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Investigadores confirmam que helicóptero estava acima da altitude permitida quando colidiu com avião em Washington

por Redação 5 de fevereiro de 2025

O helicóptero Black Hawk do Exército dos Estados Unidos que colidiu com um avião de passageiros da American Airlines estava voando alto demais, segundo informou o Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) em atualização sobre as investigações nesta terça-feira. O avião com 64 pessoas, sendo 60 passageiros e quatro tripulantes, caiu no rio Potomac, nos arredores de Washington, quando se preparava para pousar no Aeroporto Nacional Ronald Reagan.

Os dados de tráfego aéreo obtidos pelo NTSB confirmam que o helicóptero estava voando a cerca de 91 metros do solo, conforme indicado no visor do controle de tráfego aéreo, 30 metros a mais do que deveria estar sobre a capital do país. A altitude máxima permitida para um helicóptero na área é de 61 metros.

Como os dados do radar são arredondados para a centena mais próxima, o NTSB sabia que o helicóptero estava voando entre 76 e 106 metros. Com as informações do controle de tráfego aéreo, foi possível confirmar que a altitude da aeronave estava acima do permitido. O avião de passageiros estava a uma altitude de 99 metros e tinha autorização para pousar no Aeroporto Nacional Ronald Reagan.

O NTSB também recebeu informações atualizadas que mostram que o display da torre de controle de tráfego aéreo no DCA é alimentado pelo Potomac TRACON. O TRACON funde informações de vários sensores de radar e dados ADS-B, fornecendo os dados de rastreamento de voo para o controle de tráfego aéreo. São esses dados que mostraram que o Black Hawk estava mais alto do que o permitido no momento da colisão.

O órgão ainda precisa de informações adicionais para verificar dados do helicóptero. Para obter essas informações, o Black Hawk precisa ser recuperado da água, o que deve ocorrer no final desta semana. Os investigadores do NTSB também continuam a transcrever os gravadores de voz da cabine de comando de ambas as aeronaves para que sejam sincronizados os dados de voo do Black Hawk e o gravador de voz da cabine de comando do jato comercial.​​

Os esforços para recuperação de partes do Bombardier CRJ700 no Rio Potomac continuam, sendo que já foram resgatadas a asa direita, fuselagem central, parte da asa esquerda e fuselagem esquerda, porções significativas da cabine dianteira e do cockpit, estabilizadores verticais e horizontais, cone de cauda, ​​leme, elevadores, computador TCAS e gravador de acesso rápido.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Sobe para 11 número de mortos de pior ataque a tiros da história da Suécia; 5 estão em estado grave

por Redação 5 de fevereiro de 2025

O pior ataque a tiros da história da Suécia deixou 11 mortos, incluindo o atirador, e pelo menos cinco pessoas gravemente feridas em um centro de educação para adultos em Örebro, cidade a 200 km de Estocolmo, a 200 km de Estocolmo. Segundo a polícia sueca, o número de vítimas fatais pode aumentar.

A polícia afirmou em coletiva nesta quarta-feira (5) que ainda não identificou o motivo por trás do ataque, mas que isso pode mudar nas próximas horas. No entanto, autoridades suecas chamaram o episódio de “o pior ataque da história da Suécia”.

O chefe de polícia de Örebro, Roberto Eid Forest, havia afirmado na terça não acreditar que haja um motivo terrorista por trás do tiroteio. O caso estava sendo investigado como tentativa de homicídio, incêndio criminoso e crime de porte de arma agravado.

O autor do ataque, que atirou contra si mesmo, era um homem de 35 anos que não tinha antecedentes criminais e tinha licença para porte de armas, de acordo com a imprensa local. Os investigadores acreditam que ele agiu sozinho e disseram que não esperam novos ataques.

Até o momento, a identidade das vítimas não foi revelada, nem a idade. Algumas das vítimas que tiveram seus corpos recuperados ainda não foram identificadas.

Ambulâncias, serviços de resgate e polícia foram ao local depois que o alarme de que algo estava errado foi acionado às 12h33 do horário local (8h33 no horário de Brasília) de terça-feira. Segundo a polícia, os agentes ouviram tiros quando chegaram, e quando entraram nos prédios para as buscas encontraram “todos mortos”.

De acordo com o jornal sueco “Expressen”, pouco antes das 15h, pouco mais de duas horas depois do começo da operação, os policiais começaram a evacuar o local.

O tiroteio ocorreu dentro de um campus onde estão localizadas diversas escolas, tanto para crianças quanto para adultos. A polícia disse que os alunos foram mantidos em ambientes fechados na escola afetada, Risbergska – para adultos que não concluíram sua educação formal ou não conseguiram obter as notas para continuar no ensino superior -, e também nas outras por “motivos de segurança”.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, lamentou o ataque, chamado de “terrível ato de violência”, desejou força às famílias das vítimas e pediu que as pessoas sigam as orientações da polícia.

