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Venezuela aprova, com 95% dos votos, a criação de um novo estado em território da Guiana

por Redação 4 de dezembro de 2023

Mais de 95% dos eleitores que participaram em um referendo no domingo (3) na Venezuela sobre Essequibo, território que o país reivindica da vizinha Guiana, apoiaram a proposta de criar uma província nessa região rica em petróleo.

“Demos o primeiro passo de uma nova etapa histórica para lutar pelo que é nosso. O povo venezuelano falou alto e de maneira clara”, celebrou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que tentará a reeleição em 2024, diante de uma multidão na praça Bolívar, no centro de Caracas: “Foi um dia maravilhoso […] uma vitória esmagadora do ‘sim'”.

O presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Elvis Amoroso, anunciou que 95,93% dos eleitores apoiaram a criação de uma província venezuelana chamada “Guiana Essequiba” e dar a nacionalidade do país a seus habitantes.

A Venezuela argumenta que o rio Essequibo é a fronteira natural com a Guiana, como em 1777 quando era Capitania Geral do Império Espanhol. O país apela ao Acordo de Genebra, assinado em 1966, antes da independência da Guiana do Reino Unido, que estabeleceu as bases para uma solução negociada e anulou uma decisão de 1899, que definiu os limites atuais.

Georgetown, no entanto, defende o laudo de 1899 e pede que seja ratificado pela CIJ (Corte Internacional de Justiça), principal tribunal da ONU.

O ‘sim’ também venceu com percentuais superiores a 95% nas outras quatro perguntas do referendo, que contemplavam a rejeição ao laudo de Paris e da jurisdição da CIJ, o apoio ao Acordo de Genebra e a oposição ao uso pela Guiana das águas marítimas de Essequibo, onde o governo de Georgetown e o grupo americano ExxonMobil iniciaram a exploração de vastas reservas de petróleo descobertas em 2015.

O referendo sobre Essequibo, território de 160 mil km² e com 125 mil habitantes, a princípio não teria consequências concretas a curto prazo: a Venezuela tem em vista reforçar sua reivindicação e negou que a iniciativa seja uma desculpa para invadir e anexar a zona à força, como temem os guianenses.

“Essequibo é nosso, foi nosso durante toda a vida”, declarou à AFP Mariela Camero, de 68 anos, uma das primeiras a votar em uma área popular de Caracas.

No primeiro boletim, Amoroso anunciou mais de 10,5 milhões de votos — de um eleitorado de 20,7 milhões — em meio a relatos de baixo comparecimento aos locais de votação.

O número provocou polêmica, pois o CNE não divulgou os dados da abstenção. Líderes da oposição e alguns analistas interpretaram o anúncio como uma tentativa de disfarçar uma taxa de participação “pequena”.

“Segundo Elvis Amoroso, a participação de hoje (ele não se atreveu a afirmar) foi de 2.110.864 eleitores. Foram cinco votos por eleitor […]. Maduro transformou uma oportunidade de fazer algo bom para todos os venezuelanos em um fracasso estrondoso”, destacou o ex-candidato à presidência e líder opositor Henrique Capriles na rede social X.

“É muito difícil compreender resultados dessa maneira”, disse Luis Vicente León, diretor da empresa de pesquisas Datanalisis.

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, que denunciou o referendo como uma “ameaça”, disse que seus compatriotas não tinham “nada a temer”.

“Estamos trabalhando incansavelmente para garantir que nossas fronteiras permaneçam intactas e que a população e nosso país continuem seguros”, declarou em uma transmissão no Facebook.

O ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino, e outros funcionários de alto escalão do governo, como a vice-presidente Delcy Rodríguez, divulgaram um vídeo em que indígenas substituem uma bandeira da Guiana em um mastro por uma bandeira da Venezuela. Eles afirmaram que é a mesma bandeira hasteada em 24 de novembro por Ali na serra de Pacaraima, na área reivindicada.

Procurado pela AFP, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiana, brigadeiro Omar Khan, afirmou que o vídeo seria “falso” e o chamou de “propaganda de guerra”.

Região rica em petróleo

A reivindicação da Venezuela se intensificou desde que a ExxonMobil descobriu, em 2015, petróleo em águas disputadas, o que deixa a Guiana com reservas de petróleo comparáveis às do Kuait e com as maiores reservas per capita do mundo.

Milhares de guianenses formaram correntes humanas no domingo, chamadas “círculos de união”, para mostrar seu apego à região. Muitos vestiam camisetas com frases como “O Essequibo pertence à Guiana” e agitavam bandeiras do país.

“Não temos as armas, os tanques de guerra. Temos Deus, que nos protegerá”, disse à AFP Dilip Singh, empresário que participou em uma das manifestações na província de Pomeroon-Supenaam, em Essequibo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reforçou as tropas brasileiras na fronteira, disse no domingo que espera que “o bom senso prevaleça” nesta disputa e que a região não precisa de confusão.

