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Mundo

Mundo

Ex-primeira-dama da Argentina mostra hematomas no olho e no braço após agressões de Alberto Fernández, diz site

por Redação 9 de agosto de 2024

A ex-primeira-dama da Argentina Fabiola Yañez, que denunciou o ex-presidente Alberto Fernández por violência física e assédio, enviou fotos com hematomas no braço e no rosto em trocas de mensagens com o ex-companheiro. As imagens e as conversas foram reveladas nesta quinta-feira (8) pelo site de notícias argentino Infobae.

Yañez fez a denúncia contra o ex-presidente na terça-feira (6) durante uma videoconferência com o juiz federal Julián Ercolini, que ordenou imediatamente medidas de “restrição” e “proteção” para a mulher. As medidas urgentes tomadas incluem uma ordem para que o ex-presidente não se aproxime dela e que não deixe o país.

A mulher contou disse que era agredida fisicamente quando vivia na Quinta de Olivos, residência oficial da presidência argentina. Fernández foi presidente da Argentina entre 2019 e 2023.

O ex-presidente negou as acusações em nota publicada nas redes sociais e afirmou que vai apresentar à Justiça “as provas e testemunhos que evidenciarão o que realmente aconteceu”.

Trocas de mensagens
De acordo com as mensagens publicadas pelo site argentino, o ex-presidente pediu para que a mulher parasse de discutir e justificou que eles brigavam “por causa dos outros”. Ao fim da mensagem, ele disse: “Por favor. Venha.”

Na sequência, Yañez afirmou: “Você está me agredindo novamente. Você está louco.” Ao que Fernández respondeu que se sentia mal. Após a mulher ter falado que estava sendo agredida há três dias, o ex-presidente reagiu: “Estou com dificuldade para respirar. Por favor, pare. Estou me sentindo muito mal.”

Ainda segundo o Infobae, Yañez enviava as fotos a Fernández reclamando das atitudes violentas. “E quando você me sacudiu pelos braços, me deixou hematomas. Isso é quando você me sacudiu.” Após ter enviado uma foto com o olho roxo, a mulher ironizou Fernández. “Isso foi quando você me bateu sem querer.”

As mensagens foram descobertas no contexto de outro caso que também está sendo conduzido por Ercolini, que investiga supostos atos de corrupção cometidos durante a gestão de Fernández. A ex-primeira-dama e a então secretária particular do ex-presidente, María Cantero, conversaram sobre as agressões.

O celular de Cantero foi periciado pela Justiça por conta do caso do suposto tráfico de influência a favor de um produtor de seguros próximo a Fernández, Héctor Martínez Sosa.

Segundo a publicação do site argentino, um dos próximos passos no processo é o depoimento da ex-primeira dama, que não tinha data marcada até a última atualização desta reportagem. Porém, a expectativa é de que ocorra em breve.

Yáñez, de 43 anos, e Fernández, de 65, foram casados durante todo o mandato dele e tiveram um filho em 2022 chamado Francisco. Yáñez vive em Madri com o filho, enquanto Fernández mora em Buenos Aires.

Fonte: G1

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Mundo

Terremotos atingem Japão e país emite alerta de tsunami

por Redação 8 de agosto de 2024

Ao menos dois terremotos, de magnitudes 6,9 e 7,1, atingiram o Japão nesta quinta-feira (8). Os tremores ocorreram nas costas da ilha de Kyushu, no sul do país. A informação foi divulgada pela Agência Meteorológica do Japão.

Não houve registro de grandes danos estruturais e nem de vítimas até agora. De acordo com o secretário-chefe do Gabinete do Japão, Yoshimasa Hayashi, as usinas nucleares da região também não sofreram grandes transtornos.

Apesar disso, os terremotos geraram temor para possíveis tsunamis, o que fez com que o governo local emitisse um alerta. Em partes da costa sul de Kyushu e da ilha vizinha de Shikoku, foram observadas ondas de até 50 centímetros. Eles foram vistos cerca de meia hora após os tremores.

Os locais mais atingidos foram a cidade de Nichinan e áreas próximas na província de Miyazaki, em Kyushu.

O governo do Japão disse que criou um grupo de trabalho para coordenar as respostas aos sismos.

Fonte: CBN

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Mundo

Oposição da Venezuela diz que chefe regional de campanha foi presa

por Redação 7 de agosto de 2024

Uma chefe regional de campanha do bloco da oposição venezuelana foi presa na noite desta terça-feira (6), de acordo com a oposicionista María Corina Machado. O partido Vente Venezuela, de Corina Machado, confirmou a prisão da coordenadora regional, identificada como María Oropeza.

Oropeza fez uma transmissão ao vivo mostrando, segundo ela, o momento de sua detenção. “Eu não fiz nada de errado”, disse a coordenadora na transmissão

O partido Vente Venezuela afirmou que não foi apresentada nenhuma ordem judicial e que Oropeza foi “sequestrada” por forças do regime de Maduro.

Horas antes, a chefe regional de campanha havia publicado uma postagem nas redes sociais criticando a criação de uma linha de telefone do governo para receber denúncias de “crimes de ódio” contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Oropeza é chefe da campanha de Edmundo González no estado de Portuguesa, no noroeste da Venezuela. Ela coordenava a campanha de María Corina Machado antes de a oposicionista ser impedida de concorrer à presidência do país, em janeiro, pelo Tribunal Supremo da Venezuela, alinhado ao regime de Maduro.