Maria Pegado, de 54 anos, professora da escola, disse à agência de notícias Reuters que alguém abriu a porta de sua sala de aula logo após o intervalo para o almoço e gritou para todos saírem.

Ao jornal “Daily Aftonbladet”, uma pessoa que conhece um professor da escola contou que recebeu uma declaração dele através de mensagem de texto durante o ataque:

O hospital da região entrou em estado de emergência para atender os feridos e, em um comunicado, a polícia disse que o perigo ainda não acabou e pediu para que moradores sigam longe do local.

O ministro da Justiça sueco se pronunciou na terça-feira sobre o ataque à emissora local STV Örebro e garantiu: “As informações sobre atos violentos em Örebro são muito sérias. A polícia está no local e a operação está a todo vapor. O governo está em contato próximo com a polícia e acompanha os acontecimentos de perto”.

Não havia informação sobre o autor dos disparos e o estado de saúde dos feridos até a última atualização desta reportagem.

A Suécia tem lutado contra uma onda de tiroteios e atentados a bomba decorrentes de um problema endêmico de crimes de gangues, embora ataques fatais em escolas ainda sejam raros.

Dez pessoas foram mortas em sete incidentes de violência mortal em escolas entre 2010 e 2022, de acordo com o Conselho Nacional Sueco para Prevenção ao Crime. Em um dos crimes de maior repercussão na última década, um agressor mascarado de 21 anos motivado por motivos racistas matou um assistente de ensino e um garoto, enquanto feriu outros dois em 2015.

Fonte: G1

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Mundo

ONU vê ‘limpeza étnica’, árabes rejeitam, políticos atônitos: as reações ao plano de Trump sobre tomar a Faixa de Gaza

por Redação 5 de fevereiro de 2025

Do lado de fora da Casa Branca, grupos pró-palestinos se reuniram para protestar contra a proposta do presidente Donald Trump de “assumir Gaza”. O chefe do Executivo americano lançou a ideia em uma coletiva de imprensa, logo após encontro com o premier de Israel, Benjamin Netanyahu.

Entre os gritos de protesto, frases como “Donald Trump pertence à prisão!” e “A Palestina não está à venda!”. Mas as reações de estarrecimento diante da fala de Trump não se resumiram apenas à capital Washington, ecoaram também em outros pontos do planeta.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, em uma dura declaração, disse que o plano de Trump para realocar a população palestina de Gaza equivaleria a uma “limpeza étnica”, e que se colocado em prática corre o risco de “tornar impossível um Estado palestino para sempre”.

O enviado palestino às Nações Unidas, Riyad Mansour, disse que os líderes mundiais e o povo deveriam respeitar o desejo dos palestinos de permanecer em Gaza.

  • Nossa pátria é nossa pátria, se parte dela for destruída, a Faixa de Gaza, o povo palestino escolheu retornar a ela – disse Mansour. – E acho que os líderes e o povo devem respeitar os desejos dos palestinos – concluiu afirmando, ainda que “nosso país e nossa casa são a Faixa de Gaza, é parte da Palestina”, disse ele.

Questionado, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, preferiu não fazer um comentário direto, mas afirmou que continua a apoiar uma solução de dois Estados no Oriente Médio.

Autoridades árabes reagem
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita divulgou uma declaração completa após o plano de Trump. As autoridades árabes enfatizam o apoio “firme e inabalável” ao estabelecimento de um Estado palestino.

“Arábia Saudita continuará seus esforços incansáveis para estabelecer um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital, e não estabelecerá relações diplomáticas com Israel sem isso”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores saudita na rede social X.

Autoridades árabes, que falaram com a CNN, expressaram perplexidade, preocupação e pessimismo.

Um diplomata disse, em anonimato, que os comentários de Trump colocarão em risco o frágil acordo de cessar-fogo em Gaza.

  • É essencial reconhecer as profundas implicações que tais propostas têm sobre a vida e a dignidade do povo palestino, bem como no Oriente Médio em geral – disse o diplomata.
  • A realidade é que 1,8 milhão de pessoas em Gaza resistiriam a tal iniciativa e se recusariam a sair – disse o diplomata.

Na segunda-feira, como se já previssem a jogada de Trump, ministros das Relações Exteriores da própria Arábia Saudita, além de Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Catar, bem como o secretário-geral da OLP, enviaram uma carta conjunta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chamando a resolução do conflito palestino-israelense de “a chave para a paz regional” e dizendo que só pode acontecer por meio de uma solução de dois Estados.

“É imperativo que Israel não anexe nenhuma terra palestina”, diz a carta, cuja cópia foi vista pela CNN. “Tal anexação simplesmente tornará a solução de dois Estados inviável.”

“Os palestinos não querem deixar suas terras. Apoiamos sua posição inequivocamente”, escreveram os ministros.

‘Receita para o caos’

Para o alto funcionário do Hamas, Sami Abu Zuhri, a fala de Trump é condenável, uma vez que a ideia de que os palestinos saiam de Gaza significa a “expulsão de suas terras”, informou a agência de notícias Reuters.