© Agence France-Presse

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Mundo

Reféns de terroristas do Hamas ficaram 50 dias sem tomar banho e dividiram remédio para dormir

por Redação 28 de novembro de 2023

Os reféns libertados nos últimos quatro dias pelo Hamas ficaram 50 dias sem tomar banho e dividiram remédio para dormir. A pouca comida disponível no cativeiro do grupo terrorista palestino, na Faixa de Gaza, fez com que todos eles perdessem peso. Alguns chegaram a emagrecer mais de 10 quilos.

Os relatos foram compartilhados com profissionais de saúde, que analisaram as condições de saúde dos reféns logo após a chegada deles a Israel. A médica Margarita, responsável pelo departamento que recebeu essas pessoas no Centro Médico Wolfson, ficou abalada com as histórias que ouviu. Após terem sido levados pelos terroristas e separados de suas famílias de forma traumática, os prisioneiros passaram a viver em condições insalubres em túneis subterrâneos.

“Uma refém idosa contou que eles não tomaram banho por 50 dias. Não tinham água suficiente. Triste, triste ouvir isso”, afirmou Margarita em entrevista ao jornal israelense Yedioth Ahronoth.

“Nos primeiros dias, era difícil para eles conseguirem dormir à noite por causa do estresse e do medo, e isso é compreensível. E então os terroristas do Hamas deram a eles um medicamento para dormir, e eles dividiram a pílula em quatro pedaços para permitir que o maior número de pessoas pudesse descansar. A qualidade do sono não era boa. Eles dormiam em camas próximas uma da outra, e era apertado”, acrescentou.

A refém contou que os prisioneiros não foram maltratados nem sofreram privações graves. Apesar disso, recebiam o mínimo para se manterem vivos e em condições razoáveis de saúde. A comida era principalmente arroz, conserva de homus e feijão. Em raras vezes, os terroristas ofereciam também pão e queijo, mas não mais que isso. Sem frutas, sem legumes, sem ovos. A prisioneira idosa que conversou com Margarita chegou a perder 12 quilos.

“Pelo que eu entendi da conversa, ela e todos os outros tentaram evitar comer muito, porque o feijão e o homus causavam prisão de ventre. Eles tinham medo de complicar as coisas e de não conseguir se cuidar, e não queriam que lhes dessem comprimidos para dores de estômago. Então, eles se certificaram de beber muito. Eles tinham água”, disse a médica.

Merav Raviv, que teve três parentes libertados pelo Hamas na sexta-feira (24), revelou à agência de notícias AP (Associated Press) que sua prima e sua tia, Keren e Ruth Munder, perderam cerca de 7 quilos cada uma ao longo dos 50 dias em que estiveram no cativeiro. A essa mesma agência, a refém Yocheved Lipschitz, de 85 anos, contou que os prisioneiros faziam uma refeição diária. A neta de Yocheved, Adva Adar, afirmou que a avó perdeu peso e está visivelmente mais magra.

A maioria dos reféns libertados parecia estar em boas condições físicas, capaz de andar e falar normalmente. Mas ao menos dois precisavam de cuidados médicos mais sérios. Alma Avraham, de 84 anos, libertada no domingo (26), foi levada às pressas, em estado crítico, para o Centro Médico Soroka de Israel, na cidade de Be’er Sheva, no sul do país. O diretor do hospital disse que ela tinha uma doença preexistente que não havia sido tratada adequadamente em cativeiro. Outra refém teve que ser conduzida para fora do cativeiro com o uso de muletas. A condição de saúde dela não ficou clara.

Dias intermináveis e escuridão
Dentro dos túneis, era difícil saber quando era dia e quando era noite. Segundo a doutora Margarita, os reféns relataram que passavam a maior parte do dia no escuro, com uma brecha de duas horas diárias para um banho de sol. A falta de noção sobre o tempo fazia os dias parecerem intermináveis. Mas esse não foi o único problema.

Segundo a AP, houve indicações iniciais de que os reféns recentemente libertados estavam sendo mantidos em subsolo até que se adaptassem novamente à luz do sol. Eyal Nouri, sobrinho de Adina Moshe, de 72 anos, revelou que a tia andava com os olhos baixos. Os médicos temiam que a claridade repentina pudesse causar danos à visão dela.

“Ela andava com os olhos abaixados, porque estava em túnel. Ela não estava acostumada com a luz do dia. Durante o cativeiro, ela esteve desconectada de todo o mundo exterior”, afirmou Nouri.

Para além dos raros momentos em que tomavam banho de sol, os reféns passavam as horas conversando entre si. Essa era a única atividade que lhes restava. Eles não podiam assistir à televisão, ler, nem mesmo escrever em um pedaço de papel. Os terroristas temiam que eles usassem lápis e canetas para escrever alguma informação que pudesse comprometê-los.