O governo venezuelano não havia se posicionado sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Mais de 1.200 presos em protestos
Na quinta-feira (1º), Nicolás Maduro disse ter prendido mais de 1.200 pessoas após os protestos que tomaram o país depois da eleição venezuelana em 28 de julho. Maduro também prometeu capturar outras mil pessoas.

Apenas três dias após a eleição na Venezuela, Maduro disse que María Corina Machado e Edmundo González, candidato da oposição, deveriam “estar atrás das grades” e afirmou que “a justiça chegará para eles”.

A própria María Corina Machado disse em um artigo publicado no jornal americano “The Wall Street Journal” que teme também ser alvo de prisão.

Já o candidato da oposição, Edmundo González, foi convocado a comparecer ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, em Caracas, nesta quarta-feira (7), para prestar depoimento. Nesta manhã, ele disse que não comparecerá à audiência, que chamou de ilegal.

González também não compareceu na última vez que foi convocado pelo tribunal, na sexta-feira (2), para uma sessão com outros candidatos presidenciais. Na ocasião, houve a assinatura de um termo de aceite do resultado divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral, que proclamou a reeleição de Maduro.

A Venezuela foi às urnas na semana passada, e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que corresponde à Justiça eleitoral na Venezuela, anunciou vitória de Maduro mesmo sem divulgar as atas eleitorais — documentos que registram votos e o resultado em cada local de votação e que ainda não foram divulgados oficialmente por Caracas.

No sábado (3), uma contagem independente das atas eleitorais feita pela agência de notícias Associated Press (AP) indicou que o candidato oposicionista venceu o pleito com uma diferença de 500 mil votos.

O CNE, que é comandando por um aliado do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, alegou demora no sistema de contagem de votos por conta de um ataque cibernético.

A oposição venezuelana alega que González venceu, com base na contagem das atas eleitorais. Os oposicionistas disseram ter tido acesso a mais de 80% das atas por meio de representantes que compareceram à grande maioria dos locais de votação, e criou um site onde colocou todos os documentos. A checagem da AP foi feita com base nessas atas.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, chamou a prisão de María Oropeza de “irracionalidade repressiva”.

Entenda a crise na Venezuela
Nicolás Maduro foi declarado o vencedor das eleições de 28 de julho pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira (29). O órgão responsável pelas eleições no país é presidido por um aliado do presidente.

Maduro foi reeleito com 51,95% dos votos, enquanto seu opositor, Edmundo González, recebeu 43,18%, com 96,87% das urnas apuradas, segundo números do CNE atualizados em 2 de agosto.

A oposição e a comunidade internacional contestam o resultado divulgado pelo órgão eleitoral e pedem a divulgação das atas eleitorais. Segundo contagem paralela da oposição, González venceu Maduro com 67% dos votos, contra 30% de Maduro.

Com base nessas contagens, Estados Unidos, Panamá, Costa Rica, Peru, Argentina e Uruguai declararam que o candidato da oposição venceu Maduro.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também não reconheceu o resultado das eleições presidenciais. Em relatório feito por observadores que acompanharam o pleito, a OEA diz haver indícios de que o governo Maduro distorceu o resultado.

O relatório também afirmou que o regime venezuelano aplicou “seu esquema repressivo” para “distorcer completamente o resultado eleitoral”.

Brasil, Colômbia e México divulgaram uma nota conjunta na quinta-feira (1º) pedindo a divulgação de atas eleitorais na Venezuela. A nota pede também a solução do impasse eleitoral no país pelas “vias institucionais” e que a soberania popular seja respeitada com “apuração imparcial”.

O Brasil já vinha pedindo que o CNE — órgão controlado na prática por Maduro — apresente as atas eleitorais, espécie de boletim das urnas.

Fonte: G1

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Mundo

Os bastidores da maior troca de prisioneiros entre EUA e Rússia desde a Guerra Fria

por Redação 2 de agosto de 2024

Quando um conhecido assassino russo e um correspondente de um jornal americano embarcaram em aviões separados na Turquia na quinta-feira (1º), isso marcou a conclusão de um acordo secreto e dramático para a troca de prisioneiros entre a Rússia e o Ocidente, que durou anos.

As origens desse acordo, que envolveu duas dúzias de prisioneiros, remontam a 2022.

No entanto, as negociações nos bastidores entre a Rússia, os EUA e quatro países europeus se intensificaram no início deste ano, e ainda mais nas últimas semanas, com a divulgação de um acordo final.

Essas negociações foram muitas vezes difíceis, como era de se esperar. Até porque ocorreram num momento em que as tensões entre EUA e Rússia aumentaram por conta da guerra na Ucrânia.

Na quinta-feira (1º), em uma ligação com repórteres, incluindo da CBS, parceira americana da BBC, representantes da Casa Branca forneceram um cronograma detalhado dos eventos. Segundo eles, o primeiro indício de que o governo de Vladimir Putin poderia estar aberto a um acordo surgiu no segundo semestre de 2022.

EUA e Rússia estavam negociando a libertação de Brittney Griner, a estrela do basquete americano que foi presa por possuir óleo de Cannabis e enviada para uma colônia penal russa. Griner acabou sendo liberada no final de 2022 em uma troca pelo notório traficante de armas russo Viktor Bout.