“É uma receita para gerar caos e tensão na região, porque o povo de Gaza não permitirá que tais planos sejam aprovados”, disse ele.

Trump não ofereceu detalhes sobre como um processo de reassentamento poderia ser implementado, mas sua proposta fi um brinde aos desejos da extrema-direita de Israel, além de contradizer o compromisso do ex-presidente Joe Biden, contra o deslocamento em massa de palestinos.

Reações internas
A congressista democrata Rashida Tlaib comparou a proposta de Trump a uma “limpeza étnica”: “Este presidente está pedindo abertamente a limpeza étnica, enquanto está sentado ao lado de um criminoso de guerra genocida”, disse Tlaib em um post no X.

“Ele está perfeitamente bem, cortando os trabalhadores americanos de fundos federais enquanto o financiamento para o governo israelense continua fluindo”, escreveu Tlaib, a primeira mulher palestina-americana a ser eleita para o Congresso dos EUA.

“Esperavam o quê? Os EUA vão ocupar Gaza? Não nos prometeram mais guerras intermináveis? Pelas minhas contas, estamos ocupando a Groenlândia, Canadá, Canal do Panamá e agora… Gaza?” escreveu o congressista californiano, Eric Swalwell, em um post no X.

  • Ele perdeu totalmente o controle – disse o senador democrata Chris Murphy. – Uma invasão dos EUA em Gaza levaria ao massacre de milhares de soldados dos EUA e décadas de guerra no Oriente Médio. É como uma piada de mau gosto.

O representante democrata Jake Auchincloss descreveu a proposta como “imprudente e irracional”.

“Temos que olhar para os motivos de Trump”, disse ele ao canal a cabo NewsNation. “Como sempre, quando Trump propõe um item de política, há uma conexão nepotista e egoísta”.

Referindo-se a Trump e seu genro Jared Kushner, ele disse: “Eles querem transformar Gaza em resorts”.

Jon Alterman, chefe do programa do Oriente Médio no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, disse: “Muitos moradores de Gaza descendem de palestinos que fugiram de partes do atual Israel e nunca puderam retornar às suas casas anteriores. Estou cético de que muitos estariam dispostos a deixar até mesmo uma Gaza destruída”.

Justin Amash, um ex-membro republicano do Congresso, cujo pai foi expulso de sua casa pelas forças israelenses em 1948, ficou chocado. – Se os Estados Unidos enviarem tropas para remover à força muçulmanos e cristãos – como meus primos – de Gaza, então não apenas os EUA estarão atolados em outra ocupação imprudente, mas também serão culpados do crime de limpeza étnica. Nenhum americano de boa consciência deve defender isso.

Senadores republicanos ou se recusaram a comentar ou procuraram ser cuidadosos ao comentar. Representante da Carolina do Sul, Lindsey Graham chamou de “proposta interessante, mas também problemática”:

  • Vamos ver o que nossos amigos árabes dizem sobre isso. Acho que a maioria dos moradores da Carolina do Sul provavelmente não ficaria entusiasmada em enviar americanos para assumir Gaza. Eu acho que isso pode ser problemático. Mas vou manter a mente aberta – disse ele.
  • Não sei o que fazer com isso – disse o senador republicano do Texas John Cornyn. – Volte comigo amanhã, é uma boa ideia.

O que disse Trump
Após encontro com o premier Benjamin Netanyahu, Donald Trump dirigiu-se a repórteres na Casa Branca. Em um anúncio chocante, o presidente americano disse que os EUA vão “assumir” e “possuir” a Faixa de Gaza: “Nós a possuiremos e seremos responsáveis por desmantelar todas as perigosas bombas não detonadas e outras armas no local”, disse ele, acrescentando que os EUA irão “nivelar” edifícios destruídos no território palestino e “criar um desenvolvimento econômico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para as pessoas da área”.

Trump disse que imagina uma propriedade “de longo prazo” dos EUA sobre Gaza depois que os palestinos forem transferidos para outro lugar: “Esta não é uma decisão tomada de ânimo leve”, disse ele, acrescentando que “todo mundo com quem falei adora a ideia de os Estados Unidos possuírem aquele pedaço de terra”. Ele continuou dizendo que Gaza poderia se tornar “a Riviera do Oriente Médio”, onde “as pessoas do mundo” poderiam viver lá, incluindo palestinos.

Trump não descartou o envio de tropas americanas para proteger Gaza: “No que diz respeito a Gaza, faremos o que for necessário. Se for necessário, faremos isso”, disse ele.

Trump disse que provavelmente anunciaria uma posição sobre a soberania israelense sobre a Cisjordânia no próximo mês. “Ainda não tomamos uma posição sobre isso”, disse ele. Trump acrescentou que planeja visitar a Faixa de Gaza, Israel e Arábia Saudita.

