram com os EUA durante a guerra, benefício oferecido a pessoas consideradas vulneráveis após a retirada das tropas americanas. Após o ataque, Trump já havia suspendido temporariamente solicitações de imigração de residentes do Afeganistão.

Fonte: G1

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Mundo

Suspeito de ataque a soldados nos EUA trabalhou com CIA e Exército no Afeganistão

por Redação 27 de novembro de 2025

O afegão Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, suspeito de atirar contra dois soldados da Guarda Nacional dos Estados Unidos a poucos quarteirões da Casa Branca, trabalhou anteriormente com o Exército americano e com a CIA na região de Kandahar, no Afeganistão. A informação foi confirmada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e pelo diretor da agência, John Ratcliffe.

O ataque ocorreu na quarta-feira, na estação de metrô Farragut West, em Washington D.C., quando as ruas estavam movimentadas. Segundo as autoridades, Lakanwal “emboscou” os militares, levantando o braço com a arma e disparando. Os soldados foram socorridos e permanecem em estado crítico. O suspeito foi detido rapidamente por membros da Guarda Nacional e forças de segurança presentes no local.

Lakanwal chegou aos Estados Unidos em setembro de 2021, no período em que militares americanos deixaram o Afeganistão após duas décadas de atuação no país. Ele solicitou asilo em 2024, durante o governo Joe Biden, e teve o pedido aprovado em abril de 2025, já sob o governo Donald Trump. A imprensa americana afirma que o afegão foi aceito por ter colaborado com o governo dos EUA como integrante de uma força de segurança parceira da CIA.

As motivações do ataque ainda não foram divulgadas. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, classificou o episódio como um “ataque a tiros direcionado”. O diretor do FBI, Kash Patel, corrigiu informações iniciais e afirmou que os dois soldados sobreviveram, mas estão em estado crítico.

O incidente reacende o debate sobre imigração no país. Em pronunciamento na Flórida, Trump chamou o ato de terrorismo, afirmou que o suspeito “pagará caro” e declarou que fará uma reavaliação dos afegãos que entraram nos EUA durante o governo Biden. O USCIS suspendeu temporariamente o processamento de pedidos de imigração de cidadãos afegãos, enquanto revisa protocolos de segurança.

Segundo testemunhas, o ataque gerou caos próximo ao metrô e bloqueou ruas no centro da capital. Dezenas de viaturas foram enviadas ao local. Após o ataque, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de mais 500 militares para Washington, elevando para 2.500 o número de agentes da Guarda Nacional destacados para a capital.

Fonte: OGLOBO

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Atirador que baleou militares perto da Casa Branca é imigrante afegão; investigação apura terrorismo

por Redação 27 de novembro de 2025

O homem que baleou dois militares da Guarda Nacional nos arredores da Casa Branca, nesta quarta-feira (26), é um imigrante afegão, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, entrou nos EUA em 2021 com um visto especial destinado a afegãos que auxiliaram o governo americano durante a guerra.

Lakanwal permaneceu no país mesmo após o vencimento do visto e está em situação irregular, segundo autoridades ouvidas pela Reuters. Ele foi detido após troca de tiros com integrantes da Guarda Nacional e ficou ferido. Não há informações sobre seu estado de saúde.

Os dois militares atingidos estão em estado grave. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, afirmou que o ataque foi “direcionado” contra os integrantes da Guarda Nacional, e a investigação aponta que ele teria agido sozinho. O governo dos EUA apura se o ato configura terrorismo.

O tiroteio ocorreu por volta das 14h30 (16h30 em Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca, em área movimentada próxima a restaurantes e cafeterias. Durante o incidente, a Casa Branca emitiu alerta vermelho, depois reduzido para laranja. Nenhuma pessoa podia entrar ou sair do complexo sem autorização do Serviço Secreto, e ruas próximas foram interditadas. O Aeroporto Nacional Ronald Reagan interrompeu temporariamente as decolagens, retomadas em menos de uma hora.