“O poder deles [dos reféns] vinha do fato de que estavam juntos e cuidavam uns dos outros. Uma delas contou que, no primeiro dia, eles se sentaram e compartilharam as terríveis experiências que tiveram. Cada um contribuiu com o que podia”, disse Margarita.

“Por exemplo, havia um que conhecia muito bem a história de Israel, então eles se sentaram por duas ou três horas por dia, e ele deu uma palestra interessante sobre a história do país. Havia aqueles que cozinhavam e cuidavam da comida. Uma delas abordou os terroristas em árabe e disse a eles ‘nos traga óleo’, para lidar com a prisão de ventre. Essa preocupação mútua os manteve juntos”, acrescentou.

Fonte: r7

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Mundo

Primeiro grupo de reféns é solto após acordo entre Israel e terroristas do Hamas

por Redação 24 de novembro de 2023

O primeiro grupo de reféns sequestrados por terroristas do Hamas chegou ao Egito por volta das 17h (12h, no horário de Brasília) desta sexta-feira (24), segundo informações da emissora de TV estatal de Israel Kan 11. A libertação faz parte de um acordo firmado entre o governo israelense a organização extremista palestina.

As 13 mulheres, algumas idosas, e crianças foram levadas pela entidade de ajuda humanitária Cruz Vermelha até o posto fronteiriço de Rafah, na fronteira com o Egito, onde foram recebidas por militares israelenses. Também foram soltos 12 cidadãos tailandeses, como parte de um acordo paralelo do governo da Tailândia com a organização terrorista.

De acordo com a Kan 11, pouco depois das 17h, os reféns soltos se encontraram com agentes da Shin Bet, a agência de segurança interna de Israel.

Depois, o grupo segue para a base aérea de Hatzerim, no sul de Israel — os reféns libertados entrarão pela passagem de Kerem Shalom —, onde passará por avaliação física e psicológica. Caso algum integrante do grupo precise de atendimento médico imediato, seguirá diretamente da fronteira para um hospital israelense.

Na base aérea, os reféns poderão falar com familiares pelo telefone e serão posteriormente encaminhados para hospitais, por meio de helicópteros ou de ônibus.

O acordo para a libertação dos reféns envolve, inicialmente, a soltura de 50 indivíduos capturados em Israel durante os ataques terroristas de 7 de outubro, em troca de pelo menos 150 presos palestinos — Israel chegou a divulgar uma lista prévia com 300 nomes — e uma trégua de quatro dias, que entrou em vigor às 7h (2h, em Brasília) de hoje.

Até agora, apenas quatro reféns haviam sido libertados: duas cidadãs americanas (mãe e filha) e duas idosas israelenses. Israel também resgatou uma soldado que havia sido levada pelos terroristas.

Fonte: r7

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Mundo

Axl Rose, do Guns N’ Roses, é acusado de ter estuprado uma atriz em 1989

por Redação 23 de novembro de 2023

Primeiro o vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose, e depois o ator Jamie Foxx foram acusados na quarta-feira (22) de agressão sexual por diferentes demandantes, na véspera do fim do prazo de lei que permite às vítimas de violência sexual apresentar queixas de agressão sexual já prescritas.

Rose, cujo nome verdadeiro é William Bruce Rose, foi acusado pela atriz e modelo americana Sheila Kennedy de agressão sexual em 1989, quando o grupo de hard rock estava no auge da fama.

Na ação judicial, a vítima, Sheila Kennedy, alega que Rose, atualmente com 61 anos, “a agrediu sexualmente” no quarto de um hotel de Nova York e que ela “não consentiu e se sentiu dominada”.

O cantor da banda de hard rock tinha fama na indústria musical de ser “agressivo, violento e [de ter] um comportamento sexual hostil”, diz a ação de dez páginas, apresentada virtualmente na quarta (22) pelos advogados da demandante. O incidente teria ocorrido após ambos terem se conhecido em uma boate.

Segundo Kennedy, atualmente com 61 anos, ela inicialmente foi a uma festa no quarto de hotel do cantor a convite dele, mas, diante de uma reviravolta “incômoda e inquietante” da situação, ela deixou o local com um amigo de Rose.

O artista a teria seguido e obrigado a voltar para o quarto, “arrastando-a como um homem das cavernas”, amarrando-lhe as mãos nas costas e abusando sexualmente dela.

Quatro vezes capa da revista erótica Penthouse, Kennedy afirma que Rose, que estaria sob efeito de drogas, a “tratou como propriedade utilizada para seu próprio prazer sexual”.