Netanyahu descreveu Trump como “o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca”. O líder israelense disse que “temos que terminar o trabalho em Gaza” e disse que “Israel terminará a guerra vencendo a guerra”.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Imagem de satélite mostra densa nuvem de poeira que saiu do Saara atingiu a Itália

por Redação 4 de fevereiro de 2025

Imagens de satélite capturadas pela União Europeia mostram uma densa nuvem de poeira que se formou no deserto do Saara, na África, e foi arrastada por um ciclone, viajando por quilômetros até a Itália. (Veja a imagem acima)

Segundo os meteorologistas, a nuvem de areia saiu do deserto arrastada por um ciclone que se formou no território africano. Com a rajada de vento, a poeira foi sendo transportada até a Itália nesta segunda-feira (2), atingindo as cidades de Sicília e a Calábria, que ficam no sul.

O rastro acima mostra o caminho da poeira, que deixou o céu das cidades amarelado e em algumas áreas chegou a baixar a visibilidade. Meteorologistas locais fizeram o alerta para a baixa qualidade do ar com a quantidade de poeira na atmosfera.

As nuvens de poeira que saem do Saara e atingem a Europa não são incomuns. O clima no deserto favorece que, em alguns momentos do ano, rajadas intensas de vento passem pela região e levantem uma densa quantidade de poeira. As partículas seguem o fluxo na atmosfera, afetando a Europa, continente vizinho.

Fonte: G1

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Sem sexo, casamento, namoro ou bebês: por dentro do movimento feminista 4B

por Redação 4 de fevereiro de 2025

Após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas, aumentou em todo o mundo o interesse pelo movimento 4B, iniciado na Coreia do Sul.

Mas por que existem mulheres que querem viver de acordo com os quatro princípios do movimento: sem sexo, sem namoro, sem casamento e sem bebês?

Min-ju relembra a postagem que chamou a atenção das mulheres de todo o mundo: “Depois da eleição de Trump, os homens dizem que o aborto é pecado, mas ainda esperam que as mulheres façam sexo com eles. Esta ironia não pode coexistir.”

Ela tem 27 anos de idade e nos pediu para alterar seu nome para não sofrer intimidações. Outras mulheres entrevistadas para esta reportagem fizeram o mesmo pedido.

Min-ju vive com base nos princípios 4B: sem namoro, sem sexo, sem casamento e sem bebês. Trata-se de um movimento criado pelas feministas da Coreia do Sul, que decidiram viver sem homens, em resposta à misoginia que, segundo elas, prevalece na sociedade.

“Ouvimos constantemente notícias de mulheres que sofrem violência dos namorados ou que são até assassinadas quando tentam pôr fim a um relacionamento”, explica Min-ju.

O questionamento dos papéis e expectativas tradicionais de gênero começou recentemente a se espalhar para os Estados Unidos. Nas últimas semanas, as discussões sobre o movimento 4B vêm despertando interesse no Ocidente, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas.

E as feministas sul-coreanas, que desenvolveram o movimento e vivem de acordo com seus princípios, sentem-se ao mesmo tempo encorajadas e decepcionadas pela recente atenção global.

O que é o 4B?
O termo “4B” tem origem em quatro expressões do idioma coreano: Bi Yeon-ae (sem namoro), Bi Sex (sem sexo), Bi Hon (sem casamento) e Bi Chul-san (sem ter filhos). Em coreano, o prefixo Bi tem sentido negativo.

Ji-sun (nome fictício) afirma que este “é um conceito, um movimento e uma prática diária para as mulheres”.

Antiga líder do grupo defensor do direito ao aborto Onda B (cujo nome não tem relação com o 4B), ela conta que o movimento foi idealizado perto de 2016, por diversos grupos feministas radicais.

Ji-sun explica que Bi Hon (sem casamento) foi criado em rejeição à ideia patriarcal de que o matrimônio é um estado “completo” para as mulheres. Os outros princípios, como rejeitar o sexo, o namoro e os bebês, foram acrescentados para enfatizar a autonomia feminina.

“Não se trata de uma greve, que indica obrigação, mas de uma escolha para nos respeitarmos”, afirma ela.

Para Ji-sun, o objetivo do 4B é destruir o patriarcado, não rejeitar os homens.

“É um movimento para que as mulheres vivam como seres humanos”, segundo ela. “O namoro, o sexo, o casamento e os filhos, na verdade, enfraquecem as mulheres.”

Ji-sun também comenta o novo conceito 6B, uma extensão do movimento que inclui Bi So-bi (evitar produtos que explorem sexualmente as mulheres) e Bi Dob-bi (as mulheres solteiras devem apoiar umas às outras).

Gong Yeon-hwa escreveu estudos acadêmicos sobre o movimento e relembra quando decidiu adotar os princípios 4B. “Foi um período marcado por eventos importantes”, ela conta.

Gong se refere à morte de uma jovem de 23 anos na estação de metrô Gangnam, na capital sul-coreana, Seul. Ela foi atacada simplesmente por ser mulher, em 2016.