Foi durante essas conversas, disseram autoridades da Casa Branca, que a Rússia deixou claro que também queria garantir a libertação do assassino Vadim Krasikov, que cumpria pena de prisão perpétua na Alemanha por matar a tiros um homem em um movimentado parque de Berlim sob ordens diretas do Kremlin.

Sullivan disse a seu colega alemão que a Rússia estava buscando meios de libertar Krasikov e perguntou se Berlim consideraria libertá-lo em troca de Alexei Navalny, o ativista anti-Putin e líder da oposição que estava detido na Rússia.

A Alemanha, no entanto, estava relutante em libertar um criminoso que havia abertamente cometido um assassinato em seu território.

Embora Sullivan não tenha recebido uma resposta definitiva de Berlim, as conversas iniciais em 2022, tanto entre os EUA e a Rússia quanto entre os EUA e a Alemanha, ajudaram a pavimentar o caminho para o acordo maior e mais complexo firmado nas últimas semanas, concluído na pista de um aeroporto turco sob intenso calor.

Isso foi possível porque os dois lados sinalizaram, pelo menos até certo ponto, o que queriam. A Rússia deixou claro que queria Krasikov. E Washington não queria apenas Navalny, mas também Paul Whelan, um ex-fuzileiro naval preso por acusações de espionagem na Rússia em 2018.

Os elementos iniciais de um possível acordo de troca começaram então a tomar forma, mas ainda havia um longo caminho a percorrer.

No final de março de 2023, um repórter do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, de 31 anos, de Nova Jersey, foi preso por agentes da inteligência russa durante uma viagem de reportagem. Sua detenção foi condenada pelos EUA e por seus aliados.

Um dia depois, Biden instruiu Sullivan a fechar um acordo que traria o jornalista e Whelan para casa.

Mas as conversas logo passaram desses diplomatas para os serviços secretos de inteligência, o que os EUA hesitaram em fazer, pois Gershkovich tinha sido acusado de espionagem e Washington temia que o envolvimento da CIA nas negociações apenas alimentasse essas acusações.

No final de 2023, à medida que essas negociações tensas prosseguiam, os EUA entenderam que a libertação de Krasikov era fundamental para qualquer acordo bem-sucedido, segundo autoridades da Casa Branca.

Foram feitas ofertas à Rússia que não incluíam o assassino de 58 anos. Todas foram rejeitadas. Como Krasikov estava preso na Alemanha e não nos EUA, Washington não tinha o poder de libertá-lo unilateralmente.

No final de 2023 e no início de janeiro de 2024, Sullivan conversou com seu colega alemão quase que semanalmente, em um esforço para convencê-lo a trocar Krasikov e atender à principal demanda da Rússia para efetivar o acordo.

A posição de Moscou, disseram eles, era, em última análise, que seus espiões presos deveriam ser devolvidos em troca dos americanos acusados de espionagem.

Com isso em mente, os EUA trabalharam para encontrar mais espiões russos mantidos por seus aliados que pudessem fazer parte de uma ampla negociação. Autoridades dos EUA, diplomatas e funcionários da CIA viajaram pelo mundo em busca de governos amigos dispostos a libertar prisioneiros que se encaixassem nessa descrição, de acordo com o Wall Street Journal.

Um sinal de seu sucesso veio na quinta-feira, quando os russos foram libertados das prisões na Polônia, Eslovênia e Noruega.

Em fevereiro deste ano, o chanceler alemão Olaf Scholz se encontrou com o presidente Biden na Casa Branca. E, de acordo com o relato fornecido pela Casa Branca, eles discutiram opções para uma troca que incluía todas as pessoas-chave: Krasikov, Navalny, Whelan, Gershkovich.

Também houve sinais positivos da Rússia. Em uma entrevista com o ex-apresentador da Fox News, Tucker Carlson, no início de fevereiro, Vladimir Putin falou sobre Gershkovich.

“Não descarto que Gershkovich possa retornar à sua terra natal”, disse o presidente russo.

Steve Rosenberg, editor da BBC sobre Rússia, classificou a declaração de Putin como “uma dica muito pública e pouco sutil de que Moscou estava aberto a fazer um acordo”.

Provavelmente, o prisioneiro mais importante que poderia ter sido incluído na troca, Alexei Navalny, morreu em sua cela na Sibéria aos 47 anos. Amigos, seguidores e parentes, bem como muitos líderes estrangeiros, culparam Putin por sua morte. As autoridades russas disseram que ele morreu de causas naturais.

Embora quase nada se soubesse sobre as negociações no momento de sua morte, Maria Pevchikh, colega de Navalny, disse abertamente que ele estava perto de ser libertado em troca de Krasikov. Na época, a BBC News não conseguiu verificar de forma independente essas alegações. O Kremlin, por sua vez, negou publicamente que um possível acordo tenha sido fechado.

Na quinta-feira, no entanto, a Casa Branca confirmou que estava trabalhando para incluir Navalny no acordo, que acabou libertando da custódia russa três pessoas que haviam trabalhado diretamente com o opositor de Putin.

Reconhecendo a importância da notícia e o risco que ela representava para essas negociações, ele disse que dali para a frente “seria um caminho um pouco mais difícil”.

O acordo potencial teve que ser reestruturado, e os EUA e a Alemanha se reagruparam.