Desde agosto, mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional patrulham Washington, após o presidente Donald Trump assumir o controle federal da polícia local. A medida, criticada pela prefeita Muriel Bowser, inclui patrulhamento de bairros, estações e barreiras nas estradas, além de apoio em eventos e coleta de lixo. Uma decisão judicial determinou recentemente o fim da operação, mas suspendeu a ordem por 21 dias para que o governo retire as tropas ou apresente recurso.

Fonte: G1

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Mundo

Presidente Trump classifica ataque perto da Casa Branca como ato de terror; suspeito é afegão e investigação segue

por Redação 27 de novembro de 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o ataque que deixou dois militares da Guarda Nacional baleados próximo à Casa Branca como um “ato de terror”. O Departamento de Justiça norte-americano está investigando o caso como possível terrorismo.

O suspeito detido, identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, é afegão e teria chegado aos EUA em 2021 com um visto especial para afegãos que ajudaram o governo americano durante a guerra. Um funcionário do Departamento de Justiça informou que ele está de forma irregular no país.

O ataque ocorreu por volta das 14h30, horário local (16h30 em Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca, em uma área movimentada próxima a restaurantes e cafeterias. Houve troca de tiros antes da detenção do suspeito, que também ficou ferido. Não há informações detalhadas sobre seu estado de saúde.

Os militares baleados estão em estado grave. Segundo a prefeita de Washington, Muriel Bowser, o ataque parecia ter como alvo os integrantes da Guarda Nacional, caracterizando-se como um “tiroteio direcionado”.

Durante o incidente, a Casa Branca chegou a emitir alerta vermelho de risco à vida, posteriormente reduzido para laranja. O Serviço Secreto manteve o complexo em lockdown, restringindo entradas e saídas, e algumas ruas próximas foram interditadas. Por questões de segurança, o Aeroporto Nacional Ronald Reagan suspendeu temporariamente as decolagens.

Trump afirmou que o país deve “reexaminar cada estrangeiro que entrou nos EUA vindo do Afeganistão durante o governo Biden” e classificou o suspeito como um “animal” que “pagará um preço muito alto”. Após o ataque, o presidente determinou o envio de mais 500 soldados à capital.

Mais de 2 mil militares da Guarda Nacional já estavam em Washington, mobilizados desde agosto para patrulhar bairros, estações e pontos estratégicos da cidade. A medida, que enfrentou resistência da prefeita Muriel Bowser, foi contestada judicialmente, mas a operação segue até que o governo retire as tropas ou apresente recurso.

Fonte: G1

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Mundo

Dois militares da Guarda Nacional são baleados em ataque próximo à Casa Branca

por Redação 26 de novembro de 2025

Dois integrantes da Guarda Nacional dos Estados Unidos foram baleados e socorridos em estado grave após um ataque ocorrido nesta quarta-feira (26), a poucos quarteirões da Casa Branca, em Washington, D.C. A sede do governo chegou a entrar em regime de lockdown, e uma pessoa foi detida como suspeita.

O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, chegou a afirmar que os militares haviam morrido, mas voltou atrás pouco depois, alegando ter recebido informações contraditórias.

O presidente Donald Trump não estava na Casa Branca no momento do ataque. Ele havia viajado na noite anterior para a Flórida, onde deve passar o feriado de Ação de Graças. O vice-presidente J.D. Vance também não se encontrava na cidade.

Em uma rede social, Trump classificou o atirador como um “animal” e afirmou que ele “pagará um preço muito alto”. Os dois militares faziam parte do contingente da Guarda Nacional mobilizado para patrulhar a capital norte-americana por determinação do próprio presidente.

A polícia de Washington informou que não há outros suspeitos além do detido. A prefeita Muriel Bowser declarou que o ataque foi um “tiroteio direcionado” contra membros da Guarda Nacional. Já o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o caso é investigado como agressão contra agentes de segurança e tratado como assunto de segurança nacional. A motivação ainda está sob apuração.