Na mesma época, filmar mulheres usando câmeras escondidas assumiu proporções epidêmicas e o chamado cartel Webhard distribuía esses vídeos na internet.

“Muitas mulheres começaram a perceber que não apenas o casamento, mas o namoro e até fazer sexo poderia trazer riscos para elas”, relembra Gong.

O assassinato de Gangnam, particularmente, passou a aglutinar as feministas em Seul. Na ocasião, um homem de 34 anos esfaqueou e matou uma mulher em um banheiro público.

As mulheres foram às ruas cantando slogans como “ela se tornou uma vítima simplesmente por ser mulher”.

Gong menciona um estudo do Ministério da Família e Igualdade de Gênero do país, publicado em 2020. Segundo a pesquisa, 42% dos homens entrevistados admitiram se envolver em prostituição pelo menos uma vez.

Ela conta que esta revelação fez com que suas amigas suspeitassem cada vez mais dos seus parceiros homens.

“Eu também me sinto sozinha às vezes e desejo formar conexão”, ela conta. “Mas percebi que, para ter um relacionamento repleto de medo e dúvidas, vale mais investir meu tempo e energia apoiando outras mulheres.”

Mulheres sul-coreanas e o 4B
Para Min-ju, o 4B é uma forma de se proteger, física e mentalmente, da violência que as mulheres podem sofrer nos relacionamentos.

“Os perpetradores, muitas vezes, recebem punições mínimas”, destaca ela. “Namorar na Coreia parece conceder a um homem o direito de me ferir ou até de tirar minha vida, sem maiores consequências.”

Gomsae é uma mulher com pouco mais de 30 anos de idade. Ela pede para ser identificada apenas pelo seu apelido.

Ela conta que passou por um procedimento médico para retirar seus ovários, o que a inspirou a adotar o estilo de vida 4B.

“Os médicos se concentravam em restaurar a função dos meus ovários, mas sua preocupação principal era a reprodução”, relembra ela. “Eles se ofereceram para congelar meus óvulos para qualquer eventualidade, o que acarretaria a extração dos óvulos e injeção de hormônios, apesar da minha doença.”

“Aquilo me fez perceber que o motivo que os levava a fazer esta oferta era porque o corpo da mulher é considerado um instrumento de reprodução.”

Gomsae afirma que o 4B é uma forma passiva de resistência, algo que as mulheres não declaram abertamente, mas decidem proceder ao controle da reprodução em silêncio.

“Passou a ser uma forma de sobrevivência em uma sociedade que menospreza as vozes das mulheres”, explica ela. “É um boicote nacional contra a misoginia e o antifeminismo.”

As mulheres reconhecem que é difícil viver sob os princípios 4B na Coreia do Sul. Min-ju conta que não contou aos seus amigos ou colegas homens sobre sua decisão.

“Acho que é perigoso se identificar abertamente como 4B”, ela conta. “Vi muitas feministas e defensoras do Bi Hon [sem casamento] enfrentarem ciberbullying depois de divulgarem publicamente sua posição na internet.”

Gong agora mora na Austrália. Ela conta que seu país natal parecia “inseguro” para ela.

“Além de sofrer discriminação de gênero, a simples defesa dos direitos das mulheres e o apoio ao feminismo fez de mim um alvo de ameaças, que me abalaram profundamente”, ela conta.

“Sempre que expresso abertamente meu apoio ao movimento 4B, sou rapidamente rotulada de ‘feminista’, um termo que pode instigar hostilidade na sociedade coreana. A Coreia do Sul é o local de nascimento destes movimentos porque a misoginia está profundamente enraizada na sociedade.”

Expansão para outros países
A posição de Donald Trump, deixando que cada Estado decida individualmente quais regras devem ser adotadas em relação ao aborto, alimentou temores entre os grupos de defesa dos direitos das mulheres sobre uma possível proibição federal do procedimento.

Com o controle da presidência, do Senado e da Câmara dos Deputados, além da maioria conservadora da Suprema Corte, os republicanos detêm forte posição para aprovar leis mais restritivas nos Estados Unidos.

Além disso, os comentários de Trump sobre as mulheres no passado, incluindo alegações de abuso sexual e observações controversas sobre sua oponente nas últimas eleições, Kamala Harris, estão sendo revistos.

Por isso, vem crescendo entre as mulheres americanas o movimento para “boicotar” os homens, adotando os princípios 4B.

Postagens sobre o movimento nas redes sociais vêm reunindo atenção significativa — e os dados dos mecanismos de busca demonstram o crescimento substancial do interesse pelos princípios 4B ao longo dos últimos meses.

Gong considera que a difusão global do 4B é positiva, mas também tem um sabor amargo.

“Por um lado, fico orgulhosa de que o movimento 4B, iniciado pelas mulheres coreanas, agora faça parte dos diálogos feministas globais”, ela conta. “Mas também é humilhante.”