Segundo seus advogados, a modelo “acreditava que Rose iria atacá-la fisicamente, ou pior, se ela dissesse não ou tentasse afastá-lo. Ela entendeu que a coisa mais segura a fazer era deitar na cama e esperar que Rose terminasse de agredi-la”, diz o texto.

“[Isso] teve impactos emocionais, físicos, psicológicos e financeiros ao longo da vida de Kennedy”, completou a denúncia.

O processo civil foi apresentado à Suprema Corte do condado de Nova York em 22 de novembro e exige que Axl Rose enfrente um julgamento com júri.

“Rose usou sua fama, status e poder como uma celebridade e artista da indústria musical para poder manipular, controlar e agredir violentamente Kennedy”, afirma a denúncia.

A demandante pede reparação financeira pelos danos e sequelas que sofreu com o comportamento violento de Rose.

Axl Rose e o Guns N’ Roses continuam em atividade até hoje e acabaram de concluir sua turnê mundial em 2023, que não passou pelo Brasil. A banda se prepara para lançar um disco de inéditas.

JAMIE FOXX TAMBÉM É ACUSADO
Eric Marlon Bishop, conhecido como Jamie Foxx, foi acusado de ter agredido sexualmente uma mulher, citada com o nome genérico de “Jane Doe” (como é denominada na Justiça a pessoa que deseja permanecer no anonimato), na cobertura de um bar e restaurante de Manhattan, em agosto de 2015, quando estava com uma amiga.

Na denúncia, Jane Doe afirma que conheceu Foxx no restaurante Catch NYC ao lado de uma amiga e elas perguntaram se poderiam tirar uma foto com ele.

A mulher afirma que, depois das fotos com o ator, ele a elogiou e a empurrou para uma “área isolada”, onde tocou seus seios antes de deslizar as mãos para seus órgãos genitais, apesar de sua resistência.

Um segurança teria presenciado o ataque, mas não tentou impedi-lo, segundo a denunciante. Somente quando sua amiga a procurou, Foxx parou de apalpá-la e foi embora.

O restaurante Catch NYC e seu proprietário Mark Birnbaum também são alvo da denúncia da vítima, que tinha 18 anos na época e agora busca uma indenização pela dor, sofrimento, angústia emocional, ansiedade e humilhação provocados pela agressão, pela qual precisou receber tratamento médico.

Na semana passada, amparada pela mesma lei, a cantora de R&B Cassie, cujo nome de registro é Casandra Ventura, abriu um processo contra o rapper Sean Combs por agressão sexual e estupro. Um dia depois, eles chegaram a um acordo para solucionar o caso.

Jimmy Iovine, produtor de artistas como Bruce Springsteen, Patti Smith, Tom Petty, Stevie Nicks, cofundador da Beats by Dre e da Interscope, também foi denunciado por agressão sexual.

As ações judiciais acontecem com base na lei de Nova York conhecida como Adult Victims Act, que expira nesta quinta-feira e permite a apresentação de queixas de abusos sexuais já prescritos.

Fonte: r7

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Mundo

Unidade 504: conheça a agência de espionagem mais secreta de Israel

por Redação 21 de novembro de 2023

Muitos países mantêm agências de espionagem: os Estados Unidos têm a CIA (Agência de Inteligência Central), o Reino Unido tem o SIS (Serviço Secreto de Inteligência, em português, também conhecido pelo código MI-6).

Israel tem duas agências “famosas” mundialmente: o Mossad e o Shin Bet. Um fato pouco divulgado fora de Israel, no entanto, é que as FDI (Forças de Defesa de Israel) também contam com um serviço secreto: a Unidade 504, que tem ajudado a capturar inimigos de Israel e a salvar civis palestinos na guerra contra os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza.

A principal diferença da Unidade 504 é que ela faz parte do Exército de Israel, enquanto o Mossad e o Shin Bet são agências civis. E, na guerra contra o terrorismo, esse serviço de espionagem tem sido vital em desmascarar o terror perpetrado pelo Hamas em hospitais, conforme reportagem publicada no site israelense The Jerusalem Post.

Essa informação foi previamente fornecida a um grupo fechado de repórteres militares, mas foi mantida censurada devido a considerações operacionais.

Al-Shifa
Em uma gravação de um interrogatório da Unidade 504 de um palestino que esteve no hospital Al-Shifa, ele disse que havia muitas forças terroristas do Hamas lá, o que perturbava a equipe médica, que sabia de sua presença.

O palestino interrogado estimou que ele mesmo tinha visto entre 80 e 100 terroristas (provavelmente apenas uma parte do Hamas, considerando que Al-Shifa é um complexo grande com muitas instalações).

Ele acrescentou que os terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica estavam “camuflados” na vestimenta de vários tipos de auxiliares médicos, inclusive usando a sala de emergência para suas atividades.

Outro palestino, Hamdoah Riad Assad Samlah, contou como os terroristas do Hamas estavam usando 50 mil civis palestinos no grande prédio da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino em Gaza como escudos humanos.