Após o episódio, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, anunciou que Trump autorizou o envio de mais 500 soldados para reforçar a segurança na cidade.

O ataque ocorreu por volta das 14h30 (16h30 em Brasília), perto de um parque movimentado, rodeado por restaurantes e cafeterias. Segundo o The New York Times, a Casa Branca chegou a emitir alerta vermelho por risco potencial à vida dentro do complexo presidencial, posteriormente reduzido para laranja.

Durante o lockdown, ninguém pôde entrar ou sair da Casa Branca sem autorização do Serviço Secreto, e diversas ruas próximas foram interditadas. De forma preventiva, a Agência de Aviação Civil dos EUA suspendeu temporariamente as decolagens no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, retomadas menos de uma hora depois.

O envio de tropas à capital já vinha sendo alvo de debate. Mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional foram destacados para Washington em agosto, após Trump assumir o controle federal da polícia local, justificando a medida como parte de uma ofensiva contra o crime. A prefeita Bowser criticou a decisão, classificando-a como “alarmante e sem precedentes”.

Na semana passada, uma juíza federal determinou o fim da operação, mas suspendeu sua própria ordem por 21 dias, prazo para que o governo decida pela retirada das tropas ou apresente recurso.

Fonte: G1

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Cientistas encontram raríssima flor gigante na Indonésia, e biólogo chora após busca por mais de uma década

por Redação 26 de novembro de 2025

Uma expedição científica em Sumatra, na Indonésia, registrou um dos achados botânicos mais raros dos últimos anos: um exemplar da Rafflesia hasseltii, espécie de flor gigante e parasita que raramente é encontrada na natureza. A descoberta emocionou o biólogo indonésio Septian “Deki” Andrikithat, que buscava a planta havia 13 anos. Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira mostra o momento em que o pesquisador cai de joelhos e chora ao ver o botão desabrochando.

A Rafflesia hasseltii é conhecida por sua extrema raridade e dificuldade de localização. Até hoje, grande parte das referências disponíveis sobre a espécie vem de ilustrações do século 19, já que poucos cientistas conseguiram observá-la em seu habitat natural. O botânico britânico Chris Thorogood, professor associado da Universidade de Oxford e responsável por registrar as imagens, destacou que a flor é tão incomum que “já foi vista mais vezes por tigres do que por humanos”.

Segundo Thorogood, a equipe percorreu a mata densa por dois dias, em caminhadas contínuas durante o dia e à noite, até localizar a planta. O desabrochar ocorreu durante a madrugada, permitindo que os pesquisadores registrassem pela primeira vez a abertura completa da flor. Ele descreveu a experiência como “algo de outro planeta”, citando a singularidade do momento de observação silenciosa diante da espécie.

A raridade da Rafflesia hasseltii se explica por seu ciclo de vida: o botão pode levar até nove meses para se desenvolver e permanece aberto apenas por alguns dias. Totalmente parasita, a planta se instala dentro de cipós tropicais e emerge exclusivamente para florescer — processo que dura cerca de uma semana. O exemplar encontrado tem dimensões semelhantes às de uma melancia.

Além da aparência peculiar, a flor exala um odor característico associado à decomposição, estratégia usada para atrair moscas responsáveis pela polinização. O cheiro, no entanto, é menos intenso que o de outras espécies do gênero, como a Rafflesia arnoldii, considerada a maior flor do mundo e conhecida popularmente como “flor-cadáver”.

A descoberta contribui para o registro científico da espécie e reforça a importância de ações de conservação das florestas tropicais do Sudeste Asiático, onde estão as últimas populações conhecidas das Rafflesias.

Fonte: OGLOBO

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Homem acha pai desaparecido em mercado após 2 décadas de busca: ‘Desculpa, acho que sou seu filho’

por Redação 26 de novembro de 2025

Um encontro inesperado em um minimercado de Londres encerrou duas décadas de busca do jovem Oliver Archer, de 21 anos, pelo pai desaparecido. Educador físico e residente na capital inglesa, Oliver cresceu sem qualquer contato com o pai e passou anos reunindo pistas que pudessem ajudá-lo a encontrá-lo. O reencontro ocorreu de forma casual, durante uma ida ao comércio local para postar encomendas.