“Os Estados Unidos estão 100 anos à frente da Coreia na questão do feminismo, mas a adoção do 4B no país destaca como ainda é difícil para as mulheres viver com segurança e igualdade, mesmo na América.”

“O fenômeno enfatiza as lutas universais enfrentadas pelas mulheres”, conclui Gong.

Mas a consciência e o sentimento do público sul-coreano sobre o movimento 4B permanecem limitados ou até negativos.

Kim Hyun-jung tem 30 anos de idade e conheceu o movimento online, três anos atrás.

“Não julgo as pessoas que seguem o 4B, mas tenho visto algumas pessoas culparem outras mulheres por não adotarem os mesmos valores que elas e isso está errado”, ela conta.

Outras confessam que nunca sequer ouviram falar do movimento.

“Acabei de pesquisar sobre ele”, afirma Kim Mi-rim. “Posso compreender, em parte, por que algumas mulheres escolhem este estilo de vida, mas, para mim, é mais questão de dificuldades econômicas.”

“Com o aumento do custo de vida, parece cada vez mais difícil nos dedicarmos a relacionamentos íntimos.”

Mas, para algumas mulheres coreanas, o movimento 4B transformou completamente seus planos de vida e redefiniu sua visão de família.

Gomsae adotou o estilo de vida 4B há quase oito anos. Ela considera o avanço do movimento para os Estados Unidos positivo, mas também desolador.

“O 4B não trata de pedir benefícios como salários iguais para o mesmo trabalho”, explica ela. “É sobre reivindicar direitos fundamentais sobre o meu corpo.”

“Direitos pelos quais os homens nunca precisaram lutar e nem mesmo ponderar a respeito.”

Fonte: epocanegocios

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Mundo

Imagem mostra destróier dos EUA disparando arma de laser destruidora de drones e mísseis

por Redação 4 de fevereiro de 2025

Uma imagem divulgada pela Marinha dos EUA mostra uma embarcação militar disparando uma arma laser destruidora de drones — apelidada de Helios.

A imagem, sem data, que foi publicada no relatório anual do Centro de Contramedidas (CCM) dos EUA neste mês, capturou a tecnologia laser de combate sendo disparada do destróier USS Preble no meio do oceano.

A demonstração foi “para verificar e validar funcionalidade, desempenho e capacidade contra um alvo de veículo aéreo não tripulado”, afirmou o relatório.

O relatório não forneceu detalhes específicos sobre o teste — incluindo onde ou quando a arma laser foi disparada.

A arma Helios, que usa um laser de alta energia de 60kW que pode atingir alvos na velocidade da luz, é um sistema avançado de energia direcionada desenvolvido para os EUA pela Lockheed Martin.

O armamento altamente tecnológico destrói alvos — incluindo drones, embarcações de ataque rápido e mísseis — derretendo-os ou superaquecendo-os.

Além de ser usado como um laser destrutivo, a arma também pode atuar como um ofuscante óptico em uma tentativa de interromper sensores de inteligência e reconhecimento.

Fonte: EXTRA

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China dá o troco: Pequim anuncia tarifas adicionais sobre carvão, gás e petróleo dos EUA, e ainda investigará o Google

por Redação 4 de fevereiro de 2025

A China anunciou nesta terça-feira que imporá tarifas adicionais de 15% sobre a importação de carvão e gás natural liquefeito e de 10% sobre petróleo e maquinário agrícola provenientes dos Estados Unidos. As novas tarifas chinesas entrarão em vigor na próxima segunda-feira, informou o Ministério das Finanças.

A medida foi divulgada após Washington anunciar tarifas adicionais sobre as importações chinesas, o que, segundo o Ministério do Comércio de Pequim, “viola seriamente as regras da Organização Mundial do Comércio”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciara no sábado tarifas adicionais de 25% sobre as importações do México e do Canadá, e de 10% sobre as da China. No entanto, as medidas contra México e Canadá foram adiadas por um mês após negociação.

O magnata republicano afirmou que as medidas comerciais têm o objetivo de punir esses três países por não conterem o fluxo ilegal de migrantes e drogas para o território dos Estados Unidos.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Musk diz que Trump concorda em fechar agência dos EUA responsável por 40% de ajuda humanitária no mundo

por Redação 3 de fevereiro de 2025

O bilionário Elon Musk, que lidera os esforços do governo Trump para reduzir o tamanho do governo dos EUA, afirmou nesta segunda-feira (3) que está trabalhando para fechar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USaid, na sigla em inglês), órgão de ajuda externa do governo norte-americano.

A afirmação de Musk, que também é CEO da rede social X, da Tesla e da SpaceX, ocorreu em um Spaces, transmissão de áudio do X, que incluiu seu ex-companheiro no comando do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), Vivek Ramaswamy, e os senadores republicanos Joni Ernst e Mike Lee.