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, realizou então duas reuniões importantes para ajudar a manter uma possível troca em andamento, disse à BBC uma alta fonte do governo americano. Em meados de fevereiro, ela participou em Munique, na Alemanha, da Conferência de Segurança, onde enfatizou a Scholz a importância de entregar Krasikov.

Kamala Harris também se encontrou com o primeiro-ministro da Eslovênia, onde estavam detidos dois prisioneiros russos identificados pelos EUA como sendo de alta prioridade para Moscou. Ambos foram libertados na última quinta-feira.

Então, nos últimos meses, o novo acordo, que obviamente não incluía mais Navalny, tomou forma na Casa Branca. Em junho, Berlim concordou em libertar Krasikov.

O acordo foi submetido à Rússia. Em meados de julho, Moscou respondeu aceitando os termos do acordo e concordando com a libertação dos que estavam na lista detidos nas prisões russas.

No entanto, quando as negociações estavam chegando à fase final, a política interna se impôs, com Biden sofrendo imensa pressão de dentro de seu próprio Partido Democrata para retirar sua candidatura à reeleição em novembro, após um fraco desempenho no debate com Donald Trump.

De acordo com Sullivan, apenas uma hora antes de Biden anunciar, em 21 de julho, que não concorreria à reeleição, ele estava em uma ligação com seu colega esloveno finalizando a troca de prisioneiros.

Como acontece com qualquer troca de prisioneiros de alto risco, o acordo não estava garantido, mesmo quando o avião estava a postos e as rotas dos prisioneiros para casa finalizadas.

“Prendemos a respiração e cruzamos os dedos até algumas horas atrás”, disse Sullivan na tarde de quinta-feira.

Depois, Biden postou uma foto dos americanos libertados juntos em um avião com destino a solo americano, junto com uma legenda curta. “[Eles] estão seguros, livres e começaram sua jornada de volta aos braços de suas famílias.”

Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto.

Fonte: G1

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Mundo

Após EUA, chanceleres da Argentina e do Uruguai dizem que González ganhou eleição na Venezuela

por Redação 2 de agosto de 2024

Após o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, foi a vez da chanceler da Argentina dar uma declaração pública reconhecendo Edmundo González como vencedor das eleições na Venezuela.

Em post no X, Diana Mondino afirmou:

Omar Paganini, ministro das Relações Exteriores do Uruguai, usou a rede social para fazer o mesmo horas depois.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apontou Nicolás Maduro como vencedor no último domingo (28). A oposição, porém, alega fraude.

González é o candidato da Plataforma Democrática Unitária (PUD), coalização de oposição a Maduro, atual presidente venezuelano e que buscava a reeleição para um terceiro mandato.

O resultado é contestado pela oposição, liderada por María Corina Machado e por Edmundo González, e pela comunidade internacional. As acusações são de falta de transparência da autoridade eleitoral venezuelana e há pedidos para a publicação dos resultados das urnas.

A PUD afirma que seu candidato recebeu 67% dos votos, contra 30% de Maduro —considerando cerca de 74% das atas das urnas.

González e Corina Machado estão ameaçados de prisão desde que contestaram o resultado das eleições. Para o governo americano, “as ameaças de Maduro contra líderes da oposição” são antidemocráticas e uma tentativa de se manter no poder.

Em artigo ao jornal americano “The Wall Street Journal”, María Corina Machado disse que está escondida e que teme pela sua vida.

Entenda a crise
A Venezuela mergulhou em um impasse político e social após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter declarado o atual presidente, Nicolás Maduro, reeleito na eleição do último domingo, 28 de julho, e a oposição alegar ter havido fraude.

Manifestações eclodiram por todo o país. Pelo menos 12 pessoas haviam morrido até esta quinta-feira, segundo ONGs que atuam no país, e mais de 1.200 foram presas, segundo Maduro.

Diante do impasse, a Suprema Corte da Venezuela convocou os 10 candidatos à presidência –incluindo Maduro e González, a comparecerem nesta sexta-feira (2) para começar a auditoria da eleição.

No entanto, integrantes da Suprema Corte foram indicados por Maduro e são alinhados a ele.

“Admite-se, assume-se e inicia-se o processo de investigação e verificação para certificar os resultados do processo eleitoral”, expressou Caryslia Rodríguez, presidente da Suprema Corte. O CNE, órgão eleitoral, também é dirigido por um aliado de Maduro.

Fonte: G1

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Mundo

Venezuela: prazo oficial de 72 horas se esgota e Conselho Nacional Eleitoral não divulga total dos votos, nem atas das eleições

por Redação 1 de agosto de 2024

O prazo legal de 72 horas se esgotou e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela não divulgou o resultado das eleições no país, com o total de votos, nem liberou as atas eleitorais, para confirmar que Nicolás Maduro realmente venceu a eleição.

Nesta segunda-feira (29), mesmo sem ter feito o registro total dos votos, o CNE proclamou Maduro, que já estava à frente da presidência da Venezuela, como reeleito. As regras do CNE determinam que o total dos votos seja divulgada até 72 horas após a eleição.

No caso das atas eleitorais, ele teria mais prazo, mas o próprio Conselho chegou a prometer que elas seriam divulgadas dentro do mesmo prazo. Mesmo porque, como o sistema na Venezuela também é eletrônico, os boletins de urnas já teriam de ser divulgados e as atas já teriam de estar prontas.

Com isso, cresce a avaliação de que Maduro não irá cumprir suas promessas de dar transparência ao pleito e divulgar todas as atas da eleição do último domingo (28).