Criado apenas pela mãe, Oliver cresceu ouvindo poucas informações sobre o pai, um homem de origem turca, identificado apenas pelo primeiro nome, com quem ela havia se relacionado brevemente. Na adolescência, o jovem iniciou suas próprias buscas, pesquisando arquivos on-line, visitando estabelecimentos frequentados pela comunidade turca, além de realizar um teste de DNA — todos sem sucesso.

A reviravolta aconteceu após Oliver retornar, aos 18 anos, ao bairro onde nasceu, em Londres. O que ele não sabia é que o pai também havia voltado à capital britânica após passar um período na Turquia.

Na noite do reencontro, Oliver estava no minimercado quando o sistema travou e ele deixou outro cliente passar à frente. O homem falava turco ao telefone e, ao trocarem nomes, veio o primeiro indício: era o mesmo nome registrado como o de seu pai. As características físicas reforçaram a suspeita. Do lado de fora da loja, Oliver explicou que buscava pelo pai há anos e relatou detalhes da história familiar. O homem, por sua vez, mencionou o nome da mãe do jovem, a rua onde ela morava e até parentes próximos, eliminando qualquer dúvida.

A confirmação emocional veio na frase dita por Oliver: “Desculpa toda pressão… acho que sou seu filho”. O homem reagiu com tranquilidade e acolhimento: “Pare de pedir desculpas. Estou muito feliz que você tenha me parado”.

Dias depois, pai e filho marcaram um novo encontro. O homem relatou que sabia da existência do filho, mas que não conseguiu manter contato ao longo dos anos. Oliver disse que preferiu receber o reencontro com empatia, deixando ressentimentos de lado para entender a história do pai. Para ele, o episódio marcou não apenas o fim de uma longa busca, mas também o início de uma nova etapa na relação entre os dois.

Fonte: FANTÁSTICO

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Mundo

Navio que vaga há meses retorna ao Uruguai com 3 mil vacas e bezerros em situação crítica; maioria pode não sobreviver, alertam ativistas

por Redação 21 de novembro de 2025

Quase 3 mil vacas e bezerros estão a caminho do Uruguai após permanecerem por meses confinados no navio cargueiro Spiridon II, impedido de descarregar sua carga na Turquia. A embarcação, que deixou Montevidéu em 19 de setembro rumo ao porto de Bandirma, só deve retornar à capital uruguaia em dezembro — quase três meses depois da partida.

A situação a bordo é considerada dramática. Com escassez de água e ração, ativistas alertam que a maior parte dos animais dificilmente sobreviverá ao retorno. Metade do rebanho está prenha, o que agrava o quadro. Abortos são considerados praticamente inevitáveis, e mais de 140 bezerros já nasceram em condições anti-higiênicas, com poucas chances de sobrevivência. A tripulação, também em situação precária, não possui treinamento adequado para lidar com animais doentes ou moribundos.

O Spiridon II transporta 2.901 vacas destinadas à engorda e reprodução. A embarcação chegou à Turquia em 22 de outubro, após quase um mês de viagem, mas fiscais identificaram que 469 animais estavam sem brincos ou chips eletrônicos obrigatórios. A falta de certificação gerou um impasse burocrático que levou o navio a permanecer ancorado por mais de três semanas, impossibilitado de descarregar.

Durante o período de espera, grupos de defesa dos animais denunciaram superlotação, falhas de ventilação e falta de suprimentos básicos. Inicialmente, estima-se que pelo menos 58 vacas tenham morrido ainda na costa turca. Diante do agravamento da situação, foi permitida uma atracação breve para reabastecimento de água e ração antes do início da viagem de retorno.