A USaid é o maior doador individual do mundo. No ano fiscal de 2023, os EUA destinaram por meio da agência um total de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 420,7 bi) em ajuda humanitária para diversas áreas, incluindo saúde feminina em zonas de conflito, acesso à água potável, tratamentos para HIV/AIDS, segurança energética e combate à corrupção. Em 2024, a agência forneceu 42% de toda a ajuda humanitária no mundo rastreada pelas Nações Unidas (ONU).

O site da USaid ficou fora do ar desde sábado, e alguns usuários ainda não conseguiam o acessar no domingo. O site da agência, que tem mais de 10 mil funcionários, permanecia fora do ar até a última atualização desta reportagem, na manhã desta segunda-feira. A conta da USaid no Instagram, que tem mais de 400 mil seguidores, está suspensa.

A Reuters informou no domingo que o governo Trump removeu dois altos funcionários de segurança da USaid durante o fim de semana, após tentarem impedir representantes do DOGE de acessarem áreas restritas do prédio do órgão, segundo três fontes ouvidas pela agência de notícias.

Após esse episódio, Musk chamou a USaid de “organização criminosa”. “A USaid é uma organização criminosa. É hora de acabar com ela”, afirmou em resposta a um comentário no X no domingo.

Trump ordenou na semana passada um congelamento global na maioria dos fundos de ajuda externa dos EUA como parte de sua política “EUA Primeiro”, o que já está causando impacto em diversas partes do mundo. Hospitais de campanha em campos de refugiados na Tailândia, remoção de minas terrestres em zonas de guerra e medicamentos para milhões de pessoas com doenças como HIV estão entre os programas em risco de serem eliminados.

Falando de forma mais ampla sobre cortes de gastos e fraudes nos EUA, Musk estimou que o governo Trump poderá reduzir o déficit dos EUA em US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,84 trilhões) no próximo ano.

Ele afirmou, por exemplo, que “quadrilhas estrangeiras de fraude profissional” estão roubando grandes quantias ao se passarem por cidadãos digitais falsos dos EUA. Musk não apresentou evidências para sustentar sua afirmação nem explicou como chegou ao valor mencionado.

A conversa online de Musk com os senadores republicanos acontece em meio a preocupações sobre o acesso de Musk ao sistema do Tesouro dos EUA. O jornal norte-americano “The New York Times” revelou que o sistema, responsável por mais de US$ 6 trilhões (cerca de R$ 35 tri) anuais em pagamentos para agências federais, também contém dados pessoais de milhões de americanos que recebem benefícios da Previdência Social, restituições de impostos e outros pagamentos do governo.

O democrata Peter Welch, membro do Comitê de Finanças do Senado, pediu explicações sobre a razão de Musk ter recebido acesso ao sistema de pagamentos, que inclui dados sensíveis dos contribuintes.

Musk tem o apoio de Trump e sua equipe já obteve acesso ou assumiu o controle de vários sistemas governamentais, inclusive informações confidenciais da USaid, o que incluem relatórios da agência.

Na sexta-feira, a Reuters informou que assessores de Musk encarregados de administrar a agência de recursos humanos do governo dos EUA bloquearam o acesso de servidores de carreira a sistemas que contêm dados pessoais de milhões de funcionários federais, segundo dois funcionários da agência.

Uma equipe composta por funcionários atuais e ex-funcionários de Musk assumiu o controle do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês) em 20 de janeiro, dia da posse de Trump, segundo a Reuters.

Desde que assumiu o cargo há 11 dias, Trump iniciou uma ampla reformulação do governo, demitindo e afastando centenas de funcionários públicos em seus primeiros passos para reduzir a burocracia e instalar mais aliados leais.

Fonte: G1

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Acidente aéreo nos EUA

Colisão aérea em Washington: investigação indica poucos controladores, e mergulhadores tentarão retirar destroços nesta sexta

por Redação 31 de janeiro de 2025

As equipes de resgate que trabalham no rio onde caíram o avião da American Airlines e o helicóptero militar dos Estados Unidos que colidiram no ar na noite de quarta-feira (29) pretendem retirar escombros das duas aeronaves do local da queda nesta sexta-feira (31), segundo autoridades locais.

As caixas pretas e 28 corpos foram recuperados na quinta-feira (30) — 64 pessoas estavam a bordo do avião da American Airlines, e três, no helicóptero Black Hawk do Exército. Todas morreram, segundo disse na quinta-feira (30) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os trabalhos seguirão nesta sexta, embora estejam afetados por dificuldades por conta do frio extremo, que deixou o lago congelado e temperaturas que chegam a -4ºC. Ao longo do dia, mergulhadores pretendem retirar escmbros e mais corpos nesta sexta-feira, disse o Corpo de Bombeiros de Washington.

“Durante a noite, os barcos permaneceram no local para buscas de segurança e de superfície de parceiros regionais locais, estaduais e federais”, disse um dos membros das equipes de resgate à agência de notícias Reuters.