Em uma prometida entrevista coletiva, que virou um pronunciamento, Nicolás Maduro se colocou no papel de vítima, acusou a imprensa de colocar o país em guerra e afirmou que países e organizações de direita estão tentando destruir a Venezuela.

Enquanto isso, Brasil, Colômbia e México não chegaram até agora a um acordo para divulgar um comunicado conjunto cobrando a imediata divulgação das atas eleitorais para dar credibilidade às eleições na Venezuela.

Enquanto a Colômbia pede uma auditoria internacional sobre o resultado das eleições venezuelanas, o Brasil prefere que conste no comunicado uma checagem imparcial do resultado.

Irritados com a demora, os Estados Unidos subiram o tom contra o presidente da Venezuela, e avisou que a paciência dos EUA está acabando diante da demora do CNE em divulgar as atas das eleições, ameaçando tomar medidas contra a Venezuela caso o país não prove que Maduro foi mesmo o vencedor no pleito.

Na América do Sul, alguns países são contra. Porém, qualquer tipo de interferência na política interna da Venezuela e também contra o aumento de sanções econômicas, agravaria ainda mais a crise econômica e social nesses países sul-americanos. O Brasil está entre eles.

Fonte: G1

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Mundo

Os venezuelanos chavistas que votaram na oposição: ‘Até a gente se cansou’

por Redação 1 de agosto de 2024

Para chegar aos bairros de baixa renda Niño Jesús e Catia, no extremo oeste de Caracas, é preciso percorrer ruas estreitas construídas de forma improvisada que percorrem todas as direções como um labirinto.

Algumas subidas são tão íngremes e algumas ruas tão estreitas que só são acessíveis por moto. Algumas casas só podem ser alcançadas subindo ou descendo centenas de escadas.

Durante a campanha presidencial de 2012, o então presidente Hugo Chávez descreveu o bairro como “um bastião da revolução bolivariana”.

Mas há sinais de que não é mais.

“Sempre votei em Chávez e nas últimas eleições votei em Maduro. É a primeira vez que voto na oposição”, diz uma mulher que pede para não ter o nome revelado.

A venezuelana acrescenta que seu pai é um “chavista hardcore” e diz que sempre acreditou que ser chavista era normal. “A oposição nunca venceu aqui, mas até os chavistas estão cansados ​​de Maduro”, conclui ela.

Na noite de domingo, após fim da votação, os moradores do bairro se reuniram em frente à Escola Básica San Martín, em Niño Jesus, para ouvir os resultados dados pelas testemunhas da mesa após a contagem dos votos.

Um deles anunciou ao grupo que Maduro obteve 326 votos, mas que o vencedor foi Edmundo González com 854, mais que o dobro. O anúncio foi recebido com vivas, aplausos e gritos cheios de emoção que foram registrados em vídeos verificados pela BBC News Mundo.

Em outro centro de votação instalado na Escola Eugenio Mendoza Fé e Alegria, em outra área de Niño Jesús, o candidato da oposição obteve 1.518 votos, 63%, enquanto Maduro obteve 818 votos, segundo a ata apresentada pela oposição.

Em toda a freguesia de Sucre, divisão administrativa a que pertencem Catia e Niño Jesus, Edmundo González obteve 61,93% dos votos, segundo a mesma fonte.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ainda não tornou públicas as atas que sustentam o anúncio oficial de que Nicolás Maduro foi o vencedor, algo que a oposição vê como um sinal claro de que houve fraude eleitoral.

‘Sempre fomos chavistas’
“Catia e Ninõ Jesus sempre foram chavistas. Eu sempre votei em Chávez”, diz Maikel Torres à BBC News Mundo. “Chávez fez muito pelo bairro, mas aquele cara (Maduro) nos fez empobrecer. Chega.”

“Como é possível um presidente dizer que vai haver sangue se ele perder? É assustador”, acrescenta.

Torres afirma que para a maioria das pessoas de Niño Jesús e de toda a Venezuela é “muito óbvio” que Nicolás Maduro perdeu as eleições.

“Aquele ditador roubou. Eles perderam o apoio do povo e isso é óbvio. Aqui no bairro você pode ver isso.”

Desde que os resultados foram anunciados, a tensão persiste em Niño Jesús. Maikel discute com uma mulher que votou em Maduro.

“Senhora, ninguém aqui está tentando criar problemas para você. Estamos em paz”, diz ele para uma mulher de 60 anos.

“Pacífico? Vocês são um lixo. Ontem à noite eles estavam chutando minha porta e eu sei que foi você”, responde a senhora.

Mas a tensão não é exclusiva ao bairro.

Protestos
Na terça-feira (31), novos protestos ocorreram em várias cidades venezuelanas em consequência do resultado anunciado pela CNE, segundo o qual Maduro teria vencido com 51% dos votos, à frente de Edmundo González com 44%.

Milhares de pessoas reuniram-se em vários pontos de Caracas para manifestar o seu repúdio ao anúncio e garantiram que permaneceriam nas ruas até conseguirem uma mudança de governo.

A maior de todas as manifestações ocorreu nos arredores de Altamira e Los Palos Grandes, na zona leste da cidade, onde Maria Corina Machado e Edmundo González circulavam em um trio elétrico.

O partido no poder também saiu às ruas para “defender a paz”.

Alguns reuniram-se na Plaza Sucre, em Catia, onde o governo organizou um comício.