Ele disse que ninguém resistiria ao Hamas ou poderia ser morto. Além disso, ele acrescentou que os terroristas embrulhavam seus foguetes em cobertores civis para escondê-los das forças israelenses e frequentemente atiravam contra soldados das FDI dos arredores do prédio.

Outro palestino disse à Unidade 504 que viu mais de cem terroristas do Hamas controlando o Hospital Rantisi em Gaza, divididos em tendas com cerca de cinco a seis homens em cada uma.

Ele disse que também estava em um hospital conhecido como Hospital Suécia, onde viu pelo menos sete terroristas do Hamas. Embora estivessem vestidos como civis, ele disse que conhecia um deles pessoalmente e que o restante estava armado.

Terroristas interrogados
Até o início da guerra, em 7 de outubro, a Unidade 504 estava mais focada em Líbano, Síria e outros países do Oriente Médio. Desde o ataque, no entanto, a Unidade 504 interrogou mais de 500 palestinos e prendeu e interrogou mais de 300 terroristas.

“Até agora, prendemos mais de 300 terroristas como parte da invasão, que foram levados para interrogatório prolongado em Israel. As informações obtidas dos interrogatórios desses prisioneiros foram de tremendo valor, levando à eliminação de outros terroristas e ao aumento da segurança de nossas forças”, disse um comandante sênior da Unidade 504 que, como era de se esperar, não teve sua identidade revelada.

Ajuda palestina
O oficial superior acrescentou que sua unidade também recebeu milhares de chamadas de palestinos em Gaza querendo ajudá-los com inteligência ou cooperar de outra forma contra os terroristas do Hamas. “Foi de uma magnitude que nunca tínhamos visto antes. Parece que os residentes de Gaza estão insatisfeitos com a conduta bárbara do Hamas.”

Para realizar essas muitas missões, dezenas de interrogadores de campo que falam árabe estão espalhados pelas áreas de batalha em Gaza nos níveis de divisão, brigada e batalhão.

O pessoal de interrogatório de campo da Unidade 504 não está apenas trazendo de volta terroristas para Israel para interrogatório, mas também interrogando terroristas frequentemente em campo em tempo real para ajudar as FDI com suas manobras de batalha imediatas, bem como encontrar locais sensíveis do Hamas nas ruas próximas de Gaza.

Além desses detidos interrogados fornecerem à Unidade 504 informações sobre locais sensíveis de terror em geral, eles foram especialmente úteis na localização da rede de túneis do Hamas.
A Unidade 504 também teve papel principal para convencer milhares de palestinos no norte de Gaza a se deslocarem em direção ao sul do território.

Isso foi feito por uma mistura de mais de 10 milhões de mensagens eletrônicas, 9 milhões de mensagens gravadas e mais de 30 mil chamadas telefônicas de oficiais treinados não apenas em árabe, mas em se conectar culturalmente com os palestinos. Além disso, cerca de 4 milhões de panfletos foram lançados pressionando civis palestinos a fugir para o sul.

Em um caso, as FDI descobriram, com a ajuda de civis palestinos, um posto do Hamas que estava impedindo a movimentação para o sul de Gaza. ) O Exército foi capaz de usar essa informação para remover as forças do Hamas, levando civis palestinos para longe da região de confronto e para áreas mais seguras.

Fonte: r7

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Mundo

Fattah 2: Irã revela míssil hipersônico que pode escapar de radares e carregar ogiva nuclear

por Redação 21 de novembro de 2023

O governo do Irã revelou, neste domingo (19), o míssil hipersônico Fattah 2, produzido pela Força Aeroespacial do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC), divisão de pesquisa da Força Aérea Iraniana.

O míssil foi exibido durante uma exposição realizada na Universidade de Ciência e Tecnologia Aeroespacial de Ashura, na qual foram apresentados os últimos avanços na tecnologia aeroespacial do Irã.

Segundo a Irna (agência de notícias oficial do Irã), o Fattah 2 é um míssil teleguiado de última geração, classificado como arma hipersônica. O Irã é um dos quatro países no mundo capazes de fabricar esse tipo de arma.

O governo iraniano é um dos apoiadores políticos e financeiros do Hamas, grupo terrorista palestino que deflagrou um novo conflito na região em 7 de outubro, quando invadiu Israel e matou 1.200 pessoas, além de sequestrar outras 240, que hoje se encontram mantidas em cativeiro na Faixa de Gaza.

O que é um míssil hipersônico?
Um míssil hipersônico é um tipo de míssil capaz de viajar a velocidades extremamente altas, geralmente definidas como Mach 5 ou mais, o que significa cinco vezes a velocidade do som ou mais rápido. Essa velocidade excepcionalmente alta torna os mísseis hipersônicos muito difíceis de ser detectados e interceptados pelos sistemas de defesa atuais.