Em paralelo, a investigação sobre o caso, conduzida pelo Conselho Nacional de Transportes dos EUA e pela Agência de Aviação Civil dos EUA (FAA, na sigla em inglês) já levantou os primeiros indícios sobre a causa da batida, ocorrida em plena capital dos Estados Unidos e a poucos minutos da Casa Branca.

Uma fonte local ouvida pela Reuters disse que apenas um controlador, em vez de dois, estava lidando com o tráfego local de aviões e helicópteros na quarta-feira à noite no aeroporto Ronald Reagan, de onde o avião da American Airlines se aproximava para pousar no momento da batida.

Já o Conselho Nacional de Transportes começou a analisar as caixas pretas encontradas também na quinta pelas equipes de regaste. O conselho está estudando o gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo do avião CRJ700, da American Airlines.

Causas

As autoridades não identificaram o motivo da colisão, que aconteceu enquanto o jato regional tentava pousar no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington.

Os militares disseram que a altitude máxima para a rota que o helicóptero estava tomando é de 200 pés (61 metros), mas ele pode ter voado mais alto. A colisão ocorreu a uma altitude de cerca de 300 pés, de acordo com o site de rastreamento de voos FlightRadar24.

As comunicações de rádio mostraram que os controladores de tráfego aéreo alertaram o helicóptero sobre o jato se aproximando e ordenaram que ele mudasse de curso.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês), agência responsável pela investigação de acidentes aéreos dos EUA, disse nesta quinta-feira (30) que encontrou as caixas-pretas do Bombardier CRJ700 da American Airlines, que colidiu com um helicóptero militar e caiu em Washington.

Segundo os investigadores, foram retirados do rio Potomac tanto o gravador de voz do cockpit quanto o gravador de dados de voo. Os equipamentos seguem agora para o laboratório do NTSB para avaliação.

As caixas pretas dos aviões são essenciais para ajudar a elucidar as causas de desastres aéreos e, assim, auxiliar na prevenção deles. Por exemplo: as caixas pretas do voo 447 da AirFrance, que caiu no Atlântico em 2009, puderam ser localizadas quase dois anos depois da queda da aeronave que fazia o trajeto Rio-Paris.

Os equipamentos são feitos de materiais ultra-resistentes. É esperado, portanto, que elas não tenham sido danificadas pela colisão e a queda no rio.

Fonte: G1

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Mundo

Imigração dos EUA se desculpa após deter cidadãos americanos que falavam espanhol

por Redação 31 de janeiro de 2025

Em meio a uma onda de repressão praticada pelo governo de Donald Trump, uma família porto-riquenha, incluindo uma criança pequena, foi levada sob custódia pela agência de imigração dos EUA (ICE, em inglês) depois de ser ouvida falando espanhol. O incidente ocorreu em Milwaukee, Wisconsin, e o erro foi reconhecido só depois de chegarem ao centro de detenção.

A mãe, a avó e a criança pequena estavam fazendo compras quando as autoridades se aproximaram e as detiveram. Eles não foram autorizados a esclarecer sua situação até que já estivessem sob custódia, informou a emissora Telemundo Porto Rico.

— Minha irmã explicou, em inglês, que elas são cidadãs americanas, mas de Porto Rico — disse um membro da família a um programa local, mantendo o anonimato devido aos receios em torno da situação.

Após a apresentação de documentos oficiais, os funcionários teriam suavizado a sua posição.

“Peço imensa desculpa”, disse um agente, segundo o relato da família.

Apesar do pedido de desculpas, a família teria ficado retida e precisou arrumar o seu próprio transporte para voltar para casa.

Nas redes, usuários reagiram com indignação ao episódio.

“Em que loja? Por que ele não deu essa informação aqui? Então você está fazendo compras com uma Certidão de Nascimento em cima disso? O que é isso!”, questionou um deles.

Outro manifestou a sua frustração com o clima político atual, comentando: “Obrigado… Que pena que o povo continue a votar em cores e não em valores… vai ficar pior”.

A situação ganhou força depois de o jornalista Adrian Carrasquillo ter debatido o caso no X:

“Outra família porto-riquenha detida, um homem diz à Telemundo que a irmã, a sogra e uma criança foram levadas pela ICE em Milwaukee e conduzidas para [uma] instalação onde a irmã explicou que são cidadãs dos EUA. A resposta do ICE a esta violação flagrante? ‘Desculpe’”.

A linha dura praticada pela agência de imigração do governo motivou advogados de todo o país a ensinarem a população as melhores práticas quando confrontados, que inclui: o direito de permanecer em silêncio, o direito à representação legal e a capacidade de recusar a entrada sem um mandado. Eles também aconselham manter os documentos seguros e à mão.

Porto Rico foi adquirida pelos Estados Unidos, junto com outras ilhas caribenhas, em 1898, após a Guerra Hispano-Americana. Os porto-riquenhos são por lei cidadãos naturais dos EUA e podem circular livremente entre a ilha e o continente.

Fonte: OGLOBO

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