Carlos Ponce, de 61 anos, é fundador do Movimento Nacional Comandante Eterno, uma organização chavista. Ele disse à BBC Mundo que a oposição precisa aceitar os resultados da CNE.

“Quando você vai a uma competição e há um árbitro, você simplesmente tem que aceitar o veredito dele. A CNE diz que Nicolás Maduro venceu e a oposição deve aceitar”, afirmou.

“Somos a maioria, somos alegria, somos filhos de Hugo Chávez”, acrescentou.ta’

Medo da repressão
Em Niño Jesús, a “nova oposição” tem saído às ruas com tachos e panelas para mostrar o seu descontentamento com os resultados oficiais.

“Ontem estavam queimando lixo”, contou-me uma comerciante que preferiu não revelar sua identidade. “Também votei no Edmundo, mas não concordo com esses protestos porque no final nos prejudica. Desde domingo não há transporte e está tudo fechado. Não consegui vender nada nem ganhar dinheiro”, acrescentou.

Muitos têm medo de dar a sua opinião abertamente: aceitam dar entrevista, mas não querem revelar os nomes por medo de represálias.

Segundo vários habitantes de Catia, é nesse bairro que mora a família de Cilia Flores, deputada e esposa de Nicolás Maduro.

“Muita gente não vai querer falar com você porque os grupos paramilitares também atuam aqui. Eles intimidam as pessoas e semeiam medo”, explicou um morador, quase susurrando.

Ele se referia a organizações criadas por Hugo Chávez e definidas pelo governo como “grupos civis armados”.

Os críticos dizem que há muita impunidade e que eles são completamente leais ao governo. Alguns cobram “impostos” dos comerciantes.

“Não sei se o presidente é Edmundo ou Maduro”, diz-me outro morador do bairro que não quis revelar seu nome verdadeiro porque diz pagar aos grupos para poder vender suas mercadorias. “Votei no Edmundo. É a primeira vez que voto na oposição.”

“Minha esposa me disse ontem à noite que iria protestar em Miraflores (o palácio presidencial) e eu disse a ela que ela estava louca. Lembrei a ela que temos dois filhos e, se eles a matarem, o que será que nossa família?”

Ele diz estar convencido de que o governo “roubou as eleições”.

“Eles não vão querer abrir mão do poder. Controlam os cinco poderes, controlam o Exército, as armas. Quem vai abrir mão do poder assim? Eu também não iria embora”, acrescenta com raiva.

Prisões
Segundo as autoridades, cerca de 750 pessoas foram detidas nos protestos pós-eleitorais.

Duas grandes ONG do país afirmam que várias pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Na terça-feira, o ministro da Defesa da Venezuela chamou os protestos de “um golpe de Estado”.

Cercado por tropas armadas, o general Vladimir Padrino leu um comunicado dizendo que o presidente Nicolás Maduro tinha a “lealdade absoluta e o apoio incondicional” dos militares.

Mas muitos novos opositores no bairro me disseram que não se deixarão intimidar e continuarão nas ruas.

Maikel Torres diz que não tem medo.

“Não tenho medo da morte, no final todos vamos morrer”, diz ele. “Nunca quis problemas com meu vizinho. Mas o chavismo só fez isso: incutir o ódio”, acrescenta, enquanto um rival chavista continua gritando do outro lado da rua.

“Mas não vou me esconder. Vou continuar nas ruas até que este governo caia.”

Fonte: G1

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Mundo

Elon Musk aceita convite (bizarro) para lutar com Nicolás Maduro

por Redação 1 de agosto de 2024

As eleições na Venezuela continuam provocando clima de tensão e, como resultado, podemos ver acontecer uma luta entre o presidente do país, Nicolás Maduro, e o empresário multimilionário Elon Musk.

Depois dos resultados das eleições da Venezuela terem sido contestados pela oposição de Maduro pela comunidade internacional, o dono da Tesla, da SpaceX e do X aproveitou para interagir e compartilhar publicações na rede social que criticavam o presidente Maduro.

A Forbes tinha informado que Maduro desafiou Elon Musk para uma luta. “Quer lutar? Vamos a isso. Elon Musk, estou pronto. Não tenho medo de você, Elon Musk. Vamos lutar onde você quiser”, terá declarado Maduro.

Surpreendentemente, Musk respondeu no X que aceita o desafio. Mais ainda, o magnata fez outra publicação onde diz que acredita que Maduro “vai ficar com medo” de seguir em frente com a proposta para lutar.

Em uma votação onde se procurava saber quem é que os usuários do X acreditam que ganharia a luta, Musk aproveitou para sugerir algumas apostas para o desfecho. “Se eu ganhar, ele deixa de ser ditador da Venezuela. Se ele ganhar, lhe dou uma viagem grátis até Marte”, escreveu Musk.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Musk se vê envolvido na possibilidade de ter uma luta física com outra personalidade conhecida. No verão de 2023, Musk andou circulando a ideia de lutar com Mark Zuckerberg, o fundador e CEO da Meta.

Apesar de Zuckerberg ter aceitado a proposta, Musk nunca seguiu em frente com a iniciativa. Apesar disso, Musk voltou a dar a ideia numa recente ida ao Capitólio em Washington, D.C., nos EUA.