Esses mísseis podem ser projetados para transportar ogivas convencionais ou nucleares e ser lançados a partir de aviões, navios, submarinos ou de bases terrestres. A combinação de sua velocidade extremamente alta, capacidade de manobra e trajetórias de voo variáveis ​​os torna uma ameaça significativa em conflitos modernos.

Além de seu uso militar, a tecnologia hipersônica também tem potenciais aplicações civis, como em sistemas de transporte rápido e na exploração espacial. No entanto, o desenvolvimento e o uso desses mísseis também levantam questões de segurança e estabilidade global, dadas as dificuldades em controlar tais armas e se defender delas.

Fonte: r7

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Mundo

Privatizações, Israel e Bolsonaro: os primeiros passos de Milei como presidente da Argentina

por Redação 21 de novembro de 2023

O ultraliberal Javier Milei, do LLA (La Libertad Avanza), deu os primeiros passos como presidente eleito da Argentina após sair vitorioso da eleição de domingo (19), com 55,75% da preferência do eleitorado — o equivalente a 14,3 milhões de votos. Nas primeiras horas como mandatário eleito do país latino-americano, Milei reforçou promessas de campanha, informou que fará duas viagens em breve — aos Estados Unidos e a Israel — e convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro a participar da cerimônia de posse, a ser realizada em 10 de dezembro. Ele também anunciou os nomes de oito novos ministros e a extinção de ministérios.

Em uma série de entrevistas a emissoras de rádio, Milei afirmou ter um “plano claro” para enfrentar a grave crise econômica que assola a Argentina, onde a inflação chegou a 140% em 12 meses e o índice de pobreza está em 40%. Ele reforçou que sua prioridade é “destruir” a inflação e empreender uma forte reforma do Estado, que incluirá privatizações e o fechamento do Banco Central. A partir dessas medidas, ele afirma que conseguirá controlar a inflação entre 18 e 24 meses.

“Tudo o que puder estar nas mãos do setor privado vai ficar nas mãos do setor privado”, afirmou Milei, acrescentando que a petrolífera YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales) e os veículos de comunicação estatais estão entre as empresas a serem privatizadas. “Vamos começar primeiro pela reforma do Estado, colocar em caixa as contas públicas muito rapidamente”, continuou.

Milei anunciou também que, antes de tomar posse, fará uma viagem aos Estados Unidos e, em seguida, irá a Israel. O presidente eleito, um ultraliberal na economia, é alinhado política e ideologicamente com o Estado de Israel, governado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um conservador.

A viagem aos EUA terá “uma conotação mais espiritual do que outras características”, segundo Milei, uma vez que irá a Miami e Nova York para visitar amigos rabinos. Depois, ele partirá diretamente para Israel, para uma visita sobre a qual “já estava conversando com o embaixador de Israel na Argentina”.

Gabinete
Nas primeiras horas como presidente eleito, Milei antecipou também um pouco de como deve ser seu gabinete quando ele assumir, em dezembro. Ele anunciou o advogado criminal Mariano Cúneo Libarona como ministro da Justiça, e Carolina Píparo como chefe da Anses (Administração Nacional da Seguridade Social). Segundo o ultraliberal, a organização do Executivo nacional terá apenas oito ministérios. Ele ainda não anunciou quem será o ministro da Economia.

“Vamos surpreender com a equipe que estamos montando. Estamos juntando especialistas de vários espaços, mas com a convicção de mudar a Argentina rumo às ideias de liberdade. Os mais talentosos vão ficar lá dentro, não importa de onde venham, o que importa é resolver os problemas dos argentinos”, afirmou.

Segundo a Câmara Nacional Eleitoral da Argentina, 76% dos cerca de 36 milhões de eleitores habilitados a votar compareceram às urnas no domingo — o menor percentual de comparecimento de eleitores às urnas nos 40 anos desde o retorno à democracia, em 1983. No primeiro turno das eleições, quando também houve votação para deputados e senadores, esse índice foi de 77%.

Fonte: r7

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Mundo

Influenciadora denuncia agressão e suposto sequestro de mulher em ponto de ônibus em SP; veja vídeo

por Redação 17 de novembro de 2023

Uma influenciadora digital denunciou a agressão a uma mulher e o suposto sequestro dela em um ponto de ônibus na região de Aricanduva, na zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira (16). Rita de Cássia, de 40 anos, registrou a ação com o seu celular e a divulgou em suas redes sociais.

Segundo a influenciadora, ela estava com o marido e o filho em um posto de combustíveis, localizado na avenida Itaquera, quando presenciou os fatos, por volta da 1h.