Com tentativas fracassadas de acordo entre autoridades da Turquia e do Uruguai, o navio partiu nesta semana rumo a Montevidéu, onde deve chegar em 14 de dezembro. Especialistas classificam o percurso como uma “viagem de morte”. Para Maria Boada Saña, da fundação britânica Animal Welfare, é improvável que a maioria dos animais resista a mais um mês de viagem.

O Spiridon II, de bandeira de Togo e construído em 1973, já acumulava mais de 80 deficiências apontadas em inspeções anteriores. Veterinários alertam que as condições a bordo tornam difícil a sobrevivência de bezerros e inevitáveis os abortos durante a travessia.

Além da tragédia animal, há preocupação com o bem-estar da tripulação, que enfrenta falta de estruturas adequadas e condições insalubres. Organizações de proteção animal expressam receio de que carcaças sejam descartadas no mar, prática difícil de monitorar.

Para ONGs, o caso revela falhas estruturais no sistema de exportação de animais vivos por via marítima. Diante disso, entidades internacionais defendem a proibição total desse tipo de transporte.

Fonte: G1

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Mundo

Portugal abre processo formal para investigar mutilação de menino brasileiro em escola pública

por Redação 18 de novembro de 2025

As autoridades portuguesas abriram um processo formal para apurar as circunstâncias em que um menino brasileiro de 9 anos teve as pontas de dois dedos mutiladas dentro da Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, no distrito de Viseu. O caso ocorreu em 10 de novembro e mobiliza investigações administrativas, internas e jurídicas.

A Inspeção-Geral da Educação confirmou que instaurou procedimento oficial para esclarecer o episódio. Paralelamente, o Agrupamento de Escolas de Souselo conduz um inquérito interno, já em andamento. No âmbito jurídico, ao menos 15 advogados se ofereceram para representar a família, que prepara uma queixa ao Ministério Público de Portugal e ações envolvendo eventual responsabilidade civil da escola.

A mãe do menino, Nívia Estevam, de 27 anos, afirma que não recebeu contato do Ministério da Educação, da direção da escola ou dos responsáveis pelas outras crianças envolvidas. O único retorno institucional, segundo ela, veio do Consulado do Brasil no Porto, que ofereceu apoio psicológico e jurídico.

A família inicia nesta semana o acompanhamento emocional — presencial para o menino e por videochamada para a mãe. O curativo será trocado no Hospital de São João, no Porto, pelos mesmos cirurgiões plásticos que o atenderam após o acidente.

Como o acidente aconteceu
Nívia relata que recebeu uma ligação da escola informando que o filho havia sofrido “um acidente leve”. Ao chegar, encontrou o menino com a mão ensanguentada, enfaixada e com gelo. O impacto maior ocorreu na ambulância, quando o bombeiro colocou algo em sua mão e explicou: “É o dedo do seu filho.”

A criança passou três horas em cirurgia, mas não foi possível reconstituir as pontas amputadas de dois dedos. Ele relatou que duas outras crianças teriam fechado a porta do banheiro sobre sua mão, impedindo que saísse para pedir ajuda.

Segundo a mãe, o menino já havia relatado outros episódios de agressões por colegas — puxões de cabelo e chutes — agora incluídos nas investigações.

Família deixa a cidade por medo
Com receio da repercussão, a família decidiu deixar a casa e mudou-se temporariamente para a residência de parentes, sem divulgar o novo endereço. Dormem em colchonetes enquanto procuram uma nova moradia. Nívia afirma que o filho não voltará à antiga escola.

O menino tem passado os dias assistindo TV, sem acesso às redes sociais. Apesar do acolhimento de outras pessoas, as noites são difíceis: “É sempre o mesmo pesadelo. Temos que medicar, senão ele não consegue dormir”, relata a mãe.

Gravidez em meio ao trauma
Um dia antes do acidente, Nívia descobriu que está grávida após dois anos de tentativas. A notícia veio em um dos momentos mais delicados da família. Ela resume seu desejo para o futuro: “Só quero que cuidem do trauma dele. Que ele volte a brincar, a sorrir, a ser criança.”

Fonte: G1

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