Fonte: noticiasaominuto

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Mundo

Alckmin aparece perto de chefe do Hamas em posse de novo presidente do Irã horas antes de Ismail Haniyeh ser assassinado

por Redação 31 de julho de 2024

O vice-presidente Geraldo Alckmin estava a poucos metros do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, durante a posse do novo presidente do Irã, na terça-feira (30), em Teerã.

Alckmin era um dos convidados da posse, assim como outras centenas de autoridades de diversos países. Ele representou o governo Lula no evento e não falou com o chefe do Hamas.

Alckmin era um dos convidados da posse, assim como outras centenas de autoridades de diversos países. Ele representou o governo Lula no evento e não falou com o chefe do Hamas.

Haniyeh foi morto horas depois ainda em Teerã, informou o grupo palestino em um comunicado nesta quarta-feira (31).

A Guarda Revolucionária do Irã também confirmou, em um comunicado, que o principal líder do Hamas e um de seus guarda-costas foram assassinados na manhã desta terça em Teerã e que está investigando o caso.

Os comunicados não dão detalhes sobre como o líder do Hamas foi morto e ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo assassinato.

Israel não comentou sobre o caso, porém, havia prometido matar Haniyeh e outros líderes do Hamas após o ataque do grupo em 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas e viu cerca de 250 serem feitas reféns.

Em comunicado, o Hamas afirma que Haniyeh foi morto num “ataque aéreo traiçoeiro à sua residência em Teerã”. Ele estava no Irã para participar da cerimônia de posse do presidente Masoud Pezeshkian.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o assassinato do líder do Hamas, informou a agência de notícias estatal WAFA.

Grupos palestinos convocaram uma greve geral e manifestações em massa após o assassinato de Haniyeh.

Em maio, Haniyeh teve a prisão pedida pelo procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra durante o conflito entre Israel e Hamas. Na ocasião, outros dois chefes do Hamas tiveram a prisão pedida, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu ministro da defesa, Yoav Gallant.

Casa Branca
Não houve reação dos Estados Unidos. A administração de Joe Biden tenta pressionar o Hamas e Israel a concordarem com um cessar-fogo temporário e um acordo de libertação de reféns.

Fonte: G1

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Mundo

Ismail Haniyeh, chefe do grupo terrorista Hamas, é assassinado no Irã

por Redação 31 de julho de 2024

O chefe do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em Teerã, no Irã, informou o grupo palestino em um comunicado nesta quarta-feira (31).

A Guarda Revolucionária do Irã, tropa de elite do exército iraniano, também confirmou, em um comunicado, que o principal líder do Hamas e um de seus guarda-costas foram assassinados na manhã desta terça em Teerã e que está investigando o caso.

O assassinato ocorreu no mesmo dia em que Israel bombardeou Beirute, capital do Líbano. O alvo foi Fuad Shukr, considerado o chefe número dois do grupo extremista libanês Hezbollah. Um comunicado oficial das Forças de Defesa de Israel informou que ele morreu na explosão.

Já o chefe do Hamas morto em Teerã estava no Irã para participar da cerimônia de posse do presidente Masoud Pezeshkian, da qual participaram autoridades de outros países, como o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin. O representante do governo do Brasil, inclusive, aparece em vídeo na cerimônia ao lado de Haniyeh, horas antes de ele ser morto.

Segundo a TV estatal iraniana, ele foi morto às 2h de quarta, horário de Teerã (20h de terça em Brasília), enquanto estava numa residência de veteranos de guerra no norte da capital iraniana.

Os comunicados não dão detalhes sobre como o líder do Hamas foi morto e ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo assassinato.

Israel não comentou o caso, mas já havia prometido matar Haniyeh e outros líderes do Hamas após o ataque do grupo em 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas e viu cerca de 250 serem feitas reféns.

Em comunicado, o Hamas afirma que Haniyeh foi morto num “ataque aéreo traiçoeiro à sua residência em Teerã”.

Segundo canal de TV Al Mayadin, sediado em Beirute, capital do Líbano, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que “é dever do Irã vingar o sangue de Haniyeh porque ele foi martirizado em nosso solo”.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o assassinato do líder do Hamas, informou a agência de notícias estatal WAFA.

Grupos palestinos convocaram uma greve geral e manifestações em massa após o assassinato de Haniyeh.

Em maio, Haniyeh teve a prisão pedida pelo procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra durante o conflito entre Israel e Hamas. Na ocasião, outros dois chefes do Hamas tiveram a prisão pedida, assim como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu ministro da defesa, Yoav Gallant.

Não houve reação dos Estados Unidos. A administração de Joe Biden tenta pressionar o Hamas e Israel a concordarem com um cessar-fogo temporário e um acordo de libertação de reféns.

Quem é
Ismail Haniyeh, morto no Irã nesta quarta-feira (31), era uma espécie de diplomata internacional do grupo terrorista Hamas enquanto a guerra se desenrolava em Gaza, onde três de seus filhos foram mortos em um ataque aéreo israelense.

Mas, apesar da retórica, ele era visto por muitos diplomatas como um moderado em comparação com os membros mais radicais do grupo apoiado pelo Irã dentro de Gaza.

Nomeado para o cargo mais alto do Hamas em 2017, Haniyeh se deslocava entre a Turquia e a capital do Catar, Doha, escapando das restrições de viagem da Faixa de Gaza bloqueada e permitindo-lhe atuar como negociador nas negociações de cessar-fogo ou conversar com o aliado do Hamas, o Irã.