As imagens mostram um homem, de camiseta preta e calça jeans, desembarcando de um carro escuro. Ele contorna o veículo e segue até um ponto de ônibus, onde uma mulher, de vestido, está sentada. Nesse momento, as agressões acontecem.

O agressor desfere um tapa na vítima, a derruba e puxa seu cabelo. Instintivamente, Rita e o marido descem do carro da família e seguem em direção ao homem para tentar encerrar o episódio de violência.

Entretanto, a influenciadora contou à reportagem que não conseguiu alcançá-lo. O homem obrigou a vítima a entrar no carro e fugiu em alta velocidade.

O casal acionou a Polícia Militar, através do 190, e contou tudo o que havia acontecido, informando as características físicas do agressor e do veículo.

Questionada sobre o paradeiro da vítima e do autor, a Secretaria de Segurança Pública não respondeu até a publicação desta reportagem.

Fonte: r7

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Mundo

Comunidade judaica repudia nova fala de Lula que classifica ações de Israel como ‘terroristas’

por Redação 14 de novembro de 2023

Representantes da comunidade judaica voltaram a criticar nesta terça-feira (14) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após nova declaração em que ele compara as ações de Israel na guerra com o grupo terrorista Hamas. Ao defender a criação do Estado da Palestina, o petista disse não ser justo nem correto Israel ocupar a Faixa de Gaza e expulsar os palestinos de lá e que a atitude do Exército israelense é “igual ao terrorismo”.

Para o rabino Rav Sany, diretor do Olami Faria Lima, a insistência de Lula revela a necessidade de “conhecer melhor o assunto”. “O presidente insiste em comparar o incomparável: uma organização terrorista como o Hamas, que usa seus próprios cidadãos como escudo humano, com um estado democrático e pluralista, como Israel, que só quer se defender do ataque bárbaro e selvagem, além do desejo de resgatar reféns. Lamento profundamente”. O rabino também sustentou que, ao contrário do que alega Lula, Israel não está atacando os hospitais, “está entregando combustível para funcionar e o Hamas o confisca”.

A nova comparação foi feita nesta terça-feira (14), durante o programa Conversa com o Presidente, nas redes sociais. “É verdade que houve ataque terrorista do Hamas, mas o comportamento de Israel fazendo o que está fazendo com criança, hospital, com mulheres […] é igual ao terrorismo”, declarou Lula.

Em nota, o Instituto Brasil Israel (IBI) manteve a posição contra a avaliação feita por Lula. “É uma pena que o governo do Brasil, diante da tragédia da guerra, perca o equilíbrio e a ponderação, reduzindo a possibilidade de contribuir de maneira decisiva e propositiva com negociações entre as várias partes no conflito”, declarou, completando que a acusação feita pelo presidente “reforça os extremistas de ambos os lados e enfraquece as partes que lutam por um futuro de coexistência para israelenses e palestinos”.

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, classificou como “equivocadas e perigosas” as falas de Lula. “Além de equivocadas e injustas, falas como essa do presidente da República são também perigosas. Estimulam entre seus muitos seguidores uma visão distorcida e radicalizada do conflito, no momento em que os próprios órgãos de segurança do governo brasileiro atuam com competência para prender rede terrorista que planejava atentados contra judeus no Brasil”, disse Lottenberg. “A comunidade judaica brasileira espera equilíbrio das nossas autoridades e uma atuação serena que não importe ao Brasil o terrível conflito no Oriente Médio”, acrescentou.

Nesta segunda-feira (13), lideranças políticas e religiosas também rebateram a declaração do presidente. A fala foi classificada por autoridades como equivocada e “fruto de desconhecimento” sobre a “selvageria” do Hamas, que causou mortes de civis e crianças em atentados.

Representantes da comunidade israelita no Brasil reagiram à declaração de Lula. O líder do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Israel, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), definiu o comentário como “equivocado”. Ao R7, ele disse que Lula sabe e conhece a situação de conflito na Faixa de Gaza, “mas não admite a realidade dos fatos”.

O parlamentar também afirmou que os movimentos de Israel e do Hamas são “completamente distintos”. “O Hamas, quando atacou Israel, em nenhum momento avisou civis ou quem quer que seja do ataque, que foi premeditado para atacar civis. Israel, por outro lado, pediu para que os civis palestinos saíssem da Faixa de Gaza. O que percebemos é que o próprio grupo Hamas é que faz as pessoas de escudo humano”, completou.

Durante o programa Conversa com o Presidente desta segunda-feira, Lula insistiu nas críticas a Israel. “Estou percebendo que Israel parece que quer ocupar a Faixa de Gaza e expulsar palestinos de lá; isso não é correto, não é justo. Temos que garantir a criação do Estado da Palestina”, disse.

O presidente executivo do grupo StandWithUs Brasil, André Lajst, disse que as falas de Lula são graves.