“Todos os acordos de normalização que vocês (estados árabes) assinaram com (Israel) não acabarão com este conflito”, declarou Haniyeh na televisão Al Jazeera, sediada no Catar, logo após os combatentes do Hamas lançarem o ataque de 7 de outubro.

A resposta de Israel ao ataque tem sido uma ação militar que já matou mais de 35.000 pessoas dentro de Gaza até agora, de acordo com as autoridades de saúde do território, ligadas ao próprio Hamas.

Filhos mortos em ataque aéreo
Três dos filhos de Haniyeh –Hazem, Amir e Mohammad— foram mortos em 10 de abril, quando um ataque aéreo israelense atingiu o carro em que estavam, disse o Hamas. Haniyeh também perdeu quatro de seus netos, três meninas e um menino, no ataque, disse o Hamas.

Haniyeh negou as alegações israelenses de que seus filhos eram combatentes do grupo e disse que “os interesses do povo palestino estão acima de tudo” quando questionado se a morte deles afetaria as negociações de trégua.

Apesar da linguagem dura em público, diplomatas e oficiais árabes o viam como relativamente pragmático em comparação com vozes mais radicais dentro de Gaza, onde a ala militar do Hamas planejou o ataque de 7 de outubro.

Enquanto dizia ao exército de Israel que eles se encontrariam “afundando nas areias de Gaza”, ele e seu antecessor como líder do Hamas, Khaled Meshaal, viajavam pela região para negociações sobre um acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar com Israel que incluiria a troca de reféns por palestinos nas prisões israelenses, bem como mais ajuda para Gaza.

Israel considera toda a liderança do Hamas como terroristas e acusou Haniyeh, Meshaal e outros de continuarem a “puxar as cordas da organização terrorista Hamas”.

Mas quanto Haniyeh sabia sobre o ataque de 7 de outubro previamente não está claro. O plano, elaborado pelo conselho militar do Hamas em Gaza, era um segredo tão bem guardado que alguns oficiais do Hamas pareciam chocados com seu timing e escala.

Ainda assim, Haniyeh, um muçulmano sunita, teve um papel importante na construção da capacidade de combate do Hamas, em parte cultivando laços com o Irã xiita, que não esconde seu apoio ao grupo.

Durante a década em que Haniyeh foi o principal líder do Hamas em Gaza, Israel acusou sua equipe de liderança de ajudar a desviar ajuda humanitária para a ala militar do grupo. O Hamas negou.

Diplomacia
Quando ele deixou Gaza em 2017, Haniyeh foi sucedido por Yahya Sinwar, um linha-dura que passou mais de duas décadas em prisões israelenses e que Haniyeh havia recebido de volta a Gaza em 2011 após uma troca de prisioneiros.

“Haniyeh está liderando a batalha política do Hamas com governos árabes”, disse Adeeb Ziadeh, especialista em assuntos palestinos na Universidade do Catar, antes de sua morte, acrescentando que ele tinha laços estreitos com figuras mais linha-dura no grupo e na ala militar.

“Ele é a frente política e diplomática do Hamas”, disse Ziadeh.

Haniyeh e Meshaal se reuniram com oficiais no Egito, que também teve um papel de mediação nas negociações de cessar-fogo. Haniyeh viajou no início de novembro para Teerã para se encontrar com o líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, informou a mídia estatal iraniana.

Três altos oficiais disseram à Reuters que, naquela reunião, Khamenei havia dito ao líder do Hamas que o Irã não entraria na guerra sem ter sido informado com antecedência. O Hamas não respondeu a pedidos de comentário antes da Reuters publicar seu relatório, e depois negou tê-lo publicado.

No Hamas desde jovem
Quando jovem, Haniyeh era um ativista estudantil na Universidade Islâmica de Gaza. Ele se juntou ao Hamas quando foi criado na Primeira Intifada palestina (levante) em 1987. Ele foi preso e brevemente deportado.

Haniyeh tornou-se um protegido do fundador do Hamas, Sheikh Ahmad Yassin, que, assim como a família de Haniyeh, era um refugiado da vila de Al Jura, perto de Ashkelon. Em 1994, ele disse à Reuters que Yassin era um modelo para os jovens palestinos, dizendo: “Aprendemos com ele o amor ao Islã e o sacrifício por este Islã e a não se ajoelhar diante desses tiranos e déspotas.”

Em 2003, ele era um auxiliar de confiança de Yassin, fotografado na casa de Yassin em Gaza segurando um telefone no ouvido do fundador quase completamente paralisado do Hamas para que ele pudesse participar de uma conversa. Yassin foi assassinado por Israel em 2004.

Haniyeh foi um dos primeiros a defender que o Hamas entrasse na política. Em 1994, ele disse que formar um partido político “permitiria ao Hamas lidar com os desenvolvimentos emergentes”.

Inicialmente, foi anulado pela liderança do Hamas, mas posteriormente foi aprovado e Haniyeh tornou-se primeiro-ministro palestino após o grupo vencer as eleições parlamentares palestinas em 2006, um ano após a retirada militar de Israel de Gaza.

O grupo tomou o controle de Gaza em 2007.

Em 2012, quando questionado por repórteres da Reuters se o Hamas havia abandonado a luta armada, Haniyeh respondeu “claro que não” e disse que a resistência continuaria “em todas as formas – resistência popular, política, diplomática e militar”.

Fonte: G1

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