“O presidente brasileiro equiparou Israel, um Estado democrático, com um grupo terrorista com intentos abertamente genocidas que massacrou cerca de 1.200 pessoas — dentre elas, três brasileiros — e sequestrou 240 pessoas”, disse a entidade. “Israel não mata ‘inocentes sem nenhum critério’”, acrescentou. O grupo afirma ainda que todas as vidas perdidas nesse conflito são de igual valor, palestinas e israelenses. “E é lastimável que tantos civis inocentes estejam morrendo. Justamente por causa disso, é necessário compreender corretamente as causas dessa tragédia e os verdadeiros responsáveis por ela”, concluiu.

Chegada de brasileiros e familiares
Os 32 brasileiros resgatados da Faixa de Gaza chegaram a Brasília, onde foram recebidos por Lula. O pouso, na noite desta segunda-feira (13), encerrou a longa espera pela repatriação do grupo que ficou mais de um mês retido no enclave onde Israel trava uma guerra contra o grupo terrorista Hamas.

Após a chegada do grupo de 32 pessoas ao Brasil, o petista afirmou que o governo tem responsabilidade de procurar mais brasileiros e parentes de brasileiros que estão no conflito. “O Brasil vai continuar brigando pela paz”, comentou.

ONU
Lula classificou ser “inadmissível” que ainda não tenha sido encontrada uma solução para o conflito. Em sua avaliação, o Brasil fez um trabalho “extraordinário” à frente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro. Nesse sentido, ele voltou a criticar o direito de veto dos integrantes permanentes do órgão. “A ONU precisa mudar”, comentou. “A ONU de 1945 não vale mais nada em 2023.”

Fonte: r7

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Mundo

Voo com brasileiros que estavam em Gaza deixa o Egito com destino ao Brasil

por Redação 13 de novembro de 2023

O voo com as 32 pessoas, entre brasileiros e familiares, que deixaram a Faixa de Gaza neste fim de semana decolou do aeroporto do Cairo, no Egito, na manhã desta segunda-feira (13), com destino ao Brasil. O VC-2 (Embraer 190), cedido pela Presidência da República, decolou às 6h51 (horário de Brasília) com 17 crianças, nove mulheres e seis homens.

A aeronave seguirá diretamente para Las Palmas, na Espanha, onde fará a primeira parada técnica. O outro pouso será na Base Aérea do Recife. A previsão é que o avião chegue por volta das 23h30 desta segunda-feira (13) em Brasília. Anteriormente, o Planalto havia informado que seriam três paradas técnicas, mas a primeira, que seria em Roma, na Itália, foi cancelada.

Desde que cruzou a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito após uma espera de mais de três semanas pela permissão das autoridades envolvidas na guerra, o grupo fez a imigração e foi transportado em vans fretadas pela embaixada brasileira no Egito até Al-Arish. Eles chegaram ao Cairo na noite deste domingo (12).

Em postagem em uma rede social, a Presidência da República afirmou que o Brasil aguarda o grupo.

Os brasileiros e familiares foram autorizados a deixar a Faixa de Gaza, pela cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, nas primeiras horas deste domingo (12), no horário de Brasília. Da primeira relação, com 34 nomes, houve duas desistências.

Quase metade dos brasileiros que conseguiram cruzar a fronteira entre Gaza e o Egito vai para uma cidade do interior de São Paulo, ainda não divulgada, dois dias após o desembarque em Brasília (DF).

O grupo estava dividido em duas cidades no sul de Gaza — Rafah e Khan Younis — desde 14 de outubro. Rafah fica na fronteira do Egito com Gaza e é por onde passam os caminhões com ajuda humanitária.

Palestinos parentes de brasileiros terão apoio para emitir documentos
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou neste domingo (12) que os palestinos parentes de brasileiros que deixaram a Faixa de Gaza em direção ao Brasil serão acolhidos em ação conjunta dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e do Desenvolvimento Social e da Casa Civil, além das pastas das Relações Exteriores e da Defesa, que coordenaram a operação de repatriação.

“Na chegada, também teremos participação do MJSP e do MDS, na parte de apoio a todos esses brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento Social tem, junto à Casa Civil, esse sistema de apoio e acolhimento. Será disponibilizada identidade, permissão de trabalho, acesso ao SUS e a toda a rede de apoio social para refugiados, inclusive com opções de pedido de refúgio e de regularização da situação de cada um”, afirmou Vieira.

De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou vontade de se reunir com os brasileiros e parentes próximos vindos da Faixa de Gaza. Lula registrou, neste domingo (12), em uma rede social a saída dos brasileiros da zona de conflito. “Os brasileiros já atravessaram a fronteira e se encontram no Egito, de onde virão, em segurança, para o Brasil, na operação Voltando em Paz”, escreveu Lula, que elogiou a atuação dos órgãos do governo federal.

Fonte: r7

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